UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE FERNANDA MARIA RODRIGUES DA CUNHA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE FERNANDA MARIA RODRIGUES DA CUNHA"

Transcrição

1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE FERNANDA MARIA RODRIGUES DA CUNHA AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DO PREPARO PULMONAR AMBULATORIAL NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DO ESÔFAGO UBERABA-MG 2013

2 1 FERNANDA MARIA RODRIGUES DA CUNHA AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DO PREPARO PULMONAR AMBULATORIAL NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DO ESÔFAGO Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação em Ciências da Saúde, área de concentração Patologia Básica e Experimental da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Ciências da Saúde. Orientador: Prof. Dr. Eduardo Crema Coorientadora: Profª Drª Márcia Souza Volpe UBERABA-MG 2013

3 2 FERNANDA MARIA RODRIGUES DA CUNHA AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DO PREPARO PULMONAR AMBULATORIAL NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DO ESÔFAGO Dissertação apresentada ao Curso de Pós- Graduação em Ciências da Saúde, área de concentração Patologia Básica e Experimental da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Patologia. Aprovada em de de Prof. Dr. Eduardo Crema Universidade Federal do Triângulo Mineiro Orientador Profª Drª Marilita Falângola Accioly Universidade Federal do Triângulo Mineiro Prof. Dr. Augusto Diogo Filho Universidade Federal de Uberlândia

4 3 Dedico este trabalho a Deus que me iluminou nesta longa caminhada, à minha mãe Laci, pelo apoio e por ser meu porto seguro, ao meu pai Wanderci, que mesmo não estando entre nós, tenho certeza que está torcendo por mim, às minhas irmãs Cristina e Andréa, pelo carinho e incentivo, ao meu marido Thiago, pela paciência, amor e companheirismo de sempre.

5 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente aos pacientes que aceitaram participar da pesquisa e depositaram toda sua confiança em nossa equipe. Ao meu orientador, Prof. Dr. Eduardo Crema, pelo incentivo a pesquisa, pelos ensinamentos e por acreditar e confiar no trabalho da fisioterapia. A minha coorientadora, Márcia Souza Volpe, a quem devo tudo que sei hoje em relação à fisioterapia respiratória e a pesquisa. Aos amigos que fiz desde que iniciei o mestrado: Tharsus Takeuti, Luci Mara da Silva, Ariana Tosta, que estão sempre ao meu lado, me ajudando no que for preciso. Aos colegas de profissão, Taciana Agrelli, Izabella Barberato, Priscila Salge, Irinéia Carvalho, Rodrigo Barcelos, pela grande ajuda que me deram durante toda a pesquisa. À amiga Virgínia Batista por ter me incentivado a iniciar o mestrado. À aluna do curso de fisioterapia, Júlia Fanan, pelo companheirismo e boa vontade em aprender durante a fase de coleta de dados. Ao Prof. Dr. Gualberto Ruas pela ajuda prestada durante todo o período do mestrado. À equipe de enfermagem do setor de Clínica Cirúrgica e da UTI do HC-UFTM. Aos funcionários do departamento de cirurgia do HC-UFTM, especialmente ao Júlio César Machado Borges que sempre foi muito prestativo e disposto a ajudar. Ao Francisco, nutricionista do HC-UFTM e a Mariana Abreu, nutricionista do Hospital do Câncer de Barretos, por sanar minhas dúvidas na área de nutrição. A todos os residentes da Cirurgia do Aparelho Digestivo desde 2011, especialmente ao Luis Kuert, Marina Gimenez e Diogo Cassiano. Às fisioterapeutas Marisa de Carvalho Borges e Fabiana Barroso, por elucidarem muitas dúvidas na elaboração da dissertação. Ao Guilherme Azevedo Terra, pela boa vontade em me auxiliar na parte de estatística.

6 5 Ao Dr. Antônio Talvane Torres por acreditar no trabalho e aceitar a parceria proposta para dar continuidade a pesquisa no Hospital do Câncer de Barretos. À Fabiana Alves Carvalho, fisioterapeuta do Hospital do Câncer de Barretos por aceitar participar da pesquisa como pesquisadora principal, coletando os dados no hospital. Ao pessoal do Raio-X, do laboratório, da espirometria, da nutrição, enfim, são muitas pessoas envolvidas numa pesquisa como esta. À Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal e Ensino Superior (CAPES), pelo apoio financeiro. Muito obrigada a todos que realmente contribuíram para a realização deste trabalho.

7 6 RESUMO Contextualização: Pacientes submetidos à esofagectomia apresentam alto risco de apresentarem complicações pulmonares (CP). O treinamento muscular inspiratório (TMI), realizado no pré-operatório, parece ser uma intervenção capaz de minimizar a ocorrência de CP. Objetivo: Avaliar os efeitos do TMI, realizado no pré-operatório, sobre a função pulmonar e capacidade funcional de pacientes submetidos a cirurgias do esôfago. Métodos: 22 pacientes foram randomizados em 2 grupos: Controle (GC; n=10) e Intervenção (GI; n=12). Ambos receberam cuidados usuais e somente o GI realizou TMI, com carga inicial = 60% da pressão inspiratória máxima (PIMáx), por no mínimo 2 semanas. Medidas das pressões respiratórias máximas, ventilação voluntária máxima, espirometria e o teste de caminhada de seis minutos (TC6min) foram avaliados no pré-operatório. No 2 pósoperatório (PO) foram obtidas as pressões respiratórias máximas. No dia de alta hospitalar e no 30 PO foram realizados todos os testes novamente. A ocorrência de CP foi avaliada entre 1 e 5 PO. Resultados: Houve aumento da pressão inspiratória máxima no GI no préoperatório (p=0,014), enquanto no GC não houve alteração. No 2 PO os dois grupos apresentaram redução importante das pressões respiratórias máximas, porém a redução foi mais acentuada no GI (p<0,05). No dia de alta hospitalar ocorreu recuperação parcial das variáveis avaliadas em ambos os grupos e no 30 PO recuperação plena em relação aos valores iniciais. Não houve diferença na ocorrência de CP entre os grupos. Conclusão: O TMI realizado em nosso estudo, não influenciou na evolução da função pulmonar e capacidade funcional pós-operatória de pacientes submetidos a cirurgias do esôfago. Palavras-chave Esofagectomia, esofagopatias, fisioterapia, terapia respiratória, cuidados pré-operatórios, cuidados pós-operatórios

8 7 ABSTRACT Background: Patients submitted to esophagectomy present high risk of developing pulmonary complications (PC). Inspiratory muscle training (IMT), performed in the preoperative period, seems to be an intervention capable of minimizing PC occurrence. Objectives: To evaluate preoperative IMT effects on pulmonary function and functional capacity of patients undergoing esophagus surgery. Method: 22 patients were randomized into 2 groups: Control (CG; n=10) and Intervention (IG; n=12). Both groups received usual care and only IG performed IMT, with an initial load= 60% of maximal inspiratory pressure (MIP), for at least 2 weeks. Maximal respiratory pressures, maximal voluntary ventilation, spirometry and the six-minute walk test were evaluated in the preoperative. On the 2 nd postoperative day (PO) maximal respiratory pressures were obtained. On the day of hospital discharge and the 30 th PO all the test were repeated again. PC occurrence was evaluated between the 1 st and 5 th PO. Results: An increase in MIP was observed in the IG after the preoperative IMT (p=0,014), while in the CG there was no increment. On the 2 nd PO, both groups presented an important reduction on maximal respiratory pressures, however the reduction was more important in the IG (p<0.05). On the day of hospital discharge there was a partial recovery of all analyzed variables in both groups and on the 30 th PO there was a total recovery in relation to basal values. There was no difference between groups related to PC occurrence. Conclusion: IMT performed in our study did not influence on pulmonary function and functional capacity evolution of patients submitted to esophagus surgery. Keywords Esophagectomy; esophageal diseases; physical therapy; respiratory therapy; preoperative care; postoperative care.

9 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Manovacuômetro utilizado para a avaliação das pressões respiratórias máximas... Figura 2 Ventilômetro utilizado para avaliação da ventilação voluntária máxima... Figura 3 a Espirômetro utilizado para avaliar capacidades e volumes pulmonares (HC-UFTM)... Figura 3b Espirômetro utilizado para avaliar capacidades e volumes pulmonares (Hospital do Câncer de Barretos) Figura 4 - Avaliação dos sinais vitais antes da realização do TC

10 9 LISTA DE TABELAS Quadro 1 - Definição do escore de ocorrência de CPPO Tabela 1 - Dados antropométricos, de função pulmonar, de capacidade funcional, fatores de risco e diagnóstico dos pacientes dos GC (Grupo Controle) e GI (Grupo Intervenção) obtidos no pré-operatório Tabela 2. Dados referentes ao procedimento cirúrgico e tempo de internação hospitalar dos pacientes dos GC (Grupo Controle) e GI (Grupo Intervenção) Tabela 3. Evolução da musculatura respiratória, função pulmonar e capacidade funcional dos pacientes dos GC (Grupo Controle) e GI (Grupo Intervenção) Tabela 4. Descrição do maior grau de complicação pulmonar observado nos pacientes dos GC (Grupo Controle) e GI (Grupo Intervenção) entre o 1 ao 5 dia de pós-operatório... 68

11 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Evolução da PIMáx dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 2 - Evolução da PEMáx dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 3 - Evolução da VVM dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 4 - Evolução da CVF dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 5 - Evolução do VEF 1 dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 6 - Evolução da relação VEF 1 /CVF dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 7 - Evolução do PFE dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo Gráfico 8 - Evolução da distância percorrida no TC6 dos pacientes do GC (Grupo Controle) e do GI (Grupo Intervenção) ao longo do estudo... 67

12 11 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS PO CV VC CPT CRF CP Pós-operatório Capacidade vital Volume corrente Capacidade pulmonar total Capacidade residual funcional Complicações pulmonares % Porcento CPPO TMI T.cruzi mmhg HC-UFTM IMC Complicações pulmonares pós-operatórias Treinamento muscular inspiratório Trypanossoma cruzi Milímetros de mercúrio Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro Índice de massa corpórea > Maior Kg/m 2 VEF 1 DPOC cm ASA VEF 1 /CVF Quilogramas por metro ao quadrado Volume expiratório forçado no primeiro segundo Doença pulmonar obstrutiva crônica Centímetros American Society of Anesthesiologists Relação volume expiratório forçado no primeiro segundo sobre capacidade vital forçada < Menor UTI Unidade de terapia intensiva g% Grama porcentual VR Volume residual

13 12 PIMáx PEMáx cmh 2 O PFE CVF GC GI VVM FC FR PA SpO 2 L/min TC6 ATS MMSS MMII g/kg ml Pressão inspiratória máxima Pressão expiratória máxima Centímetros de água Pico de fluxo expiratório Capacidade vital forçada Gr Grupo controle Grupo intervenção Ventilação voluntária máxima Freqüência cardíaca Freqüência respiratória Pressão arterial Saturação periférica de oxigênio Litros por minuto Teste de caminhada de seis minutos American Thoracic Society Membros superiores Membros inferiores Grama por quilograma Mililitro C Grau Celsius mm 3 VM DP Milmímetros cúbicos Ventilação mecânica Desvio padrão

14 13 min IQ EP Minuto Interquartil Erro padrão

15 14 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DOENÇA DE CHAGAS Megaesôfago chagásico Megaesôfago idiopático Tratamento do megaesôfago CÂNCER DE ESÔFAGO Tratamento do Câncer de esôfago MÚSCULOS RESPIRATÓRIOS IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PULMONAR PRÉ- OPERATÓRIA NA PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PÓS-OPERATÓRIO Avaliação pulmonar no pré-operatório Complicações pulmonares no pós-operatório INTERFERÊNCIA DO ESTADO NUTRICIONAL NA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO PRÉ E PÓS- OPERATÓRIO HIPÓTESE OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS JUSTIFICATIVA... 44

16 15 5 CASUÍSTICA E MÉTODOS CASUÍSTICA Amostra e locais do estudo Critérios de inclusão Critérios de exclusão MÉTODOS Protocolo Triagem do paciente no ambulatório Obtenção do termos de consentimento livre e esclarecido Avaliação fisioterapêutica respiratória Obtenção das pressões respiratórias máximas Ventilação voluntária máxima Espirometria Capacidade funcional Intervenção no pré-operatório Grupo Controle Grupo Intervenção Reavaliação fisioterapêutica e nutricional no pré-operatório Avaliação fisioterapêutica no pós-operatório ANÁLISE ESTATÍSTICA RESULTADOS VARIÁVEIS RESPIRATÓRIAS Pressão Inspiratória Máxima (PIMáx)... 59

17 Pressão Expiratória Máxima (PEMáx) Ventilação Voluntária Máxima (VVM) Função pulmonar DISTÂNCIA PERCORRIDA NO TC OCORRÊNCIA DE COMPLICAÇÕES PULMONARES DISCUSSÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICES APÊNDICE A - AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA RESPIRATÓRIA APÊNDICE B - PROGRAMA DE EXERCÍCIOS REALIZADOS NO PRÉ-OPERATÓRIO APÊNDICE C - AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA SEMANAL APÊNDICE D AVALIAÇÃO DE COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PÓS OPERATÓRIO ANEXOS ANEXO A FOLHA DE ROSTO DE APROVAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA HC-UFTM ANEXO B APROVAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA FUNDAÇÃO PIO XII HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS ANEXO C REGISTRO BRASILEIRO DE ENSAIOS CLÍNICOS... ANEXO D - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO HC-UFTM

18 17 ANEXO E - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS ANEXO F ESCALA DE BORG MODIFICADA ANEXO G - TERMO DE RESPONSABILIDADE DE MATERIAL

19 18 1 INTRODUÇÃO Dentre as principais afecções do esôfago, encontram-se megaesôfago, de origem chagásica ou idiopática, e o câncer de esôfago. Ambas as doenças apresentam como sintoma principal a disfagia inicialmente para sólidos que progride para líquidos. Com isso, os pacientes reduzem a ingestão de alimentos o que acarreta desnutrição, perda de peso e diminuição da imunidade (LAW et al., 2004). A ressecção esofágica é o tratamento de escolha para câncer de esôfago em estágios iniciais e outras condições benignas do esôfago, como o megaesôfago (grau III funcionalmente avançado e grau IV) (STAHL et al., 2010). As duas técnicas cirúrgicas mais empregadas são a esofagectomia transhiatal e a esofagectomia transtorácica com anastomose esofagogástrica cervical. No passado, a esofagectomia era associada a altas taxas de morbidade e mortalidade, porém com o desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e anestésicas e com o avanço nos cuidados no pré-operatório houve um aumento considerável na sobrevida dos pacientes submetidos à esofagectomia por câncer (WHOOLEY et al., 2001). No entanto, apesar dos avanços, durante a esofagectomia ocorre um grande trauma cirúrgico que envolve abdômen, tórax e pescoço. Esses fatores associados à comorbidades dos pacientes (presença de disfunção cardíaca, doença pulmonar, idade avançada, entre outros) ainda fazem com que a esofagectomia esteja associada a riscos consideráveis de complicações e de morte (WHOOLEY et al., 2001; LAW et al., 2004 e TSUJIMOTO et al., 2012). Um dos principais sistemas acometidos no pós-operatório (PO) é o pulmonar. A disfunção da musculatura respiratória induzida pela cirurgia pode levar a uma redução da capacidade vital (CV), do volume corrente (VC) e da capacidade pulmonar total (CPT). Estas reduções de volumes e capacidades pulmonares geram microatelectasias, diminuição da capacidade residual funcional (CRF), redução da ventilação/perfusão e estase de secreção, predispondo a infecção pulmonar e desconforto respiratório (JANSEN et al., 1990; LAGHI; TOBIN, 2003). Complicações pulmonares (CP), incluindo atelectasias, pneumonia e síndrome do desconforto respiratório agudo, têm sido relatadas em aproximadamente 20 a 30% dos casos de PO de neoplasias esofágicas (TSUTSUI et al., 1992; WHOOLEY et al., 2001). Como as complicações pulmonares pós-operatórias (CPPO) são fontes significativas de morbidade e mortalidade, faz-se necessário o preparo pré-operatório com o intuito de prevenir tais complicações (LEGUISAMO; KALIL; FURLANI, 2005).

20 19 As principais intervenções pré-operatórias descritas para diminuir o risco de CPPO incluem: parar de fumar, suplementação nutricional e fisioterapia respiratória que pode abranger a reabilitação pulmonar, o treinamento da musculatura respiratória e a espirometria de incentivo (HULZEBOS et al., 2006). Dentre as intervenções pré-operatórias descritas, a fisioterapia respiratória associada ao treinamento muscular respiratório constitui umas das intervenções mais promissoras conforme literatura recente (DRONKERS et al., 2008; YSAYAMA et al., 2008). Em um ensaio clínico randomizado realizado em pacientes no pré-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio, o grupo que realizou fisioterapia com treinamento muscular inspiratório (TMI), obteve uma melhora significante da função muscular respiratória. Além disso, a incidência de CPPO foi reduzida em 50% em comparação aos pacientes que receberam cuidados usuais (HULZEBOS et al., 2006). Apesar dos resultados descritos, o preparo pulmonar no pré-operatório de esofagectomia por megaesôfago e por câncer foi pouco estudado até o momento, o que requer maior investigação. 1.1 DOENÇA DE CHAGAS A doença de Chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanossoma cruzi (T.cruzi). A forma mais comum de infecção ocorre por meio da transmissão do protozoário por insetos hematológicos contaminados: triatomíneos. O inseto se infecta ao sugar o sangue de um organismo infectado. O homem, por sua vez, é infectado pelas fezes ou urina contaminadas do triatomíneo, pois enquanto suga o sangue, defeca nesse mesmo local (LANA; TAFURI, 2011). Além da transmissão vetorial, há outras formas de transmissão como a transfusional, a transplacentária (congênita) e, mais recentemente, a transmissão pela via oral, pela ingestão de alimentos contaminados pelo T.cruzi. Mecanismos de transmissão menos comuns envolvem acidentes de laboratório, manejo de animais infectados, transplante de órgãos sólidos e leite materno (BRASIL, 2010). Estima-se que ainda existam entre 16 a 18 milhões de habitantes em 18 países, os quais se distribuem em 2 zonas ecológicas distintas: Cone Sul onde os insetos vetores vivem em habitações humanas, e sul da América do Norte, América Central e México, onde o vetor vive dentro e fora do domicílio (LANA; TAFURI, 2011). Entre as doenças infecto-parasitárias a doença de Chagas é a quarta causa de morte no Brasil. Nos dias de hoje é prevalente em populações rurais, onde há milhares de insetos

21 20 vetores nas moradias de madeira e barro e estima-se que haja cerca de 12 a 14 milhões de pessoas infectadas na América Latina, novos casos por ano, com dois a três milhões de pacientes com complicações crônicas da moléstia atingindo óbitos por ano (ANDREOLLO; MALAFAIA, 2009). No Brasil, atualmente predominam os casos crônicos decorrentes de infecção por via vetorial, com aproximadamente 3 milhões de indivíduos infectados. No entanto, nos últimos anos, a ocorrência de doença de Chagas aguda tem sido observada em diferentes estados, em especial na região da Amazônia Legal (Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Amapá, Pará, Tocantins) onde a transmissão oral tem sido registrada com maior freqüência (BRASIL, 2010). Após uma fase aguda que geralmente passa despercebida, pois os sintomas são poucos ou nenhum, a doença de Chagas não tratada entra numa fase crônica inicialmente assintomática conhecida como forma indeterminada da doença (RASSI JÚNIOR; RASSI; MARIN-NETO, 2010; PINAZO et al., 2010). Na forma indeterminada, existe a infecção ativa, mas não há lesões clinicamente demonstráveis e os órgãos e sistemas se encontram preservados em sua anatomia e reserva funcional (CINERMAN, B.; CINERMAN, S., 2002). Após um longo período de tempo (20-30 anos), 20 a 30% de todos os pacientes infectados desenvolvem a forma cardíaca, 15 a 20% desenvolvem a forma digestiva ou mista (cardiodigestiva) e 5% desenvolvem a forma neurológica da doença. O restante dos pacientes continuam a apresentar a forma indeterminada da doença, sem apresentar manifestações clínicas (PRATA, 2001, PINAZO et al., 2010). Na forma digestiva da doença, todos os órgãos do sistema digestivo podem ser afetados, mas as alterações com maiores expressões clínicas correspondem ao esôfago e cólon (LANA; TAFURI, 2011). A prevalência das manifestações digestivas varia de acordo com a origem geográfica dos pacientes. São mais comuns nas regiões sul e central da América do Sul e praticamente não existem nas regiões norte da América do Sul, América Central e México. Em áreas nãoendêmicas, a prevalência das manifestações digestivas associadas com a doença depende da origem da imigração (PINAZO et al., 2010). A mais freqüente forma digestiva de doença de Chagas no Brasil é o megaesôfago, seguido de megacólon (REZENDE; MOREIRA, 2000). As formas digestivas crônicas da doença são encontradas principalmente nas regiões abaixo do Equador (CAMARA et al., 1983; CREMA et al., 2005; PINAZO et al., 2010). As manifestações digestivas (megaesôfago e megacólon) são representadas principalmente no

22 21 Brasil e na Argentina, sendo que no Brasil o megaesôfago está presente em cerca de 7 a 11% dos casos. (LANA; TAFURI, 2011). Nos indivíduos que desenvolvem disfunções do sistema digestivo, a doença acomete todo o tubo digestivo, porém as lesões são predominantes no esôfago, cólon e reto que são os segmentos que trabalham com conteúdos mais sólidos levando a alterações motoras, anatômicas, de absorção e de secreção (CINERMAN, B.; CINERMAN, S., 2002) Megaesôfago chagásico Segundo Lana e Tafuri (2011), o megaesôfago pode surgir em qualquer idade, sendo a maioria dos casos observada entre 20 e 40 anos. É predominante no sexo masculino e mais freqüente na zona rural endêmica. A manifestação clínica inicial do megaesôfago quase sempre é representada pela disfagia, odinofagia podendo associar-se a dor epigástrica ou retroesternal, regurgitação, soluço, ptialismo e hipertrofia das glândulas salivares, notadamente das parótidas (REZENDE; MOREIRA, 2000; RASSI JÚNIOR; RASSI; MARIN-NETO, 2010). Tosse e sufocação noturna podem estar presentes, causadas por broncoaspiração de alimentos regurgitados (CREMA et al., 2003). O megaesôfago é uma doença benigna, mas de caráter crônico e progressivo, o que determina repercussões relevantes sobre o estado nutricional e psíquico dos pacientes (OLIVEIRA et al., 2008). Esses pacientes muitas vezes apresentam desnutrição e até caquexia, que podem levar a um desequilíbrio imunológico ainda maior, resultando em um aumento da parasitemia (REZENDE; MOREIRA, 2000, CREMA et al., 2006). Amorim e Côrrea Neto, (1932), foram os primeiros a observar a ausência generalizada de células ganglionares nos plexos de Meissner e Auerbach do estômago associado a atrofia da mucosa em pacientes com megaesôfago e megacólon. O envolvimento dos órgãos digestivos está atribuído principalmente ao dano neuronal que ocorre no sistema nervoso autônomo induzido pelo processo imune e inflamatório devido a presença do T.cruzi (KÖBERLE; NADOR, 1955). A lesão dos neurônios da cadeia parassimpática do plexo intramural da musculatura lisa provoca alterações peristálticas, levando a descoordenação de pontos importantes no fluxo de alimentos pelo tubo digestivo como o esfíncter esofagiano inferior e a transição anorretal. Essas alterações acarretam dificuldades no esvaziamento do tubo digestivo, levando

23 22 a estase com dilatação e atonia dos segmentos afetados. (BURATTINI; TURCATO JÚNIOR, 2007) Nos estágios iniciais da doença, os segmentos do trato digestivo podem apresentar-se absolutamente normais ocorrendo somente disfunção motora do esfíncter inferior do esôfago. Com a evolução da doença, podem apresentar-se progressivamente dilatados caracterizando o megaesôfago e megacólon (CINERMAN, B.; CINERMAN, S., 2002). A forma avançada de megaesôfago é caracterizada pela dilatação com aumento do órgão (dolicomegaesôfago), aperistalse associada com contrações terciárias, amplitude de contração do corpo do esôfago menor que 20 mmhg e uma abertura incompleta ou não abertura do esfíncter inferior (CREMA et al., 2003) Megaesôfago idiopático Doença pouco freqüente, com incidência de aproximadamente 1/ /ano e taxa de prevalência de 10/ , de causa desconhecida, provavelmente é decorrente de distúrbio neurogênico. É importante ressaltar que esses pacientes apresentam sorologia negativa para Chagas (D IPOLITO; MACHADO, 2011; DUGHERA et al., 2011). O megaesôfago idiopático tem como característica a incapacidade de relaxar o esfíncter inferior do esôfago, causando obstrução. O processo neuropatológico predominante envolve a perda de células ganglionares da parede do esôfago, começando no esfíncter inferior do esôfago desenvolvendo proximalmente. Esta perda de nervos ao longo do corpo esofágico provoca aperistalse, levando a estase do alimento ingerido e a dilatação subsequente do esôfago. O sintoma mais freqüente é a disfagia para sólidos e líquidos seguida pela regurgitação, pirose, dor torácica e perda de peso (HIRANO, 1999; DUGHERA et al., 2011). Em ambas as doenças há, pelo menos, preservação parcial de contrações esofágicas na região proximal. Na doença de Chagas, há uma deficiência da velocidade da propagação esofágica de contração, e na acalásia idiopática há uma diminuição na amplitude das contrações esofágicas. Estes resultados sugerem a possibilidade de comprometimento diferente de contrações esofágicas proximais pelas duas doenças (DANTAS; APRILE, 2005). Em relação ao esôfago distal, ambas as doenças apresentam comprometimento intenso e semelhante de motilidade, com contrações mais fracas na Doença de Chagas (DANTAS; APRILE, 2005). Os achados histopatológicos principais, em ambas as doenças, são diminuição de células ganglionares no plexo mientérico (KÖBERLE; NADOR, 1955). Como as doenças têm

24 23 semelhantes alterações motoras no esfíncter inferior do esôfago e no corpo esofágico, as possibilidades de tratamento são as mesmas (DANTAS, 2003). Ambas as doenças estão propensas ao risco de câncer esofágico. A duração da disfagia é considerada um fator de risco. A esofagopatia por doença de Chagas, dilatação esofágica e sintomas em longo prazo pode explicar a alta prevalência de câncer (HERBELLA; OLIVEIRA; DEL GRANDE, 2004). O megaesôfago é uma lesão esofágica pré-maligna, com aparecimento de carcinoma como complicação tardia em 1 a 10% dos pacientes que apresentam a doença. Nesta situação, o aumento do risco de desenvolvimento de carcinoma varia de 9 a 28 vezes em comparação a população em geral. A explicação fisiopatológica estaria na esofagite crônica decorrente da estase e conseqüente supercrescimento bacteriano, predispondo ao aparecimento de displasia epitelial e câncer (ZWISCHENBERGER; ALPARD; ORRINGER, 2005; D IPOLITO; MACHADO, 2011). Muitas vezes, o megaesôfago resulta em sintomas respiratórios recidivantes relacionados com aspiração de restos alimentares que podem causar pneumonia, abscesso pulmonar, bronquiectasia, hemoptise ou broncoespasmo. A dilatação do esôfago pode produzir dispnéia por compressão do brônquio fonte principal e do hilo (ZWISCHENBERGER; ALPARD; ORRINGER, 2005). O diagnóstico da doença baseia-se essencialmente no exame clínico e radiológico. Para ser de etiologia chagásica, deve haver a comprovação da infecção pelo T.cruzi. Outros métodos auxiliares no diagnóstico do megaesôfago são a endoscopia, manometria e cintilografia (REZENDE; MOREIRA,2000). De acordo com a gravidade, o megaesôfago pode ser classificado em grupos ou graus de I a IV e, dependendo da classificação, existe a indicação de determinado tratamento cirúrgico. Ao exame radiológico, a classificação de Ferreira-Santos (1968), é definida pelo diâmetro transverso da imagem do esôfago contrastado em incidência ântero-posterior, e pelo tempo de estase. a) Grau I Dilatação moderada, até 4cm de diâmetro transverso. Estase pequena aos 5 minutos. b) Grau II Dilatação até 7cm de diâmetro transverso. Estase aos 30 minutos. c) Grau III Dilatação até 10cm de diâmetro transverso, alongamento sigmóide do esôfago (dolicomegaesôfago). Estase pronunciada aos 30 minutos. Resíduo alimentar, dando ao contraste imagem de flocos.

25 24 d) Grau IV dilatação maior que 10cm de diâmetro transverso. Imagem sem papa de contraste, dado apenas pelo resíduo alimentar. Os dois primeiros grupos compreendem a fase compensada do megaesôfago, em que há maior atividade contrátil da parede muscular do esôfago, enquanto os dois últimos correspondem à fase descompensada em que a atividade motora é mínima ou inexistente (FERREIRA-SANTOS, 1968) Tratamento do megaesôfago Não existem tratamentos específicos capazes de restaurar a função esofágica, embora a recuperação parcial da peristalse esofágica possa ser observada após tratamento clínico, endoscópico ou cirúrgico. As medidas terapêuticas são as mesmas daquelas aplicadas em casos de megaesôfago idiopático, e são destinadas a reduzir a pressão do esfíncter inferior do esôfago. O tipo de tratamento deve ser baseado nas características gerais dos pacientes, nos sintomas, e o grau de envolvimento radiológicos e manométrico (PINAZO et al., 2010). O tratamento do megaesôfago pode ser clínico, cirúrgico, por dilatação - por meio de sondas ou balões e por métodos alternativos, como o uso de drogas relaxantes do esfíncter inferior do esôfago, como toxina botulínica, nitratos e nifedipina (REZENDE; MOREIRA, 2000; BRASIL, 2005). Para o tratamento clínico são indicados pacientes que apresentam megaesôfago grau I pela classificação radiológica, com sintomas ocasionais e sem transtornos relevantes; pacientes com alto risco para serem submetidos a outras formas de tratamento; aqueles que se recusam aos tratamentos invasivos e pacientes com idade avançada (BRASIL, 2005). No tratamento cirúrgico do megaesôfago os pacientes com grau não avançados (I, II, III) são submetidos à cardiomiotomia a Heller modificada mais válvula parcial anti-refluxo com o objetivo de eliminar a acalásia do esfíncter inferior do esôfago. Tal cirurgia é realizada porque o corpo esofagiano ainda apresenta função motora parcialmente preservada e exerce uma pressão maior no interior do esôfago capaz de vencer a pressão do esfíncter inferior do esôfago (CENEVIVA et al., 2002; CREMA et al., 2003). Atualmente, os pacientes portadores do grau avançado são tratados por esofagectomia subtotal com esofagogastroplastia, por via laparoscópica. A conduta visa a retirar parcialmente o corpo esofagiano comprometido extensamente pela destruição dos plexos mioentéricos responsáveis pela motilidade e contração do esôfago. Nesses pacientes, a pressão do corpo do esôfago é inferior a do esfíncter inferior, impossibilitando a passagem do

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax 7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Legenda da Imagem 1: Radiografia de tórax em incidência póstero-anterior Legenda da Imagem 2: Radiografia de tórax em perfil Enunciado: Homem de 38 anos, natural

Leia mais

Para pacientes portadores de carcinoma de esôfago em boas condições clínica

Para pacientes portadores de carcinoma de esôfago em boas condições clínica Toracoscopia no tratamento do câncer de esôfago Rubens Antonio Aissar Sallum, Flavio Roberto Takeda, Ivan Cecconello Para pacientes portadores de carcinoma de esôfago em boas condições clínica e com estadiamento

Leia mais

da Junção Esofagogástrica

da Junção Esofagogástrica HM Cardoso Fontes Serviço o de Cirurgia Geral Sessão Clínica 15/04/04 Carcinoma da Junção Esofagogástrica strica Diego Teixeira Alves Rangel Casos do Serviço (2001 2004) Nome Idade Diagnóstico Acesso Cirurgia

Leia mais

GABARITO DE CIRURGIA GERAL

GABARITO DE CIRURGIA GERAL GABARITO DE CIRURGIA GERAL QUESTÃO 1 Paciente com febre, tosse e escarro purulento bastante fétido, apresenta os exames abaixo. Qual é a conduta mais adequada? A. Antibioticoterapia e fisioterapia. B.

Leia mais

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186 Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O

Leia mais

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC ALGUNS TERMOS TÉCNICOS UNESC FACULDADES - ENFERMAGEM PROFª.: FLÁVIA NUNES Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica Ortopneia: É a dificuldade

Leia mais

ENADE 2004 FISIOTERAPIA

ENADE 2004 FISIOTERAPIA ENADE 2004 FISIOTERAPIA QUESTÃO 38 Maurício Gomes Pereira. Epidemiologia teoria -- prática. Rio de Janeiro: Guanabra Koogan S.A., 1995, p. 31 (com adaptações). O gráfico acima demonstra os possíveis padrões

Leia mais

Reabilitação Pulmonar. Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM

Reabilitação Pulmonar. Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM Reabilitação Pulmonar Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM Reabilitação Pulmonar Definição Programa multiprofissional de cuidados a pacientes com alteração respiratória crônica, que

Leia mais

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função respiratória é prioritária em qualquer situação de intercorrência clínica. O paciente

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Figura 1: Radiografia de tórax realizada em decúbito dorsal Enunciado MHS, sexo feminino, 63 anos, foi atendida no Centro de Saúde de seu novo bairro. Apresentava

Leia mais

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração.

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. DOENÇAS PULMONARES Árvore Brônquica Circulação sanguínea Intrapulmonar V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. A. Pulmonar traz sangue venoso do coração para o pulmão. Trocas Histologia

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Radiografia simples e contrastada (sulfato de bário e iodinas) Endoscopia

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Radiografia simples e contrastada (sulfato de bário e iodinas) Endoscopia AFECÇÕES CIRÚRGICAS DO ESÔFAGO Carmen Helena de Carvalho Vasconcellos DIAGNÓSTICO DA DOENÇA ESOFÁGICA SINAIS CLÍNICOS Regurgitação Disfagia, dificuldade de preensão Ptialismo Tosse, estertores Dispnéia

Leia mais

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX 1 RADIOGRAFIAS AS RADIOGRAFIAS APRESENTAM 4 DENSIDADES BÁSICAS: AR: traquéia, pulmões,

Leia mais

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP INTERFACES * Máscaras Nasais * Plugs Nasais * Máscaras Faciais * Capacete * Peça Bucal VENTILADORES E MODOS USADOS NA

Leia mais

8:00 Horas Sessão de Temas Livres concorrendo a Premiação. 8:30 8:45 INTERVALO VISITA AOS EXPOSITORES E PATROCINADORES.

8:00 Horas Sessão de Temas Livres concorrendo a Premiação. 8:30 8:45 INTERVALO VISITA AOS EXPOSITORES E PATROCINADORES. MAPA AUDITÓRIO ÓPERA DE ARAME (200 LUGARES) DOMINGO 02 DE AGOSTO DE 2015. 8:00 Horas Sessão de Temas Livres concorrendo a Premiação. 8:00 8:15 TEMA LIVRE SELECIONADO. 8:15 8:30 TEMA LIVRE SELECIONADO.

Leia mais

Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura

Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura Serviço de Cirurgia Pediátrica IPPMG/UFRJ Douglas

Leia mais

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTRODUÇÃO Antonio Quaresma de Melo Neto NOVAFAPI Marcos Maciel Soares e Silva NOVAFAPI Marcelo

Leia mais

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê Neoplasias Gástricas Pedro Vale Bedê Introdução 95% dos tumores gástricos são malignos 95% dos tumores malignos são adenocarcinomas Em segundo lugar ficam os linfomas e em terceiro os leiomiosarcomas Ate

Leia mais

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar:

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar: A cirurgia endovascular agrupa uma variedade de técnicas minimamente invasivas mediante as quais CIRURGIA ENDOVASCULAR = CIRURGIA SEM CORTES! Técnicas Minimamente Invasivas As técnicas de cirurgia endovascular

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir, relativos ao risco cirúrgico. Julgue os itens subsequentes, acerca do quilotórax. UnB/CESPE INCA 41 Os elementos para avaliação do risco cirúrgico são

Leia mais

Curso Continuado de Cirurgia Geral do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões CÂNCER DE ESÔFAGO. Carlos Haruo Arasaki 2006

Curso Continuado de Cirurgia Geral do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões CÂNCER DE ESÔFAGO. Carlos Haruo Arasaki 2006 Curso Continuado de Cirurgia Geral do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões CÂNCER DE ESÔFAGO Carlos Haruo Arasaki 2006 Epidemiologia do Câncer de Esôfago 1% de todos os cânceres 3

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO QUESTÃO 21 Paciente portador de miatenia gravis e timoma, submetido a tratamento cirúrgico. Durante o ato operatório, constatou-se que o

Leia mais

O que é câncer de estômago?

O que é câncer de estômago? Câncer de Estômago O que é câncer de estômago? O câncer de estômago, também denominado câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras

Leia mais

Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco

Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco Comissão de Tabagismo da SociedadePortuguesa de Pneumologia > 4.000 compostos Monóxido de carbono Hipóxia no sangue e tecidos Benzopireno cancerígeno FUMO DO

Leia mais

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Propriedades Estáticas do Sistema A ventilação pulmonar consiste no fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões a cada ciclo

Leia mais

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO Profª Fernanda Toledo RECORDAR Qual a função do alimento em nosso corpo? Por quê comer????? Quando nascemos, uma das primeiras atitudes do nosso organismo

Leia mais

Centro Médico. Plínio de Mattos Pessoa

Centro Médico. Plínio de Mattos Pessoa Centro Médico O seu médico recomendou uma cirurgia para tratar doença do refluxo gastroesofágico. Mas o que isso realmente significa? Seu diafragma é um músculo que separa o tórax de seu abdômen e o ajuda

Leia mais

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações 1. Introdução A evolução da epidemia causada pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009 implica que as medidas sejam adaptadas

Leia mais

COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR

COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR Maria de Fátima Leandro Marques¹; Suely Aragão Azevêdo Viana² ¹ Bióloga do Centro de Assistência Toxicológico do Hospital

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

Qual é a função dos pulmões?

Qual é a função dos pulmões? Câncer de Pulmão Qual é a função dos pulmões? Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado

Leia mais

TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES

TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES Dr. Marcio R. Studart da Fonseca Cirurgia de Cabeça e Pescoço-HUWC/UFC Sistema Salivar 3 pares de Glândulas Salivares Maiores Parótidas Submandibulares Sublinguais Centenas de Glândulas Salivares Menores

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Hospital Municipal Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Chefe do serviço: Dr. Nelson Medina Coeli Expositor: Dra. Ana Carolina Assaf 16/09/04 René Lambert DEFINIÇÃO Carcinoma

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho NUTRIÇÃO ENTERAL INDICAÇÕES: Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico,

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES Escrito por: Dr. Carlos Augusto Sousa de Oliveira 01. INTRODUÇÃO Os tumores carcinóides são incluídos em um grupo maior de neoplasias, os carcinomas neuroendócrinos

Leia mais

ASSOCIAÇÃO DO PREPARO RESPIRATÓRIO E NUTRICIONAL AMBULATORIAL DE PACIENTES NO PRÉ- OPERATÓRIO DE ESOFAGECTOMIA

ASSOCIAÇÃO DO PREPARO RESPIRATÓRIO E NUTRICIONAL AMBULATORIAL DE PACIENTES NO PRÉ- OPERATÓRIO DE ESOFAGECTOMIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE TACIANA FREITAS AGRELLI ASSOCIAÇÃO DO PREPARO RESPIRATÓRIO E NUTRICIONAL AMBULATORIAL DE PACIENTES NO PRÉ- OPERATÓRIO

Leia mais

FÍSTULAS TRAQUEOESOFÁGICAS (FTE)

FÍSTULAS TRAQUEOESOFÁGICAS (FTE) XXXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA V CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE PNEUMOLOGIA FÍSTULAS TRAQUEOESOFÁGICAS E BRONCOPLEURAIS - DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO - JORGE ROLDÃO VIEIRA BRASILIA NOVEMBRO

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

cateter de Swan-Ganz

cateter de Swan-Ganz cateter de Swan-Ganz Dr. William Ganz Dr. Jeremy Swan A introdução, por Swan e Ganz, de um cateter que permitia o registro de parâmetros hemodinâmicos na artéria pulmonar a partir de 1970 revolucionou

Leia mais

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Orientação para pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico. O Que é Doença do Refluxo? Nas pessoas normais, o conteúdo do estômago (comida ou acido clorídrico)

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá: Ser capaz de definir a DPOC, e seus dois tipos: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Reconhecer os sintomas e sinais

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA ESOFAGECTOMIA DE RESGATE NA TERAPÊUTICA CIRURGICA DO CÂNCER DE ESÔ- FAGO AVANÇADO

AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA ESOFAGECTOMIA DE RESGATE NA TERAPÊUTICA CIRURGICA DO CÂNCER DE ESÔ- FAGO AVANÇADO AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA ESOFAGECTOMIA DE RESGATE NA TERAPÊUTICA CIRURGICA DO CÂNCER DE ESÔ- FAGO AVANÇADO Luisa von Nielander Faculdade de Medicina Centro de Ciências da Vida lnielander@puc-campinas.edu.br

Leia mais

CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório

CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos

Leia mais

MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA

MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA CONTEÚDO FUNDAMENTOS DE FISIOTERAPIA MÉTODOS & TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO, TRATAMENTO & PROCEDIMENTOS EM FISIOTERAPIA PROVAS DE FUNÇÃO MUSCULAR, CINESIOLOGIA & BIOMECÂNICA

Leia mais

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações Um pouco sobre nós. Referência em Medicina Ocupacional, Saúde do Trabalhador em Uberlândia e Região. Nosso objetivo é solucionar os problemas ligados à preservação da saúde e segurança do trabalhador,

Leia mais

29/03/2012. Introdução

29/03/2012. Introdução Biologia Tema: - Sistema Respiratório Humano: órgãos que o compõem e movimentos respiratórios; - Fisiologia da respiração ; - Doenças respiratórias Introdução Conjunto de órgãos destinados à obtenção de

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 Doença Inflamatória Intestinal Acometimento inflamatório crônico do TGI. Mulheres > homens. Pacientes jovens (± 20 anos). Doença

Leia mais

Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria

Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria O programa de Residência em Pediatria prevê 60 horas de jornada de trabalho semanal, sendo 40 horas de atividades rotineiras e 20 horas de

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

[251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX

[251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX [251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX a. CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS Exposição A aquisição adequada da radiografia de tórax é mais difícil que a de outras partes do corpo devido ao contraste

Leia mais

XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen. www.digimaxdiagnostico.com.br/

XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen. www.digimaxdiagnostico.com.br/ XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen www.digimaxdiagnostico.com.br/ CASO CLÍNICO NC, sexo masculino, 66 anos, realiza TC de tórax por suspeita de fibrose pulmonar. Queixa-se de falta

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial GASOMETRIA ARTERIAL Processo pelo qual é feita a medição das pressões parciais dos gases sangüíneos, a partir do qual é possível o cálculo do PH sangüíneo, o que reflete o equilíbrio Ácido-Básico 2 GASOMETRIA

Leia mais

CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE

CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE DOR TORÁCICA CARDÍACA LOCAL: Precordio c/ ou s/ irradiação Pescoço (face anterior) MSE (interno) FORMA: Opressão Queimação Mal Estar FATORES DESENCADEANTES:

Leia mais

AVALIAÇÃO DA MECÂNICA RESPIRATÓRIA NO PRE E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA TORÁCICA ELETIVA DE NÓDULO PULMONAR

AVALIAÇÃO DA MECÂNICA RESPIRATÓRIA NO PRE E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA TORÁCICA ELETIVA DE NÓDULO PULMONAR AVALIAÇÃO DA MECÂNICA RESPIRATÓRIA NO PRE E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA TORÁCICA ELETIVA DE NÓDULO PULMONAR Coutinho CS* 1, Ambrosio Neto M* 1, Bandeira GA 2, Fagundes AA 1 1 Universidade do Vale do Paraíba,

Leia mais

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25 Doenças Respiratórias Crônicas Caderno de Atenção Básica 25 PREVALÊNCIA O Asma (acomete cerca de 300 milhões de indivíduos no mundo) O Rinite Alérgica (afeta cerca de 20 25% da população) O DPOC (afeta

Leia mais

Infecções e inflamações do trato urinário, funçao sexual e reprodutiva Urologia Denny

Infecções e inflamações do trato urinário, funçao sexual e reprodutiva Urologia Denny DATA hora AULA PROGRAMADA Módulo PROFESSOR 25/10/2013 14:00-14:55 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Clínica Cirúrgica João Marcos 14:55-15:50 Abdome Agudo - perfurativo e vascular/hemorrágico Clínica

Leia mais

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular.

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

Câncer de Pulmão. Epidemiologia. II Curso de Pneumologia na Graduação Porto Alegre - 2010. Epidemiologia. Quadro clínico. Exames complementares

Câncer de Pulmão. Epidemiologia. II Curso de Pneumologia na Graduação Porto Alegre - 2010. Epidemiologia. Quadro clínico. Exames complementares Câncer de Pulmão II Curso de Pneumologia na Graduação Porto Alegre - 2010 Epidemiologia Quadro clínico Exames complementares Estadiamento Tratamento Epidemiologia 1 Tabagismo 90% dos casos ocorrem em fumantes

Leia mais

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da 2 A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da inflamação, o que dificulta a realização das trocas gasosas.

Leia mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais PROFESSORA NAIANE A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais de alguns poucos minutos. Você sabe

Leia mais

O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS

O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS Ericeira, 11 de Fevereiro 2011 DEFINIÇÃO De acordo com a OMS (2003), a Reabilitação Cardíaca é um conjunto De acordo com a OMS (2003), a Reabilitação

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Permite o transporte de O2 para o sangue (a fim de ser distribuído para as células); Remoção de do CO2 (dejeto do metabolismo celular)

Leia mais

TUMORES DA FARINGE SERVIÇO DE CABEÇA E PESCOÇO HUWC

TUMORES DA FARINGE SERVIÇO DE CABEÇA E PESCOÇO HUWC TUMORES DA FARINGE SERVIÇO DE CABEÇA E PESCOÇO HUWC Mário Sérgio Rocha Macêdo TUMORES DA FARINGE Embriologia e Anatomia Embrião 4 semanas Faringe Embrionária TUMORES DA FARINGE Embriologia e Anatomia TUMORES

Leia mais

, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) Médico (a)

, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) Médico (a) TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

Doença do Refluxo Gastroesofágico o que significa?

Doença do Refluxo Gastroesofágico o que significa? Hérnia de Hiato e Refluxo Gastroesofágico. Atualmente cresce o número de pessoas que estão apresentando sintomas relativas ao aparelho digestivo, como má digestão ou sensação de queimação no estômago entre

Leia mais

Resposta: Dilatação dos brônquios na tomografia (bronquiectasia) e nível hidro-aéreo na radiografia do tórax (abscesso).

Resposta: Dilatação dos brônquios na tomografia (bronquiectasia) e nível hidro-aéreo na radiografia do tórax (abscesso). 1 a Questão: (20 pontos) Um paciente de 35 anos, com história de sarampo na infância, complicada por pneumonia, informa que há mais de cinco anos apresenta tosse com expectoração matinal abundante e que

Leia mais

USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO

USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO Autoria: Inácia Regina Barbosa Leal (FCM-CG) Rosa Suênia da Camara Melo (Orientadora)

Leia mais

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 A Dengue A dengue é uma doença infecciosa de origem viral, febril, aguda, que apesar de não ter medicamento específico exige

Leia mais

30/04/2014. Disfagia. Broncoaspiração X PNM (Pikus, Levine, Yang, 2003)

30/04/2014. Disfagia. Broncoaspiração X PNM (Pikus, Levine, Yang, 2003) MESA REDONDA IV Cuidados da fonoaudiologia: Diagnóstico e tratamento do paciente disfágico pós-estubação ou traqueostomizado Fga Luciana Passuello do Vale Prodomo Disfagia Qualquer problema no processo

Leia mais

4. Câncer no Estado do Paraná

4. Câncer no Estado do Paraná 4. Câncer no Estado do Paraná Situação Epidemiológica do Câncer Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado do Paraná Uma das principais causas de morte nos dias atuais, o câncer é um nome genérico

Leia mais

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA Meiry Alonso Rodrigues Pereira DEFINIÇÃO Distúrbio caracterizado pelo aumento da reatividade da traquéia e dos brônquios à vários estímulos, resultando na constrição difusa

Leia mais

Cancro Gástrico. Prevenção, Diagnóstico e Tratamento. Cancro Digestivo. 30 de Setembro 2006. Organização. Sponsor. Apoio.

Cancro Gástrico. Prevenção, Diagnóstico e Tratamento. Cancro Digestivo. 30 de Setembro 2006. Organização. Sponsor. Apoio. Organização Sponsor Cancro Gástrico Prevenção, Diagnóstico e Tratamento Apoio Secretariado Central Park R. Alexandre Herculano, Edf. 1-4º C 2795-240 Linda-a-Velha Telefones: 21 430 77 40/1/2/3/4 Fax: 21

Leia mais

OBJETIVOS GERAIS OBJETIVOS ESPECÍFICOS

OBJETIVOS GERAIS OBJETIVOS ESPECÍFICOS OBJETIVOS GERAIS O Programa de Residência Médica opcional de Videolaparoscopia em Cirurgia do Aparelho Digestivo (PRMCAD) representa modalidade de ensino de Pós Graduação visando ao aperfeiçoamento ético,

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal.

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE

Leia mais

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! Use canetas coloridas ou escreva palavras destacadas, para facilitar na hora de estudar. E capriche! Não se esqueça

Leia mais

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor.

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor. Doença de Chagas Introdução Em 1909 o pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, Carlos Chagas, descobriu uma doença infecciosa no interior de Minas Gerais. Segundo seus estudos, era causada pelo protozoário

Leia mais

Taciana Freitas Agrelli

Taciana Freitas Agrelli Universidade Federal do Triângulo Mineiro ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO AMBULATORIAL NO PREPARO PULMONAR PRÉ-OPERATÓRIO EM INDIVÍDUOS COM AFECÇÕES ESOFÁGICAS Taciana Freitas

Leia mais

UNILUS CENTRO UNIVERSITÁRIO LUSÍADA PLANO ANUAL DE ENSINO ANO 2010

UNILUS CENTRO UNIVERSITÁRIO LUSÍADA PLANO ANUAL DE ENSINO ANO 2010 UNILUS CENTRO UNIVERSITÁRIO LUSÍADA PLANO ANUAL DE ENSINO ANO 2010 CURSO: Enfermagem DEPARTAMENTO: Ciências Básicas da Saúde DISCIPLINA: Enfermagem em Clínica Médica Cirúrgica I PROFESSORA RESPONSÁVEL:

Leia mais

DIVISÃO DE ENSINO E PESQUISA DEP COMISSÃO DE RESIDÊNCIA MÉDICA COREME PROVA FISIOTERAPIA

DIVISÃO DE ENSINO E PESQUISA DEP COMISSÃO DE RESIDÊNCIA MÉDICA COREME PROVA FISIOTERAPIA 1- Parturiente, 23 anos, G1P0A0, encontra-se na sala de pré-parto com queixa de algia em baixo ventre e região lombossacra, ao exame apresentou dinâmica uterina presente, dilatação uterina de 5 cm, e feto

Leia mais

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 Renata Loretti Ribeiro 2 Introdução O câncer representa uma causa importante de morbidez e mortalidade, gerador de efeitos que

Leia mais

COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ABDOMINAL ALTA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS SILVIA DE CESARE DENARI

COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ABDOMINAL ALTA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS SILVIA DE CESARE DENARI COMPLICAÇÕES PULMONARES NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ABDOMINAL ALTA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS SILVIA DE CESARE DENARI Dissertação apresentada à Fundação Antonio Prudente para a obtenção do título

Leia mais

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Programa de Educação Tutorial PET Medicina CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Paulo Marcelo Pontes Gomes de Matos OBJETIVOS Conhecer o que é Edema Agudo

Leia mais

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA OBJETIVOS Classificação dos distúrbios do sono Classificação dos distúrbios respiratórios do sono Definições: ronco, ravas (rera),

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

Posicionamento, Imobilização e. Técnica de Tratamento nos Tumores. do Pulmão

Posicionamento, Imobilização e. Técnica de Tratamento nos Tumores. do Pulmão Posicionamento, Imobilização e Técnica de Tratamento nos Tumores do Pulmão INTRODUÇÃO Tumores malignos que ocorrem no Tórax. Carcinoma de Esôfago, Timoma, Tumores de células germinativas, Doenças Metastáticas,

Leia mais

NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL

NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL Camila Forestiero 1 ;Jaqueline Tanaka 2 ; Ivan

Leia mais

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO Claudia de Lima Witzel SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular é de origem mesodérmica (camada média, das três camadas germinativas primárias do embrião, da qual derivam

Leia mais