Trauma Secundário e Profissionais do cuidado: Entendendo seu impacto e dando passos para proteger a si mesmo David Conrad, LCSW

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Trauma Secundário e Profissionais do cuidado: Entendendo seu impacto e dando passos para proteger a si mesmo David Conrad, LCSW"

Transcrição

1 ISPCAN LINK NEWSLETTER 20.2 (Northern Winter/Southern Summer 2011) Trauma Secundário e Profissionais do cuidado: Entendendo seu impacto e dando passos para proteger a si mesmo David Conrad, LCSW Introdução Profissionais do cuidado trabalham diariamente com crianças e famílias vítimas de traumas. Eles ouvem suas histórias e sentem sua dor. Empatia é freqüentemente o recurso mais importante que eles trazem para ajudar estas crianças e famílias. Infelizmente, quanto mais empáticos eles são, maior é o risco de internalizarem o trauma de seus pacientes. O resultado desta relação é o stress traumático secundário. O que é o stress traumático secundário? Em que ele se iguala e/ou diferencia da desordem do stress pós-traumático (PTSD)? De acordo com Dr. Charles Figley, autor de Compassion Fatigue, fazendo face à Desordem do Stress Traumático Secundário, o stress traumático secundário é o comportamento conseqüente natural resultante do conhecimento sobre um evento traumatizante vivido por outro significante. É o stress resultante de ajudar ou querer ajudar um traumatizado ou pessoa em sofrimento (Figley, 1995). Outra notável traumatologista, Dr. Laurie Pearlman, refere-se a isto como um trauma indireto ou o efeito transformador cumulativo naquele que ajuda trabalhando com sobreviventes de eventos de vida traumáticos (Pearlman e Saakvitne, 1996). Até recentemente, quando falávamos sobre pessoas sendo traumatizadas, nós estávamos falando somente daquelas pessoas que eram diretamente expostas ao trauma, como veteranos de guerra e vítimas de violência doméstica. Nós nos referíamos a sua condição como desordem do stress pós-traumático. Nos últimos 15 anos, nós passamos a reconhecer que pessoas que trabalham com, ouvem a e ajudam crianças e adultos vítimas de trauma estão em risco de internalizar seus traumas. Esta condição é chamada stress traumático secundário ou trauma indireto. A expectativa de que nós podemos estar imersos em sofrimento e perda diariamente e não sermos tocados por isso é tão irreal quanto esperar ser hábil para andar pela água sem ficar molhado (Rachel Remen Kitchen Table Wisdom). De acordo com Figley, a única diferença entre a desordem do stress pós-traumático e o trauma secundário é que no trauma secundário você está a um passo do trauma. Os sintomas do trauma primário ou secundário são exatamente os mesmos. Porque profissionais do cuidado estão em risco significativo de desenvolver stress traumático secundário? Há diversas razões pelas quais profissionais do cuidado estão em risco de desenvolver trauma secundário, incluindo: 1) Empatia: a maioria dos profissionais que escolhem uma carreira como um profissional do cuidado o fazem porque eles possuem um desejo inato, ou um nascido de suas próprias experiências, de ajudar os outros. Empatia, ou identificar-se com e entender as situações e sentimentos dos outros, é uma das

2 mais efetivas ferramentas a se usar quando se trabalha com crianças e famílias. Infelizmente, quando profissionais identificam-se demais com seus pacientes (o que pode acontecer facilmente), eles aumentam seu risco de internalizar o trauma destes pacientes. 2) Tempo de recuperação insuficiente: muitos profissionais do cuidado têm contato freqüente com crianças abusadas e negligenciadas. Eles ouvem suas histórias e sentem sua dor. Infelizmente, sua pesada e exigente carga de trabalho pode freqüentemente desprovê-los da folga que eles precisam para tratar-se e recuperar-se do que eles ouviram e viram. 3) Traumas pessoais não resolvidos: muitos profissionais do cuidado tiveram alguma perda pessoal ou até experiência traumática em suas próprias vidas (por exemplo, a perda de um membro da família, morte de um amigo próximo, ou abuso físico ou emocional). A dor de suas próprias experiências pode ser reativada quando eles ouvem seus pacientes descreverem uma situação traumática similar àquela que eles viveram. A menos que a pessoa esteja completamente curada de seu próprio trauma, ela/ele está em risco crescente de internalizar o trauma de suas/seus pacientes. 4) As crianças são os membros mais vulneráveis de nossa sociedade: todas as crianças e crianças mais novas em particular, são dependentes de adultos para encontrar-se e assistir-lhes em suas necessidades emocionais e físicas. Quando adultos maltratam crianças, isto é especialmente doloroso para um profissional do cuidado cuja carreira escolhida é proteger crianças. Seus sentimentos de tristeza e impotência resultantes os colocam em elevado risco de viver trauma secundário (Figley, 1995). 5) O Trauma Secundário é cumulativo: Contrariamente à crença popular, não somente os casos mais severos de abuso, como mortes de crianças e danos sérios, que levam ao trauma secundário de profissionais cuidadores. O Trauma secundário é cumulativo. Até as coisas pequenas, como ver a tristeza nos olhos de uma criança quando a visita termina, podem ser traumatizantes para um profissional do cuidado. Testemunhar estes eventos repetidas vezes pode ter um efeito negativo até sobre os mais misericordiosos e resilientes. Como você sabe se você está sofrendo de stress traumático secundário? Uma das tarefas mais difíceis para profissionais é perceber e admitir que eles estão sofrendo de stress traumático secundário. Qualquer pessoa reage e enfrenta de maneira diferente quando exposta a uma adversidade. O que um acha útil pode não ser de ajuda para outro e vice versa. Durante tempos difíceis, todas as pessoas devem lembrar-se de invocar o mecanismo de controle que funcione melhor para eles. Há, entretanto, diversos indicadores individuais de angústia que podem nos dizer que nós estamos em risco crescente de desenvolver trauma secundário. Um indicador chave é quando você se encontra agindo e sentindo de maneiras que não parecem normais a você. É normal para todos nós ter uma gama de emoções que incluem raiva, tristeza, depressão ou ansiedade. Todavia, quando estas emoções tornam-se mais extremas ou prolongadas que o habitual, este é um potencial indicador de angústia (ver tabela abaixo). Quando você reconhece a presença de tais indicadores, ou outros (família, colegas ou amigos) identificarem eles em você, é hora de parar e se auto-avaliar. Há imagens ou casos específicos que vem a sua mente repetidas vezes? Há situações com crianças que provocam ansiedade em você? Você se percebe tentando evitar estas

3 situações? Há situações ou pessoas que te lembram algum caso angustiante em particular? Se você tem vivenciado algum destes indicadores, em uma base consistente, é importante que você busque a ajuda de um colega ou de seu supervisor. Se os sintomas de trauma tornarem-se severos e durarem mais que alguns dias, você deve considerar ver um terapeuta especializado em trauma. Indicadores de Angústia Raiva Dor de cabeça Isolamento Tristeza Dor de estômago Cinismo Luto prolongado Dor nas costas Alterações de humor Ansiedade Exaustão/fadiga Irritabilidade Estratégias de auto-cuidado para combater o Stress por Trauma Secundário Entender suas próprias necessidades e responder de maneira apropriada é de extrema importância no combate ao stress traumático secundário. Para os profissionais do cuidado é criticamente importante que haja tempo para afastar-se do trabalho e envolver-se em atividades que recuperam e revitalizam. Promover seu próprio bemestar físico, emocional e espiritual é essencial se você precisa sobreviver em um meio de trabalho tão turbulento. De um ponto de vista físico, é necessário praticar exercícios regulares para reduzir os sintomas de stress e aliviar a tensão, quer seja caminhar, correr, pedalar ou alguma outra forma de exercício físico. É também importante que o bem-estar espiritual e emocional seja reforçado passando um tempo com os amigos e a família e engajar-se em atividades agradáveis, que propiciem realização e não relacionadas ao trabalho é muito importante. Passar um tempo com crianças emocionalmente saudáveis é também reparador. Geralmente, qualquer pessoa que trabalhe com crianças maltratadas ou traumatizadas precisa tirar um tempo para descansar, emocionalmente e fisicamente, e se envolver em atividades que mantenham e/ou restaurem a esperança. Você, como um profissional do cuidado, deve se lembrar que você não pode salvar o mundo. No fim, sua habilidade para ajudar crianças que sofrem depende da sua habilidade de cuidar de si mesmo, para que você possa estar lá para seus pacientes quando eles precisarem de você. Como Marc Parent diz em seu livro, Turning Stones: My Days and Nights with Children at Risk : Resgatar uma criança do risco de uma noite é um êxito glorioso. A noite é uma oportunidade de tocar uma vida em um momento crítico e fazê-la melhor _ não por uma vida inteira, nem mesmo para amanhã, mas por um momento. Um momento _não para falar, mas para agir_ não para mudar o mundo, mas para fazê-lo melhor. Isto é tudo que pode ser feito e não somente isto é suficiente_ isto é brilhante. Leituras Recomendadas Figley, C.R (Ed.) (1995). Compassion fatigue: Coping with secondary traumaticstress in those who treat the traumatized. New York: Brunner/Mazel.

4 Figley, C.R. (Ed.) (2002) Treating compassion fatigue. New York: Brunner- Routledge. Herman, J. (1997). Trauma and recovery. New York: BasicBooks. Parent, M. (1996). Turning stones: My days and nights with children at risk. New York: Ballantine. Pryce, J. G., Shackelford, K. K., & Pryce, D. H. (2007). Secondary traumatic stress and the child welfare professional. Chicago: Lyceum Books. Rothschild, B. (2006). Help for the helper: The psychophysiology of compassion fatigue and vicarious trauma. New York: Norton. Saakvitne, K.W. and Pearlman, L.A. (1997). Transforming the pain: A workbook on vicarious trauma. New York: W.W. Norton. Stamm, B.H. (1995). Secondary traumatic stress: Self-care issues for clinicians, researchers, and educators. Maryland: Sidran Press. Tedeschi, R.G., Park, C. L., & L.G. Calhoun (1998). Posttraumatic growth: Positive changes in the aftermath of a crisis. London: Lawrence Erlbaum. David Conrad, LCSW Coordenador de Treinamento e Consultoria da ISPCAN A história de Jill Jill, uma assistente social recém-contratada, senta-se na cadeira de seu escritório e prepara-se para começar seu dia. São 07h30min da manhã e ela esta se sentindo cansada depois de responder a uma chamada de emergência tarde da noite anterior. Felizmente, não foi sério e ela foi para a casa e para cama por volta da meia-noite. Pouco depois que ela chega ao trabalho, sua supervisora, Laura, a aborda e pede a ela que venha até seu escritório. Isto nunca é uma coisa boa, ela pensa enquanto segue Laura. Nervosa, ela entra no escritório enquanto Laura fecha a porta atrás dela. Laura pede a Jill que se sente e colocou uma cadeira bem a sua frente. Eu tenho algumas notícias bem tristes para compartilhar com você, ela disse. Eu recebi uma ligação esta manhã me contando que noite passada Maria caiu no sono com o bebê Alexandra em sua cama. Jill recostou-se em sua cadeira e conteve sua respiração. Tragicamente, ela rolou sobre a Alexandra em algum momento durante a noite e a sufocou. Maria chamou uma ambulância quando ela acordou e os paramédicos tentaram revivê-la. Infelizmente, eles não foram bem-sucedidos. Jill olhou surpresa para Laura enquanto as lágrimas começaram e escorrer por suas bochechas. Poucos minutos depois, ela pôs suas mãos sobre seu rosto e recostou-se em sua cadeira. Ela respirou fundo e com uma voz trêmula disse: Eu a alertei para que não dormisse com Alexandra. Cuidadosamente, Laura responde, Jill, Eu sinto muito. Eu sei que você estava muito esperançosa quanto à Maria e seu progresso. Eu sei que isso é muito doloroso para você Sentando-se silenciosamente em sua cadeira, Jill pondera em sua mente, o que eu poderia ter feito para prevenir isto? Laura tenta tranqüilizá-la de que ela tinha feito tudo que ela poderia e a encorajou a ir para casa e tirar algum tempo de folga.

5 Tendo previamente orientado trabalhadores em eventos traumáticos, Laura desenvolveu algumas estratégias para auxiliar as pessoas: Prover validação e suporte. Fechar a porta de seu escritório e dar-lhes sua total atenção. Ouvir atentamente e testemunhar o que ela/ele está passando. Determinar se a pessoa tem sistemas de suporte apropriados fora do trabalho (por exemplo, amigos, família ou ex-colegas de trabalho). Pedir aos companheiros de trabalho para dar suporte a seu colega, se isto for requisitado. Se necessário, afastar por um tempo do trabalho. Temporariamente evitar atribuir casos com circunstâncias similares. Apoiar as pessoas em seus empenhos de auto-cuidado físico, emocional e psicológico e/ou espiritual. Avaliar se a pessoa está melhor dentro de 36 horas. Se a pessoa acredita que um problema pessoal ou trauma relacionado ao trabalho anterior foi causado, encoraje-a a procurar assistência de um terapeuta que tenha experiência em trabalhar com vítimas de trauma. Três meses desde a morte de Alexandra, Jill está se recuperando bem. O suporte emocional de Laura e seus companheiros de trabalho tem sido de imensa ajuda. Eles entendem sua dor emocional de uma maneira que outros que não fazem este trabalham não podem entender. Jill também tem trabalhado duro para cuidar de si mesma, o que inclui passar um tempo com seus amigos, jogar tênis e freqüentar suas aulas de yoga regularmente. Jill está esperançosa de que esta experiência a tenha feito mais resiliente e mais hábil a aceitar o que ela pode ou não exercer controle sobre o que tem haver com o trabalho com seus pacientes. Laura permanece esperançosa de que Jill ficará na proteção à criança por muitos anos. Mensagem da Liderança Queridos membros ISPCAN: A mesa redonda inaugural da ISPCAN, Abuso Sexual Infantil: Uma Revisão das Intervenções Práticas de uma Perspectiva Internacional realizou-se em cinco e seis de maio na secretaria da ISPCAN no Colorado. Esta mesa redonda muito bem sucedida só fez-se possível pelo patrocínio da Oak Foundation e recebeu em torno de 37 profissionais de 17 países; participantes incluíram profissionais da medicina, psicólogos, assistentes sociais, professores, advogados, juízes e líderes de ONGs. A mesa redonda iniciou-se com apresentações de alguns oradores principais, que eram simultaneamente enviadas ao site da ISPCAN. Uma discussão virtual de casos (VID) ocorreu ao mesmo tempo em que as apresentações e membros estavam habilitados a fazer perguntas aos palestrantes em tempo real. Trinta participantes ficaram para outro dia no fim da mesa redonda para começar a rascunhar um artigo intitulado Opções para responder ao Abuso Sexual Infantil. Nós estamos nos aproximando da realização do primeiro projeto da produção deste documento de trabalho; este projeto tem sido liderado por Donald Bross, Sue Foley, Irene Itenbi, Richard Roylance e Viola Vaughn- Eden. Depois que o artigo estiver completado e inteiramente revisado, nós traduziremos para cinco línguas (árabe, chinês, francês, russo e espanhol) e postaremos em nosso site. Nós gostaríamos de agradecer a todos novamente, e especialmente aos colegas que

6 estão produzindo o documento de trabalho, que doaram seu tempo e fundos para estarem presentes nesta mesa-redonda e torná-la um sucesso. Haverá sete vagas da Sociedade Internacional para Prevenção do Abuso Infantil e Negligência (ISPCAN) que ocorrerá em Nós encorajamos vocês a tornarem-se candidatos ou a indicar um colega qualificado. Mais detalhes na chamada por nomeações podem ser encontradas no fim deste informativo ou em nosso site em https://ispcan.site-ym.com/?ec_nomination. Nós temos duas conferências regionais se aproximando; a inscrição on-line para ambas estas conferências ainda está aberta. A 12ª Conferência Regional Européia em Abuso Infantil e Negligência da ISPCAN, cujo tema da conferência é Responsabilidades Sociais Desafiadoras para o Abuso Infantil e Negligência, será realizado de 17 a 21 de setembro de 2011 em Tampere, Finlândia. A 9ª Conferência Regional em Abuso Infantil e Negligência da Ásia Pacífico ISPCAN, cujo tema da conferência é Abuso Infantil e Negligência nos Países da Ásia: Desafios e Oportunidades será realizada de seis a nove de outubro de 2011 em Nova Delhi, Índia. Você pode encontrar novas informações de ambas estas conferências regionais em Nós esperamos vê-los em uma ou ambas dessas conferências regionais de 2011! Se você está na Conferência Regional da Ásia Pacífico, por favor, planeje comparecer ao nosso encontro de membros durante o intervalo para o almoço de sábado, dia 8 de outubro ou ao nosso Encontro de Países Parceiros durante o intervalo de almoço na sexta, sete de outubro. Saudações cordiais, Irene Itenbi, MD Presidente Sherrie Bowen, Diretora Executiva Comentário Geral Nº13 para o Artigo 19 da CRC e planos para sua implementação proposta. Introdução A Convenção para os Direitos da Criança (CRC) da ONU consiste de 54 Artigos, dos quais o Artigo 19 é o que considera os maus-tratos infantil, designado violência contra a criança no Artigo. Artigo 19: O direito da criança a liberdade de todas as formas de violência. Artigo Estados partes devem tomar todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais apropriadas para proteger a criança de todas as formas de violência física ou mental, dano ou abuso, negligência ou tratamento negligente, maltrato ou exploração, incluindo abuso sexual, enquanto em cuidado dos pais, guardiões legais ou qualquer outra pessoa responsável pelo cuidado da criança. 2. Tais medidas de proteção deveriam, como o apropriado, incluir processos efetivos para o estabelecimento de programas sociais para prover suporte necessário para a criança e para aqueles que são responsáveis pelo cuidado da criança, assim como por outras formas de prevenção e pelo(a) identificação, relato, orientação, investigação, tratamento e acompanhamento de instâncias de maus-tratos descritos até agora, e,

7 como apropriado, para envolvimento judicial. Diversos dos Artigos tiveram Comentários Gerais preparados para eles. Um Comentário Geral (GC) é na verdade uma especificação detalhada e uma amplificação do conteúdo e significado do Artigo em particular. O Comitê da CRC convidou o Instituto Internacional para os Direitos da Criança e Desenvolvimento (IICRD) e a ISPCAN juntamente para preparar um rascunho para o GC 13 do Artigo 19 o qual, seguindo as considerações e modificações do Comitê, foi adotado pelo Comitê em 11 de fevereiro de Desenvolvimento do GC 13 Uma equipe de profissionais multidisciplinares, acadêmicos e gestores/provedores internacionais foi reunida e recebeu suporte de um amplo grupo de consultoria. O projeto foi liderado por dois representantes ISPCAN e dois IICRD em um comitê executivo. O suporte financeiro para as despesas foi provido pela Oak Foundation. Um processo iterativo, constituído de uma série de trocas de e encontros virtuais e presenciais com o grupo de trabalho e o grupo de consultoria, e com o CRC foram conduzidas para produzir o Comentário Geral. Ele foi escrito por um escritor indicado, que também produziu o sumario não-oficial a seguir. Sumário não-oficial Comentário geral 13 (GC13) institui uma abordagem baseada nos direitos da criança para o cuidado e proteção à criança. Através do GC13, o Comitê encoraja uma troca de paradigma para entender e adotar o Artigo 19 dentro da perspectiva abrangente do CRC em assegurar os direitos da criança à sobrevivência, dignidade, bem-estar, saúde e desenvolvimento, participação e não discriminação. O comitê enfatiza nos termos mais fortes que a proteção á criança deve iniciar-se com prevenção pró-ativa de todas as formas de violência assim como a proibição explícita de todas as formas de violência. Além disto, ele declara a necessidade de evitar iniciativas fragmentadas e encoraja em vez disso a implementação de medidas através de uma estrutura coordenada, abrangente e baseada nos direitos da criança. GC13 articula a primeira definição oficial relatada pela ONU de uma abordagem baseada nos direitos da criança. Visão Geral 1. O Comentário Geral toma o texto do Artigo 19 como um ponto de início. 2. Ele se inspira na experiência global no campo de cuidado e proteção à criança (incluindo, entre outras coisas, o Comentário Geral Nº 8 (2006) em castigos corporais e outras formas de punição cruéis ou degradantes e o Estudo em Violência Contra às Crianças da ONU). 3. Ele enfatiza os seguintes conceitos chave: Nenhuma violência contra crianças é justificável; toda violência contra crianças é possível de se prevenir Uma abordagem baseada nos direitos da criança para o cuidado e proteção infantil. A importância do conceito de dignidade, o princípio das regras da lei, a primazia e participação das crianças, e os melhores interesses da criança. A prevenção primária, através da saúde pública e outras abordagens, de todas as formas de violência.

8 A posição primária das famílias incluindo a família além dos pais no cuidado e proteção à criança e na prevenção à violência. Reconhecimento da extensão e intensidade da violência contra a criança em diferentes cenários. 4. Esquematiza o impacto negativo da violência na vida das crianças, sobrevivência e desenvolvimento assim como na sociedade como um todo. 5. Examina cada frase do Artigo 19 em detalhe, dando exemplos concretos das formas de violência vividas e as medidas que precisam ser tomadas ao longo de todos os estágios de intervenção. 6. Situa o Artigo 19 no contexto do CRC como um todo. 7. Destaca a importância dos Artigos 4 e 5 da CRC ao lado daqueles artigos tradicionalmente identificados como princípios de relevância à implementação de toda a Convenção (Artigos 2, 3.1, 6 e 12). 8. Enfatiza a necessidade de uma estrutura nacional de coordenação em violência contra a criança. 9. Destaca recursos para a implementação e a necessidade de cooperação internacional. 10. A abordagem completa para a implementação do Artigo 19 pode ser organizada e articulada como parte de uma Estrutura Coordenadora Nacional como se segue na próxima página. Estrutura Coordenadora Nacional em violência contra a criança Todas as medidas (descritas no parágrafo 1 do Artigo 19) precisam ser adotadas ao longo de todos os estágios da intervenção (parágrafo 2) por meio de uma estrutura coordenadora abrangente desenvolvida colaborativamente, coordenada centralmente e localmente, e adequadamente sustentada de acordo com as seguintes idéias centrais: Uma abordagem aos direitos da criança As dimensões de gênero da violência Priorização da prevenção primária A posição primária das famílias em cuidados da criança e estratégias de proteção Identificar e fortalecer resiliência e fatores de proteção Minimizar fatores de risco Atenção á crianças em situações potencialmente vulneráveis. Localização de recursos Mecanismos de coordenação Contabilidade O texto completo do GC13 pode ser encontrado em: comments.htm. Ele esta sendo traduzido agora para o Árabe, Chinês, Russo e Espanhol. Passos para a implementação do GC13 Um comitê internacional direcionado ad hoc Implementação do GC 13 foi formado agora, ele inclui indivíduos assim como representações do Fórum Político da Criança Africana, IICRD, ISPCAN, Grupo de ONG para o CRC, Plan Internacional, Save the Children, World Vision, o representante especial da Secretaria Geral para Violência contra a Criança da ONU, UNICEF, o comitê da ONU para os direitos da Criança e a

9 OMS. O empenho tem sido coordenado pela IICRD através de s, comunicações virtuais e algumas pessoalmente. O plano para implementação consistirá de quatro domínios: 1. A Disseminação do GC 13 será traduzida para outras línguas e as diferentes organizações estão planejando maneiras de disseminar a consciência e o conteúdo do Comentário Geral. Um site dedicado ao tema pode ser criado. 2. Um Programa Suporte para crítica e provisão de informações e publicações relevantes para o Comentário Geral e modelos de práticas e planejamento. Um manual operacional está sendo escrito e será publicado. 3. Educação e Treinamento Educação e programas de treinamento focados em uma abordagem dos direitos da criança para prevenção de e intervenção em maus-tratos infantil estão sendo planejados. 4. Contabilidade e Indicadores de Implementação Diferentes indicadores estão sendo conferidos e este domínio também incluirá o uso de sistemas de coleta de dados. Buscam-se fundos para os aspectos específicos. Nós aguardamos maiores progressos. 1. O termo violência é usado no comentário geral para tratar de todas as formas de dano listada no parágrafo 1 do Artigo Relatório do perito independente para o parágrafo do Estudo das Nações Unidas em Violência contra á Criança (A/61/299). Danya Glaser, MB, FRCPsych, Consultora Honorária em Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Neurociência do Great Ormond Street Hospital, Londres, Inglaterra.

CONHECENDO A PSICOTERAPIA

CONHECENDO A PSICOTERAPIA CONHECENDO A PSICOTERAPIA Psicólogo Emilson Lúcio da Silva CRP 12/11028 2015 INTRODUÇÃO Em algum momento da vida você já se sentiu incapaz de lidar com seus problemas? Se a resposta é sim, então você não

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

Política de Proteção Infantil

Política de Proteção Infantil Política de Proteção Infantil Diga SIM à Proteção Infantil! Como uma organização internacional de desenvolvimento comunitário centrado na criança e no adolescente, cujo trabalho se fundamenta na Convenção

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano. Vamos falar sobre isso?

1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano. Vamos falar sobre isso? 1 em cada 4 pessoas são afetadas por um problema de saúde mental a cada ano Vamos falar sobre isso? Algumas estatísticas sobre Saúde Mental Transtornos mentais são frequentes e afetam mais de 25% das pessoas

Leia mais

Acadêmica do curso de Psicologia da Faculdade Luciano Feijão (FLF). E-mail: gilsianemarques@gmail.com 2

Acadêmica do curso de Psicologia da Faculdade Luciano Feijão (FLF). E-mail: gilsianemarques@gmail.com 2 PSICOLOGIA E ABUSO SEXUAL INFANTIL: UMA DELICADA E INTRODUÇÃO ESSENCIAL INTERVENÇÃO GILSIANE MARIA VASCONCELOS MARQUES 1 MAYARA SOARES BRITO TELES 2 GEORGIA MARIA MELO FEIJÃO 3 Na atualidade o abuso sexual

Leia mais

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO A IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO NO PROCESSO DO HUMANIZAR FERNANDO BASTOS fernandobastosmoura@yahoo.com.br HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E PROFISSIONAIS DE SAÚDE DIAGNÓSTICO

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS A Conferência Geral, Lembrando que o Preâmbulo da Carta da Unesco refere-se a os princípios democráticos de dignidade, igualdade e respeito

Leia mais

Mitos e equívocos sobre sobreviventes de cancro infantil.

Mitos e equívocos sobre sobreviventes de cancro infantil. Mitos e equívocos sobre sobreviventes de cancro infantil. 1 MITO Crianças com cancro e sobreviventes de cancro infantil, representam um risco de saúde para a saúde das outras crianças / adolescentes. Eles

Leia mais

Resiliência. Ana Paula Alcantara Maio de 2013. 4º CAFÉ DA GESTÃO Seplag/TJCE

Resiliência. Ana Paula Alcantara Maio de 2013. 4º CAFÉ DA GESTÃO Seplag/TJCE Resiliência Conceito Emprestado pela física à psicologia do trabalho, a resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. O conceito de resiliência tem origem

Leia mais

Um Lugar Seguro para as Crianças Guia 1

Um Lugar Seguro para as Crianças Guia 1 Um Lugar Seguro para as Crianças Guia 1 Padrões Internacionais para a Proteção da Criança Produzido pela Aliança Internacional Um Lugar Seguro para as Crianças (Keeping Children Safe Coalition) Conteúdo

Leia mais

PROTEÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM SITUAÇÕES DE DESASTRES E EMERGÊNCIAS (1)

PROTEÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM SITUAÇÕES DE DESASTRES E EMERGÊNCIAS (1) Curso Lideres 2004 Salvador Bahia Brasil 29 de novembro a 10 de dezembro de 2004. PROTEÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM SITUAÇÕES DE DESASTRES E EMERGÊNCIAS (1) Capítulo 1: Antecedentes e considerações gerais Considerando-se

Leia mais

Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres

Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres Atenção à Saúde e Saúde Mental em Situações de Desastres Desastre: interrupção grave do funcionamento normal de uma comunidade que supera sua capacidade de resposta e recuperação. Principais causas de

Leia mais

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição IDENTIFICANDO A DEPRESSÃO Querida Internauta, Lendo o que você nos escreveu, mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, é possível identificar alguns sintomas de uma doença silenciosa - a Depressão.

Leia mais

1. INTRODUÇÃO. 2. Preparação para sua discussão com seu médico

1. INTRODUÇÃO. 2. Preparação para sua discussão com seu médico 1. INTRODUÇÃO Artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode afetar diferentes áreas da vida.1 Como parte do controle de longo prazo da AR, seu médico* irá ajudá-lo a controlar melhor

Leia mais

DO SUSSURRO AO GRITO: UM APELO PARA TERMINAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOS CUIDADOS ALTERNATIVOS

DO SUSSURRO AO GRITO: UM APELO PARA TERMINAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOS CUIDADOS ALTERNATIVOS DO SUSSURRO AO GRITO: UM APELO PARA TERMINAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOS CUIDADOS ALTERNATIVOS University of Bedfordshire SUMÁRIO EXECUTIVO 2 DO SUSSURRO AO GRITO: UM APELO PARA TERMINAR COM A

Leia mais

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão...

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... Sumário Prefácio... 7 Nota do autor... 9 Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... 27 Parte 2: Passado doloroso 3. Entenda o passado... 45 4. Lide com

Leia mais

AUTOVIOLÊNCIA. Dalila Santos Daniela Soares Colombi

AUTOVIOLÊNCIA. Dalila Santos Daniela Soares Colombi AUTOVIOLÊNCIA Dalila Santos Daniela Soares Colombi Automutilação Conceito: Comportamento autolesivo deliberado, causando dano tissular, com a intenção de provocar lesão não fatal para obter alívio de tensão.

Leia mais

CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO

CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO O que fazer para ajudar seu familiar quando ele se encontra na UTI Versão eletrônica atualizada em Abril 2010 A unidade de terapia intensiva (UTI) é um ambiente de trabalho

Leia mais

Conferência Internacional do Trabalho

Conferência Internacional do Trabalho Conferência Internacional do Trabalho Recomendação 203 RECOMENDAÇÃO SOBRE MEDIDAS SUPLEMENTARES PARA A SUPRESSÃO EFETIVA DO TRABALHO FORÇADO, ADOTADA PELA CONFERÊNCIA EM SUA CENTÉSIMA TERCEIRA SESSÃO,

Leia mais

O papel das emoções na nossa vida

O papel das emoções na nossa vida O papel das emoções na nossa vida Ao longo da vida, os indivíduos deparam-se com uma variedade de situações que exigem o recurso a variadas competências de modo a conseguirem uma gestão eficaz das mesmas.

Leia mais

(Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012)

(Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012) Plano de Protecção à Criança do CENTRO DE EDUCAÇÃO DELTA CULTURA (CEDC) (Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012) INTRODUÇÃO: Este documento é o Plano de Protecção

Leia mais

Capítulo 12 Aniversários, Memoriais e Ocasiões Especiais

Capítulo 12 Aniversários, Memoriais e Ocasiões Especiais Capítulo 12 Aniversários, Memoriais e Ocasiões Especiais O aniversário de um evento traumático ou de uma perda pode ser muito doloroso, particularmente no primeiro ano. Para quem perdeu um ente querido,

Leia mais

ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL MBA EXECUTIVO EM LIDERANÇA E GESTÃO ORGANIZACIONAL ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING POS GRADUAÇÃO EM: GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS CIÊNCIAS

Leia mais

Isso marca o início de uma nova e importante era para os pacientes, cuidadores e seus familiares.

Isso marca o início de uma nova e importante era para os pacientes, cuidadores e seus familiares. 1 Manual do Paciente Você não está sozinho Qualquer pessoa pode vir a desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. No ano passado de 2008, mais de 1,3 milhões de novos cânceres foram diagnosticados

Leia mais

OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO

OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO 1 RESUMO OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO Glória Maria A. F. Cristofolini Nada se passa na mente que o corpo não manifeste, cita Hermógenes. Quando a medicina ocidental passou a

Leia mais

UNIVERSITY OF CALIFORNIA GRANT RESEARCH STUDY

UNIVERSITY OF CALIFORNIA GRANT RESEARCH STUDY MUDANÇA EMOCIONAL POSITIVA UNIVERSITY OF CALIFORNIA GRANT RESEARCH STUDY Pesquisa sobre o Processo Hoffman O objetivo da pesquisa é determinar a verdade sobre uma questão hipotética e não o de aumentar

Leia mais

A política de proteção a menores

A política de proteção a menores A política de proteção a menores Friburgo, Junho 2013 Tradução de Setembro 2014 1. Posição inicial A Brücke Le pont é uma organização de desenvolvimento, que, entre outras coisas, luta pelos direitos dos

Leia mais

Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse?

Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse? Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse? SILVA, Fernanda Ortins 1 ; CRAVEIRO DE SÁ, Leomara. Mestrado em Música / Escola de Música

Leia mais

C-01 Trowell, Judith. Compreendendo seu filho de 3 anos. Rio de Janeiro: Imago,, 1992.

C-01 Trowell, Judith. Compreendendo seu filho de 3 anos. Rio de Janeiro: Imago,, 1992. C-01 Trowell, Judith. Compreendendo seu filho de 3 anos. Rio de Janeiro: Imago,, 1992. Este livro aborda o crescimento da mente e da personalidade da criança entre o terceiro e o quarto aniversário. Escrito

Leia mais

Trabalho voluntário na Casa Ronald McDonald

Trabalho voluntário na Casa Ronald McDonald Trabalho voluntário na Casa Ronald McDonald Em junho deste ano, comecei um trabalho voluntário na instituição Casa Ronald McDonald, que tem como missão apoiar e humanizar o tratamento de crianças e adolescentes

Leia mais

Olá a todos! Atenciosamente, Justus. Ter visão e não agir é sonhar acordado. Agir sem ter visão é um pesadelo.

Olá a todos! Atenciosamente, Justus. Ter visão e não agir é sonhar acordado. Agir sem ter visão é um pesadelo. Olá a todos! Envio uma apresentação a que assisti em Nova Iorque no mês passado feita por Katie Douglas e Gal Mayer do Callen-Lorde Community Health Center (Centro Comunitário de Saúde Callen-Lorde). Acredito

Leia mais

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo PSICOTERAPIA Categoria: GRUPO Categoria: Custos administrativos e operacionais Área: Medicina Preventiva - Programa Viver Bem Responsáveis:

Leia mais

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL JUNHO 2013 ÍNDICE ÂMBITO... 3 INTRODUÇÃO... 4 COMO SE MANIFESTA

Leia mais

Prevenção em saúde mental

Prevenção em saúde mental Prevenção em saúde mental Treinar lideranças comunitárias e equipes de saúde para prevenir, identificar e encaminhar problemas relacionados à saúde mental. Essa é a característica principal do projeto

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. NOTIFICAÇÃO ON-LINE 2014.

VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. NOTIFICAÇÃO ON-LINE 2014. VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. NOTIFICAÇÃO ON-LINE 2014. Departamento da Qualidade na Saúde Março 2015 Índice Introdução... 3 Notificação de Violência contra Profissionais de Saúde... 6 Conclusão...

Leia mais

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa.

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa. A Liderança Faz a Diferença Guia de Gerenciamento de Riscos Fatais Introdução 2 A prevenção de doenças e acidentes ocupacionais ocorre em duas esferas de controle distintas, mas concomitantes: uma que

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

MANUAL DO VOLUNTÁRIO. Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor.

MANUAL DO VOLUNTÁRIO. Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor. MANUAL DO VOLUNTÁRIO Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor. Apresentação No decorrer do ano de 2010, muitas mudanças estruturais ocorreram na Casa do Bom Menino. Podemos colher alguns frutos positivos

Leia mais

apropriados para uma relação terapeuta e cliente possa ser segura.

apropriados para uma relação terapeuta e cliente possa ser segura. QUESTÕES ÉTICAS EM PSICOTERAPIA Dilemas éticos para o século XXI Roberto Faustino de Paula ÉTICA O termo ética vem do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa), significando um conjunto de valores

Leia mais

PAP (Perfil de Avanço Profissional)

PAP (Perfil de Avanço Profissional) PAP (Perfil de Avanço Profissional) Relatório para: Suzanne Example Data concluida: 14 de junho de 2012 14:03:23 2012 PsychTests AIM Inc. Índice analítico Índice analítico 1/10 Índice analítico Índice

Leia mais

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito UM TÊNUE LIMIAR... 1 Graciella Leus Tomé Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito me chocou. Foi a internação de uma jovem senhora, mãe, casada, profissão estável,

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS OPÇÕES DE LOGO 1. Psicotraumatologia Clínica 2. PSICOTRAUMATOLOGIA CLÍNICA psicotraumatologia clínica Todos já perdemos ou perderemos pessoas queridas e, geralmente,

Leia mais

Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade

Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade Tem dores? Vamos agir juntos! Gerir a dor é a nossa prioridade Introdução Sabia isto? Estudos realizados demonstram que uma boa gestão da dor diminui as complicações da operação e favorece a recuperação.

Leia mais

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016)

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) Este Plano de Ação é um sinal claro para os intervenientes dos Estados membro da importância que a CPLP atribui

Leia mais

QUALIDADE DE VIDA UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

QUALIDADE DE VIDA UMA QUESTÃO DE ESCOLHA www.pnl.med.br QUALIDADE DE VIDA UMA QUESTÃO DE ESCOLHA Jairo Mancilha M.D. Ph.D., Cardiologista, Trainer Internacional em Neurolingüística e Coaching, Diretor do INAp-Instituto de Neurolingüística Aplicada

Leia mais

Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda

Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda Eu tive flashbacks dos momentos finais do parto por semanas e não pude parar de pensar nisto Eu culpo a mim mesma por não ter tido um bom

Leia mais

A depressão pós-parto:

A depressão pós-parto: Compreendendo a infância A depressão pós-parto: um problema para toda a família Compreendendo a infância é uma série de pequenos textos escritos por experientes terapeutas de crianças na Inglaterra, para

Leia mais

Mediação: processo comunicacional não violento

Mediação: processo comunicacional não violento Mediação: processo comunicacional não violento Desde que comecei a escrever nessa coluna, preocupo-me em deixar muito claro do que se trata a mediação. Assim, a mediação é um processo conversacional pacífico,

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 7.457, DE 2010

PROJETO DE LEI N.º 7.457, DE 2010 CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 7.457, DE 2010 (Da Sra. Sueli Vidigal) Dispõe sobre o desenvolvimento de política "antibullying" por instituições de ensino e de educação infantil, públicas ou privadas,

Leia mais

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS

ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS ACONSELHAMENTO PARA DST/AIDS NO SUS A prática do aconselhamento desempenha um papel importante no diagnóstico da infecção pelo HIV/ outras DST e na qualidade da atenção à saúde. Contribui para a promoção

Leia mais

Apoio Psicossocial de Base Comunitária para programas da Aliança ACT. Princípios Orientadores

Apoio Psicossocial de Base Comunitária para programas da Aliança ACT. Princípios Orientadores SECRETARIAT - 150 route de Ferney, P.O. Box 2100, 1211 Geneva 2, Switzerland - TEL: +41 22 791 6033 - FAX: +41 22 791 6506 www.actalliance.org Apoio Psicossocial de Base Comunitária para programas da Aliança

Leia mais

EQUILIBRIO ENTRE CORPO, MENTE E ESPÍRITO. Em busca da cura, por uma vida mais saudável.

EQUILIBRIO ENTRE CORPO, MENTE E ESPÍRITO. Em busca da cura, por uma vida mais saudável. MENTE E ESPÍRITO EQUILIBRIO ENTRE CORPO, Em busca da cura, por uma vida mais saudável. Que a felicidade deve ser construída de dentro para fora e pode ser definida como um estado de espírito que não depende

Leia mais

Abordagem familiar e instrumentos para profissionais da Atenção Primária à Saúde

Abordagem familiar e instrumentos para profissionais da Atenção Primária à Saúde Abordagem familiar e instrumentos para profissionais da Atenção Primária à Saúde 1 Carmen Luiza Correa Fernandes e Lêda Chaves Dias Curra Médicas de Família e Comunidade / Terapeutas de Família e Casais

Leia mais

Controle do Estresse. Tenha tempo para si mesmo

Controle do Estresse. Tenha tempo para si mesmo Controle do Estresse Controle do Estresse O Estresse faz parte da existência humana É o modo como reagimos física e emocionalmente, às mudanças Entretanto, para estar bem, você precisa controlar o seu

Leia mais

By Dr. Silvia Hartmann

By Dr. Silvia Hartmann The Emo trance Primer Portuguese By Dr. Silvia Hartmann Dra. Silvia Hartmann escreve: À medida em que nós estamos realizando novas e excitantes pesquisas; estudando aplicações especializadas e partindo

Leia mais

REFERENCIAL DE FORMAÇÃO a que alude o n.º 5 do art. 83 da Lei n.º 112/2009 de 16 de setembro

REFERENCIAL DE FORMAÇÃO a que alude o n.º 5 do art. 83 da Lei n.º 112/2009 de 16 de setembro POPH Eixo 7 Tipologia de Intervenção 7.4 Projetos de Formação para Públicos Estratégicos REFERENCIAL DE FORMAÇÃO a que alude o n.º 5 do art. 83 da Lei n.º 112/2009 de 16 de setembro Formação de agentes

Leia mais

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Vice-Reitoria Curso de Abordagem da Violência na Atenção Domiciliar Unidade 2 Violência de gênero

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Vice-Reitoria Curso de Abordagem da Violência na Atenção Domiciliar Unidade 2 Violência de gênero Universidade do Estado do Rio de Janeiro Vice-Reitoria Curso de Abordagem da Violência na Atenção Domiciliar Unidade 2 Violência de gênero Nesta unidade, analisaremos os aspectos específicos referentes

Leia mais

Eu tenho direitos, tu tens direitos, ele/ela tem direitos...

Eu tenho direitos, tu tens direitos, ele/ela tem direitos... Eu tenho direitos, tu tens direitos, ele/ela tem direitos... Uma introdução aos direitos da criança Todas as pessoas têm direitos. Se fores um rapaz ou uma rapariga com menos de 18 anos, tens também certos

Leia mais

Sinto-me honrado por estar aqui em Brasília e gostaria de agradecer os

Sinto-me honrado por estar aqui em Brasília e gostaria de agradecer os O TRABALHO FORÇADO E O TRABALHO INFANTIL: AMEAÇAS AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL * Abdul Koroma ** Sinto-me honrado por estar aqui em Brasília e gostaria de agradecer os membros do Tribunal Superior do

Leia mais

Psicose pós-parto. A psicose pós-parto é um quadro de depressão pós-parto mais grave e mais acentuado, pois na psicose pós-parto existe o

Psicose pós-parto. A psicose pós-parto é um quadro de depressão pós-parto mais grave e mais acentuado, pois na psicose pós-parto existe o Psicose pós-parto Pode ir desde uma leve tristeza que desaparece com o passar dos dias até um grau mais grave de depressão onde é necessária uma rápida intervenção médica. Este estágio é chamado de psicose

Leia mais

Justiça a de Conciliação

Justiça a de Conciliação Conselho Nacional de Justiça Justiça a de Conciliação Exercícios cios de Comunicação Conciliatória: Comunicação Emotiva Conversas Difíceis Poder do Discurso Positivo ANDRÉ GOMMA DE AZEVEDO gtarb@unb.br

Leia mais

O Código Penal dá tratamento moralista aos crimes sexuais e reflete claramente as relações de gênero de sua época:

O Código Penal dá tratamento moralista aos crimes sexuais e reflete claramente as relações de gênero de sua época: 61 O Código Penal dá tratamento moralista aos crimes sexuais e reflete claramente as relações de gênero de sua época: Não se nota preocupação dos legisladores com a proteção de crianças e adolescentes

Leia mais

Depressão. A depressão afecta pessoas de formas diferentes e pode causar vários sintomas físicos, psicológicos (mentais) e sociais.

Depressão. A depressão afecta pessoas de formas diferentes e pode causar vários sintomas físicos, psicológicos (mentais) e sociais. Depressão Introdução A depressão é uma doença séria. Se estiver deprimido, pode ter sentimentos de tristeza extrema que duram longos períodos. Esses sentimentos são muitas vezes suficientemente severos

Leia mais

Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas

Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas Programa de Prevenção de Maus-Tratos em Pessoas Idosas Catarina Paulos Jornadas Litorais de Gerontologia: Intervenção Técnica no Processo de Envelhecimento Amarante, 26 de Setembro de 2007 Conteúdos Conceito

Leia mais

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br

Violência contra a Pessoa Idosa. Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra a Pessoa Idosa Sandra Regina Gomes Fonoaudióloga e Gerontóloga sandra@longevida.com.br Violência contra as pessoas idosas: FOTOGRAFIA: THINKSTOCK problema sério e invisível Síntese de

Leia mais

Cuidados Paliativos em Câncer

Cuidados Paliativos em Câncer Cuidados Paliativos em Câncer Temos assistido nas últimas décadas a um envelhecimento progressivo da população, assim como o aumento da prevalência do câncer. O avanço tecnológico alcançado, associado

Leia mais

Direção geral. Tem dores? Vamos agir juntos!

Direção geral. Tem dores? Vamos agir juntos! Direção geral Tem dores? Vamos agir juntos! Tem dores? Tem receio de sofrer por causa duma intervenção cirúrgica ou de um exame? Um dos seus familiares está preocupado com este problema? Este folheto informa-o

Leia mais

O OLHAR DO IDOSO FRENTE AO ENVELHECIMENTO E À MORTE: uma

O OLHAR DO IDOSO FRENTE AO ENVELHECIMENTO E À MORTE: uma RESENHA O OLHAR DO IDOSO FRENTE AO ENVELHECIMENTO E À MORTE: uma resenha do filme "Antes de Partir" (The Bucket List), dirigido por Rob Reiner, Warner Bros., USA, 2007 Maria Clara Oliveira Câmera 1 Por

Leia mais

Doenças Graves Doenças Terminais

Doenças Graves Doenças Terminais MINISTÉRIO DA SAÚDE Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP Universidade Federal de Minas Gerais Doenças Graves Doenças Terminais José Antonio Ferreira Membro da CONEP/ MS Depto de Microbiologia

Leia mais

MESA REDONDA: EVENTOS PRIVADOS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: ACERTOS E EQUÍVOCOS 1

MESA REDONDA: EVENTOS PRIVADOS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: ACERTOS E EQUÍVOCOS 1 MESA REDONDA: EVENTOS PRIVADOS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: ACERTOS E EQUÍVOCOS 1 O COMPORTAMENTO ENCOBERTO NA PRÁTICA CLÍNICA: UM FIM OU UM MEIO? Roberto Alves Banaco 2 Antes de iniciar a discussão proposta

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA DADOS DA CONSULTORIA

TERMO DE REFERÊNCIA DADOS DA CONSULTORIA TERMO DE REFERÊNCIA DADOS DA CONSULTORIA Função no Projeto: Contratação de consultoria especializada para desenvolver e implementar estratégias de impacto e sustentabilidade da Campanha Coração Azul no

Leia mais

INDICE Capa 1. Índice 2. Introdução 3. O que é uma Política de Proteção à Criança 4 O que entendemos por abuso Embasamento Jurídico e Técnico

INDICE Capa 1. Índice 2. Introdução 3. O que é uma Política de Proteção à Criança 4 O que entendemos por abuso Embasamento Jurídico e Técnico 1 INDICE Capa 1 Índice 2 Introdução 3 O que é uma Política de Proteção à Criança 4 O que entendemos por abuso Embasamento Jurídico e Técnico Objetivos da Política de Proteção 5 Áreas a serem abordadas

Leia mais

Auto-liderança: uma jornada espiritual

Auto-liderança: uma jornada espiritual Auto-liderança: uma jornada espiritual Nos últimos séculos os humanos têm sido cruéis com a vida no planeta. O paradigma mecanicista, ao dar o primado à razão e negligenciado as dimensões emocional e espiritual,

Leia mais

Cuidados paliativos e a assistência ao luto

Cuidados paliativos e a assistência ao luto Cuidados paliativos e a assistência ao luto O processo de luto tem início a partir do momento em que é recebido o diagnóstico de uma doença fatal ou potencialmente fatal. As perdas decorrentes assim se

Leia mais

Políticas Públicas e Equidade em Saúde

Políticas Públicas e Equidade em Saúde Políticas Públicas e Equidade em Saúde 24 de abril de 2014 Coimbra Organização Mundial da Saúde (OMS) http://youtu.be/4misscgkvoc Regina Ungerer Coordenadora da rede eportuguêse eportuguese@who.int Saúde

Leia mais

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO Página 1 CONVERSA DE PSICÓLOGO Volume 04 - Edição 01 Agosto - 2013 Entrevistada: Rafaela Conde de Souza Entrevistadora: Luciana Zanella Gusmão TEMA: A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO

Leia mais

NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE VIOLÊNCIAS PRATICADAS CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE

NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE VIOLÊNCIAS PRATICADAS CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE VIOLÊNCIAS PRATICADAS CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE Márcia Regina Ribeiro Teixeira Promotora de Justiça de Salvador Agosto de 2014 VIOLÊNCIA:

Leia mais

O seu bem-estar emocional

O seu bem-estar emocional Your Emotional Wellbeing in pregnancy and beyond- Portuguese O seu bem-estar emocional na gravidez e períodos seguintes Breve guia 1 O seu bem-estar emocional na gravidez e períodos seguintes 2 Gravidez

Leia mais

Des estresse! 01. Afinal de contas, o que é estresse?

Des estresse! 01. Afinal de contas, o que é estresse? Akira Nakao Des estresse! Você é competitivo, estressado, equilibrado, acomodado, tranquilo ou couraceiro? Lembra do material da nossa primeira semana? 01. Afinal de contas, o que é estresse? É um mecanismo:

Leia mais

UM GUIA PARA PROFESSORES E EDUCADORES

UM GUIA PARA PROFESSORES E EDUCADORES SOBRE O DIA MUNDIAL A cada ano, no dia 12 de Junho, pessoas em todo o mundo reúnem-se para assinalar o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. Este dia promove a sensibilização pública e política, angariando

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DA TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL COM PACIENTES EM SITUAÇÕES DE CRISE EDSON VIZZONI PSICÓLOGO IBH ABRIL 2014

A CONTRIBUIÇÃO DA TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL COM PACIENTES EM SITUAÇÕES DE CRISE EDSON VIZZONI PSICÓLOGO IBH ABRIL 2014 A CONTRIBUIÇÃO DA TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL COM PACIENTES EM SITUAÇÕES DE CRISE EDSON VIZZONI PSICÓLOGO IBH ABRIL 2014 Um estado temporário de perturbação e desorganização, caracterizado principalmente

Leia mais

Karina Okajima Fukumitsu. V CURSO DE EXTENSÃO - 24/11/2012 Ciência, Saúde e Espiritualidade (ProEx/UFES) karinafukumitsu@gmail.com

Karina Okajima Fukumitsu. V CURSO DE EXTENSÃO - 24/11/2012 Ciência, Saúde e Espiritualidade (ProEx/UFES) karinafukumitsu@gmail.com Processo de luto por suicídio: Reflexões sobre Prevenção e Posvenção Karina Okajima Fukumitsu V CURSO DE EXTENSÃO - 24/11/2012 Ciência, Saúde e Espiritualidade (ProEx/UFES) karinafukumitsu@gmail.com OCORRÊNCIAS

Leia mais

Dia Mundial da Saúde Mental - 10 de Outubro

Dia Mundial da Saúde Mental - 10 de Outubro Não Há Saúde Sem Saúde Mental Dia Mundial da Saúde Mental - 10 de Outubro 1 a 17 de Outubro de 2010 Exposição promovida pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental O QUE É A SAÚDE MENTAL? É sentir-nos

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais

"PENSANDO NA PRÁTICA: IDENTIFICANDO OS SINAIS DE VIOLÊNCIA, AS CONSEQUÊNCIAS E OS MARCOS LEGAIS QUE RESPALDAM AS INTERVENÇÕES E GARANTEM DIREITOS"

PENSANDO NA PRÁTICA: IDENTIFICANDO OS SINAIS DE VIOLÊNCIA, AS CONSEQUÊNCIAS E OS MARCOS LEGAIS QUE RESPALDAM AS INTERVENÇÕES E GARANTEM DIREITOS "PENSANDO NA PRÁTICA: IDENTIFICANDO OS SINAIS DE VIOLÊNCIA, AS CONSEQUÊNCIAS E OS MARCOS LEGAIS QUE RESPALDAM AS INTERVENÇÕES E GARANTEM DIREITOS" SINAIS DE VIOLÊNCIA FÍSICA deve-se suspeitar dos casos

Leia mais

Boa tarde atodos vocês grandes Rotarianos! (slide1)- Muito obrigado por assistirem

Boa tarde atodos vocês grandes Rotarianos! (slide1)- Muito obrigado por assistirem Boa tarde atodos vocês grandes Rotarianos! (slide1)- Muito obrigado por assistirem minha apresentação hoje. Hoje nós vamos aprender sobre Redes Sociais - O Bom, O Mal e os Extremos Perigosos. Eu vou falar

Leia mais

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja)

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja) Lembretes e sugestões para orientar a prática da clínica ampliada e compartilhada Ampliar a clínica significa desviar o foco de intervenção da doença, para recolocá-lo no sujeito, portador de doenças,

Leia mais

NORMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL FIRMENICH

NORMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL FIRMENICH NORMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL FIRMENICH Norma de Responsabilidade Social Firmenich Atualizado em Março de 2013 Página 1 de 10 INTRODUÇÃO Como parte do nosso compromisso contínuo com um negócio ético

Leia mais

Fenômeno Bullying: a prevenção começa pelo conhecimento. Cleo Fante. Educadora

Fenômeno Bullying: a prevenção começa pelo conhecimento. Cleo Fante. Educadora Fenômeno Bullying: a prevenção começa pelo conhecimento Cleo Fante Educadora 1 A Escola Escola é... o lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...

Leia mais

CMDCA PROJETOS COOPERAÇÃO CAPELINHA/MG

CMDCA PROJETOS COOPERAÇÃO CAPELINHA/MG PROJETOS COOPERAÇÃO A trajetória da infância e adolescência em Capelinha, ao longo dos anos, teve inúmeras variações, reflexos das diferentes óticas, desde uma perspectiva correcional e repressiva, visando

Leia mais

MAUS-TRATOS E O MANEJO NA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA

MAUS-TRATOS E O MANEJO NA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA MAUS-TRATOS E O MANEJO NA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA 2013 Camila Martins dos Santos Psicóloga. Graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil E-mail do/a autor(a):

Leia mais

Aqueles Objetos Inocentes do Outro Lado da Rua

Aqueles Objetos Inocentes do Outro Lado da Rua Estimulando os Caminhos da Energia do Corpo Roger & Joanne Callahan Para todos os profissionais de TFT do mundo que ajudaram a pessoas doentes e desesperadas a reestabelecer suas vidas, este livro é dedicado

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra

Leia mais

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ PROJETO DE LEI Nº, de 03 de Agosto de 2010 "Dispõe sobre a implementação de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas de

Leia mais