UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MILTON DA SILVA NETO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MILTON DA SILVA NETO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MILTON DA SILVA NETO CONVERGÊNCIA: Plataformas, conteúdos e a tecnologia para o novo espectador e os novos formatos de narrativa SÃO PAULO 2011

2 MILTON DA SILVA NETO CONVERGÊNCIA: Plataformas, conteúdos e a tecnologia para o novo espectador e os novos formatos de narrativa Dissertação de Mestrado apresentada à Banca Examinadora, como exigência para a obtenção do título de Mestre do Programa de Mestrado em Comunicação, área de concentração em Mediação, Tecnologia e Processos Sociais, Comunicação Contemporânea da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação do Prof. Dr. Vicente Gosciola. SÃO PAULO 2011

3

4 MILTON DA SILVA NETO CONVERGÊNCIA: Plataformas, conteúdos e a tecnologia para o novo espectador e os novos formatos de narrativa Dissertação de Mestrado apresentado à Banca Examinadora, como exigência para a obtenção do título de Mestre do Programa de Mestrado em Comunicação, área de concentração em Mediação, Tecnologia e Processos Sociais, Comunicação Contemporânea da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação do Prof. Dr. Vicente Gosciola. Aprovado em 15 /04 / 2011 Prof. Dr. Vicente Gosciola Prof. Dr. Almir Antonio Rosa ALMIR ALMAS Prof. Dr. Maria Ignês Carlos Magno

5 RESUMO O trabalho tem como objetivo explorar os diferentes tipos de convergência, assim como a distribuição do conteúdo nos diferentes suportes. As convergências de meios e conteúdos são fruto do desenvolvimento tecnológico, assim como uma mudança comportamental do espectador. Devido ao grande número de telas disponíveis para o consumo de conteúdo audiovisual, ocorreu uma mudança na dinâmica econômica da distribuição de conteúdo, assim como o desenvolvimento de novas experiências e narrativas. Palavras-chave: Comunicação, Convergência, Janelas de exibição, Narrativa estendida, Consumo de conteúdo.

6 6 ABSTRACT The essay purpose is to explore the different aspects of convergence and the content distribution role in different platforms. Media and content convergences are the result of technical development, as well as, viewers behavior change. Due to the multiple screens available for the audiovisual consumption, occurred a change in the content distribution economic dynamic, in addition of the development of new experiences and narratives. Key-words: Convergence, Windows of Exhibition, Extended Narratives, Content Consumption.

7 7 Sumário INTRODUÇÃO CONVERGÊNCIA CONVERGÊNCIA TECNOLÓGICA Plataformas distintas com conteúdo migrando entre elas O CONTEÚDO E AS JANELAS DE EXIBIÇÃO Cinema Home Vídeo TV Aberta TV por Assinatura Web Celular Distânca entre as janelas se encurtando CONCOMITANTEMENTE A CONVERGÊNCIA, A ADEQUAÇÃO TV Everywhere As telas trabalhando simultaneamente PRODUÇÃO DE CONTEÚDO Produção de conteúdo e as diversas telas Narrações transmidiáticas: As narrações estendidas e suas relações Narrativa em longo prazo na televisão Um significado maior da narrativa MUDANÇAS DE HÁBITO...67 CONCLUSÃO...71 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...72

8 8 LISTA DE QUADROS Quadro 1 As diferentes janelas de exibição...25 Quadro 2 Maior variedade de opções...26 Quadro 3 Código Da Vinci em diferentes plataformas...54 Quadro 4 Construção de diferentes universos...60 Quadro 5 Antes e depois de Lost...65 Quadro 6 Ilustração sobre fragmentação na distribuição de conteúdo...67 Quadro 7 Nova cadeia de distribuição de conteúdo...68

9 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Página web Samsung...27 Figura 2 Página web LG para televisão com função Netcast...28 Figura 3 Promoção de conteúdo disponível nos televisores LG...28 Figura 4 Oferta de filmes e séries para compra ou aluguel digital da Saraiva...33 Figura 5 Exemplo de oferta de Episódios disponíveis para aluguel digital...33 Figura 6 Exemplo de serviço gratuito de vídeos por streaming...33 Figura 7 Exemplo de filme disponível gratuitamente...34 Figura 8 Evento de show ao vivo disponível online por streaming...34 Figura 9 Exemplo de serviço disponível pela Oi...35 Figura 10 Telas do serviço YouTube para dispositivos móveis...36 Figura 11 Exemplo I de tela com informações adicionais Figura 12 Exemplo II de tela com informações adicionais Figura 13 Aplicativo Grey s Anatomy para experiência simultânea... 48

10 10 INTRODUÇÃO No decorrer da história da humanidade, acompanhamos diversas mudanças políticas, tecnológicas, sociais, econômicas e comportamentais, entre outras; mas nunca a humanidade esteve tão conectada e com tantos meios de comunicação disponíveis convergindo. As tecnologias da Era Digital trouxeram novas formas de interação e, de certo modo, forçaram uma grande parcela da população a se conectar, se adaptando a um novo cotidiano em que novidades aparecem de forma acelerada e o mundo virtual se torna um lugar comum. A convergência de meios passa a ser determinante nesse novo cenário, temos dois aspectos que aumentam a velocidade das mudanças, o advento das novas tecnologias, assim como o perfil dessa nova geração. Atualmente, a nova geração é muito importante para as novas tecnologias porque, diferentemente de outras épocas, em que algumas tecnologias estavam atreladas ao conhecimento técnico, hoje existe uma preocupação no que se refere à usabilidade e acesso. Os jovens estão experimentando, ajudando constantemente de forma direta ou indireta no aprimoramento de novos modelos, produtos e serviços. Tomemos como exemplo os sites de comunidades virtuais, que representam um valor extraordinário no quesito participação na internet, mas não necessariamente têm modelos financeiros definidos. Mesmo assim, estão em franca expansão. O investimento contínuo é norteado pela crença de que surgirão modelos econômicos consistentes que justificarão sua continuidade. Os jovens aparecem como representantes principais da Era Digital e estamos num momento de reflexão e aprendizado. Em artigo de Marc Prensky, de 2001 O consumo de mídia das novas gerações, os Nativos Digitais, por ele denominado, representam a primeira geração

11 11 de jovens que passaram suas vidas inteiras envoltas e utilizando computadores, videogames, mp3 players, câmeras de vídeo, celulares e outros brinquedos e ferramentas da Era Digital. De acordo com o autor, a mudança foi tão dramática que não representa somente uma mudança incremental da geração passada, na qual alguns hábitos, costumes ou comportamentos são atualizados, mas ocorreu sim uma descontinuidade,... um evento que muda as coisas tão fundamentalmente que não existe volta.... Seguindo a linha de Prensky, os representantes dessa geração pensam e processam as informações fundamentalmente diferente dos seus antecessores (PRENSKY, 2001). Temos um novo espectador, consumidor que tem novos hábitos e que de certa forma, força uma mudança das outras gerações que antecedem a sua. Assim como sua audiência, a indústria de mídia e entretenimento vem sofrendo importantes transformações com o advento das novas tecnologias. Está se expandindo as formas de distribuição de conteúdo, devido ao desenvolvimento de novos suportes como o telefone celular, tablets e TVs conectadas. A mudança não é somente tecnológica, mas também e talvez principalmente comportamental. O conteúdo no seu formato original passa a migrar para as novas plataformas propiciando diferentes experiências por parte do espectador. Se pensarmos na transformação dos diferentes meios, há não muito tempo atrás, em Junho de 1999, Shawn Fanning, com apenas 19 anos, começou uma pequena revolução quando terminou seu programa Napster que permitia o compartilhamento de arquivos de música. A indústria da música sofreu um grande revés quando deu as costas para o fenômeno do compartilhamento de arquivos na rede, mostrando que não estava preparada para a Era Digital, na qual o conteúdo de áudio, vídeo e texto são apenas combinações de zeros e uns. A música, que sempre foi objeto de desejo dos consumidores, começou a transitar pela rede de forma gratuita: os usuários abriram suas discotecas e apreciaram a troca colaborativa de conteúdo. Houve uma grande demora por parte da indústria da música em detectar esse fenômeno como uma tendência de massa; considerando que era relativa a um determinado grupo de pessoas e que seria

12 12 facilmente cessada com a imposição dos grandes conglomerados de mídia, detentores tradicionais desse mercado. Numa ação entre Davi contra Golias, o primeiro site de troca de arquivos no formato mp3 massificado, o Napster, teve suas portas virtuais fechadas quando seu idealizador, Shawn Fanning, foi processado e condenado a pagar milhões de dólares em royalties às gravadoras. Ao mesmo tempo em que o Napster estava sofrendo ações legais contra o serviço que estava provendo, de indexação e facilitação de troca de arquivos, outros sites começaram a aparecer, e o desafio da indústria continua com o número de vendas caindo de forma acentuada, gerando impacto direto em seus faturamentos. Napster teve um impacto brutal numa indústria de mais de 50 anos, o programa saiu do perímetro do Campus da Universidade e em poucos meses passou a ser usado por mais de 85 milhões de pessoas ao redor do mundo. (WALTERS, 2009) Depois de assistir os desfechos, a indústria de conteúdo audiovisual, entendendo que medidas radicais deveriam ser tomadas contra a troca de conteúdo gratuito, começou a desenvolver serviços, ou formas de disponibilizar seu conteúdo, de maneira legal, tentando atender a esse novo espectador. Para tanto, vem se empenhando no desenvolvimento de novos modelos de negócios, procurando trabalhar de forma colaborativa com novos players não tradicionais e, por fim, tentando aproveitar essas novas plataformas para produzir conteúdos específicos e criar maneiras de fidelizar essa audiência. Com essa mudança de comportamento e consumo de conteúdo em novos suportes, temos o conteúdo disponibilizado e audiência em diversas telas e não somente sua tradicional ou de origem. O objetivo do estudo aqui apresentado é descrever como os conteúdos estão fluindo entre as diferentes plataformas e o impacto da convergência. Contemplando não somente o papel de cada uma das janelas de exibição e seus respectivos suportes, como também colocar alguns conceitos de convergência, sejam eles tecnológicos ou de conteúdo e as novas narrativas que vem se desenvolvendo.

13 13 O primeiro capítulo abordará os diferentes aspectos da convergência e a evolução dos suportes e meios de distribuição de conteúdo, utilizando diferentes referências bibliográficas e suas opiniões sobre o tema. No segundo capítulo, temos a migração do conteúdo entre as diferentes plataformas, considerando os avanços tecnológicos e a disponibilidade dos conteúdos nas diferentes telas (televisão, celular e computador). O caminho percorrido pelos conteúdos audiovisuais nas diferentes janelas de exibição (Cinema, Home Vídeo, TV Aberta, TV por Assinatura, Web e Celular), assim como a relação entre as janelas e as distâncias entre elas são os assuntos do terceiro capítulo, intitulado O conteúdo e as janelas de exibição. O capítulo quatro conta que independentemente da força da convergência tecnológica, a adoção das novas tecnologias giram muito em função da adoção das mesmas, através da adequação e experiências que elas propiciam aos usuários. São apresentados conceitos como TV Everywhere e o de diferentes telas trabalhando simultaneamente. No quinto capítulo, A produção de conteúdo, temos um pouco sobre a produção do conteúdo audiovisuais e as diferentes telas, abordando também o que são as narrativas transmidiáticas, relação entre os meios e alguns exemplos atuais. No capítulo que precede a conclusão, temos alguns exemplos da dificuldade da mudança de hábitos de consumo de mídia, considerando não somente o ambiente teórico, mas o que na prática está se observando com as mudanças na cadeia de

14 14 distribuição de conteúdo, convergência e a forma como o espectador está interagindo com as diferentes telas. A conclusão do trabalho é na realidade a constatação de que o tema por ser muito atual, desperta mais questionamentos do que conclusões.

15 15 1. Convergência Podemos considerar a convergência sob diferentes aspectos: existe a convergência de suportes, de conteúdo dentre outras. Não necessariamente temos um consenso. No que tange à convergência de funcionalidade num único suporte, a Cheskin Research constatou em relatório de 2002:... a velha idéia da convergência era a de que todos os aparelhos iriam convergir num único aparelho central que faria tudo para você. O que estamos vendo hoje é o hardware divergindo, enquanto o conteúdo converge... (JENKINS, 2008, p.41) Apesar de essa afirmação ter sido considerada verdade durante muitos anos, devido principalmente à dificuldade do ponto de vista comercial, e não tecnológico, a convergência dos aparelhos tende a se tornar realidade com a flexibilização de modelos e a demanda dos usuários para que isso aconteça. Notório é o sucesso recente de aparatos como smart phones e tablets que sintetizam a convergência nos respectivos aparelhos, sendo capazes de fazer ligações de telefone, vídeo conferencia, permitir acesso a internet, armazenarem e reproduzirem conteúdo em áudio e vídeo, além de servirem para visualizarem arquivos de diferentes natureza. A evolução dos consoles de games também tem mostrado essa grande evolução, se tornando praticamente um local de concentração de diferentes tipos de conteúdo, incluindo acesso à internet. A evolução tecnológica está tendo um papel determinante na convergência de hardware, mas, como constatado pela Cheskin Research, o conteúdo vem convergindo de maneira rápida e seu consumo está acontecendo nos mais diferentes suportes. Até suportes já não tão novos estão sofrendo uma releitura e sua definição tende a ser mais ampla. Tomemos como exemplo a televisão: o que seria a definição de televisão? Podemos restringir a seu modo de recepção? A maneira como o conteúdo audiovisual é programado? Tomando-se como base os novos aparelhos de TV lançados recentemente, percebemos que a definição se torna

16 16 necessariamente mais ampla; televisores estão se assemelhando a monitores de computador e se sofisticando com processadores capazes de gravar conteúdos, ler cartões de memória, rodar pequenos aplicativos, com conexão à internet e interface diferenciada. Por outro lado, os computadores e tablets estão já receptores de televisão tradicionais e disponibilizando os canais aberto através desses aparelhos. No que tange ao conteúdo, canais de televisão, a interpretação das autoridades também estão mudando, recentemente, a Itália foi o primeiro país ocidental a equiparar o YouTube a canal de televisão, considerando a sua responsabilidade editorial, mesmo se por meio de algoritmos. (LONGO, 2010) Por esse motivo, necessitamos entender de uma maneira mais abrangente cada um dos suportes, seus desenvolvimentos e a questão da convergência. Sobre esse último, Henry Jenkins define de uma maneira mais ampla que: Por convergência, refiro-me ao fluxo de conteúdo através de múltiplos suportes midiáticos, a cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório de públicos dos meios de comunicação que vão a quase qualquer parte em busca de experiências de entretenimento que desejam. Convergência é uma palavra que consegue definir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando. (JENKINS, 2008, p.27) Jenkins acrescenta que considera que a convergência não se dá nos aparelhos, ele dá maior complexidade ao processo constatando que a convergência altera a relação entre as tecnologias existentes, mercados e públicos, salientando que é um processo e não um ponto final. Segundo o autor, assim sendo, a mudança é radical; não é somente comportamental, mas também cultural. Atualmente, com a convergência de meios/ mídias (suportes) e a possibilidade de termos conteúdos distribuídos em diferentes plataformas, o telespectador não se restringe, por exemplo, somente à tela da TV, mas também pode assistir a conteúdos tradicionalmente de televisão no computador e no celular. A audiência passa a estar vinculada ao conteúdo e não necessariamente restrita a

17 17 um meio. Por isso, os grandes grupos de mídia estão preocupados em ter diversos pontos de contato com a sua audiência, por meio dos diversos suportes. Não é raro hoje que empresas de mídia, tradicionalmente do ramo televisivo, tenham um site na internet com o seu conteúdo disponível e que estejam também desenvolvendo ou disponibilizando seu conteúdo para aparelhos móveis. Um ponto que merece nota é que, no Brasil, a escolha do sistema de TV digital colabora muito para a adoção de novas tecnologias e consumo de conteúdo nos celulares. A escolha do sistema permite a recepção de canais de televisão aberta de forma gratuita a todos os usuários que tiverem um aparelho de celular com essa funcionalidade. Como sabemos, culturalmente o brasileiro tem uma forte ligação com a televisão e sua programação, e essa agora caberá no seu bolso, na tela do seu celular. Todos esses meios coexistem num intrincado sistema de entrega de conteúdo que expandiu as escolhas do público. (apud LAWSON-BORDERS, 2003, p.94) Conforme pontuado por Forreste Carr em artigo de Gracie Lawson-Borders, Integrating New and Old Media:, Uma das verdades básicas sobre convergência é que nem toda a história ou informação útil que incita uma plataforma é adequada para outra. Algumas vezes, uma boa história de jornal é somente boa como uma boa história de jornal, não apropriada para a TV. (apud LAWSON- BORDERS, 2003, p.94) Do ponto de vista do espectador, a adequação e relevância superaram a simples migração de conteúdo entre as plataformas, existindo a necessidade de avaliação antes de simplesmente a disponibilidade do conteúdo em determinado suporte. Seguindo o conceito de Jenkins sobre a convergência e transformações:... a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos... (JENKINS, pg 27).

18 18 Percebemos que realmente ocorreu um avanço tecnológico, mas grande revolução foi comportamental. A forma de interação com os meios mudou substancialmente e alguns conceitos desconhecidos começaram a se tornar lugar comum. A conveniência, quando o usuário tem acesso ao conteúdo em diferentes suportes, no momento em que desejar (por demanda), é um aspecto importante, além disso, a interatividade com o conteúdo ou com outros usuários/ telespectadores fez com que a relação conteúdo/ usuário mudasse radicalmente. Sola Pool em Technologies of Freedom, coloca que a convergência é um processo em constante desenvolvimento; provavelmente o entendimento do conceito também tende a se alterar a medida que novos suportes aparecem ou ocorram novas demandas sobre determinado conteúdo por parte de seus consumidores. A forma em que os suportes interagem, os conteúdos são trabalhados e integrados nesses meios se alteram de acordo com os hábitos dos seus usuários. Para entendimento mais amplo, não podemos excluir também o fator econômico, o sucesso ou insucesso de determinada convergência, ou migração passa também pelo modelo econômico vigente e a disponibilidade financeira do seu consumidor. Convergência não significa perfeita estabilidade ou unidade. Ela opera como uma força constante pela unificação, mas sempre em dinâmica tensão com a transformação... não existe uma lei imutável da convergência crescente; o processo de transformação é mais complicado que isso. (apud JENKINS, 2008, pg.36) A conveniência diz respeito ao suporte em que o conteúdo será consumido; dependendo de diferentes fatores, como disponibilidade de tempo, local e o próprio acesso a diferentes suportes. De acordo com o estudo State of the Media Democracy, da empresa de consultoria Deloitte, usuários de internet estão mais apaixonados do que nunca por

19 19 seus aparelhos de televisão e prontos para a convergência de TV e online. Na média, 65% dos usuários de internet nos Estados Unidos gostariam de ter seus televisores com internet, número superior ao apresentado em 2006 de 47%. (EMARKETER, 2009). Segundo a empresa de pesquisa Futurescape, em cinco anos, 40% dos lares nos Estados Unidos terão ao menos um televisor conectado a internet, da mesma forma a Samsung, fabricante de televisores, estima que em 2014, 70% dos seus televisores de sua linha já terão possibilidade de receber uma conexão de banda larga. (FRIEDMAN, 2010) De acordo com Noshir Contractor, citado no artigo de Sheila Seles, existem 3 estágios de adoção de novas tecnologias: substituição, ampliação e reconfiguração. Por Substituição, que é a primeira fase, entende-se que uma nova tecnologia vai substituir outra. Num segundo momento, temos a Ampliação, em que a tecnologia se torna mais fácil de usar e ganha escala, ficando mais acessível. No último estágio, encontramos a Reconfiguração, em que a nova tecnologia desenvolve características, funções e usabilidades próprias. A indústria do entretenimento é uma das indústrias tradicionais que se viu obrigada a repensar o seu negócio a partir das tecnologias que foram surgindo. Não nos esqueçamos, ou não podemos esquecer o que aconteceu com outras indústrias, como a de música que com o advento dos formatos digitais e a troca de arquivos teve que correr atrás, repensar o que era seu negócio e diferentes modelos de negócios. Apesar de considerarmos as diferentes plataformas, no que se refere ao conteúdo, existe já o entendimento que as mesmas são meios de distribuição somente, forma de acesso do nosso usuário, espectador ou fã a diferentes conteúdos.

20 20 Pode parecer hoje um conceito de fácil entendimento, mas se levarmos em consideração os modelos de negócios, alocação de recursos, indústria e estrutura é uma mudança relativamente drástica na forma de se pensar. Curiosamente, se discorrermos sobre a história dos meios e empresas que fazem parta da sua cadeia de valor, vamos constatar, que de alguma forma algumas empresas já entendiam que as convergências iriam acontecer, ou até mesmo forçaram para que ocorresse, dando um tom mercadológico e financeiro. A RCA que foi fundada em 1919 (Radio Corporation of America) nos Estados Unidos para controlar as patentes da General Electric, Westinghouse e United Fruit, passou por diversas transformações, até ser proprietária, entre outros sócios, de cadeias de cinema, estações de rádio e um dos maiores canais de televisão do mundo que é a NBC, sem levar em consideração que durante sua história vendeu a Blue Network que veio a ser outra gigante do mundo televisivo que é a ABC. Enquanto isso, desenvolvia sua divisão de aparelhos eletroeletrônicos, com televisores invadindo as salas de estar norte-americanas e sendo uma das grandes fabricantes de computadores durante os anos 60. Grandes empresas vêm se enganando nos seus exercícios de futurologia, como por exemplo, o presidente da própria NBC em 1955, David Sarnoff declarando que: "Televisão nunca será uma mídia de entretenimento". Apesar da afirmativa, David foi um dos grandes executivos que comandou o canal do conglomerado da RCA, de maneira bem sucedida, e depois teve em seu filho Robert Sarnoff outro grande líder no comando da empresa. (BOBSAMERICA, HOFMAN, 2009 e WIKIPEDIA) Durante a NATPE (National Association of Television Program Executives) 2011, o presidente da NBC, Jeff Zucker, tem mostrado apoio a distribuição de conteúdo através das plataformas online, especialmente porque existe um modelo de negócios que é a publicidade. Além de simplesmente disponibilizar o conteúdo online, o executivo defende o conceito do TV Everywhere, e explica Os consumidores aproveitarem o conteúdo em qualquer tela é de interesse da indústria. O próximo desafio é que o TV Everywhere seja tecnicamente viável. (FREDERICO, 2011)

21 21 2. Convergência tecnológica Quando o número de plataformas era limitado, era muito fácil reconhecer a diferença entre os suportes, como, por exemplo, Cinema, Televisão e Rádio. Inclusive para muitos autores eram suportes e conteúdos completamente distintos. De acordo com Sandy Flitterman-Lewis : Filmes são vistos na tela grande, silenciosamente, ambientes escurecidos, onde os feixes de luz são projetados de trás em direção a uma luminosa superfície em frente. Existe uma coletividade forçada e anônima da audiência, porque, para qualquer exibição, todos os espectadores estão fisicamente presentes ao mesmo tempo em um relativo espaço fechado do cinema. Em contraste a essa espécie de casulo envolvente é a fragmentação, dispersão, e natureza variada da recepção de televisão. A escuridão é dissolvida, o anonimato removido. (apud BOLTER e GRUSIN, 1999, p. 186) Um dos aspectos colocados por Jay David Bolter e Richard Grusin em Remediation Understanding new media é que o cinema permite que o espectador fique temporariamente fora do dia-a-dia e dos aspectos culturais, sociais, econômicos e culturais. No caso da televisão, de modo geral, não conseguimos essa dissociação temporária. As duas mídias produzem experiências distintas. Apesar dessa aparente distinção, acaba existindo uma certa rivalidade entre os meios. Na definição dos autores, mídia é:... o que remidia. È aquela que se apropria de técnicas, formas e significado social de outras mídias e tenta rivalizar ou remodelá-las em nome do real. Uma mídia em nossa cultura não pode operar nunca de forma isolada, porque necessita entrar em relações de respeito e rivalidade com outra mídia... nós não podemos reconhecer o poder representativo de uma mídia exceto com referência à outra... (BOLTER e GRUSIN, 2000, pg 98) De acordo com os autores (BOLTER e GRUSIN, 2000), uma nova mídia surge quando se coloca como substituta da anterior e, para isso, utiliza-se do real ou

22 22 do autêntico, mesmo que as definições dessas palavras possam variar, para que justifiquem o seu surgimento. No caso da televisão, um dos pontos de diferenciação e superioridade seria a possibilidade de ela poder ter transmissões ao vivo, coisa que não pode acontecer com o cinema. Nessa tentativa de diferenciação, cada uma das mídias desenvolveu conteúdos ou experiências específicas para que o espectador pudesse desfrutar do conteúdo de maneira mais efetiva. Em algumas ocasiões, a distinção de conteúdos deixa de ser válida, como para filmes, por exemplo. Os filmes inicialmente foram concebidos como obras cinematográficas, para consumo nos cinemas. Devido ao seu grande valor como entretenimento e grande investimento de produção, o conteúdo de filmes seguiu o caminho de distribuição em diferentes suportes, inicialmente com a televisão e, depois, para consumo como produto em fita - para compra ou aluguel - DVD, computador, etc. Com o advento das novas tecnologias, esse processo se acelerou e também expandiu, entrando na cadeia os tocadores de disco Blu-Ray e distribuição dos arquivos digitais para download ou para serem assistidos via streaming. Portanto, a grande estrela é o conteúdo, podendo ser apreciado em diferentes equipamentos. 2.1 Plataformas distintas com conteúdos migrando entre elas A disponibilidade do mesmo conteúdo em diferentes suportes, não é em si necessariamente a convergência, mas fez com que o cinema e a televisão deixassem de ser o único lugar de consumo de conteúdo audiovisual e fizeram com que começassem a desaparecer as barreiras entre tipos de conteúdos e as diferenças entre as plataformas. Não podemos deixar de esquecer que para Jenkins a convergência não é um evento tecnológico, ou diferentes funções de diferentes aparelhos num só, no que ele chama de aparelho Black Box, mas até o oposto a isso (JENKINS. 2008). Jenkins entende convergência a forma que o conteúdo é produzido, marquetiado e consumido. A respeito disso, a literatura é vasta enumerando diferentes aparelhos

23 23 que são capazes de acumular funções, que originalmente eram restritas a outras plataformas. A forma de consumo ou interação com essas plataformas eram estudadas de maneira funcional e específica sobre aquela plataforma, a grande mudança é como as pessoas estão se apropriando das diferentes tecnologias, possibilidades e como estão as utilizando. Em entrevista a Brian David Johnson, Henry Jenkins coloca que na sua opinião, o mundo está evoluindo para que cada estória seja contada através de cada plataforma de mídia disponível, expandindo as oportunidades da estória circular. (JOHNSON, pg ). Temos conteúdos audiovisuais que podem utilizar diferentes técnicas ou linguagens, como linguagem cinematográfica ou televisiva; sem necessariamente serem exclusivos para uma plataforma. Minisséries televisivas inclusive têm se apropriado da linguagem cinematográfica, sendo filmadas em película. O que muitas vezes passa ser o ponto de referência para a natureza do conteúdo é o grau de investimento como mencionado por Drew Davidson, especialista em cross-media,... uma produção de Hollywood é bem mais cara que uma televisiva..., mas isso também não é a única forma de se avaliar a origem de determinado conteúdo. (MACHADO, Setembro, 2010) Como forma de exercício, podemos considerar que o estréia do conteúdo em determinada plataforma é o que caracteriza a sua natureza, televisiva ou cinematográfica por exemplo, mas esse passa a ser um critério mercadológico e não muito efetivo se considerarmos que alguns filmes estão estreando de forma simultânea em diferentes plataformas e a alguns conteúdos estão sendo produzidos exclusivamente para web ou para celular.

24 24 Independente das janelas ou do fluxo, o conteúdo em si é o grande atrativo, de acordo com Jenkins: O conteúdo de um meio pode mudar (como ocorreu quando a televisão substituiu o rádio como meio de contar histórias, deixando o rádio livre para se tornar a principal vitrine do rock & roll), seu público pode mudar (como ocorre quando as histórias em quadrinhos saem de voga nos anos 1950, para entrar num nicho, hoje) e seu status social pode subir ou cair (como ocorre quando o teatro se desloca de um formato popular para um formato de elite), mas uma vez que um meio se estabelece, ao satisfazer alguma demanda humana essencial, ele continua a funcionar dentro de um sistema maior de opções de comunicação. (JENKINS, 2008, p. 39) 3. O conteúdo e as janelas de exibição A indústria do entretenimento construiu uma cadeia de valor que o conteúdo audiovisual percorre. O objetivo do desenvolvimento dessa cadeia é meramente comercial, tendo como primeiro objetivo a amortização do investimento feito em determinada obra audiovisual. Essa cadeia de valor é comumente conhecida como Janelas de Exibição, assim definida por Harold L. Voguel: Os filmes são normalmente primeiro distribuídos no mercado que gera maior faturamento marginal no menor período de tempo. Então, eles vão em cascata em direção do menor valor de contribuição marginal por unidade. Isso historicamente significa lançamento em cinema, seguido por licenciamento para programadoras e distribuidoras de TV paga, home vídeo, emissoras de televisão e, finalmente, TVs locais.. (VOGUEL, 2001, p.83) De acordo com o quadro 1, podemos acompanhar as diferentes janelas, assim como seu desenvolvimento durante o tempo:

Produção de textos online. O modelo de consumo de uma nova era

Produção de textos online. O modelo de consumo de uma nova era Produção de textos online O modelo de consumo de uma nova era Introdução Novas tecnologias, ou mesmo o aprimoramento daquelas já existentes, tem transformado o modo como são consumidos os conteúdos disponibilizados

Leia mais

Inovação e o Telejornalismo Digital

Inovação e o Telejornalismo Digital Inovação e o Telejornalismo Digital Prof. Antonio Brasil Cátedra UFSC - RBS 2011 Telejornalismo Digital Novas práticas, desafios e oportunidades O que é Telejornalismo Digital Inovação tecnológica Interatividade

Leia mais

O CONSUMIDOR MOBILE. Uma visão global

O CONSUMIDOR MOBILE. Uma visão global O CONSUMIDOR MOBILE Uma visão global A PRÓXIMA POTÊNCIA EM MÍDIA Quando a primeira chamada foi realizada por um telefone móvel em 1973, o protótipo utilizado tinha bateria com duração de 30 minutos e levava

Leia mais

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce...

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce... Sumário Bleez Agência Digital... 3 Quem sou eu... 4 Introdução... 5 Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7 Quem está comprando no ecommerce... 10 Por que os brasileiros estão comprando mais... 12 O

Leia mais

O futuro do YouTube - VEJA.com

O futuro do YouTube - VEJA.com Entrevista O futuro do YouTube 29/08/2009 10:49 Por Leo Branco Nesta semana, Chad Hurley, de 32 anos, um dos criadores do YouTube, esteve no Brasil e falou a VEJA sobre o futuro do maior site de vídeos

Leia mais

Alternativas de Comercialização Cinematográfica: Novas janelas e o caso 3 Efes 1. Maria Cristina Couto Melo 2 Universidade Federal de São Carlos

Alternativas de Comercialização Cinematográfica: Novas janelas e o caso 3 Efes 1. Maria Cristina Couto Melo 2 Universidade Federal de São Carlos Alternativas de Comercialização Cinematográfica: Novas janelas e o caso 3 Efes 1 Resumo Maria Cristina Couto Melo 2 Universidade Federal de São Carlos O modelo industrial de produção cinematográfica estrutura-se

Leia mais

A OFERTA DE CONTEÚDO MULTIPLATAFORMA NA TELEVISÃO ABERTA BRASILEIRA ENTRE OS ANOS DE 2005 E 2011

A OFERTA DE CONTEÚDO MULTIPLATAFORMA NA TELEVISÃO ABERTA BRASILEIRA ENTRE OS ANOS DE 2005 E 2011 Ciências Humanas e Sociais Comunicação A OFERTA DE CONTEÚDO MULTIPLATAFORMA NA TELEVISÃO ABERTA BRASILEIRA ENTRE OS ANOS DE 2005 E 2011 Ingo A.F. von Ledebur 1 Thiago H. Ruotolo da Silva 2 Gabriela Rufino

Leia mais

Fabio Golmia - CEO EnterPlay 11 8139-1100 11 7806-3061 ID 7*22748 fabiogolmia@enterplay.com.br www.enterplay.com.br. Apresentação da Empresa

Fabio Golmia - CEO EnterPlay 11 8139-1100 11 7806-3061 ID 7*22748 fabiogolmia@enterplay.com.br www.enterplay.com.br. Apresentação da Empresa Fabio Golmia - CEO EnterPlay 11 8139-1100 11 7806-3061 ID 7*22748 fabiogolmia@enterplay.com.br www.enterplay.com.br Apresentação da Empresa Estrutura desta Apresentação Tema: Posicionamento da EnterPlay

Leia mais

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO UM BREVE HISTÓRICO COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio sempre existiu desde que surgiram as sociedades. Ele é dito como o processo de comprar, vender e trocar produtos e serviços. Inicialmente praticado pelos

Leia mais

Usuários na web Em 2015, a internet alcançará 42,4% da população...

Usuários na web Em 2015, a internet alcançará 42,4% da população... Usuários na web Em 2015, a internet alcançará 42,4% da população... Serão mais de 3 bi de usuários Crescimento no próximo ano será de 6,2% Pela 1ª vez, a internet vai alcançar mais de 2 em cada 5 pessoas

Leia mais

A Rotina de Atualização na TV Uol: Produção, Participação e Colaboração 1. Thais CASELLI 2. Iluska COUTINHO 3

A Rotina de Atualização na TV Uol: Produção, Participação e Colaboração 1. Thais CASELLI 2. Iluska COUTINHO 3 A Rotina de Atualização na TV Uol: Produção, Participação e Colaboração 1 RESUMO Thais CASELLI 2 Iluska COUTINHO 3 Universidade Federal de Juiz De Fora, Juiz de Fora, MG Este trabalho verifica como é a

Leia mais

apresentação de serviços

apresentação de serviços apresentação de serviços Nos últimos 50 anos a humanidade gerou mais informações do que em toda sua história anterior. No mercado corporativo, o bom gerenciamento de informações é sinônimo de resultados.

Leia mais

3 DICAS QUE VÃO AJUDAR A POUPAR DINHEIRO EM SEU PRÓXIMO PROJETO DE VÍDEO

3 DICAS QUE VÃO AJUDAR A POUPAR DINHEIRO EM SEU PRÓXIMO PROJETO DE VÍDEO 3 DICAS QUE VÃO AJUDAR A POUPAR DINHEIRO EM SEU PRÓXIMO PROJETO DE VÍDEO Fazer vídeos hoje em dia já não é o bicho de 7 cabeças que realmente foi a pouco tempo atrás. Nesse e-book você vai começar a aprender

Leia mais

Estudo Hábitos. Hábitos de uso e comportamento dos internautas nas mídias sociais e como as empresas podem melhorar sua atuação nas redes

Estudo Hábitos. Hábitos de uso e comportamento dos internautas nas mídias sociais e como as empresas podem melhorar sua atuação nas redes Estudo Hábitos 2012 Hábitos de uso e comportamento dos internautas nas mídias sociais e como as empresas podem melhorar sua atuação nas redes O estudo O Estudo Hábitos é realizado anualmente pela E.life

Leia mais

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS www.espm.br/centraldecases Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Preparado pelo Prof. Vicente Martin Mastrocola, da ESPM SP. Disciplinas

Leia mais

IPTV UMA INOVAÇÃO PARA O VALE DO SÃO LOURENÇO RESUMO

IPTV UMA INOVAÇÃO PARA O VALE DO SÃO LOURENÇO RESUMO IPTV UMA INOVAÇÃO PARA O VALE DO SÃO LOURENÇO AMADIO Renato Arnaut 1 RESUMO A região do Vale do São Lourenço já está inserida na era digital, ela se caracteriza pela economia sustentada na agropecuária,

Leia mais

TV digital: novas tendências e o design de interfaces

TV digital: novas tendências e o design de interfaces João Paulo Amaral Schlittler TV digital: novas tendências e o design de interfaces As mídias digitais interativas criaram uma demanda pelo design de interfaces facilitadoras da interação entre máquinas,

Leia mais

A confluência dos vídeos e a Internet

A confluência dos vídeos e a Internet WHITEPAPER A confluência dos vídeos e a Internet Por que sua empresa deveria investir em vídeos em 2013 e como a Construção Civil pode utilizar os vídeos como diferencial competitivo. 1 Saiba como os vídeos

Leia mais

MOBILE MARKETING. Prof. Fabiano Lobo

MOBILE MARKETING. Prof. Fabiano Lobo MOBILE MARKETING Prof. Fabiano Lobo - Conforme estipulado no Termo de Uso, todo o conteúdo ora disponibilizado é de titularidade exclusiva do IAB ou de terceiros parceiros e é protegido pela legislação

Leia mais

NET revoluciona oferta de HD com novos produtos e conteúdos em alta definição

NET revoluciona oferta de HD com novos produtos e conteúdos em alta definição NET revoluciona oferta de HD com novos produtos e conteúdos em alta definição Pioneira em alta definição no Brasil, NET lança novo decodificador HD e novos pacotes de canais neste formato, disponíveis

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

Fundamentos da Computação Móvel

Fundamentos da Computação Móvel Fundamentos da Computação Móvel (O Mercado Mobile no Brasil) Programação de Dispositivos Móveis Mauro Lopes Carvalho Silva Professor EBTT DAI Departamento de Informática Campus Monte Castelo Instituto

Leia mais

Introdução do Jornalismo Móvel

Introdução do Jornalismo Móvel Introdução do Jornalismo Móvel Semana 1: Visão geral das plataformas móveis, tendências e futuro Instrutor Técnico Móvel: Will Sullivan Instrutora Brasileira: Lorena Tárcia http://visual.ly/reaching-50-million-users

Leia mais

O Modelo DX sumário executivo

O Modelo DX sumário executivo White Paper O Modelo DX sumário executivo INTRODUÇÃO 2 O MODELO BROADCAST 3 MODELO TRADICIONAL DE BROADCAST 3 O MODELO DX 4 NOVOS MODELOS DE RECEITA 5 O MODELO DX PARA TELAS COLETIVAS 6 1 www.dx.tv.br

Leia mais

COMO CONQUISTAR CLIENTES COM APLICATIVOS PARA CELULAR

COMO CONQUISTAR CLIENTES COM APLICATIVOS PARA CELULAR COMO CONQUISTAR CLIENTES COM APLICATIVOS PARA CELULAR CONTEÚDO 1 2 3 4 5 6 Por que as empresas precisam estar conectadas ao mundo mobile Como os aplicativos mobile podem atrair mais clientes. Como os aplicativos

Leia mais

Jogadores de videogame participam da E3

Jogadores de videogame participam da E3 Jogadores de videogame participam da E3 ESCRITO POR James Getomer Michael Okimoto PUBLICADO Junho 2014 RESUMO Você não está na lista de um evento exclusivo? Sem problemas. Para participar, você só precisa

Leia mais

Tendências de comunicação para 2014. 89% dos brasileiros pesquisam preços na web. E-mail é 40 vezes mais eficiente que FB nas vendas

Tendências de comunicação para 2014. 89% dos brasileiros pesquisam preços na web. E-mail é 40 vezes mais eficiente que FB nas vendas Tendências de comunicação para 2014 Veja alguns temas que devem influenciar o setor 89% dos brasileiros pesquisam preços na web 78% acredita que na internet os produtos são mais baratos 63% utiliza smartphones

Leia mais

GUIA DE PRODUTOS E SERVIÇOS NET

GUIA DE PRODUTOS E SERVIÇOS NET GUIA DE PRODUTOS E SERVIÇOS NET 1 SEJA BEM-VINDO à net! Caro cliente, Este guia foi desenvolvido para você conhecer um pouco mais sobre os produtos e serviços NET que estão à sua disposição. Aproveite

Leia mais

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital 11 1 Introdução Com o advento da nova era da internet, conhecida com web 2.0, e o avanço das tecnologias digitais, o consumidor passa a ter maior acesso à informação bem como à facilidade de expressar

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS

CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS 1. Sobre a Sétima A SÉTIMA quer ajudar os realizadores, artistas, coletivos de audiovisual, distribuidoras e produtoras, que não

Leia mais

1 O Problema 1.1 Introdução

1 O Problema 1.1 Introdução 1 O Problema 1.1 Introdução As teorias de adoção e de difusão de novos produtos em tecnologia sustentam que, no lançamento, os produtos ainda são acessíveis a apenas poucos consumidores que estão dispostos

Leia mais

Palavras-Chave Plataforma digital, internet, VOD Video On-demand, televisão

Palavras-Chave Plataforma digital, internet, VOD Video On-demand, televisão 1 BALAN, Willians Cerozzi. Plataformas digitais: uma nova forma de ver TV. in FERREIRA JUNIOR, José e SANTOS, Márcio Carneiro dos. Comunicação, tecnologia e inovação: estudos interdisciplinares de um campo

Leia mais

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce).

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). A natureza global da tecnologia, a oportunidade de atingir

Leia mais

Rede IPTV DX - Clubes Desportivos

Rede IPTV DX - Clubes Desportivos White Paper 24 de Setembro de 2014 Rede IPTV DX - Clubes Desportivos Alcançando e realizando o potencial do torcedor móvel IPTV Móvel para Clubes Desportivos - DX - 1 O negócio de mídia e venda para torcedores

Leia mais

AUTOR(ES): MAITHÊ CORSI DA SILVA, FERNANDO TEIXEIRA CARVALHO, RENAN GUSTAVO MOLINA

AUTOR(ES): MAITHÊ CORSI DA SILVA, FERNANDO TEIXEIRA CARVALHO, RENAN GUSTAVO MOLINA TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DO E-COMMERCE NAS PEQUENAS EMPRESAS CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE JAGUARIÚNA AUTOR(ES): MAITHÊ CORSI DA

Leia mais

Como deixar seu negócio on-line. Tendências e a força das mídias sociais no VAREJO!

Como deixar seu negócio on-line. Tendências e a força das mídias sociais no VAREJO! Como deixar seu negócio on-line Tendências e a força das mídias sociais no VAREJO! A palavra de ordem das redes sociais é interação. Comparando a internet com outros meios de comunicação em massa como

Leia mais

Bem-vindo ao melhor do entretenimento.

Bem-vindo ao melhor do entretenimento. Manual do usuário Bem-vindo ao melhor do entretenimento. Agora, com a Vivo TV, você tem alta qualidade de som e imagem para assistir a uma programação completa com canais infantis, seriados, programas

Leia mais

Rádio Digital. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Senado Federal

Rádio Digital. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Senado Federal Rádio Digital Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal Roberto Pinto Martins Secretário rio de Telecomunicações Ministério das Comunicações Sumário 1. Cenário

Leia mais

Questão em foco: Mobilidade no PLM. Reduzindo as barreiras à inovação e à tomada de decisões de engenharia

Questão em foco: Mobilidade no PLM. Reduzindo as barreiras à inovação e à tomada de decisões de engenharia Questão em foco: Mobilidade no PLM Reduzindo as barreiras à inovação e à tomada de decisões de engenharia Tech-Clarity, Inc. 2011 Índice Introdução da questão... 3 O valor da mobilidade para a engenharia...

Leia mais

Guia Rápido TV Fibra

Guia Rápido TV Fibra Guia Rápido TV Fibra Sua nova Vivo TV Fibra chegou. Agora você terá mais diversão e entretenimento em sua casa. Além do melhor conteúdo da TV por assinatura, com sua Vivo TV Fibra você vai vivenciar novas

Leia mais

Arte e tecnologia: o papel da internet nas dinâmicas artísticas atuais. Júlia Borges do Nascimento Universidade Federal de Goiás - UFG

Arte e tecnologia: o papel da internet nas dinâmicas artísticas atuais. Júlia Borges do Nascimento Universidade Federal de Goiás - UFG Arte e tecnologia: o papel da internet nas dinâmicas artísticas atuais Júlia Borges do Nascimento Universidade Federal de Goiás - UFG Resumo: Este trabalho tem o objetivo de compreender como as transformações

Leia mais

SOCIAL MIX A MÍDIA TRADICIONAL E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO SOCIAL TV. Outubro de 2012 www.elife.com.br twitter.com/elife_br

SOCIAL MIX A MÍDIA TRADICIONAL E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO SOCIAL TV. Outubro de 2012 www.elife.com.br twitter.com/elife_br SOCIAL MIX A MÍDIA TRADICIONAL E AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS DO SOCIAL TV Este paper faz parte de uma série elaborada pela E.life/Social Agency que aborda como as tradicionais disciplinas do Mix de Comunicação

Leia mais

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação Informática Aplicada Revisão para a Avaliação 1) Sobre o sistema operacional Windows 7, marque verdadeira ou falsa para cada afirmação: a) Por meio do recurso Windows Update é possível manter o sistema

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos Criação de um canal de atendimento específico ao público dedicado ao suporte de tecnologias livres. Formação de comitês indicados por representantes da sociedade civil para fomentar para a ocupação dos

Leia mais

GUIA DE RECURSOS SMART

GUIA DE RECURSOS SMART GUIA DE RECURSOS SMART Características dos aplicativos da SMART TV 1.Android 4.2 dual-core smart TV 2.Conexão de rede (com fio/sem fio/pppoe/wlan HP) 3. Sync-View (opcional) 4. Multi-screen Interativa

Leia mais

5 Conclusões. 5.1. Sumário do estudo

5 Conclusões. 5.1. Sumário do estudo 5 Conclusões 5.1. Sumário do estudo Esta pesquisa procurou estimar o futuro das transmissões de vídeo online e os novos formatos desse mercado como o conteúdo audiovisual e seus grandes desafios em relação

Leia mais

O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA.

O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Autor: Paulo Vitor Tavares, Ms. Palavras-chave: EAD, Televisão, Videoaula, IFSC.

Leia mais

Web site Espia Amazonas 1

Web site Espia Amazonas 1 1 Web site Espia Amazonas 1 Lidiane CUNHA 2 Adália CORDEIRO 3 Breno CABRAL 4 Iara RODRIGUES 5 Marcela MORAES 7 Gabrielle NASCIMENTO 8 Faculdade Boas Novas, Manaus, AM RESUMO O web site Espia Amazonas foi

Leia mais

12 Aplicação do Modelo Delta

12 Aplicação do Modelo Delta 196 12 Aplicação do Modelo Delta Para Hax & Wilde (2001), a proposta do modelo delta é complementar às propostas de Porter e do modelo de visão baseada em recursos, e propõem a integração das diversas

Leia mais

APRESENTADORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN AUTORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN

APRESENTADORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN AUTORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN APRESENTADORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN AUTORES: VIVIANE VARANDAS E CRISTINA JENSEN O DESAFIO DA AVALIAÇÃO DE COMUNICAÇÃO EM UM CONTEXTO MULTIMÍDIA Trabalho apresentado no 4º Congresso Brasileiro

Leia mais

Redes sociais e o acesso público ao cinema brasileiro

Redes sociais e o acesso público ao cinema brasileiro Redes sociais e o acesso público ao cinema brasileiro Cynthia Zaniratti Introdução Hoje, pode-se perceber certa onipresença das redes sociais na chamada Sociedade da Informação. Mais do que um conceito

Leia mais

Agilizando o compartilhamento de imagens médicas com uso de tecnologia baseada na nuvem

Agilizando o compartilhamento de imagens médicas com uso de tecnologia baseada na nuvem DG DICOM GRID BRASIL www.dicomgrid.com.br Agilizando o compartilhamento de imagens médicas com uso de tecnologia baseada na nuvem A DICOM GRID BRASIL TEM UMA SOLUÇÃO EM UMA SÓ PLATAFORMA PARA SUAS NECESSIDADES

Leia mais

Redes Sociais e TV Social nas TVs Públicas Universitárias

Redes Sociais e TV Social nas TVs Públicas Universitárias Redes Sociais e TV Social nas TVs Públicas Universitárias Karla Rossana Francelino Ribeiro Noronha 1 ; Olga Maria Tavares da Silva 2 Universidade de Federal da Paraíba, João Pessoa, PB. Resumo Este artigo

Leia mais

A Intel espera uma redução de 20% nos custos de audioconferências com solução de comunicações unificadas

A Intel espera uma redução de 20% nos custos de audioconferências com solução de comunicações unificadas Microsoft Office System Estudo de caso da solução do cliente A espera uma redução de 20% nos custos de audioconferências com solução de comunicações unificadas Visão geral País ou região: Estados Unidos

Leia mais

TERRA DESENVOLVE O SUNDAYTV, SERVIÇO DE VÍDEO ON DEMAND

TERRA DESENVOLVE O SUNDAYTV, SERVIÇO DE VÍDEO ON DEMAND julho/2012 Case de Sucesso TERRA DESENVOLVE O SUNDAYTV, SERVIÇO DE VÍDEO ON DEMAND Para publicar um case no Portal IT4CIO, entre em contato pelo e-mail comunicacao@it4cio.com. PERFIL Terra é parte da Telefônica

Leia mais

Este tutorial apresenta uma visão das aplicações atuais e futuras para Internet Móvel.

Este tutorial apresenta uma visão das aplicações atuais e futuras para Internet Móvel. Aplicações Atuais e Futuras para Internet Móvel Este tutorial apresenta uma visão das aplicações atuais e futuras para Internet Móvel. Michel Castaldelli Michel Castaldelli é diretor do Ericsson Mobility

Leia mais

Pós-Graduação em Educação: Novos Paradigmas GUIA DO ALUNO

Pós-Graduação em Educação: Novos Paradigmas GUIA DO ALUNO GUIA DO ALUNO Prezado(a) Aluno(a), O Guia do Aluno é um instrumento normativo que descreve os padrões de qualidade dos processos acadêmicos e administrativos necessários ao desenvolvimento dos cursos de

Leia mais

As modificações promovidas pela nova lei vão sendo. Regulamentação da TV por assinatura

As modificações promovidas pela nova lei vão sendo. Regulamentação da TV por assinatura Visão Jurídica > Lei do SeAc Regulamentação da TV por assinatura Após vários anos de discussão no Congresso nacional, em setembro de 2011 foi finalmente promulgada a Lei n. 12.485/11, instituindo o chamado

Leia mais

Capítulo 1 Por que Google Marketing?

Capítulo 1 Por que Google Marketing? Capítulo 1 Por que Google Marketing? O Google modificou substancialmente a maneira como o mercado lida com a informação e informação, na nossa sociedade pós terceira onda, é tudo. Do dinheiro ao eletrodoméstico,

Leia mais

Resenha. Flávio Júnior Freitas FERREIRA 1

Resenha. Flávio Júnior Freitas FERREIRA 1 Resenha Cinema e Mercado (AUTRAN, Arthur. MATTA, João Paulo Rodrigues. DE LUCA, Luiz Gonzaga. LEAL, Antônio. MATTOS, Tetê. NUDELIMAN, Sabrina. PFEIFFER, Daniela. MASSAROLO, João Carlos. DE ALVARENGA, Marcus

Leia mais

CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS

CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS 1 CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS 1. INTRODUÇÃO OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO 2. CONCEITO PARA A PRESTAÇÃO

Leia mais

O Panorama da TV Digital no Brasil. Leandro Miller Leonardo Jardim

O Panorama da TV Digital no Brasil. Leandro Miller Leonardo Jardim O Panorama da TV Digital no Brasil Leandro Miller Leonardo Jardim Tópicos Abordados TV Aberta no Brasil Vantagens da TV Digital Padrões de TV Digital Sistema Brasileiro de TV Digital Oportunidades na TV

Leia mais

Um projeto social SET EXPERIMENTAL Idealização e direção: Giuliano Chiaradia. https://artmobileproject.com

Um projeto social SET EXPERIMENTAL Idealização e direção: Giuliano Chiaradia. https://artmobileproject.com Um projeto social SET EXPERIMENTAL Idealização e direção: Giuliano Chiaradia. https://artmobileproject.com Gostaríamos de apresentar um projeto inovador de inclusão e arte digital. ÍNDICE: 1. O projeto

Leia mais

- Aula 04_2012 - Profa. Ms. Karen Reis

- Aula 04_2012 - Profa. Ms. Karen Reis Protótipos de Jogos Digitais - Aula 04_2012-1 O documento do game (GDD) Game Design Document (GDD) usa palavras, tabelas e diagramas para explicar o conceito e o funcionamento de um game, a partir de uma

Leia mais

GfK Audience Measurements & Insights MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIA DE TV E VÍDEO

GfK Audience Measurements & Insights MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIA DE TV E VÍDEO MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIA DE TV E VÍDEO Em nenhum momento de toda a história dos meios de comunicação modernos houve tantas mudanças fundamentais na distribuição e mensuração da mídia. Com o surgimento da transmissão

Leia mais

Introdução NSZ-GS7. Reprodutor de Mídia de Rede. Imagens de tela, operações e especificações estão sujeitas a modificações sem aviso prévio.

Introdução NSZ-GS7. Reprodutor de Mídia de Rede. Imagens de tela, operações e especificações estão sujeitas a modificações sem aviso prévio. Introdução Reprodutor de Mídia de Rede NSZ-GS7 Imagens de tela, operações e especificações estão sujeitas a modificações sem aviso prévio. Introdução: LIGADO/EM ESPERA Liga e desliga o aparelho reprodutor.

Leia mais

play Guia de uso Decodificador

play Guia de uso Decodificador play Guia de uso Decodificador Bem-vindo Agora com seu Vivo Play você se diverte na hora que der vontade. São milhares de filmes, séries e shows só esperando você dar um play. Você pausa, volta, avança,

Leia mais

A Tecnologia a Serviço sdas Ideias

A Tecnologia a Serviço sdas Ideias sua A Tecnologia a Serviço sdas Grandes Ideias 1 Entre os 10 maiores integradores do Brasil Destaques Operacionais Mais de 10,000 equipamentos gerenciados de LAN e WAN 9.000 sites em mais de 700 clientes

Leia mais

Música e internet: uma expressão da Cultura Livre

Música e internet: uma expressão da Cultura Livre Música e internet: uma expressão da Cultura Livre Auta Rodrigues Moreira Irene Guerra Salles Lilian Braga Carmo Luana Roberta Salazar Resumo: Atualmente, com a presença marcante das tecnologias, torna-se

Leia mais

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - LED LCD LM6400 (55 / 47 / 42 ) Diferenciais LG - - - - - - - - - - - - - - - - - - Smart TV: é o que há de mais avançado em Smart TV. Fácil de usar, possui a maior loja de aplicativos do mercado, com inúmeros

Leia mais

DESMISTIFICANDO A CONVERGÊNCIA - O CASO DA RADIODIFUSÃO NO CELULAR

DESMISTIFICANDO A CONVERGÊNCIA - O CASO DA RADIODIFUSÃO NO CELULAR DESMISTIFICANDO A CONVERGÊNCIA - O CASO DA RADIODIFUSÃO NO CELULAR Cláudio Nazareno 1. APRESENTAÇÃO As operadoras de telefonia celular estão distribuindo conteúdo produzido por emissoras de radiodifusão

Leia mais

Atividade Capitulo 6 - GABARITO

Atividade Capitulo 6 - GABARITO Atividade Capitulo 6 - GABARITO 1. A Internet é uma força motriz subjacente aos progressos em telecomunicações, redes e outras tecnologias da informação. Você concorda ou discorda? Por quê? Por todos os

Leia mais

PLANEJAMENTO DE MARKETING ELETRÔNICO

PLANEJAMENTO DE MARKETING ELETRÔNICO Instituto FA7 IBMEC MBA em Marketing Disciplina: Professor: Turma: Equipe: Marketing Eletrônico Renan Barroso Marketing II - Fortaleza Ana Hilda Sidrim, Ana Carolina Danziger PLANEJAMENTO DE MARKETING

Leia mais

Movie Maker: Recurso para produção e comunicação.

Movie Maker: Recurso para produção e comunicação. Movie Maker: Recurso para produção e comunicação. O que é o Windows Movie Maker? O Windows Movie Maker é um programa de computador que permite criar vídeos ou editar os que já existem e transformá-los

Leia mais

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda.

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. 2 NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. Na sua 5ª edição no Brasil o NÖOS RESFEST tem duração de 3 dias e será

Leia mais

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - LED LCD LM6200 (65 / 55 / 47 / 42 ) Diferenciais LG - - - - - - - - - - - - - - - - Smart TV: é o que há de mais avançado em Smart TV. Fácil de usar, possui a maior loja de aplicativos do mercado, com

Leia mais

Aprenda Como Assistir. Online

Aprenda Como Assistir. Online Aprenda Como Assistir TV Online 1 Assistir TV Online - Mais de 3000 Canais São necessários apenas 3 passos para desfrutar de milhares de Canais de televisão, Filmes, Documentários e Shows de TV em seu

Leia mais

Reflexões Acerca da Distribuição de Conteúdo Audiovisual Brasileiro Independente na Era Digital 1

Reflexões Acerca da Distribuição de Conteúdo Audiovisual Brasileiro Independente na Era Digital 1 Reflexões Acerca da Distribuição de Conteúdo Audiovisual Brasileiro Independente na Era Digital 1 Cristhine ROLIM 2 Bertrand LIRA 3 Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB. Resumo O objetivo dessa

Leia mais

SUA EMPRESA VAI RESISTIR A EVOLUÇÃO DIGITAL?

SUA EMPRESA VAI RESISTIR A EVOLUÇÃO DIGITAL? SUA EMPRESA VAI RESISTIR A EVOLUÇÃO DIGITAL? A EVOLUÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO A evolução dos Meios de Comunicação 1990 2000 telex e-mail internet notebook e hoje?? celular MMS TV aberta TV a cabo DVD

Leia mais

Sistemas de comunicação e novas tecnologias

Sistemas de comunicação e novas tecnologias Sistemas de comunicação e novas tecnologias Módulo 3: Capitalismo informacional 3.3: Ascensão da TV paga Esta obra estálicenciada sob umalicença CreativeCommons. Prof. Dr. Marcos Dantas 1948 Pequenos empreendedores

Leia mais

MELHORES PRÁTICAS PARA FAZER UMA TRANSMISSÃO ONLINE

MELHORES PRÁTICAS PARA FAZER UMA TRANSMISSÃO ONLINE MELHORES PRÁTICAS PARA FAZER UMA TRANSMISSÃO ONLINE MELHORES PRÁTICAS PARA FAZER UMA TRANSMISSÃO ONLINE 2 SUMÁRIO»» Introdução... 4»» O que preciso para transmitir?... 7»» Como fazer...12»» Dicas (muito)

Leia mais

Convergência e Narrativa Transmidiática

Convergência e Narrativa Transmidiática Convergência e Narrativa Transmidiática O que é convergência? Convergência: processo que torna imprecisas as fronteiras entre as comunicações ponto a ponto (correio, telefone) e de massa. O que é convergência?

Leia mais

Aula 8 Conversação e rede social na web

Aula 8 Conversação e rede social na web Aula 8 Conversação e rede social na web Aula 8 Conversação e rede social na web Meta Apresentar um programa de voz sobre IP (VoIP), o Skype, e fazer uma breve introdução ao mundo das redes sociais online,

Leia mais

INTRODUÇÃO Pesquisa Game Brasil 2015 é uma nova leitura de campo que traça o perfil do gamer brasileiro. Em 2013 a primeira versão realizada em parceria com o núcleo de Estudos e Negócios em Marketing

Leia mais

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A TV DIGITAL: UMA ABORDAGEM DO POTENCIAL DA INTERATIVIDADE

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A TV DIGITAL: UMA ABORDAGEM DO POTENCIAL DA INTERATIVIDADE 1 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A TV DIGITAL: UMA ABORDAGEM DO POTENCIAL DA INTERATIVIDADE Bauru, 05/2011 Valquiria Santos Segurado UNESP - valquiria.segurado@mstech.com.br Profª Drª Vânia Cristina Pires Nogueira

Leia mais

RESENHA. SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005.

RESENHA. SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005. 1 RESENHA Mónica Santos Pereira Defreitas 1 SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005. O livro de Lúcia Santaella, Por que as comunicações e as artes estão

Leia mais

MEDIA KIT. http://boxdeseries.com.br contato@boxdeseries.com.br @boxdeseries

MEDIA KIT. http://boxdeseries.com.br contato@boxdeseries.com.br @boxdeseries MEDIA KIT http://boxdeseries.com.br contato@boxdeseries.com.br @boxdeseries 2 CONTEÚDO BREVE HISTÓRICO...03 MINICURRÍCULO DA EQUIPE...04 SOBRE O SITE...05 EDITORIAS...06 SOBRE O PODCAST...06 ESTATÍSTICAS

Leia mais

Design de navegação para tablet : Abordagem projetual da revista digital Wired

Design de navegação para tablet : Abordagem projetual da revista digital Wired Design de navegação para tablet : Abordagem projetual da revista digital Wired Gabriel da Costa Patrocínio Universidade Anhembi Morumbi patrocínio.design@gmail.com O presente artigo tem como proposta analisar

Leia mais

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Áudio - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Design - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - LED LCD LM6700 (55 / 47 / 42 ) Diferenciais LG - - - - - - - - - - - - - - - - - - Smart TV: é o que há de mais avançado em Smart TV. Fácil de usar, possui a maior loja de aplicativos do mercado, com inúmeros

Leia mais

Celular 3G como mídia: características da plataforma e condicionantes para a produção de conteúdo 1

Celular 3G como mídia: características da plataforma e condicionantes para a produção de conteúdo 1 Celular 3G como mídia: características da plataforma e condicionantes para a produção de conteúdo 1 Priscila Grison 2 Carlos Augusto Locatelli 3 Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Resumo: Este

Leia mais

CRIAÇÃO DE UM PRODUTO JORNALÍSTICO: SITE PAPO DE MULHER

CRIAÇÃO DE UM PRODUTO JORNALÍSTICO: SITE PAPO DE MULHER PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS CENTRO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO FACULDADE DE JORNALISMO BÁRBARA COSTA LEÃO DE OLIVEIRA BRUNO ALVES DE SOUZA JAMILLE CASTELO BRANCO JHONATAS HENRIQUE SIMIÃO

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD 1 de 9 Desde o nascimento do telemóvel e o seu primeiro modelo vários se seguiram e as transformações tecnológicas que estes sofreram ditaram o nascimento de várias gerações. O Motorola DynaTac 8000X é

Leia mais

as cinco principais batalhas do monitoramento e como você pode vencê-las

as cinco principais batalhas do monitoramento e como você pode vencê-las DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA Setembro de 2012 as cinco principais batalhas do monitoramento e como você pode vencê-las agility made possible sumário resumo executivo 3 efetivo do servidor: 3 difícil e piorando

Leia mais

Se você está começando a explorar o marketing digita com o YouTube, então você, certamente, já notou o quão poderosos são os vídeos.

Se você está começando a explorar o marketing digita com o YouTube, então você, certamente, já notou o quão poderosos são os vídeos. Eu fico muito feliz por você ter baixado esse ebook, nele você vai encontrar um método fantástico de atrair clientes através de uma plataforma incrível, que desenvolvi depois de milhares de testes dentro

Leia mais

ANIMAÇÕES WEB AULA 2. conhecendo a interface do Adobe Flash. professor Luciano Roberto Rocha. www.lrocha.com

ANIMAÇÕES WEB AULA 2. conhecendo a interface do Adobe Flash. professor Luciano Roberto Rocha. www.lrocha.com ANIMAÇÕES WEB AULA 2 conhecendo a interface do Adobe Flash professor Luciano Roberto Rocha www.lrocha.com O layout do programa A barra de ferramentas (tools) Contém as ferramentas necessárias para desenhar,

Leia mais

Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet

Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet XXXIV Congresso Internacional de Propriedade Intelectual - ABPI Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet Rosana Alcântara Diretora Agosto de 2014 Agenda Atuação da ANCINE

Leia mais

Comunicado de imprensa

Comunicado de imprensa Novas Toshiba Smart TV Lisboa, 21 de maio de 2014 A Toshiba apresenta a sua nova linha Smart TV, estreando as séries L5, L6 e L7 de TV LED de Alta Definição. A Cloud TV é a aposta da Toshiba na área do

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO. para tv TV101

MANUAL DO USUÁRIO. para tv TV101 MANUAL DO USUÁRIO adaptador android para tv TV101 Índice Exibição do Produto 03 Instruções para Uso 03 Menu Principal 04 Configurações de Wi-Fi 04 Navegando por Arquivo ou Pasta 05 Conexão USB 06 Instalando/

Leia mais

Consulte a parte de trás para obter informações sobre instalação rápida.

Consulte a parte de trás para obter informações sobre instalação rápida. Guia do Usuário Consulte a parte de trás para obter informações sobre instalação rápida. Protegemos mais usuários contra ameaças on-line do que qualquer outra empresa no mundo. Cuidar de nosso meio ambiente,

Leia mais