CONGLOMERADO ALFA CONGLOMERADO FINANCEIRO ALFA

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1 CONGLOMERADO FINANCEIRO ALFA Monitoramento de R a t i n g A LFRating comunica ao Banco Alfa S.A. e ao mercado que, em reunião de Comitê realizada no dia 4 de junho de 2009, foi confirmada a nota atribuída ao referido banco no Relatório de Rating emitido em 11 de maio de A confirmação está baseada na avaliação dos aspectos econômico-financeiros do Grupo ALFA relativos ao primeiro trimestre de, assim como nas demais informações que temos conhecimento até o momento da divulgação deste Relatório, cujos principais pontos descrevemos a seguir. Junho de dados do exercício de

2 Tel.: CONJUNTURA NACIONAL - EXERCÍCIO DE 1 Embora a economia brasileira tenha revelado um desempenho bastante promissor durante o primeiro semestre de, a partir de meados de setembro, após a falência do Lehman Brothers, o ambiente de incertezas e de alta volatilidade que já afetava os mercados financeiros internacionais rapidamente se deteriorou e logo passou a impactar mais fortemente o sistema financeiro brasileiro, contaminando em seguida toda nossa economia. 2 Assim, os números alcançados até junho não se repetiram no segundo semestre. Apesar disso, no encerramento do exercício de, a taxa de inflação medida pelo IPCA ficou em 5,9% (3,6% até junho e 4,5% em 2007), a taxa de juros foi fixada em 13,75% (13% em junho e 11,25% em dez.07) e a taxa de conversão do real frente ao dólar cresceu para R$ 2,30 (R$ 1,59 em junho e R$ 1,77 em dez.07), consequência, principalmente, do elevado grau de incertezas então dominante. 3 Nesse contexto, o comércio exterior encerrou o ano com exportações de US$ 198,0 bilhões (+23%), importações de US$ 173,2 bilhões (+43,6%) e saldo comercial de US$ 24,8 bilhões (US$ 40,0 bilhões em 2007); a produção industrial acumulada cresceu 3,1% (6,0% em 2007); o PIB alcançou US$ bilhões, com evolução de 5,1 % sobre o de 2007, e as operações de empréstimo do sistema financeiro nacional atingiram R$ bilhões, com aumento de 32% sobre o volume operado em O satisfatório desempenho anual da economia brasileira foi, no entanto, suportado basicamente pelo bom resultado acumulado até agosto, pois à medida que o final do ano se aproximava novos fatos revelavam um crescente e indefinido volume de perdas no mercado norte-americano, provocadas pelas operações no subprime. Assim, a crise evoluiu, envolveu novas instituições e se alastrou pela Europa. Nesse contexto, instaurou-se, também no Brasil, um processo crescente e generalizado de incertezas (quase pânico), contaminando ainda o lado real da economia e provocando, em paralelo, o tradicional movimento de capitais conhecido como fly to quality. 5 A análise dos números relativos ao último trimestre do ano, quando se conviveu com alta volatilidade, drástico aperto de liquidez e consequentes impactos negativos em todos os segmentos de atividade, retratou esse quadro, desenhando um panorama para a economia nacional bastante pessimista. Como é natural em períodos de crise, foram constantes as notícias, muitas delas alarmistas, envolvendo quebra de instituições, corte de produção, demissões, forte contração das operações de crédito e de prazos, inadimplência, queda generalizada de vendas e de preços de ativos, de ações, de commodities, etc.. Vale ressaltar que, refletindo essa situação, o último trimestre do ano, comparado com o período julho/setembro, mostrou queda de 9,4% na produção industrial e de 22% nas exportações. 6 Apesar de tudo, as autoridades monetárias dos países mais afetados agiram rapidamente, injetando dinheiro novo na economia e adotando medidas paralelas com o objetivo de minimizar riscos de insolvência e, principalmente, restabelecer a confiança no sistema financeiro. Embora o sistema bancário brasileiro não tenha participado das operações do subprime, verdadeira origem da crise, para evitar desdobramentos nocivos nossas autoridades monetárias também agiram, promovendo alterações nas normas regulamentares do BACEN e nos modelos regimentais das instituições controladas pelo Governo Federal, especialmente Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, o que injetou maior grau de confiança no mercado financeiro, tranquilizou a sociedade e, ao mesmo tempo, fortaleceu as instituições financeiras, que afinal demonstraram saúde suficiente para superar os momentos mais críticos da crise. 2/13

3 Tel.: 7 Ainda que não haja possibilidade de se arriscar uma projeção confiável para a evolução da economia mundial em 2009, tornou-se evidente que seu desempenho dificilmente será positivo. Uma vez que a economia americana está em recessão, uma grande parte de suas principais empresas está debilitada e/ou necessitando de ajuda e as principais economias européias também evidenciam indícios de declínio, não se acredita que a China possa sustentar, isoladamente, um cenário mundial positivo. Por outro lado, não há, no momento, elementos para estimar por quanto tempo os efeitos da tempestade irão perdurar. 8 Em consequência, espera-se que o ano de 2009 não seja brilhante também para as atividades internas. As projeções iniciais, sensivelmente mais complexas nesses períodos, indicam que o desempenho de nossa economia para este ano está fortemente comprometido: PIB, otimisticamente, crescendo na faixa de 0,2%, desemprego em alta (8,5% da PEA), inflação (IPCA) em torno de 4,4%, câmbio (sob intenso e permanente controle do BACEN) próximo a R$2,00/US$1,00, taxa de juros fixada em 9,25% e operações totais de crédito próximas a R$ 1,3 trilhão. O comércio exterior, com as grandes economias em recessão e os preços de nossas commodities em queda, deverá declinar, com possibilidade de apurarmos um saldo comercial de no máximo US$ 15 bilhões, mas a conta corrente, que contabiliza também os serviços (remessa de juros, dividendos, lucros, royalties, etc.), deve registrar elevado déficit. Ressalte-se, no entanto, que, em vista de uma conjuntura internacional fortemente debilitada, caso essa performance se realize não deve ser considerada de todo ruim. 9 Neste cenário, acredita-se que as instituições financeiras adotem posições cautelosas, mantenham rigoroso controle de custos, nível de liquidez adequado e sustentem suas operações de crédito sob uma austera política de concessão, decisões seletivas, fortes garantias, prazos reduzidos e rígido acompanhamento da carteira. A inadimplência deve elevar-se e oscilar entre 6,0% e 7,0%, passando a prejudicar o desempenho das carteiras de crédito e, por conseguinte, a rentabilidade das instituições. PRINCIPAIS EVENTOS NÃO CONTÁBEIS 1 O ALFA conduz suas operações no contexto de um conjunto integrado de instituições que atuam no mercado financeiro e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições financeiras associadas. Assim, as atividadesdo Conglomerado incluem, principalmente, carteiras de crédito, financiamento e arrendamento mercantil alem da administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de cambio e valores mobiliarios 2 Seu risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações de preços e taxas de mercado, sobre as posições ativas e passivas da carteira própria. De acordo com sua filosofia, o ALFA adota política conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR definidos pelo Comitê Estratégico de Gestão de Risco de Mercado. Seu monitoramento é executado diariamente por área independente à gestão das carteira e utiliza métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de acordo com a realidade do mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada em modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia, sendo as volatilidades calculadas pela metodologia EWMA, com a utilização de lambda de 0,94. Além disso, o Banco adota parâmetros de risco acumulado mensal e situações de stress, onde são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado. As informações para elaboração das 3/13

4 Tel.: curvas de mercado são obtidas via boletins da BMFBOVESPA. Em conformidade com a Res do BACEN, são também calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado,. O ALFA disponibiliza a descrição de sua estrutura de gerenciamento de risco de mercado no site 3 Com o objetivo de analisar o comportamento dos diversos mercados (juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais), avaliar o risco de liquidez, definir as estratégias do dia e programar o fluxo de caixa das empresas financeiras, o Comitê de Caixa reúne-se diariamente, antes do início das operações. Órgão encarregado de executar o controle e a estratégia de liquidez, o Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez, concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez. A finalidade é monitorar as posições on-line e efetuar o casamento das operações, levando em conta moedas e prazos. Em complemento, são utilizados também fluxos de caixa projetados, onde são adotadas premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, nível de atraso das carteiras, antecipação de passivos, etc. 4 A gestão do risco de crédito do Banco, decorrente da possibilidade de perda devido ao não recebimento, de contrapartes ou de credores, de valores contratados, tem por objetivo preservar a integridade e a independência dos processos e orientar o gerenciamento do risco. Esse processo implica em rigoroso controle das análises e do acompanhamento das operações efetuadas. Os princípios adotados, além de recomendarem segurança, qualidade e liquidez dos recursos aplicados, buscam agilidade e rentabilidade dos negócios, minimizando o risco das operações. Ao mesmo tempo, determinam os limites operacionais e os parâmetros utilizados na concessão do crédito. Nesse processo, assumem papel importante o Departamento de Análise de Crédito e o Comitê de Crédito, que deliberam negócios acima das alçadas dos Superintendentes Regionais. Com isso, atestam elevado grau de segurança na concessão de crédito, atividade essencial no dia a dia do Banco. A análise das operações de menor valor, que requer velocidade e baixo custo operacional, é realizada de forma sistemática e automatizada por atribuição de rating e perfil na modelagem de score. 5 A administração do risco operacional tem por objetivo identificar, avaliar e monitorar os riscos, conceituados na Res do BACEN e a conseqüente adoção de medidas preventivas. Seu objetivo é resguardar a imagem de integridade e correção da instituição perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando, em contrapartida, os benefícios derivados da boa gestão destes riscos. O gerenciamento do risco operacional está sob a responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos, setor ligado diretamente à Diretoria de Controladoria. Além de coordenar as atividades desse processo, essa unidade desempenha a função de divulgar a cultura de prevenção ao risco operacional em todas as empresas do Grupo. É sua responsabilidade comunicar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a apuração de falhas e a correspondente solução. Todas as decisões desse comitê são registradas em ata e encaminhadas diretamente à Presidência e ao Conselho de Administração do Grupo. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional do ALFA está disponível no site 6 A Res do BACEN, acima referida, dispõe sobre a implementação da estrutura de gerenciamento do risco operacional a ser seguida pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN. A norma enfatiza que essa estrutura deve ser compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas operacionalizados pela instituição e define como risco operacional a possibilidade de 4/13

5 Tel.: a ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Essa definição também considera risco operacional aqueles associados à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como as sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenização por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. 7 Entre os eventos elencados pela referida resolução como risco operacional, incluem-se os seguintes: fraudes internas, fraudes externas, demandas trabalhistas, segurança deficiente do local de trabalho, práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços; danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição, problemas que acarretem a interrupção das atividades da instituição, defeitos nos sistemas de tecnologia da informação, falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades na instituição. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO - PRIMEIRO TRIMESTRE / 1 Com o objetivo de possibilitar uma adequada análise do conjunto de instituições integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, estamos utilizando em nossa análise as demonstrações financeiras combinadas, que consolidam os demonstrativos individuais das seguintes empresas: Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos e Banco Alfa de Investimento S.A. e suas empresas controladas diretas e indiretas com os correspondentes percentuais de participação: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. 99,8%, Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. 60,3% e BRI Participações Ltda. 99,5%. As demonstrações combinadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas e em conformidade com as normas do BACEN, da CVM e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2 Durante o exercício de, os Ativos do Banco cresceram 11%, atingiram o patamar de R$ 15 bilhões e colocaram o ALFA na décima sétima posição entre os maiores bancos nacionais em volume de Ativos. Considerando-se o critério Depósitos, sua carteira avançou 34%, elevou-se a R$ 4,4 bilhões e classificou o Banco na décima quinta posição. Em relação às Receitas Financeiras, registrou-se uma evolução de 5% em, o que elevou seu valor para R$ 2,9 bilhões, posicionando o Banco na décima sétima colocação. EVOLUÇÃO DAS CONTAS ATIVAS DEZ/04 DEZ/05 DEZ/06 DEZ/07 DEZ/08 APLIC. INTERFINANCEIRAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO OUTROS ATIVOS TÍTULOS E DERIVATIVOS OUTROS CRÉDITOS 3 No encerramento do exercício de, o valor dos Títulos e Derivativos do Banco pouco se alterou em relação à posição contabilizada em No entanto, em consequência do crescimento de outras contas ativas, em termos relativos perdeu posição, regrediu de 46% para 41% e passou a posicionar-se agora, como a segunda maior conta ativa. Historicamente cauteloso, no encerramento do ano o ALFA manteve uma parcela equivalente a 89% dos TVMs lastreada 5/13

6 Tel.: em títulos federais (LFT, NTN e NTN), diversificando o restante da carteira em notas promissórias (3%), debêntures (2%) e cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (3%). Levando-se em conta prazos de realização, os Títulos e Derivativos mostraram a seguinte configuração: 1% vencia em até três meses, 17% vencia entre três e doze meses, 60% entre um e três anos e os 22% restantes em prazo superior a três anos. 4 Em dez.08, as Operações de Crédito evoluíram 20% sobre a posição contabilizada em Esse desempenho elevou sua participação de 44% para 48% do ativo e com isso as operações de crédito voltaram à posição de maior canal de aplicação de recursos do ALFA. Nessa data, o Banco direcionava 0,6% das operações ao setor público, aplicando o restante junto a indústrias (38,4%), empresas de serviços (13,3%), comércio (9,9%), pessoas físicas (30,3%), instituições financeiras (7,3%) e atividades rurais (0,2%). 5 Em termos de prazo, enquanto 0,2% da carteira estavam vencidos, 52% venciam no curto prazo (35% em até seis meses e 17% entre seis e doze meses) e 48% em período superior a um ano. Quanto à classificação de risco (Res do BACEN), 46% das operações estavam relacionadas no nível, 34% no nível A, 15% no nível B, 4% no nível C e apenas 1% em níveis inferiores. Levando-se em conta concentração (vide tabela ao lado), o maior tomador, uma empresa do segmento de química/ petroquímica, possuía um risco de 2,7% da carteira, os vinte maiores 29,4%, os cinquenta maiores 43,1% e os cem maiores 54,1%. No conjunto, observa-se um satisfatório posicionamento. 6 Na vertente das contas Passivas, a exemplo do comportamento de anos anteriores, verificamos uma saudável diversificação de captação de fundos. Assim, os Depósitos, tradicional e importante fonte de recursos, evoluíram 34% sobre dez.07 e passaram a contribuir com 30% das captações. A carteira de depósitos permanecia fortemente concentrada em CDBs (89% do total) e o maior aplicador contribuía com 9% da carteira, os vinte maiores com 37%, os cinquenta com 47% e os cem maiores com 53% EVOLUÇÃO DAS CONTAS PASSIVAS MAIORES TOMADORES SETOR DE ATIVIDADE % Química e Petroquímica 2,7 Celulose e Papel 2,6 Indústria de Combustível 2,3 Indústria Automotiva 2,0 Serviços - Logística 2,0 Trading 1,6 Elétricos e Eletrônicos 1,6 Siderurgia e Metalúrgica 1,6 Indústria de Combustível 1,6 Energia Elétrica 1,5 Elétricos e Eletrônicos 1,5 Contrução Civil 1,1 Telecomunicações 1,1 Instituição Financeira 1,0 Comércio Varejista 0,9 Comércio de Bebidas 0,9 Telecomunicações 0,9 Instituição Financeira 0,9 Contrução Civil 0,8 Indústria de Combustível 0,8 ACUMULADO 20 MAIORES 29, DEZ/04 DEZ/05 DEZ/06 DEZ/07 DEZ/08 DEPÓSITOS TOTAIS CAMBIAIS E DEBÊNTURES DERIVATIVOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO MERCADO ABERTO EMPRESTIMOS E REPASSES OUTRAS OBRIGAÇÕES 7 Outros importantes canais de captação de recursos utilizados pelo Banco foram Mercado Aberto (17%), Aceites Cambiais/Debêntures (6%), Obrigações por Empréstimos e Repasses 6/13

7 Tel.: (14%), Outras Obrigações (19%) e o Patrimônio Líquido do Banco (11%). Durante, as Captações no Mercado Aberto, compensando o aumento de outras fontes de recursos, caíram 39% e mantiveram-se restritas à Carteira Própria. 8 No período, enquanto os recursos captados via Aceites Cambiais cresceram 52% e atingiram R$ 878 milhões, as Debêntures foram reduzidas em 34%, para R$ 50 milhões. No conjunto, em função das alterações ocorridas, essas contas passaram a compor 6% das contas passivas, contra 5% em As Obrigações por Empréstimos e Repasses evoluíram 56% no exercício e atingiram a parcela de 14% dos passivos. Os recursos captados no mercado internacional (19% do item), tinham vencimentos até ago.11 e estavam indexados à taxa libor mais spread de 1,4% a.a.. Os recursos derivados de repasses captados junto ao BNDES/FINAME elevavam-se a 81% da conta, tinham vencimentos que se estendiam até nov.18 e haviam sido contratados a taxas préfixadas de 11,4% a.a. e pós-fixadas de 4,0% a.a., mais TJLP. 10 A conta de Outras Obrigações evoluiu 154% sobre a posição de dez.07, atingiu o valor de R$ 2,9 bilhões e passou a participar com 19% dos passivos. Destaque-se que nesse item estão contabilizadas responsabilidades por operações de câmbio (24%), obrigações fiscais e previdenciárias (15%) e, principalmente, obrigações por operações de venda de ativos financeiros (56%), conforme detalhado a seguir. 11 Durante o exercício de o ALFA realizou operações de cessão de crédito com coobrigação de contratos de capital de giro, nota de crédito de exportação, crédito pessoal consignado, operações de CDC e operações de leasing. O registro dessas operações foi executado de acordo com os critérios contábeis estabelecidos na Res do BACEN, tendo em vista a faculdade da utilização desse critério, já no exercício de, prevista na Res também do BACEN. Assim, por se tratar de cessão com coobrigação, os valores cedidos permaneceram contabilizados no Ativo, na subconta Empréstimos e Títulos Descontados, pelo valor, na data do balanço, de R$ 1,65 bilhão. Os recursos correspondentes a essas cessões foram registrados no Passivo, na rubrica Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros - Outras Obrigações Diversas, cujo saldo na data do balanço era de R$ 1,62 bilhão. Essas operações geraram resultado negativo no valor total de R$ 39 milhões, que serão reconhecidos na conta de resultados ao longo do prazo das operações. 12 Durante o exercício de as Receitas Financeiras do ALFA, impulsionadas pelas receitas derivadas de operações de crédito e de operações de tesouraria, cresceram 51% e atingiram o patamar de R$ 2,9 bilhões. Esse bom desempenho, no entanto, não foi suficiente para superar o aumento das Despesas Financeiras, que evoluindo 57% no ano, reduziram a margem financeira de 17% em dez.07 para 13% em dez.08. Assim, apesar de ter reconhecido um resultado não recorrente no valor de R$ 30,7 milhões (derivado de sua participação nos ganhos obtidos pela controlada Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., face à venda parcial das ações de emissão da BM&FBOVESPA), o resultado não-financeiro não se sustentou no nível dos anos anteriores, influenciando negativamente na queda de 24% do Lucro Líquido. Assim, a margem líquida também regrediu, de 13% em 2007 para 7% em. 13 No entanto, os indicadores mostrados no highlights da página 11/13, evidenciam um elevado Caixa Livre, alta liquidez, boa qualidade da carteira de crédito, baixos índices de inadimplência, rentabilidade estável, moderada alavancagem e satisfatório Índice de Basileia, características de um quadro bastante satisfatório. 7/13

8 Tel.: ORGANOGRAMA ACIONÁRIO 8/13

9 ALFA ESTRUTURA PATRIMONIAL R$ 31.DEZ DEZ DEZ DEZ DEZ.04 TOTAL DE ATIVOS DISPONIBILIDADES APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS Aplicações em Mercado Aberto Aplicações em CDI Aplicações em Moeda Estrangeira TÍTULOS E DERIVATIVOS Operações Compromissadas Títulos de Renda Fixa - Carteira Própria Títulos de Renda Variável - Carteira Própria Fundos de Investimentos Instrumentos Financeiros Derivativos RELAÇÕES ENTRE BANCOS E AGÊNCIAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO E LEASING Empréstimos e Títulos Descontados Financiamentos Arrendamento Mercantil Provisão para Créditos em Atraso ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) OUTROS CRÉDITOS OUTROS VALORES E BENS ATIVO PERMANENTE TOTAL DE PASSIVOS DEPÓSITOS TOTAIS Depósitos à Vista Depósitos de Poupança Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Depósitos em Moeda Estrangeira CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO Carteira Própria Carteira de Terceiros REC. ACEITES CAMBIAIS E DEBÊNTURES RELAÇÕES ENTRE BANCOS E AGÊNCIAS OBRIGAÇÕES EMPRÉSTIMOS E REPASSES DERIVATIVOS OUTRAS OBRIGAÇÕES RESULTADO EXERCÍCIOS FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Lucros Acumulados Coobrigações e Riscos por Garantias Prestadas Avais e Fianças Créditos em Write Off /13

10 ALFA DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS R$ JAN-DEZ/08 JAN-DEZ/07 JAN-DEZ/06 JAN-DEZ/05 JAN-DEZ/04 RECEITAS DA ATIVIDADE FINANCEIRA RECEITAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO RENDAS DE ARRENDAMENTO MERCANTIL CRÉDITOS RECUPERADOS RENDAS DE CÂMBIO RECEITAS DE TESOURARIA GANHOS COM TÍTULOS E DERIVATIVOS DESPESAS DA ATIVIDADE FINANCEIRA ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) DESPESAS DE CAPTAÇÃO - DEPÓSITOS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) DESPESAS DE CAPTAÇÃO - EMPRÉSTIMOS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) DESPESAS DE ARRENDAMENTO MERCANTIL ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) PERDAS COM TÍTULOS E DERIVATIVOS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) PROVISÃO PARA CRELI ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) RESULTADO DA ATIVIDADE FINANCEIRA DESPESAS TRIBUTÁRIAS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) RESULTADO DE PARTICIPAÇÕES RECEITAS DE SERVIÇOS DESPESAS DE CUSTEIO ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS OUTROS RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS ( ) PROVISÃO PARA IR E CS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO LUCRO TRIMESTRAL AJUSTADO DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO - DRE ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) JUROS SOBRE O CAPITAL ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 10/13

11 ALFA HIGHLIGHTS DEZ.08 SET.06 DEZ.06 DEZ.05 DEZ.04 CAPACIDADE DE PAGAMENTO CAIXA LIVRE - R$ mil CAIXA LIVRE EM RELAÇÃO AO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 183,2% 143,2% 106,3% 102,7% 65,6% LIQUIDEZ DE CURTO PRAZO 0,72 0,49 0,40 0,45 0,38 SOLVÊNCIA 1,12 1,13 1,12 1,14 1,15 GERAÇÃO DE CAIXA - R$ mil MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 21,1% 27,2% 28,1% 26,1% 27,4% MARGEM FINANCEIRA - R$ mil QUALIDADE DO CRÉDITO QUALIDADE DA CARTEIRA 9,36 8,82 8,84 8,94 8,98 INADIMPLÊNCIA CONTÁBIL SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO 0,7% 0,8% 0,8% 0,5% 0,5% INADIMPLÊNCIA REAL SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO (1) 0,7% 0,8% 0,8% 0,5% 0,5% INADIMPLÊNCIA TOTAL SOBRE PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3,3% 3,0% 3,3% 1,9% 1,6% PROVISÃO/INADIMPLÊNCIA 272,7% 199,4% 200,9% 271,1% 266,1% RENTABILIDADE - % RENTABILIDADE ÚLTIMOS 12 MESES - ROE 13,4% 13,2% 13,4% 13,3% 7,8% RENTABILIDADE ÚLTIMOS 12 MESES - ROA 1,4% 1,6% 1,5% 1,7% 1,1% SPREAD MÉDIO -0,4% 0,2% 0,4% 0,3% 0,3% ATIVOS QUE GERAM JUROS EM RELAÇÃO AO ATIVO TOTAL 92,0% 93,5% 91,8% 90,6% 89,2% PASSIVOS QUE PAGAM JUROS EM RELAÇÃO AO PASSIVO TOTAL 69,6% 81,9% 81,0% 76,3% 74,9% EFICIÊNCIA - R$ mil (exceto Índice) ÍNDICE DE EFICIÊNCIA 0,54 0,45 0,55 0,55 0,59 OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR UNIDADE DE PRODUÇÃO DEPÓSITOS POR UNIDADE DE PRODUÇÃO LUCRO LÍQUIDO POR UNIDADE DE PRODUÇÃO (*) OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR FUNCIONÁRIO DEPÓSITOS POR FUNCIONÁRIO LUCRO LÍQUIDO POR FUNCIONÁRIO (*) 49,12 35,45 50,39 44,93 39,82 ALAVANCAGEM DOS PASSIVOS SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO 8,52 7,57 7,99 6,85 6,18 DA CARTEIRA DE CRÉDITO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3,80 3,65 3,84 3,47 3,28 DO IMOBILIZADO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,02 0,04 0,04 0,04 0,06 DO TOTAL RECURSOS EXTERNOS SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0,26 0,20 0,22 0,20 0,39 ÍNDICE DE RISCO BASEADO EM ATIVOS - RBA - BASILÉIA 15,1% 17,5% 17,5% 17,5% 17,5% PATRIMÔNIO LÍQUIDO REAL - R$ mil (**) (*) Lucro Líquido Trimestral Ajustado (**) Ajustado por despesas diferidas, ágios e deságios, créditos tributários e excesso de provisionamento (1) inclui créditos cedidos com coobrigação (a) utilizados os relatórios denominados Cosif /13

12 Tel.: INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS DO AVALIADOR - LFRating A LFRating foi criada em 2002 como complemento dos serviços de avaliação de instituições financeiras e não financeiras que a Lopes Filho & Associados já realizava há 29 anos. É formada por profissionais de elevada experiência em avaliação corporativa, que uniram seus conhecimentos para prover o mercado brasileiro de serviços de análise de risco de todas as modalidades, baseados em três princípios fundamentais.. Independência entre o processo e o objeto de classificação;. Transparência dos fundamentos da classificação; e. Capacidade técnica e ética irreprovável de todos os envolvidos na A LFRating produz ratings de emissões de empresas nacionais, utilizando-se da expertise de seus analistas e de uma cultura formada ao longo de 29 anos em trabalhos de análises e avaliações de empresas, bancos e fundos de investimentos para os mais diversos propósitos. Um rating emitido pela LFRating é o resultado de uma criteriosa análise que envolve:. uma definição precisa dos riscos envolvidos no objeto avaliado;. a análise detalhada de uma extensa gama de informações estruturais, estratégicas e econômicofinanceiras;. um pormenorizado trabalho de due diligence, incluindo abrangente entrevista com os dirigentes e responsáveis pela emissão e pela administração das garantias; e. um capacitado comitê de avaliação que definirá o rating adequado para expressar o entendimento da LFrating sobre o risco de crédito do avaliado. A equipe de análise é especializada e formada por: Cristina Meyer ( empresas e títulos ) Daniel Rangel ( bancos ) Graça Paiva ( empresas e títulos ) Helio Darwich Nogueira ( bancos ) João Batista Simões ( empresas e títulos ) Joel Sant Ana Junior ( empresas, títulos, fundos e cooperativas ) José Luiz Marques da Silva ( empresas e títulos ) ( bancos ) Rubem Crusius ( empresas e títulos ) Rodrigo Pires ( empresas e títulos ) Tarciso Gouveia da Silva ( cooperativas de crédito ) O Comitê de Rating é presidido por Joel Sant Ana Junior e formado por pelo menos dois analista envolvidos na avaliação em questão, além de dois outros componentes, no mínimo. A escala utilizada para classificação de instituições financeiras é baseada em nossa experiência e ajustada ao longo do tempo por fatos concretos que alterem a estrutura do Sistema Financeiro Nacional ou da Economia Brasileira. 12/13

13 Tel.: ESCALA DE CLASSIFICAÇÃO DE RATING INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NOTA CONCEITO - MOEDA NACIONAL A A oferecem a mais alta segurança para com fortes bases patrimoniais, excelente política de crédito e histórico de resultados acima da média da indústria financeira. Sua capacidade de geração de caixa é diferenciada e não é seriamente afetada por mudanças nas condições econômicas e regulatórias possíveis de serem previstas. honrar compromissos com saudável política de crédito nesta faixa, no entanto, estão econômicas e regulatórias do oferecem boa segurança para honrar compromissos com adequada política de crédito, mas que possuem uma ou mais áreas com fragilidades, com condições, no entanto, de superá-las no curto prazo. As instituições estão que aquelas das faixas superiores. BBB BB B C D oferecem moderada segurança para que possuem algumas áreas que precisam ser melhor desenvolvidas. Estas instituições, no entanto, são consideradas capazes de fazê-lo no médio prazo, embora mudanças adversas nas condições econômicas e regulatórias possam prejudicar sua capacidade de honrar compromissos financeiros. apresentam perda de alguns fatores de proteção financeira que podem resultar em inadequado nível de segurança para que dependem de mudanças favoráveis no ambiente econômico e regulatório que lhes permita de maneira periódica. apresentam baixa capacidade para financeiros regulares. A capacidade de gerar caixa está seriamente afetada por várias fragilidades em várias áreas. Ainda que estas instituições possam estar honrando os compromissos nas datas pactuadas, a continuidade deste procedimento depende grandemente de mudanças favoráveis nas condições econômicas e regulatórias, além de algum suporte externo. apresentam elevado risco de não honrarem compromissos financeiros. O rating com muitos sérios problemas e, a menos que algum suporte externo seja providenciado, elas não terão capacidade de honrar os compromissos financeiros assumidos. estão inadimplentes ou muito próximas de não honrarem compromissos financeiros. O rating com graves problemas de geração de caixa, exigindo imediato suporte externo de grande capacidade financeira. Obs.: Com o objetivo de diferenciar os bancos que apresentam diferenças sensíveis dentro do mesmo segmento de rating, LFRating acrescenta sinais de + ou ao lado de cada nota entre e B. 13/13

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