Desenvolvimento de uma aplicação Business Intelligence para ios

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1 Desenvolvimento de uma aplicação Business Intelligence para ios Por Ana Luísa Meireles Caldeira Orientador: Professor Doutor João Agostinho Pavão Co-orientador: Professor Doutor Luis Torres Pereira Dissertação submetida à UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO para obtenção do grau de MESTRE em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, de acordo com o disposto no DR I série A, Decreto-Lei n. o 74/2006 de 24 de Março e no Regulamento de Estudos Pós-Graduados da UTAD DR, 2. a série Deliberação n. o 2391/2007

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3 Desenvolvimento de uma aplicação Business Intelligence para ios Por Ana Luísa Meireles Caldeira Orientador: Professor Doutor João Agostinho Pavão Co-orientador: Professor Doutor Luis Torres Pereira Dissertação submetida à UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO para obtenção do grau de MESTRE em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, de acordo com o disposto no DR I série A, Decreto-Lei n. o 74/2006 de 24 de Março e no Regulamento de Estudos Pós-Graduados da UTAD DR, 2. a série Deliberação n. o 2391/2007

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5 Orientação Científica : Professor Doutor João Agostinho Pavão Professor Auxiliar do Departamento de Engenharias Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Professor Doutor Luis Torres Pereira Professor Auxiliar do Departamento de Engenharias Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro v

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7 Comece por fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estará a fazer o impossível São Francisco de Assis À minha família, amigos e ao Patolas vii

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9 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO Mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Os membros do Júri recomendam à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro a aceitação da dissertação intitulada Desenvolvimento de uma aplicação Business Intelligence para ios realizada por Ana Luísa Meireles Caldeira para satisfação parcial dos requisitos do grau de Mestre. Dezembro 2013 ix

10 Desenvolvimento de uma aplicação Business Intelligence para ios Ana Luísa Meireles Caldeira Submetido na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para o preenchimento dos requisitos parciais para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Resumo Numa altura em que uma das estratégias empresariais para a criação de vantagens competitivas é compreender os dados que as próprias organizações geram na sua atividade, este estudo pretende proporcionar às Pequenas e Médias Empresas (PME) a oportunidade de compreenderem a importância da informação passível de ser obtida, para a gestão dos processos de negócios. Pretende-se construir uma plataforma móvel que permita às PME, consultar e analisar oportunidades de negócio no tecido empresarial português, assim como no tecido empresarial internacional. A informação contabilística, para além de ser uma componente reconhecidamente importante para as organizações, poderá ainda fornecer um conjunto de métricas económicas e financeiras a que as pequenas e médias empresas (PME) poderão não dar o relevo desejado. O principal objetivo da aplicação projetada é explorar essa mesma informação, evidenciando a importância desses indicadores para a gestão das PME. Palavras Chave: Business Intelligence. x

11 Development of an application Business Intelligence for ios Ana Luísa Meireles Caldeira Submitted to the University of Trás-os-Montes and Alto Douro in partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science in Electrical Engineering and Computers Abstract In a time when one of the business strategies to achieve competitive advantages is to understand the data that the organizations themselves generate in their activity, this study intends to provide Small and Medium Enterprises (SME) with the opportunity to understand the role of information that can be achieved, for the management of business processes. The purpose is to build a mobile platform that allows SME (mostly), consulting and analysis activities for business opportunities in Portuguese companies, as well as the international business community. The accounting information, additionally to being a recognized important component for organizations, may also provide a set of economic and financial metrics that small and medium enterprises may not give the appropriate relevance. The main objective of the designed application is to explore that same data, highlighting the importance of these indicators in the management of Small and Medium Enterprises. Key Words: Business Intelligence. xi

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13 Agradecimentos Este trabalho contou com o auxílio e dedicação de várias pessoas às quais devo os meus sinceros agradecimentos. Ao meu orientador, Professor Doutor João Agostinho Batista de Lacerda Pavão, Professor Auxiliar do Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro, pela oportunidade que me proporcionou, pela disponibilidade, atenção e motivação transmitidas, pelo bom aconselhamento a todos os níveis, pelos esclarecimentos prestados e pela confiança no meu trabalho. Ao Professor Doutor Luís José Calçada Torres Pereira, Professor Auxiliar do Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, na qualidade de co-orientador, pelas suas observações e orientações. Ao Dr. Pedro Albuquerque, pela revisão técnica do Capítulo 4, pelos comentários e sugestões que contribuiram para a qualidade geral do texto e pela orientação dada ao longo de todo o período de estágio. Agradeço aos meus colegas de trabalho André Moura e Gonçalo Ricardo pela convivência e tempo partilhado ao longo da elaboração desta dissertação de mestrado, pela preciosa ajuda e disponibilidade sempre que foi necessário. Aos meus amigos, que me acompanharam neste percurso, agradeço todas as palavras de motivação, confiança, ajuda e o companheirismo demonstrados. xiii

14 Aos meus queridos pais, Lúcia e Alberto, por me mostrarem todos os dias os verdadeiros significados de força e persistência, pelos valores que me transmitem, por toda a paciência, apoio, carinho, encorajamento, e principalmente por me acompanharem lado a lado ao longo de todo o meu percurso. A todos, um sincero obrigada! UTAD, Lisboa,27 de Outubro de 2013 Ana Luísa Meireles Caldeira xiv

15 Índice geral Resumo Abstract Agradecimentos Índice de tabelas Índice de figuras Glossário, acrónimos e abreviaturas ix xi xiii xvii xix xxi 1 Introdução Motivação e objectivos Organização da dissertação Tecnologias da Informação e o Setor Financeiro Evolução da Tecnologia A Sociedade da Informação Europa Eletrónica e-business Dispositivos Móveis Tecnologias sem fios Sistemas Operativos Móveis Guidelines para o desenvolvimento de aplicações móveis xv

16 2.4 Web Services Georeferenciação Business Intelligence Conceito de Business Intelligence (BI) Componentes de Business Intelligence Processo de Recolha da Informação - ETL Processos de Tratamento da Informação - Data Warehousing Processos de Análise Aplicação - Fine Trade Requisitos Arquitetura da Aplicação Processo ETL Staging Area Protótipo Desenvolvimento do Projeto Base de Dados Processo de Desenvolvimento Implementação do Projeto Ferramentas utilizadas Testes Efetuados Conclusão e trabalho futuro 59 Referências bibliográficas 61 xvi

17 Índice de tabelas 4.1 Especificações da Staging Area xvii

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19 Índice de figuras 3.1 StarSchema SnowSchema Diagrama de Fluxo da Informação Diagrama de Controlo Ecrã Inicial Formulário de Login Mapa Mundo Detalhe por CAE Modelo de Base de Dados Processo de Desenvolvimento Oracle SQL Developer MicroStrategy Ecrã - Home Ecrã - Login Ecrã - Informacao Ecrã - Relatório Ecrã - Versao Impressão xix

20 4.16 Ecrã - Visão Global Ecrã - ISKO xx

21 Glossário, acrónimos e abreviaturas Lista de acrónimos Sigla Expansão PE Portugal Exportador PME Pequenas e Médias Empresas ERP Enterprise Resource Planning DW Data Warehouse DM Data Mart ETL Extract, Transform and Load DS Data Stores TI Tecnologias de Informação SIC Sociedade da Informação e do Conhecimento TIC Tecnologias da Informação e Comunicação WWW World Wide Web CERN Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire OCDE Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico xxi

22 Sigla CMSI WS SOAP WSDL W3C XML HTTP Expansão Cimeira Mundial da Sociedade da Informação Web Services Simple Object Access Protocol Web Service Definition Language World Wide Web Consortium Extensible Markup Language Hypertext Transfer Protocol Lista de abreviaturas Abreviatura e.g. et al. etc. i.e. vid. vs. Significado(s) por exemplo e outros (autores) etecetera, outros isto é, por conseguinte veja-se, ver versus, por comparação com xxii

23 1 Introdução 1.1 Motivação e objectivos Num contexto empresarial cada vez mais competitivo, a pressão constante da eficácia e eficiência dos processos de negócio, leva a que seja colocada em causa a melhor forma de transformar uma arquitectura de informação orientada para sistemas transacionais numa rede de gestão analítica. Apesar de o setor financeiro deixar transparecer um ambiente de rigor e coesão na sua organização, este não é dotado de plataformas de análise eficazes para a sua gestão. A construção de estruturas multi-dimensionais representa uma necessidade recente, depois de actualizados os respectivos sistemas transacionáveis, que permaneciam desactualizados e inconsistentes para fazer face aos desafios cada vez mais complexos que se colocam ao mercado financeiro actualmente. De forma a suportar a tomada de decisões na organização, é necessário construir relatórios que permitam fazer uma análise rápida da situação atual dos principais indicadores de negócio, sendo possível, assim, identificar situações anómalas ou novas oportunidades de negócio. 1

24 2 CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO Pelos motivos enunciados, pretende-se desenvolver um sistema de filtragem e análise, capaz de gerar relatórios adequados ao suporte da tomada de decisões das empresas, no âmbito da área de Business Intelligence (BI), enquadrado no Evento do Mercado de Exportações, Fine Trade (FT). A necessidade de analisar a informação com maior detalhe, especificando volumes de importação ou exportação, por país, por produto, é uma realidade obrigatória no negócio de exportações/importações. Para tal é necessário criar uma plataforma de dados bem estruturada, flexível, de fácil utilização e análise e versátil. A aplicação a desenvolver tem como objetivo fundamental permitir ao utilizador, na sua maioria Pequenas e Médias Empresas (PME), aceder a um vasto conjunto de informações sobre as suas oportunidades de Exportação no Mercado Internacional, destinando-se a sistemas móveis ios. Esta plataforma deverá conter informação de uma forma clara e acessível, devendo por isso, a sua utilização ser muito intuitiva e de fácil manuseamento. Em si, a plataforma deverá proporcionar ao utilizador a informação necessária para obter conhecimento sobre quais as melhores oportunidades de Exportação para a sua área de negócio. Para tal, serão disponibilizados todos os dados a nível de oportunidades de exportação e importação por país, indicando todos os marcadores fundamentais do mercado financeiro internacional. Pretende-se que após a consulta da Plataforma, por parte de um utilizador, este esteja ciente de todos os dados necessários para escolha dos países, para os quais pretende exportar os seus produtos e de quais seja mais vantajoso importar determinados produtos. 1.2 Organização da dissertação O presente documento pretende descrever com algum detalhe, não apenas técnico, mas também de negócio, o desenvolvimento de um projeto de BI, desenvolvimento

25 1.2. ORGANIZAÇÃO DA DISSERTAÇÃO 3 e implementação de uma plataforma de análise multidimensional, satisfazendo os requisitos definidos. No segundo capítulo são apresentadas algumas plataformas tecnológicas de relevo para a área financeira. No terceiro capítulo expõe-se, com pormenor, a área de BI na área de Exportação. No capítulo quatro, pretende-se descrever as fases de desenvolvimento de um projeto em BI (análise, desenvolvimento e implementação). É, também, neste capítulo que será proposta a arquitetura para a aplicação, em questão. O quinto capítulo aborda o desenvolvimento do projeto, em si, apresentando as plataformas, ferramentas e requisitos necessários para a concretização do mesmo. É também nesta parte da dissertação que será efetuada a validação de todo o projeto. É no sexto e, também, último capítulo, que é feita uma abordagem geral ao projeto, evidenciando os aspetos mais relevantes dos desenvolvimentos descritos nesta dissertação, nomeadamente o cumprimento de objetivos, principais limitações, reflexão crítica e, por fim, possível trabalho futuro.

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27 2 Tecnologias da Informação e o Setor Financeiro As Tecnologias de Informação (TI) têm desempenhado um papel fundamental nas organizações tendo esse papel sofrido uma evolução significativa ao longo do tempo. Numa fase inicial as aplicações de TI destinavam-se essencialmente a suportar actividades relacionadas com a gestão do dia-a-dia da organização, tendo surgido no mercado inúmeras aplicações de gestão, tais como: aplicações de gestão de recursos humanos, aplicações de gestão de clientes e fornecedores, aplicações de gestão contabilística e financeira, aplicações de gestão de stocks, aplicações de gestão da produção, aplicações de gestão logística e de distribuição, entre muitas outras. Ao efetuarem este suporte as aplicações de TI manipulam e geram grandes volumes de dados. Estes dados constituem uma enorme fonte de informação, que a organização passou a poder utilizar para obter conhecimento sobre si própria, sobre o seu negócio e sobre a envolvente exterior ao mesmo. É no processo de obtenção de conhecimento que as aplicações de TI têm atualmente um papel de destaque nas organizações, uma vez que o conhecimento obtido é fundamental para suportar o processo de tomada de decisão, permitindo que a organização disponha de um conjunto de informações relevantes a partir das quais 5

28 6 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO pode tomar decisões, traçar novos cenários de actuação e formular novas estratégias de negócio. Um outro papel das aplicações de TI está relacionado com a partilha de conhecimento, uma vez que as TI permitem e facilitam a comunicação e a interação entre os membros da organização e entre estes e o exterior da mesma, quer estejam fisicamente na empresa, ou a quilómetros de distância, os colaboradores têem acesso a fontes internas e externas de informação e conhecimento. A Internet originou indubitavelmente uma nova era, cuja terminologia ainda não é consensual. Muitos designam-na de Sociedade da Informação, outros refutam esta denominação e propõem Sociedade do Relacionamento, Sociedade do Conhecimento, Sociedade em Rede e ainda outros inserem-na na Nova Economia, a Economia Digital. No entanto, apesar das diversas designações, a Sociedade da Informação parece impor-se entre a maioria dos especialistas como o conceito mais utilizado. Atualmente, tem-se progressivamente acrescentado à expressão Sociedade da Informação, o vocá-bulo conhecimento, ficando assim, Sociedade da Informação e do Conhecimento (SIC). Contudo, muitos autores clarificam que a Sociedade do Conhecimento é um estado evolutivo da Sociedade da Informação, como iremos verificar subsequentemente. Pela importância da nomenclatura proposta por Manuel Castells, Sociedade em Rede, apresentamos ainda uma súmula do seu pensamento. 2.1 Evolução da Tecnologia O computador digital, tal como o conhecemos, é uma invenção do século XX. No entanto, houve anteriormente projetos de dispositivos mecânicos para efectuar cálculos e computações. Notavelmente, Schickard, em 1623, Pascal, em 1642 e Leibniz, em 1671 construíram máquinas de calcular que tiveram algum sucesso. Em 1834, Charles Babbage, professor de matemática em Cambridge, projectou uma máquina chamada Analytical Engine, onde introduziu as noções de unidade

29 2.1. EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA 7 central de processamento e de memória. A máquina era programável mas, pela sua complexidade, Babbage não conseguiu obter financiamento para a sua construção. Durante o século XX, o computador eletrónico surgiu como resultado da investigação em matemática e dos desenvolvimentos tecnológicos no campo da eletrónica. No final do século XIX e no início do século XX, colocou-se a questão da formalização da matemática. Após muitos séculos de teorias matemáticas precisas e do desenvolvimento da lógica matemática, os investigadores começaram a interrogar-se se os resultados em matemática não poderiam ser obtidos por um processo puramente automático, através da lógica. Se assim fosse, um computador que aplicasse as regras da lógica a um conjunto de princípios auto-evidentes, poderia obter toda e qualquer conclusão verdadeira em matemática. Esta máquina da verdade acabou por se revelar uma utopia, ao nível da máquina do movimento perpétuo que muitos tinham tentado descobrir em séculos anteriores. Foi o matemático Kurt Gödel que frustou as expectativas dos outros investigadores, ao demonstrar, em 1931, que é impossível formalizar qualquer teoria que envolva conjuntos infinitos: nem sequer a aritmética de números inteiros pode ser formalizada de forma completa. Este resultado deitou o sonho da máquina da verdade por terra, mas ironicamente, abriu o caminho para as bases teóricas do computador. O matemático Alan Turing reformulou o teorema de Gödel em termos de um dispositivo teórico a que chamou máquina de Turing. Inicialmente, o dispositivo continha uma fita infinita com zeros e uns, e um programa, que dirigia as operações da máquina. Cada máquina tinha um programa diferente, a ideia revolucionária de Turing foi codificar o programa sob a forma de zeros e uns na fita. Desta forma, a máquina lia o programa na fita, interpretava-o e depois seguia as respectivas instruções. Deixou de haver necessidade de uma máquina específica para cada programa: uma única máquina executava qualquer programa que lhe fosse fornecido na fita. A esta máquina chamou-se máquina universal de Turing e constitui o modelo teórico dos computadores que usamos atualmente. Turing traduziu o resultado de Gödel em

30 8 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO linguagem computacional da seguinte forma: não existe nenhum processo automático (leia-se programa) capaz de determinar se um programa da máquina universal de Turing termina ou não a sua execução. As ideias de Turing foram desenvolvidas por John von Neumann que propôs a arquitectura em que os programas e os dados são guardados na mesma memória do computador. Os primeiros computadores baseados neste princípio foram construídos nos anos 40, usando a tecnologia das válvulas electromecânicas. A invenção do transístor, em 1947, proporcionou uma revolução na tecnologia dos computadores, dando origem à chamada segunda geração de computadores. As válvulas foram substituídas por transístores, componentes mais pequenos e mais fiáveis. A invenção que deu origem à geração seguinte (3 a ) de computadores foi o circuito integrado: um componente que incorpora um circuito electrónico numa pequena pastilha de silício. Os primeiros computadores à base de circuitos integrados foram construídos nos anos 60, dando origem à proliferação de computadores verificada hoje em dia. Os anos 70 viram o nascimento do microprocessador, lançado pela companhia Intel e, em 1974 surge o primeiro computador de uso doméstico. Em 1981 a IBM lança o IBM PC, do qual derivam quase todos os computadores que temos hoje em cima das nossas secretárias. Durante os anos 80 e 90, as tecnologias que mais contribuíram para a expansão das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) foram os sistemas operativos de janelas e a Internet. Os sistemas operativos de janelas tornaram mais acessível e imediato o uso do computador: a Apple foi pioneira nesta área, introduzindo o sistema MacOs em 1984, que acompanhava o seu novo computador Macintosh. No ano seguinte, a Microsoft lançou a primeira versão do Windows, que evoluiu para o sistema operativo que é hoje usado na grande maioria dos computadores pessoais tipo PC. A Internet foi montada em 1969 (na altura chamava-se ARPANET) e inicialmente ligava os computadores do departamento de defesa norte-americano. No final dos anos 70, a ARPANET foi libertada para uso civil e os primeiros utilizadores foram as grandes universidades. Só em meados dos anos 80 é que começaram a surgir

31 2.2. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 9 os primeiros serviços de Internet que agora usamos: os nomes de domínio (e.g. microsoft.com ou univ-ab.pt) e os protocolos de e transferência de ficheiros. A World Wide Web (WWW) é o serviço mais familiar da Internet e o responsável pela explosão da Internet nos anos 90. A WWW foi inventada em 1989 por Tim Berners-Lee, um físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), como forma de partilhar documentos hiperligados entre a comunidade de investigação em física. Obviamente que estes desenvolvimentos de software não seriam possíveis sem o correspondente avanço do hardware: embora a ideia básica se mantenha desde os anos 40, os computadores tornaram-se muito mais rápidos, com muito mais capacidade de armazenamento de dados e programas, e mais compactos. 2.2 A Sociedade da Informação Luís Borges Gouveia e Sofia Gaio definem a Sociedade da Informação como sociedade que recorre predominantemente às tecnologias da informação e comunicação para a troca de informação em formato digital, suportando a interacção entre indivíduos e entre estes e instituições, recorrendo a práticas e métodos em construção permanente. Quanto ao corrente conceito de Sociedade da Informação, Daniel Bell reiterava o desenvolvimento da Sociedade da Informação num contexto pós-industrial e sob um novo quadro de referência social assente nas telecomunicações. Para este autor, o trabalho e o capital são superados pelo conhecimento e informação que passam a ser variáveis centrais da economia. O conceito de sociedade da informação surge da necessidade de explicar e simultaneamente justificar o conjunto de fenómenos sociais a que temos vindo a assistir desde meados do século e de forma mais relevante desde a década de 80. Na base destes fenómenos estão as tecnologias da informação resultantes da convergência entre a informática e as telecomunicações. O termo Sociedade da Informação foi pela primeira vez usado pela Organização

32 10 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). [Mat03] Três anos mais tarde, o Comité para as Relações Externas do Senado Americano reunia-se sobre a Idade da Informação. O Comité, presidido pelo senador George McGovern, ouviu representantes dos meios de comunicação, responsáveis de grandes empresas, investigadores académicos, líderes de organizações do comércio e membros fundadores da CIA. O fruto destas audições foi a definição da informação como o novo recurso nacional e o relatório intitulado A Nova Ordem Mundial da Informação. Em 1979, o Conselho de Ministros da Comunidade Europeia perfilhou o conceito de Sociedade da Informação, sendo a palavra-chave do Forecasting and Assessment in the Field of Science and Technology (FAST), um programa experimental de cinco anos. No ano seguinte, o Conselho da Europa enumerou as linhas de orientação da privacidade e dos fluxos de dados pessoais transfronteiriços. Ainda neste ano, a OCDE publicou um documento semelhante. No ano de 1998, a directiva comunitária relativa à protecção dos dados pessoais opôs os países europeus aos Estados Unidos da América. Isto uma vez que estes últimos encaravam esta directriz como oposta à finalidade da Sociedade da Informação. De facto, esta norma comunitária era um obstáculo aos serviços de inteligência económica americana e às empresas que dominavam o comércio electrónico (na sua maioria americanas). Em 1996, o vice-presidente americano reconheceu que a Infra-estrutura Global de Informação estava a modificar a forma como os cidadãos aprendem, trabalham e comunicam. Na sociedade da informação, é possível destacar duas questões observáveis na sociedade dos nossos dias que, manifestamente, a influenciam e condicionam. A primeira relaciona-se com as alterações verificadas ao nível da produção/edição da informação, a segunda relaciona-se com a escala em que a informação é difundida/recebida. Estas duas questões e os fatores que as instituem interpenetram-se. Um ponto comum às duas é o dos meios de comunicação (media) e o desenvolvimento de que foram alvo no século XX. [GG04] No contexto da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação (CMSI), há dois

33 2.2. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 11 termos que ocuparam o cenário atual: sociedade da informação e sociedade do conhecimento. Mas, apesar de o âmbito ter imposto o uso do primeiro, desde o início houve falta de conformidade e nenhum termo conseguiu um consenso. Na década passada, sociedade da informação foi, sem dúvida, a expressão que se consagrou, no contexto do desenvolvimento da Internet e das TIC. A sociedade da informação é a consequência da explosão informacional, caracterizada sobretudo pela aceleração dos processos de produção e de disseminação da informação e do conhecimento. Esta sociedade caracteriza-se pelo elevado número de actividades produtivas que dependem da gestão de fluxos informacionais, aliado ao uso intenso das novas tecnologias de informação e comunicação. A grande produção de informação trouxe grandes benefícios em termos de avanço científico, comunicação, lazer, processamento de dados e procura do conhecimento. Mas também trouxe ao ser humano o dilema da saturação da informação. A máquina, substituindo o papel, passou a ser a forma mais prática e fácil de acumular informação. Hoje em dia um dos problemas mais estudados é como fazer a reciclagem dos dados eletrónicos armazenados ao longo de tantos anos de forma a retirarem-se as respetivas mais valias. Esta área de estudo é designada genericamente por Big Data Europa Eletrónica Na sociedade contemporânea, existem alguns problemas que afetam seriamente o bem-estar e a qualidade de vida de largos estratos sociais, tais como a literacia, a adequação do homem ao ritmo da evolução tecnológica, problemas ambientais e de saúde psíquica e física devido ao stress, exclusão de cidadãos com necessidades especiais, entre outros. A mobilidade das pessoas melhorou muito nos últimos anos com a omnipresença do automóvel e dos novos meios e vias de comunicação.

34 12 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO A Comunidade Europeia tem-se empenhado no desenvolvimento de infra-estruturas de comunicações, bem como no aproximar dos cidadãos aos Serviços Eletrónicos (SE). Um exemplo é dado no plano de ação chamado eeurope: an Information Society for All, lançado em 1999 pela Comissão Europeia. O eeurope é um programa de desenvolvimento de serviços públicos modernos e também incentivador de um ambiente propício ao desenvolvimento das atividades de comércio eletrónico, ecommerce, enquanto peça fundamental da economia de futuro, designada apropriadamente, e em consequência, como eeconomy. De uma forma geral, os sistemas baseados nos Serviços Eletrónicos aplicados a situações em que os seus utilizadores, ou alguns deles, são cidadãos com necessidades especiais funcionam muitas vezes como extensões das suas próprias capacidades de comunicar, abrindo-lhe novos mundos, antes só acessíveis a pessoas consideradas normais. Este é um aspeto que ajudará a concretizar a visão da Comissão Europeia de uma Sociedade sem exclusões. [Pav04] e-business Uma área que já à muito tempo vem assumindo uma grande importância é o comércio eletrónico (ecommerce). Uma das vantagens associadas a esta área é a de combater o problema da interioridade, mas existem outras que vão muito além disso. Do lado do comerciante podem enumerar-se, uma poupança de custos em processos repetitivos, um alargamento do mercado de consumidores e, simultaneamente, um alargamento da base de fornecedores. A ausência de uma rede comercial tradicional baseada em catálogos e respetiva distribuição, ou em vendedores e respetivas deslocações, contribui para um abaixamento dos custos dos empresários. A rapidez, facilidade e comodidade, muitas vezes associadas a um baixo custo, com que os produtos podem ser entregues aos consumidores é uma vantagem para

35 2.2. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 13 ambos os intervenientes. O baixo custo deriva das leis da concorrência, a funcionar num mercado eletrónico. Os consumidores poderão ainda beneficiar da ausência de horários para efetuar as suas compras. O setor do ecommerce insere-se na área mais vasta do ebusiness (Negócio Eletrónico), o qual tem uma maior abrangência que o ecommerce, cobrindo também aspetos de gestão dos produtos e de clientes, entre outros. Muitas organizações registam a sua actividade económica em sistemas operacionais dispersos. A maioria dos sistemas transaccionais poderão não estar preparados para análises exploratórias, o que torna necessário modelar e agregar os dados de diversos repositórios numa única estrutura de dados centralizada num determinado formato, para suportar a exploração dinâmica orientada para as necessidades empresariais. [Vai10] A gestão ambiciona dispor de informações mais rápidas e com um maior grau de especificidade e precisão. As informações dos sistemas contabilísticos podem revelar oportunidades para melhorar a qualidade e proveito das organizações, explorando os seus pontos fortes ao mesmo tempo que lhe podem possibilitar a oportunidade de controlar os seus pontos fracos, permitindo-lhes adaptar e adequar com maior facilidade mudanças na gestão. A compreensão dos elementos contabilísticos, através da análise das contas do Balanço e da Demonstração de Resultados, ou ainda na combinação das rubricas que facultam a extracção da relação de grandeza económico-financeira, designadamente no apura-mento de indicadores económicos, financeiros e de funcionamento, entre outros, permite uma avaliação das estratégias a seguir em cada momento. [Vai10] A exatidão e o grau de actualização da informação é indubitavelmente relevante para a gestão diária das organizações em geral. Um dos grandes desafios que se coloca na gestão estratégica é a descoberta da informação de relevo na imensidão da informação histórica, o que não é tarefa simples sem ferramentas adequadas como a que a Business Intelligence (BI) poderá proporcionar.

36 14 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO Habitualmente as pequenas e médias organizações dispõem de pouca informação analítica armazenada de forma estruturada e passível de ser utilizada no suporte à tomada de decisão. No entanto, possuem informação de natureza contabilística, de dados de faturação e, nalgumas situações, de gestão de stocks de produtos, entre outras informações de natureza relevante nesta matéria. Estes dados podem estar residentes localmente nas instalações da organização mas, noutros casos, como por exemplo a informação contabilística, poderão estar situados fora da empresa, uma vez que muitas PME não dispõem de gabinete próprio de contabilidade, recorrendo à contratação de serviços externos especializados. 2.3 Dispositivos Móveis As redes móveis evoluíram de orientadas ao circuito (voz) para redes que também permitem serviços em modo pacote (dados). A mobilidade está a tornar-se cada vez mais cómoda para os utilizadores, aumentando a exigência de novas aplicações, e obrigando a repensar os conceitos convencionais de Qualidade de Serviço em redes móveis. A revolução causada nas nossas vidas pelas Redes Móveis deve-se a uma contínua evolução de normas e de produtos, mantendo sempre um determinado nível de desempenho. Com o crescimento do número de utilizadores verificou-se que os sistemas celulares analógicos (sistemas de 1 a geração) não tinham capacidade de resposta para a procura existente. Por seu lado, os sistemas digitais permitem uma melhor gestão e partilha dos recursos o que leva a uma maior capacidade. Para além disso, oferecem uma qualidade mais elevada, pois são menos sensíveis ao ruído e interferências, permitindo ainda oferecer serviços mais avançados. Assim foram desenvolvidos os sistemas de 2 a geração que fornecem serviços avançados de voz e dados. Os sistemas de 3 a geração oferecem maior capacidade, canais de maior largura de banda e, permitem a integração de serviços de voz, dados, imagens e vídeo.

37 2.3. DISPOSITIVOS MÓVEIS Tecnologias sem fios As tecnologias de comunicação sem fios têm sofrido uma grande evolução, ao nível do aumento da largura de banda oferecida, velocidade de comunicação e segurança na transmissão de dados. Hoje em dia, este tipo de comunicação está também mais acessível (monetariamente), apesar de continuar a ser um pouco mais cara do que as comunicações efectuadas através de ligações com fios. Além disto, existem cada vez mais organizações que disponibilizam acesso a este tipo de comunicações aos seus colaboradores. Como exemplo, podemos falar de algumas empresas, com grande dinâmica e implantação de soluções avançadas de processamento de informação. Para tornar ainda mais fácil o acesso ao mundo através das comunicações sem fios, os operadores de comunicações móveis já disponibilizam atualmente soluções muito interessantes. Desta forma, os utilizadores podem comunicar com outras estações, aceder a redes remotas ou a páginas Web, a partir do ponto em que se encontram, não necessitando, assim, de regressar à sua base de trabalho. As plataformas computacionais portáteis têm sofrido enormes melhorias ao nível do seu tamanho, peso e capacidade das baterias. Apesar do tamanho e do peso estarem diretamente relacionadas com o tempo das baterias, atualmente já se consegue uma boa relação entre estas três características. A evolução das plataformas portáteis conjugada com as comunicações sem fios e com as actuais necessidades de mobilidade e comunicação constante sentidas pelas empresas, impulsionaram fortemente o aparecimento de novos sistemas computacionais. Estes novos sistemas agrupam a computação portátil com as tecnologias de comunicação sem fios, e designam-se, normalmente, por sistemas de computação móvel Sistemas Operativos Móveis O mercado dos dispositivos móveis encontra-se numa expansão extremamente competitiva, com a existência de vários sistemas operativos, provenientes de diversos

38 16 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO fornecedores. Um sistema operativo é um programa ou um conjunto de programas cuja função é gerir os recursos do sistema, além de fornecer uma interface entre o computador e o utilizador. É o primeiro programa que a máquina executa no momento em que é ligada e está sempre em execução até que a máquina seja desligada. Faz o controlo de todo o software instalado na máquina. Hoje em dia, os telemóveis, smartphones e dispositivos móveis ocupam cada vez mais tempo e espaço no nosso quotidiano. A maior parte das funcionalidades de um PC, podem agora ser obtidas num dispositivo móvel, em qualquer lugar, a qualquer hora do dia. Com a evolução dos dispositivos e dos sistemas operativos, gerou-se uma competição cada vez maior, entre as grandes empresas de desenvolvimento de hardware e software. Windows Phone O Windows Phone é o mais recente sistema operativo para dispositivos móveis desenvolvido pela Microsoft. Este sistema vem substituir o anterior Windows Mobile, não existindo qualquer tipo de compatibilidade entre estes dois sistemas operativos. A Microsoft definiu requisitos de hardware exigentes, mas que permitem aos programadores terem uma base estável de desenvolvimento. Para desenvolver aplicações basta descarregar gratuitamente as ferramentas do Windows Phone. Estas podem ser obtidas através do site da Microsoft e incluem uma versão base do Visual Studio 2010, o emulador e as frameworks necessárias. Só existem dois modos de desenvolvimento de aplicações para o Windows Phone 7 : Silverlight e XNA Game Studio. O primeiro é indicado para o desenvolvimento de aplicações, enquanto o segundo é especializado no desenvolvimento de jogos. Ambas as plataformas assentam sobre a.net framework, como tal, o desenvolvimento pode ser feito numa das várias

39 2.3. DISPOSITIVOS MÓVEIS 17 linguagens compatíveis com esta framework. Atualmente, não existem bibliotecas nativas para desenvolvimento de aplicações. A única forma de descarregar e utilizar aplicações externas é através do Windows Phone Marketplace. As aplicações são disponibilizadas num ficheiro do tipo XAP e submetidas a aprovação. Esta é bastante rigorosa impedindo a aplicação de interferir com o bom funcionamento do telemóvel. Após a validação da aplicação, esta fica disponível para ser descarregada e utilizada por outros utilizadores. Android O sistema operativo Android, tem como base o kernel Linux e é desenvolvido pela empresa Google com o apoio da Open Handset Alliance. O desenvolvimento de aplicações para este sistema operativo é realizado na linguagem de programação Java, sendo também possível desenvolver bibliotecas em código nativo que, posteriormente, são integradas nas aplicações desenvolvidas. As aplicações de sistema executam sob uma plataforma orientada a objectos, que contém bibliotecas de sistema, fornecendo aos programadores acesso às diferentes funcionalidades do mesmo. O código é executado numa máquina virtual criada para este sistema operativo, denominada Dalvik. As aplicações vêm empacotadas no formato Dalvik Executable (.dex), tendo sido idealizadas para sistemas com recursos limitados (como memória e velocidade de processamento). São distribuídas num formato compactado (.apk), onde se encontram os ficheiros binários e respetivos recursos. Cada aplicação é executada por uma instância da máquina virtual Dalvik, correndo em processos distintos no sistema operativo.

40 18 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO ios A linguagem de programação nativa da plataforma ios é o Objective C, havendo possibilidade de utilização da linguagem C e C++. Objective C é uma linguagem que teve origem nos anos 80, mas não era tão presente no mercado, crescendo com o desenvolvimento da Apple. Por ser uma linguagem pouco difundida, não existe tanto conteúdo em fóruns e sites comparado com C# e Java e a principal fonte de pesquisa da linguagem é a própria Apple. Ela disponibiliza conteúdo completo, suficiente para o bom desenvolvimento de projetos nessa linguagem. Não é uma linguagem muito familiar aos programadores de Java e C#. É uma linguagem com muito mais características de C e C++ tendo, inclusive, o conceito de apontadores. A sua IDE é o XCode sendo esse a principal opção dos desenvolvedores Guidelines para o desenvolvimento de aplicações móveis Desenvolver aplicações web para dispositivos móveis requer uma abordagem completamente diferente daquela que se tem ao desenvolver para computadores normais. Existem um conjunto de desafios e particularidades que se têm que ultrapassar de modo a desenvolver uma aplicação funcional, atrativa e que proporcione uma boa experiência de utilização. Foram também fornecidos alguns princípios orientadores e boas práticas no desenvolvimento de aplicações móveis, bem como alguns desafios inerentes a esta área. Uma característica comum à maior parte dos websites adaptados para dispositivos móveis é que estes são versões reduzidas do website dito normal. Esta redução é ao nível de vários fatores, tais como a quantidade de informação disponibilizada ou também as funcionalidades suportadas. Com o relativo pequeno tamanho dos ecrãs e com a quantidade de informação que se quer disponibilizar, é fácil acabar com um website muito pouco usável e de difícil

41 2.3. DISPOSITIVOS MÓVEIS 19 interpretação, leitura ou compreensão por parte do utilizador. Isto acontece porque se eliminam espaços neutros ou espaços em branco. Não é por acaso que os websites mais populares e com melhor design têm um layout simples, e com espaços neutros para que seja agradável ao utilizador. Pode dizer-se que as ligações à internet dos dispositivos móveis também evoluíram, no entanto são ainda bastante inferiores em vários aspetos. A velocidade de ligação que se consegue nos dispositivos móveis é bastante inferior e tem mais tendência a ser afetada por fatores externos, tais como o número de utilizadores do mesmo hotspot ou até a qualidade do sinal. A latência é outro problema que é mais notório nas comunicações móveis. Outro aspeto crítico é o custo dos tarifários de internet móvel, estando estes muitas vezes limitados no consumo de tráfego. Com esta grande largura de banda massificada, as páginas web evoluíram de forma a serem muito ricas em conteúdo visual nomeadamente imagens, ícones, banners, etc. Devido às restrições inerentes às comunicações móveis, principalmente em termos de velocidade e limite de tráfego, é de bom senso não utilizar muitas imagens nas páginas web para dispositivos móveis, limitando a sua utilização ao estritamente necessário. Devido à simplicidade que os websites móveis têm que ter, os seus conteúdos são muito priorizados. Quando um utilizador usa pela primeira vez um website móvel fica surpreendido pelo grande grau de priorização a que os conteúdos e funcionalidades foram sujeitos. Todo o conteúdo é racionalizado e é tido em consideração que o utilizador esté num contexto em que a palavra-chave é a mobilidade. Um aspeto positivo da priorização do conteúdo é a quase ausência de publicidade nas páginas, ao contrário daquilo a que estamos habituados, simplesmente porque não existe espaço. Entre ganhar dinheiro com anúncios publicitários ou ter uma página mais funcional e mais profissional, as empresas optam pela segunda escolha na esperança de ter mais benefícios devido a clientes satisfeitos. Neste processo de adaptação, houve também a necessidade de se decidir o que é realmente essencial aparecer na versão adaptada de modo às sua páginas não ficarem

42 20 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO sobrecarregadas. É um aspeto bastante importante, ainda para mais quando o site normal tem bastante conteúdo diversificado Atualmente a maioria dos dispositivos móveis não possui um teclado físico, mas sim um teclado virtual que aparece no ecrã sempre que é necessário introduzir algum tipo de informação pelo utilizador. Devido à falta de espaço no ecrã, os teclados são limitados no número de caratéres, símbolos ou números. A falta de espaço no ecrã leva à existência de um simples teclado qwerty, o que obriga o utilizador, que pretende introduzir informação, a mudar várias vezes de tipo de teclado para ter acesso a determinados símbolos ou números. Desta forma, para facilitar a usabilidade e para tirar partido das vantagens de se ter um teclado virtual pode-se usar os diferentes tipos de input presentes. Uma outra característica que é intrínseca aos dispositivos móveis e que não está presente nos computadores normais (portáteis, desktops) é a capacidade de se mudar a orientação do dispositivo originando dois modos de visualização, o modo landscape e o modo portrait. Com a possibilidade de a qualquer momento se mudar a orientação do dispositivo móvel e consequentemente o modo de visualização, é bastante útil ter a capacidade de detetar esta mudança para que eventualmente se possam carregar diferentes stylesheets consoante o layout. 2.4 Web Services Os Web Services são uma tecnologia emergente, sobre a qual muito se tem especulado. Serviços Web ou web services constituem a evolução nos padrões de desenvolvimento de aplicações distribuídas, permitindo que aplicações cooperem facilmente, compartilhando informações e dados. Sobre a perspetiva técnica, um serviço Web nada mais é do que uma coleção de uma ou mais operações que são acessíveis automaticamente na rede através de uma descrição do serviço que prestam.

43 2.5. GEOREFERENCIAÇÃO 21 Neste nível, o conceito serviço web não é novo. A indústria de Tecnologia de Informação tem discutido o desafio da computação distribuída há décadas. A grande diferença é que agora a indústria aborda este problema usando tecnologia Open Source (XML e protocolos de Internet) e padrões abertos geridos por consórcios tais como W3C, que gere a evolução das especificações SOAP e WSDL. A W3C define um serviço web como uma aplicação de software ou componente que é identificado por uma Universal Resource Identifier (URI), cujas interfaces e ligações são capazes de ser definidas, descritas e descobertas em XML e suporta interações diretamente com outras aplicações de software usando mensagens codificadas em XML via protocolos baseados na internet. Fornecem interoperabilidade entre os componentes de software, pois são baseados em mecanismos e protocolos padronizados. Desta forma, serviços Web são independentes de linguagens de implementação. Processam mensagens SOAP, baseadas em XML, as quais são enviadas através do protocolo HTTP, via requisições GET ou POST, na porta 80, o que garante a interoperabilidade entre diferentes plataformas. Um serviço Web é descrito pela linguagem WSDL, também baseada em XML que é implementada sobre HTTP. São fornecidos os seguintes dados: a URL para aceder o serviço; o nome do serviço; a descrição de cada método; e a forma como vai ser feita a requisição, utilizando SOAP, via GET ou POST. Geralmente, os serviços Web referem-se a serviços implementados e disponibilizados em servidores de aplicações numa camada intermédia. 2.5 Georeferenciação A georeferenciação é a tecnologia que permite a localização e representação, num mapa, de um determinado edifício, veículo ou até pessoa, recorrendo às três coordenadas geodésicas comuns: latitude, longitude e altitude. Estas são as mesmas coordenadas num vulgar sistema de GPS, com a vantagem de que neste caso não é necessário

44 22 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO ter os cuidados relativos à sincronização de tempos entre os vários relógios, razão pela qual o fator tempo é eliminado. O principal ponto de partida de um sistema de georeferenciação consiste na obtenção de coordenadas geográficas de latitude e longitude dos objectos que se pretendem representar nos mapas cartográficos. A este processo dá-se o nome de geocoding e pode ser feito utilizando diferentes ferramentas, como é o caso do próprio Google Maps ou utilizando outros sites, como é o caso de [Tav09] No caso de os objetos serem móveis, o processo de representação em tempo real faz-se da mesma forma que nos sistemas de navegação GPS exceptuando a variável tempo. As coordenadas recebidas através de sinais de satélite são processadas e, sobre um mapa cartográfico, são representados ícones que identificam os diferentes locais ou objectos. Existem vários serviços que disponibilizam cartografia online. Neste projeto, é necessário um serviço deste tipo, como tal, irá ser feita uma análise das diferentes soluções, escolhendo a mais adequada. Um dos requisitos que importa avaliar neste tipo de serviços é a quantidade e qualidade das funcionalidades que disponibilizam. De entre as funcionalidades habitualmente oferecidas encontram-se, por exemplo: Mapas - a partir de uma determinada posição, devolve uma imagem com o mapa dessa zona. Geocoding - é o processo de conversão de endereços (como Av Brasil, Lisboa ) em coordenadas geográficas (como latitude e longitude) Reverse Geocoding - processo inverso ao Geocoding, ou seja, a partir de uma coordenada geográfica, devolve dados geográficos (usualmente o endereço). Rotas - Devolve um possível trajecto entre dois pontos geográficos. Para a resolução deste projeto a funcionalidade mais importante é a de Google Maps, como tal, será a que vai ser mais detalhadamente analisada. Caso os objectos a representar sejam fixos, então a representação é feita através

45 2.5. GEOREFERENCIAÇÃO 23 de coordenadas cartográficas a partir do endereço postal, utilizando-se gateways de geocodificação. Neste caso, as coordenadas de latitude e longitude do endereço são calculadas e armazenadas numa base de dados, a partir da qual é feita a leitura quando se pretende representar os diferentes objectos, após a respectiva conversão para quilómetros ou milhas das distâncias entre eles. Este sistema de georeferenciação funciona com base em duas tecnologias distintas: a conversão de um dado local em coordenadas geodésicas (latitude e longitude) e a representação iconográfica de um determinado objecto num local preciso do mapa cartográfico. Para tal, calculam-se as coordenadas de posição do objecto e, utilizando um mapa digital, é aposto um ícone no preciso local onde o objecto se encontra. Actualmente, as tecnologias de representação cartográfica mais utilizadas e robustas são o Google Maps, o Yahoo! Maps e o Microsoft Virtual Earth (actualmente Microsoft Bing Maps). Estes sistemas abriram portas para a representação de informação sobre mapas virtuais, o que constituiu a base dos sistemas de georeferenciação actual, à semelhança do que já acontecia em sistemas de navegação GPS. Contudo, e devido ao carácter mais comercial de algumas tecnologias, a facilidade de utilização e a possibilidade de alteração do código de programação é uma maisvalia que nem sempre está disponível. Outras tecnologias como a Nasa World Wind não permitem ainda a representação iconográfica de objectos sobre os mapas topográficos, pelo que não serão objecto de estudo neste trabalho. Google Maps O Google Maps é o serviço de visualização de mapas online desenvolvido pela Google. Este serviço pode ser consultado na página web ou pode ser consumido remotamente com o recurso a uma API, nomeadamente, API JavaScript e a API REST. Nestas APIs estão disponíveis mecanismos que permitem consumir todas as funcionalidades previamente enumeradas (mapas, Geocoding, Reverse Geocoding e rotas).

46 24 CAPÍTULO 2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E O SETOR FINANCEIRO Microsoft Bing Maps O Bing Maps é um serviço idêntico ao Google Maps, mas desenvolvido pela Microsoft. Suporta todas as funcionalidades previamente enumeradas e disponibiliza vários métodos de consumir a informação. Para além das habituais APIs REST e JavaScript, este serviço acrescenta um WebService SOAP. Sapo Mapas O Sapo Mapas API é uma biblioteca que permite incluir os mapas do Sapo usando Javascript. Esta biblioteca disponibiliza um conjunto de utilidades e serviços que manipulam os mapas do Sapo. O Sapo Mapas tem uma API bem documentada, oferecendo as funcionalidades de Mapas, Geocoding e Rotas. Segundo a documentação, não existe serviço de Reverse Geocoding disponível, o que inviabiliza a sua utilização neste projecto. Outra condicionante é o facto da API ser apenas Javascript, condicionando o método de desenvolvimento a ser utilizado. Open Street Maps O OpenStreetMap é um projeto aberto à comunidade, que tem o objetivo de disponibilizar dados geográficos livres e gratuitos. A partir desta fonte de dados, foram criados vários projetos (a maioria open source) para disponibilizar as funcionalidades típicas neste tipo de serviços. O projeto Mapnik disponibiliza o serviço de Mapas e o Nominatim disponibiliza as funcionalidades de GeoCoding e Reverse Geocoding. Existem vários projetos que disponibilizam a funcionalidade de Rotas. Como os dados são públicos e os projetos são open source, podem ser descarregados facilmente, dando a oportunidade de criar um servidor local.

47 3 Business Intelligence Citando Charles Darwin ( ) relativamente à importância da adaptação: Na evolução das espécies não são os mais fortes os que sobrevivem mas sim os que mais rapidamente se adaptam às mudanças. Há algum tempo que as grandes empresas perceberam a riqueza dos dados existentes nos seus sistemas, folhas de cálculo, bases de dados dispersas, entre outros e, começaram a investir em sistemas analíticos. Esta tomada de decisão por parte das organizações deveu-se, principalmente, à globalização, a qual veio impor novas regras aos negócios das empresas. A variedade de economias envolvidas exige a integração de uma gestão flexível por um lado, e por outro, uma otimização do desempenho do sistema empresarial. Por seu lado, as Pequenas e Médias Empresas têm estado fora deste conceito. 3.1 Conceito de Business Intelligence (BI) O termo BI foi referido por Hans Peter Luhn ( ) defenindo-o como: 25

48 26 CAPÍTULO 3. BUSINESS INTELLIGENCE A capacidade de apreender as relações dos presentes factos de forma a servirem de guia para alcançar um objetivo delineado. Mais tarde, em 1989, Howard Dresner, analista da Gartner Group, propôs BI como um termo abrangente para descrever conceitos e métodos para melhorar a tomada de decisões empresariais suportado em sistemas de apoio. Uma definição mais recente para esta área aponta para a abrangência da arquitetura, ferramentas, bases de dados, aplicações e metodologias, com o objetivo de permitir um acesso interativo aos dados (por vezes em tempo real) e, permitir a manipulação destes para fornecer aos gestores empresariais e analistas a capacidade de realizar uma análise adequada. De uma forma genérica a BI é um processo evolutivo a que os dados estão sujeitos desde a sua forma original até à sua transformação em informação e, posteriormente, em conhecimento. É um conceito generalista, hoje relacionado com uma determinada categoria de processos de negócio, aplicações de software e tecnologias específicas. Os objetivos principais dos sistemas de BI são a recolha de dados fiáveis, transformálos em informação e, posteriormente, disponibilizar essa informação em conhecimento útil e oportuno para a tomada de decisão. 3.2 Componentes de Business Intelligence Os dados representam a matéria-prima que, após seleção, transformação e incorporação de técnicas de sumarização serão armazenados em bases de dados e tabelas próprias do sistema de análise, conferindo aos diversos interessados, um conhecimento mais vasto dos dados iniciais, através das diversas técnicas do sistema analítico e visualiza-ção dos mesmos. O objetivo principal de um sistema de BI consiste em cruzar informações vindas

49 3.2. COMPONENTES DE BUSINESS INTELLIGENCE 27 de sistemas Enterprise Resource Planning (ERP), de departamentos internos da empresa e de fontes externas como notícias ou Internet, tratar e formatar estes dados e consolidá-los numa única base de dados. Após serem armazenadas estas informações ficam disponíveis em DataWarehouses (DW) ou Data Marts (DM) para consultas que visam facilitar a tomada de decisão dos executivos da empresa. O processo para o tratamento da informação designa-se por ETL. Fase extremamente crítica, pois envolve a movimentação dos dados de origem nos sistemas transacionais e/ou sistemas de destino, obedecendo às regras de negócio em questão Processo de Recolha da Informação - ETL O processo ETL é formado por três fases distintas, nomeadamente, Extração, Tratamento e Carregamento. Na primeira, a origem dos dados pode ser diferente e também em diferentes formatos, nomeadamente, os sistemas transacionais das empresas, ficheiros Excel, flat files, etc. Relativamente à transformação da informação, são aplicadas regras ou funções aos dados extraídos para que os mesmos sejam carregados. É comum, em alguns casos, ser encontrada inconsistência e lixo nos dados, sendo assim necessário manipular estes de forma a que sejam compativeis entre si. Poderá ser necessário transformar os dados recebidos, uma vez que estes poderão provir de sistemas distintos, e por isso, geralmente informação que deveria ser compatível, poderá estar sob diferentes formatos. Esta fase representa a transformação dos dados originais numa agregação, sumarização, higienização num determinado formato de acordo com as regras do negócio. [DH07] A conclusão deste procedimento é normalmente longa devido à sua complexidade e ao volume de dados a tratar. A terceira e última etapa, carregamento, que ocorre após a conclusão do processo de transformação dos dados, corresponde ao carregamento destes em tabelas específicas.

50 28 CAPÍTULO 3. BUSINESS INTELLIGENCE Apesar da sua simplicidade, o processo de carregamento de dados pressupõe a existência de dados formatados e dispostos numa ordem apropriada, de acordo com a estrutura e dados da base de dados de destino Processos de Tratamento da Informação - Data Warehousing Um Data Warehouse é um repositório construído especificamente para a consolidação da informação da organização num formato válido e consistente, permitindo aos seus utilizadores a análise de dados de uma forma seletiva. O conceito de Business Intelligence integra a atividade da exploração do Data Warehouse, incluindo consultas predefinidas, consultas ad-hoc e elaboração de relatórios, que normalmente permitem a monitorização da evolução ocorrida nos principais indicadores de negócio ao longo da vida da organização. [SR09] Um DW é uma base de dados que é mantida de uma forma autónoma em relação às bases de dados operacionais da organização. Toda a informação armazenada num Data Warehouse é etiquetada temporalmente e deve permitir armazenar dados de múltiplos anos. Um DW consiste num conjunto de dados orientado por assunto, integrado, catalogado temporalmente e não volátil, que suporta os gestores no processo de tomada de decisão. Como num DW são armazenados conjuntos de dados catalogados por assunto, isto significa que caracteriza a organização de uma forma global e não parte dela. Sempre que se refere a situações departamentais, o repositório de dados armazena um subconjunto específico de dados da organização, designado por Data Mart. Podemos definir Data Mart como uma versão mais especializada e específica de um DW. Sendo as suas características essenciais similares a este último (conjunto de dados vindos da actividade operacional de uma organização), a sua criação advém da necessidade de agrupar e configurar dados funcionalmente homogéneos.

51 3.2. COMPONENTES DE BUSINESS INTELLIGENCE 29 A criação de um DM prende-se frequentemente com imperativos de performance, separar um conjunto de dados do DW com vista a uma maior eficiência no seu tratamento e processamento, segurança (separar informação autorizada para determinado grupo de utilizadores da informação confidencial) ou utilidade (necessidade de um modelo de dados diferente do DW para uma finalidade de negócio diferente). Importa, contudo, compreender que a construção abusiva de DM poderá levar à inconsistência ou redundância da informação, como duplicação de dados, pelo que a criação delas terá sempre de ser devidamente justificada. A criação do DW tem o seu início na concepção de um modelo, que irá ser carregado com os dados provenientes de diversas fontes através do processo ETL. Diferentes repositórios de dados ou Data Stores (DS) podem corresponder a funções distintas dentro do DW, conforme a arquitetura escolhida. A modelação multidimensional é utilizada para conceber a estrutura de sistemas de Data Warehousing. É baseada em dois pressupostos, produzir uma estrutura de base de dados acessível de compreender e utilizar e otimizar o desempenho no processamento de questões. A modelação é conseguida através da implementação de diferentes esquemas. Entre os esquemas existentes destacam-se os modelos Star e Snowflake. O Star Schema é talvez o modelo mais utilizado na concepção de um DW. O conceito pressupõe a criação de tabelas dimensionais, como por exemplo, dimensão tempo, dimensão clientes, dimensão geográfica que se interligam entre si através de uma tabela de factos (Factual). A sua interligação baseia-se num esquema lógico e simples, as tabelas dimensões contêm as definições das características dos eventos, enquanto as tabelas de factos, por sua vez, armazenam os factos decorridos e as chaves estrangeiras para as características respetivas que se encontram nas tabelas dimensionais. Este modelo apresenta vantagens, como a existência de uma única tabela de factos contendo toda a informação sem redundâncias, a definição de apenas uma chave

52 30 CAPÍTULO 3. BUSINESS INTELLIGENCE Figura 3.1 Star Schema. primária por dimensão, a redução do número de interligações e a consequente pouca necessidade de manutenção. Por sua vez, o Snow-Flake Schema é uma evolução mais complexa do Star Schema. O seu objetivo é normalizar as dimensões, agrupando os dados de cada uma em várias tabelas e não apenas numa única tabela (Factual), evitando assim redundâncias. Figura 3.2 Snow Schema. Os dados de um DW são compostos por factos individuais e discretos que agrupam valores descritivos, qualitativos e quantitativos de interesse e relevância para o

53 3.2. COMPONENTES DE BUSINESS INTELLIGENCE 31 negócio. O Data Warehousing envolve dois tipos de dados, nomeadamente, operacionais, que descrevem as transações e os acontecimentos diários, e os dados informativos, que são reconciliados, integrados, limpos e que constituem a matéria-prima a partir da qual a informação é construída. A informação é definida como uma coleção de dados organizada e apresentada num contexto específico e com significado para o negócio. O objetivo da informação de negócio é informar pessoas e processos, ou seja, fornecer factos e métricas vitais para os processos e úteis para as pessoas que os desenvolvem. Assim, a informação adiciona dados ao conjunto de conhecimentos que está disponível para os sujeitos do negócio e para os processos de negócio. O conhecimento é uma característica pessoal e individual, tem essencialmente a ver com a familiaridade, compreensão e perceção que as pessoas possuem em relação a um determinado assunto e não com informação contida em computadores ou software. O conhecimento pode ser adquirido de diversos modos, como por exemplo o estudo, a experiência, o instinto e a crença. Uma vez que estes factores são diferentes de indivíduo para indivíduo, o conhecimento de cada um é, inevitavelmente, único. Um DW agrupa frequentemente um vasto manancial de informação, que é muitas vezes dividida em conjuntos mais pequenos e agrupados de forma lógica em pequenas unidades designadas como DM Processos de Análise Num ambiente de Reporting, são criados relatórios com as mais variadas informações de negócio. Qualquer ambiente de Reporting pode ser visto como um sistema de suporte à decisão, o objetivo comum a todos os utilizadores é receber relatórios (reports) com resultados que auxiliem e apoiem a tomada de decisão, resultando em sucessos na área de negócio. Desde a introdução do computador como ferramenta de trabalho, que são gerados ficheiros fonte e relatórios em papel. A par dos avanços tecnológicos, estava a

54 32 CAPÍTULO 3. BUSINESS INTELLIGENCE produção de ficheiros operacionais que serviam de base para a geração de relatórios em papel. O número de ficheiros tendeu a crescer, exponencialmente, resultando em problemas ao nível da distribuição e manutenção dos dados. Outros problemas surgiam ao nível do armazenamento e do sincronismo dos dados. O processo de inserção de dados era efectuado manualmente e seguindo especificações pré-definidas, de acordo com a periodicidade dos relatórios. Findo este processo, os relatórios eram enviados para os seus requerentes, num processo uniformizado e geralmente muito moroso. O aparecimento das Bases de Dados (BD), na altura centralizadas como uma fonte única de dados para todo o processamento, consistiu num grande avanço tecnológico. Mais tarde, a noção do conceito de transação e o seu processamento consistiu noutro marco histórico no processo de Reporting. Conceito de Reporting Uma das ferramentas de análise mais utilizadas num sistema de BI são os relatórios (Reports), que consistem geralmente num documento que apresenta um conjunto específico de dados de uma forma estruturada, permitindo a entrega da informação necessária aos utilizadores, no formato que estes desejem, através de informação resumida, utilizando tabelas dinâmicas (pivot tables), gráficos, ou de outras formas. Atualmente, estes relatórios são principalmente analisados diretamente em formato digital, exportados para formatos como PDF ou Excel, ou copiados para apresentações PowerPoint. Nas soluções de BI modernas existe um sistema de relatórios, permitindo a criação de relatórios, com dados de uma ou mais fontes, bem como o seu agendamento e distribuição pelos utilizadores. Um sistema de relatórios tem por base diversas funcionalidades, nomeadamente: 1. Criação de Relatórios, ligação das fontes de dados, criação da estrutura e formatação do relatório.

55 3.2. COMPONENTES DE BUSINESS INTELLIGENCE Gestão de Relatórios, esta envolve a definição dos utilizadores que recebem cada relatório, quando e por que via, nestes sistemas é geralmente possível definir contas e grupos de utilizadores de forma a designar grupos específicos 3. Entrega de Relatórios, função que permite o envio dos relatórios, em tarefas agendadas, ou serem abertos pelo utilizador com base nos metadados de gestão de relatórios, o sistema de entrega utiliza o sistema operativo e outras componentes de segurança de forma a garantir que apenas utilizadores autorizados recebam os relatórios. É também importante que seja possível aos analistas, através dos chamados relatórios ad-hoc ou self-service, criarem os seus próprios relatórios a partir das fontes de dados selecionadas. Estes relatórios terão, em princípio, um foco mais restrito e um número reduzido de utilizadores, sendo frequentemente destinados apenas para o utilizador que desenhou o relatório [JM11]. No entanto, os relatórios mais complexos deverão manter-se no centro da linha de produto de BI, dado serem produzidos por programadores profissionais. Os seus requisitos frequentemente incluem um posicionamento perfeito dos elementos do relatório, uma linguagem de script quase tão poderosa como uma linguagem de programação e a habilidade de manusear muitos detalhes, garantindo, simultaneamente, a qualidade de informação [NLZ12]. Os fornecedores de plataformas de BI devem ter a preocupação de permitir ao utilizador lidar com uma grande variedade de estilos de relatórios, sejam financeiros, operacionais, de performance ou outros, facultando a possibilidade de interagir completamente com o conteúdo, através das diversas plataformas de entrega, seja num browser, dispositivos móveis ou ambientes de portal comuns.

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57 4 Aplicação - Fine Trade No âmbito desta dissertação, para implementar o sistema arquitetado foi necessário construir uma Base de Dados (BD) onde as informações pudessem persistir, assim como uma aplicação suportada no sistema operativo ios para ipad. Este capítulo é dedicado, exclusivamente, ao projeto que serviu de base a esta dissertação de mestrado e que motivou todo o estudo na área do desenvolvimento de aplicações, em MicroStrategy para dispositivos móveis. O desenvolvimento deste trabalho teve por base o projeto que desenvolvido ao longo do período de estágio, na empresa do Grupo Espírito Santo, ESI (Espírito Santo Informática), em Lisboa. Tal como se pode aferir pelo título deste capítulo, o nome dado à aplicação desenvolvida foi Fine Trade, uma vez que é uma aplicação que gera informação de negócio para as importações /exportações do nosso país. Neste capítulo vamos analisar os requisitos detalhados que foram propostos. Seguese a conceção e modelação da interface tendo em conta os requisitos expostos pelo Departamento Research. 35

58 36 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE 4.1 Requisitos Este projeto foi pensado e realizado para consolidar um conjunto vasto de informação para o benefício, maioritariamente, de PME. Pretende-se com a aplicação que seja possível aceder a diversos marcadores financeiros importantes na área de negócios de importações/exportações, em qualquer lugar, a qualquer momento do dia. Qualquer utilizador do Banco Espírito Santo deverá ter a hipótese de visualizar as oportunidades de importação/exportação, na sua área de negócio. A aplicação deverá executar corretamente, em ipad, que terá previamente instalada a aplicação MicroStraegy. Os requisitos foram apresentados sob o ponto de vista funcional e descritos através de um conjunto de ecrãs que deverão constituir a aplicação. De seguida são especificados mais detalhadamente os requisitos de cada uma destas páginas, nomeadamente o conteúdo e funcionalidades que cada uma deve conter. Ecrã Inicial / Homepage A página inicial deve apresentar a possibilidade de dois ambientes distintos (cliente BES / Não Cliente BES). Deve conter o logótipo do Banco Espírito Santo, bem como da MicroStrategy e, por fim, o logótipo definido para a aplicação. Ecrã de Login A página de login deve conter o formulário de login com os seguintes campos: - Nome da Empresa - Código de Atividade Económica (CAE) - Número de Identificação Fiscal (NIF) - Concelho -

59 4.1. REQUISITOS 37 O formulário deve impedir que se submetam dados inválidos ao servidor. Por dados inválidos entenda-se qualquer um dos campos vazio. Caso o servidor retorne falha de autenticação, o formulário deve exibir feedback informativo da falha. Visão Global Neste devem ser apresentados os seguintes marcadores económicos por país e por CAE selecionado: - Volume de Importações do País do Mundo, em Euros - Quota de Exportações de Portugal para o País, percentual - Taxa de Crescimento Médio Anual do País, percentual - Volume de Exportações de Portugal para o País, em Euros - Estudo de Mercado (ISKO) Oportunidades de Exportação Este ecrã deve permitir visualizar toda a informação relevante sobre um país para um determinado CAE, sendo essa informa-ção constituída pelos seguintes campos: - Produto - Volume de Importações do País do Mundo, em milhões de Euros - Taxa de Crescimento Médio Anual, percentual - Volume de Exportações de Portugal para o País, em milhões de Euros - Quota de Portugal no País Deve também ser apresentado neste relatório, o nome da empresa em questão, bem como o CAE correspondente. Deve conter o logótipo da Unidade International Premium 1, assim como o do Departamento Research Sectorial 2. relatório deve ser convertido em documento PDF, com possibilidade de impressão direta-mente do ipad. 1 Departamento do BES que forneceu a informação dos diversos países apresentados na plataforma 2 Departamento do BES que forneceu os ficheiros, contendo todos os dados necessários para o cálculo do conjunto de métricas necessários, que deveriam, posteriormente, ser tratados e importados para a base de dados do projeto O

60 38 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE 4.2 Arquitetura da Aplicação O levantamento de necessidades foi desenvolvido especificamente com cada área funcional da empresa que integrava o projeto, nomeadamente, Departamento de Informação de Gestão (DIG), Departamento ES Research e a Unidade Internacional Premium (UIP). A figura seguinte apresenta a arquitetura do sistema de Data Warehouse (DW), de acordo com o levantamento de requisitos. Esta representa a base de desenvolvimento de toda a estrutura de desenvolvimento inerente a este projeto. Figura 4.1 Diagrama de Fluxo da Informação. Dada a sua importância estrutural na arquitetura da plataforma de análise implementada, serão descritos os elementos que a compõem. As fontes de dados representadas são os ficheiros (externos ao Banco) United Nations Commodity Trade Statistics Database (UN COMTRADE) e do Research e contém informação referente ao histórico de dados financeiros desde o ano de 2006 até 2012.

61 4.2. ARQUITETURA DA APLICAÇÃO 39 A Staging Area (SA) é a primeira estrutura de destino do processo de extração a partir do sistema fonte. A informação retida é então alvo de um conjunto de operações que tem como objetivo a preparação da informação para a estrutura da DW. O Data Warehouse (DW) representa o repositório histórico de dados analíticos do Banco Espírito Santo. Este usa uma estrutura de dados normalizada e otimizada para armazenamento de grandes volumes de dados que, por sua vez, alimentarão os Data Marts departamentais. O processo de ETL (Extracting, Transforming and Loading) é transversal às fontes, SA e DW. É este que assegura a recolha da informação das fontes (temporalmente contextualizada), a transformação da informação e o seu armazenamento no DW. Os Data Marts terão uma estrutura de dados desnormalizada e otimizada para a execução de queries sobre grandes volumes de dados. Os Reporting Services são utilizados para desenvolvimento, armazenamento e visualização dos relatórios construídos sobre o sistema de DW. O sistema foi concebido de forma a contemplar quatro níveis diferentes de carregamento de dados: Font - Staging Area - Data Warehouse - Data Marts. Especificando, inicialmente foi desenvolvida uma base de dados, a Staging Area, restrita apenas aos dados que servirão de fonte à plataforma de análise. Esta será carregada anualmente com a informação atualizada (de fecho de ano), sem qualquer tipo de transformação de dados. Esta estrutura armazena os dados históricos (a partir do ano 2006). O desenvolvimento da base de dados inclui um conjunto de tabelas associadas às dimensões PAÍSES, CONTACTOS, PRODUTOS, CAE, USERATIVOS, e a uma tabela de factos, CALCULADA, responsável pelo cálculo das métricas. A Staging Area (SA) alimenta diretamente o DW, o objetivo primordial da SA é fornecer os dados necessários aos modelos dimensionais. No entanto, esta poderá ser utilizada para efetuar análises menos recorrentes e com uma periodicidade menos

62 40 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE regular (normalmente em casos onde as dimensões definidas nos modelos específicos não abranjam as necessidades de análise). Da mesma forma, poderão igualmente ser extraídas listagens de detalhe, sempre que os dados necessários para tal estejam presentes no DW. Posteriormente, foi permitido o acesso a Data Marts específicos para as áreas de Marketing e Comercial. Estes modelos servirão o propósito das análises mais recorrentes e continuadas no tempo. Foram contempladas todas as métricas de análise necessárias, assim como as respetivas dimensões de análise, tendo sido de extrema importância a aprovação das especificações técnicas por parte dos Departamentos acima referidos, que suportou o restante desenvolvimento do projeto. Figura 4.2 Diagrama de Controlo. A figura 4.2 representa a arquitetura da aplicação incluindo as fontes de dados e respetivos processos de seleção/filtragem. No bloco Fonte de Dados, os dados são fornecidos manualmente, isto é, os ficheiros

63 4.2. ARQUITETURA DA APLICAÇÃO 41 que servem de base à construção da aplicação são fornecidos de duas formas distintas, nomeadamente, via e em suporte digital. Estes ficheiros (.csv,.txt) são colocados no diretório destinado para este propósito. Assim que existam ficheiros disponíveis no diretório esse facto é assinalado recorrendo a um mecanismo do tipo blackboard. Seguidamente, no bloco Transformação&Validação (TEMP), o script de tratamento da informação é executado através de um mecanismo de pooling à camada inferior (tarefa agendada), transformando os dados existentes nos diferentes ficheiros de acordo com as query SQL criadas. Depois de analisada e tratada a informação é importada para uma base de dados temporária (idêntica à base de dados construída que servirá de suporte à aplicação), que permitirá apenas fazer uma última validação a todos os dados introduzidos em todas as tabelas existentes. Após a validação (manual) feita a toda a informação, e caso não resultem erros, toda a base de dados é exportada para o bloco DW/DM ficando assim disponível a informação para que possa ser consultada na aplicação. Estando a informação disponível na DW, no bloco de Reporting usando transações suportadas por query SQL, poderá ser possível aceder a todos os dados através de uma sincronização automática regular Processo ETL ETL (Extract, Transform and Load) é o processo responsável não só pela extração dos dados a partir dos sistemas fonte, como também pela sua transformação (quando necessária) e respetivo carregamento nas estruturas dimensionais. Identificação das Fontes A seleção dos objetos dos ficheiros externos, que assumem especial relevância para a construção do DW, assim como o mapeamento da sua estrutura (tabelas, campos,

64 42 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE etc.) em conceitos de negócio, exigiram uma análise contínua e aprofundada do modelo de dados, conjuntamente com o levantamento funcional das áreas do Banco envolvidas no projeto. A conceção da solução apresentada envolve um estudo contínuo do sistema fonte de informação de forma a selecionar os objetos de base de dados com informação relevante para o sistema de DW. As regras de seleção são determinadas pelo levantamento dos requisitos de análise descritos anteriormente, em especial, das dimensões e métricas identificadas. Processo de Carregamento O bom funcionamento dos modelos analíticos é garantido pela coerência e integridade dos dados, de forma a permitir uma análise correta do negócio, sem que erros de carregamento originem más interpretações da informação, que podem originar todo um encadeamento de constrangimentos no suporte à tomada de decisão difíceis de gerir. O Oracle SQL Develloper foi a ferramenta que foi utilizada quer para a construção da Base de Dados, bem como, a importação de dados, munindo as estruturas multidimensionais com os dados, anteriormente armazenados em ficheiros Excel e Texto Staging Area A base de dados SA possui um objetivo muito próprio, armazenar uma cópia integral dos dados como relevantes. As especificações da SA são apresentadas de seguida pela Tabela 4.1:

65 4.2. ARQUITETURA DA APLICAÇÃO 43 Nome da Base de Dados Nomenclatura das tabelas auxiliares Nomenclatura das tabelas com dimensões Nomenclatura das tabelas com factos ft StagingArea ft aux nome da tabela fonte ft d nome da tabela fonte ft f nome da tabela fonte Tabela 4.1 Especificações da Staging Area Protótipo Antes de dar inicío à explicação da aplicação em si, é de todo importante explicar de que modo está organizada a informação. É possível verificar duas visões distintas, nomeadamente, a área a que apenas têm acesso clientes do Banco Espírito Santo e a área para empresas externas ao Banco. Para clientes do BES, o utilizador introduz os dados requeridos e são apresentados dois ecrãs distintos, o ecrã do Relatório de Oportunidades e a Visão Global. Para não clientes, apenas é possível visualizar a Visão Global. A interface da aplicação desenvolvida é uma interface mobile, ou seja, a aplicação vai correr na aplicação de MicroStrategy sobre uma plataforma de ios, tal como foi solicitado nos requisitos da projeto. A modelação e especificação da interface foi inicialmente feita com o recurso a esboços gráficos do que se pretende que seja a interface. Desta forma, o protótipo serviu para, de uma forma rápida e eficaz, antever a interface e validá-la junto do cliente. Como podemos verificar através dos esboços criados, ter-se-á no primeiro ecrã a possibilidade de efetuar login e caso não seja um cliente BES (utilizador da aplicação) será também possível efetuar o seu registo para lhe ser permitido o acesso, figura 4.3. Seguidamente, é apresentado o esboço do ecrã de Formulário/Confirmação de Dados do utilizador. Como pretendido, ao utilizador não lhe será dado acesso, sem que preencha o formulário na íntegra, figura 4.4.

66 44 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Figura 4.3 Ecrã Inicial. Figura 4.4 Formulário de Login.

67 4.2. ARQUITETURA DA APLICAÇÃO 45 Figura 4.5 Mapa Mundo. Figura 4.6 Detalhe por CAE.

68 46 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Na figura 4.5, pode ver-se o ecrã da Visão Global, em que se recorreu ao Google Maps para a construção do mesmo. Nesta visão, será permitido ter acesso a várias métricas, consoante o CAE correspondente ao utilizador que está a aceder. O CAE será apresentado no canto superior direito. Clicando sobre qualquer país, será apresentada uma janela de informações. Por último, apresenta-se o esboço do último ecrã figura 4.6 em que será possível analisar as informações correspondentes ao relatório de Oportunidades de exportação do utilizador, especificamente. 4.3 Desenvolvimento do Projeto Base de Dados A informação respeitante à solução pretendida é bastante abrangente e de vários âmbitos, encontrando-se os dados que a compõe dispersos por vários meios de disponibilização. Posto isto, gerou-se a necessidade de centralizar estes dados tornando-os em informação que possa ser utilizada pela solução final e, consequentemente, pelos utilizadores. Para que a informação a ser utilizada tenha o efeito pretendido é necessário que esta seja corretamente selecionada e articulada. Só assim será possível garantir a exatidão requerida. Adicionalmente, outras características determinantes para o bom funcionamento do sistema são a frequência com que a informação é atualizada e a rapidez com que estas atualizações se refletem na solução final. Tendo em conta toda a estrutura assente no funcionamento do projecto, é fundamental que a informação esteja centralizada numa Base de Dados (BD) acessível a qualquer pessoa que tenha a devida autorização, independentemente da sua localização (com acesso à rede interna da empresa). Assim sendo, optou-se pela construção da mesma em Oracle SQL Developer, alojada num Servidor interno. Com esta solução qualquer

69 4.3. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 47 pessoa qualificada para o efeito pode atualizar a informação a partir do seu posto de trabalho. A base de dados criada em Oracle pretende refletir todas as necessidades impostas pelo modelo de dados arquitetado, possuindo uma tabela por cada entidade presente no modelo Entidade-Relação descrito no Capítulo 3. Adicionalmente foi criada apenas uma tabela factual, a partir da qual retirámos todos os valores necessários para a construção das diversas métricas exigidas nos requisitos do presente projeto. Seguidamente, apresenta-se o modelo criado com as tabelas necesssárias para a elaboração do projeto, em MicroStrategy.

70 48 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Figura 4.7 Modelo de Base de Dados

71 4.3. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO Processo de Desenvolvimento De um modo geral pode dizer-se que o processo de desenvolvimento foi baseado no modelo em cascata, embora com algumas modificações. Na figura 5.12 pode-se observar um diagrama geral do processo de desenvolvimento onde estão representadas as suas etapas principais, que serão detalhadas no decorrer desta secção. Pelo diagrama podemos observar que é um modelo de desenvolvimento sequencial em que as etapas estão dependentes umas das outras, embora se possa retroceder para melhorar ou implementar novas funcionalidades numa etapa anterior. Como se pode constatar pela figura 4.8 o processo de desenvolvimento teve início com o levantamento e análise dos requisitos do problema através de várias reuniões na empresa. Para que houvesse uma boa compreensão geral do problema foi em primeiro lugar feita uma explicação detalhada da plataforma e serviços atualmente existentes na empresa. Figura 4.8 Processo de Desenvolvimento De seguida foram feitos os esboços de baixo detalhe, pouco detalhados e com realce para os requisitos mais importantes e prioritários, já apresentados anteriormente. O objetivo principal da realização de esboços de baixo detalhe é poder rapidamente

72 50 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE fazer um esboço geral da aplicação e validar com o cliente os seus traços gerais para assim poder numa fase inicial obter o feedback e ajustar certos parâmetros. Podemos ver pelas figuras 4.4 e 4.5 que o layout da etapa anterior foi modificado. Essas alterações tiveram origem no processo de validação dos esboços de baixo detalhe, pois não iam de encontro com as expetativas e visão inicial do cliente. Uma vez validados os esboços gráficos, iniciou-se a fase da programação e implementação. Esta fase começou com a especificação SQL de todas as dimensões necessárias. Na fase seguinte, testes e correção de bugs, foram realizados vários tipos de testes de modo a garantir o correto funcionamento da aplicação. Depois, nos testes de usabilidade, a aplicação foi testada por vários utilizadores de forma a encontrar todos os pontos fracos ainda existentes. Após a fase da programação e dos vários testes, foi feita uma validação no cliente de modo confirmar e validar que a aplicação estava implementada de acordo com o que tinha sido pedido. O deployment e integração da aplicação nos serviços do cliente foi feito por outros colaboradores da empresa, uma vez que não tendo acesso à parte de administração do sistema informático, não foi possível implementar autonomamente a plataforma. Apesar disso, é possível referir a integração foi bem sucedida e que a aplicação está a correr conforme previsto. 4.4 Implementação do Projeto Ferramentas utilizadas Oracle SQL Developer Oracle SQL Developer é uma IDE, desenvolvida e disponibilizada pela Oracle Corporation, para profissionais que desenvolvem ou administram bases de dados Oracle.

73 4.4. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO 51 Figura 4.9 Oracle SQL Developer. MicroStrategy Figura 4.10 MicroStrategy. O MicroStrategy consiste numa poderosa ferramenta de Reporting, amplamente usada em ambientes empresariais, nomeadamente as de carácter bancário. Permite desenvolver relatórios integrados numa mesma metadata. Possibilita uma análise contínua e a monitorização de performance de negócio fornecendo, aos utilizadores finais, as fontes de informação que se revelem necessárias para melhorar as decisões de negócio. Os relatórios podem ser disponibilizados via Web ou através do Desktop. Os utilizadores com maior experiência usam o Desktop, sendo esta uma vertente mais robusta que, para além de apresentar os reports existentes, permite que estes efectuem query ad-hoc, criação de filtros, métricas e prompts sobre os dados existentes.

74 52 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Sob o ponto de vista de desenvolvimento a criação de projectos, nesta ferramenta, consiste no ponto mais alto de intersecção entre um DW, um repositório de Metadados e os clientes/utilizadores finais do Sistema de Reporting. Conceptualmente, um projeto, consiste no ambiente em que todo o Reporting relacionado é efectuado. Um projecto típico contém a totalidade dos objectos, sendo estes filtros, métricas, prompts, atributos, tabelas, etc. Quando agregados, num mesmo relatório, resultam na disponibilização da informação de negócio pretendida, num formato intuitivo, exportável e organizado- o relatório ou report. O MicroStrategy é constituído por diversos componentes. O componente mais usado no decurso deste projecto foi o Enterprise Manager. Consiste no componente administrativo desta ferramenta de Reporting, onde é possível o desenho e implementação de relatórios administrativos de gestão em modo gráfico, visualização e edição do código SQL subjacente a um relatório, definição de regras (métricas, filtros e prompts). Possibilita a produção de resultados com informação estatística. Todo este ambiente de Reporting administrativo decorrente do Enterprise Guide, fornece um modo automático de reutilização dos relatórios para análises e processos de gestão de informação futuras. O MicroStrategy, vertente Desktop, possibilita o acesso ao Enterprise Manager e a diversos tipos de objectos. Esta ferramenta define dois níveis de organização de objectos. Um nível consiste num modelo lógico e outro está a um nível físico, sendo estes: Public Objects: consistem num modelo lógico de dados, caracterizado por ser uma fotografia de toda a estrutura dos dados e como estes se relacionam num ambiente de negócio, técnico ou conceptual. Contém relatórios, filtros, métricas, entre outros. Schema Objects: consistem num modelo físico, baseado no modelo lógico, organizado de modo a que este possa ser visto numa perspectiva de Bases de Dados, contendo factos, atributos, tabelas, etc.

75 4.5. TESTES EFETUADOS Testes Efetuados Nesta secção vamos analisar a versão final da aplicação desenvolvida. A análise vai centrar-se na usabilidade e no aspeto visual da aplicação, não sendo abordados pormenores técnicos ao nível da implementação. Serão também validados todos os parâmetros de negócio, nomeadamente, confirmação de cálculos (métricas utilizadas). As imagens da aplicação final foram capturadas num contexto de uso real. Para poder ter acesso aos serviços de administração e gestão dos players, foi preciso criar e registar diversas contas de utilizadores uma vez que para testes, a aplicação foi implementada em 10 ipads, em simultâneo. Naturalmente, por razões de confidencialidade e segurança para com os clientes, foi apenas de testes, não contendo dados reais. Comecemos por analisar a página inicial, ou homepage, que está presente na figura Figura 4.11 Imagem inicial da aplicação. Selecionando a opção de utilizador, este será levado para o ecrã de introdução do número de utilizador, Figura Na situação de não preenchimento deste campo ou de erro, será apresentado a

76 54 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Figura 4.12 Login. imagem de erro de login, obrigando o utilizador a regressar à introdução do número de utilizador. Após a introdução do código, o utilizador é transportado para o formulário, figura 4.13, em que terá, obrigatoriamente, que confirmar os dados correspondentes à empresa. Confirmando os dados, é-nos apresentado o ecrã do Relatório, figura Ecrã este que nos apresenta o Top 20 das oportunidades de exportação para o CAE Clicando na opção Versão de Impressão é possível exportar o relatório de oportunidades para PDF, e imprimir em versão papel, diretamente do ipad, como é possível ver na figura Regressando ao dashboard anterior, podemos também optar pela segunda visão Visão Global, figura 4.16, em que é apresentado o mapa Mundo, onde temos acesso aos valores essenciais por país, para o CAE que seleccionámos anteriormente. Selecionando um país, na janela de informações, temos a hipótese de abrir o documento PDF com mais informação, sobre o país em questão, figura Com o término dos testes de usabilidade, foi necessário efetuar determinadas alterações, tanto a nível técnico como de layout, uma vez que os testers, foram determinando

77 4.5. TESTES EFETUADOS 55 Figura 4.13 Informação do Utilizador. Figura 4.14 Relatório. Figura 4.15 Versão de Impressão.

78 56 CAPÍTULO 4. APLICAÇÃO - FINE TRADE Figura 4.16 Visão Global. Figura 4.17 ISKO.

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