PLANO DE EMERGÊNCIA. Para Mobilização e Desmobilização do. Edifício Sede da Coelba

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1 PLANO DE EMERGÊNCIA Para Mobilização e Desmobilização do Edifício Sede da Coelba Autores Osmar Átila Santos Paulo Américo Fortuna Carlos Andrade Giron Jilson Silva dos Santos Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia - COELBA Endereço: Avenida Edgard Santos, Narandiba Salvador - Bahia. CEP:

2 RESUMO O objetivo deste trabalho é orientar os empregados, prestadores de serviços e visitantes para que possam de forma organizada, atuar e controlar uma situação de emergência quer seja evacuando o Edifício Sede, combatendo sinistros ou prestando atendimento de primeiros socorros, visando salvar vidas, prevenir lesões, redução dos danos às instalações reinicio às operações o mais rápido possível, resguardar a imagem institucional da empresa e atender aos requisitos legais. Um simulado de emergência, realizado no dia 26 de novembro de 2008, apresentou resultados satisfatórios com um tempo menor do que 15 minutos para mobilizar e desmobilizar os ocupantes dos ambientes, levando-os de forma ordeira e segura aos pontos de encontro definidos, e o retorno às atividades laborais.

3 INTRODUÇÃO O plano de emergência para mobilização e desmobilização do edifício Sede da Coelba define a organização dos meios materiais disponíveis para garantir uma intervenção imediata e segura no caso de ocorrência de um acidente, estabelecendo procedimentos de mobilização e desmobilização, atendimentos de emergência, resgate de vítimas, atribuições e responsabilidades específicas a determinadas pessoas / setores, comunicação com órgãos externos, meios de comunicação, providências para resposta interna à emergência e local de encontro das equipes de emergência e dos evacuados. DESENVOLVIMENTO Abordagem detalhada do trabalho com a descrição de suas etapas e resultados obtidos. ANALISE DOS RISCOS TIPO DE PLANTA Ocupação: Serviços profissionais, pessoais e técnicos. Descrição: Escritório. Grau de risco: Médio. POPULAÇÃO Existe uma população de 992 empregados próprios, destes 57 são portadores de necessidades especiais, e estima-se uma população de empregados de empresas prestadoras de serviços na ordem de 123 pessoas, 66 estagiários, 73 menores aprendizes. Recomenda-se que os portadores de necessidades especiais com dificuldades de locomoção sejam preferencialmente alocados no pavimento térreo. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS O Prédio Sede possui 03 (três) Pavimentos, envolvendo: Edificação em estrutura pré-moldada e concreto armado, com fechamento lateral em esquadrias de alumínio e vidros. Piso:

4 Concreto armado com revestimento de borracha (paviflex): corredores e salas. Piso em madeira (piso falso): CPD (Centro de Processamento de Dados) no pavimento térreo. Granito: Pavimento térreo e última Escada da Ala Oeste, exceto CPD Mármore: Escadas da Ala Sul, e Escada Central. Cerâmica: Corredor e salas Telhado: Armação metálica, com cobertura externa em alumínio. Divisões Internas: Divisórias em material tratado. Material empregado no revestimento do forro: Térreo ao 3º Pavimento: bolsas de material incombustível recheadas com lã de vidro, com sistema de suspensão em lâminas de alumínio, com isolamento térmico. COD e Despacho: Placa de fibra mineral, com sistema de suspensão perfil tipo T invertido, com isolamento térmico.

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6 POPULAÇÃO Existe uma população de 992 empregados próprios, destes 57 são portadores de necessidades especiais, e estima-se uma população de empregados de empresas prestadoras de serviços na ordem de 123 pessoas, 66 estagiários, 73 menores aprendizes. Recomenda-se que os portadores de necessidades especiais com dificuldades de locomoção sejam preferencialmente alocados no pavimento térreo. SISTEMAS DE PROTEÇÃO Alarme O sistema Coelba de Detecção de Incêndio é composto de: Central de detecção: 1A Painel secundário: 2 (dois)

7 Detectores de fumaça: Detector ótico: 534 Acionador manual: 65 RECURSOS HUMANOS Envolvidos: HORÁRIO COMERCIAL: 206 Brigadistas, Gestores e Gerentes dos Departamentos de Saúde e Segurança e de Administração. HORÁRIO NÃO COMERCIAL: Supervisores, CPD, COD, DESPACHO e Brigadistas. Ação: Conforme estabelecidos nos Procedimentos Operacionais Padrões, adotados para os eventos não desejados citados neste Plano.

8 Não Envolvidos: Visitante (s) e/ou Clientes, presentes no local. Ação: Evacuação do local seguindo as orientações dos Brigadistas. Os participantes da brigada devem ser treinados em: a. Formação de brigadista com carga horária de 24 horas. b. Reciclagem para brigadista - anualmente com carga horária de 08 horas c. Prática de Incêndio e Combate Quadrimestralmente, com carga horária de 04 horas. d. Simulação da Evacuação do Prédio Sede Anualmente para todos os ocupantes do prédio. BRIGADISTAS

9 Equipe de resgate, evacuação e apoio Empregados, distribuídos nos turnos de trabalho, que são capacitados para enfrentar situações de emergência em todas as áreas do Edifício Sede. RESPONSABILIDADES b. Faz parte deste grupo: empregados da vigilância, da coordenação de tráfego e manutenção; (eletricista, encanador e técnico da empresa de manutenção da central de ar condicionado). c. Coordenar a retirada de pessoas em situações de emergência; d. Orientar as pessoas que se encontram em local de sinistro; e. Conduzir até o local seguro, em caráter de prioridade, portadores de necessidades especiais, idosos, gestantes e crianças; f. Conhecer todas as vias de escape e saídas de emergência; g. Organizar a evacuação da área conforme árvore de evacuação; h. Controlar o tráfego de circulação de pessoas na área afetada; i. Verificar a completa evacuação dos locais atingidos ou próximos a estes. j. Desligar sistemas elétricos que ofereçam riscos;

10 k. Manter e providenciar iluminação adequada para facilitar a atuação das equipes no controle da Emergência; l. Orientar o estacionamento e trânsito dos veículos e viaturas de apoio (Ambulância / Resgate, Bombeiros) em locais específicos; m. Remover máquinas ou equipamentos, facilitando a operação das equipes de Primeiros Socorros e Equipe de Combate a Incêndio; n. Instalar equipamentos e acessórios de apoio a Emergência; o. Providenciar para que os elevadores estejam nivelados no pavimento térreo; p. Isolar e proteger o material combustível não atingido pelo incêndio; q. Conduzir aparelhos extintores e equipamentos de proteção individual para o local do evento, seguindo orientação do Líder da Brigada. r. Acionar o gerador de emergência. s. Abrir o portão lateral da Av. Edgard Santos para entrada da viatura do Corpo de Bombeiros; t. Conduzir os evacuados até o ponto definido no térreo. (ver localização na Planta de características construtivas / setorização). u. Adotar medidas de proteção ao Meio Ambiente Responsabilidades específicas O operador da sala de monitoramento terá as seguintes responsabilidades: a. Acionar o Líder da Brigada, b. Supervisionar a central de alarme durante as 24h do dia; c. Receber notificações de emergência do Edifício Sede; d. O líder da Brigada: e. Aciona os brigadistas para avaliação da situação e tomada de decisão, comunica ao Corpo de Bombeiros pelo 193; f. Avalia a situação em conjunto com os brigadistas; g. Aciona a sirene de forma intermitente, para evacuação: apenas um pavimento ou sala; evacuação de todos os ocupantes do(s) prédio(s);

11 h. Mantêm contato constante com o apoio externo. c) Em caso de obstrução de rota de fuga original, deverá ser utilizada a rota de fuga do setor oposto, cuidando para evitar provável estrangulamento (congestionamento de pessoas) O fluxo das viaturas de apoio deve ser: a. Entrada e Saída Portaria Principal (Av. Edgard Santos) b. A movimentação de viaturas é bastante facilitada pelas vias de circulação interna, Equipe de combate a incêndio Equipe de empregados, distribuídos nos turnos de trabalho, que são capacitados para enfrentar situações de emergência em todas as áreas do Edifício Sede. Responsabilidades a. Comandar e coordenar as atividades de combate a incêndio em situações de sinistro; PLANO DE EMERGÊNCIA Emergência são todas as situações não desejáveis, que coloca em perigo a integridade física das pessoas, instalações patrimoniais e ao Meio Ambiente. São considerados como emergências, os seguintes eventos: a. Incêndio nas instalações do Edifício Sede; b. Incêndio nas instalações circunvizinhas; c. Risco ou desabamento de estruturas; d. Ameaça de explosivo; e. Acidente grave com empregado e/ou visitante; f. Pane em Elevador com pessoa dentro; g. Colisão de veículos no pátio da Empresa. h. Assalto

12 i. Tumulto / ameaça a ordem. j. Derramamento de Produto Químico. CLASSIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIA De acordo com as características da emergência a avaliação e ação, são definidas pela Brigada de Emergência como: Emergência de Pequenas Proporções. É aquela em que, ao se iniciar pode ainda ser sanada facilmente com os recursos disponíveis na empresa. Emergência de Grandes Proporções. É aquela em que os recursos disponíveis no local tornam-se ineficazes ao combate e controle do sinistro. Detalhamento de ações em instalações do edifício sede. Monitor: a. Após receber o aviso através do telefone de emergência (XXXX) ou visualização através do sistema de câmaras, verificar qual o laço que acusa o sinistro e acionar o Inspetor de Segurança Patrimonial e o Líder da Brigada. b. Aguarda a avaliação do sinistro por parte do Líder da Brigada. PLANO DE EVACUAÇÃO Tipos de Evacuação Parcial Ocorre quando da desocupação apenas dos ocupantes da área sinistrada. Total Ocorre quando da desocupação de todos os ocupantes da edificação sinistrada. PROCEDIMENTOS DE EVACUAÇÃO Características dos ocupantes

13 a. Todos os integrantes do Edifício Sede devem conhecer as rotas de fuga e saídas de emergências da edificação. Um simulado de emergência, realizado no dia 26 de novembro de 2008, apresentou resultados satisfatórios com um tempo menor do que 15 minutos para mobilizar e desmobilizar os ocupantes dos ambientes, levando-os de forma ordeira e segura aos pontos de encontro definidos, e o retorno às atividades laborais, o que ficou evidenciado na filmagem do evento, o que deverá fazer para parte do modelo instrucional para as demais instalações da empresa Anexos: ANEXO I Relação de Brigadistas (Fichário) ANEXO II Relação de Hospitais de Referência ANEXO III Planta de Localização e Situação ANEXO IV Planta de Localização dos Equipamentos de Extinção ANEXO V Planta de Detecção, Acionador Manual e Alarme ANEXO VI Planta de Rota de Fuga ANEXO VII Manual de Orientação do Sistema

14 CONCLUSÃO Para acompanhar o simulado foram contratados os serviços de observadores externos, o grupo de Francisco Borges, que apresentou o seguinte relato: Senhores, Primeiro devo parabenizar a equipe pelo início do processo e acima de tudo por terem acreditado na idéia. Este Plano de Emergência é na verdade uma mudança de comportamento para toda a empresa, não importa onde vocês estejam, ele caminhará todos os dias consigo. Podemos ver neste tipo de trabalho dois valores importantes: a solidariedade e a simplicidade. É sim ser solidário o compartilhar de preocupações, de interesse no bem comum, no dividir de ações para construção de um trabalho. A simplicidade foi a alma de todo o trabalho, e pensar que quase toda a população coelbana foi cooperativa e mesmos os que nada conheciam do tema participaram, os olhos e a alma de qualquer homem pode e deve encher-se de orgulho e lágrimas de felicidade. Continuem mudando e acreditando que só o homem pode e consegue mudar seu próprio destino quando o entende. Com relação à análise crítica do simulado, vou transcrever algumas observações importantes feitas no local pelos anotadores : Ponto de Encontro "Não tocou alarme em algumas salas ( A3). Os puxa-filas não tinham número exato do seu pessoal. Os puxa-filas não sabiam se alguém permaneceu no local." Local de Medição "Alarme não funcionou no Bloco B3 3 equipes desceram juntas impossibilitando o controle Após 4 minutos surgiram novas equipes ( bloco B3 ) Alguns desceram pelo elevador ( A4) Puxa-fila e fecha-fila saindo juntos Fecha-fila voltando para sala (A3) Tinha setores juntos Primeira equipe não se identificou Alarme baixo (B4)

15 Alarme não tocou ( B1) Alguns brigadistas estavam desorientados e não sabiam quem era sua equipe Tinham filas só com puxa-filas e fecha-filas Equipes desceram conversando entre si Pessoas saíram correndo e depois apareceu os brigadistas ( B2 ) Tinha filas apenas com puxadores" Com relação aos tempos de chegada ao ponto de encontro tivemos boas novidades. No bloco B tivemos chegada de 40 a 80 segundos das primeiras equipes, o segundo andar em média chegou entre 3 a 5 minutos e o terceiro infelizmente tivemos o tempo de 11 minutos. No bloco A o deslocamento ficou entre 80 segundos e nove minutos. Todos os tempos estiveram ligados a dois fatores importantes, localização e acionamento. A localização possibilitou uma chegada rápida ao local de ponto de encontro e o acionamento não percebido imobilizou a ação de evasão até a chegada da comunicação. Sugestões para melhoria no sistema de evasão: Melhorar o sistema de alarme, cobrir toda área externa e interna. Codificar os alarmes em início de evasão, fim de evasão, teste e acionamento da brigada de incêndio e primeiros socorros ( 4 toques diferentes ). Orientar ao longo do ano os brigadistas com relação as suas funções e responsabilidades na contagem de pessoas retiradas. Utilizar todos os processos de treinamentos para implementar o uso do plano de emergência. Criar um programa de informação para visitantes e coelbanos. Espero que este feedback ajude no desenvolvimento do programa de segurança da Coelba. Atenciosamente, FRANCISCO BORGES BORGES;FRANCISCO Treinamentos e Serviços title:diretor tel;work: tel;fax:

16 Primeiros Socorros, Resgate, Salvamento, Bombeiros Profissionais e Técnicos em Segurança e Enfermagem REFERÊNCIAS Normas: Norma Reguladora NR23 NBR 9077 Saídas de emergências em edifícios NBR Sistemas de iluminação de emergência NBR Brigada de incêndio - requisitos NBR Plano de emergência contra incêndios - requisitos Plano de emergência da Celpe

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