Prof. Paulo Alexandre

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Prof. Paulo Alexandre"

Transcrição

1 Prof. Paulo Alexandre

2 As indicações mostradas nesta apresentação funcionam como guia de estudos do Realismo e do Naturalismo. Todas as informações devem ser complementadas pelo aluno, com a utilização do livro didático e as anotações feitas em aula. No livro didático, o aluno deve estudar pelos capítulos 19 e 20.

3 Segundo Eça de Queirós, em conferência no Cassino Lisbonense [Realismo] "É a negação da arte pela arte; é a proscrição do convencional, do enfático, do piegas. É a abolição da retórica considerada arte de promover a emoção, usando da inchação do período, da epilepsia da palavra, da congestação dos tropos. É a análise com o fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do carácter, é a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houver de mau na nossa sociedade".

4 O Realismo e o Naturalismo apresentam-se como oposições ao comportamento romântico; Rompem com a estrutura idealizada, pensada pelos autores do Romantismo e pregam uma visão que objetiva retratar a realidade.

5 Características do Realismo Veracidade: Demonstra o que ocorre na sociedade sem ocultar ou distorcer os fatos. Contemporaneidade: descreve a realidade, fala sobre o que está acontecendo de verdade. Retrato fiel das personagens: caráter, aspectos negativos da natureza humana. Gosto pelos detalhes: lentidão na narrativa. Amor: a mulher objeto de prazer/adultério.

6 Características do Realismo Denúncia das injustiças sociais: mostra para todos a realidade dos fatos. Determinismo e relação entre causa e efeito: o realista procurava uma explicação lógica para as atitudes das personagens, considerando a soma de fatores que justificasse suas ações. Na literatura naturalista, dava-se ênfase ao instinto, ao meio ambiente e à hereditariedade como forças determinantes do comportamento dos indivíduos. Linguagem próxima à realidade: simples, natural, clara e equilibrada.

7 Influências Filosóficas Positivismo (Augusto Comte) Determinismo (Hippolyte Taine) Darwinismo (Charles Darwin) Evolucionismo social (Herbert Spencer) Socialismo Utópico (Saint-Simon) Socialismo Científico (Karl Marx)

8 O Realismo na literatura Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face sonhadora ou idealizada da vida, como fizeram os românticos; desejaram mostrar a face nunca antes revelada: a do cotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos.

9 Uma característica do romance realista é o seu poder de crítica, adotando uma objetividade que faltou ao romantismo. Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural, ou por meio de histórias como Machado de Assis. Se um autor desejasse criticar a postura de alguma entidade, não escreveria um soneto para tanto, porém escreveria histórias que envolvessem-na de forma a inserir nessas histórias o que eles julgam ser a entidade e como as pessoas reagem a ela.

10 Em lugar do egocentrismo romântico, verifica-se um enorme interesse de descrever, analisar e até em criticar a realidade. A visão subjetiva e parcial da realidade é substituída pela visão objetiva, sem distorções.

11 Dessa forma os realistas procuram apontar falhas talvez como modo de estimular a mudança das instituições e dos comportamentos humanos. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns, cheias de problemas e limitações. Na Europa, o realismo teve início com a publicação do romance realista Madame Bovary (1857) de Gustave Flaubert. Alguns expoentes do realismo europeu: Gustave Flaubert, Honoré de Balzac, Eça de Queirós, Charles Dickens.

12 Realismo em Portugal Questão Coimbrã (Questão do Bom Senso e Bom Gosto); Polêmica acontecida em Coimbra, protagonizada por Antônio Feliciano de Castilho, autor romântico, e Antero de Quental, poeta realista, que marca o início do Realismo em Portugal em Conferências do Cassino Lisbonense: Conferências Democráticas, que tinham por objetivo tirar Portugal do atraso cultural em que se encontrava; Destacam-se no Realismo Português os seguintes autores: Antero de Quental e Eça de Queirós;

13 Realismo no Brasil 1881: Publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, abrindo o Realismo no Brasil Principal autor: MACHADO DE ASSIS E O ROMANCE REALISTA 1ª FASE (Tendências românticas) Obras: Ressurreição, A mão e a luva, Helena, Iaiá Garcia Características Gerais: - crença nos valores da época; - estrutura de folhetim - esquematismo psicológico.

14 2ª FASE (Tendências realistas) Obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. Características Gerais: - Análise psicológica (os seres vistos em sua complexidade psíquica) - Análise dos valores sociais (os valores que a sociedade cria para justificar sua própria existência) - Pessimismo (descrença nos indivíduos e na organização social) - Ironia (o chamado sense of humor, inspirado nos ingleses Stern e Swift) - Refinamento da linguagem narrativa.

15 Principais personagens: Brás Cubas, Vigília, Quincas (Memórias Póstumas de Brás Cubas) Bentinho, Capitu, Escobar, José Dias, (Dom Casmurro) Quincas Borba, O cão e o Filósofo, Rubião, Sofia e Palha (Quincas Borba)

16 Naturalismo Mudança de foco: A literatura deixa de tratar a sociedade sob o olhar da burguesia e passa a tratá-la sob o olhar do proletariado; Aproximação da Literatura e da Ciência; Literatura experimentalista, baseado na vivência empírica; Romances naturalistas: Literatura de tese, pois desenvolvem uma estrutura pensada para provar ao leitor a visão determinista da sociedade.

17 Literatura a serviço da Ciência; Personagens tratadas sob o ponto de vista científico; Olhar racional e objetivo da realidade; Choque dos temas tratados com a expectativa dos leitores; Animalização do ser humano; Linguagem: a descrição impiedosa, tratando um campo semântico da visão animalesca dos homens;

18 Naturalismo no Brasil Início com a publicação de O mulato, de Aluísio Azevedo, em 1881; Autores de destaque: Aluísio Azevedo: O mulato (1881); Casa de pensão (1884); O cortiço(1890);

19 REALISMO NATURALISMO Forte influência da literatura de Gustave Flaubert (França). Forte influência da literatura de Émile Zola (França). Romance documental, apoiado na observação Romance experimental, apoiado na DIFERENÇAS ENTRE REALISMO E NATURALISMO e na análise. experimentação e observação científica. A investigação da sociedade e dos caracteres individuais é feita de dentro para fora, por meio de análise psicológica capaz de abranger sua complexidade, utilizando a ironia, que sugere e aponta, em vez de afirmar. A investigação da sociedade e dos caracteres individuais ocorre de fora para dentro, os personagens tendem a se simplificar, pois são vistos como joguetes, pacientes dos fatores biológicos, históricos e sociais que determinam suas ações, pensamentos e sentimento. Volta-se para a psicologia, centrando-se mais no indivíduo. Volta-se para a biologia e a patologia, centrando-se mais no social. As obras retratam e criticam as classes dominantes, a alta burguesia urbana e, normalmente, os personagens pertencem a esta classe social. As obras retratam as camadas inferiores, o proletariado, os marginalizados e, normalmente, os personagens são oriundos dessas classes sociais mais baixas. O tratamento imparcial e objetivo dos temas garante ao leitor um espaço de interpretação, de elaboração de suas próprias conclusões a respeito das obras. O tratamento dos temas com base em uma visão determinista conduz e direciona as conclusões do leitor e empobrece literariamente os textos.

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL AULA 13 LITERATURA PROFª Edna Prado REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL Na aula de hoje falaremos sobre o Realismo português. Mas para começarmos é importante que você saiba o que é realismo. Veja: REAL+ISMO

Leia mais

PORTUGUÊS LITERATURA. 1) Realismo

PORTUGUÊS LITERATURA. 1) Realismo PORTUGUÊS LITERATURA 1) Realismo 1.1) Introdução: É a denominação genérica da reação aos ideais românticos existentes na segunda metade do século XIX. As profundas transformações ocorridas na sociedade

Leia mais

AULA 18.1 Conteúdo: A produção realista e naturalista em Portugal; as influências europeias. INTERATIVIDADE FINAL LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 18.1 Conteúdo: A produção realista e naturalista em Portugal; as influências europeias. INTERATIVIDADE FINAL LÍNGUA PORTUGUESA 18.1 Conteúdo: A produção realista e naturalista em Portugal; as influências europeias. 2 18.1 Habilidade: Caracterizar o Realismo - Naturalismo Português e explicar o que foi a polêmica Bom-senso e bom

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

A angústia de um operário em greve é o tema de On Strike (Em Greve), 1891, óleo sobre tela, famoso quadro de Hubert von Herkomer, um dos maiores

A angústia de um operário em greve é o tema de On Strike (Em Greve), 1891, óleo sobre tela, famoso quadro de Hubert von Herkomer, um dos maiores Origem do Realismo O Realismo começou na França em 1857, com a publicação do romance Madame Bovary, de Gustave Flaubert. Abandonando o idealismo romântico, os escritores realistas propõem uma representação

Leia mais

LÍNGUA PORTUGUESA (PROEJA-MODULO II) REALISMO E NATURALISMO 2ª Unidade

LÍNGUA PORTUGUESA (PROEJA-MODULO II) REALISMO E NATURALISMO 2ª Unidade CEEP CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NEWTON SUCUPIRA PROFESSORA: EZENETE SANTOS LÍNGUA PORTUGUESA (PROEJA-MODULO II) REALISMO E NATURALISMO 2ª Unidade CEEP NEWTON SUCUPIRA LÍNGUA PORTUGUESA PROFESSORA:

Leia mais

PORTUGUES II ANO. Realismo/Naturalismo - representantes e características (com questões)

PORTUGUES II ANO. Realismo/Naturalismo - representantes e características (com questões) PORTUGUES II ANO Realismo/Naturalismo - representantes e características (com questões) INTRODUÇÃO AO REALISMO/NATURALISMO O REALISMO SURGE EM MEIO AO FRACASSO DA REVOLUÇÃO DA FRANÇA E DE SEUS IDEAIS DE

Leia mais

Emília Amaral. Ricardo Silva Leite

Emília Amaral. Ricardo Silva Leite coleção Nov s P l vr s N O V A E D I Ç Ã O Nov s P l vr s Nov e ıç o 2 Ricardo Silva Leite Emília Amaral Mestre em Teoria Literária e doutora em Educação pela Unicamp, professora do Ensino Médio e Superior

Leia mais

REALISMO E NATURALISMO

REALISMO E NATURALISMO REALISMO E NATURALISMO Diferença entre "realismo e "Realismo" Pode ser empregado toda vez que a arte/artista procura expressar o mundo de maneira objetiva, deixando a imaginação e o subjetivismo em segundo

Leia mais

ATIVIDADE CURRICULAR: LITERATURA BRASILEIRA MODERNA PROFESSOR: TÂNIA MARIA PEREIRA SARMENTO-PANTOJA

ATIVIDADE CURRICULAR: LITERATURA BRASILEIRA MODERNA PROFESSOR: TÂNIA MARIA PEREIRA SARMENTO-PANTOJA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CASTANHAL FACULDADE DE LETRAS CURSO LETRAS- HABILITAÇÃO PORTUGUÊS PLANO DE CURSO ATIVIDADE CURRICULAR: LITERATURA BRASILEIRA MODERNA PROFESSOR: TÂNIA

Leia mais

LITERATURA PORTUGUESA II AULA 04: A PROSA REALISTA TÓPICO 02: A PROSA DE EÇA DE QUEIRÓS Fonte [1] Eça de Queirós em 1882. José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 1845 Neuilly-sur- Seine, 1900) estudou

Leia mais

AVALIAÇÃO DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS

AVALIAÇÃO DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS DA UNIDADE III PONTUAÇÃO: 7,5 PONTOS QUESTÃO 01 (1,0 ponto) Leia atentamente a proposição. O Romantismo era a apoteose do sentimento; O Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte

Leia mais

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL

ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL AULA 10 LITERATURA PROFª Edna Prado ROMANTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL I - CONTEXTO HISTÓRICO Na aula passada nós estudamos as principais características do Romantismo e vimos que a liberdade era a mola

Leia mais

Português 3 Módulo 5 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA O ROMANTISMO NO BRASIL

Português 3 Módulo 5 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA O ROMANTISMO NO BRASIL Português 3 Módulo 5 O ROMANTISMO NO BRASIL 1. a) O poeta defende o menosprezo pelas regras de metrificação enquanto mera convenção. O poeta a- firma usar todas as metrificações, baseado apenas em sua

Leia mais

A MULHER BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: UM OLHAR MACHADIANO

A MULHER BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: UM OLHAR MACHADIANO A MULHER BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: UM OLHAR MACHADIANO 2015 Lilian Garcia de Paula Cintra Mestre em Psicologia Clínica Junguiana pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC SP). Psicóloga clínica. lidepaula@yahoo.com.br

Leia mais

Cine Dom E.E. Ryoiti Yassuda sala 1 - sessão 2

Cine Dom E.E. Ryoiti Yassuda sala 1 - sessão 2 Cine Dom E.E. Ryoiti Yassuda sala 1 - sessão 2 Professor(es) Apresentador(es): Daniela Saar e Saar José Augusto Ribeiro Realização: Foco Levando-se em consideração a dificuldade apresentada pelos alunos

Leia mais

POÉTICAS DO SÉCULO XIX

POÉTICAS DO SÉCULO XIX POÉTICAS DO SÉCULO XIX (2) SITUAÇÃO HISTÓRICA Segunda metade do século XIX Sociedade burguesa Capitalismo industrial Luta de classes Imperialismo [Cecil Rhodes] IDÉIAS PREDOMINANTES Socialismo utópico:

Leia mais

ROMANTISMO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

ROMANTISMO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS ROMANTISMO O Romantismo foi uma estética artística surgida no início do século XVIII, que provocou uma verdadeira revolução na produção literária da época. Retratando a força dos sentimentos, ela propôs

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL 2014

PLANEJAMENTO ANUAL 2014 PLANEJAMENTO ANUAL 2014 Disciplina: LITERATURA Período: Anual Professor: ISABEL FERNANDES Série e segmento: 2º ENSINO MÉDIO 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE Objetivos gerais 1. Formação do leitor

Leia mais

Onde Machado e Eça se encontram Aline Alves de Carvalho (UFRJ)

Onde Machado e Eça se encontram Aline Alves de Carvalho (UFRJ) Onde Machado e Eça se encontram Aline Alves de Carvalho (UFRJ) Resumo Machado de Assis escreveu, em 1878, uma resenha crítica sobre O primo Basílio, de Eça de Queirós que até hoje intriga os leitores de

Leia mais

O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara.

O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara. O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara. A segunda metade do século XIX presencia profundas modificações

Leia mais

3º trimestre de 2014 Literatura

3º trimestre de 2014 Literatura LEITURAS INDICADAS 3º trimestre de 2014 Literatura 1ª Leitura: TOMÁS, Antônio Gonzaga. Cartas Chilenas. Sinopse: O livro Cartas Chilenas (1788-1789), de autoria do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, é

Leia mais

Pedro Almeida Filho. Maternidade da Vida

Pedro Almeida Filho. Maternidade da Vida Maternidade da Vida Pedro Almeida Filho Maternidade da Vida Editor responsável Zeca Martins Projeto gráfico e diagramação Juliana Smeers Controle editorial Manuela Oliveira Capa Pedro Brondi Revisão Bruna

Leia mais

PORTUGUÊS e SOCIOLOGIA

PORTUGUÊS e SOCIOLOGIA PORTUGUÊS e SOCIOLOGIA Terceiro ano integrado EDI 3-2009 Instruções: Leia atentamente cada questão para resolvê-la com segurança. A marcação do gabarito deverá ser feita com caneta de tinta azul ou preta

Leia mais

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro;

2. 1 A poesia trovadoresca - Leitura de cantigas de amor e de amigo semântico, sintático, lexical e sonoro; EIXO TEMÁTICO: 1 TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO 1) Analisar o texto em todas as suas dimensões: semântica, sintática, lexical e sonora. 1. Diferenciar o texto literário do não-literário. 2. Diferenciar

Leia mais

O arquétipo de Bentinho: entre o social e o psicológico

O arquétipo de Bentinho: entre o social e o psicológico O arquétipo de Bentinho: entre o social e o psicológico Lílian de Sant Anna Maia 1 Resumo: O escritor Machado de Assis passeou por dois momentos literários, romantismo e realismo, em sua fase realista,

Leia mais

UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA

UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA UNIVERSIDADE DE VARSÓVIA INSTITUTO DE ESTUDOS IBÉRICOS E IBERO-AMERICANOS DEPARTAMENTO DE ESTUDOS LUSO-BRASILEIROS Ano lectivo: 2008/2009-2º semestre Profa. Dra. Anna Kalewska Dr. José Carlos Dias LITERATURA

Leia mais

Machado de Assis (1839-1908) Início romântico. Ressurreição A mão e a luva Helena Iaiá Garcia. Fase realista

Machado de Assis (1839-1908) Início romântico. Ressurreição A mão e a luva Helena Iaiá Garcia. Fase realista Machado de Assis Início romântico Fase realista Ressurreição A mão e a luva Helena Iaiá Garcia (1839-1908) Memórias Póstumas de Brás Cubas Quincas Borba Dom Casmurro Esaú e Jacó Último romance Memorial

Leia mais

LICENCIATURA EM LETRAS UFF

LICENCIATURA EM LETRAS UFF ANEXO LICENCIATURA EM LETRAS UFF SELEÇÃO DOCENTES DISCIPLINAS / FUNÇÕES - PROGRAMAS / ATIVIDAS - PERFIS DOS CANDIDATOS - NÚMEROS 5º PERÍODO DO CURSO DISCIPLINA/FUNÇÃO PROGRAMA/ATIVIDAS Portuguesa II AMOR,

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL CRISTO REI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

COLÉGIO ESTADUAL CRISTO REI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COLÉGIO ESTADUAL CRISTO REI ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Rua das Ameixeiras, 119 Núcleo Cristo Rei Fone/Fax: 0xx42 3624 3095 CEP 85060-160 Guarapuava Paraná grpcristorei@seed.pr.gov.br PLANO DE TRABALHO

Leia mais

MACHADO DE ASSIS Memórias póstumas de Brás Cubas. PROJETO DE LEITURA Douglas Tufano Maria José Nóbrega

MACHADO DE ASSIS Memórias póstumas de Brás Cubas. PROJETO DE LEITURA Douglas Tufano Maria José Nóbrega MACHADO DE ASSIS Memórias póstumas de Brás Cubas PROJETO DE LEITURA Douglas Tufano Maria José Nóbrega Literatura é aprendizado de humanidade DOUGLAS TUFANO A literatura não é matéria escolar, é matéria

Leia mais

ENEM Disciplina: Língua Portuguesa. Tema: Poesia e Prosa. Realismo e Naturalismo. Acentuação Prof.: Ricardo Peruchi Data: 02/06/2007

ENEM Disciplina: Língua Portuguesa. Tema: Poesia e Prosa. Realismo e Naturalismo. Acentuação Prof.: Ricardo Peruchi Data: 02/06/2007 O poema Como se faz a distinção entre poesia e prosa Heidi Strecker* Uma das questões mais intrigantes para os estudiosos da literatura é a distinção entre poesia e prosa. O que é poesia? Segundo a etimologia,

Leia mais

REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES

REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES Autores: Tânia Regina Goia; José Paulo Diniz; Maria Luísa Louro de Castro Valente Instituição: Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências e

Leia mais

COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2010/2011 PROVA DE LITERATURA

COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2010/2011 PROVA DE LITERATURA COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO VESTIBULAR PUCPR 2010/2011 PROVA DE LITERATURA A PUCPR elaborou uma prova, no geral, de bom nível, embora tenha apresentado algumas falhas de revisão

Leia mais

A arte do século XIX

A arte do século XIX A arte do século XIX Índice Introdução ; Impressionismo ; Romantismo ; Realismo ; Conclusão ; Bibliografia. Introdução Durante este trabalho irei falar e explicar o que é a arte no século XIX, especificando

Leia mais

Órion MEDICINA BIOLOGIA. (Tovar) NOME: Lista 03 Jundiaí e Maracanã

Órion MEDICINA BIOLOGIA. (Tovar) NOME: Lista 03 Jundiaí e Maracanã Órion MEDICIN BIOLOGI (Tovar) NOME: Lista 03 Jundiaí e Maracanã 01) Sabe-se em determinada população manifestam-se 3(três) tipos de alelos, e e a relação de dominância é > >. Suponha numa população hipotética

Leia mais

1. A TRADIÇÃO REALISTA

1. A TRADIÇÃO REALISTA 1. A TRADIÇÃO REALISTA Se você alguma vez passou os olhos por um livro chamado Raízes do Brasil (1936)*, talvez tenha lido uma passagem famosa, que refere uma característica portuguesa que Sérgio Buarque

Leia mais

A CRÍTICA SOCIAL DE CHARLES DICKENS NAS OBRAS GRANDES ESPERANÇAS E OLIVER TWIST. Maurício Silva. Márcia Moreira

A CRÍTICA SOCIAL DE CHARLES DICKENS NAS OBRAS GRANDES ESPERANÇAS E OLIVER TWIST. Maurício Silva. Márcia Moreira A CRÍTICA SOCIAL DE CHARLES DICKENS NAS OBRAS GRANDES ESPERANÇAS E OLIVER TWIST SOCIAL CRITICISM IN THE NOVELS BY CHARLES DICKENS GREAT EXPECTATIONS AND OLIVER TWIST Maurício Silva Doutor em Literatura

Leia mais

COLÉGIO MONS. JOVINIANO BARRETO

COLÉGIO MONS. JOVINIANO BARRETO GABARITO 3ª ETAPA INGLÊS COLÉGIO MONS. JOVINIANO BARRETO 52 ANOS DE HISTÓRIA ENSINO E DISCIPLINA Rua Frei Vidal, 1621 São João do Tauape/Fone/Fax: 3272-1295 www.jovinianobarreto.com.br 1º ANO Nº TURNO:

Leia mais

Teve como base os ideais do Iluminismo, iniciando-se na França e na Inglaterra, expandindo-se por toda Europa.

Teve como base os ideais do Iluminismo, iniciando-se na França e na Inglaterra, expandindo-se por toda Europa. Arte no século XIX Neoclassicismo O Neoclassicismo foi um movimento cultural nascido na Europa em meados do século XVIII, que teve larga influência na arte e na cultura de todo o ocidente até meados do

Leia mais

LITERATURA BRASILEIRA - ALGUNS ELEMENTOS INFLUENCIADORES

LITERATURA BRASILEIRA - ALGUNS ELEMENTOS INFLUENCIADORES 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES DLA LICENCIATURA EM LETRAS COM A LÍNGUA INGLESA LITERATURA BRASILEIRA I Professor: Manoel Anchieta Nery JOÃO BOSCO DA SILVA (prof.bosco.uefs@gmail.com)

Leia mais

A amizade abana o rabo

A amizade abana o rabo RESENHA Leitor iniciante Leitor em processo Leitor fluente ILUSTRAÇÕES: Marina relata, nessa história, seu encontro com cães especiais, que fazem parte de sua vida: Meiga, Maribel e Milord. A história

Leia mais

Língua Portuguesa. 1º ano. Unidade 1

Língua Portuguesa. 1º ano. Unidade 1 Língua Portuguesa 1º ano Unidade 1 Linguagem Linguagem, língua, fala Unidade 4 - capítulo 12 Linguagem verbal e não verbal Unidade 4 - capítulo 12 e 13 Signo linguístico Unidade 4 - capítulo 12 Denotação

Leia mais

ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA

ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA AULA 12 LITERATURA PROFª Edna Prado ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA Na aula passada nós estudamos as principais características da poesia romântica no Brasil.Vimos o fenômeno das três gerações românticas:

Leia mais

LINHA DO TEMPO. Fim do tráfico de africanos para o Brasil. Começa a trabalhar como funcionário público. Nasce

LINHA DO TEMPO. Fim do tráfico de africanos para o Brasil. Começa a trabalhar como funcionário público. Nasce LINHA DO TEMPO 1839 1840 1850 1856 1860 1864 1867 1869 1871 Nasce Machado de Assis Fim do tráfico de africanos para o Brasil Trabalha como redator do Diário do Rio de Janeiro Começa a trabalhar como funcionário

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS John Dewey (1859-1952) FERRARI, Márcio. John Dewey: o pensador que pôs a prática em foco. Nova Escola, São Paulo, jul. 2008. Edição especial grandes pensadores. Disponível

Leia mais

COMENTÁRIO DA PROVA DE PORTUGUÊS

COMENTÁRIO DA PROVA DE PORTUGUÊS COMENTÁRIO DA PROVA DE PORTUGUÊS Prova fundamentada na compreensão de textos, valendo-se para isso de cinco belos excertos a orientar as questões. Em tempos de jornalismo partidário travestido de imparcialidade

Leia mais

GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh.

GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh. GODOY, Luciana Bertini. Ceifar, semear: a correspondência de Van Gogh. 13 2. ed. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2009. 274 p. RESENHA Pepita de Souza Afiune * A autora Luciana Bertini Godoy é graduada em

Leia mais

Considerações acerca da transferência em Lacan

Considerações acerca da transferência em Lacan Considerações acerca da transferência em Lacan Introdução Este trabalho é o resultado um projeto de iniciação científica iniciado em agosto de 2013, no Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia

Leia mais

história, estória, História? história estória

história, estória, História? história estória história, estória, História? história - Utilizamos história com h minúsculo quando nos referimos a uma estória ou à história (qualquer acontecimento). estória - Quando nos referimos a um história não real

Leia mais

A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS. A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima

A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS. A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima 1 A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS Maria Conceição Lima Santos (UFS/DLE) I. INTRODUÇÃO A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima que vem contribuindo

Leia mais

Leone Alves. O fim da cegueira intelectual. 1ª Edição. São Paulo - Brasil

Leone Alves. O fim da cegueira intelectual. 1ª Edição. São Paulo - Brasil Leone Alves O fim da cegueira intelectual 1ª Edição São Paulo - Brasil 2015 1 Apresentação O fim da cegueira intelectual é um livro filosófico que tem como objetivo despertar na sociedade a capacidade

Leia mais

ARTES 9 ANO PROF.ª GABRIELA DACIO PROF.ª ARLENE CALIRI ENSINO FUNDAMENTAL

ARTES 9 ANO PROF.ª GABRIELA DACIO PROF.ª ARLENE CALIRI ENSINO FUNDAMENTAL ARTES 9 ANO PROF.ª ARLENE CALIRI ENSINO FUNDAMENTAL PROF.ª GABRIELA DACIO CONTEÚDOS E HABILIDADES Unidade I Tecnologia - Corpo, movimento e linguagem na era da informação. 2 CONTEÚDOS E HABILIDADES Aula

Leia mais

Realismo e Naturalismo no Brasil, contexto histórico e autores. Literatura Professora Jaqueline 2ª série

Realismo e Naturalismo no Brasil, contexto histórico e autores. Literatura Professora Jaqueline 2ª série Realismo e Naturalismo no Brasil, contexto histórico e autores. Literatura Professora Jaqueline 2ª série Contexto histórico... Segunda metade do séc. XIX; Abolição da escravatura em 1888; Mão-de-obra escrava

Leia mais

CARACTERÍSITICAS DO REALISMO

CARACTERÍSITICAS DO REALISMO REALISMO Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades.

Leia mais

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Sem limite para crescer! Resumo das aulas de Filosofia 1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Esses três filósofos foram os inauguradores da filosofia ocidental como a que

Leia mais

Nomes: Marcelo Lauer, Mariana Matté, Matheus Fernandes, Raissa Reis e Nadine Siqueira

Nomes: Marcelo Lauer, Mariana Matté, Matheus Fernandes, Raissa Reis e Nadine Siqueira Escritor brasileiro Dados de Identificação: Nomes: Marcelo Lauer, Mariana Matté, Matheus Fernandes, Raissa Reis e Nadine Siqueira Turma: 201 Professora: Ivânia Lamb Romancista brasileiro nascido em São

Leia mais

Rubricas e guias de pontuação

Rubricas e guias de pontuação Avaliação de Projetos O ensino a partir de projetos exibe meios mais avançados de avaliação, nos quais os alunos podem ver a aprendizagem como um processo e usam estratégias de resolução de problemas para

Leia mais

Língua Portuguesa 10º ano. Planificação anual e trimestral

Língua Portuguesa 10º ano. Planificação anual e trimestral Língua Portuguesa 10º ano Planificação anual e trimestral Ano lectivo: 2010 / 2011 As competências e objectivos que a seguir se indicam foram escolhidos e extraídos do Programa, no âmbito da Leitura, da

Leia mais

A MEMÓRIA NA LITERATURA

A MEMÓRIA NA LITERATURA A MEMÓRIA NA LITERATURA O MEMORIALISMO OCASIONAL Uma confissão indireta, uma revelação camuflada, às s vezes inconsciente, do que sepassa na cabeça a do escritor, das suas experiências e das recordações

Leia mais

Colégio Crescer de Jundiaí. Diário de Bordo 2 ano A, B e C 2 Semestre 2012

Colégio Crescer de Jundiaí. Diário de Bordo 2 ano A, B e C 2 Semestre 2012 Colégio Crescer de Jundiaí Nome: n Turma: Diário de Bordo 2 ano A, B e C 2 Semestre 2012 Instruções: - Este documento contém as atividades para nota mensal que o aluno deverá fazer ao longo do 2 semestre.

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL PRESIDENTE CASTELO BRANCO FACULDADE CASTELO BRANCO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO - CURSO DE HISTÓRIA ÉPOCA DE UM PAÍS DO IMPROVÁVEL

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL PRESIDENTE CASTELO BRANCO FACULDADE CASTELO BRANCO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO - CURSO DE HISTÓRIA ÉPOCA DE UM PAÍS DO IMPROVÁVEL FUNDAÇÃO EDUCACIONAL PRESIDENTE CASTELO BRANCO FACULDADE CASTELO BRANCO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO - CURSO DE HISTÓRIA 1822: MAIK CESAR HELL COLATINA 2012 MAIK CESAR HELL 1822: Resenha elaborada em cumprimento

Leia mais

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR Matheus Oliveira Knychala Biasi* Universidade Federal de Uberlândia

Leia mais

MODOS DE ESCREVER, JEITOS DE SENTIR, MANEIRAS DE REFLETIR: A "ESCRITA DE HOSPÍCIO" REVELANDO SENSIBILIDADES

MODOS DE ESCREVER, JEITOS DE SENTIR, MANEIRAS DE REFLETIR: A ESCRITA DE HOSPÍCIO REVELANDO SENSIBILIDADES MODOS DE ESCREVER, JEITOS DE SENTIR, MANEIRAS DE REFLETIR: A "ESCRITA DE HOSPÍCIO" REVELANDO SENSIBILIDADES Nádia Maria Weber Santos PPG-UFRGS Professora convidada FEEVALE / RS Pensar o "fenômeno social"

Leia mais

POESIA NO ENSINO MÉDIO: ANÁLISE DE RECEITAS RESUMO

POESIA NO ENSINO MÉDIO: ANÁLISE DE RECEITAS RESUMO POESIA NO ENSINO MÉDIO: ANÁLISE DE RECEITAS Caroline Orlandini Moraes (Bolsista Fundação Araucária / G CLCA UENP/CJ) (Integrante do GP Literatura e Ensino - UENP/CJ) Rafaela Stopa (Orientadora - CLCA-UENP/CJ)

Leia mais

Madame Bovary. Gustave Flaubert

Madame Bovary. Gustave Flaubert Gustave Flaubert Madame Bovary Muitos clássicos da literatura já foram censurados e seus autores julgados por ofender a moral, a religião e os bons costumes. Em alguns casos, quanto maior o escândalo,

Leia mais

Um na Estrada Caio Riter

Um na Estrada Caio Riter Um na Estrada Caio Riter PROJETO DE LEITURA 1 O autor Caio Riter nasceu em 24 de dezembro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia

Leia mais

RENASCIMENTO E HUMANISMO Profª Erô Cirqueira

RENASCIMENTO E HUMANISMO Profª Erô Cirqueira RENASCIMENTO E HUMANISMO Profª Erô Cirqueira Definição: Movimento científico e científico ocorrido na Europa durante a transição entre as idades Média e Moderna. Fatores: A expansão marítima e o renascimento

Leia mais

A PESQUISA E OS DILEMAS ÉTICOS DO TRABALHO DA ENFERMAGEM. IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ENFERMAGEM

A PESQUISA E OS DILEMAS ÉTICOS DO TRABALHO DA ENFERMAGEM. IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ENFERMAGEM A PESQUISA E OS DILEMAS ÉTICOS DO TRABALHO DA ENFERMAGEM. IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ENFERMAGEM Lisboa, MTL. A pesquisa e os dilemas éticos do trabalho da enfermagem. In: Seminário Nacional

Leia mais

Introdução ao Realismo

Introdução ao Realismo Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 2 Disciplina: Literatura Data da prova: 15/02/2014. Introdução ao Realismo P1-1 BIMESTRE Os textos seguintes

Leia mais

PROJETO: SANTA MARIA EM FOCO

PROJETO: SANTA MARIA EM FOCO Vem, amigo, caminhemos nas veredas de Minas, nas trilhas do tempo. Teus olhos pousarão sobre uma paisagem e, aos poucos, descobrirás, nesta toda simplicidade, uma canção, um sorriso, palavras fraternas.

Leia mais

BEM VINDOS(AS) QUERIDOS(AS)!

BEM VINDOS(AS) QUERIDOS(AS)! BEM VINDOS(AS) QUERIDOS(AS)! 28/07 (Segunda) FÍSICA Estudar a revisão para a recuperação BIOLOGIA Estudar para recuperação paralela QUÍMICA Resolver atividade pp. 217 a 218 trabalhando conceitos e pp.

Leia mais

Lista de Material 2015 1º Ano EM

Lista de Material 2015 1º Ano EM Lista de Material 2015 1º Ano EM Lista prevista conforme LeiFederal 12.886/13 MATERIAL ESCOLAR ( Pessoal) 01 Lápis ou lapiseira, borracha, caneta esferográfica azul ou preta. 01 Régua 20 cm 01 Caderno

Leia mais

a psicologia e o seu dinheiro

a psicologia e o seu dinheiro a psicologia e o seu dinheiro entenda os fatores psicológicos que afetam sua relação com o dinheiro e tenha uma vida melhor Claudio Bastidas Novatec CAPÍTULO 1 Parabéns, você já superou um problema! Deus

Leia mais

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883)

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) O pensamento de Marx: Proposta: entender o sistema capitalista e modificá-lo [...] (COSTA, 2008, p.100). Obra sobre o capitalismo: O capital.

Leia mais

Muito se discute no meio científico sobre as dificuldades em se pesquisar o processo

Muito se discute no meio científico sobre as dificuldades em se pesquisar o processo TCC em Re vista 2009 135 PINTO, Fabiana Pessini. 24 Produção científica sobre psicoterapias na base de dados Pepsic (1998/2007). 2008. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia), Franca,

Leia mais

Língua Portuguesa Ensino Médio

Língua Portuguesa Ensino Médio Língua Portuguesa Ensino Médio Sumário Episódio 7: PROSA E POESIA 1. Apresentação Capítulo 1: O CONTO NO ROMANTISMO E NO REALISMO. 1. Introdução 1.1 Objetivos 1.2. Conteúdos 2. Vídeo Capítulo 1 2.1. Ficha

Leia mais

Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo

Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo Os romancistas da Abolição: discurso abolicionista e representação do escravo nas obras de Bernardo Guimarães e Joaquim Manuel de Macedo Mestrando Marcos Francisco ALVES Orientadora Dra. Maria Amélia Garcia

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

A presença Inglesa no Brasil e sua influência nas obras de Escritores Brasileiros do Século XIX.

A presença Inglesa no Brasil e sua influência nas obras de Escritores Brasileiros do Século XIX. Universidade Federal do Pará Centro de Letras e Artes Rosamaria Reo Pereira A presença Inglesa no Brasil e sua influência nas obras de Escritores Brasileiros do Século XIX. Belém 2005 UNIVERSIDADE FEDERAL

Leia mais

Conteúdo para avaliações do 4º Bimestre1º ano E.M

Conteúdo para avaliações do 4º Bimestre1º ano E.M Conteúdo para avaliações do 4º Bimestre1º ano E.M Produção/gramática Matemática Química Biologia História Geografia Gramática- Módulo 6 Formação de palavras Capítulo 1 Derivação Capítulo 2 Composição e

Leia mais

EXPRESSIONISMO FAUVISMO CUBISMO SÉC. XX

EXPRESSIONISMO FAUVISMO CUBISMO SÉC. XX EXPRESSIONISMO FAUVISMO CUBISMO SÉC. XX História da Arte Profª Natalia Pieroni IDADE CONTEMPORÂNEA LINHA DO TEMPO - HISTORIOGRAFIA Período PRÉ-HISTÓRIA Origens do homem até 40000 a. C IDADE ANTIGA 40000

Leia mais

20 perguntas para descobrir como APRENDER MELHOR

20 perguntas para descobrir como APRENDER MELHOR 20 perguntas para descobrir como APRENDER MELHOR Resultados Processo de aprendizagem SENTIDOS (principal) Gosto de informações que eu posso verificar. Não há nada melhor para mim do que aprender junto

Leia mais

FOTONOVELA E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS 1

FOTONOVELA E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS 1 FOTONOVELA E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS 1 Francisco José da Silva ROCHA Filho 2 Nathalia Aparecida Aires da SILVA 3 Sebastião Faustino PEREIRA Filho 4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal,

Leia mais

OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO Comissão de Educação da Câmara dos Deputados

OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO Comissão de Educação da Câmara dos Deputados OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO Comissão de Educação da Câmara dos Deputados ROTEIRO PARA REGISTRO DA EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL PARTE 1 Identificação da Experiência NOME DA INSTITUIÇÃO/ESCOLA/REDE: Centro Municipal

Leia mais

MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política

MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política ////////////////////////// Ficha de Leitura * ////////////////////////// MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política Introdução [À Crítica da Economia Política] Prefácio [Para a Crítica da Economia

Leia mais

CINEMA E LITERATURA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DOM CASMURRO E DOM.

CINEMA E LITERATURA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DOM CASMURRO E DOM. 1 CINEMA E LITERATURA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DOM CASMURRO E DOM. José Kelson Justino Paulino. (UFCG) O filme brasileiro Dom foi lançado no ano de 2003. O drama tem como roteirista o renomado diretor

Leia mais

Ler para estudar. Mirta Torres REALIZAÇÃO PATROCÍNIO

Ler para estudar. Mirta Torres REALIZAÇÃO PATROCÍNIO Ler para estudar Mirta Torres REALIZAÇÃO PATROCÍNIO Ler para estudar Ler e estudar Constituem uma dupla reversível Ler é um dos caminhos de acesso ao saber: lemos e estudamos para saber, para estarmos

Leia mais

Leia com atenção o texto abaixo para responder às questões de 1 a 12.

Leia com atenção o texto abaixo para responder às questões de 1 a 12. Nome: N.º: endereço: data: Telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSARÁ A 3 ạ SÉRIE DO ENSINO MÉDIO EM 2015 Disciplina: PoRTUGUÊs Prova: desafio nota: Leia com atenção o texto abaixo para responder às questões

Leia mais

O ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA ATRAVÉS DA MÚSICA

O ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA ATRAVÉS DA MÚSICA 1 O ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA ATRAVÉS DA MÚSICA José Ozildo dos SANTOS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Rosélia Maria de Sousa SANTOS Instituto Federal de Educação,

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI Introdução O pensamento político moderno, de Hobbes a Hegel, caracteriza-se pela tendência a considerar o Estado ou sociedade

Leia mais

As principais características de cultura como visão de mundo. Herança cultural e formas de compreender o mundo. Unidade 2: A Cultura

As principais características de cultura como visão de mundo. Herança cultural e formas de compreender o mundo. Unidade 2: A Cultura As principais características de cultura como visão de mundo Herança cultural e formas de compreender o mundo Cultura como visão de mundo: [...] a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o

Leia mais

PORTUGUÊS e BIOLOGIA

PORTUGUÊS e BIOLOGIA PORTUGUÊS e BIOLOGIA Segundo ano integrado INF2 - QUI2-2009 Instruções: Leia atentamente cada questão para resolvê-la com segurança. A marcação do gabarito deverá ser feita com caneta de tinta azul ou

Leia mais

UM POUCO ALÉM DA LEITURA INSTRUMENTAL: O ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA(INGLÊS) NO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES DO IFG-CÂMPUS JATAÍ

UM POUCO ALÉM DA LEITURA INSTRUMENTAL: O ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA(INGLÊS) NO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES DO IFG-CÂMPUS JATAÍ UM POUCO ALÉM DA LEITURA INSTRUMENTAL: O ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA(INGLÊS) NO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES DO IFG-CÂMPUS JATAÍ Daniella de Souza Bezerra - daniella@jatai.ifg.edu.br Daniela

Leia mais

Classificação Decimal Universal Números e esquemas de classificação mais usados para acervos de bibliotecas escolares Ilário Zandonade 18/04/2014

Classificação Decimal Universal Números e esquemas de classificação mais usados para acervos de bibliotecas escolares Ilário Zandonade 18/04/2014 Classificação Decimal Universal Números e esquemas de classificação mais usados para acervos de bibliotecas escolares Ilário Zandonade 18/04/2014 1. Números Auxiliares 1 1.1 - Línguas =111 Inglês =112.2

Leia mais

O Romantismo em Portugal

O Romantismo em Portugal O Romantismo em Portugal Cláudio Carvalho Fernandes A ERA ROMÂNTICA O romantismo foi mais que um programa de ação de um grupo de poetas, romancistas, filósofos ou músicos. Tratou-se de um vasto movimento

Leia mais

Os ciúmes são vividos de modo diferente pela mulher e pelo homem, e também o são, em cada sexo, de acordo com o tipo de Amor.

Os ciúmes são vividos de modo diferente pela mulher e pelo homem, e também o são, em cada sexo, de acordo com o tipo de Amor. Escolha do tema: Escolha um dos três temas propostos para redação e assinale sua escolha no alto da página que será entregue. Você deve desenvolver o tema conforme o tipo de texto indicado, segundo as

Leia mais

PLANO DE TRABALHO DOCENTE CONTEÚDO ESTRUTURANTE

PLANO DE TRABALHO DOCENTE CONTEÚDO ESTRUTURANTE COLEGIO ESTADUAL DARIO VELLOZO ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL Rua Haroldo Hamilton, 271 Centro - CEP 85905-390 Fone/Fax 45 3378-5343 - Email: colegiodariovellozo@yahoo.com.br www.toodariovellozo.seed.pr.gov.br

Leia mais

Joaquim Maria Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis OBRA ANALISADA GÊNERO AUTOR DADOS BIOGRÁFICOS A Cartomante Narrativo Joaquim Maria Machado de Assis Nascimento: 21 de junho de 1839, Rio de Janeiro. Morte: 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro. No

Leia mais