GERENCIAMENTO REMOTO DOS EQUIPAMENTOS DO SISTEMA DIGITAL DE TELEPROTEÇÃO CARRIER

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1 GERENCIAMENTO REMOTO DOS EQUIPAMENTOS DO SISTEMA DIGITAL DE TELEPROTEÇÃO CARRIER Rocilda José Nogueira Santana Engenheiro de Analise da Manutenção Divisão de Gestão da Manutenção São Paulo CTEEP-Brasil Mauro Masami Nagoshi Coordenador de Telecomunicações Departamento Regional de Taubaté CTEEP-Brasil Categoría Sistema de Controle, Segurança e Telecomunicações RESUMO Projeto de uma rede de gerenciamento remoto dos equipamentos de teleproteção OPLAT instalados nas SE da CTEEP. PALAVRAS CHAVES. Gerenciamento Remoto, equipamentos teleproteção digital INTRODUÇÃO Entre os esquemas de teleproteção existentes, denomina-se esquema de teleproteção OPLAT (Ondas Portadoras por Linhas de Alta Tensão) aquele que utiliza a própria Linha de Transmissão para a troca de informações entre elementos de proteção que estejam fisicamente distantes, permitindo uma atuação mais rápida e seletiva destes elementos. As principais característica dos esquemas de teleproteção são a alta velocidade de atuação, o menor tempo de desligamento, menor possibilidade de danos às linhas e melhor estabilidade. Outra característica muito importante é a confiabilidade que consiste de dois elementos que são a Dependebilidade e a Segurança. A Dependebilidade corresponde à certeza de que a linha vai abrir quando a mesma estiver com falha. A Segurança corresponde à certeza de que a linha não vai abrir quando a mesma não estiver com falhas. Embora esses dois elementos aparentem ser a mesma coisa, eles na realidade são antagônicos, ou seja, sempre que melhoramos um deles o outro piora. Muitos fatores podem afetar a confiabilidade do esquema de teleproteção, tais como relação sinal/ruído, recepção de comando, transmissão de 1 comando, potencia do sinal, e alarmes entre outros. Esses e outros fatores são periodicamente checados nos testes de manutenção preventiva, e quando devidamente configurados, podem ser de grande valia para detectar problemas com as falhas de operação correta dos esquemas de teleproteção. Atualmente, as manutenções são realizadas de forma presencial, conforme foto 1, mas podem vir a ser realizados remotamente, sendo este o objeto do trabalho que discorreremos a seguir. Foto 1 Foto do equipamento em manutenção

2 1 MANUTENÇÃO JORNADAS TÉCNICAS ISA A CTEEP possui um parque de mais de 700 equipamentos de teleproteção OPLAT, instalados por todo o estado de São Paulo. Devido avançada idade média e concepção tecnológica antiga, deuse início em 2003 ao Plano de Modernização da Teleproteção que prevê a substituição dos equipamentos analógicos antigos por equipamentos novos com tecnologia digital. A manutenção preventiva dos equipamentos OPLAT s é realizada a cada 03 anos, conforme procedimento CTEEP PRO.3.OM.01.02, entretanto defeitos, alarmes, necessidade da análise da performance podem ocorrer em intervalos menores. Para qualquer intervenção nesses equipamentos seja manutenção preventiva, corretiva ou um simples relatório de eventos, é necessária a presença de uma equipe de manutenção no local, ou seja, uma equipe em cada extremidade da linha de transmissão o que demanda tempo para se percorrer grandes distancias, em virtude da extensão dos departamentos gerencias.. 2. GERENCIAMENTO DOS EQUIPAMENTOS O advento de novas tecnologias digitais trouxe meios que permitem de maneira remota e segura o diagnóstico e até a eliminação rápida das falhas nestes equipamentos. Utilizando os recursos e as facilidades da tecnologia digital existentes nesses equipamentos, será montada uma rede de gerenciamento remoto de informações das condições dos equipamentos OPLAT de maneira a minimizar as dificuldades existentes - distância, tempo, cancelamento de serviço, etc. Esse gerenciamento será feito através da rede corporativa, e prevê o acesso remoto dos equipamentos, propiciando soluções rápidas e eficazes e até agilidade nas análises de ocorrências. Será possível, sem o desligamento da LT, alterar as parametrizações dos equipamentos, acessar dados da sua configuração, visualizar o histórico de eventos e registros, checar o status do equipamento para diagnosticar possíveis defeitos, fazer diagnóstico de alarmes, fazer avaliações de performance e até mesmo resetar o equipamento. Dessa maneira as ocorrências poderão ser identificadas e sanadas em tempo hábil, 2 diminuindo custos e propiciando maior eficiência na qualidade da manutenção.. 3. PROJETO PILOTO Em São José dos Campos no enlace de 230 kv São José dos Campos/Mogi foi montado um protótipo do sistema de gerenciamento. Os equipamentos OPLAT instalados nessa LT são da ABB, modelo ETL 600, que possuem recursos para integração com redes de gerenciamento. Esses equipamentos foram adequados de modo a se integrarem à rede corporativa, possibilitando o seu acesso remoto de qualquer localidade da empresa. 3.1 PASSO A PASSO Para a instalação da rede foi necessário- 01 computador (PC/notebook) servidor instalado com o software de gerenciamento SVR 600; 01 conversor RS 232/485 para a formação da rede de OPLAT s; conectores DB9 e cabos para a interligação entre equipamentos; Solicitar a área de TI (Tecnologia da Informação)a disponibilização de 01 IP (Internet Protocol) fixo para a SE SJC e instalar no PC servidor; Montar os cabos conforme item 5 Topologia dos cabos; Interligar o conversor aos equipamentos OPLAT através da porta HMI em configuração RS 485, feita através de conectores DB9; Conectar a porta RS 232 do conversor ao servidor PARAMETRIZAÇÃO DA REDE DO SERVIDOR Na opção Painel de Controles, abrir a pasta connection network

3 Na pasta TCP/IP, inserir o endereço IP, mask e gateway da SJC Abrir a pasta Connecting Local Area Esta configurada a rede do servidor. Clicar em Properties para acessar a pasta TCP/IP PARAMETRIZAÇÃO DO SERVIDOR No PC servidor, para executar o programa SVR600 dê um duplo clique no ícone SVR600. Aparecerá uma janela com o logo da ABB, na caixa de diálogos clicar em Settings para configurar a porta de saída serial 3

4 Clicar em Options/Comunnications para configurar a comunicação com o servidor Configurar a velocidade, porta e temporização Configurada a velocidade, porta e endereço do acessante Clicar em Start Server para colocar o servidor em operação PROCEDIMENTO PARA ACESSO AO EQUIPAMENTO Clicar em File/New, na janela Connect fazer o login do equipamento a ser acessado, no nosso caso, endereço 1000 do OPLAT da SE SJC. Esse número de endereço foi configurado no equipamento OPLAT e pode ser escolhido entre 1 e 65000, conforme possibilita o software PARAMETRIZAÇÃO DO PC ACESSANTE Abrir o programa HMI 600 aparecerá uma janela com o logo da ABB, 4

5 Apresentação dos dois equipamentos acessados; Acesso confirmado através de Upload do status e configuração do equipamento 1000 Para integrar todos os equipamentos da SE SJC, basta fazer a conexão RS485 a rede existente, e parametrizar os novos endereços dos equipamentos disponíveis entre 1 e Clicar novamente em File/New para fazer o login do equipamento 1001 da SE SJC CENTRAL DE MONITORAMENTO 24 HORAS Caso haja necessidade de monitoramento constante, o software HMI 600 permite que seja feita uma varredura na sua rede de equipamentos em um intervalo pré-definido, entre 1 minuto até 24 horas; Definido o PC acessante que será utilizado como central de monitoramento, caso haja alguma anomalia em qualquer equipamento da rede definida, a central será notificará com a apresentação da tela de alarme em seu monitor. Cada gerencia poderá ter sua central de

6 monitoramento, bastando definir no PC acessante os endereços de equipamentos a serem monitorados CONFIGURAÇÃO E OPERAÇÃO DA CENTRAL DE MONITORAMENTO REMOTO Iniciar o programa HMI 600, aparecerá uma janela Connect clicar em Cancelar Na tela Edit settings for ETL, entre com o nome do enlace, endereço do equipamento e IP do servidor. Repita essa operação para todos os equipamentos a serem cadastrados na central. Na barra de ferramentas, na opção Network clicar em List of devices, para cadastrar os equipamentos a serem monitorados. Clicar em Add new devices, para adicionar os equipamentos. Após cadastrar todos os equipamentos, clicar em Enable all para ativar a condição de monitoramento dos equipamentos, depois clicar em OK. 6

7 Tela de monitoramento iniciado.. Voltar a opção Network e clicar em Set intervalo of... para definir o tempo entre uma varredura e a outra, que pode ser ajustado para minutos, horas ou dias. Com o monitoramento iniciado, escolher as opções de apresentação do alarme, conforme tela. No nosso caso, acertamos o intervalo de varredura para 1 minuto. Clicar OK. Na opção Network clicar em Alarm Polling On/Off para ativar a operação de monitoramento. 7

8 5. CONFECÇÃO DOS CABOS 6. TOPOLOGIA DA REDE Acesso a configuração das entradas/saídas dos 04 comandos do equipamento; Acesso a informação de qualquer ponto da Intranet da CTEEP; Baixo custo de instalação, necessita somente aquisição dos conversores e 01 PC servidor por localidade; Facilidade de aplicação, basta instalar os softwares do equipamento e solicitar um IP à área de TI para as SE s que farão parte do gerenciamento, Mão de obra simples, devido a grande parte dos recursos estar implementado no próprio equipamento, Visualização completa da rede de equipamentos gerenciados; Necessita de pouco espaço, sendo possível instalar dentro do próprio armário onde está o equipamento, conforme foto abaixo. 7. VANTAGENS Possibilidade de criação de uma central de monitoramento; Identificação de data/hora do início/fim dos alarmes de transmissão e recepção de comando do equipamento, Identificação da transmissão e recepção de comando; Identificação rápida de placas inoperantes; Acesso ao relatório dos últimos eventos do equipamento, propiciando a análise de ocorrências sem a necessidade de desligamento da linha de transmissão; Acesso as alterações de status do equipamento; Acesso a configuração de alarmes; Acesso ao modo de operação do equipamento; 8 Uma estimativa de quanto pode ser economizado com esse sistema de gerenciamento pode ser feita: 2700 homens/ano são gastos por ano em manutenção preventiva;

9 30 SE são atendidas por ano; 200 km, distancia média percorrida por serviço para cada SE; 2 pessoas por serviço; 3 horas, tempo médio gasto de percurso. o Tempo gasto ano manutenção preventiva = 2700 h/h o Tempo gasto ano no deslocamento = (30 x 200 x 2 x 3) = 3600 h/h Tempo total gasto ano = 6300 h/h Sendo 1528 h/h úteis por pessoa por ano Economia = 6300/1528 = 4,12 h/h ano. Essas pessoas farão remotamente a análise das ocorrências, diagnosticando com maior rapidez os problemas, em melhores condições de trabalho, com redução significativa dos deslocamentos e menores custos DIFERENÇAS ENTRE CENTRAL DE MONITORAMENTO E ACESSO REMOTO equipamentos do fabricante ABB, os equipamentos da Siemens possuem os mesmos recursos. Esses dois fornecedores são responsáveis juntos por mais de 98% dos novos equipamentos instalados. 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ABB Digital Power Line Carrier System ª Edition RESUMO DOS AUTORES Rocilda José Nogueira Santana Engenheira Eletrônica Universidade Mackenzie, Posição Atual: Engenheira de Analise da Manutenção, Divisão de Gestão da Manutenção. CTEEP-Brasil. Mauro Masami Nagoshi Engenheiro Eletrônico INATEL - Instituto Nacional de Telecomunicações, Posição Atual: Coordenador da Área Telecomunicações Divisão Gerencia Regional de Taubaté. CTEEP-Brasil. Ambos têm a mesma função de obter informações remotas a respeito do status do equipamento. A diferença é que no acesso remoto, se define um equipamento a ser acessado, e se tem a possibilidade de executar todas as funções que se faria no local, exceto troca de placa inoperante. No caso da central de monitoramento, os acessos são feitos automaticamente pelo software, em tempo ajustado pelo operador, trazendo as informações de status e alarme dos equipamentos que compõem a rede, sem a possibilidade de parametrização.. 8. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Os requisitos necessários a um sistema de energia elétrica são a sua disponibilidade e a sua qualidade, assim, para que sejam assegurados esses requisitos e sobretudo a proteção do elemento humano, é necessário que se incremente facilidades que possibilitem a rápida detecção de defeitos ou funcionamento anômalo. Apesar desse trabalho tratar somente dos 9

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