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1 tratamento de á g u a Sistemas eletroquímicos de separação, o EDI e a EDR, ganham aplicações no polimento de água de caldeiras e no reúso Marcelo Furtado EDI da GE: em placas Química e Derivados - junho

2 O aumento da sensibilidade ecológica da indústria brasileira tem feito novas tecnologias de tratamento de água industrial começarem a ser divulgadas pelos principais fornecedores e, de forma lenta, mas promissora, a ter o uso difundido em algumas aplicações. É o caso das técnicas de separação eletroquímica, a eletrodeionização e a eletrodiálise reversa, sistemas que por diferencial de potencial elétrico têm a capacidade de remover ou polir os sais da água. Há dois motores principais puxando cada uma das tecnologias. Na eletro- deionização, conhecida pela sigla EDI, o impulso vem da aplicação em polimento de água de alimentação de caldeiras de alta pressão de usinas sucroalcooleiras, para substituir leitos mistos de resina de troca iônica. Já a eletrodiálise reversa ensaia entrar no mercado brasileiro como alternativa robusta a unidades de desmineralização de água por osmose reversa, especificamente em uma primeira etapa em projetos de reúso da Petrobras, cujo potencial é servir de experiência piloto para uso em outros setores no futuro. A venda desses sistemas é limitada a poucos fornecedores, detentores de equipamentos patenteados com algumas diferenças entre si, mas com princípios iguais. São todas tecnologias estrangeiras que, apesar de já difundidas no exterior, no Brasil engatinham, com poucas instalações implantadas. A se guiar, porém, pelo ânimo das empresas, as vendas devem crescer nos próximos anos, ajudando assim a modernizar um pouco o tratamento de água da indústria local. EDI tem futuro O caso com futuro promissor mais imediato é o da eletrodeionização. Apesar de ser conhecida por sua aplicação nas indústrias farmacêutica e de microeletrônica, no caso brasileiro a tecnologia promete vingar no polimento de sistemas de desmineralização para caldeiras de alta pressão. Mais especificamente, o esperado por fornecedores é gerar negócios com o mercado do etanol, que vive verdadeira época de ouro, com previsão de construção de dezenas de novas usinas no Brasil, todas elas com sistemas de co-geração de energia, cujo processo EDI da Dow: tubular junho - Química e Derivados 37

3 t r a t a m e n t o d e á g u a Cuca Jorge Rocha já vendeu três EDIs para usinas sucroalcooleiras exige grandes caldeiras com água de vapor com alto grau de pureza. O fenômeno encontra confirmação em dois importantes fornecedores de eletrodeionizadores: as filiais brasileiras das divisões especializadas em água da GE e da Dow Chemical. Ambas as empresas pretendem aproveitar os sistemas de EDI de seus portfólios como complemento das unidades de desmineralização projetadas com suas membranas de osmose reversa. E isso, logicamente, tirando proveito de suas extensas carteiras de clientes e do forte interesse e penetração no setor sucroalcooleiro. A Dow parece estar um pouco à frente na novidade, tendo em vista recentes fornecimentos e sua estratégia voltada especificamente para as usinas de açúcar e álcool. Para isso, a empresa norte-americana conta com a parceria de um OEM (original equipment manufacturer) local especializado em sistemas de tratamento de água na indústria sucroalcooleira, a Fluid Brasil, de Jundiaí-SP. Já usuária, por contrato, das membranas Filmtech de osmose reversa e das de ultrafiltração Omexell (da empresa de origem chinesa Omex, comprada pela Dow há dois anos), a empresa de engenharia iniciou esforço de venda dos sistemas de eletrodeionização também originários da aquisição chinesa. A parceria entre as duas empresas está com estratégia pronta, técnica e comercialmente. Recentemente, dois engenheiros da Fluid retornaram de treinamento na cidade de Huzhou, na China, na fábrica da Omex (que em breve deixará de ostentar o seu nome para ser integrada à marca Dow Water Solutions), o que, para o diretor da Fluid, José Eduardo Rocha, capacitou a empresa a fornecer skids de EDI de imediato no Brasil. A grande mágica aprendida na China, segundo ele, foi saber utilizar na construção do sistema um retificador de tensão responsável pela conversão do sistema de corrente alternada para contínua. É isso que permite manter o campo elétrico no equipamento capaz de sustentar a diferença de potencial de catodo e anodo, explicou. Os cartuchos A peculiaridade elétrica do projeto do skid, porém, é complementar ao funcionamento da eletrodeionização, cuja base do processo são os cartuchos de EDI. De formato tubular, no conceito spiral wound (espiral), trata-se de sistema pressurizado e híbrido, com membranas semipermeáveis e resinas de troca iônica. As membranas catiônicas e aniônicas são enroladas de forma intercalada e entre elas, nas chamadas câmaras do diluído, são dispostas as resinas mistas de troca iônica. Além disso, entre os dois compartimentos do cartucho, há as câmaras dos concentrados salinos, por onde sai o rejeito. A água de alimentação entra por baixo do cartucho seguindo verticalmente por essas câmaras de resinas mistas. A partir daí, a eletroquímica faz o sistema se tornar uma espécie de troca iônica contínua, provocando uma saturaçãoregeneração ininterrupta das resinas. Isso por um motivo fundamental: o campo elétrico do sistema, em corrente contínua, provoca o chamado splitting da água, ou seja, a quebra de um pequeno percentual da molécula de H 2 O em íons hidrônios (H + ) e íons hidróxidos (OH -, as hidroxilas). Pois bem, esses íons têm a capacidade de regenerar as Esquema do módulo tubular 38 Cl - OH - ANODO Câmara concentrado Água de entrada (com sais) membrana catiônica Água desmineralizada Na + H + OH - Cl - Câmara concentrado Água de entrada (com sais) membrana aniônica Na + H + Câmara concentrado CATODO Saída concentrado Água de entrada (com sais) Espaçador do concentrado Membrana aniônica Espaçador do diluído Membrana catiônica Espaçador do concentrado Espaçador do diluído Membrana catiônica Membrana aniônica Fonte: Dow Química e Derivados - junho

4 Cuca Jorge Simionato: em breve módulos da Dow terão novas versões resinas saturadas pelos contaminantes. Os íons H + as catiônicas; e as hidroxilas, as aniônicas. Ao acontecer a regeneração, o processo eletroquímico tem continuidade. Isso porque os contaminantes liberados das resinas pela ação do percentual da quebra molecular da água, em virtude do campo elétrico formado, são atraídos pelos pólos: o negativo (catodo) atrairá os íons positivos (cálcio, magnésio, sódio e potássio, por exemplo) e o positivo (anodo), os negativos (como cloretos, sulfetos e sílica). Nesse instante, as membranas semipermeáveis, colocadas entre o compartimento das resinas e as câmaras dos rejeitos, permitirão apenas a passagem dos contaminantes compatíveis, negativos pelas membranas aniônicas e positivos pelas catiônicas, que serão expulsos dos cartuchos pelas câmaras dos concentrados salinos. Com esse círculo eletroquímico, o processo segue auto-suficiente, sem depender das regenerações químicas (ácidas e alcalinas), como nos leitos mistos de resinas. De acordo com Marcus Simionato, da divisão de químicos de performance da Dow, cada módulo de EDI pode produzir 2,2 m 3 /h de água desmineralizada, em projetos paralelos e modulares, o que dá muita flexibilidade para as instalações. Além disso, os módulos, construídos com carcaças de plástico reforçado com fibra de vidro, são muito leves (27 kg), em comparação à tecnologia de EDI por placas (plate and frame), feita de metal e cujo peso oscila em torno de 90 kg. Outro ponto vantajoso, segundo ele, é o seu baixo consumo de energia, cerca de 0,2 kwh por metro cúbico de água tratada (a osmose reversa, por exemplo, requer 0,65 kwh por m 3 em uma unidade de 35 m 3 /h). Simionato também credita como ponto positivo da tecnologia tubular pressurizada o fato de O EDI da Siemens atende aos mercados farmacêutico e microeletrônico ser à prova de vazamento, ao contrário do sistema por placas. Melhorias Apesar de já terem sido muito comercializados na Ásia, anteriormente à aquisição da Omex pela Dow, em nível mundial os EDIs da Dow são objeto apenas recente do esforço de vendas do grupo. Daí a previsão para breve de alguns aperfeiçoamentos do produto para adaptá-lo à nova estratégia. O principal deles, explica Simionato, é preparar os módulos para operação ideal em sistemas de osmose reversa de simples passo. Isso porque, atualmente, para atingir o nível de recuperação de água de até 95%, o recomendado é a operação com duplo passo (dois trens seguidos de membranas). Com o simples passo, a recuperação da EDI chega a uma média de 80%, o que reduz a competitividade do sistema em comparação ao leito misto de resinas, que recupera até 100% da água, diz. O aperfeiçoamento dos novos módulos, segundo Simionato, visa a atender a uma realidade em que cerca de 75% das instalações de osmose reversa do mundo são de simples passo. O projeto já está em fase de testes na China e em breve deve ser apresentado ao mercado. Prontos, os novos EDIs passarão a ter cinco anos de garantia também quando a desmineralização for de simples passo (hoje isso só é garantido ao duplo passo), em vez dos três anos atuais. É bom ressaltar que chegar ao ponto ideal significa principalmente investir em um módulo que suporte na operação teor de dureza maior do que as especificações atuais, que hoje determinam valores menores ou iguais a 0.5 ppm de carbonato de cálcio para garantir recuperação de 90% ou de 95%, caso o parâmetro caia para 0 ou 0.1 ppm de CaCO 3. A dureza muito baixa normalmente precisa do duplo passo ou, algumas vezes, de um abrandador anterior ao EDI, diz Simionato. Outro parâmetro importante é permitir operação com um total de ânions (TEA, incluindo CO 2 ) maior do que os atuais limites de 25 ppm, para água com resistividade maior do que 5 megaohm/cm, ou de 8 ppm para atingir água de 15 megaohm/cm (a considerada melhor água ultrapura é a de junho - Química e Derivados 39

5 t r a t a m e n t o d e á g u a 18 megaohm/cm, adotada por exemplo pela indústria microeletrônica). Primeiras vendas A novidade das vendas mundiais dos sistemas de origem chinesa, os quais passarão em breve a se chamar Dow EDI (assim como as membranas de ultrafiltração serão Dow Ultra), não impediu que os primeiros sistemas já fossem comercializados no Brasil pela primeira OEM licenciada, a Fluid Brasil. De acordo com o diretor José Eduardo Rocha, dois projetos foram fechados com usinas sucroalcooleiras e um com produtora de negro-de-fumo. As duas primeiras são para tratamento de água de caldeiras de alta pressão para co-geração de energia: no grupo Nova América, em Carapó-MS, e na Usina Santa Vitória, em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, onde será instalado um pólo alcoolquímico, cuja usina produzirá etanol para a fabricação do chamado polietileno verde, em consórcio da própria Dow com o grupo Crystalsev. Já o projeto da Cabot, em Mauá-SP, contempla unidade de osmose reversa com polimento em EDI, com vazão de 36 m 3 /h, para alimentar caldeira de 90 t de vapor por hora, com partida prevista para março de O projeto na Usina Nova América (produtora do Açúcar União) terá sistema de EDI com capacidade de 60 m 3 /h. Sua escolha para polir a água vinda de uma osmose reversa de simples passo, que desmineraliza água de poço para alimentar caldeira de 70 bar de pressão, foi fundamentada, segundo Rocha, para minimizar dois impactos negativos avaliados no custo operacional do sistema. Por ser instalada em uma região distante dos centros industrializados, a empresa optou pelo EDI por considerar caras a logística para transportar produtos químicos (para regeneração de um leito misto de resinas) e a manutenção de mão-de-obra especializada para operar os sistemas. Por ser auto-regenerante [e só demandar limpezas químicas semestrais ou anuais], o sistema diminui o custo de transporte de produtos químicos. E por ser 100% automático, dispensa mão-de-obra intensiva e especializada, explicou Rocha. Já o fornecimento para o pólo alcoolquímico, denominado Projeto Cabana, será de importância ainda maior, principalmente por se saber que ele atenderá a considerada maior usina do Brasil, cuja produção total chegará no fim do projeto em 2011 a 8 milhões de toneladas de cana moída por ano. Dividida em três fases (2009, 2010 e 2011), durante as quais serão construídas três caldeiras de alta pressão (com 100 bar e temperatura de operação de 540ºC) para co-geração de energia, a obra demandará sistemas próprios de água que, segundo Rocha, privilegiarão o uso de tecnologias limpas. No caso dos seus fornecimentos, contemplarão linhas que começam com unidade de ultrafiltração (para tratamento orgânico de água de superfície), osmose reversa e polimento por EDI. A previsão, em EDI, é a instalação, em cada uma das fases, de dois módulos para polir um total de 120 m 3 /h. Satisfeito com os primeiros fornecimentos, a ser entregues ainda neste ano (a primeira fase da Santa Vitória dará partida em fevereiro de 2009), Rocha acredita ainda conseguir fechar até mais três vendas de EDI até o fim do ano. Isso principalmente porque o setor sucroalcooleiro passa por um processo de profissionalização inédito e também em razão da entrada de grupos de peso no mercado, como Odebrecht, Promon e Brenco (Companhia Brasileira de Energia Renovável). Na sua opinião, isso torna a conversa mais tecnológica e, de certa forma, incentiva o uso de sistemas limpos, como é o caso da eletrodeionização. O de placas O outro competidor com interesse em vender EDI para polimento de desmineralização é a GE Water and Process Technologies. Seu produto é o EDI por placas (plate and frame) E-Cell, originário de empresa adquirida recentemente, a Ionics, cujo conceito lembra a engenharia de um trocador de calor, com Módulo de placas: sanduíche de membranas 40 Química e Derivados - junho

6 Cuca Jorge Santavicca também tenta vender para usinas de etanol múltiplas câmaras de membranas unidas entre eletrodos por compressão e afixadas por parafusos especiais. A versão, aliás, segundo explica Massimiliano Santavicca, do desenvolvimento de negócios da GE, foi até aperfeiçoada depois da compra. Antes, os stacks (módulos) E-Cell eram os denominados MK-2, com limite de operação com teor de sílica de 0,5 ppm. Hoje trabalhamos principalmente com a versão MK3, mais tolerante, que permite operações até 1 ppm de sílica, diz Santavicca. Além da diferença de conceito em relação ao sistema tubular em espiral da Dow, a GE também se difere da concorrente por fornecer os skids, ou seja, a engenharia do processo (o que a Dow fará apenas na China, onde tradicionalmente a Omex também produzia os skids). Segundo Santavicca, a empresa fornece sistemas de 30 a 100 m 3 /h e tem condições de atender às demandas microeletrônicas e farmacêuticas (o da Dow ainda não tem aprovação para esta última aplicação). Aliás, no Brasil, os eletrodeionizadores da GE estão instalados em todos esses tipos de indústrias. Seriam, de acordo com Santavicca, cerca de cinco equipamentos: um deles em farmacêutica (Merck Sharp and Dohme), em usinas termoelétricas para polimento de desmi e na primeira unidade de semicondutores do Brasil, a Ceitec, em Porto Alegre-RS (ver QD-458), onde o EDI E-Cell assegura água com grau de pureza extremado, o que significa os seguintes valores típicos: resistividade maior ou igual a 18,2 megaohm.com, sílica dissolvida e TOC menores do que 1 ppb, sílica total menor do que 3 ppb, além de cloretos e sulfatos abaixo de 20 ppt; e sódio, cálcio e magnésio inferiores a 5 ppt. Apesar desses fornecimentos, alguns deles anteriores à operação da GE (caso das térmicas, comercializadas pela Ecolochem, posteriormente adquirida), Santavicca acredita que o grande filão para o mercado será o setor sucroalcooleiro, com sua demanda nova por caldeiras de alta pressão. A tecnologia já é competitiva quando comparada com o leito misto em simples passo de osmose reversa. E com o tempo vai ser também com o duplo passo, confia o executivo. Mesmo sabendo que o mercado farmacêutico também está em rota de crescimento no Brasil, a GE decidiu vender equipamentos apenas para vazões acima de 30 m 3 /h, o que dificilmente ocorre nesse setor. Já as usinas se encaixam perfeitamente nesses planos, ainda mais quando se sabe do interesse da empresa de vender os circuitos completos de água de seu portfólio, que incluem ainda a ultrafiltração e a osmose reversa. Esse setor está ávido por tecnologias limpas e modernas, revela. Para fármacos Se a GE não tem interesse pelo mercado farmacêutico, a terceira concorrente do segmento de eletrodeionização pensa o contrário. A alemã Siemens, também detentora de tecnologia no mesmo princípio de placas (plate and frame), acredita ser esse um dos seus focos principais no Brasil. Segundo o gerente de vendas Antonio Carlos Palma, a idéia é ampliar os negócios dos sistemas CDI-LX, disponíveis em módulos com 10 ou 24 células, na indústria farmacêutica, em franca expansão no Brasil. Muitas querem se transformar em centros de exportação e para isso vão precisar de unidades mais técnicas para a produção de água UPW e WFI, diz o gerente. Palma acredita que a Siemens conta com menos de uma dezena de unidades desse tipo instaladas em indústrias farmacêuticas internacionais, com destaque para a Johnson & Johnson, Sanofi, Boehring e Baxter. A maior parte delas vendida no passado recente pela filial da US Filter, empresa adquirida pela Siemens há dois anos. Mas já estamos aumentando as propostas e preparando o pós-venda para suportar o atendimento Cuca Jorge Palma: foco, por enquanto, na indústria farmacêutica extremamente técnico desse negócio, diz. Essa especificidade do fornecimento, aliás, impede por enquanto que a filial da Siemens pense em nacionalizar a construção dos módulos. O nível de documentação para a fabricação dos sistemas é muito alto e, por isso, compensa manter a produção total do equipamento na fábrica americana [Lowel], completa Palma. Além dos sistemas para vazões maiores na indústria farmacêutica, a Siemens conta ainda com linha para aplicações em nível laboratorial, originária da Ionpure (uma das empresas da US Filter). Trata-se aí de sistema tubular, similar ao da Dow, mas voltado Módulo da Siemens segue conceito plate and frame junho - Química e Derivados 41

7 t r a t a m e n t o d e á g u a para aplicações menores e em série. Nesse caso, porém, segundo explicou Palma, no Brasil a Siemens pretende deixar as vendas a cargo de uma rede de distribuidores já responsável por essas transações comerciais. Só a partir de 500 litros por hora, a Siemens local passa a ter interesse em comercializá-los diretamente, diz. Ocorre, porém, que um desses distribuidores no Brasil, a Gehaka, de São Paulo, vem comercializando skids de EDIs com cartuchos Ionpure para vazões maiores em relação às que no passado se acostumou a fornecer como empresa especializada em equipamentos para laboratórios e farmácias de manipulação. Na última feira FCE Pharma, em São Paulo, de 27 a 29 de maio de 2008, a empresa demonstrava com destaque um skid de EDI com a tecnologia da Ionpure com capacidade para 500 litros por hora. Aliás, a responsável pela divisão de purificadores de água da Gehaka, Daniela Fonseca, comemorava no estande o sucesso da nova estratégia da empresa de ampliar o fornecimento dos EDIs para maiores vazões (ver QD-458). Para começar, segundo ela, o Instituto Vital Brazil, do Rio de Janeiro, comprou para a produção de água UPW um equipamento de 500 l/h para substituir um antiquado sistema de destilação. E não foram só esses fornecimentos: a Farmanguinhos comprou outro similar para produzir UPW de medicamentos; 42 EDR: substituto robusto para osmose reversa a Farmagrícola para WFI (water for injectables) de medicamentos veterinários; além da internacional Wyeth- Whitehall, que comprou o maior deles, para l/h. E essas vendas, de acordo com Daniela, são resultado do contrato de exclusividade dado pela matriz da Ionpure nos Estados Unidos. EDR O motor para promover o uso da outra técnica eletroquímica de tratamento de água, a eletrodiálise reversa (EDR), é a qualificação e o interesse da Petrobras, que já começou a utilizá-la para reúso de efluentes e pretende estender a aplicação em várias de suas refinarias. A primeira unidade, com tecnologia GE, mas fornecida pela Veolia, está em implantação na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim-MG. De acordo com a gerente de biotecnologia e tratamentos ambientais da Petrobras, Vânia Santiago, a previsão é a de que unidade entre em operação em agosto de 2008 e se alinhe com o sistema de resfriamento, cujo circuito será alimentado pela EDR, em novembro. A estação, protótipo para outras experiências da estatal com a tecnologia, terá capacidade para tratar 1,4 milhão de litros por dia de efluentes. A eletrodiálise reversa, alternativa mais robusta de desmineralização e para aplicações onde as exigências da água de saída não são muito severas (como torres de resfriamento), é um processo no qual os íons são transferidos, por meio de membranas, de uma solução menos concentrada para outra mais concentrada, por meio de corrente elétrica direta. Uma célula é formada por um sanduíche de membrana catiônica, um espaçador e uma membrana aniônica. Para se formar o módulo (stack), junta-se um conjunto de células em forma de pilhas, com um catodo metálico em uma extremidade e o anodo em outra. Ao se aplicar um potencial elétrico Daniela: boas vendas de EDIs da Ionpure/Siemens Química e Derivados - junho Cuca Jorge

8 no sistema, os íons em solução são atraídos: os cátions para o catodo e os ânions para o anodo. Pelo mesmo princípio da eletrodeionização, os cátions atravessam as membranas catiônicas, mas são bloqueados pelas aniônicas. E o inverso ocorre com os ânions. No sistema, a polaridade dos eletrodos é invertida a cada 15 minutos (daí o reversa contido no nome da tecnologia), mudando os fluxos dentro dos módulos e permitindo o controle de deposições e incrustações em formação, sem a necessidade de regeneração química com ácidos, soda e antiincrustantes. De acordo com Vânia Santiago, a aplicação na Petrobras da rota tecnológica de EDR em efluentes de refinaria para reúso em sistemas de resfriamento é pioneira mundialmente. Na Regap, o novo tratamento terciário vai adequar para o reúso um terço da água de saída do tratamento biológico. Antes da EDR, haverá remoção de sólidos suspensos e outros poluentes em clarificador de alta taxa (Actiflo, da Veolia), lastreado pelo uso de microareia e sedimentação lamelar. Depois da clarificação, o efluente passará por filtros de areia, onde ocorrerá a remoção de sólidos suspensos residuais. A etapa seguinte é a eliminação, por filtros de carvão ativado, de compostos orgânicos solúveis refratários não-degradados na etapa biológica. Após isso, então, o efluente segue para desmineralização na eletrodiálise reversa. Serão empregadas na unidade de EDR, com vazão de alimentação de 76 a 86 m 3 /h, membranas empilhadas. Os eletrodos serão de platina e rutênio e o consumo de energia de 45 kwh. Como prova de sua capacidade de operar em condições mais rústicas, a água de entrada terá dureza de 200 mg/l e sairá com 70 mg/l; a condutividade cairá com o tratamento de ms/cm para 600 ms/cm; e os sólidos totais dissolvidos (TDS) passarão de mg/l para 310 mg/l. Apesar do sistema se auto-regenerar, haverá a necessidade de se limpar as membranas a cada 15 dias com solução de ácido clorídrico a 0,5%. O rendimento de remoção Vânia: Petrobras usa EDR para água de resfriamento de sais do sistema deve oscilar de 75% a 80%. Com base na experiência na Regap, estão previstas algumas outras unidades de eletrodiálise reversa nas concorrências programadas no plano de reúso de efluentes em refinarias do sistema Petrobras (ver QD-470). Haverá delas na Repar, em Araucária-PR, no Comperj, no Rio, e na Refinaria do Nordeste, de Suape-PE. Levando-se em conta que a Petrobras vê com bons olhos a tecnologia, considerada útil pela estatal por não demandar pré-tratamento muito Eletrodiálise reversa: remoção parcial dos sais Cuca Jorge rigoroso e por recuperar efluente para torres de resfriamentos (responsáveis pelo maior consumo de água nas refinarias), mais outras devem ser licitadas no futuro. Não por menos, esse interesse pelo EDR se transformou até em tema de tese da engenheira do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), Mara Machado, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, funcionária que será a responsável pela coordenação técnica da unidade na Regap. São poucas as empresas no mundo com tecnologia de eletrodiálise reversa, mas algumas delas estão capacitadas a comercializar o sistema no Brasil. É o caso da já citada GE, que fornece o sistema para a Petrobras, da italiana Tecnoimpianti e da brasileira Hidrodex (com tecnologia de origem russa). Porém, a GE, talvez por ser a primeira a fornecer um equipamento para a Petrobras, parece ter o maior interesse na divulgação da técnica (foi a única fornecedora a atender aos pedidos de entrevista). De acordo com Massimiliano Santavicca, o foco são aplicações em que os clientes necessitam remover um pouco da salinidade sem demandar uma água desmineralizada propriamente dita. Além do reúso de efluentes, Santavicca considera a indústria de bebidas um potencial cliente. Grandes vantagens do sistema são o fato de tolerar cloro nas membranas, ao contrário da osmose reversa, e sua longa vida útil, de sete anos. Apesar de o investimento inicial ser até um pouco superior ao da osmose reversa, o seu custo operacional é muito pequeno, com baixo consumo de energia (a unidade na Regap terá consumo energético de 0,8 kw/kg de sal removido), maior durabilidade e limpeza química apenas quinzenal. Uma aplicação interessante, segundo ele, e que teria o mérito de conjugar tecnologias, seria recuperar o rejeito salino da osmose reversa. Santavicca acrescenta que a EDR consegue em alguns casos recuperar até 94% da água de alimentação. O nome comercial do sistema da GE é Aquamite EDR junho - Química e Derivados 43

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