Num mundo sem doenças e sem sofrimento, a experimentação animal não seria necessária.

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1 Num mundo sem doenças e sem sofrimento, a experimentação animal não seria necessária.

2 Todos os animais, domésticos, selvagens e de laboratório são beneficiados por substâncias testadas em animais. Graças à experimentação animal, humanos e animais vivem melhor e durante mais tempo.

3 Benefícios da experimentação animal -Descoberta de medidas profilácticas e tratamentos -Desenvolvimento de vacinas e produção de soros -Desenvolvimento de técnicas de transplantes de órgãos -Desenvolvimento do uso de drogas, tranquilizantes, anestésicos e antidepressores -Desenvolvimento de tratamentos contra o cancro -Aumento da qualidade de vida e de saúde dos animais

4 Vantagens nos ensaios toxicológicos Permitem um desenvolvimento mais seguro e eficaz de tratamentos, através de uma medição mais rigorosa de efeitos toxicológicos Têm em conta a complexidade do organismo e as suas interacções, que não podem ser reproduzidas por métodos alternativos

5 - Animais e plantas são sistemas complexos - Processos biológicos são muito mais complicados do que só a soma das suas partes individuais há interacções! - Uma substância pode interagir em vários locais do organismo. Efeitos num processo biológico podem ter consequências inesperadas noutros.

6 As 3 dimensões da ciência: Ética trata de como decidimos o que é correcto ou não

7 Por um lado Mais exigência a nível de qualidade e segurança por parte do público alvo Por outro lado Preocupação crescente com o bem-estar animal Defesa dos direitos dos animais

8 Milhões de animais são mortos todos os anos para fins alimentares. Se isto é moralmente aceite, mais o será uma morte para fins de pesquisa médica, que visa evitar um maior sofrimento. É lamentável que o debate tenda para a ideia de que um grupo se preocupa com os animais e o outro não. Não se trata disso, o assunto é sim, como reduzir o sofrimento global de animais e humanos.

9 "Usar animais para propósitos científicos é aceitável somente quando qualquer sofrimento aos mesmos é largamente superado pelo benefício de seu uso". Cabe ao pesquisador analisar: Se o sofrimento causado ao animal é o menor possível Se os benefícios esperados da pesquisa são viáveis e são os melhores possíveis Se se consegue fazer o balanço sofrimento-benefício com um ganho para benefício (adaptado: Peter Singer em Animal Liberation)

10 1959 William Russel e Rex Burch publicam The Principles of Humane Experimental Technique Introdução do conceito dos 3 Rs: Replacement Reduction Refinement Pretende trazer maior humanismo às técnicas de experimentação

11 Princípio dos 3 R s Reduction - Qualquer estratégia que resulte num menor número de animais utilizado, obtendo a mesma quantidade de informação ou maximizando a informação obtida por animal - Usando métodos estatísticos que permitem inferir duma amostra para a população; - Evitando repetições desnecessárias, através da melhoria das condições de ensaio e da diminuição de variáveis que invalidam resultados (stress, dieta, );

12 Princípio dos 3 R s Refinement - Modificação de qualquer procedimento que seja efectuado desde o nascimento do animal até à sua morte, de modo a diminuir a dor e o desconforto do animal e a promover o seu bem-estar. Fornecimento de brinquedos, anestesia, analgesia, métodos de eutanásia e escolha de técnicas não invasivas - A dor e o desconforto para além do ponto de vista ético, provocam alterações fisiológicas, aumentando a variabilidade de resultados.

13 Princípio dos 3 R s Replacement - Propõe a substituição por técnicas que não usem animais Substituição absoluta - Ou a substituição por animais menos evoluídos (sensíveis) Substituição relativa Substituição de primatas por ratinhos Substituição de mamíferos por peixes

14 Desvantagens dos Métodos Alternativos Modelos Matemáticos - Não se consegue introduzir todas as variáveis reais existentes - Análise elementar da realidade - Visão simplista e não integrada - Modelos de computador incompletos e não é possível fazer predições correctas

15 Desvantagens dos Métodos Alternativos Modelos Humanos - Problemas éticos - Complicado fazer estudos de toxicidade crónica - Utilização de voluntários

16 Desvantagens dos Métodos Alternativos Modelos audiovisuais - Apenas com interesse didático - Condicionado pelo hardware e software disponíveis

17 Desvantagens dos Métodos Alternativos Modelos in vitro Culturas celulares: - Período de vida curto diferentes das - Estudos prolongados exigem o uso de tecidos frescos de forma constante - Tendem a perder a capacidade funcional - Não permite interacções com outras células de tecidos diferentes, o que conduz a respostas que ocorreriam num indivíduo Fracções subcelulares: não fornecem informação sobre a influência dos factores da célula, do órgão e do animal como um todo

18 Desvantagens dos Métodos Alternativos Modelos in vitro Culturas de órgãos: - manutenção difícil - períodos de vida curtos - Exigem muitos animais Linhas de culturas celulares - não foi possível produzir linhas celulares de todos os tecidos anormais com - células são de uma forma geral - algumas não possuem semelhanças as células dos tecidos que lhes deram origem Culturas de tecidos Período de vida curto

19 Modelos in vitro - Utilizados no início de ensaios toxicológicos - Nunca substituiem por completo um animal/indivíduo - Não pode haver uma substituição total mas sim uma complementação com testes in vitro no início do ensaio (ex: Ganciclovir vs. Acyclovir)

20 E no futuro? Justificar-se-á a substituição dos ensaios toxicológicos por métodos alternativos? Serão necessários animais?

21 Animais vão continuar a ser muito importantes: -Únicos que permitem ensaios toxicológicos que consideram o indivíduo como um todo e têm em conta as interacções e a sua complexidade -Estudos toxicológicos de novos xenobióticos -Validação de resultados de métodos que não usem animais como um todo -Protecção antes da exposição de humanos e animais a substâncias potencialmente perigosas

22 Animais de laboratório nunca deverão ser tratados com desrespeito nem com negligência ou desleixo. Deve-se respeitar todo o tipo de vida e continuar a usar as melhores técnicas científicas, para minimizar o sofrimento dos animais que tornam os ensaios toxicológicos possíveis.

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