ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A

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1 ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A José Jonas Alves Correia 4, Jucilene da Silva Ferreira¹, Cícera Edna da Silva¹, Paloma Sousa Rocha 5. Correspondência para: Palavras-chave: Análise. Indicadores. Decisões. Caso. Empresa. 1 INTRODUÇÃO No mundo dos negócios as decisões tomadas, podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma empresa. Para que tais decisões sejam tomadas de forma mais acertada é imprescindível que os gestores tenham à disposição as informações úteis e necessárias, dando mais racionalidade ao processo decisório da organização. Por meio da contabilidade, a qual é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. A mesma tem um papel de importância na produção de informações de apoio a decisão no âmbito empresarial (MARION, 2009). Assim, de acordo com Padoveze (2002), a contabilidade traduz-se naturalmente num sistema de informação e, desde seu surgimento auxilia as pessoas a avaliar, controlar e demonstrar a composição e as alterações ocorridas no patrimônio das empresas. A análise dos indicadores econômico-financeiros observados nas Demonstrações Contábeis de uma empresa apresentam informações que revelam suas operações por um 4 Discentes da Faculdade de Juazeiro do Norte (FJN) 5 Docente da Faculdade de Juazeiro do Norte (FJN)

2 período de tempo, e quando analisadas permitem detectar quais são os aspectos fortes e fracos apresentados em suas atividades operacionais e não operacionais, bem como suas potencialidades (ASSAF NETO, 2010). Dada a relevância do objeto de estudo, justifica-se estudar a dos indicadores econômico financeiros, uma vez, que através desta técnica as empresas passam a acompanhar o processo de atividade e desenvolvimento econômico da organização, dando suporte para análise econômica, financeira e patrimonial, pois com uma boa avaliação, os gestores podem avaliar custos, perdas, ganhos e gastos. Diante disso, o presente trabalho tende a desvendar a seguinte questão/problema: Como a Contabilidade através da Análise de indicadores econômico-financeiros reflete na tomada de decisões? Tendo como objetivo avaliar e analisar a empresa Natura Cosméticos S/A através de seus indicadores econômico-financeiros extraídos das Demonstrações Contábeis nos anos de 2012 e MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa, com base em seu objetivo geral, pode ser classificada como exploratória descritiva, pois, conforme Gil (2010), a pesquisa exploratória estabelece critérios, métodos e técnicas para a elaboração de uma pesquisa e visa oferecer informações sobre o objeto desta. Além disso, devido à análise de documentos que foram realizados, essa pesquisa também é documental; e, em função da revisão da literatura sobre o tema abordado, considera-se como pesquisa bibliográfica. Quanto ao delineamento da pesquisa, trata-se do tipo estudo de caso, pois este estudo foi realizado com as demonstrações da empresa Natura Cosméticos S/A. Optouse por elaborar um estudo de caso, que na concepção de Gil (2010) é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos. Este estudo utilizou-se de abordagem quantitativa, visto que ela é direcionada exclusivamente para a geração de medidas precisas e confiáveis que permitam uma

3 análise dos dados. As pesquisas quantitativas são bastante utilizadas a partir de uma amostragem, e é apropriada para medir tanto opiniões, atitudes e preferencias como comportamentos, e, os dados da análise quantitativa podem ser representados em percentuais (MARCONI; LAKATOS, 2011). As Demonstrações Contábeis utilizadas foram: Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício da referida empresa. Tais Demonstrações são referentes aos períodos de 2012 e Os indicadores econômico-financeiros abordados foram os índices de liquidez e a estrutura de capitais ou endividamento. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise de dados tem a função principal de retratar a pesquisa como ela foi realizada e sustentar posição do problema de pesquisa, além de mostrar se as hipóteses apresentadas eram verdadeiras ou não, segundo Marconi e Lakatos (2011) determinam que a análise de dados tenha a função de mostrar as reações principais entre os objetivos propostos na pesquisa e dados encontrados, além de desenvolver o processo de produção de crítica que o trabalho requer. Assim, as relações e correlações entre dados obtidos constituem o cerne dessa parte do relatório, aqui são oferecidas evidências e verificação das hipóteses. Os índices de liquidez medem a capacidade da empresa em pagar suas dívidas dentro do vencimento. Tais indicadores são extraídos tão somente do balanço patrimonial, razão pela qual são considerados indicadores estáticos, já que qualquer pequena mudança no momento imediatamente posterior ao do cálculo acarretara na alteração sumária do resultado apurado. De modo geral, as alterações se processam de forma gradual, razão pela qual estes indicadores devem estar sempre atualizados, pois o acompanhamento sistemático destes sinalizadores é de vital importância para a gestão. Em se tratando desses indicadores, tem-se a seguinte análise: na Liquidez Imediata, com este indicador temos a capacidade de pagamento imediata, ou seja, quanto a empresa possui em recursos disponíveis em caixa para saldar todas as suas dívidas de curto prazo na data do encerramento do Balanço, desconsiderando as

4 mercadorias em estoques e os valores a receber de clientes e demais direitos de curto prazo. Desta forma a empresa possui R$ 0,47 em 31/12/2012 e R$ 0,44 em 31/12/2013 para cada real a se pagar a curto prazo. Pode-se dizer, que a redução no ano de 2013 em relação ao de 2012 se deu pelo decréscimo das disponibilidades. Quanto ao índice de Liquidez Corrente, vale salientar que o principal objetivo deste indicador é verificar a capacidade de pagamento que a empresa tem dos valores a curto prazo. Diante disso, a interpretação deste indicador mostra que no momento em que foi apurado o Balanço Patrimonial de 31/12/2012, a empresa possuía R$ 1,40para cada real que possuía em dívidas de curto prazo. Para o demonstrativo de 2013, o valor disponível para a quitação completa das obrigações de curto prazo era de R$ 1,51 para cada real de obrigações. No que concerne a Liquidez Seca,este indicador tem o mesmo objetivo do anterior, no entanto para este cálculo é excluído o valor dos estoques do total do ativo circulante. Este indicador é um pouco mais rigoroso que a Liquidez Corrente, no sentido de que a exclusão dos estoques transforma a parcela restante do ativo apenas em valores recebíveis, considerando que nada mais será comercializado pela empresa.sendo assim a empresa teria para cada um real de dívida de curto prazo, o valor de R$ 1,11 para saldá-las em 2012e R$ 1,17 no ano de 2013, considerando que nenhuma das mercadorias constantes no estoque seja comercializada. Percebe um aumento não muito significativo em 2013 com relação ao ano de 2012que pode ter ocasionado pela redução das obrigações de curto prazo. Já o indicador de Liquidez Geral, por sua vez, analisa as condições totais dos valores a receber e a realizar em confronto com os valores a pagar, considerando tanto os valores de curto como os de longo prazo. Aponta que no exercício encerrado em 31/12/2012 a empresa possuía um valor de R$ 0,40 para cada um real de dívida assumida, seja ela de curto ou longo prazo. Já no ano de 2013o valor passou a ser de R$ 0,72 tendo então, uma queda no grau de liquidez da organização. Os índices de Estrutura de Capitais ou Endividamento têm como principal objetivo mostrar o grau de comprometimento do capital próprio de uma empresa com o capital de terceiros. Além de esses índices mostrarem o quanto por cento de capital de

5 terceiros vencema curto prazo, é possível verificar o quanto do capital próprio e dos recursos nãocorrentes foram aplicados no longo prazo. Em observação aos indicadores de Estrutura de Capitais, podem-se fazer as observações a seguir: na Participação de Capitais de Terceiros, índice que evidencia o grau de dependência do capital próprio da empresa em relação ao capital advindos de terceiros. Assim analisa-se que a empresa obtinha no ano de ,08% de capitais de terceiros em relação ao capital investido, já no ano de 2013 esse valor era de 419,44%, aumentando mais ainda a dependência de capitais externos. No que se refere à Composição do Endividamento este indicador retrata como estão compostas as obrigações da empresa, ou seja, se é de curto ou de longo prazo. Verifica-se, portanto, que no ano de 2012 as exigibilidades de curto prazo representavam 59,34% da totalidade e no ano de 2013 passou a representar 47,49% das obrigações totais. As aplicações dos recursos do Patrimônio Líquido são mutuamente exclusivas do Ativo Circulante e Ativo Imobilizado. Quanto mais a empresa investir no Ativo Fixo, menos recursos próprios sobrarão para o Ativo Circulante e, em consequência, maior será a dependência a capitais de terceiros. Diante disso, analisa-se que no ano de 2012 a empresa imobilizou 78,61% do seu Patrimônio Líquido e no ano de ,24%. No indicador de Imobilização dos Recursos Não Correntes confronta o Ativo Imobilizado da organização em relação ao seu Patrimônio Líquido somado das exigibilidades de longo prazo. Os dados obtidos revelam que tais percentuais foram de 34,40% e 38,48% nos anos de 2012 e 2013, respectivamente. 4 CONCLUSÕES Pode-se observar no que concerne a Análise das Demonstrações Contábeis que esta é um instrumento que assegura o processo de Gestão Empresarial, pois possibilita conhecer o ciclo de vida da empresa a fim de que todas as tomadas de decisões conduzam a um desempenho satisfatório da organização.

6 A pesquisa mostrou quanto aos indicadores de liquidez que a empresa apresentase satisfatoriamente tanto a curto como a longo prazo, com exceção da liquidez imediata. Isto significa que a organização tem condições de pagar suas obrigações com terceiros. Quanto ao seu endividamento os dados revelam que a empresa tem grande dependência de capitais de terceiros. Em ambos os períodos estudados, apresentou um alto grau de necessidade de capitais externos, apresentados principalmente pelas exigibilidades de curto prazo, o que não é muito bom para a empresa, pois compromete os seus ativos, o que implica dizer que a empresa investiu mais nos ativos e no capital próprio. Diante disso, pode-se concluir que a análise de indicadores econômicofinanceiros como instrumento de gestão consiste em proporcionar aos gestores uma melhor visão das tendências dos negócios, com a finalidade de assegurar que os recursos sejam obtidos e aplicados, efetiva e eficientemente na realização das metas da organização. REFERÊNCIAS ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro. 9. ed. São Paulo: Atlas, GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5.ed. São Paulo: Atlas, MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 7. ed. São Paulo: Atlas, MARION, J. C. Contabilidade básica. 12. Ed. São Paulo: Atlas, 2009.

7 PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análise. São Paulo: Atlas, 2002.

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