Professora Patrícia Strauss

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1 Capitulo I DISPOSICOES GERAIS: 1 Disposicoes gerais acerca dos contratos 2 Dos contratos em especie 3 Dos atos unilaterais de vontade. DIREITO CIVIL CONTRATOS: TITULO V DOS CONTRATOS EM GERAL -Para entendermos a origem do contrato, teremos q verificar quais seriam as fontes das obrigacoes, uma vez q o contrato tb é uma fonte de obrigacao. FONTES DAS OBRIGACOES: 1-Derivam da vontade do Estado: lei 2 -Derivam da vontade humana: A contratos: uma ou ambas as partes se comprometem a realizar uma prestacao B atos ilicitos dolosos e culposos C declaracoes unilaterais de vontade..ex: promessa de recompensa. ->A lei aqui é fonte mediata da obrigacao, porque os demais, a vontade, serao fontes imediatas e a lei fonte mediata. ->A lei possui um carater supletivo com relacao a autonomia da vontade. ->As partes podem fazer/convencionar tudo que nao seja proibido por lei. CONCEITO: -Dentro da teoria dos negocios juridicos é tradicional a distincao entre os atos unilaterais e os bilaterais. Os negocios bilaterais q decorrem de um acordo de vontades sao os contratos. Portanto, os contratos sao especie do genero negocio juridico. -Contrato é o acordo de vontades que tem por fim criar, modificar e extinguir direitos. É o mais expressivo modelo de negocio juridico bilateral. -Nao ha contrato sem q duas partes participem dele. -No Direito civil o contrato nao estah apenas adstrito ao direito das obrigacoes mas tb ao direito das coisas, direito das sucessoes, CURIOSIDADES/CASUISTICA: *Art. 117, CC por esse artigo é possível a autocontratação? Ex: o mandante outorga poderes para o mandatário vender um imóvel. O mandatário vende para ele mesmo. É possível que isso ocorra pelo art.117? Sim. O próprio artigo diz que salvo se o permitir a lei ou o representado. Se não houver permissão, o negócio é anulável. Convalesce se não houver ação anulatória. É o contrato consigo mesmo. Na verdade, não há autocontratação propriamente dita ou quebra da alteridade, pois há uma outorga de poderes. *O casamento é um contrato? O casamento é um contrato especial na formação. No conteúdo, é uma instituição, caracterizada pela afetividade. Essa teoria é chamada Teoria Mista ou Eclética. * A crise do direito civil. O ponto principal da crise do Direito Civil é a Crise dos Contratos, que por sua vez surge da crise da vontade. Império dos contratos-modelo, também conhecidos como contratos de adesão ou standard. Por isso há a crise da vontade, porque a vontade está sendo pouco externada.na verdade, a palavra crise não tem o sentido de derrota, mas de mudança de estrutura, no sentido de que há um novo contrato totalmente modelado com novos Princípios Sociais. O desafio do novo civilista é tentar conciliar esses conceitos novos com o mínimo de certeza e segurança que se espera do ordenamento jurídico. A CONDICOES DE VALIDADE DOS CONTRATOS: -Os requisitos sao de duas especies: de ordem geral e de ordem especial. 1 ordem geral: Sao comuns a todos os atos e negocios juridicos, como : Exame de Ordem OAB 1

2 A-a capacidade do agente, -Os contratos serao nulos ou anulaveis se a incapacidade absoluta ou relativa, nao for suprida pela representacao ou pela assistencia. B -o objeto licito, possivel, determinado ou determinavel -Nao atentar contra os bons constumes. C-a forma prescrita ou nao defesa em lei. 2 De ordem especial: Especifico aos contratos: A-consentimento reciproco ou acordo de vontades. -Esse consentimento deve ser livre e espontaneo, pena de ter sua validade afetada pelos vicios ou defeitos do NJ: erro, dolo, coacao, estado de perigo, lesao e fraude. Q-Essa manifestacao de vontade pode ser tacita? Sim, qdo a lei nao exigir expressamente. B PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO CONTRATUAL: 1 Principio da autonomia da vontade: Significa ampla liberdade para contratar. Tem as partes a faculdade de celebrar ou nao celebrar contratos, sem qualquer interferencia do Estado. -Podem celebrar contratos nominados, fazer misturas, inominados. -o contrato é lei entre as partes. -Deve nao contrariar os bons costumes. Obs.: Alguns autores alegam q esse principio foi substituido pelo Principio da Autonomia Privada, porque a autonomia da vontade estah em crise. Os contratos sao, muitas vezes impostos para nos. ->Três autores sustentam isso: Renan Lotufo, Fernando Noronha e Francisco Amaral. ->Razões pelas quais se fala em autonomia privada: A) a autonomia não é da vontade, é da pessoa. Luiz Diez Picazo. Tendência da personalização do direito privado; B) a vontade está em crise, surgindo outros elementos na formação do contrato, a saber: - imposição de cláusulas pela lei e pelo Estado Dirigismo Contratual; - imposição de cláusulas contratuais pela parte economicamente mais forte; - condutas de comportamento impostas pelo meio social (sede de consumir); - exploração dos meios de marketing; - fatores políticos; C) prevalecem os contratos de adesão que são maioria no mercado. 2 Principio da Funcao Social do Contrato: ->Princípio geral de Direito, de ordem pública (art , parágrafo único, CC), pelo qual o contrato deve ser necessariamente interpretado de acordo com o contexto da sociedade. Não se pode mais conceber o contrato como uma bolha isolada do mundo fático. ->Esse princípio tem fundamento constitucional na: dignidade, solidariedade, igualdade. ->A função social do contrato está baseada na função social da propriedade lato sensu art. 5º, XXII e XXIII e art. 170, III, ambos da CF. ->A função social é dividida em duas: 1- função social da propriedade stricto sensu art , 1º, CC; 2- função social dos contratos art. 421, CC. Art. 421: A liberdade de contratar serah exercida em razao e nos limites da funcao social do contrato. * Quais os dois erros do art. 421 do CC? A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. 1º erro o artigo fala em liberdade de contratar, quando o certo seria liberdade contratual. Liberdade de contratar é a liberdade para celebrar o contrato que, em regra é ilimitada. Liberdade contratual é aquela relacionada com o conteúdo do negócio. 2º erro função social não é razão para o contrato, mas limite. A razão é a autonomia privada. ->O artigo mais importante para a autonomia contratual é o 2.035, parágrafo único, CC. Art U Nenhuma convencao prevalecerah se contrariar preceitos de ordem publica, tais como os estabelecidos por este Codigo para assegurar a funcao social da propriedade e dos contratos. ->Razoes porque ele é o bom: Exame de Ordem OAB 2

3 A - prevê que a função social do contrato é preceito de ordem pública, cabendo decretação dessa proteção ex officio ; B - compara a função social do contrato à função social da propriedade, dando fundamento constitucional à primeira; C- traz o princípio da retroatividade motivada ou justificada, pelo qual preceito de ordem pública pode retroagir, como ocorreu com a Lei Áurea. *Aplicacoes do principio da Funcao Social do Contrato na pratica: 1 Escritura publica: Ex1: Art. 108, CC a escritura pública somente é necessária para a transmissão de imóveis com valor superior a 30 salários-mínimos. Abaixo desse valor não é necessária a escritura pública. Tal norma dispensa que pessoas com baixo poder aquisitivo gastem com despesas de escritura (função social). 2 Lesao: Ex.2: Art. 157, CC Lesão ocorre a lesão quando a pessoa, por premente necessidade ou inexperiência, submete-se a uma situação desproporcional por meio de um negócio jurídico. ->Estah em lugar ermo e precisa muito ir para casa. O taxista se aproveita da situacao e cobra um absurdo. ->O CC, quando fala da lesão subjetiva, diz que é anulável o contrato, desde que seja proposta ação anulatória no prazo decadencial de quatro anos, contados da celebração do negócio. Arts. 171 e 178, CC. Obs.: O contrato será nulo ou anulável, no caso de lesão? Será anulável. Enunciado 149, CJF em atenção ao princípio da conservação do contrato a verificação da lesão deverá conduzir, sempre que possível, à revisão judicial do negócio jurídico e não à sua anulação, sendo dever do magistrado incitar os contratantes a seguir as regras do art. 157, 2º do CC. Obs.: Diferencie lesão subjetiva e lesão objetiva ->A lesão objetiva também é conhecida como lesão enorme ou laesio enormis. É qualquer desproporção no negócio, qualquer onerosidade excessiva. ->Dentro do conceito de lesão subjetiva está a lesão objetiva, porque o art. 157 do CC fala em prestação manifestamente desproporcional. 3 Conversao do negocio nulo. ->conversão do negócio nulo, com fundamento no princípio da conservação contratual. O negócio nulo pode ser convertido em outro se as partes quiserem e se tiver elementos de outro negócio. É uma conversão indireta e subjetiva. Ex: é possível converter uma venda nula por falta de escritura pública em contrato preliminar de compra e venda, aplicando-se os arts. 170 e 462, CC. 4 Reducao proporcional ou por equidade da multa ou clausula penal: -> O art. 413 fala que o juiz deve reduzir a multa. É a prova da relativização do pacta sunt servanda ou força obrigatória do contrato. 5 - Contrato de Adesao: -> Arts. 423 e 424, CC Tratam do contrato de adesão e trazem o princípio da equivalência material, segundo o Professor Paulo Netto Lobo. O Professor Tartuce entende que esse princípio se encaixa no princípio da função social do contrato. No contrato de adesão, havendo dúvida, a interpretação é pró-aderente, pois é a parte mais fraca. Art. 424, CC nos contratos de adesão são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio. ->Essa expressão é uma cláusula geral, uma janela aberta que será preenchida pelo juiz caso a caso. Exemplos: 1. não tem validade a placa do estacionamento que exime responsabilidade. Pela jurisprudência não tem validade mesmo que o estacionamento seja gratuito, porque há uma vantagem indireta para o fornecedor do serviço ou produto; 2. analisando os arts. 827, 828 e 424 do CC, não tem validade a renúncia a benefício de ordem na fiança celebrada por adesão. Enunciado 172, CJF as cláusulas abusivas não ocorrem exclusivamente nas relações jurídicas de consumo. Dessa forma, é possível identificar cláusulas abusivas em contratos civis comuns, como por exemplo, aquela estampada no art. 424, CC. 6 Criacao de contratos atipicos: ->Art. 425, CC prevê a possibilidade de criação de contratos atípicos reconhecendo a função social dos negócios. Contrato atípico é aquele sem previsão legal. Exame de Ordem OAB 3

4 Ex: contrato eletrônico. A função social do contrato está presente, pois a lei reconhece a impossibilidade de acompanhar a autonomia privada. 7 Vedacao do pacta corvina ->Art. 426, CC reconhece a função social do contrato como ato inter vivos, vedando que seja objeto de contrato a herança de pessoa viva. É a vedação do chamado pacto sucessório ou pacta corvina. 3 - Principio da supremacia da ordem publica: ->Limita o principio da autonomia da vontade. Dah prevalecia ao interesse publico. Resultou da constatacao, de q a ampla liberdade de contratar provocava desequilibrios e a exploracao do economicamente mais fraco. Ex.: lei da usura, do inquilinato, CDC -As vezes a intervencao do Estado na vida contratual é tao intensa q em determinados campos telecomunicacoes, seguros se configura um verdadeiro dirigismo contratual. 4 Principio do consensualismo: O contrato resulta do consenso, do acordo de vontades, independente da entrega da coisa. Q Mas e a compra e venda? O contrato de compra e venda estah perfeito dd o momento em q as partes acertam o preco e o objeto. O pgto constitui uma outra fase o do cumprimento das obrigacoes. -Em regra os contratos sao consensuais. Poucos sao reais, ou seja, só se aperfeicoam com a entrega da coisa. Ex.: contrato de deposito, só se aperfeicoa com a entrega do bem ao depositario. 5 Principio da relatividade dos efeitos dos contratos: Se baseia na ideia de q os efeitos dos contratos só se produzem em relacao as partes, e nao com relacao a terceiros. -Ob. Nao sendo personalissima: efeitos se operam somente entre as partes e seus sucessores. -Ob personalissima nao vincula sucessores. Regra: Nao gera efeitos perante terceiros, somente inter partes Excecao: Há casos, no entanto, em que o contrato gera efeitos para terceiros (são exceções à regra): 1) estipulação em favor de terceiro arts. 436 a 438, CC. O contrato gera efeitos para alguém que não é parte. Ex: seguro de vida com 3º beneficiário. Efeitos contratuais exógenos (de dentro para fora); 2) promessa de fato de terceiro arts. 439 e 440, CC. Uma conduta de 3º que não é parte repercute dentro do contrato. Ex. de Maria Helena Diniz alguém promete um show de um cantor famoso, que não comparece, respondendo perante a outra parte. Pelo art. 440, CC, se o 3º obrigar-se pessoalmente, estará excluída a responsabilidade de quem fez a promessa. Efeitos contratuais endógenos; 3) consumidor por equiparação arts. 17 a 29, CDC (lei nº 8.078/90) consumidor by stander. A vítima do evento danoso de consumo deve ser considerada consumidora, mesmo não havendo relação direta de consumo. Ex;alguém o RG roubado. O ladrão abre conta bancária em nome da vítima, emitindo vários cheques sem fundo e comprometendo o bom nome da vítima. Ela é consumidora equiparada; 4) enunciado nº. 21, CJF a função social do contrato constitui cláusula geral a impor a revisão do Princípio da Relatividade dos Efeitos, possibilitando a tutela externa do crédito, ou seja, um terceiro que desrespeita a função social do contrato pode ser responsabilizado. Ex: Nova Schin tem um contrato publicitário e de exploração de imagem com Zeca Pagodinho. Na vigência do contrato, a Brahma faz proposta para Zeca Pagodinho, que rompe o contrato com a Nova Schin e diz que cometeu um pecado ao experimentar a outra cerveja. Com tal conduta, a Brahma desrespeita a função social do contrato e a boa-fé objetiva, respondendo perante a Nova Schin. 6 Principio da obrigatoriedade dos contratos: Representa a forca vinculante das convencoes. Pelo principio da autonomia da vontade, ninguem é obrigado a contratar. Os q contrataram, porem, tem o contrato como valido e eficaz e devem cumpri-lo. Tal principio tem por fundamento: a-necessidade de seguranca nos negocios; b-imutabilidade dos contratos pacta sunt servanda. c-é tb chamado de principio da intangibilidade porque nao pode ser alterado nem pelo juiz. SERIO MESMO. Mas hj em dia existem certas excecoes. d-nao pode haver revogacao unilateral de suas clausulas. ->Contudo, esse principio, com o advento do novo CC e tb do CDC, sofreu severas limitacoes. Nao foi totalmente eliminado, pelo minimo de certeza q se espera do ordenamento juridico. ->Aplica-se, ainda, em contratos paritarios contratos em q as partes tem igualdade de condicoes e sao plenamente discutidos. Sao minoria no mercado. Exame de Ordem OAB 4

5 7 Principio da revisao dos contratos ou da onerosidade excessiva.: Vai contra o principio n. 6, da obrigatoriedade. Permite aos contratantes recorrerem ao Judiciario, para obterem alteracao da convencao e condicoes mais humanas. -A teoria recebeu o nome de rebus sic stantibus, e consiste em presumir, nos contratos comutativos, de trato sucessivo e de execucao diferida, a existencia implicita de uma clausula pela qual a obrigatoriedade de seu cumprimento pressupoe a inalterabilidade da situacao de fato. -A revisao de contratos nao é igual para o CC e para o CDC: A CC: ->Para a maioria da doutrina, está prevista nos arts. 317 e 478 do CC. Consagram a Teoria da imprevisão rebus sic stantibus ou Teoria da Pressuposição. ->Não se deve mais falar teoria, pois essas previsões estão insertas no Código. O correto é dizer revisão por imprevisibilidade. ->Requisitos para a revisão: A) o contrato tem que ser bilateral (sinalagmático), oneroso e comutativo. Contrato comutativo as partes já sabem quais são as prestações, não sendo possível rever contrato aleatório; B) o contrato deve ser de execução diferida ou execução continuada (contrato de trato sucessivo), não sendo possível rever contrato instantâneo. execução diferida o pagamento ocorre de uma só vez, no futuro. execução continuada quotas periódicas C) é preciso um motivo imprevisível, sendo certo que nossa jurisprudência sempre encarou a imprevisibilidade frente ao mercado, o que torna praticamente impossível a revisão, pois tudo hoje é previsível. Solução: enunciado nº 17, CJF: a expressão motivos imprevisíveis do art. 317, CC, deve abarcar tanto causas de desproporção não previsíveis, mas causa previsíveis, mas de resultados imprevisíveis. Segundo o enunciado, a imprevisibilidade deve ser analisada não de acordo com o mercado, mas tendo em vista o contratante. O professor chama isso de função social às avessas. D) onerosidade excessiva, lesão objetiva ou lesão enorme é uma desproporção contratual. Obs.: Q Inflacao pode ser colocada como motivo para a aplicacao da teoria da imprevisao? Nao, é previsivel. B CDC: ->Art. 6º, V, Lei nº 8.078/90. ->Adota a Teoria da Equidade Contratual ou Teoria da Base do Negócio Jurídico, que funciona da seguinte maneira: todo contrato tem um ponto de equilíbrio, uma base. Rompido esse ponto por um fato novo, superveniente, o contrato deve ser revisto, não importando se o motivo é previsível ou não. A doutrina a chama de revisão por simples onerosidade. Os mesmos requisitos previstos anteriormente, substituindo-se motivo imprevisível por fato superveniente. 8 Principio da boa-fe.: Exige q as partes se comportem de forma correta nao só durante as tratativas, como tb durante a formacao e cumprimento do contrato. ->Guarda relacao com o fato de q ninguem pode se beneficiar da propria torpeza. ->Estah disciplinada no art. 422 do CC.: Os contratantes sao obrigados a guardar, assim na conclusao do negocio com em sua execucao os principios de probidade e boa-fe. ->Boa-fe objetiva é relacionada com a conduta ->Boa-fe subjetiva é relacionada com a intencao. ->Esse artigo traz a boa-fé objetiva, relacionada com a conduta. ->Deste artigo podemos tirar uma fórmula: boa fé objetiva = boa-fé subjetiva + probidade. *A boa-fé objetiva constitui a evolução da boa-fé. -> Antes era estudada a boa-fé subjetiva, relacionada com intenção. ->A boa-fé objetiva é relacionada com conduta. Deveres anexos inerentes a qualquer negócio: 1- dever de cuidado em relação à outra parte; 2- dever de cooperação ou colaboração; 3- dever de respeito à confiança; 4- dever de informar a outra parte quanto ao conteúdo do negócio; 5- dever de lealdade; Exame de Ordem OAB 5

6 6- dever de agir conforme a eqüidade, a razoabilidade e a boa razão. ->O desrespeito a um dever anexo gera a violação positiva do contrato espécie de inadimplemento, independentemente de culpa gera a responsabilidade objetiva. ->Encontraremos a boa-fé objetiva em 3 artigos: - art. 113, CC negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé objetiva; - art. 187, CC aquele que desrespeita a boa-fé objetiva comete abuso de direito, que gera responsabilidade objetiva Enunciado 37, CJF; - art. 422, CC a boa-fé objetiva deverá estar presente em todas as fases contratuais. Os artigos referentes a boa-fe sao clausulas gerais, normas de ordem publica, q devem ser aplicadas pelo juiz de oficio. -> Enunciado nº. 26, CJF O juiz deve corrigir e suprir o contrato fazendo uso da boafé objetiva, entendida como a exigência de comportamento leal dos contratantes. Obs.: A. Enunciado 167, CJF Com o advento do CC/02, houve forte aproximação principiológica entre esse Código e o CDC no que diz respeito à regulação contratual, pois ambos são incorporadores de uma nova teoria geral dos contratos. Esse enunciado traz o que a professora Cláudia Lima Marques chama de diálogo das fontes. Essa aproximação se deu principalmente por dois princípios: 1. princípio da função social do contrato; 2. princípio da boa-fé objetiva. Esses princípios são chamados Princípios Sociais Contratuais. C INTERPRETACAO DOS CONTRATOS: -Diz o art. 114 do CC q os negocios juridicos beneficos e a renuncia interpretam-se estritamente. -Beneficos e gratuitos sao os q envolvem uma liberalidade: somente um dos contratantes se obriga, enquanto o outro aufere o beneficio. Ex.: doacao pura. -Devem ser interpretados de forma restrita porque importam na renuncia de direitos. -Nos contratos, parte-se da interpretacao objetiva contrato para se chegar a interpretacao subjetiva vontade das partes. Q Mas e qdo um dos contratantes achar q a clausula nao condiz com a sua real vontade? Prevalecerah a intencao é o q diz o art. 112 do CC. -Assim, o CC deu prevalencia a teoria da vontade sobre a da declaracao. *Principios a serem observados na interpretacao dos contratos: 1 Boa-fe: Contratantes agem com lealdade. A boa-fe se presume e a ma-fe deve ser provada. 2 Conservacao do contrato: Se uma clausula contratual permitir duas interpretacoes diferentes, prevalecerah a q possa produzir algum efeito, pois nao se deve supor q os contratantes tenham celebrado um contrato carecedor de qualquer utilidade. -Nos contratos de adesao, sao nulas as clausulas q estipulem a renuncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negocio. *Pactos sucessorios: -Nao pode ser objeto de contrato a heranca de pessoa viva. -Essa regra é destinada a afastar os pacta corvina. É nulo qualquer disposicao q tenha por objeto heranca de pessoa viva. -O nosso ordenamento só permite 2 formas de sucessao causa mortis: a legitima e a testamentaria. -Tal dispositivo afasta a sucessao contratual. -ha, contudo, 3 excecoes: a é permitido aos noivos dispor, no pacto antenupcial, a respeito da futura sucessao. B podem os pais, por ato entre vivos, partilhar o seu patrimonio entre os descendentes. C admite-se a estipulacao no pacto antenupcial, de doacoes, para depois da morte do doador. D FORMACAO DO CONTRATO: 1 NEGOCIACOES PRELIMINARES: ->fase de puntuação ou tratativas. ->Não há previsão no Código. Exame de Ordem OAB 6

7 Nessa fase, ocorrem debates prévios para a formação do contrato. É fase de proposta não formalizada, que não gera o dever de celebrar o contrato definitivo. CC: nao dah cumprimento a proposta resolve-se Em perdas e danos CDC:Nao dah cumprimento a proposta dah Ensejo a execucao especifica. -Pode escolher ao inves da execucao especifica tb: a-consumidor pode optar por aceitar outro produto ou b - prestacao de servico equivalente ou ainda c - rescindir o contrato com direito a restituicao de quantia eventualmente antecipada e perdas e danos. -> Maria Helena Diniz entende que nessa fase somente há responsabilidade aquiliana (extracontratual). Essa fase não está expressa no Código; 2 A PROPOSTA OU OFERTA OU POLICITACAO OU OBLACAO: -O contrato resulta de duas manifestacoes de vontade: a proposta e a aceitacao. Regra: ->A proposta, dd q seria e consciente vincula o proponente. ->A sua retirada sujeito o proponente ao pgto de perdas e danos. Q E se o proponente morrer ou ser interditado? Responde por perdas e danos seus sucessores. Excecao: 1 Se contiver clausula expressa no contrato a respeito. ->É qdo o proprio proponente declara q nao é definitiva e se reserva o direito de retira-la. 2 Em razao da natureza do negocio: ->É o caso das chamadas propostas abertas ao publico. Art. 429, CC É possível o proponente/oblato ser pessoa indeterminada? Sim, é possível a oferta ao público, que equivale à proposta. ->Para a revogação da oferta ao público, é necessário o mesmo meio de divulgacao da proposta feita em primeiro plano. 3 Em razao das circunstancias do caso. Estao elencadas no art. 428 do CC: A Se, feita sem prazo a pessoa presente, nao foi imediatamente aceita. ->Qdo a outra parte responde q irah estudar a proposta feita por seu interlocutor, poderah este retira-la. ->Considera-se presente toda pessoa q conversa diretamente com a outra parte por telefone ou outro meio, como internet. B Se feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. Depois de um prazo razoavel e a outra parte nada faz, pode ser retirada a proposta. Q Mas o q seria contrato celebrado entre ausentes? Aqueles em q as partes nao estao presentes, como carta, telegrama, fax, ou ateh atraves de intermediarios. Cuida-se de oferta enviada por corretor ou correspondencia. C Se feita a pessoa ausente, nao tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. ->Se foi fixado prazo para a resposta, o proponente terah de esperar pelo seu termino. Esgotado, sem resposta, estarah ele liberado. D Se antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratacao do proponente. Ex.: mensageiro estah levando a proposta e o ofertante vai e fala diretamente com a outra parte, dizendo q aquela proposta nao vale nada. *Oferta no CDC: -O CDC nos arts 30 a 35 regulamenta a proposta nos contratos q envolvem relacoes de consumo. Preceituam eles q a proposta deve ser seria, clara e precisa, alem de definitiva. 2 ACEITACAO: Exame de Ordem OAB 7

8 -Aceitacao é a concordancia com os termos da proposta. É manifestacao de vontade imprescindivel para q o contrato seja perfectibilizado. -Para q a aceitacao configure aceite da proposta, deve ser pura e simples, de acordo com os termos da proposta. Q Mas e se a aceitacao tiver outras condicoes, restricoes? Ai já é uma contraproposta ou nova proposta. Q E se ocorrer uma aceitacao/resposta for a do prazo> Tb já é uma nova proposta se a aceitacao se der fora do prazo. ->Isso porque a proposta perde sua forca obrigatoria apos esgotado o prazo concedido pelo proponente. A ESPECIES DE ACEITACAO: -Expressa ou tacita. 1 Expressa: Decorre de declaracao do aceitante, manifestando sua anuencia. 2 Tacita: O CC mencionada 2 hipoteses de aceitacao tacita: a qdo o negocio for daqueles em q nao seja constume a aceitacao expressa. Ex.: praxe comercial. Se o aceitante quiser interrompe-la, terah de avisar previamente o fornecedor, pena de ficar obrigado ao pgto de nova remessa. b qdo o proponente tiver dispensado a aceitacao expressa. B VINCULACAO DA ACEITACAO: *REGRA: Aceitacao sempre vincula *EXCECAO: ->Hipoteses em q a aceitacao nao vincula: A Se a aceitacao, por circunstancia imprevista, chegar tarde ao conhecimento do proponente. -Se embora expedida no prazo a aceitacao chegou muito tarde ao proponente, qdo o proponente já celebrou contrato com outra pessoa, a circunstancia do novo contrato, deve ser IMEDIATAMENTE comunicada ao aceitante, pena de o proponente responder por perdas e danos. B retratacao: Art. 433: Considera-se inexistente a aceitacao, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratacao do aceitante. -Se chegar com a aceitacao ou antes dela, considera-se retratado. C MOMENTO DA CELEBRACAO/CONCLUSAO DO CONTRATO: -No momento da aceitacao, ocorre a conclusao/celebracao do contrato. *Contratos entre presentes: -entre presentes, eles sao concluidos no mesmo instante em q o aceitante manifesta sua concordancia com a proposta. *Contratos entre ausentes: Q Qdo seria o momento da conclusao do contrato, qdo ele é feito entre ausentes? Ha varias teorias. 1-Teoria da informacao ou da cognicao: O contrato só se aperfeicoa com a chegada da resposta do aceitante ao proponente. Assim, o aceitante aceita e qdo chegar essa aceitacao ao conhecimento do oblato, se consuma o contrato. 2-Teoria da declaracao ou da agnicao: Se subdivide em 3: A Subteoria da declaracao propriamente dita: o momento da conclusao coincide com o da redacao da correspondencia. O contrato se forma qdo o aceitante escreve a carta. B Teoria da expedicao: Nao basta a redacao da proposta, é necessario q ela seja expedida. Qdo for expedida, o aceitante perde o comando de sua vontade e por isso o contrato estah concluso. C Teoria da recepcao: alem de escrita e expedida, a resposta deva ter sido entregue ao destinatario. Q Mas nao é igual ao da informacao? Distingue-se da teoria da informacao porque a da informacao exige nao só a entrega da correspondencia como tb q o proponente a tenha aberto e tomou conhecimento do seu teor. -O CC adotou a teoria da agnicao na forma da subteoria da expedicao. Exame de Ordem OAB 8

9 ->CC afirma q os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos no momento em q a aceitacao é expedida. Regra: Expedicao Excecao: Teoria da recepcao. A no caso de haver retratacao do aceitante ->nesse caso, o contrato nao se considerarah concluido, apesar de expedida a aceitacao, se antes dessa aceitacao chegar ao proponente a retratacao da aceitacao. A retratacao chega antes ou ao mesmo tempo q a aceitacao. B se o proponente se houver compromentido a esperar a resposta ->Neste caso a partes q preferiram adotar o principio da recepcao e o proponente se cocmprometeu a esperar a resposta., C se ela nao chegar no prazo convencionado. ->Contem a hipotese de a aceitacao nao chegar no prazo convencionado. Tal dispositivo é inutil porque, se ha prazo convencionado e a resposta nao chega no intervalo determinado, nao houve acordo e assim nao ha contrato. D LUGAR DA CELEBRACAO DO CONTRATO: -Entende-se como celebrado o contrato no lugar onde a PROPOSTA foi feita. E CLASSIFICACAO DOS CONTRATOS: I Qto aos efeitos: -Podem ser: unilaterais, bilaterais e plurilaterais A Unilaterais: Sao os contratos q criam obrigacoes unicamente para uma das partes. Ex.: doacao pura. Q Mas como um contrato pode ser unilateral, se necessita de 2 manifestacoes de vontade? Se ver o lado da formacao do contrato, o contrato é sempre bilateral. Mas se ver sob o ambito dos efeitos, é diferente. B Bilaterais: Sao os q geram obrigacoes para ambos os contratantes. Ex.: compra e venda, locacao C Plurilaterais: Sao os contratos q contem mais de duas partes. Tem como caracteristica a rotatividade de seus membros. Ex.: contrato de sociedade, em q cada socio é uma parte. Obs.: Contratos bilaterais: -Diz o art. 476 do CC: Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigacao, pode exigir o implemento da do outro. -Significa q qualquer dos contratantes pode se utilizar da exceptio non adimpleti contractus para recusar adimplir a sua prestacao se a outra parte nao o adimpliu. -Só ocorre em contratos bilaterais. -Essa excecao pode ser oposta em prestacoes simultaneas. Se for sucessiva nao. Q Mas e se nao foi estipulado o momento de adimplir as prestacoes? Presumem-se q sao simultaneas. Q E se ambas as partes nao adimplirem? Impoe-se a resolucao do contrato, volta ao status quo ante. Q E se uma parte cumpriu só um pouco do contrato? A outra parte pode tb opor a excecao. Q Podem as partes contratar e dizer q a excecao nao existe? Sim. Trata-se da clausula solve et repete, pela qual se obriga o contratante a cumprir a sua obrigacao, mesmo diante do descumprimento da do outro. É encontrado em alguns contratos administrativos. Obs.: Contratos bilaterais: Art. 477: Se, depois de concluido o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuicao em seu patrimonio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestacao pela qual se obrigou, pode a outra recusar-se a prestacao q lhe incumbe, ateh q aquela satisfaca a que lhe compete ou de garantina bastante de satisfaze-la -É uma garantia de q a outra parte irah cumprir o avencado. -Procura proteger os interesses daquele q vai pagar em primeiro lugar. Se houve uma diminuicao significativa no patrimonio da outra. II Contratos qto a sua natureza: -Gratuito ou oneroso. -Contratos onerosos podem ser aleatorios ou cumutativos. Exame de Ordem OAB 9

10 A Gratuitos ou beneficos: Sao os contratos em q apenas uma das partes aufere vantagem. Para a outra ha somente obrigacao, sacrificio. *Podem ser: 1-Contratos gratuitos propriamente ditos: Acarretam uma diminuicao patrimonial a uma das parte. Ex.: doacao pura. 2-Desinteressados: Nao produzem uma diminuicao, embora beneficiem a outra parte. B Onerosos: Ambos os contratante sofrem um sacrificio patrimonial. Obs.: -Em geral todo o contrato oneroso é tb bilateral. -Em geral todo gratuito é tb unilateral. Mas nem todos: Mutuo feneraticio é unilateral e oneroso. *Contratos bilaterais e onerosos podem ser comutativos e aleatorios: 1-comutativos: Sao os de prestacoes certas e determinadas. As partes podem antever as vantagens e os sacrificios. Em geral nao envolvem nenhum risco. Ex.: compra e venda 2-aleatorios: Tb, como o comutativo, contrato bilateral e oneroso. Caracteriza-se pela incerteza, para as duas partes. A perda ou o lucro dependem de um fato futuro e imprevisivel. Ex.: contratos de jogo, aposta e seguro (pgto ou nao da indenizacao depende de fato eventual). Obs.: Ha contratos q sao comutativos, mas q por certas circunstancias, se tornam aleatorio. Sao os chamados contratos acidentalmente aleatorios e sao de 2 tipos: 1 venda de coisas futuras. -Nos contratos de coisas futuras, o risco pode se referir: A propria existencia da coisa. É tratado pelo art. 458 do CC: Se o contrato for aleatorio por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de nao virem a existir um dos contratantes assuma, tera o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte nao tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avencado venha a existir. ->Tem-se aqui a venda da esperanca, isso é, probabilidade de as coisas acontecerem. Ex.: alguem q vende a colheita futura declarando que a venda ficarah perfeita haja ou nao haja safra, nao cabendo ao comprador o direito de reaver o preco pago, haja ou nao estiagem. B sua quantidade: É tratada no art. 459: Se for aleatorio, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade, tera tb direito o alienante a todo o preco, dd q de sua parte nao tiver concorrido culpa, ainda q a coisa venha a existir em quantidade inferior a esperada. U Mas se da coisa nada vier a existir, alienacao nao haverah e o alienante restituirah o preco recebido. ->Assim, se o risco da aquisicao da safra futura se limitar a sua quantidade, pois deve ela existir. O contrato serah nulo se nada pode ser colhido. Q Mas e se vem a existir apenas uma pequena quantidade? O contrato deve ser cumprido, tendo o vendedor o direito a todo o preco ajustado. 2 venda de coisas existentes mas expostas a riscos. -Os riscos seriam perecimento ou depreciacao. Diz o art. 460: Se for aleatorio o contrato, por se referir a coisas existentes, mas expostas a risco, assumido pelo adquirente, tera igualmente direito o alienante a todo o preco, post que a coisa ja nao exisitisse, em parte, ou de todo, no dia do contrato. Ex.: venda de mercadoria que estah sendo transportada em alto-mar por pequeno navio, cujo risco de naufragio o adquirente assumiu. É valida, mesmo q a embarcacao tenha afundado na data do contrato. Q Mas e se o vendedor sabia do naufragio? A alienacao pode ser anulada, como dolosa, pelo lesado, como dolosa. É o q diz o art. 461: A alienacao aleatoria a q se refere o artigo antecedente poderah ser anulada como dolosa pelo prejudicado, se provar que o outro contratante nao ignorava a consumacao do risco, a que no contrato se considerava exposta a coisa. III Qto a formacao: -Podem ser: Paritarios, de adesao ou contrato-tipo. Exame de Ordem OAB 10

11 A Contratos Paritarios: Sao os contratos tradicionais, em q as partes discutem livremente as condicoes, porque se encontram em peh de igualdade. Par a par. B Contratos de adesao: Sao os q nao permitem essa liberdade, devido a preponderancia de um dos contratantes. Este elabora todas as clausulas em um contrato previamente perfeccionado. -O outro adere completamente. Ou aceita ou rejeita. Ex.: contratos de seguro, de consorcio, de transporte, contratos celebrados com as concessionarias de servico publico fornecedoras de agua, energia eletrica. -O CC elenca o contrato de adesao nos artigos 423 e 424: *Clausulas de adesao: - Art 423: Qdo houver no contrato de adesao clausulas ambiguas ou contraditorias, sempre se interpretarah a clausula de maneira favoravel ao aderente. Assim: ->A transacao se interpreta restritivamente, a fianca nao admite interpretacao extensiva. -Art. 424: Nos contratos de adesao, nulas sao as clausulas que estipulam a renuncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negocio. *Contrato de adesao no CDC: -Conceitua o contrato no art. 54: Contrato de adesao é aquele cujas clausulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou servicos, sem que o consumidor possa discutir ou modificar o seu conteudo. Q Pode ser inserido clausula no contrato de adesao? Pelo 1 desse artigo, é possivel que isso aconteca, sem que desnature a natureza do contrato de adesao. C Contrato-tipo: Tb denominado de massa, em serie ou por formularios aproxima-se do contrato de adesao porque é apresentado por um dos contraente, em formula impressa ou datilografada. O outro se limita a assinar. Nao é essencial a desigualdade economica dos contratantes, como ocorre no de adesao. Ex.: contrato de locacao da globo. Contrato de adesao -Ha desigualdade economica entre as partes -Enderecados a um numero indeterminado de pessoas Contrato tipo Nao ha Destina-se a pessoas e grupos identificaveis. -Clausulas impostas Nao sao impostas, apenas pre-redigidas IV Qto ao momento de sua execucao: -Podem ser: De execucao instantanea, diferida e de trato sucessivo. A De execucao imediata ou instantanea: Se consuma em um só ato, sendo cumpridos imediatamente apos a sua celebracao. Ex.: compra e venda a vista. Obs.: 1 - Porque a teoria da simultaneidade das prestacoes só se aplica aos de execucao instantanea. 2 A nulidade ou resolucao por inadimplemento leva as partes ao estado anterior status quo ante. B De execucao diferida: Sao os que devem ser cumpridos tb em um só ato, mas em momento futuro. Ex.: entrega do carro em 10 dias. C Contratos de trato sucessivo ou de execucao continuada: Sao os que cumprem por meio de atos reiterados. Ex.: Prestacao de servicos, compra e venda a prazo. Obs.: 1 - Porque a teoria da ONEROSIDADE EXCESSIVA só se aplica aos contratos de execucao continuada 2 A nulidade do contrato de execucao continuada respeitarah os atos produzidos, nao sendo possivel restituir ao status quo ante Exame de Ordem OAB 11

12 V Qto ao agente: -Contratos podem ser: personalissimos e impessoais. -Tb podem ser individuais e coletivos. A Personalissimo ou intuitu personae: Sao os celebrados em atencao as qualidades pessoais de um dos contraentes. Nao pode ser substituidos por terceiro. B Impessoais: A prestacao pode ser cumprida por qualquer um. A Individuais: É mais utilizada no direito do trabalho. No contrato individual, as vontades individuais sao consideradas, ainda q envolva varias pessoas. B Coletivos: Acordo de vontades entre 2 pessoas juridicas de direito privado, representativo de categorias profissionais, denominado Convencoes coletivas. Mas pode haver contrato coletivo no ambito do direito de empresa, celebrado por pessoas juridicas representativas de determinadas industrias ou sociedades empresarias. VI Qto ao modo por que existem: -Podem ser principais e acessorios. A Principais: Tem existencia propria, nao dependem de qualquer outro. Ex.: compra e venda B Acessorios: Sao os que tem sua existencia subordinada a do contrato principal. Ex.: clausula penal, fianca -Seguem sempre o destino do principal. *Contratos derivados ou subcontratos sao os que tem por objeto direitos estabelecidos em outro contrato, denominado basico ou principal. Ex.: sublocacao, subempreitada -tem em comum com os acessorios o fato de que ambos sao dependentes do outro. -Contudo, os contratos derivados acontece uma coisa diferente: Na sub-locacao, um dos contratantes transfere a terceiro, sem se desvincular, a sua posicao contratual. O locatario tranfere a terceiro os seus direitos, atraves da sub locacao. O contrato de locacao nao se extingue, e os direitos do sub locatario terao as mesmas extensao dos direitos do locatario. VII Qto a forma: -Podem ser solenes e nao solenes. -tb podem ser reais e consensuais A Solenes: Sao os q devem obedecer a forma prescrita em lei para q possa ser aperfeicoado. -Qdo a forma é exigida como condicao de validade do negocio, este é solene. É da substancia do ato. Ex.: escritura publica para alienacao do imovel. B Nao solenes: Contratos de forma livre. Podem ser inclusive verbais. A Consensuais: Sao os q se aperfeicoam com o consentimento, isto é, acordo de vontades, independente da entrega da coisa e da observancia de forma. Sao tb considerados contratos nao solenes. Ex.: compra de bens moveis B Reais: Sao os q exigem, para se aperfeicoar, alem do consentimento, a entrega da coisa que lhe serve de objeto. Ex.:mutuo, comodato. -Todos os contratos reais sao tb unilaterais: A entrega da coisa perfectibiliza o contrato. Só resta obrigacao ao depositario, mutuario VIII Qto ao objeto: -Podem ser: Preliminares e definitivos. A Contrato preliminar ou pre-contrato: É o q tem por objeto a celebracao de um contrato definitivo. -tem um unico objeto. Exame de Ordem OAB 12

13 -O contrato preliminar gera, para os contratantes, apenas uma obrigacao de fazer: o de realizar o contrato definitivo. 1-Qdo tem por objeto a compra e venda de imovel, é denominado promessa ou compromisso de compra e venda. Isso, se irretratavel ou irrevogavel. 2-Qdo gera obrigacao para apenas uma das partes promessa unilateral chama-se opcao. -Na opcao de venda, o vendedor se obriga a vender ao comprador determinado bem, sob certas condicoes. O comprador, deve comprar, se o vendedor quiser vender. Mas o vendedor tem a opcao de vender ou nao. Nao opcao de compra, quem se obriga é somente o comprador. -Contrato preliminar estah disciplinado no art 462 a 466 do CC: Art. 462: Diz q o contrato preliminar deve conter todos os requisitos essenciais do contrato q serah celebrado. -Exceto com relacao a forma. -O contrato preliminar deve SEMPRE ser levado ao registro competente. Art. 463: Concluido o contrato preliminar, qualquer das partes terah direito de exigir a celebracao do contrato definitivo. Pode dar prazo para a outra parte para se mexer. -Exceto se tiver clausula de arrependimento. Art 464: Q E se esgotado o prazo e a outra parte nao se mexeu? -Pode o juiz, a requerimento do interessado, suprir a vontade da parte inadimplente. Suprindo, darah carater definitivo ao contrato preliminar. Excecao: Nao darah carater definitivo se isso se opuser a natureza da obrigacao. Art. 465: Se a quem deveria cumprir a obrigacao do contrato preliminar, nao o faz, pode a outra parte considerar terminado e pedir perdas e danos. Art. 466: Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a mesma sem efeito, deverah se manifestar no prazo nela previsto, ou inexistindo este, no que lhe for razoavelmente assinado pelo devedor. B Contrato definitivo: Tem objetos diversos, de acordo com a natureza de cada um. Ex.: Compra e venda. O objeto é a entrega da coisa e o pgto do preco. IX Qto a designacao: -Podem ser nominados, tipicos, inominados,atipicos, mistos e colegiados. A Nominados: Os q tem desigacao, nome proprio. -Ha 23 contratos nominados no CC. B Inominados:Sem designacao ou nome proprio. C -Tipicos: Sao os regulados pela lei, os q tem seu perfil tracado. Nao é o mesmo q contrato nominado. Todo contrato nominado é tipico e vice-versa. -exige minunciada aplicacao de todas as clausulas colocadas na lei. D Atipicos: Sao os q resultam de um acordo de vontades, ano tendo suas caracteristicas defenidas em lei. E misto: Resulta da combinacao de um contrato tipico com clausulas criadas pelos contratantes. F coligados: Constitui uma pluralidade. Varios contratos celebrados pelas partes e se apresentam interligados. Ha uma reuniao por dependencia. Mas conservam a individualidade propria. Ex.: contrato celebrado pelas distribuidoras de petroleo com os exploradores de postos de gasolina. Obs.: Contrato com pessoa a declarar: -É uma inovacao do CC. -esta no art. 467 e seguintes: Art. 467: No momento da conclusao do contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigacoes dela decorrentes. -Ex.: compromisso de compra e venda. O comprador se reserva a opcao de receber a escritura definitiva ou indicar terceiro para figurar como adquirente. -Tb muito utilizado nos casos de bem adquiridos para revenda, qdo nao se quer pagar 2 vezes a transferencia. Exame de Ordem OAB 13

14 -Tal clausula é chamada pro amico eligendo. -Evita-se despesas de nova transferencia. Art. 468: Essa indicacao deve ser comunicada a outra parte, no prazo de 5 dias da conclusao do contrato, se outro nao tiver sido estipulado. U A aceitacao da pessoa nomeada nao serah eficaz se nao se revestir da mesma forma q as partes usaram para o contrato. Art. 469: A pessoa nomeada de conformidade com os artigos antecedentes, adquire os direitos e assume as obrigacoes decorrentes do contrato, a partir do momento em q este foi celebrado. Art. 470: O contrato serah eficaz somente entre os contratantes originarios: I Se nao houver indicacao de pessoa, ou se o nomeado se recusar a aceita-lo II Se a pessoa nomeada era insolvente, e a outra pessoa o desconhecia no momento da indicacao. Art. 471: Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeacao, o contrato produzirah seus efeitos entre os contratantes originarios. F DA ESTIPULACAO EM FAVOR DE TERCEIRO: *Conceito e natureza juridica: -Ocorre qdo uma pessoa convenciona com outra que esta concederah uma vantagem ou beneficio em favor de outro q nao é parte no contrato. -Quem serah beneficiado serah terceiro e nao alguem q faz parte no contrato. -é uma excecao ao principio da relatividade dos contratos onde somente as partes sofrem os efeitos dos contratos. -Figuram 3 personagens portanto: estipulante, promitente e o beneficiario. O beneficiario nao faz parte do contrato. ->O estipulante é o q obtem do promitente/devedor, a promessa em favor do beneficiario. -Assim, a capacidade só é exigida dos promitente e do estipulante. Q Pode qualquer um ser contemplado com a estipulacao? Sim. -Alias, o terceiro nao precisa ser dd logo determinado. Pode ser determinavel. -Gratuidade do beneficio é essencial. Nao pode impor uma contraprestacao ao um terceiro q nao faz parte da relacao juridica. Ex.: seguro de vida *Regulamentacao: -estah regulamentado no art. 436 a 438 do CC. -Q Quem pode exigir o cumprimento da estipulacao? 1 Estipulante. 2 Terceiro beneficiario, dd q se sujeite as condicoes e normas do contrato q ele anuiu. Q Pode o estipulante trocar o beneficiario? -O estipulante pode, se colocado no contrato, trocar o beneficiario se quiser. -Alias, o estipulante pode substituir o beneficiario sem a anuencia do promitente e do outro beneficiario, se isso foi estabelecido no contrato. -Pode o estipulante tb exonerar o promitente. Contudo, se for estipulado EXPRESSAMENTE NO CONTRATO q o beneficiario pode reclamar a execucao do contrato, o estipulante perde o direito de exonerar o promitente. Assim, a estipulacao serah irrevogavel. -A substituicao do beneficiario pode ser feita por ato entre vivos ou por disposicao de ultima vontade. G DA PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO: -Diz o art. 439: Aquele q tiver prometido fato de terceiro respondera por perdas e danos, quando este o nao executar. -É uma obrigacao de fazer q nao sendo executada, resolve-se em perdas e danos. Ex.: Se alguem prometer levar um cantor famoso a um show e nao leva, responderah por perdas e danos perante os promotores do evento. ->Contudo, se nesse caso, Joao se comprometeu a levar o Fabio Junior e o Fabio Junior anuiu mas nao compareceu, nesse caso nao ha perdas e danos contra o Joah q prometeu algo mas q devido ao Fabio Junior nao foi cumprido o contrato. Exame de Ordem OAB 14

15 É o q diz o art Nenhuma obrigacao haverah para quem se comprometer por outrem, se este, depois de se ter obrigado, faltar a prestacao. *Caso de exclusao da responsabilidade: -Nao existirah responsabilidade por perdas e danos se o terceiro for o conjuge do promitente, dependendo da sua anuencia o ato a ser praticado e dd que, pelo regime do casamento, a indenizacao, de algum modo, venha a recair sobre os seus bens. H DOS VICIOS REDIBITORIOS: -Sao vicios ocultos q afetam o objeto do contrato tornando-o improprio para o uso a que se destina ou diminuindo-lhe o valor. Esses vicios ocultos tem q ser imperceptiveis pelo comprador. É erro objetivo sobre a coisa, q contem um defeito oculto. Ex.: compra um carro e depois verifica q nao dah para andar com o carro. -Somente se aplica a contratos comutativos, q sao uma especie de contratos onerosos. Assim, se aplicam a contratos como compra e venda, dacao em pgto, permuta, empreitadas, doacoes onerosas -Nao se aplicam a contratos gratuitos como doacoes puras. -Assim, qdo ha onerosidade para uma das partes, é possivel q seja reclamado o vicio redibitorio. *Requisitos: A q a coisa tenha sido recebida em virtude de contrato comutativo ou de doacao onerosa ou remuneratoria; B q os defeitos sejam ocultos, nao se configurando qdo facilmente verificaveis. C q existam ao tempo da alienacao e q perdurem ateh o momento da reclamacao. D q sejam desconhecidos do adquirente. Se os conhecia, presume-se q o comprador renunciou a garantia. e q sejam graves, a ponto de prejudicar o uso da coisa ou diminuir-lhe o valor Q Mas e se o alienante nao sabia dos vicios, nao sabia q o carro estava podre? O alienante-vendedor nao sabia, estava de boa-fe: nao se exime da responsabilidade, Terah que restituir o que recebeu, mais as despesas do contrato. Q Mas e se o alienante sabia dos vicios? Estava de ma-fe? Terah q restituir o q recebeu, mais as despesas do contrato mais as perdas e danos. Q Podem as partes excluir ou ampliar os limites da garantia? Sim, dd q nao haja ofensa a igualdade entre as partes. Q E se o bem pereceu nas maos do q comprou por causa de um vicio? A responsabilidade é do alienante, ainda, se esse vicio era de antes. Ocorrerah a mesma coisa = restituicao do q recebeu + despesas do contrato, se de boa-fe e restituicao do q recebeu + despesas do contrato + perdas e danos se de ma-fe. *Solucao em caso de vicio redibitorio: Q Qual é a solucao, o q pode ser feito qdo o produto é viciado? Ha 2 solucoes, por meio das acoes edilicias q sao constitutivas negativas. Pleitear abatimento proprocional no preço, por meio de ação quantiminoris ou ação estimatória. b) Requerer a resolução do contrato, sem prejuízo de perdas e danos, por meio de ação redibitória. Para pleitear as perdas e danos deverá comprovar a máfédo alienante, que o mesmo sabia dos vícios (art. 433). -Contudo, qdo houver o perecimento do objeto, o comprador nao pode, obviamente, optar pela acao estimatoria, já que nao ha mais objeto. Q Qual é o prazo para ajuizamento das acoes? 1 30 dias se relativa a bens moveis 2 1 ano se relativas a imoveis. -em ambos os casos se conta da tradicao do bem. Sao prazos decadenciais. REGRA: Para qualquer uma das acoes, o prazo é de 30d para bens moveis e 1 ano para bens imoveis, contados da tradicao. EXCECAO: Se o adquirente já estava na posse do imovel, o prazo se conta da alienacao, reduzido a metade Ex.: Essa hipótese ocorre quando, por exemplo, um locatário adquire o bem ( traditio brevi manus ). Nesse caso, os prazos devem ser contados da data da venda, momento em que ocorreu a tradição ficta. Exame de Ordem OAB 15

16 EXCECAO: Pode-se aumentar os prazos de garantia, mas assim q o comprador verificar q ha algo errado, deve falar com o vendedor ateh 30 dias. ->Garantia: Art. 446: Nao correrao os prazos do artigo antecedente na constancia da clausula de garantia; mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos 30 dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de decadencia. Esclarecendo o art. 446, CC na vigência de prazo de garantia não correm os prazos legais, mas o adquirente deve denunciar o vício ao alienante no prazo de 30dias do seu descobrimento, sob pena de decadência. Essa decadência é da garantia. Os prazos convencionais independem dos legais e vice-versa. EXCECAO: Qdo se trata de maquinas sujeitas a experimentacao. O prazo decadencial comeca a contar nao da tradicao, mas a partir de seu perfeito funcionamento. EXCECAO: Qdo se trata de animais: Conta-se a partir da manifestacao dos sintomas da doenca. A partir disso, tem um prazo maximo de 180 dias. EXCECAO: Se o vicio só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-a do momento em q dele tiver ciencia, ateh o prazo maximo de cento e oitenta dias, em se tratando de bens moveis e um ano em se tratando de bens imoveis. Q E se varias coisas foram vendidas? O defeito oculto de uma delas nao autoriza a rejeicao de todas. Só a defeituosa pode ser restituida e o seu valor deduzido do preco, salvo se formarem um todo inseparavel. Ex.: colecao de livros raros. *Disciplina no CDC: -Se uma pessoa adquire um veiculo com defeitos de um particular, a reclamacao rege-se pelas normas do CC. -Se adquire de um comerciante estabelecido nesse ramo, rege-se pelas normas do CDC. -O CDC considera vicios redibitorios tanto os defeitos ocultos como tb os aparentes ou de facil constatacao. ->Vicios de produto: Art. 18 e 26 do CDC. A matéria que trata dos vícios contratuais é regulada também pela Lei n 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), aplicável aos contratos de consumo. Os vícios do produto previstos na Lei Consumerista, como se sabe, não revogaram os vícios redibitórios previstos no Código Civil de Ademais, o novo Código Civil não revogou o Código de Defesa do Consumidor no tocante à matéria. Dessa forma, se uma pessoa adquire um veículo de um particular, a reclamação rege-se pelo Código Civil. Se for de um profissional, rege-se pelo Código de Defesa do Consumidor. A Lei Consumerista também engloba tanto os vícios aparentes quanto os ocultos. O consumidor prejudicado com os vícios do produto poderá pleitear (art. 18 do CDC) I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço. Os prazos para tanto estão previstos no art. 26 da Lei n /90, a saber: 30 dias - no caso de produto não durável (bem que desaparece com o consumo); b) 90 dias - no caso de produto durável (bem que não desaparece com o consumo). ->No caso de vício aparente, os prazos devem ser contados da entrega efetiva da coisa. ->No caso de vício oculto, do conhecimento do mesmo. O consumidor tem uma opção a mais não presente no contrato civil: exigir a troca do bem, já que o vendedor é profissional na atividade de fornecimento. Também há claras diferenças entre tais prazos e os previstos pelo Código Civil: contagem e critério para distinção ->Interessante verificar, também, que o Código de Defesa do Consumidor prevê no seu artigo 26 que o prazo decadencial pode ser suspenso quando há qualquer reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca; bem como a a instauração de inquérito civil, até seu encerramento. -> Tratam-se de armas colocadas à disposição do consumidor, facilitando a defesa dos seus interesses e gerando o que se denomina obstação da decadência e que para nós constitui uma modalidade especial de suspensão. Obs:Crítica doutrinária os prazos do CDC são menores. Há quem entenda que devem ser aplicados os prazos do CC. Porém, apesar de menores, há possibilidade de obstação do prazo ou suspensão especial (por haver um ato do credor), em dois casos: reclamação comprovada do consumidor ao fornecedor, até a resposta; 2. instauração do inquérito civil pelo Ministério Público. *Para vicios aparentes: Exame de Ordem OAB 16

17 -Produtos nao duraveis: Alimentos prazo para reclamacao em juizo é de 30 dias. -Produtos duraveis Prazo é de 90 dias. *Para vicios ocultos: -Mesmos prazos, mas a contagem de prazo se inicia no momento em q ficarem evidenciados. I DA EVICCAO: -Eviccao é a perda da coisa em virtude de sentenca judicial. -Essa sentenca judicial atribui a outra pessoa o bem. -Funda-se no mesmo principio da garantia em q se assenta a teoria dos vicios redibitorios. Ex.: A vendedor vende uma casa para B comprador. Passado algum tempo, aparece C terceiro dizendo q na verdade essa casa é sua. Já havia uma acao discutindo a propriedade da casa contra B, dizendo q a casa é sua. B terah q denunciar a lide o vendedor A. Julgada procedente a acao, B perderah o bem. -B serah chamado evicto, C evictor, e A, transmitente/alienante. *Partes na eviccao: A) O alienante, que transferiu a coisa de forma onerosa. B) O evicto (adquirente ou evencido), que perdeu a coisa adquirida. C) O evictor (ou evencente), que ganhou a ação judicial. *Requisitos da eviccao: 1 Perda total ou parcial da propriedade, posse ou uso da coisa alienada 2 Onerosidade da aquisicao 3 Ignorancia, pelo adquirente, da litigiosidade da coisa. Se sabia q a coisa era litigiosa, nao pode demandar eviccao. 4 Anterioridade do direito do evictor/aquele q ganhou a acao judicial: -> O alienante só responde pela perda decorrente de causa já existente ao tempo da alienacao. Se é posterior, nao pode entrar com eviccao. Ex.: desapropriacao. Nesse caso, nao havia acao judicial antes da venda, nao pode pedir o de volta. Q mas e se já havia o decreto desapropriatorio? O vendedor irah responder pela eviccao, ainda q a expropriacao tenha se realizado depois. A causa da perda é anterior ao contrato. O comprador nao tinha como evita-la. *Direitos do evicto aquele q perdeu a coisa em virtude de sentenca judicial -> Salvo estipulacao em contrario, o evicto tem direito: A restituicao integral do preco B indenizacao dos frutos q tiver sido obrigado a restituir C indenizacao pelas despesas dos contratos e D - pelos prejuizos que diretamente resultarem da eviccao. E- Custas judiciais e honorarios do advogado. -Diz o art. 447: Nos contratos onerosos, o alienante responde pela eviccao, subsisitindo esta garantia ainda q a aquisicao se tenha realizado em hasta publica. -A responsabilidade decorre da lei. Independe, portanto, de previsao contratual. Mesmo q o contrato seja omisso, ele existirah de acordo com a lei. -ocorre em todo o contrato oneroso, pelo qual se transfere dominio, posse ou uso. *Exclusao da responsabilidade do alienante: Q Podem as partes excluir a responsabilidade pela eviccao? Sim, expressamente. -Contudo, mesmo com a existencia de tal clausula, se a eviccao se der, tem direito o evicto (aquele q perdeu a coisa) a: recobrar o preco q pagou pela coisa evicta, com algumas condicoes: a -se nao soube do risco da eviccao ou b - se informado, nao assumiu o risco da eviccao. -Q O q precisa entao para q o alienante seja completamente exonerado? Precisa haver a clausula expressa + a ciencia de quem estah comprando sob o s riscos da eviccao. Quem compra deve saber q corre o risco de ser evicto e assim, tenha assumido o risco, renunciando a garantia. Exame de Ordem OAB 17

18 FIXACAO: 1 - Isenção do alienante de toda a responsabilidade = cláusula expressa de exclusão da garantia + ciência específica do risco pelo adquirente. 2- Responsabilidade do alienante apenas pelo preço relacionado com a coisa evicta = cláusula expressa de exclusão da garantia ciência do risco pelo adquirente ou ter assumido o risco. 3- Omissão da cláusula de non praestaenda evictione = responsabilidade total do alienante + perdas e danos. Q- Ocorre eviccao nos contratos gratuitos? Nao, salvo se se tratar de doacao modal com encargo ou onerosas *Eviccao parcial: Q e se houve eviccao parcial e nao total da coisa? Poderah o evicto optar: 1 entre a rescisao do contrato e a 2 restituicao da parte do preco do desfalque. -Dd q seja desfalque consideravel. -Se nao for consideravel, pode apenas pleitear a indenizacao e nao a rescisao do contrato. Q - Mas e se houve eviccao porque houve usucapiao por parte de terceiro? Se o imovel adquirido estah na posse de terceiro, q adquire o dominio pela usucupiao, nao cabe ao vendedor ressarcir o comprador porque competia ao comprador evitar a consumacao da prescricao aquisitiva, a menos q ocorresse em data tao proxima q seria impossivel ao evicto impedi-lo. *Denunciacao da lide: ->Para poder responsabilizar o alienante, o adquirente deve, quando for instaurado o processo judicial, chamar o alienante ao processo (art. 456 do ncc). ->Utiliza-se da denunciação à lide, prevista no art. 70, inciso I, do Código de Processo Civil, sendo a mesma obrigatória para que o evicto possa exercer o direito que da evicção lhe resulta. Se assim não proceder perderá os direitos decorrentes da evicção, não mais dispondo de ação direta para exercitá-los. ->Qdo o terceiro ingressar com a acao para reaver o bem do comprador/futuro evicto, deve o adquirente denunciar a lide o alienante -> Diz o art. 456: Para poder exercitar o direito q da eviccao lhe resulta, o adquirente notificarah do litigio o alienante, ou qualquer dos anteriores, qdo e como lhe determinarem a lei do processo. -Essa notificacao é feita atraves da denunciacao da lide. -Intaura-se uma lide secundaria: Terceiro x adquirente + vendedor. Adquirente x vendedor. Q Mas e se o vendedor nao atender a denunciacao da lide? Sendo manifesta a procedencia da eviccao, pode o comprador/futuro eviccto deixar de oferecer contestacao, ou de usar recursos. Assim, ele quer perder a acao movida contra ele e ganhar a acao regressiva contra o alienante. Q Mas e se nao denunciar a lide? Perde o direito de regresso contra o vendedor. Inclusive nao é possivel acao autonoma. -mas ha controversias q admitem a acao autonoma. Tal acao é admitida qdo a eviccao ocorre em processo sumario, porque proibida a denunciacao em processo sumario. Q E se a coisa vendida estiver deteriorada? -Se a coisa alienada estiver deteriorada responde ainda para o vendedor/alienante esta obrigacao, exceto se houve dolo do adquirente. -Se o adquirente tiver auferido vantagens das deterioracoes, e nao tiver sido condena-lo a indeniza-las, o valor das vantagens serah deduzido da quantia q o alienante tiver q pagar ao comprador. *Benfeitorias: -Benfeitorias necessarias ou uteis nao abonadas ao q sofre a eviccao, serao pagas pelo alienante. -Se as benfeitorias abonadas ao q sofreu a eviccao tiverem sido feitas pelo alienante, o valor delas serah levado em conta na restituicao devida. *Prescricao: ->Pelo que prevê o art. 199, III, do novo Código Civil, não corre a prescrição entre evictor, evicto e alientante, pendendo a ação de evicção. Somente após o trânsito em julgado da sentença a ser proferida na ação em que se discute esta, com a decisão sobre a destinação do bem evicto, o prazo volta a correr. Exame de Ordem OAB 18

19 Capitulo II DA EXTINCAO DO CONTRATO: 1 - Regra: A extincao, da-se em regra pelo cumprimento, adimplemento da obrigacao. O cumprimento da prestacao libera o devedor. Comprova-se pela quitacao. 2 - Excecao: Extincao sem cumprimento: A Extincao por fatos anteriores a celebracao do contrato: Motivos decorrentes da autonomia privada, ou diante de vícios que acometem o contato. 1 Nulidade absoluta e relativa: A nulidade absoluta decorre da transgressao a preceito de ordem publica e impede q o contrato produza efeitos dd a sua formacao Ex tunc. Já a anulabilidade é decorrente de vicio de vontade. Ou porque emanada de um relativamente incapaz ou porque contem um dos vicios do consentimento. Pode ser sanada, mas se arguida, extingue o contrato. Efeitos ex nunc. 2 Clausula resolutiva: Pode ser expressa ou tacita. -Havendo no contrato uma condição resolutiva expressa poderá ocorrer a extinção do negócio, eis que já havia na manifestação das partes uma intenção à extinção (motivo anterior). ->A cláusula resolutiva expressa consta sempre do contrato, caso do pacto comissório contratual, que para nós continua sendo possível. Prevê o artigo 474 do novo Código Civil que a cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação judicial Obs.: -Em todo o contrato sinalagmatico presume-se a existencia de uma clausula resolutiva tacita, autorizando o lesado a pleitear a resolucao do contrato com perdas e danos. Diz o art. 474: A clausula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tacita depende de interpelacao judicial. Em ambos os casos a resolucao deve ser JUDICIAL. Na expressa a sentenca tem efeito declaratorio e é ex tunc, pois a resolucao se dah automaticamente no momento do inadimplemento. Na tacita tem efeito desconstitutivo, dependendo de interpelacao judicial. 3 Direito de arrependimento: Qdo expressamente previsto no contrato, autoriza qualquer das partes a rescindir o ajuste, mediante declaracao unilateral de vontade. -> Sujeita-se a perda do sinal ou a sua devolucao em dobro. B Extincao por causas posteriores ou supervenientes a celebracao: Toda vez que se tem a extinção do contrato por fatos posteriores à celebração, tendo uma das partes sofrido lesão ou prejuízo fala-se em rescisão contratual. A rescisão (gênero) pode-se se dar pela resolução - extinção do contrato por descumprimento -, ou pela resilição - dissolução por vontade bilateral ou unilateral, quando admissível por lei ou pelo próprio contrato, não havendo inadimplemento, que são espécies desta de rescisão, nas seguintes hipóteses: Portanto rescisao pode ser: resolucao ou resilicao. 1 Resolucao: Se nao foi cumprido o contrato ou parte dele, pode importar na resolucao do contrato. Produz efeitos ex tunc, extinguindo o q foi executado. Obriga-se as partes a restituirem o que já foi entregue e tb obriga o inadimplente ao pgto das perdas e danos. Sempre aquele q deu causa a resolucao do contrato, com culpa, respoderah por perdas e danos. -A resolucao pode ser: A - Resolução por inexecução voluntária :impossibilita a prestação por culpa do devedor (tanto na obrigação de dar como na de fazer). Sujeitará o inadimplente ao ressarcimento por todas as perdas e danos (danos materiais e danos morais).- B - Resolução por inexecução involuntária - impossibilita o cumprimento da obrigação nos casos de força maior ou caso fortuito. Não haverá perdas e danos mas tudo será devolvido. Só haverá responsabilidade por tais eventos se o devedor estiver em mora (art. 399 do ncc), havendo previsão no contrato (art. 393 do ncc) ou nos casos previstos em lei (exemplo: art. 583 do ncc caso envolvendo o comodato). C - Cláusula resolutiva tácita Enquanto a cláusula resolutiva expressa consta do contrato, a cláusula resolutiva tácita segunda deriva da lei. Como exemplo de cláusula resolutiva tácita podemos citar a exceção do contrato não cumprido ( exceptio non adimpleti contractus ), prevista no art. 476 do ncc, e que pode gerar a extinção de um contrato sinalagmático, no caso de descumprimento total do contrato. Por outro lado, prevê o art. 477 NCC a exceptio no rite Exame de Ordem OAB 19

20 adimpleti contractus, para os casos de descumprimento parcial do negócio. Vale lembrar ainda o conceito de cláusula solve et repete, aquela que afasta a aplicação dessas duas regras. Entendemos que essa última cláusula não terá validade para os contratos de adesão, pelo que consta no art. 424 do ncc. D - Resolução por onerosidade excessiva - evento extraordinário e imprevisível, que dificulte extremamente o adimplemento do contrato, gerando a extinção de contrato de execução diferida ou continuada (trato sucessivo). Utilização da teoria da imprevisão (cláusula rebus sic stantibus ), agora, para a extinção do contrato. Valem os comentários que fizemos quando discutimos a revisão do contrato. Provadas as condições pode haver a rescisão ou revisão das prestações. Entendemos que, como está previsto no artigo 478 do novo Código Civil, é praticamente impossível a sua incidência, mas concordamos com ela. Melhor seria se a seção tivesse como título: Da resolução por imprevisibilidade e onerosidade excessiva. Quanto ao art. 478 do ncc, foram aprovados os seguintes enunciados na III Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal: Enunciado n. 175 Art. 478: A menção à imprevisibilidade e à extraordinariedade, insertas no art. 478 do Código Civil, deve ser interpretada não somente em relação ao fato que gere o desequilíbrio, mas também em relação às conseqüências que ele produz. Enunciado n. 176 Art. 478: Em atenção ao princípio da conservação dos negócios jurídicos, o art. 478 do Código Civil de 2002 deverá conduzir, sempre que possível, à revisão judicial dos contratos e não à resolução contratual. Vale lembra que, antes da resolução (extinção do contrato), os arts. 479 e 480 do ncc possibilitam a revisão da avença, o que deve sempre ser buscado pelo juiz e aplicador do direito, tendo em vista o princípio da conservação contratual, que é anexo à função social pactos. 2 Resilicao: Não há inadimplemento, mas direito reconhecido em lei Nao deriva de inadimplemento contratual, mas somente de manifestacao de vontade, que pode ser bilateral ou unilateral. Pode ser: A - Resilição bilateral ou distrato :mediante a celebração de um novo negócio em que ambas as partes resolvem, de comum acordo, pôr fim ao contrato anterior que firmaram. Submete-se às mesmas normas e formas relativas aos contratos e está previsto no art. 472 do ncc. B - Resilição unilateral - há contratos que admitem dissolução pela simples declaração de vontade de uma das partes. Só ocorre excepcionalmente, como na locação, no mandato, no comodato e no depósito. Opera-se mediante denúncia notificada à outra parte (art. 473 do ncc). São modalidades de resilição unilateral *Denúncia Vazia e Cheia: cabível na locação de coisa móvel, coisa imóvel regida pelo novo Código Civil e de coisa imóvel regida pela Lei nº 8.245/91. Findo o prazo, extingui-se de pleno direito o contrato celebrado entre as partes, sem qualquer motivo para tanto. Em alguns casos, como veremos, depende de notificação prévia. Entretanto, esta não é a regra geral. A denúncia cheia, prevista na Lei de Locação, também é forma de resilição quando não houver inadimplemento (exemplos: retomada para uso próprio, de ascendente e descendente, alienação do imóvel, quando a locação tiver mais de cinco anos). Quando houver denúncia cheia oriunda de descumprimento do contrato, teremos resolução por inexecução voluntária (exemplos: falta de pagamento e infração contratual). *Revogação: cabível quando há quebra de confiança naqueles pactos em que esta se faz presente. Cabe por parte do mandante (no mandato), do comodante (no comodante), do depositante (no depósito), na doação modal ou com encargo e por ingratidão (por parte do doador). *Renúncia: também cabível nos contratos baseados na confiança, quando houver quebra desta. Cabe por parte do mandatário, comodatário, depositário e donatário. *Exoneração por ato unilateral: cabível por parte do fiador, na fiança por prazo indeterminado. Prevista no art. 835, terá eficácia plena depois de 60 dias de notificação do credor e do devedor, efetivada pelo fiador. Não se aplica à fiança por prazo determinado. Obs.:Como já afirmamos, todas as hipóteses acima são casos de rescisão. A partir do momento em que a parte prejudicada vai a juízo pleiteando eventuais danos suportados, a referida ação é denominada Ação de Revisão Contratual. C Extincao por morte de um dos contratantes: -> só é causa extintiva em obrigações personalíssimas ( intuitu personae ). Neste caso, o contrato se extingue de pleno direito. Ocorre, por exemplo, na fiança. Os herdeiros não recebem como herança o encargo de ser fiador, só respondendo até os limites da herança por dívidas eventualmente vencidas (art. 836 do ncc). A extinção por morte é denominada cessação contratual. Exame de Ordem OAB 20

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