RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA SOUZA CRUZ S.A: ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE ENTRE OS INDICADORES FINANCEIROS E OPERACIONAIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA SOUZA CRUZ S.A: ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE ENTRE OS INDICADORES FINANCEIROS E OPERACIONAIS"

Transcrição

1 RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA SOUZA CRUZ S.A: ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE ENTRE OS INDICADORES FINANCEIROS E OPERACIONAIS Oswaldo Carlesso Neto (UFU) THAYSE MACHADO GUIMARAES (UFU) Karem Cristina de Sousa Ribeiro (UFU) Este trabalho tem como propósito avaliar a relação estabelecida entre a receita bruta, impostos sobre a venda, remuneração dos acionistas, volume de venda de cigarros e market share com os retornos anuais das ações da multinacional Souza Crruz S.A. Para este estudo, foram utilizadas referências que embasam o conceito de sustentabilidade em seu sentido amplo, ou seja, ambiental, social e econômico. Além disso, foram estudados os autores que trabalham a gestão baseada em valor, que corresponde à forma de avaliar o valor de mercado das empresas que vai além do resultado contábil. Foram utilizadas também as teorias de correlação e coeficiente de determinação. O trabalho foi norteado por estes conceitos, já que a principal intenção é avaliar a relação estabelecida entre as seguintes variáveis: indicadores financeiros e operacionais e os retornos das ações desta companhia, no período de 2003 a Adotou-se como metodologia uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, por meio de um estudo de caso da Souza Cruz S.A. Foram utilizados os relatórios anuais desta empresa, bem como o site institucional para o levantamento das informações do negócio. Justifica-se o período abordado, pois a partir do ano de 2003 houve modificação no parque fabril da Souza Cruz S.A, com a construção de uma nova fábrica em Cachoeirinha (PR). Em relação aos resultados encontrados, foi possível identificar que não há forte relação entre os indicadores estudados e os retornos anuais das ações. Apenas o indicador financeiro remuneração dos acionistas possui correlação mais elevada, mas ainda assim inferior a 50%. A respeito do indicador operacional volume vendas de cigarros, observou-se que há correlação negativa. Para estudos futuros, sugerese que sejam aprofundadas as análises, de modo a apurar também a equação de regressão. Adicionalmente, os demais indicadores financeiros e operacionais, como lucro líquido por ação, investimentos e número de colaboradores, podem ser incorporados na análise.

2 Palavras-chaves: Retornos Anuais das Ações. Indicadores Financeiros. Indicadores Operacionais 2

3 RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA SOUZA CRUZ S.A: ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE ENTRE OS INDICADORES FINANCEIROS E OPERACIONAIS Este trabalho tem como propósito avaliar a relação estabelecida entre a receita bruta, impostos sobre a venda, remuneração dos acionistas, volume de venda de cigarros e market share com os retornos anuais das ações da multinacional Souza Cruz S.A. Para este estudo, foram utilizadas referências que embasam o conceito de sustentabilidade em seu sentido amplo, ou seja, ambiental, social e econômico. Além disso, foram estudados os autores que trabalham a gestão baseada em valor, que corresponde à forma de avaliar o valor de mercado das empresas que vai além do resultado contábil. Foram utilizadas também as teorias de correlação e coeficiente de determinação. O trabalho foi norteado por estes conceitos, já que a principal intenção é avaliar a relação estabelecida entre as seguintes variáveis: indicadores financeiros e operacionais e os retornos das ações desta companhia, no período de 2003 a Adotou-se como metodologia uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, por meio de um estudo de caso da Souza Cruz S.A. Foram utilizados os relatórios anuais desta empresa, bem como o site institucional para o levantamento das informações do negócio. Justifica-se o período abordado, pois a partir do ano de 2003 houve modificação no parque fabril da Souza Cruz S.A, com a construção de uma nova fábrica em Cachoeirinha (PR). Em relação aos resultados encontrados, foi possível identificar que não há forte relação entre os indicadores estudados e os retornos anuais das ações. Apenas o indicador financeiro remuneração dos acionistas possui correlação mais elevada, mas ainda assim inferior a 50%. A respeito do indicador operacional volume vendas de cigarros, observou-se que há correlação negativa. Para estudos futuros, sugere-se que sejam aprofundadas as análises, de modo a apurar também a equação de regressão. Adicionalmente, os demais indicadores financeiros e operacionais, como lucro líquido por ação, investimentos e número de colaboradores, podem ser incorporados na análise. 1. Introdução A Souza Cruz S.A é uma multinacional do ramo de tabaco líder nacional com cerca de 62% do mercado brasileiro. Esta indústria assume o compromisso de promover práticas socialmente responsáveis, as quais permitem que tal empresa seja um agente de desenvolvimento social e ambiental, além do foco econômico. Desde 2003, fundou um novo parque fabril em Cachoeirinha (PR), além do já existente em Uberlândia (MG) e mantém a produção de fumo e cigarros, englobando em suas atividades o compromisso com a sociedade em que atua. (SOUZA CRUZ, 2012). Em relação à perspectiva da sustentabilidade, entendida através dos três pilares, conforme apresentado por Elkington (2001), surgem desafios na busca pelo equilíbrio, visando à sustentabilidade. Esta perspectiva envolve a qualidade ambiental, a justiça social e o desenvolvimento econômico. Mais especificamente sobre a gestão das empresas, Assaf Neto (2003) evidencia que as organizações têm revelado importantes avanços, por meio da mudança de uma postura convencional, com ênfase no lucro e na rentabilidade, para uma análise voltada à riqueza dos 3

4 acionistas. Enquanto o lucro permite que as decisões financeiras sejam avaliadas pelo resultado contábil, a rentabilidade avalia com base no resultado econômico, ou seja, considera o custo de oportunidade do capital próprio e o risco do negócio. Sendo assim, a criação da riqueza, baseia-se na diferença entre o valor de mercado da organização e o capital investido pelos proprietários. Visto que esta empresa em estudo tem como preocupação a promoção de resultados sólidos, para o estudo foram utilizados métodos estatísticos por meio das análises de correlação e regressão, medindo a relação existente entre alguns dos indicadores relevantes para a Souza Cruz S.A e os retornos anuais das ações desta empresa. De acordo com Mandim (2005), enquanto na análise de correlação um número resume o nível (grau) de relacionamento entre duas variáveis, a análise de regressão determina a consecução (definição) de uma equação matemática que descreve o relacionamento entre duas ou mais variáveis. Sendo assim, o problema que motivou a realização desta pesquisa foi: Qual a relação entre os indicadores financeiros e operacionais da Souza Cruz S.A com os retornos anuais de suas ações no mercado durante o período de 2003 a 2010? Escolheu-se este período, pois em 2003 a Souza Cruz S.A fundou uma nova fábrica em Cachoeirinha (PR) e a partir deste ano passou a operar com duas indústrias no Brasil. O objetivo principal, desse modo, é identificar a relação entre os indicadores financeiros e operacionais da Souza Cruz S.A com os retornos anuais de suas ações no mercado durante o período de 2003 a De maneira específica, busca-se identificar os valores ajustados dos indicadores financeiros (receita bruta, impostos sobre a venda e remuneração dos acionistas) e operacionais (volume de venda de cigarros e market share), apurar os retornos das ações no mercado no período em análise, realizar o cálculo da correlação destas variáveis e também calcular os coeficientes de determinação. O trabalho está estruturado em cinco partes. A introdução contempla o problema de pesquisa, justificativa do tema e os objetivos que embasam as apurações. A segunda parte traz a revisão de alguns conceitos de sustentabilidade, gestão baseada em valor, métodos estatísticos como correlação e coeficiente de determinação. A terceira, por sua vez, apresenta a metodologia adotada, a quarta os resultados apurados e, por fim, a quinta as considerações finais, bem como a proposta para realização de estudos futuros. 2. Revisão da Literatura Os dois últimos séculos são caracterizados por um predomínio da globalização e do crescimento industrial, o que ocasiona melhorias do padrão de vida e conforto das pessoas. Porém, os custos ambientais derivados destas práticas não são poucos (BONNIE e HUANG, 2001). Quando é abordado o desempenho organizacional, a análise vai além da perspectiva contábil de resultado dos exercícios. Tal desempenho baseia-se nos aspectos ambientais, sociais e econômicos. Esta perspectiva foi desenvolvida por Elkington em 1994 e envolve a qualidade ambiental, a justiça social e o desenvolvimento econômico, entendidos como a teoria dos três pilares. Conforme Elkington (2001), surgem desafios na busca por este equilíbrio, visando à sustentabilidade. Segundo o mesmo autor, o pilar ambiental está relacionado à conservação e uso dos recursos naturais. Já o pilar social diz respeito à equidade 4

5 e participação dos grupos sociais na construção e manutenção do sistema. O pilar econômico, por sua vez, representa a geração de riqueza pela e para a sociedade, considerando o entendimento dos impactos além dos acionistas, ou seja, envolve todos stakeholders. Diante do atual contexto, as discussões sobre o tema ambiental tornam-se cada vez mais importantes e produtivas, culminando no surgimento de novas alternativas de interação da sociedade com o ambiente que a circunda, buscando-se formas de amenizar os impactos ambientais (BELLEN, 2005). Deste modo, surgem as três dimensões essenciais às quais todas as organizações devem submeter boa parte de suas atenções: a econômica, a ambiental e a social Mais especificamente sobre o pilar econômico, sabe-se que ele se refere aos impactos causados pelas organizações no que tange às condições econômicas dos stakeholders, bem como nos demais níveis do sistema econômico, ou seja, está relacionado à rentabilidade econômico-financeira da empresa. Em relação ao gerenciamento das empresas, sabe-se que tem ocorrido um processo de mudança em sua forma de atuação, devido principalmente à abertura de mercado, globalização, mercado altamente competitivo e profissionais qualificados e desenvolvidos. Dessa forma, busca-se cada vez mais a riqueza dos acionistas em detrimento ao lucro contábil, ou seja, a administração tem migrado de um modelo baseado na geração de lucro, para um modelo baseado na criação de valor para a empresa e acionistas. Assim, torna-se uma questão crucial a identificação do valor dos ativos de um empreendimento. Segundo Assaf Neto (2003), criar valor para uma empresa vai além de cobrir os custos das mercadorias vendidas. Reflete, pois, o entendimento e o cálculo dos custos de oportunidade do capital investido, sendo este não mostrado pela contabilidade tradicional na apuração dos resultados da empresa. Em outras palavras, a criação de valor é verificada quando a empresa consegue oferecer a seus proprietários de capital (credores e acionistas) uma remuneração acima da taxa mínima exigida pelos mesmos. Desse modo, o valor da empresa ultrapassa o valor dos investimentos, resultando em uma agregação de riqueza, e esta refere-se ao valor de mercado formado com base nas expectativas dos investidores em ações. Assim, entende-se que este valor gerado é incorporado pelo mercado na avaliação das ações, valorizando-as (aumento de preço das ações), o que gera riqueza aos acionistas. Por outro lado, quando o retorno oferecido pelo investimento não for suficiente para remunerar o risco assumido pelo acionista, tem-se a destruição de valor, o que permite dizer que o valor de mercado da empresa é inferior ao montante de seus ativos, isto é, a empresa vale mais fracionada do que se avaliada em sua totalidade. Póvoa (2007) afirma que existe uma considerável diferença entre preço e valor, já que o primeiro pode ser fixo, ou variar de acordo com a oferta e demanda, e geralmente é definido pelo comportamento do público alvo de determinado produto. Já o conceito de valor, depende da visão individual de cada potencial consumidor. Damodaram (2007) alega que conhecer o valor de um ativo e o que o determina são pré-requisitos básicos para uma decisão inteligente. Conforme afirma Damodaran (2012), todos os ativos de uma empresa possuem um valor e a chave de um investimento e gestão de sucesso não é saber apenas qual é esse valor, mas também identificar os recursos que compõem tal valor. Deste modo, é diferente avaliar o estado real de uma propriedade e o valor de ações negociadas no mercado financeiro, ou seja, 5

6 os detalhes de uma avaliação variam de caso para caso. Porém, apesar do uso de diferentes técnicas, elas mantêm um grau de similaridade em relação aos princípios básicos do valuation. Um investimento é efetuado com a expectativa de que quando efetuarem uma venda, o valor do investimento terá crescido o suficiente para cobrir os custos que tiveram e ainda compensar o risco que incorreram ao realizar tal investimento, portanto, em uma economia de mercado as organizações são julgadas pela sua capacidade e habilidade de criar valor para seus acionistas (KOLLER; GOEDHART; WESSELS, 2010). No que diz respeito aos métodos estatísticos, muitas vezes utilizados para as comparações de indicadores, sabe-se que especialmente se destacam a correlação e a regressão. A análise de correlação tem como objetivo principal medir a força ou o grau de associação linear entre dois conjuntos de dados, sendo o coeficiente de correlação a medida desta associação. Nesta análise a maneira como as variáveis são tratadas é simétrica, ou seja, não há distinção entre variáveis independente e dependente (y e x). Outra particularidade encontrada na análise de correlação corresponde ao pressuposto de que as variáveis são aleatórias e existe uma medida de associação linear entre elas, não necessariamente de causação (ANDERSON ET AL., 2009 e GUJARATI, 2006). Já análise de regressão é responsável pelo estudo da dependência de uma variável (y), dependente, em relação a outra variável (x) ou diversas variáveis (x, y, z...), independentes. A partir da regressão, espera-se estimar ou prever o valor médio da variável dependente (y) em termos dos valores médios conhecidos da(s) variável(eis) independente(s). Tal análise trata as variáveis envolvidas de forma assimétrica, ou seja, pressupõe-se que a variável dependente (y) aleatória, tem uma distribuição probabilística. Além disso, a análise tem a premissa de que as variáveis independentes são fixas ou não aleatórias (CHRIS BROOKS, 2008 e GUJARATI, 2006). Dessa forma, enquanto na análise de correlação um número resume o nível (grau) de relacionamento entre duas variáveis, a análise de regressão determina a consecução (definição) de uma equação matemática que descreve o relacionamento entre duas ou mais variáveis (MANDIM, 2005 e STEVENSON, 1997). Destaca-se que, no presente estudo, a equação de regressão não foi estimada, porém, fez-se uso do coeficiente de determinação r², medida esta que identifica o percentual de variação da variável dependente que pode ser explicado pela variável independente. 3. Aspectos Metodológicos Conforme Selltiz et al (1975), classificam-se as pesquisas em três grupos, sendo: exploratórias, descritivas e causais. Os estudos exploratórios têm como objetivo a descoberta de ideias e intuições. Os descritivos apresentam características de uma situação, grupo ou indivíduo específico. Os causais, por sua vez, são aqueles que verificam uma hipótese de relação causal entre variáveis. Em virtude dos objetivos deste trabalho estarem claramente definidos, este estudo possui caráter descritivo, já que busca a descrição de características de determinada população ou estabelece relação entre variáveis (GIL, 2006). Analisando os procedimentos técnicos utilizados, a pesquisa configura o método de estudo de caso da multinacional Souza Cruz S.A. É apresentada uma abordagem quantitativa, por meio da utilização de métodos estatísticos como correlação, coeficiente de determinação e gráficos comparativos. 6

7 Para o levantamento de dados, foram utilizados os relatórios anuais, que estão divulgados no site institucional da empresa, bem como o banco de dados Economática, especialmente para a obtenção dos valores médios das ações. Por isso, conforme afirma Lakatos e Marconi (2001), foi realizada uma pesquisa documental e bibliográfica. Os retornos anuais das ações foram obtidos por meio dos valores de fechamento também anuais. O método utilizado foi continuously compounded return que corresponde ao logaritmo da divisão do valor de fechamento do ano subsequente pelo valor de fechamento do ano anterior. 4. Análise dos Resultados A Souza Cruz S.A é uma multinacional do ramo de tabaco que tem como compromisso a realização de práticas sustentáveis. Para esta indústria, sustentabilidade corresponde à produção de melhores e sólidos resultados econômicos a longo prazo a partir da adoção de comportamentos e práticas socialmente responsáveis. Pode-se citar as seguintes iniciativas: parques ambientais em suas estruturas fabris, balanços de carbono, energia renovável, reutilização de efluentes, apoio a instituições de educação das comunidades locais, dentre outros. Como a preocupação é promover resultados sólidos, este estudo realiza a análise de alguns indicadores destacados por esta empresa, sendo três financeiros e dois operacionais (SOUZA CRUZ, 2012). Diante do problema de pesquisa e dos objetivos almejados, foi empregada uma análise estatística baseada no coeficiente de correlação, a fim de se identificar a medida de associação linear entre as variáveis, bem como no coeficiente de determinação, com o intuito de determinar a proporção da variação da variável dependente que é explicada pela variação das variáveis independentes. A análise baseia-se na determinação da influência de alguns indicadores financeiros (receita bruta, impostos sobre as vendas e remuneração dos acionistas) e operacionais (volume de vendas e market share) na determinação dos retornos anuais das ações no período compreendido entre 2003 e Quanto aos indicadores financeiros, a análise do coeficiente de correlação informa que a variável objetivo (retorno anual das ações) tem uma baixa correlação positiva (0,2583) em relação à variável receita bruta, o que significa que são diretamente proporcionais, apesar da baixa correlação. O coeficiente de determinação encontrado (0,0667) permite a conclusão de que cerca de 7% das variações ocorridas nos retornos anuais das ações no período referido são explicadas pelas variações encontradas na receita bruta. A Figura 1 Receita Bruta x Retornos anuais das Ações ilustra o comportamento destacado nestas análises. 7

8 FIGURA 1 Receita Bruta x Retornos anuais das Ações No que diz respeito à variável impostos sobre as vendas, o coeficiente de correlação (0,3001) indica que existe uma associação linear moderada em relação ao retorno anual das ações, ou seja, as variáveis movem-se no mesmo sentido de forma moderada. O coeficiente de determinação (0,0900) segue o mesma lógica, destacando que cerca de 9% das variações encontradas nos retornos anuais das ações são explicadas pelos impostos incidentes sobre as vendas. Esta correspondência é ilustrada pela figura 2 Impostos sobre Vendas x Retornos anuais das Ações. FIGURA 2: Impostos sobre Vendas x Retornos anuais das Ações No tocante à variável explanatória remuneração dos acionistas, o coeficiente de correlação (0,4513) também indica uma moderada correlação positiva, tendo as variáveis se deslocando no mesmo sentido e o coeficiente de determinação encontrado (0,2037) mostra que cerca de 20% da variação verificada no retorno anual das ações é explicada pela variação no valor da remuneração dos acionistas. Este comportamento é representado na figura 3 Remuneração dos Acionistas x Retornos anuais das Ações. 8

9 FIGURA 3: Remuneração dos Acionistas x Retornos anuais das Ações Por meio da análise dos indicadores operacionais, pode-se afirmar que a variável volume de vendas apresenta uma baixa correlação negativa (-0,2920) para com a variável retorno anual das ações, o que indica, conforme figura 4 Volume Venda de Cigarros x Retornos anuais das Ações, que as mesmas caminham em direções opostas, ou seja, quando uma aumenta, a outra diminui. Já o coeficiente de determinação encontrado (0,0853), permite afirmar que cerca de 9% das variações ocorridas no retorno anual das ações são explicadas pelas variações decorrentes do volume de vendas. FIGURA 4: Volume Venda de Cigarros x Retornos anuais das Ações 9

10 Por fim, ao analisar a variável market share ( fatia de mercado ) o coeficiente de correlação (0,0848) encontrado em relação à variável objetivo, indica que estas variáveis apresentam um nível de correlação positivo muito pequeno, portanto são, de forma pouco expressiva, diretamente proporcionais. Esta relação é observada na figura 5 Market Share x Retornos anuais das Ações. FIGURA 5: Market Share x Retornos anuais das Ações O coeficiente de determinação (0,0072), por sua vez, informa que cerca de 1% das variações ocorridas no retorno anual das ações podem ser explicadas pela variação anual da porcentagem de mercado (market share) pertencente à organização. Como a Souza Cruz S.A, no que diz respeito à sustentabilidade, expressa seu compromisso na produção de resultados sólidos, é possível observar, pela ótica do pilar econômico, que posteriormente à inauguração da nova fábrica em Cachoeirinha (PR) em 2003, esta empresa produziu resultados positivos, especialmente em relação à receita bruta, que foi crescente ao longo dos anos de 2003 a Considerações Finais Este trabalho teve o intuito de avaliar a relação existente entre alguns indicadores financeiros (receita bruta, impostos sobre as vendas e remuneração dos acionistas) e operacionais (volume de vendas e market share) da empresa Souza Cruz S.A com as variações ocorridas nos retornos anuais das ações de tal empresa durante o período de 2003 a As análises foram realizadas por meio de métodos estatísticos para identificar o quanto cada um destes indicadores influenciou na variação da variável objetivo. Para atingir os resultados, utilizou-se a correlação (determinação do coeficiente de correlação) e o coeficiente de determinação, o qual representa um dos valores gerados através de uma análise de regressão. 10

11 Os resultados obtidos mostraram que os indicadores financeiros e econômicos, escolhidos para a realização das análises, impactam de forma pouco significativa no valor da variável objetivo, sendo que o indicador financeiro mais relevante é a remuneração dos acionistas, o qual apresentou o maior nível de correlação (0,4513), bem como o maior coeficiente de determinação (0,2037). Dessa forma, considera-se que ele é a melhor variável financeira que explica as variações ocorridas no retorno anual das ações no período em análise. Este resultado é sustentado pelo fato de que quanto mais dividendos uma empresa paga, mais valor o mercado pode oferecer à mesma, e consequentemente, maior será o retorno gerado pelas ações. O indicador operacional mais relevante para a explicação das variações ocorridas no valor da variável objetivo, apesar de apresentar um coeficiente de correlação negativo para com a mesma (o que apenas indica que são inversamente proporcionais) é o volume de vendas, pois apresentou um maior coeficiente de determinação em relação ao indicador market share. Este resultado se justifica, pois o volume de vendas mantido pela organização é de fundamental importância para o crescimento e valorização da empresa, já que a mesma está instalada em um segmento da economia (varejo). Com base no trabalho realizado, o estudo obteve êxito quanto à execução dos objetivos propostos e consequentemente respondeu ao problema de pesquisa elaborado. Observou-se que não há forte relação entre os indicadores estudados e os retornos anuais das ações. Apenas o indicador financeiro remuneração dos acionistas possui correlação mais elevada, mas ainda assim inferior a 50%. Mais especificamente sobre o pilar econômico da sustentabilidade, a empresa em estudo alcançou resultados sólidos, apresentando receita bruta crescente no período analisado, o que indica que foi sustentável. Esta questão evidencia que a Souza Cruz S.A consegue atingir seus objetivos, tendo o foco na promoção de práticas sustentáveis. Como estudos futuros, sugere-se que seja estimada uma equação de regressão linear simples, com o intuito de analisar o quanto um aumento de uma unidade monetária nos indicadores aumentaria ou diminuiria o retorno anual das ações. Além disso, sugere-se que indicadores financeiros e operacionais, como lucro líquido por ação, investimentos e número de colaboradores, sejam incorporados à análise. Referências ANDERSON, D. R. et. al. Estatística aplicada a administração e economia. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas e Valor. São Paulo: Atlas, 2003 Cap. 9 e 10. BELLEN, H. M. V. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, p. BONNIE F. D.; HUANG, S. -C. Achieving sustainability through attention to human resource factors in environmental management. International Journal of Operations & Production Management, London, v. 21, n.12, p , BROOKS, C. Introductory econometrics for finance. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, DAMODARAN, Aswath. Avaliação de Empresas. 2.ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, DAMODARAN, A. Investment valuation: tools and techniques for determining the value of any asset. 3nd ed. New Jersey: John Wiley & Sons, ELKINGTON, John. Canibais com garfo e faca. São Paulo: Makron Books,

12 GIL, A. C. Como elaborar projetos de Pesquisa. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, GUJARATI, D. Econometria básica. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, KOLLER, T.; GOEDHART, M.; WESSELS, D. Valuation: measuring and managing the value of companies. 5nd ed. New Jersey: Jonh Wiley & Sons, LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de Metodologia Científica. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, MANDIM, D. Estatística descomplicada. 11. ed. Brasília: Editora Vestcon, PÓVOA, Alexandre. Valuation: como precificar ações. 2.ed. São Paulo: Globo, SELLTIZ, C. et al. Métodos de Pesquisa nas Relações Sociais, 6ª. Reimpressão EPU. São Paulo: Editora USP, SOUZA CRUZ S.A Base de Dados do site institucional da empresa. Disponível em: < Acesso em: 11 de abril de STEVENSON, W. J. Estatística aplicada a administração. São Paulo: Harbra,

RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA EMBRAER S.A: ANÁLISE DOS INDICADORES DE RENTABILIDADE E DO BACKLOG FINANCEIRO

RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA EMBRAER S.A: ANÁLISE DOS INDICADORES DE RENTABILIDADE E DO BACKLOG FINANCEIRO RETORNOS ANUAIS DAS AÇÕES DA EMBRAER S.A: ANÁLISE DOS INDICADORES DE RENTABILIDADE E DO BACKLOG FINANCEIRO Thayse Machado Guimaraes (UFU ) thaysemg.adm@gmail.com Oswaldo Carlesso Neto (UFU ) netincarlesso@hotmail.com

Leia mais

BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Pro. Alexandre Assaf Neto Este trabalho tem por objetivo básico apresentar as bases conceituais do processo de avaliação econômica de empresas. Avaliação

Leia mais

2 Referencial Teórico

2 Referencial Teórico 2 Referencial Teórico Baseado na revisão da literatura, o propósito deste capítulo é apresentar a estrutura conceitual do tema de Avaliação de Investimentos, sendo dividido em diversas seções. Cada seção

Leia mais

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 RECURSOS HUMANOS EM UMA ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR COM PERSPECTIVA DE DESENVOLVIVENTO DO CLIMA ORGANIZACONAL: O CASO DO HOSPITAL WILSON ROSADO EM MOSSORÓ RN

Leia mais

Capital de giro. Capital de giro. Administração. Índices Financeiros e Capital de Giro. Prof: Marcelo dos Santos

Capital de giro. Capital de giro. Administração. Índices Financeiros e Capital de Giro. Prof: Marcelo dos Santos Administração Prof: Marcelo dos Santos Índices Financeiros e Capital de Giro A administração do capital de giro envolve basicamente as decisões de compra e venda tomadas pela empresa, assim como suas atividades

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO Rafael Martins Noriller (UFGD) rafael_mn1985@hotmail.com

Leia mais

Unidade IV. A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008).

Unidade IV. A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008). AVALIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade IV 7 ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO A necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa (Matarazzo, 2008). A administração

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira Administração Financeira e Orçamentária I Introdução à Administração Financeira Conteúdo O Campo das Finanças A Função Financeira na Empresa As Funções do Administrador Financeiro O Objetivo da Empresa

Leia mais

Necessidade de Capital de Giro, Compras, Vendas e Regressão Linear.

Necessidade de Capital de Giro, Compras, Vendas e Regressão Linear. Necessidade de Capital de Giro, Compras, Vendas e Regressão Linear. MAXIMILLIANO DA SILVA MARINHO Graduando Do Curso De Ciências Contábeis Da UFPA maxi_marinho@yahoo.com.br Heber Lavor Moreira Prof Orientador

Leia mais

Relação entre Capital de Giro e Necessidade de Capital de Giro.

Relação entre Capital de Giro e Necessidade de Capital de Giro. Relação entre Capital de Giro e Necessidade de Capital de Giro. Tendo em vista que o capital de giro representa o saldo correspondente à diferença entre os saldos das contas do ativo e passivo circulantes,

Leia mais

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A

INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A INDICADORES DE RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE ECONOMICO FINANCEIRA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS DA INDÚSTRIA ROMIA S/A AUTOR ANTONIA TASSILA FARIAS DE ARAÚJO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RESUMO O presente

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 1 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A CONTABILIDADE AMBIENTAL: Uma Análise dos Indicadores Financeiros de Empresas participantes do Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&F BOVESPA. Rubiana Bezerra

Leia mais

CAP. 4b INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA

CAP. 4b INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA CAP. b INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA A influência do Imposto de renda Do ponto de vista de um indivíduo ou de uma empresa, o que realmente importa, quando de uma Análise de investimentos, é o que se ganha

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais

Avaliação Econômica Valuation

Avaliação Econômica Valuation Avaliação Econômica Valuation Wikipedia The process of determining the current worth of an asset or company. There are many techniques that can be used to determine value, some are subjective and others

Leia mais

GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO

GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO PAULO ROBERTO GUEDES (Maio de 2015) É comum o entendimento de que os gastos logísticos vêm aumentando em todo o mundo. Estatísticas

Leia mais

NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE

NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE Resumo: NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE O artigo trata sobre a estratégia financeira de curto prazo (a necessidade de capital

Leia mais

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A José Jonas Alves Correia 4, Jucilene da Silva Ferreira¹, Cícera Edna da

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Contabilidade financeira e orçamentária I

Contabilidade financeira e orçamentária I Contabilidade financeira e orçamentária I Curso de Ciências Contábeis - 6º Período Professora: Edenise Aparecida dos Anjos INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Finanças Corporativas: incorporaram em seu

Leia mais

Adilson Celestino de Lima (PROPAD/UFPE) celestelima@uol.com.br Antonio André Cunha Callado (PROPAD/UFPE) andrecallado@yahoo.com.br

Adilson Celestino de Lima (PROPAD/UFPE) celestelima@uol.com.br Antonio André Cunha Callado (PROPAD/UFPE) andrecallado@yahoo.com.br Existem discrepâncias no valor econômico das empresas de energia elétrica comparando os valores de mercado e os valores pelo método do fluxo de caixa descontado? Adilson Celestino de Lima (PROPAD/UFPE)

Leia mais

Mercado de Capitais. Análise Fundamentalista. Professor: Roberto César

Mercado de Capitais. Análise Fundamentalista. Professor: Roberto César Mercado de Capitais Análise Fundamentalista Professor: Roberto César Análise Fundamentalista A análise fundamentalista é um importante instrumento utilizado para a análise de investimento em ações. O princípio

Leia mais

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação O que é Inflação? Inflação É a elevação generalizada dos preços de uma economia O que é deflação? E a baixa predominante de preços de bens

Leia mais

metanor s.a. METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2010 Metanol do Nordeste

metanor s.a. METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2010 Metanol do Nordeste METANOR S.A. Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2010 Senhores Acionistas, Em conformidade com as disposições legais e estatutárias, a administração da METANOR S.A. submete à apreciação

Leia mais

Eixo Temático: Estratégia e Internacionalização de Empresas ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO BALANÇO FINANCEIRO DE UMA GRÁFICA

Eixo Temático: Estratégia e Internacionalização de Empresas ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO BALANÇO FINANCEIRO DE UMA GRÁFICA Eixo Temático: Estratégia e Internacionalização de Empresas ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO BALANÇO FINANCEIRO DE UMA GRÁFICA Viviane de Senna, Adriano Mendonça Souza, Afonso Valau de Lima Junior, Fernanda Rezer,

Leia mais

Administração Financeira II

Administração Financeira II Administração Financeira II Introdução as Finanças Corporativas Professor: Roberto César INTRODUÇÃO AS FINANÇAS CORPORATIVAS Administrar é um processo de tomada de decisões. A continuidade das organizações

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A.

ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA DA EMPRESA BOMBRIL S.A. Universidade Federal do Pará Centro: Sócio Econômico Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Análise de Demonstrativos Contábeis II Professor: Héber Lavor Moreira Aluno: Roberto Lima Matrícula:05010001601

Leia mais

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO OS NEGÓCIOS Odilio Sepulcri* INTRODUÇÃO A sobrevivência dos negócios, dentre outros fatores, se dará pela sua capacidade de gerar lucro. O lucro, para um determinado produto, independente da forma como

Leia mais

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras Por Marcelo Bandeira Leite Santos 13/07/2009 Resumo: Este artigo tem como tema o Customer Relationship Management (CRM) e sua importância como

Leia mais

INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS

INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS ANA BEATRIZ DALRI BRIOSO¹, DAYANE GRAZIELE FANELLI¹, GRAZIELA BALDASSO¹, LAURIANE CARDOSO DA SILVA¹, JULIANO VARANDAS GROPPO². 1 Alunos do 8º semestre

Leia mais

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração Trabalho de Conclusão de Curso - TCC Graduação em Administração Educação Presencial 2011 1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC O curso de Administração visa formar profissionais capacitados tanto para

Leia mais

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS. 5.1 Conclusão

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS. 5.1 Conclusão 97 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 5.1 Conclusão Este estudo teve como objetivo final elaborar um modelo que explique a fidelidade de empresas aos seus fornecedores de serviços de consultoria em informática. A

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014

A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 A EVOLUÇÃO DO PIB PARANAENSE - 2009 A 2014 Marcelo Luis Montani marcelo.montani@hotmail.com Acadêmico do curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Mônica Antonowicz Muller monicamuller5@gmail.com Acadêmica

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

A IMPORTÃNCIA DO CAPITAL DE GIRO E ALGUMAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA DE CAPITAL DE GIRO

A IMPORTÃNCIA DO CAPITAL DE GIRO E ALGUMAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA DE CAPITAL DE GIRO A IMPORTÃNCIA DO CAPITAL DE GIRO E ALGUMAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA DE CAPITAL DE GIRO Este artigo cientifico, apresenta de maneira geral e simplificada, a importância do capital de giro para as empresas,

Leia mais

INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES

INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES O Instituto Assaf comparou diversos indicadores de desempenho dos bancos grandes e dos bancos médios de 2009 a 2011. Primeiramente

Leia mais

Neste contexto, o Fluxo de Caixa torna-se ferramenta indispensável para planejamento e controle dos recursos financeiros de uma organização.

Neste contexto, o Fluxo de Caixa torna-se ferramenta indispensável para planejamento e controle dos recursos financeiros de uma organização. UNIDADE II FLUXOS DE CAIXA Em um mercado competitivo, a gestão eficiente dos recursos financeiros, torna-se imprescindível para o sucesso da organização. Um bom planejamento do uso dos recursos aliado

Leia mais

Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br

Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br 6C0N021 Contabilidade Gerencial Prof. Paulo Arnaldo Olak olak@uel.br Programa da Disciplina Introdução e delimitações Importância da formação do preço de venda na gestão do lucro. Principais elementos

Leia mais

Módulo 4 PREVISÃO DE DEMANDA

Módulo 4 PREVISÃO DE DEMANDA Módulo 4 PREVISÃO DE DEMANDA Conceitos Iniciais Prever é a arte e a ciência de predizer eventos futuros, utilizando-se de dados históricos e sua projeção para o futuro, de fatores subjetivos ou intuitivos,

Leia mais

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 1. Crescimento Econômico Conceitua-se crescimento econômico como "o aumento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB) em termos globais e per capita,

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Um estudo da correlação dos resultados patrimoniais e operacionais das seguradoras Francisco Galiza, Mestre em Economia (FGV)

Um estudo da correlação dos resultados patrimoniais e operacionais das seguradoras Francisco Galiza, Mestre em Economia (FGV) Um estudo da correlação dos resultados patrimoniais e operacionais das seguradoras Francisco Galiza, Mestre em Economia (FGV) Este estudo aborda a correlação entre os resultados operacionais e patrimoniais

Leia mais

Marília Gottardi 1 Rodrigo Altério Pagliari 2 Rosemary Gelatti 3 FEMA 4

Marília Gottardi 1 Rodrigo Altério Pagliari 2 Rosemary Gelatti 3 FEMA 4 CUSTEIO VARIÁVEL COMO SUPORTE À TOMADA DE DECISÃO EMPRESARIAL Marília Gottardi 1 Rodrigo Altério Pagliari 2 Rosemary Gelatti 3 FEMA 4 RESUMO: Inicialmente a contabilidade tinha o objetivo de controlar

Leia mais

ALGAR Programas PGP e PGI 1

ALGAR Programas PGP e PGI 1 ALGAR Programas PGP e PGI 1 O Grupo Algar atua nos setores de Telecomunicações, Agronegócios, Serviços e ainda tem participação acionária no Rio Quente Resorts, no segmento de turismo. A sede do Grupo

Leia mais

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ Acadêmica de Administração Geral na Faculdade Metropolitana de Maringá /PR - 2005 RESUMO: A atividade comercial

Leia mais

Desenvolvendo e avaliando programas de incentivos de remuneração de curto prazo

Desenvolvendo e avaliando programas de incentivos de remuneração de curto prazo Desenvolvendo e avaliando programas de incentivos de remuneração de curto prazo Com a competição por talentos e a cobrança maior por resultados financeiros, as empresas vem procurando criar ou alterar

Leia mais

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES! A análise do desempenho histórico! Análise setorial! Análise de múltiplos! Elaboração de projeções de resultados! Determinação

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONOMICA DE PROJETOS: estudo de caso sobre a venda de uma usina hidrelétrica

ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONOMICA DE PROJETOS: estudo de caso sobre a venda de uma usina hidrelétrica ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONOMICA DE PROJETOS: estudo de caso sobre a venda de uma usina hidrelétrica Amanda Azzolini Marioto, Paulo César de Ribeiro Quintairos, Marco Aurélio Vallim Reis da Silva, Edson

Leia mais

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL 1. Introdução Uma empresa é administrada para satisfazer os interesses e objetivos de seus proprietários. Em particular, a organização de atividades econômicas em

Leia mais

Gestão Financeira de Organizações

Gestão Financeira de Organizações Gestão Financeira de Organizações Módulo 10 - Política de Dividendos e Relações com Investidores Prof. Luiz Antonio Campagnac e-mail: luiz.campagnac@gmail.com Livro Texto Administração Financeira: princípios,

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011

METANOR S.A. Metanol do Nordeste Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011 METANOR S.A. Camaçari - Bahia - Brasil Relatório da Administração de 2011 Senhores Acionistas, Em conformidade com as disposições legais e estatutárias, a administração da METANOR S.A. submete à apreciação

Leia mais

ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas

ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas 1) Resumo Executivo Descrição dos negócios e da empresa Qual é a ideia de negócio e como a empresa se chamará? Segmento

Leia mais

METODOLOGIA GERAL DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

METODOLOGIA GERAL DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS METODOLOGIA GERAL DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Camila Pires Cremasco Gabriel 1 Luis Roberto Almeida Gabriel Filho 2 Thiago Ariceto 3 Chádia Priscila Cardoso Gonçalves 4 Matheus Choueri 5 RESUMO: A definição

Leia mais

CAPÍTULO 2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO

CAPÍTULO 2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO Bertolo Administração Financeira & Análise de Investimentos 6 CAPÍTULO 2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO No capítulo anterior determinamos que a meta mais

Leia mais

COMPORTAMENTO DO CAPITAL DE GIRO PELO MÉTODO FLEURIET DA EMPRESA LOJAS RENNER S/A NO PERÍODO DE 2010 A

COMPORTAMENTO DO CAPITAL DE GIRO PELO MÉTODO FLEURIET DA EMPRESA LOJAS RENNER S/A NO PERÍODO DE 2010 A XXVIENANGRAD COMPORTAMENTO DO CAPITAL DE GIRO PELO MÉTODO FLEURIET DA EMPRESA LOJAS RENNER S/A NO PERÍODO DE 2010 A 2014 Carlos Alberto Serra Negra Camila Pinto Assis Fernando Marinho dos Reis FOZDOIGUAÇU,2015

Leia mais

PLANEJAMENTO E CONTROLE DE VENDAS

PLANEJAMENTO E CONTROLE DE VENDAS PLANEJAMENTO E CONTROLE DE VENDAS PLANO DE VENDAS É o alicerce do planejamento periódico numa empresa, pois praticamente todo o restante do planejamento da empresa baseia-se nas estimativas de vendas,

Leia mais

COMO ANALISAR E TOMAR DECISÕES ESTRATÉGICAS COM BASE NA ALAVANCAGEM FINANCEIRA E OPERACIONAL DAS EMPRESAS

COMO ANALISAR E TOMAR DECISÕES ESTRATÉGICAS COM BASE NA ALAVANCAGEM FINANCEIRA E OPERACIONAL DAS EMPRESAS COMO ANALISAR E TOMAR DECISÕES ESTRATÉGICAS COM BASE NA ALAVANCAGEM FINANCEIRA E OPERACIONAL DAS EMPRESAS! O que é alavacagem?! Qual a diferença entre a alavancagem financeira e operacional?! É possível

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

DESPESAS FIXAS. O que são Despesas Fixas?

DESPESAS FIXAS. O que são Despesas Fixas? Conceitos de Gestão O intuito desse treinamento, é apresentar aos usuários do software Profit, conceitos de gestão que possam ser utilizados em conjunto com as informações disponibilizadas pelo sistema.

Leia mais

Empresas criam ou destroem a riqueza dos acionistas

Empresas criam ou destroem a riqueza dos acionistas Empresas criam ou destroem a riqueza dos acionistas Por Oscar Malvessi Artigo publicado na revista Mercado de Capitais, ABAMEC-SP, ano IX, nº 81, em 03/2000. Por que, em duas empresas que apresentam lucro

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

20/02/2014. Capítulo 22 Capital de Giro. Introdução

20/02/2014. Capítulo 22 Capital de Giro. Introdução Introdução A administração do capital de giro envolve basicamente as decisões de compra e venda tomadas pela empresa, assim como suas atividades operacionais e financeiras Deve garantir a adequada consecução

Leia mais

ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS. Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis

ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS. Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis Introdução As empresas de seguros são estruturas que apresentam características próprias. Podem se revestir

Leia mais

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: O

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: O IV Simpósio sobre Gestão Empresarial e Sustentabilidade: Negócios Sociais e seus Desafios 24 e 25 de novembro de 2015 Campo Grande-MS Universidade Federal do Mato Grosso do Sul INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE

Leia mais

RESUMOS COM RESULTADOS... 986 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 988

RESUMOS COM RESULTADOS... 986 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 988 985 RESUMOS COM RESULTADOS... 986 ARTIGOS COMPLETOS (RESUMOS)... 988 RESUMOS COM RESULTADOS 986 ANÁLISE DOS PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS, NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO... 987 987 Ensino (ENAENS) ANÁLISE

Leia mais

- Gestão Financeira 1 -

- Gestão Financeira 1 - 1 Cap 2 - Administração do Capital de Giro 2.1 Introdução 2.2 O capital circulante e capital circulante líquido 2.3 Políticas de gerenciamento do capital circulante 2.4 Capital de Giro Próprio 2.5 Capital

Leia mais

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital 34 CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS 1. Custo de Capital Custo de capital é a taxa de retorno que a empresa precisa obter sobre os seus projetos de investimentos, para manter o valor de

Leia mais

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Unidade 6 Hebert Sá 90 Sumário Introdução... 92 Objetivos... 93 Estrutura da Unidade... 93 Unidade 6: Tópico 1: Integração entre DRE e Balanço Patrimonial...

Leia mais

Vantagens e Cuidados na utilização do Valor Econômico Agregado - EVA

Vantagens e Cuidados na utilização do Valor Econômico Agregado - EVA Vantagens e Cuidados na utilização do Valor Econômico Agregado - EVA REVISANDO O CÁLCULO DO EVA QUAIS AS VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DA MÉTRICA EVA? COMO FAZER OS AJUSTES NA AVALIAÇÃO DOS S / INVESTIMENTOS?

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis Resumo Demonstrações contábeis são informações e dados que as empresas oferecem ao fim de cada exercício, com a finalidade de mostrar aos acionistas, ao governo e todos os interessados,

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS UNIDADE VI - ÍNDICES DE RENTABILIDADE

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS UNIDADE VI - ÍNDICES DE RENTABILIDADE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS UNIDADE VI - ÍNDICES DE RENTABILIDADE 0 6. ÍNDICES DE RENTABILIDADE Caro aluno, você já sabe todo empresário ou investidor espera que o capital investido seja adequadamente

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO 1.1. Capital de Giro O Capita de Giro refere-se aos recursos correntes de curto prazo pertencentes à empresa. Dessa forma, o capital de giro corresponde aos recursos

Leia mais

LL = Q x PVu Q x CVu CF

LL = Q x PVu Q x CVu CF UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: ANÁLISE FINANCEIRA 2745 CARGA HORÁRIA: 68 PROFESSOR: MSc Vicente Chiaramonte

Leia mais

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas.

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas. 1. OBJETIVOS Estabelecer diretrizes que norteiem as ações das Empresas Eletrobras quanto à promoção do desenvolvimento sustentável, buscando equilibrar oportunidades de negócio com responsabilidade social,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 553 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA Irene Caires da Silva 1, Tamires Fernanda Costa de Jesus, Tiago Pinheiro 1 Docente da Universidade do Oeste Paulista UNOESTE. 2 Discente

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Alcance 1. Uma entidade que prepara e apresenta Demonstrações Contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma

Leia mais

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA PAULO, João Pedro Antunes de Universidade Estadual de Goiás UnU de Iporá jpadepaula@hotmail.com RESUMO Esta pesquisa foi feita

Leia mais

METODOLOGIA PARA DECISÕES DE INVESTIMENTOS E DIMENSIONAMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA

METODOLOGIA PARA DECISÕES DE INVESTIMENTOS E DIMENSIONAMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA METODOLOGIA PARA DECISÕES DE INVESTIMENTOS E DIMENSIONAMENTO DOS FLUXOS DE CAIXA Flávia Fernanda Gaspari SILVA 1 Camila Pires Cremasco GABRIEL 2 Luís Roberto Almeida GABRIEL FILHO 3 RESUMO: A base da tomada

Leia mais

Divulgação de Resultados 3T15

Divulgação de Resultados 3T15 São Paulo - SP, 4 de Novembro de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO Apesar de as empresas brasileiras estarem despertando para o valor das ações de educação corporativa em prol dos seus negócios, muitos gestores ainda

Leia mais

Investimento Directo Estrangeiro e Salários em Portugal Pedro Silva Martins*

Investimento Directo Estrangeiro e Salários em Portugal Pedro Silva Martins* Investimento Directo Estrangeiro e Salários em Portugal Pedro Silva Martins* Os fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) para Portugal tornaram-se uma componente importante da economia portuguesa

Leia mais

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES RESUMO O presente estudo aborda a importância da DFC para a organização, pois além de ser uma

Leia mais

AS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS INDICADORES ECONÔMICO- FINANCEIROS: IMPORTANTE CONHECIMENTO NAS TOMADAS DE DECISÕES.

AS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS INDICADORES ECONÔMICO- FINANCEIROS: IMPORTANTE CONHECIMENTO NAS TOMADAS DE DECISÕES. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ UFPA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS AS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS REFERENTES AOS INDICADORES ECONÔMICO- FINANCEIROS: IMPORTANTE CONHECIMENTO

Leia mais

Introdução. Graduanda do Curso de Administração - FACISA/UNIVIÇOSA. E-mail: geisesilva_3@yahoo. com.br. 2

Introdução. Graduanda do Curso de Administração - FACISA/UNIVIÇOSA. E-mail: geisesilva_3@yahoo. com.br. 2 APURAÇÃO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO PARA A PREVENÇÃO DE FALÊNCIA DAS EMPRESAS Geisiane da Silva Sousa 1, Jovelino Márcio de Souza 2, Ana Cláudia da Silva 3 Resumo: Este trabalho teve como objetivo

Leia mais

OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATORIEDADE DA EVIDENCIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Marivane Orsolin 1 ; Marlene Fiorentin 2 ; Odir Luiz Fank Palavras-chave: Lei nº 11.638/2007. Balanço patrimonial. Demonstração do resultado

Leia mais

DESTAQUES NO PERÍODO. Dados Financeiros (R$ x 1.000)

DESTAQUES NO PERÍODO. Dados Financeiros (R$ x 1.000) Blumenau SC, 27 de julho de 2007 A Cremer S.A. (Bovespa: CREM3), distribuidora de produtos para a saúde e também líder na fabricação de produtos têxteis e adesivos cirúrgicos, anuncia hoje seus resultados

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Utilização do preço de transferência na avaliação do desempenho das divisões e dos gestores

Utilização do preço de transferência na avaliação do desempenho das divisões e dos gestores Utilização do preço de transferência na avaliação do desempenho das divisões e dos gestores Emanuel R. Junqueira (FAESA-ES) ejunqueira@faesa.br Gilberto Aurino Silva Neto (FAESA-ES) professorgilberto@terra.com.br

Leia mais

Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler

Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler 2 Introdução A política corporativa de RH da Schindler define as estratégias relacionadas às ações para com seus colaboradores; baseia-se na Missão e nos

Leia mais

Princípios de Finanças

Princípios de Finanças Princípios de Finanças Apostila 03 O objetivo da Empresa e as Finanças Professora: Djessica Karoline Matte 1 SUMÁRIO O objetivo da Empresa e as Finanças... 3 1. A relação dos objetivos da Empresa e as

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

ADM020 Matemática Financeira

ADM020 Matemática Financeira Sumário 1. Objetivo da Aula 13 ADM020 Matemática Financeira 2. CDB e RDB 3. Debêntures 4. Obrigações Produtos do mercado financeiro ADM020 Matemática Financeira Aula 13 29/11/2009 2 2. Objetivo da Aula

Leia mais