Gestão do Fluxo de Caixa em Épocas de Crise

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1 Gestão do Fluxo de Caixa em Épocas de Crise Lucro que não gera caixa é ilusão

2 "Se você tiver o suficiente, então o fluxo de caixa não é importante. Mas se você não tiver, nada é mais importante. É uma medida de sobrevivência. Fique acima da linha e tudo bem. Fique abaixo e você está morto

3 "Há muito tempo se sabe que uma empresa pode operar sem lucros por muitos anos, desde que tenha um fluxo de caixa adequado. O oposto não é verdade. Na verdade, um aperto na liquidez costuma ser mais prejudicial que um aperto nos lucros"

4 Evolução dos Princípios de Gestão PASSADO PRESENTE Especulação com Estoques Maximização dos ganhos financeiros Margens de lucro elevadas Mercado fechado Sucateamento tecnológico Ausência de estratégias definidas Manutenção do menor nível possível Concentração no core business Margens decrescentes. Ganho de escala Competição em nível mundial Tecnologia visando redução de custos Estratégias coordenadas para novo mercado

5 Fluxo da Movimentação de Recursos As empresas devem aprimorar seus modelos de gestão financeira, no sentido de identificar as verdadeiras causas que influenciam a capacidade de geração de caixa Do ponto de vista financeiro uma empresa pode ser conceituada como sendo um permanente fluxo de investimentos e financiamentos O que se espera é maximizar o retorno sobre cada investimento efetuado, procurando minimizar o custo de capital decorrente de cada parcela de financiamento utilizada

6 Fluxo da Movimentação de Recursos Investimentos Financiamentos Para onde o dinheiro vai De onde o dinheiro vem

7 Fluxo da Movimentação de Recursos Todas as decisões tomadas pelos administradores de uma empresa refletem diretamente no caixa, o que significa que para maximizar o valor da empresa é necessário adotar politicas de investimentos e financiamentos que maximizem a capacidade de geração de caixa

8 Fluxos Financeiros e Operacionais Fluxos financeiros: Juros(recebidos e pagos), Impostos, Empréstimos e Financiamentos(incrementos ou pagamentos de Principal), Capital Próprio (venda de ações ou pagamento de dividendos ou reaquisições de ações) Fluxos operacionais: Vendas à vista, Vendas à prazo (duplicata a receber) Despesas que exigem reembolso(despesas operacionais e salários a pagar), compras à crédito (duplicatas a pagar), Ativos Fixos Líquidos ( compra de Ativos, venda de Ativos, reservas de depreciação)

9 Fluxo de Caixa Contabilidade: enfatiza a capacidade de geração de LUCRO da empresa como o aspecto a ser priorizado Finanças: deve priorizar o fluxo de caixa como o instrumento que mensura a capacidade de agregação de valor, uma vez que o valor de um ativo ( ou uma empresa) é determinado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados

10 Fluxo de Caixa O Lucro Líquido é importante, mas o Fluxo de Caixa é ainda mais importante porque a remuneração sobre o capital investido deve ser paga em DINHEIRO, e ainda é necessário ter disponibilidades para adquirir os ativos necessários para a empresa Qualquer ação de investimento deve produzir no mínimo o retorno necessário para cobrir o custo do capital aplicado

11 Fluxo de Caixa Foco na potencialidade de gerar caixa que uma atividade tem capacidade de produzir, passa a ser o objetivo principal a ser perseguido A análise recai sobre a QUALIDADE das premissas operacionais adotadas pela gestão da empresa, o que vai contribuir como ATOR PRINCIPAL para a produção de riqueza Rentabilidade máxima, desde que não seja comprometida a liquidez da empresa

12 Fluxo de Caixa É possível que uma empresa apresente lucro líquido e mesmo assim vá à falência. O péssimo fluxo de caixa é o que acaba com a maioria das empresas que fracassam

13 Fatores de Desequilíbrio Investimento inadequado em estoques Ciclos operacional e financeiro desajustados Necessidade de financiamento para capital de giro crescente Imobilizações em excesso Endividamento de curto prazo crescente

14 Consequências Diretas Redução da liquidez da operação Fragilidade ante as flutuações do mercado Perda crescente da capacidade de investimento

15 Medidas de Ajuste Redução de Estoques Reduzir os ciclos operacional e financeiro Adoção de um processo racional de redução de custos Venda de ativos ociosos Otimizar a estrutura de capital aplicada, procurando uma distribuição de fontes de recursos que tenham por objetivo reduzir o custo médio ponderado de capital Emissão de ações ou títulos de dívida Redução do crescimento da atividade

16 Perguntas: Quais as causas das mudanças na situação financeira da empresa? O que foi feito com o lucro gerado? Qual a aplicação feita com os novos empréstimos? De que forma a empresa vem mantendo seus pagamentos em dia, se os resultados são negativos? Como está sendo financiada a expansão da empresa? Com que recursos a empresa amortizou antecipadamente dívidas de longo prazo? O que foi feito com as receitas das vendas de imobilizado?

17 Perguntas: Os recursos gerados pelas operações foram suficientes? Por que a empresa teve que tomar empréstimos se seu lucro mais a depreciação são superiores aos investimentos em imobilizado? Qual a habilidade dos administradores em obter os recursos adequados às aplicações? A política de investimentos da empresa é apropriada? O nível de recursos em tesouraria( disponibilidades mais aplicações financeiras) é adequado? A política de distribuir dividendos é compatível com a geração de recursos?

18 Fluxo de Caixa Em época de crise o fluxo de caixa é rei!

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