Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal

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1 Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1

2 Principais julgados do 1 o Semestre de 2013 Julgados sobre: Direito à imagem Fraude contra credores Obrigações 01/38 01 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

3 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO Uso da imagem de um atleta no cartaz de um evento esportivo. Ação de indenização pelo uso não autorizado da imagem. Contestação: o evento não tinha finalidade lucrativa ou comercial. 02/38 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

4 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO A obrigação da reparação pelo uso não autorizado de imagem decorre do próprio uso indevido do direito personalíssimo e não é afastada pelo caráter não lucrativo do evento ao qual a imagem é associada. Para a configuração do dano moral pelo uso não autorizado de imagem não é necessária a demonstração de prejuízo, pois o dano se apresenta in re ipsa. STJ. REsp RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 21/2/2013 (Info 516). 03/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

5 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO Ponto de destaque do julgado: foi além da Súm. 403/STJ: Súmula 403-STJ: Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. 04/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

6 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO (DPE/PR 2012) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda comercial sem sua autorização, terá direito à indenização, independente-mente da demonstração de seu prejuízo. ( ) 05/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

7 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO (DPE/PR 2012) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda comercial sem sua autorização, terá direito à indenização, independente-mente da demonstração de seu prejuízo. ( CERTO ) Fundamento: Súmula 403-STJ 06/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

8 DIREITO À IMAGEM UTILIZAÇÃO DE IMAGEM SEM AUTORIZAÇÃO (MP/RR 2012) Em caso de publicação não autorizada da imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais, o dano moral decorrente deste fato dependerá de prova. ( ERRADO ) (MP/PI 2012) A indenização pela publicação não autorizada, com fins econômicos ou comerciais, de imagem de pessoa dependerá de prova do prejuízo causado à pessoa. ( ERRADO ) 07/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

9 FRAUDE CONTRA CREDORES FRAUDE CONTRA CREDORES (ou FRAUDE PAULIANA) Ocorre quando o devedor insolvente ou próximo da insolvência aliena (gratuita ou onerosamente) seus bens, com o objetivo de impedir que seu patrimônio seja utilizado pelos credores para saldar as dívidas. Se for reconhecida a ocorrência de fraude contra credores, a alienação será anulada (art. 159/CC). 08/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

10 FRAUDE CONTRA CREDORES FRAUDE CONTRA CREDORES (ou FRAUDE PAULIANA) Pressupostos: Eventus damni (dano): é o prejuízo provocado ao credor. Consilium fraudis: é o conluio fraudulento entre o alienante e o adquirente. Obs: há exceções (notória / motivo para ser conhecida / negócio gratuito). Em regra, não há fraude se a alienação ocorrer antes da dívida existir. O crédito deve ser anterior à alienação (anterioridade do crédito). 09/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

11 FRAUDE CONTRA CREDORES FRAUDE CONTRA CREDORES (ou FRAUDE PAULIANA) Alienante poderá provar que a alienação ocorreu antes da dívida existir. Essa prova pode ser feita por meio de um contrato particular de promessa de compra e venda sem registro? 10/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

12 FRAUDE CONTRA CREDORES FRAUDE CONTRA CREDORES (ou FRAUDE PAULIANA) João contraiu dívida em 2011 com Pedro e não pagou. Em 2012, João transferiu no cartório seu imóvel p/ Rui. Pedro ajuizou ação pauliana pedindo a anulação desta transferência. João apresentou um contrato particular de promessa de compra e venda celebrado com Rui. A data do contrato é Este contrato não foi registrado. 11/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

13 FRAUDE CONTRA CREDORES FRAUDE CONTRA CREDORES (ou FRAUDE PAULIANA) Se o contrato de promessa de compra e venda não foi registrado, não se poderá considerar a alienação na data que consta do contrato (porque seria muito fácil de falsificar). Deve-se considerar a data na qual este negócio jurídico foi registrado no Cartório. STJ. REsp RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 12/3/2013 (Info 518). 11/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

14 FRAUDE CONTRA CREDORES ALIENAÇÕES SUCESSIVAS E BOA-FÉ DO ÚLTIMO ADQUIRENTE Luiz devia para um banco. Sabia que o banco ia executar seu imóvel. Combina então com Hugo e José o seguinte: Luiz (devedor) Hugo (má-fé) José (má-fé) Rui (boa-fé) O banco ajuíza ação pauliana pedindo a anulação de todas as alienações e que o bem retorne ao patrimônio do devedor (Luiz) para que responde pelas dívidas. 12/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

15 FRAUDE CONTRA CREDORES ALIENAÇÕES SUCESSIVAS E BOA-FÉ DO ÚLTIMO ADQUIRENTE Se ficar comprovado que o bem foi sucessivamente alienado fraudulentamente para diversas pessoas, mas que, ao final, o atual adquirente estava de boa-fé, neste caso deverá o juiz reconhecer que é eficaz o negócio, devendo-se condenar os réus que agiram de má-fé a indenizar o autor da pauliana, pagando o valor do bem que foi adquirido fraudulentamente. STJ. REsp RS, julgado em 16/4/2013 (Info 521). 13/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

16 CLÁUSULA PENAL CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Cláusula penal - É uma cláusula do contrato - ou um contrato acessório ao principal - em que se estipula, previamente, o valor da indenização que deverá ser paga - pela parte que não cumprir, culposamente, a obrigação. 14/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

17 CLÁUSULA PENAL CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES a) MORATÓRIA b) COMPENSATÓRIA Estipulada para desestimular o devedor de incorrer em mora. Funciona como punição pelo atraso. Ex: em uma promessa de compra e venda de um apartamento, é estipulada multa para o caso de atraso na entrega. Prevista no art. 411 do CC. Estipulada para servir como indenização no caso de inadimplemento total da obrigação. Funciona como uma prefixação das perdas e danos. Ex: em um contrato para que um cantor faça um show no réveillon, é estipulada uma multa de 100 mil reais caso ele não se apresente. Prevista no art. 410 do CC. 15/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

18 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Em um contrato no qual foi estipulada uma cláusula penal MORATÓRIA, caso haja a mora, é possível que o credor exija o valor desta cláusula penal e mais os lucros cessantes? 16/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

19 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Em um contrato no qual foi estipulada uma cláusula penal MORATÓRIA, caso haja a mora, é possível que o credor exija o valor desta cláusula penal e mais os lucros cessantes? SIM. Não há proibição que se exija a cláusula penal moratória juntamente com o valor referente aos lucros cessantes. Ex: atraso na entrega de um apartamento. 17/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

20 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Em um contrato no qual foi estipulada uma cláusula penal COMPENSATÓRIA, caso haja o inadimplemento, é possível que o credor exija o valor da cláusula penal e mais os lucros cessantes? 18/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

21 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Em um contrato no qual foi estipulada uma cláusula penal COMPENSATÓRIA, caso haja o inadimplemento, é possível que o credor exija o valor da cláusula penal e mais os lucros cessantes? NÃO. A cláusula penal compensatória já substituiu a indenização pelas perdas e danos. É uma prefixação das perdas e danos. 19/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

22 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES Resumindo: É possível que o devedor pague CLÁUSULA PENAL + LUCROS CESSANTES? Se for MORATÓRIA: SIM Se for COMPENSATÓRIA: NÃO STJ. REsp RJ, julgado em 6/12/2012 (Info 513). 20/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

23 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES (TRF2 2011) O STJ entende que, se for estipulada cláusula penal moratória, a parte que inadimplir o contrato não terá a obrigação de indenizar lucros cessantes. (ERRADO) 21/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

24 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES (TRF2 2011) O STJ entende que, se for estipulada cláusula penal moratória, a parte que inadimplir o contrato não terá a obrigação de indenizar lucros cessantes. (ERRADO) Justificativa: cláusula penal moratória pode sim ser cumulada com lucros cessantes. 22/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

25 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES (TJES 2012) Ainda que possível cláusula penal compensatória estipulada para o caso de a inexecução ser insuficiente para compensar os prejuízos sofridos, não será lícito ao contratante ajuizar ação buscando perdas e danos. ( CERTO ) 23/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

26 FRAUDE CONTRA CREDORES CLÁUSULA PENAL MORATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES (TJES 2012) Ainda que possível cláusula penal compensatória estipulada para o caso de a inexecução ser insuficiente para compensar os prejuízos sofridos, não será lícito ao contratante ajuizar ação buscando perdas e danos. ( CERTO ) Justificativa: cláusula penal COMPENSATÓRIA funciona como prefixação das perdas e danos. 24/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

27 O que é a evicção? A evicção ocorre quando: EVICÇÃO a pessoa que adquiriu um bem perde a posse ou a propriedade por causa de decisão judicial ou ato administrativo que reconhece que um terceiro possuía direitos anteriores sobre este bem de modo que ele não poderia ter sido alienado. 25/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

28 Indenização: EVICÇÃO Após perder a posse ou a propriedade do bem, o adquirente (evicto) deverá ser indenizado pelo alienante. Personagens: Evictor: é o terceiro reivindicante do bem. Evicto: é o adquirente do bem, que perdeu a ação movida pelo evictor. Alienante: é o que transferiu o bem ao evicto, e, por isso, deve responder pela evicção, indenizando-o. 26/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

29 Requisitos: EVICÇÃO a) Aquisição onerosa do bem (ex: compra e venda) b) Perda, total ou parcial, da propriedade ou da posse da coisa alienada c) Direito anterior do evictor sobre a coisa (vício na alienação) d) Perda por meio de decisão judicial ou ato administrativo 27/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

30 EVICÇÃO No caso de evicção por decisão judicial, para que o alienante indenize o evicto é necessário que tenha havido o trânsito em julgado da sentença que fez com que ele perdesse a propriedade ou a posse do bem? João comprou uma casa de Pedro. Mário ajuizou uma ação reivindicando a casa. A sentença foi favorável. Houve recurso? Mesmo havendo recurso, João já pode cobrar indenização de Pedro? 28/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

31 EVICÇÃO No caso de evicção por decisão judicial, para que o alienante indenize o evicto é necessário que tenha havido o trânsito em julgado da sentença que fez com que ele perdesse a propriedade ou a posse do bem? Segundo decidiu o STJ, para que o evicto possa exercer os direitos resultantes da evicção (ou seja, para que possa cobrar a indenização), NÃO é necessário o trânsito em julgado da decisão que fez com que perdesse o bem. REsp GO, julgado em 21/3/2013 (Info 519) 29/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

32 EVICÇÃO A denunciação da lide é um requisito para a indenização pela evicção? Em outras palavras, é obrigatória a denunciação da lide para que o evicto seja indenizado pela perda do bem? 30/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

33 EVICÇÃO A denunciação da lide é um requisito para a indenização pela evicção? Em outras palavras, é obrigatória a denunciação da lide para que o evicto seja indenizado pela perda do bem? Texto do CPC: Art. 70. A denunciação da lide é obrigatória: I - ao alienante, na ação em que terceiro reivindica a coisa, cujo domínio foi transferido à parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção lhe resulta; 31/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

34 EVICÇÃO A denunciação da lide é um requisito para a indenização pela evicção? Em outras palavras, é obrigatória a denunciação da lide para que o evicto seja indenizado pela perda do bem? Entendimento do STJ: NÃO. Prevalece no STJ que o direito que o evicto tem de cobrar indenização pela perda do bem NÃO depende, para ser exercitado, de ele ter denunciado a lide ao alienante na ação em que terceiro reivindicou a coisa. 32/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

35 Resumindo: EVICÇÃO Para o STJ, NÃO são requisitos indispensáveis à indenização por evicção: O trânsito em julgado da sentença que determina a perda do bem; A denunciação da lide pelo evicto. STJ. REsp GO, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 21/3/2013 (Info 519). 33/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

36 VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCEDENTE Restrições à compra e venda. Venda de ascendente para descendente é anulável: Art É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. Finalidade da restrição: igualdade das legítimas. 34/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

37 VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCEDENTE Requisitos para que haja a anulação: a) Falta de consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do vendedor; b) Comprovação de que houve prejuízo aos demais herdeiros. Esse prejuízo pode ser presumido? 35/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

38 VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCEDENTE É imprescindível que o autor da ação anulatória comprove, no caso concreto, a efetiva ocorrência de prejuízo aos herdeiros necessários, não se admitindo a alegação de prejuízo presumido. Isso porque este negócio jurídico não é nulo (nulidade absoluta), mas sim meramente anulável (nulidade relativa). STJ. REsp MS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/2/2013 (Info 514). 36/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

39 VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCEDENTE (TJGO 2012) A venda de ascendente para descendente sem o expresso consentimento dos demais descendentes constitui A) negócio jurídico nulo de pleno direito. B) negócio jurídico anulável. C) adiantamento de legítima. D) negócio jurídico ineficaz. E) sempre doação simulada. 37/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

40 VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCEDENTE (TJGO 2012) A venda de ascendente para descendente sem o expresso consentimento dos demais descendentes constitui A) negócio jurídico nulo de pleno direito. B) negócio jurídico anulável. C) adiantamento de legítima. D) negócio jurídico ineficaz. E) sempre doação simulada. 38/38 02 Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados.

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