UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA A IMPORTÂNCIA DO BEM-ESTAR NA PISCICULTURA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA A IMPORTÂNCIA DO BEM-ESTAR NA PISCICULTURA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA A IMPORTÂNCIA DO BEM-ESTAR NA PISCICULTURA Graduanda em Zootecnia: Adriane A. Iwamoto Botucatu, Setembro de 2009 INTRODUÇÃO No Brasil, assim como no mundo, a preocupação com o bem-estar estar dos peixes durante os processos produtivos encontra-se em seus passos iniciais, sendo praticamente desconhecido para consumidores, produtores e legislação vigente. 1

2 Será que o bem-estar de peixes tem menos importância que o bem-estar de aves e bovinos? DEFINIÇÃO DE BEM-ESTAR ESTAR O bem-estar estar animal refere-se à qualidade de vida dos animais (Appleby( Appleby,, 1999). Como área científica deve a sua origem às s preocupações do público p a respeito de como os animais são tratados em cativeiro. Assim, o bem-estar estar animal respeita não sós à qualidade de vida dos animais, mas também m e sobretudo à percepção que estes têm dela. 2

3 O conceito de bem-estar estar animal tem vindo a ser aplicado a peixes, com alguma controvérsia rsia ligada à sua capacidade de sofrimento. Em razão disto é a inexistência de uma demonstração concreta do que um animal sente. No entanto a maior parte das evidências sugere a senciência em peixes. Assim, do ponto de vista lógico l e ético devemos considerar todos os animais vertebrados como sencientes. O QUE É SENCIÊNCIA? Podemos dizer que a senciência é a capacidade de ter consciência de sensações, portanto, ter sentimentos subjetivos, sendo assim um pré-requisito para a discussão de bem-estar. Em geral, para trabalharmos com o bem-estar de peixes, em primeiro lugar devemos entender como os peixes sentem dor, fome, conforto, desconforto, e como diferenciam bom de ruim, prazeroso de desagradável. 3

4 OS PEIXES SÃO ANIMAIS CONSCIENTES? De um modo simples, a consciência é o que o animal percebe num dado momento a respeito de sua situação imediata, prestando atenção às s imagens ou representações de objetos e eventos. Estas representações podem ser situações com as quais o animal se defronta no presente, lembranças as ou antecipações de situações futuras. SERÁ QUE OS PEIXES POSSUEM ESSAS CAPACIDADES? Sim, diversos trabalhos revelam comportamentos indicadores de memória e também m de capacidade de aprendizagem complexas. Como exemplos, podemos citar a comunicação dos peixes durante disputas. Em confrontos entre tilápias pias,, um peixe pode repentinamente mudar a cor do seu corpo, o que indica sua submissão a um oponente. O escurecimento da cor do corpo causa a redução da agressividade do oponente sobre o peixe escurecido, evitando o prolongamento da luta. Portanto, o escurecimento do corpo ocorre pelo reconhecimento de indivíduos duos dominantes para evitar as disputas. Estes comportamentos podem ser indicativos de que os peixes conservam memórias e sugerem que os peixes possuem consciência. 4

5 Então, se os peixes são seres conscientes, eles podem também m sentir emoções como medo? Sim!!! Os sinais que indicam que os peixes estão com medo em um dado momento mento são: o aumento da taxa respiratória, ria, a produção de feromônios de alarme as reações comportamentais como a fuga rápida r e a imobilização. Se o ambiente não permite a fuga, verificam-se alterações significativas do comportamento dos peixes, tais como: mudanças as no ritmo e padrão natatório redução ou alteração do comportamento anti-predat predatóriorio mudança a do comportamento alimentar procura de abrigo. 5

6 OS PEIXES SENTEM DOR? A questão da dor tem um enorme significado para o bem-estar estar animal, sendo uma causa importante de baixo grau de bem-estar. estar. O sistema relacionado à consciência da dor inclui uma análise cerebral complexa. Resumindo, as estruturas do cérebro c que transmitem a dor em outros vertebrados também m são encontradas em peixes. Além m disso, nas situações de risco, os peixes sentem-se estressados, reforçando a evidência de que os peixes podem sentir e reagir conscientemente a diferentes estímulos de maneira similar aos mamíferos, sob o ponto de vista da fisiologia e da psicologia. Durante o abate são comuns práticas como a retirada da escama e do filé do peixe sem haver a preocupação de realizar uma insensibilização adequada para diminuir sua dor. Estas práticas são incompatíveis com o reconhecimento de que os peixes sentem dor. Panorama da AQÜICULTURA, julho/agosto,

7 IMPORTÂNCIA DO BEM-ESTAR ESTAR NA PISCICULTURA Piscicultura produção e custo Principais pontos críticos da produção de peixes: Manejo Alimentação Qualidade da água Densidade de lotação Transporte Abate ESTRESSE 7

8 BIOMETRIA Manejo Fonte: Gonçalves et al. DESPESCA Fonte: Google 8

9 Alimentação JEJUM QUALIDADE DE ÁGUA DENSIDADE DE ALOJAMENTO INTERFERE NO BEM-ESTAR E CONTRIBUI PARA O ESTRESSE Qualidade da água Fatores + críticos para a manutenção do equilíbrio (Homeostase( Homeostase) ) para os peixes: [ ] de O 2 dissolvidos na água [ ] de CO 2 dissolvidos na água [ ] de N 2 dissolvidos na água Salinidade ph Taxa de circulação da água Temperatura Luminosidade 9

10 Densidade de Lotação É um dos fatores mais críticos em aquicultura e bem estar dos animais. Influencia negativamente a qualidade da água. Alta estocagem provoca comportamento anormal dos peixes (agressividade, aparecimento de ferimentos, doenças e deformidades). Transporte O transporte, prática rotineira em sistemas de criação de peixes, é um manejo inevitável vel no processo produtivo, embora seja considerado um procedimento traumático tico que expõe os peixes a uma série s de estímulos que desencadeiam respostas fisiológicas de adaptação. Os fatores críticos a se considerar em relação ao transporte são a captura, a espera pelo transporte, embalagem dos peixes e o controle dos fatores ambientais da água durante o transporte animais transportados em tanques com alta densidade de lotação. 10

11 ESTRESSE NA PISCICULTURA A A preocupação com as conseqüências do estresse na piscicultura, pelos efeitos negativos na produção, tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. O estresse pode ser entendido como a resposta biológica do peixe a estímulos ameaçadores, adores, a qual pode variar de acordo com a severidade e duração do estímulo. Desta forma, a captura, o manuseio, o confinamento e o transporte são componentes das práticas laboratoriais e do manejo de campo na piscicultura que podem estressar os peixes. As respostas de estresse são divididas em três categorias: *Primáriaria *Secundária *Terciária ria hormonais mudanças nos parâmetros fisiológicos e bioquímicos mudanças no comportamento e susceptibilidade às doenças (Compromete o desempenho) 11

12 Cortisol- indicador de estresse primário rio Glicose- indicador de estresse secundário Lactato- é um bom indicador de estresse As respostas de estresse é importante, pois constituem uma ferramenta para formular um procedimento de boas práticas de manejo, para que o peixe seja manuseado de forma a não comprometer seu desenvolvimento no sistema de criação. 12

13 CONSIDERAÇÕES FINAIS. Um limitante do bem-estar estar de peixes no Brasil é a falta de informação sobre abate humanitário de peixes. Podemos pensar em abate humanitário como uma forma de evitar sofrimento e dor desnecessários no momento do abate. CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos afirmar que os peixes são animais sencientes, ou seja, têm a capacidade de sofrer. O bem-estar animal é um assunto cada vez mais discutido na sociedade brasileira, com um aumento no número de publicações científicas e de informações para o público. Uma sociedade mais informada, em geral, demanda mudanças nas práticas pecuárias, incentivando o desenvolvimento de técnicas humanitárias de produção e respeitando os animais assim produzidos. Para melhorar o Bem-Estar dos peixes adotar as Boas Práticas de Manejo 13

14 Obrigada!! 14

DESAFIOS PARA A FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA DA LEGISLAÇÃO DE BEM-ESTAR ANIMAL

DESAFIOS PARA A FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA DA LEGISLAÇÃO DE BEM-ESTAR ANIMAL II Congresso Internacional Transdisciplinar de Proteção à Fauna, Goiânia-GO 25 e 26 de Abril de 2013 DESAFIOS PARA A FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA DA LEGISLAÇÃO DE BEM-ESTAR ANIMAL Mateus Paranhos da Costa

Leia mais

MELHORANDO O MANEJO DOS ANIMAIS NOS FRIGORÍFICOS STEPS

MELHORANDO O MANEJO DOS ANIMAIS NOS FRIGORÍFICOS STEPS MELHORANDO O MANEJO DOS ANIMAIS NOS FRIGORÍFICOS STEPS Risco para o trabalhador Sofrimento dos Animais Falta qualidade na carne Programa de Abate Humanitário Custo para o frigorífico Fiscalização ineficiente

Leia mais

Prof. Dra. Luciana Batalha de Miranda Araújo

Prof. Dra. Luciana Batalha de Miranda Araújo Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência. Declaração Universal dos Direitos dos Animais UNESCO 27/01/1978 Prof. Dra. Luciana Batalha de Miranda Araújo Não existe

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1069, DE 27 DE OUTUBRO DE 2014

RESOLUÇÃO Nº 1069, DE 27 DE OUTUBRO DE 2014 RESOLUÇÃO Nº 1069, DE 27 DE OUTUBRO DE 2014 Dispõe sobre Diretrizes Gerais de Responsabilidade Técnica em estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene estética e venda ou doação de animais,

Leia mais

AVICULTURA DE CORTE. José Euler Valeriano. Avicultor 2015 Belo Horizonte MG 25/06/2015

AVICULTURA DE CORTE. José Euler Valeriano. Avicultor 2015 Belo Horizonte MG 25/06/2015 BEM ESTAR ANIMAL - O FUTURO AVICULTURA DE CORTE José Euler Valeriano Avicultor 2015 Belo Horizonte MG 25/06/2015 BEA BEM ESTAR ANIMAL Como definir BEM ESTAR? O animal precisa encontrar no meio ambiente

Leia mais

COMISSÃO DE ÉTICA: USO DE ANIMAIS NO ENSINO E NA PESQUISA EM MEDICINA VETERINÁRIA

COMISSÃO DE ÉTICA: USO DE ANIMAIS NO ENSINO E NA PESQUISA EM MEDICINA VETERINÁRIA COMISSÃO DE ÉTICA: USO DE ANIMAIS NO ENSINO E NA PESQUISA EM MEDICINA VETERINÁRIA ALBERTO NEVES COSTA, Méd. Vet., MSc., PhD CEBEA/CFMV albertoncosta@ul.com.br Histórico da Medicina Veterinária Exercício

Leia mais

Introdução ao bem-estar animal PERSPECTIVA HISTÓRICA

Introdução ao bem-estar animal PERSPECTIVA HISTÓRICA Introdução ao bem-estar animal MSc. Aline Sant Anna Doutorado em Genética e Melhoramento Animal, Grupo ETCO - FCAV / UNESP, Jaboticabal-SP PERSPECTIVA HISTÓRICA Livros que fizeram história Abordagem científica

Leia mais

FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO. Irenilza de Alencar Nääs

FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO. Irenilza de Alencar Nääs FERRAMENTAS E PRÁTICAS DE BAIXO CUSTO PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO Irenilza de Alencar Nääs 1 O Brasil é um dos maiores produtores de aves no mundo. Crescimento mundial do consumo Preocupação

Leia mais

Mateus. Título aqui 1 COMPORTAMENTO, MANEJO E BEM- ESTAR DE OVINOS E CAPRINOS MÁQUINAS ANIMAIS TIRAR O MÁXIMO DE CADA ANIMAL

Mateus. Título aqui 1 COMPORTAMENTO, MANEJO E BEM- ESTAR DE OVINOS E CAPRINOS MÁQUINAS ANIMAIS TIRAR O MÁXIMO DE CADA ANIMAL COMPORTAMENTO, MANEJO E BEM- ESTAR DE OVINOS E CAPRINOS MÁQUINAS ANIMAIS Mateus J.R. Paranhos da Costa Departamento de Zootecnia - FCAV/UNESP, Jaboticabal-SP mpcosta@fcav.unesp.br Grupo de Estudos e Pesquisas

Leia mais

PERFIL PROFISSIONAL TRATADOR(A) DE ANIMAIS EM CATIVEIRO

PERFIL PROFISSIONAL TRATADOR(A) DE ANIMAIS EM CATIVEIRO PERFIL PROFISSIONAL TRATADOR(A) DE ANIMAIS EM CATIVEIRO PERFIL PROFISSIONAL Tratador/a de animais em Cativeiro Nível 2 CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES 1/8 ÁREA DE ACTIVIDADE - AGRO-ALIMENTAR OBJECTIVO

Leia mais

Art. 1º Instituir normas reguladoras de procedimentos relativos à eutanásia em animais.

Art. 1º Instituir normas reguladoras de procedimentos relativos à eutanásia em animais. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA RESOLUÇÃO N 1.000, DE 11 DE MAIO DE 2012 Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁ-

Leia mais

ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012

ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012 ÉTICA E CIÊNCIA: CONFLITO OU CONSENSO? Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 2012 1 2 USO DE ANIMAIS ESTÁ CERCADO DE : aspectos emocionais questões religiosas dilemas morais aspectos culturais influenciado

Leia mais

* Substituir o animal vertebrado por um invertebrado ou outra forma de vida inferior, culturas de tecidos/células a simulações em computadores;

* Substituir o animal vertebrado por um invertebrado ou outra forma de vida inferior, culturas de tecidos/células a simulações em computadores; PESQUISAS COM ANIMAIS VERTEBRADOS As regras a seguir foram desenvolvidas baseadas em regulamentações internacionais para ajudar aos alunos pesquisadores a proteger o bem-estar de ambos, o animal pesquisado

Leia mais

CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS NO ENSINO DE BEM-ESTAR ANIMAL. Prof. Luiz Alberto do LAGO 1

CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS NO ENSINO DE BEM-ESTAR ANIMAL. Prof. Luiz Alberto do LAGO 1 95 CONTEÚDOS E ESTRATÉGIAS NO ENSINO DE BEM-ESTAR ANIMAL Prof. Luiz Alberto do LAGO 1 Desde o reconhecimento da relevância do ensino de bem-estar animal e também da delegação desta responsabilidade aos

Leia mais

ISEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC/CNPq

ISEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC/CNPq ISEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC/CNPq FAMEMA Legislação Brasileira Para a Ética em Pesquisa Animal Prof. Dr. Haydée de Oliveira Moreira Rodrigues HISTÓRICO GERAL Claude Bernard (1813-1878) Cruelty

Leia mais

Bem-estar de suínos. Manejo pré-abate

Bem-estar de suínos. Manejo pré-abate Bem-estar de suínos Manejo pré-abate Etapas a serem observadas 1. Jejum e dieta hídrica... 04 2. Carregamento... 05 3. Transporte... 06 4. Espera no frigorífico... 06 5. Banho de aspersão... 06 6. Condução

Leia mais

Manejo pré-abate de aves

Manejo pré-abate de aves Jejum Alimentar Manejo pré-abate de aves Reduz a taxa de mortalidade e evita vômito durante o transporte. Segurança alimentar: previne a liberação e a disseminação de contaminação bacterina pelas fezes

Leia mais

Curso de Ciências em Animais de Laboratório. Organismos Aquáticos

Curso de Ciências em Animais de Laboratório. Organismos Aquáticos PROGRAMA DETALHADO Curso de Ciências em Animais de Laboratório Organismos Aquáticos Curso delineado de acordo com as directivas da D. G. Veterinária e da FELASA para obtenção de creditação CATEGORIA B

Leia mais

Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera

Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera 1 Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera USO DE ANIMAIS ESTÁ CERCADO DE : aspectos emocionais questões religiosas aspectos culturais dilemas morais 2 INFLUÊNCIADO POR: filósofos cientistas protetoras meio

Leia mais

Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem estar animal e a eficiência do trabalho.

Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem estar animal e a eficiência do trabalho. Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem estar animal e a eficiência do trabalho. Mateus J.R. Paranhos da Costa (Grupo ETCO, Departamento de Zootecnia,

Leia mais

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos Fisioterapeuta: Adriana Lopes de Oliveira CREFITO 3281-LTT-F GO Ergonomia ERGONOMIA - palavra de origem grega, onde: ERGO = trabalho e NOMOS

Leia mais

Stress. Saúde Mental. ão.

Stress. Saúde Mental. ão. Saúde Mental Stress Se dura o tempo necessário para proteger o organismo de uma situação de risco, é saudável. Quando passa dias e dias sem controle, vira doença. O Stress, além de ser ele próprio e a

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO PROGRAMA DE ACESSO AO ENSINO TÉCNICO E EMPREGO - PRONATEC EDITAL PROFESSOR INTERNO - Nº 27/2015

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ZOOTECNIA. PRÉ-REQUISITO e/ou CO-REQUISITO (CR)

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ZOOTECNIA. PRÉ-REQUISITO e/ou CO-REQUISITO (CR) MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ZOOTECNIA Quadro 1- Matriz curricular do curso de zootecnia DISCIPLINA 1º Período Introdução à Zootecnia Nenhum 24 08 32 NC OB Exercício da Profissão de Zootecnista Nenhum

Leia mais

BEM-ESTAR EM EQUÍDEOS DURANTE O TRANSPORTE

BEM-ESTAR EM EQUÍDEOS DURANTE O TRANSPORTE BEM-ESTAR EM EQUÍDEOS DURANTE O TRANSPORTE Um dos assuntos de maior abordagem na atualidade é o bem-estar. Os conhecimentos sobre bem-estar animal também têm sua grande importância, sendo hoje foco de

Leia mais

e seus Desafios à Medicina Veterinária

e seus Desafios à Medicina Veterinária e seus Desafios à Medicina Veterinária Rita Leal Paixão XXXIII CONBRAVET 2006 O que é bem-estar animal? Por que se preocupar com bem-estar animal? Como garantir bem-estar animal? Ciência Social BEM-ESTAR

Leia mais

TRANSTORNOS ANSIOSOS. Prof. Humberto Müller Saúde Mental

TRANSTORNOS ANSIOSOS. Prof. Humberto Müller Saúde Mental TRANSTORNOS ANSIOSOS Prof. Humberto Müller Saúde Mental Porque nos tornamos ansiosos? Seleção natural da espécie Ansiedade e medo... na medida certa, ajuda! Transtornos de Ansiedade SINTOMAS: Reação exagerada

Leia mais

Bem Estar Animal. Desafios e oportunidades

Bem Estar Animal. Desafios e oportunidades Bem Estar Animal Desafios e oportunidades Fortaleza - 2012 Sinopse Por que, atualmente, se fala tanto sobre o Bem estar animal? O que é Bem Estar Animal? Como avaliar o Bem Estar Animal? Pontos críticos

Leia mais

ISSN 1415-6326 CIÊNCIA VETERINÁRIA NOS TRÓPICOS

ISSN 1415-6326 CIÊNCIA VETERINÁRIA NOS TRÓPICOS ISSN 1415-6326 CIÊNCIA VETERINÁRIA NOS TRÓPICOS Ciênc. vet. tróp., Recife-PE, v. 13, suplemento 1, p. - agosto, 2010 CIÊNCIA VETERINÁRIA NOS TRÓPICOS Volume 13, Suplemento 1, agosto, 2010 INFORMAÇÕES GERAIS

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DISCIPLINA UNIDADE PRÉ-REQUISITO CH SEMANAL CH SEMESTRAL TEO PRA TEO PRA 1. Administração Rural EA Economia Rural 2 1 32 16 48

Leia mais

DISCIPLINAS CHP CHS CHST CHSP

DISCIPLINAS CHP CHS CHST CHSP MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA (Bacharelado) Aplicada aos Ingressantes a partir de 2011/1 Turnos Integral Matutino/Vespertino e Integral Vespertino/Noturno 1 o Período BIOLOGIA CELULAR

Leia mais

Projeto de Acessibilidade Virtual RENAPI/NAPNE. Maio de 2010

Projeto de Acessibilidade Virtual RENAPI/NAPNE. Maio de 2010 Projeto de Acessibilidade Virtual RENAPI/NAPNE Maio de 2010 Emoção: a outra inteligência Muitos estudiosos discutem a relação entre pensamento e emoções. Algumas definições segundo o artigo de Grewal e

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES ESTA ESCOLA É O BICHO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES ESTA ESCOLA É O BICHO FORMAÇÃO DE PROFESSORES ESTA ESCOLA É O BICHO JUSTIFICATIVA Nós humanos temos a habilidade de criar, transformar e modificar de forma criativa a nós e a tudo que nos rodeia. Possuímos em nós todas as ferramentas

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAZONAS - Campus Zona Leste

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAZONAS - Campus Zona Leste INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAZONAS - Campus Zona Leste CICLO DE FUNDAMENTAÇÃO 1º. Semestre Semestre 442 h/ semanal 26 h EIXO TEMÁTICO Eixo DISCIPLINAS disciplinas Tipo INTRODUÇÃO A ATIVIDADE

Leia mais

sistemas automatizados para alimentação: futuro na nutrição de precisão

sistemas automatizados para alimentação: futuro na nutrição de precisão matéria da capa sistemas automatizados para alimentação: futuro na nutrição de precisão Texto: Sandra G. Coelho Marcelo Ribas Fernanda S. Machado Baltazar R. O. Júnior Fotos: Marcelo Ribas O avanço tecnológico

Leia mais

AS TEORIAS MOTIVACIONAIS DE MASLOW E HERZBERG

AS TEORIAS MOTIVACIONAIS DE MASLOW E HERZBERG AS TEORIAS MOTIVACIONAIS DE MASLOW E HERZBERG 1. Introdução 2. Maslow e a Hierarquia das necessidades 3. Teoria dos dois Fatores de Herzberg 1. Introdução Sabemos que considerar as atitudes e valores dos

Leia mais

BEM-ESTAR EM SUÍNOS: CONCEITO, MANEJO PRÉ-ABATE E CONTEXTO ECONÔMICO. Guilherme Augusto Manske 1 ; Raquel Piletti 2

BEM-ESTAR EM SUÍNOS: CONCEITO, MANEJO PRÉ-ABATE E CONTEXTO ECONÔMICO. Guilherme Augusto Manske 1 ; Raquel Piletti 2 BEM-ESTAR EM SUÍNOS: CONCEITO, MANEJO PRÉ-ABATE E CONTEXTO ECONÔMICO Guilherme Augusto Manske 1 ; Raquel Piletti 2 Palavras-chave: abate humanitário, qualidade, carne suína. INTRODUÇÃO No inicio do século

Leia mais

Eutanásia e Luto. dos responsáveis em Oncologia Veterinária. Profa. Dra. Renata A Sobral

Eutanásia e Luto. dos responsáveis em Oncologia Veterinária. Profa. Dra. Renata A Sobral Eutanásia e Luto dos responsáveis em Oncologia Veterinária Profa. Dra. Renata A Sobral Oncologia Relação direta! Cancêr : Morte O medo. A apreensão. Veterinário oncologista - ponto de vista particular!

Leia mais

ÉTICA NO USO DE ANIMAIS

ÉTICA NO USO DE ANIMAIS ÉTICA NO USO DE ANIMAIS Profª Cristiane Matté Departamento de Bioquímica Instituto de Ciências Básicas da Saúde Universidade Federal do Rio Grande do Sul Bioética Bioética é uma reflexão compartilhada,

Leia mais

INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS III Curso do IAB Formação de Agentes Multiplicadores em Prevenção às Drogas

INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS III Curso do IAB Formação de Agentes Multiplicadores em Prevenção às Drogas INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS III Curso do IAB Formação de Agentes Multiplicadores em Prevenção às Drogas Módulo IV O AFETO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA E NA FORMAÇÃO DO MULTIPLICADOR Regina Lucia Brandão

Leia mais

Saúde psicológica na empresa

Saúde psicológica na empresa Saúde psicológica na empresa introdução Nos últimos tempos muito tem-se falado sobre qualidade de vida no trabalho, e até sobre felicidade no trabalho. Parece que esta discussão reflete a preocupação contemporânea

Leia mais

Benzoato de Denatônio

Benzoato de Denatônio D e n a t ô n i o d e B e n z o a t o Atualização Científica Mundo Animal Volume VI Benzoato de Denatônio Mundo Animal Laboratório Veterinário Ltda. 0800 7722 523 www.mundoanimal.vet.br Atualização Científica

Leia mais

16/3/2016 BEM-ESTAR ESTAR EM

16/3/2016 BEM-ESTAR ESTAR EM SEMINÁRIO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA SANIDADE ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA Erechim/RS - 15/03/2016 BEM-ESTAR ESTAR EM PEQUENOS ANIMAIS Prof. Assoc. UFSM - William Schoenau CEBBEA CRMV-RSRS wschoenau@hotmail.com

Leia mais

A SUINOCULTURA DO FUTURO: SUSTENTABILIDADE E BEM-ESTAR ANIMAL. Irenilza de Alencar Nääs

A SUINOCULTURA DO FUTURO: SUSTENTABILIDADE E BEM-ESTAR ANIMAL. Irenilza de Alencar Nääs A SUINOCULTURA DO FUTURO: SUSTENTABILIDADE E BEM-ESTAR ANIMAL Irenilza de Alencar Nääs Tópicos Introdução a indústria suinícola Desafios de sustentabilidade Bem-estar animal suas aplicações e seus desafios

Leia mais

COMO AS CRIANÇAS ENFRENTAM SUAS ALTERAÇÕES DE FALA OU FLUÊNCIA?

COMO AS CRIANÇAS ENFRENTAM SUAS ALTERAÇÕES DE FALA OU FLUÊNCIA? COMO AS CRIANÇAS ENFRENTAM SUAS ALTERAÇÕES DE FALA OU FLUÊNCIA? Autores: ANA BÁRBARA DA CONCEIÇÃO SANTOS, AYSLAN MELO DE OLIVEIRA, SUSANA DE CARVALHO, INTRODUÇÃO No decorrer do desenvolvimento infantil,

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA

Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA PROPOSTA 1 Curso Nome(s) do(s) Curso(s) ZOOTECNIA Código e-mec 56129 Conceito ENADE 4 Coordenador da Proposta (Tutor do Grupo) ANA MARIA BRIDI 2 Caracterização da Proposta 2.1Área de Conhecimento (código

Leia mais

MANEJO PRÉ-ABATE DE SUÍNOS E AVES

MANEJO PRÉ-ABATE DE SUÍNOS E AVES Prejuízos decorrentes do manejo préabate inadequado MANEJO PRÉ-ABATE DE SUÍNOS E AVES Canadá: perda de 1.500 toneladas Austrália: prejuízo de U$ 20 milhões Estados Unidos: U$ 60 milhões causado pela anomalia

Leia mais

Bem estar animal em cursos de pós-graduação: uma proposta. Marcos Macari Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal Unesp Campus de Jaboticabal

Bem estar animal em cursos de pós-graduação: uma proposta. Marcos Macari Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal Unesp Campus de Jaboticabal Bem estar animal em cursos de pós-graduação: uma proposta Marcos Macari Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal Unesp Campus de Jaboticabal Crescimento populacional - Estimativa de uma população

Leia mais

A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR

A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR FACULDADE DA SERRA GAÚCHA PÓS-GRADUAÇÃO PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL PSICOTERAPIAS COGNITIVAS E NEUROCIÊNCIAS PROF. MS. DANIELLE IRIGOYEN DA COSTA A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR CASSIANA MARTINS

Leia mais

Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos

Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos Manejo Racional e Manejo Pré-abate de Bovinos Dr. Adriano Gomes Páscoa Zootecnista ETCO / FCAV http://estudiopratiqueyoga.blogspot.com/2009_11_01_archive.html OS CUSTOS DA FALTA DE CONHECIMENTO (problemas

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1000, DE 11 DE MAIO DE 2012

RESOLUÇÃO Nº 1000, DE 11 DE MAIO DE 2012 RESOLUÇÃO Nº 1000, DE 11 DE MAIO DE 2012 Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA - CFMV -, no uso das atribuições

Leia mais

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso Aula Programada Biologia Tema: Sistema Nervoso 1) Introdução O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas,

Leia mais

Streptococcus sp. Boletim Técnico

Streptococcus sp. Boletim Técnico Boletim Técnico S Streptococcus sp. C A Estreptococose é uma doença causada por bactérias gram positivas do gênero Streptococcus sp. e S. agalactiae. Esta é considerada a enfermidade de maior impacto econômico

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA

<!ID1060354-0> CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA RESOLUÇÃO Nº 879, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008 Dispõe sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa e regulamenta as Comissões de Ética no Uso de

Leia mais

Padrões hematológicos de vacas leiteiras no período de transição

Padrões hematológicos de vacas leiteiras no período de transição 1 Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária www.ufpel.edu.br/nupeec Padrões hematológicos de vacas leiteiras no período de transição João Paulo Meirelles Graduando em Medicina Veterinária Samanta

Leia mais

O que você deve saber sobre

O que você deve saber sobre O que você deve saber sobre TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo Fênix Associação Pró-Saúde Mental 1. O que é TOC? O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma doença mental crônica (transtorno psiquiátrico),

Leia mais

Programa Nacional de Abate Humanitário STEPS

Programa Nacional de Abate Humanitário STEPS Sociedade Mundial de Proteção Animal WSPA Rio de Janeiro (RJ) Programa Nacional de Abate Humanitário STEPS Categoria Bem-Estar Animal 1. Sobre a organização participante: Razão social: - Sociedade Mundial

Leia mais

PAC 16. Bem Estar e Abate Humanitário dos Animais Aves

PAC 16. Bem Estar e Abate Humanitário dos Animais Aves PAC 16 Página 1 de 14 PAC 16 Bem Estar e Abate Humanitário dos Animais Aves PAC 16 Página 2 de 14 Índice 1. Objetivo------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------03

Leia mais

Rio Doce Piscicultura

Rio Doce Piscicultura Rio Doce Piscicultura (19) 3633 2044 / (19) 3633 8587 / (19) 9 9512 2879 / (19) 9 8961-8180 contatos@riodocepiscicultura.com.br contatos@riodocepeixes.com.br Orientações para Arraçoamento (Ração) O consumo

Leia mais

INSTITUTO SUPERIOR CIÊNCIAS SAÚDE NORTE

INSTITUTO SUPERIOR CIÊNCIAS SAÚDE NORTE INSTITUTO SUPERIOR CIÊNCIAS SAÚDE NORTE CONTEXTOS DE APLICAÇÃO DA PSICOLOGIA Ciência que tem como objecto de investigação, avaliação e intervenção os processos mentais (conscientes e inconscientes) e as

Leia mais

FICHA DE UNIDADE CURRICULAR (UC)

FICHA DE UNIDADE CURRICULAR (UC) Ano letivo 2014/2015 Ano/Semestre curricular Curso Unidade Curricular [designação e tipo/se é do tipo obrigatório ou optativo] 1º Ano/1º semestre Ano letivo 2013/2014 Língua de ensino ECTS - tempo de trabalho

Leia mais

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar O Paradigma Holístico O holismo ( de holos = todo) abrangendo a ideia de conjuntos, ou de todos e de totalidade, não engloba apenas a esfera física, mas se estende também às mais altas manifestações do

Leia mais

INFORMAÇÕES BÁSICAS. Equipe executora: Coordenador: Alina Stadnik Komarcheuski. Integrante 1: Gislaine Cristina Bill Kaelle

INFORMAÇÕES BÁSICAS. Equipe executora: Coordenador: Alina Stadnik Komarcheuski. Integrante 1: Gislaine Cristina Bill Kaelle INFORMAÇÕES BÁSICAS Título do projeto: Nutrilápia - Elaboração de um Software de formulação de ração destinado à Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). Equipe executora: Coordenador: Alina Stadnik Komarcheuski

Leia mais

Rota de Aprendizagem 2015/16 5.º Ano

Rota de Aprendizagem 2015/16 5.º Ano Projeto 1 Onde existe Vida? Tempo Previsto: 4 quinzenas (do 1ºPeríodo) Ciências Naturais A ÁGUA, O AR, AS ROCHAS E O SOLO MATERIAIS TERRESTRES 1.ª Fase: Terra um planeta com vida 2.ª Fase: A importância

Leia mais

COMPETITIVIDADE EM PECUÁRIA DE CORTE

COMPETITIVIDADE EM PECUÁRIA DE CORTE ARTIGOS TÉCNICOS 04/2006 Júlio Otávio Jardim Barcellos Médico Veterinário, D.Sc - Zootecnia Professor Adjunto Depto Zootecnia UFRGS julio.barcellos@ufrgs.br Guilherme Cunha Malafaia Aluno do Curso de Pós

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

DOR E ESTRESSE EM ANIMAIS DE EXPERIMENTAÇÃO EKATERINA AKIMOVNA BOTOVCHENCO RIVERA

DOR E ESTRESSE EM ANIMAIS DE EXPERIMENTAÇÃO EKATERINA AKIMOVNA BOTOVCHENCO RIVERA DOR E ESTRESSE EM ANIMAIS DE EXPERIMENTAÇÃO EKATERINA AKIMOVNA BOTOVCHENCO RIVERA REDUÇÃO DA DOR E DO DISTRESSE AO MÍNIMO ABSOLUTO Meta reconhecida nas legislações nacional e internacionais Reconhecer

Leia mais

Bem estar animal e situação do transporte de cargas vivas no Brasil

Bem estar animal e situação do transporte de cargas vivas no Brasil Bem estar animal e situação do transporte de cargas vivas no Brasil Mateus J. R. Paranhos da Costa Departamento de Zootecnia, FCAV- UNESP, Jaboticabal- SP, Desafios no transporte de animais para abate

Leia mais

Aprendizagem. Liliam Maria da Silva

Aprendizagem. Liliam Maria da Silva Liliam Maria da Silva O Consumidor como um ser aprendiz A aprendizagem é um processo de adaptação permanente do indivíduo ao seu meio ambiente, onde acontece uma modificação relativamente durável do comportamento

Leia mais

Compreendendo o controle aversivo

Compreendendo o controle aversivo Compreendendo o controle aversivo setembro 2012 Maura Alves Nunes Gongora [Universidade Estadual de Londrina] Justificativa: Controle aversivo constitui um amplo domínio do corpo teórico-conceitual da

Leia mais

Standard da OIE Controle de cães não domiciliados

Standard da OIE Controle de cães não domiciliados Standard da OIE Controle de cães não domiciliados Capítulo 7.7 Lizie Buss Med Vet Fiscal Federal Agropecuário Comissão de BEA/MAPA Conceito de bem-estar animal OIE Como um animal está se ajustando as condições

Leia mais

DISCUSSÕES SOBRE ERGONOMIA E CONFORTO TÉRMICO EM RELAÇÃO AO VESTUÁRIO. Maristela Gomes de Camargo

DISCUSSÕES SOBRE ERGONOMIA E CONFORTO TÉRMICO EM RELAÇÃO AO VESTUÁRIO. Maristela Gomes de Camargo DISCUSSÕES SOBRE ERGONOMIA E CONFORTO TÉRMICO EM RELAÇÃO AO VESTUÁRIO Maristela Gomes de Camargo Resumo: Este estudo discute os aspectos de usabilidade e ergonomia relacionados ao conforto térmico; e o

Leia mais

Disciplina: Geografia. Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17. Turma: B

Disciplina: Geografia. Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17. Turma: B Disciplina: Geografia Trabalho realizado por: Mónica Algares nº 17 Turma: B 1 Índice Introdução... 3 Principais fontes de poluição dos oceanos e mares... 4 Prejuízos irremediáveis... 5 As marés negras...

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI Nº 11.915, DE 21 DE MAIO DE 2003. (publicada no DOE nº 097, de 22 de maio de 2003) Institui o Código Estadual

Leia mais

Término Previsto: ---/---/-----

Término Previsto: ---/---/----- UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO BRANCO CEUA COMISSÃO DE ÉTICA NO USO DE ANIMAIS PROTOCOLO N o. (Para uso exclusivo da CEUA) 1. FORMULÁRIO DE ENCAMINHAMENTO PARA PESQUISA ENVOLVENDO ANIMAIS Curso: Campus: Título

Leia mais

Histórias em Sequência

Histórias em Sequência Histórias em Sequência Objetivo Geral Através das histórias em sequência fazer com que os alunos trabalhem com a oralidade, escrita, causalidade e vivências pessoais. Objetivos Específicos Trabalho envolvendo

Leia mais

Universidade Federal do Paraná Departamento de Zootecnia Centro de Pesquisa em Forragicultura (CPFOR)

Universidade Federal do Paraná Departamento de Zootecnia Centro de Pesquisa em Forragicultura (CPFOR) Universidade Federal do Paraná Departamento de Zootecnia Centro de Pesquisa em Forragicultura (CPFOR) EXCESSO DE PICAGEM NA SILAGEM DE MILHO: DESEMPENHO E SAÚDE DAS VACAS Elinton Weinert Carneiro Méd.

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 879, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008

RESOLUÇÃO Nº 879, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008 RESOLUÇÃO Nº 879, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008 Dispõe sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa e regulamenta as Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs) no âmbito da Medicina Veterinária e da Zootecnia

Leia mais

Sistema Nervoso. Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Cérebro. Cerebelo. Encéfalo. Mesencéfalo Ponte Bulbo Medula

Sistema Nervoso. Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Cérebro. Cerebelo. Encéfalo. Mesencéfalo Ponte Bulbo Medula Introdução O corpo humano é coordenado por dois sistemas: o nervoso e o endócrino. O sistema nervoso é o que coordena, por meio da ação dos neurônios, as respostas fisiológicas, como a ação dos músculos

Leia mais

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOPATOLOGIA FUNDAMENTAL Recife, de 05 a 08 de setembro de 2002

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOPATOLOGIA FUNDAMENTAL Recife, de 05 a 08 de setembro de 2002 VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOPATOLOGIA FUNDAMENTAL Recife, de 05 a 08 de setembro de 2002 CO/42 O MAL-ESTAR QUE VEM DA CULTURA ORGANIZACIONAL, Pinheiro, Adriana de Alencar Gomes, Socióloga e Psicóloga,

Leia mais

A INTERVENÇÃO RIME COMO RECURSO PARA O BEM-ESTAR DE PACIENTES COM OSTOMIA EM PÓS- OPERATÓRIO MEDIATO

A INTERVENÇÃO RIME COMO RECURSO PARA O BEM-ESTAR DE PACIENTES COM OSTOMIA EM PÓS- OPERATÓRIO MEDIATO A INTERVENÇÃO RIME COMO RECURSO PARA O BEM-ESTAR DE PACIENTES COM OSTOMIA EM PÓS- OPERATÓRIO MEDIATO Roberta Oliveira Barbosa Ribeiro- Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - São Paulo. Ana Catarina

Leia mais

Psicossociologia Do Trabalho

Psicossociologia Do Trabalho Relação de dados biográficos com factores de avaliação do trabalho. Psicossociologia Do Trabalho Resumo Relação de dados biográficos com factores de avaliação do trabalho. Importância de dados biográficos

Leia mais

3ºano-lista de exercícios-introdução à fisiologia animal

3ºano-lista de exercícios-introdução à fisiologia animal 1. (Udesc) Os hormônios são substâncias químicas produzidas pelas glândulas endócrinas que atuam sobre órgãos-alvo à distância. A ação hormonal pode provocar o estímulo ou a inibição das funções orgânicas.

Leia mais

Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos

Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos Tempestades solares e seus efeitos nos seres humanos Como uma tempestade eletromagnética pode afetar o corpo humano. Uma tempestade solar ocorre quando

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI Nº 11.915, DE 21 DE MAIO DE 2003. (atualizada até a Lei nº 12.131, de 22 de julho de 2004) Institui o Código Estadual

Leia mais

Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial

Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial A. Introdução Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial Princípios éticos para as pesquisas médicas em seres humanos Adotado pela 18ª Assembléia Médica Mundial Helsinque, Finlândia, junho do 1964

Leia mais

Ética no Uso de Animais de Laboratório. Méd. Vet. Vanessa Carli Bones Doutoranda em Ciências Veterinárias Laboratório de Bem-estar Animal- LABEA/UFPR

Ética no Uso de Animais de Laboratório. Méd. Vet. Vanessa Carli Bones Doutoranda em Ciências Veterinárias Laboratório de Bem-estar Animal- LABEA/UFPR Ética no Uso de Animais de Laboratório Méd. Vet. Vanessa Carli Bones Doutoranda em Ciências Veterinárias Laboratório de Bem-estar Animal- LABEA/UFPR Conteúdo Reflexões sobre a ética animal; Assuntos relacionados

Leia mais

TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO APLICADAS A EMPRESAS

TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO APLICADAS A EMPRESAS TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO APLICADAS A EMPRESAS Rogéria Lopes Gularte 1 Resumo: No presente trabalho procuramos primeiramente definir o que é motivação, e como devemos nos comportar com as diferentes necessidades,

Leia mais

Edenilse Gopinger 1*, Aiane A.S. Catalan 1, Victor F.B. Roll 2

Edenilse Gopinger 1*, Aiane A.S. Catalan 1, Victor F.B. Roll 2 ARTIGO NU MERO 187 EFEITOS DA DENSIDADE DE ALOJAMENTO SOBRE A PRODUÇA O DE FRANGOS DE CORTE Edenilse Gopinger 1*, Aiane A.S. Catalan 1, Victor F.B. Roll 2 1 Aluna do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia

Leia mais

Superlista Membrana plasmática

Superlista Membrana plasmática Superlista Membrana plasmática 1. (Unicamp 2015) O desenvolvimento da microscopia trouxe uma contribuição significativa para o estudo da Biologia. Microscópios ópticos que usam luz visível permitem ampliações

Leia mais

Avaliação do bem estar de coelho reprodutor pet alojado em gaiola inteligente

Avaliação do bem estar de coelho reprodutor pet alojado em gaiola inteligente Avaliação do bem estar de coelho reprodutor pet alojado em gaiola inteligente Bruna Pontara Vilas Boas RIBEIRO 1 ; Luiz Carlos MACHADO 2 ; Israel Marques da SILVA 3 ; Felipe Evangelista PIMENTEL 3 ; Marco

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO INTERPESSOAL

O DESENVOLVIMENTO INTERPESSOAL O DESENVOLVIMENTO INTERPESSOAL A Motivação : a força geradora do comportamento Quando nos interrogamos sobre a razão pela qual o indivíduo age de determinada maneira, estamonos a interrogar pelos motivos,

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

FORMAS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR ENTRE HOMEM E MEIO AMBIENTE

FORMAS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR ENTRE HOMEM E MEIO AMBIENTE AMBIENTE TÉRMICO O ambiente térmico pode ser definido como o conjunto das variáveis térmicas do posto de trabalho que influenciam o organismo do trabalhador, sendo assim um fator importante que intervém,

Leia mais

CONTROLE POPULACIONAL DE CÃES E GATOS

CONTROLE POPULACIONAL DE CÃES E GATOS CONTROLE POPULACIONAL DE CÃES E GATOS Aspectos éticos Rita de Cassia Maria GARCIA 1, Nestor Alberto Calderon MALDONADO 2 ; Antonio LOMBARDI 3. A reflexão ética vem ganhando importância na discussão pública

Leia mais

Introdução à Psicologia

Introdução à Psicologia Introdução à Psicologia O QUE É PSICOLOGIA? É o estudo científico do comportamento e dos processos mentais. Está interessada nos comportamentos funcionais e disfuncionais (normais e patológicos) Engloba

Leia mais

Os antigos mensageiros do Amor

Os antigos mensageiros do Amor Os antigos mensageiros do Amor Os Novos Mensageiros do Amor Neurotransmissores Alerta Atenção Energia Noradrenalina Serenidade Saciedade Paz Prazer Alegria Aventura Sertralina Dopamina Neuropepitídeos

Leia mais

O papel das emoções na nossa vida

O papel das emoções na nossa vida O papel das emoções na nossa vida Ao longo da vida, os indivíduos deparam-se com uma variedade de situações que exigem o recurso a variadas competências de modo a conseguirem uma gestão eficaz das mesmas.

Leia mais

Estado da tecnologia avançada na gestão dos recursos genéticos animais

Estado da tecnologia avançada na gestão dos recursos genéticos animais PARTE 4 Estado da tecnologia avançada na gestão dos recursos genéticos animais A caracterização de raças e ambientes de produção precisa ser melhorada para fomentar políticas de decisão na gestão dos recursos

Leia mais