Conto de Escola: um breve estudo da ficção machadiana

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1 Conto de Escola: um breve estudo da ficção machadiana Amanda do Prado Ribeiro 1 (UFF) Resumo: O presente trabalho tem como proposta uma breve discussão sobre as relações dialógicas presentes em Conto de Escola, de Machado de Assis, publicado na coletânea Várias Histórias. Com enfoque nas relações entre autor, narrador e discurso, tomaremos por base teórica os estudos de Mikhail Bakhtin, Alfredo Bosi, Augusto Meyer, Sonia Brayner, Antonio Candido, entre outros. Com a análise deste conto, pretende-se verificar como a produção literária de Machado como um todo foi importante para a composição de um crítico retrato da sociedade brasileira do século XIX. Palavras-Chave: Machado de Assis; contos; dialogismo; Bakhtin. Introdução A opção por um estudo sobre Machado de Assis ( ) ao tratarmos da ficção oitocentista dispensa qualquer tipo de justificativa. Embora muito já tenha sido discutida a vasta obra de nosso maior expoente literário, há ainda muito a se pesquisar. Seria tentador tratarmos de sua produção romanesca, já que relacionada a esta poderíamos encontrar vasta bibliografia. Material de consulta não faltaria para uma nova abordagem de Quincas Borba, Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas. Poderíamos, entretanto, correr o risco de não nos aprofundarmos suficientemente em todos os meandros 1 Amanda do Prado Ribeiro é Bacharel em Língua e Literatura Alemã pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestranda em Literatura Brasileira e Teorias da Literatura, nesta mesma instituição

2 presentes em seus romances, em virtude da limitada extensão do presente trabalho. Em relação aos seus contos também não teríamos dificuldades em escrever sobre O Alienista, O Espelho, A Cartomante ou Um homem célebre, cujas temáticas são constantemente discutidas por nossos mais respeitados críticos. Ficamos, contudo, com seu Conto de Escola, publicado pela primeira vez em 1884, na Gazeta de Notícias, e posteriormente selecionado para a coletânea Várias Histórias, em Veremos que a genialidade e o inconfundível estilo de Machado se fazem presentes em cada linha da vastíssima obra que ele nos legou. Quanto à fundamentação teórica que norteará este escrito, recorreremos aos estudos de Mikhail Bakhtin, Antonio Candido, Alfredo Bosi, Sonia Brayner, Paulo Bezerra, Augusto Meyer, entre outros igualmente renomados estudiosos, enriquecendo, assim, esta breve discussão sobre as relações entre o autor e sua produção literária, a questão do foco narrativo e as possibilidades discursivas que compõem o texto machadiano. A constante presença do autor Não objetiva o presente trabalho relatar a vida de Machado de Assis, por não considerarmos adequada uma abordagem biografista, que tentaria em vão detectar na obra indícios factuais vivenciados pelo autor. A bem da verdade, temos de considerar que sua vida fora bem diversa das muitas outras a que ele nos apresentou em seus contos e romances. E a despeito das tentativas que normalmente se fazem de justificar o gênio por meio de eventuais causas de tormento pessoal, como a origem negra e humilde ou as humilhações sofridas com os ataques de epilepsia, veremos, conforme constata Antonio Candido, em O Esquema de Machado de Assis, que os seus sofrimentos não parecem ter - 2 -

3 excedido aos de toda gente, nem a sua vida foi particularmente árdua (CANDIDO, 1995, p. 17). Impossível, todavia, deixar de notar a presença do autor intervindo na narrativa com bisbilhotice saborosa, lembrando ao leitor que atrás dela estava a sua voz convencional (CANDIDO, 1995, p. 26), contrariando o que Flaubert tornara voga na Europa, ao esconder o narrador atrás de sua narrativa. Com base nos estudos de Mikhail Bakhtin, o Prof. Paulo Bezerra nos explica, em seu ensaio Dialogismo e Polifonia em Esaú e Jacó, que há em todo texto literário um autor primário (como figura real) que, ao criar a obra, cria também a sua imagem, um autor secundário. O professor segue, elucidando que o autor cria seres independentes, com os quais dialoga. Aproveitemos a citação do próprio Bakhtin: O nosso ponto de vista não afirma, em hipótese alguma, uma certa passividade do autor, que apenas montaria os pontos de vista alheios. (...) O autor é profundamente ativo, mas o seu ativismo tem um caráter dialógico especial. (...)Esse ativismo que interroga, provoca, responde, concorda, discorda, etc. (Apud BEZERRA, s.d.) De fato, percebemos a intervenção constante do autor, qualquer que seja o foco narrativo por ele adotado. Isto também observou Augusto Meyer: Certa nota monocórdia no Machado de Assis ficcionista caracteriza-o de tal modo, invocando-o com tanto vigor expressivo, que a variedade de temas tratados e a mudança de perspectiva não chegam a determinar uma verdadeira renovação, de romance para romance, de conto para conto. (MEYER, 1982, p. 359) Nos textos cujo foco narrativo adotado é a 3ª pessoa, a presença do autor se faz mais explícita, uma vez que Machado empresta sua voz a narradores que interpelam o leitor a todo instante, que formulam digressões e ironizam o - 3 -

4 comportamento dos personagens da trama. Isto não significa, porém, que a mesma interferência e diálogo estejam ausentes nos romances ou contos narrados em 1ª pessoa, segundo Meyer, denominados pseudo-autobiografias : [Obras] enquadradas num só esquema, onde vagamente imaginamos um Eu fantasiado de Si Mesmo, a insinuar confidências indiscretas, a dosar ficção e confissão, a costurar pedaços de vivência com o fio da fantasia. (MEYER, 1982, p. 357). Observamos nesta linha de raciocínio a retomada, em outros termos, do conceito formulado por Mikhail Bakhtin sobre o diálogo que se trava entre autor primário e autor secundário no interior da obra literária. Em Conto de Escola veremos como a narrativa se constrói nos planos da enunciação e do enunciado e como se deu esta interferência do autor na voz do narrador-protagonista, que já na idade adulta revê sua primeira lição dos vícios humanos (BRAYNER, 1980, p. 13). O Conto Ambientado no Rio de Janeiro de 1840, Conto de Escola é resultado das reminiscências nada agradáveis de Pilar, seu narrador-protagonista, em relação aos tempos de primário. Já no primeiro parágrafo encontramos o personagem tentado a faltar à aula para brincar a manhã no morro de S. Diogo ou no campo de Sant Anna. A lembrança da sova de vara de marmeleiro, que recebera pelo mesmo motivo na semana anterior, o fez desistir do sueto e rumar para a escola. O narrador, porém, deixa claro que este era o único motivo que o fazia optar pelo colégio e explica: Não era um menino de virtudes (ASSIS, 1980, p. 189). Analisemos esta última constatação: - 4 -

5 Em Questões de Literatura e Estética A Teoria do Romance, no capítulo IV da parte que aborda o Discurso no Romance, Bakhtin trata da pessoa que fala no romance como um homem essencialmente social, historicamente concreto e definido e seu discurso é uma linguagem social (BAKHTIN, 1998, p. 135). Ora, vejamos como este discurso de Pilar é influenciado pelo contexto em que o personagem se insere: não ser um menino de virtudes é uma conclusão a que chega Pilar com base no que se considera ser uma pessoa virtuosa em seu meio. A virtude dele esperada por seu pai, velho empregado do Arsenal de Guerra descrito como ríspido e intolerante, é que se torne um grande capitalista: Sonhava para mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro. Citavame nomes de capitalistas que tinham começado ao balcão (ASSIS, 1980, p. 189). Note-se que as ações de ler, escrever e contar implicavam a freqüência à escola, que em nada atraía nosso personagem. Os motivos desta falta de vontade de estudar estarão implícitos na continuidade da narrativa. A entrada na sala de aula se deu com cautela, Pilar temia chegar após o professor Policarpo, cujas descrições nos ocuparemos de analisar mais adiante. Ao começarem os trabalhos, Pilar é interpelado por Raimundo, o filho do mestre e sobre quem recaíam as mais rígidas cobranças. O colega hesita algumas vezes, quer pedir-lhe algo, mas teme que o pai o perceba. Finalmente, Raimundo propõe um negócio : se Pilar o ensinasse um ponto da lição que não conseguira aprender, paga-lo-ia com uma moeda de prata. Pilar não aceitou de imediato, mas a tentação representada pela moeda o convenceu a correr o risco. Trato feito, os dois julgavam que não fossem observados. Mas Curvelo, um colega que percebera o combinado, delatou-os ao mestre, fazendo com que os dois fossem severamente castigados com a palmatória, enquanto o professor os chamava de sem-vergonhas, desaforados, porcalhões, tratantes, faltos - 5 -

6 de brio.... Pilar tentou vingar-se de Curvelo, mas este conseguira escapar. No dia seguinte, com o intuito de recuperar a pratinha que o mestre tinha jogado à rua, Pilar foi mais cedo para a escola. Mas, ao deparar-se com uma companhia do batalhão de fuzileiros em marcha, o menino não resistiu ao rufar dos tambores e seguiu os soldados, faltando mais uma vez à aula. A liberdade da rua fê-lo esquecer a ambição pela moeda, a corrupção a que fora induzido e a delação que sofrera. Eis a última passagem do conto: Voltei para casa com as calças enxovalhadas, sem pratinha no bolso, nem ressentimento na alma. E contudo a pratinha era bonita e foram eles, Raimundo e Curvelo, que me deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, outro da delação; mas o diabo do tambor... (ASSIS, 1980, p. 196). O esquema da narrativa Agora que temos uma noção do enredo de Conto de Escola, podemos nos ater à forma como se entrelaçam os diversos planos nele presentes. Sonia Brayner nos dá uma dica do que podemos esperar dos contos de Machado de Assis: Os contos machadianos estão menos voltados para o incidente de uma intriga e mais centralizados em torno do comportamento e sentimentos dos personagens. Através de uma flagrante vital, sintético, expressivo, tenta captar a essência de um indivíduo, de uma instituição social, de uma faceta qualquer da tão variegada tipologia que lhe invade a ficção (BRAYNER, 1982, p. 433). E foi isto, justamente, que pudemos observar no conto lido: embora a cena mais dramática tenha se desenrolado no episódio ocorrido em sala de aula, esta serve apenas como ponto de contraste com a liberdade a que o protagonista tanto almejava nas brincadeiras de rua. No final, o que importa é que conhecemos um pouco do que foi a infância para este narrador-personagem e como ele reagia ao mundo que o cercava: Voltei para casa com as calças enxovalhadas, sem - 6 -

7 pratinha no bolso, nem ressentimento na alma (ASSIS, 1980, p. 196). É sobre este narrador que iremos doravante nos deter. Ao resenhar a tipologia de narradores teorizada por Norman Friedman, Ligia Chiappini Leite nos apresenta a quarta categoria sugerida pelo estudioso: o narrador-protagonista ( I as a protagonist). Neste foco narrativo não há onisciência. O narrador, personagem central, não tem acesso ao estado mental das demais personagens. Narra de um centro fixo, limitado quase que exclusivamente às suas percepções, pensamentos e sentimentos (LEITE, 1985, p. 43). As cenas da infância são rememoradas por Pilar adulto, que as transmite ao leitor, captando as suas próprias impressões, reações, pensamentos e sentimentos na época em que tudo aconteceu. Há, então, uma (re)construção do enunciado, ou fato narrado, que se dá no passado, durante a infância de Pilar, e toda a história chega ao leitor por meio da enunciação ou, para citar novamente Sonia Brayner, a instância produtora do discurso narrativo (BRAYNER, 1982, p. 428), qual seja: o discurso do narrador. Voltemos, então, ao que dizíamos sobre o diálogo travado entre o autor primário do conto (na figura do próprio Machado) e seu autor secundário (personificado em Pilar na fase adulta). Em o Enigma do Olhar, Alfredo Bosi nos diz que entender o olhar machadiano é um modo existencialista de lidar (...) com o foco narrativo (...) Quem diz olhar diz, implicitamente, tanto inteligência quanto sentimento (BOSI, 2000, p. 10). Continuando sua exposição, Bosi esclarece que a visão do romancista ou, neste caso, contista é configurada por valores culturais e formas de pensar vigentes na época e no meio em que aquele se encontra. E o autor pode tanto reproduzir a ideologia dominante em seu meio, quanto se afastar dela e julgá-la. Objeto do olhar e modo de ver são fenômenos de - 7 -

8 qualidade diversa; é o segundo que dá forma e sentido ao primeiro (BOSI, 2000, p. 12). Mais à frente Alfredo Bosi afirmará que a literatura é um espelho e que os olhos do romancista refletem os objetos de sua observação (BOSI, 2000, p. 14). A isto também nos chama a atenção Bakhtin, em Marxismo e Filosofia da Linguagem: A palavra é o fenômeno ideológico por excelência (BAKHTIN, 2004, p. 36) e sendo a literatura arte que tem a palavra como único meio de manifestação, não precisamos reafirmar o quanto o fazer literário é ideologicamente permeado. O dialogismo presente em Conto de Escola Vimos, anteriormente, como o narrador-protagonista Pilar constrói sua imagem perante o leitor: não era um menino de virtudes. Esta é uma das primeiras informações que dá sobre si mesmo. E ao falar de si, falou muito sobre seu pai. Vemos como o autor trabalha essas relações bivocais. Neste primeiro momento vimos a oposição pai versus filho. O filho só se entende como tal em contraste com a figura paterna. Mais adiante, a relação dialógica se dará na comparação de si mesmo com o colega Raimundo, sobre quem afirma: era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas para reter aquilo que a outros levava trinta ou cinqüenta minutos (...) Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre (ASSIS, 1980, p. 190). Observemos agora como o narrador descreve a si próprio: Custa-me dizer que eu era um dos mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Note-se que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre antes de todos (ASSIS, 1980, p. 190)

9 Os exemplos dispensam quaisquer comentários. Faz-se nítida a relação dialógica construída entre Pilar e Raimundo. E este último reconhece a superioridade do protagonista ao pedir-lhe explicação sobre um ponto da matéria dada. Sobre esse dialogismo Sonia Brayner afirma: O processo dialógico no texto machadiano passa por diversas etapas de orientação ao transmutar a forma, complicando-se e aprofundando-se enquanto instância do autor e do narrador no controle da comunicação (BRAYNER, 1982, p. 435). Em Problemas da Poética de Dostoiévski, Mikhail Bakhtin esclarece o fenômeno: A atitude do herói face a si mesmo é inseparável da atitude do outro em relação a ele. A consciência de si mesmo fá-lo sentir-se constantemente no fundo da consciência que o outro tem dele, o eu para si no fundo do eu para o outro. Por isso o discurso do herói sobre si mesmo se constrói sob a influência direta do discurso do outro sobre ele (BAKHTIN, 2005, p. 208). A construção dos ambientes presentes na narrativa também se dá por confronto: o espaço da escola versus o espaço da rua. Recordemos a passagem em que, arrependido de ter ido à aula, Pilar observa o movimento na rua: Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do morro do Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma cousa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos (ASSIS, 1980, p. 191). A imagem liberta do papagaio de papel, voando no claro céu azul contrasta com o espaço da sala de aula, onde se devia sentar de pernas unidas. O narrador recorda-se da escola como uma prisão

10 O delator Curvelo também é construído em contraste com os meninos da rua: Esse Curvelo era um pouco levado do diabo (ASSIS, 1980, p. 191) e Olhei para o Curvelo e estremeci; tinha os olhos em nós, com um riso que me pareceu mau (ASSIS, 1980, p. 193) [grifos meus]. Curvelo personifica na narrativa de Pilar o diabólico, o caráter obscuro do ser humano. Por outro lado, temos: pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano (ASSIS, 1980, p. 190). [grifo meu] Interessante que, ao dizer pensava nos outros meninos vadios, o narradorprotagonista nos transmite mais uma informação sobre si: Pilar também era um vadio. E a vadiagem para ele tem uma conotação positiva, já que esta se atribui à fina flor do bairro e do gênero humano e se mantém em contraponto à aplicação dos meninos que se encontravam em sala de aula: Raimundo é o corruptor e Curvelo, o delator. Nas entrelinhas, conseguimos perceber o quão imbuída de valores e significações é a obra de Machado de Assis. Machado de Assis: crítico permanente de sua época A figura do professor Policarpo torna-se mais um alvo do crítico olhar machadiano, que se faz presente na enunciação de Pilar. O professor poderia representar aqui as instituições de ensino como um todo: Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinqüenta anos ou mais (ASSIS, 1980, p. 190). A descrição nos apresenta uma figura em decadência, que lia todo o jornal durante a aula, enquanto cheirava rapé, e que ameaçava constantemente os alunos com a palmatória. Sonia Brayner comenta: Nunca o texto de Machado é

11 gratuito, mera forma de transmitir uma situação mais ou menos verossímil: o demônio da crítica sempre está presente (BRAYNER, 1982, p ). É difícil entender como durante tanto tempo a crítica pôde acusar Machado de ter fechado os olhos às questões políticas e sociais do século XIX. Este foi o espelho vivo de um longo período da civilização brasileira (BROCA, 1982, p. 364). O fazer literário já é em si mesmo uma forma de denúncia. O autor escreve, porque tem algo a dizer; e a seleção dos temas por ele abordados também exprime sua posição perante o mundo. Transmite-se uma realidade ao leitor, para que este, ao conhecê-la, também se posicione e queira modificá-la (SARTRE, 1993). E poucos souberam com tanta autoridade representar nossa realidade na literatura como Machado de Assis, fazendo-nos conhecer mais sobre nós mesmos e sobre como poderíamos ser. Referências Bibliográficas: ASSIS, Machado de. Conto de Escola. In:, O Conto de Machado de Assis: antologia (organização e introdução de Sônia Brayner). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, Problemas da Poética de Dostoiévski (Trad.: Paulo Bezerra) 3ª ed.. Rio de Janeiro: Forense Universitária, Questões de Literatura e Estética A Teoria do Romance. São Paulo: Hucitec, BEZERRA, Paulo. Dialogismo e Polifonia em Esaú e Jacó. Revista Brasileira de Literatura. Consulta realizada em: 17 de outubro de BOSI, Alfredo. O Enigma do Olhar. In:. Machado de Assis O Enigma do Olhar. São Paulo: Ática,

12 BRAYNER, Sonia. Metamorfoses machadianas. In: BOSI, Alfredo et al. Machado de Assis (Coleção Escritores Brasileiros: Antologia e Estudos). São Paulo: Ática, p O conto de Machado de Assis. In: ASSIS, Machado de. O Conto de Machado de Assis: antologia (organização e introdução de Sônia Brayner). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p BROCA, Brito. Jornalista político. In: BOSI, Alfredo et al. Machado de Assis (Coleção Escritores Brasileiros: Antologia e Estudos). São Paulo: Ática, p CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In:, Vários Escritos (3ª ed.). São Paulo: Duas Cidades, p LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O Foco Narrativo (Série Princípios). São Paulo: Ática: MEYER, Augusto. O romance machadiano: O homem subterrâneo. In: BOSI, Alfredo et al. Machado de Assis (Coleção Escritores Brasileiros: Antologia e Estudos). São Paulo: Ática, p NETO, José Castilho Marques (org.). Normas para publicações da Unesp vol. 1. Artigos de publicações periódicas. São Paulo: Edunesp, Normas para publicações da Unesp vol. 2. Referências bibliográficas. São Paulo: Edunesp, SARTRE, Jean-Paul. O que é a literatura? - 2ª Ed. São Paulo: Ática,

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