O PAPEL DA FMEA NA RETENÇÃO E DIFUSÃO DO CONHECIMENTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O PAPEL DA FMEA NA RETENÇÃO E DIFUSÃO DO CONHECIMENTO"

Transcrição

1 O PAPEL DA FMEA NA RETENÇÃO E DIFUSÃO DO CONHECIMENTO Christiane Bischof dos Santos 1, Ricardos Sales Gomes.2 Robert Bosch Ltda. s: RESUMO No atual cenário organizacional, profissionais altamente qualificados são cada vez mais disputados pelas empresas de tecnologia. O profissional depara-se com alternativas bastante atraentes a considerar e, eventualmente, opta pela mudança de emprego. Em conseqüência disso, verificam-se perdas de conhecimento em todos os setores. A fim de evitar tais perdas, a gestão do conhecimento organizacional vem sendo objeto de estudos a fim de desenvolver técnicas para a sua retenção e transmissão. No caso de projetos de inovação, o volume de conhecimento produzido é bastante significativo e, proporcionalmente, muito pouco desse conhecimento é efetivamente retido. Destarte, resta à organização o desafio de armazenar e catalogar o conhecimento de forma que este possa servir de consulta e referência para os atuais e futuros profissionais. Embora desenvolvida para outros propósitos, a FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) possui algumas características que podem auxiliar neste processo. Este artigo propõe a utilização de uma FMEA de Produto visando propiciar a melhor retenção do conhecimento presente no grupo de desenvolvimento garantindo que os conhecimentos essenciais ao processo de inovação não sejam perdidos. Para que isso seja possível, foram utilizadas já nos estágios iniciais de sua execução, técnicas tais como modelagem e racionalização. Servirá como base para o estudo, o processo de elaboração de uma FMEA para um projeto de inovação. INTRODUÇÃO Um dos maiores desafios que as organizações têm passado no atual cenário organizacional é o desenvolvimento de métodos eficazes para transferir e reter o conhecimento dos funcionários que saem. Profissionais altamente qualificados deparam-se com alternativas bastante atraentes e, eventualmente, optam pela mudança de emprego. Em conseqüência disso, verificam-se perdas de conhecimento em todos os setores. Isto é dificultado pelo fato de que uma grande parte do valioso conhecimento essencial para a organização está dentro das cabeças das pessoas e não está documentado ou explicitado. Esta preocupação com o conhecimento nas empresas foi explicitado com o desenvolvimento da área de gestão do conhecimento. Alguns autores dentro deste campo de estudo se preocupavam em como fazer com que o conhecimento retido por colaboradores pudesse ser retido na empresa e transmitido aos demais, de maneira a não ficarem expostos ao risco de perderem este conhecimento por qualquer razão. Dittmann et al [1] apontam duas dificuldades principais encontradas pelas companhias. Primeiramente, o acesso ao conhecimento implícito pertencente a cada funcionário em relação à função executada, o qual não pode ser adquirido

2 por meios convencionais. Em seguida, depara-se com o problema de que pessoas utilizam diferentes termos e interpretações para falar do mesmo assunto. No caso de projetos de inovação, o volume de conhecimento produzido é bastante significativo e, proporcionalmente, muito pouco desse conhecimento é efetivamente retido. Por outro lado, discussões, pesquisas e avaliações indutivas realizadas durante este período geram um significativo rol de informações que necessita ser redigido e explicitado para continuidade das análises atuais consultas futuras. A FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) é uma prática constante em projetos de inovação que pode auxiliar neste processo. Reuniões multidisciplinares para sua elaboração, se devidamente moderadas, podem levar a um resultado bastante rico em termos de aprendizagem e aquisição de conhecimento. 2. O conhecimento nas organizações As fontes de conhecimento nas organizações podem ser divididas em duas categorias distintas: o conhecimento explícito e o tácito. O conhecimento tácito ou não estruturado consiste nos elementos intangíveis que são inerentes aos indivíduos ou à coletividade da qual fazem parte (rotinas não descritas, experiências, segredos da profissão, clientela, concorrência, fatores tecnológicos e econômicos). Já o conhecimento explícito inclui todos os elementos tangíveis que chamamos de know-how, tomando forma em procedimentos, modelos, algoritmos, análises e documentos. O quadro abaixo apresenta as principais características e diferenças entre estas duas categorias. Conhecimento explícito (Know-how) Conhecimento coletivo (Objeto) - Conhecimento formalizado em documentos ou databases. - Conhecimento incluído em sistemas de gestão, concepção, produção. Conhecimento tácito (habilidades individuais) Conhecimento coletivo Conhecimento pessoal (Rotinas) - Conhecimento incorporado em modelos e comportamentos previsíveis e regulares. Quadro 1: Características do conhecimento explicito e conhecimento tácito. Fonte: Adaptado de [2]. (conhecimento particular) - Habilidades pessoais - Talentos profissionais - Conhecimento da companhia e contextos de decisão - Conhecimento do ambiente (clientes, concorrentes e fatores sócio-econômicos) O conhecimento explícito, como já descrito, pode ser encontrado e estocado em formas mecânicas ou tecnológicas (manuais, procedimentos, bancos de dados, etc). Para converter o conhecimento tácito em explicito deve-se procurar maneiras de expressar o inexpressível. [3]. Dificuldades são encontradas no processo de codificação e estruturação do conhecimento tácito, proveniente das próprias características desta categoria, implicando o compartilhamento [4]. Nonaka propõe em seus artigos o uso de metáforas, analogias e modelos para possibilitar esta codificação [3] e [5].

3 Este autor sugere o modelo para conversão do conhecimento (tácito em explicito, explicito em explicito, explicito em tácito e, por fim, tácito em tácito). Este modelo é constituído em quatro etapas: a socialização, a externalização, a combinação e a internalização [5]. A socialização entre os participantes de um grupo permite transferir conhecimento tácito por meio do compartilhamento de experiências. Este conhecimento não precisa ser necessariamente transmitido oralmente. A observação, imitação e a prática também são modos de absorção. Outra maneira de converter conhecimento e o uso de processos sociais para combinar diferentes fontes de conhecimento explícito apropriados por alguns indivíduos. Esta troca e combinação podem ser realizadas durante reuniões ou telefonemas. A recontextualização desta informação já existente leva a um novo conhecimento adquirido. A esta conversão de um conhecimento explicito para outro conhecimento explícito chama-se combinação. Os dois modos restantes envolvem a conversão de conhecimento tácito em explicito e viceversa. Estes modos partem do princípio que conhecimentos tácito e explicito são complementares e podem ser expandidos por meio de um processo de interação mútua. Esta interação envolve duas operações diferentes. A externalização, conversão do conhecimento tácito em explicito e a internalização, que envolve a conversão do conhecimento explicito em tácito que pode ser entendida como aprendizado. O autor ainda considera em seu artigo que a metáfora tem um papel importante no processo de externalização e a ação é relacionada ao processo de internalização [5]. A figura 1 apresenta o esquema elaborado para representar os modos de criação do conhecimento. Tácito Para Explicito Tácito De Socialização Externalização Explicito Internalização Combinação Figura 1 : Modos de criação de conhecimento Fonte: [5] Assume-se para este modelo a premissa básica de que a aprendizagem é uma ação social e a interação entre as pessoas é necessária para que se aprenda. Desta forma, os autores advogam que o conhecimento tácito de um acaba por se tornar o conhecimento comum ao grupo [6].

4 3. A FMEA A FMEA (Failure Mode and Effect Analysis), de acordo com a definição do Manual do Automotive Industry Action Group (AIAG) [7] é a metodologia analítica para assegurar que problemas potenciais sejam considerados e tratados ao longo do desenvolvimento de produtos e processos. A FMEA tem como objetivo melhorar a qualidade do produto prevenindo falhas antecipadamente, amenizando o impacto de alterações de projeto e priorizando características críticas para a funcionalidade e segurança do produto e que podem precisar ser controladas mais tarde na produção. É considerada uma técnica natural a ser utilizada na melhoria da qualidade e acredita-se que entre 70 a 80% de todas as falhas potenciais poderiam ser identificadas já no estágio de desenvolvimento por meio do seu uso efetivo [8]. A análise de risco é um resultado importante da FMEA. A informação final resultante da probabilidade de falhas (a freqüência esperada de uma falha ocorrer) e do seu efeito (conseqüências desta falha no caso da sua ocorrência) é utilizada para caracterizar riscos. Freqüências e conseqüências são estimadas independentemente e devem ser analisadas em conjunto a fim de melhor avaliar o risco. Devido a essa característica fundamental, é comum a FMEA ser incluída em processos de tomada de decisão [9]. O risco é avaliado de acordo com o numero de priorização de risco (NPR) calculado por meio da multiplicação entre os valores atribuídos à severidade do efeito de falha, probabilidade de ocorrência e probabilidade de detecção. O valor de NPR é uma avaliação importante, no entanto, de acordo com [7], não deve ser a única para definir a tomada de ações. Basear-se somente na multiplicação dos índices de severidade (S), ocorrência (O) e detecção (D) pode deixar de considerar itens relevantes sob ponto de vista do processo. Sugere-se em conjunto ao NPR, avaliar o valor considerado para a ocorrência (O), ou Risco Técnico (S X O). Função Modo de Falha Efeitos S Causas O Ações Preventivas Ações Detecção D NPR Ações Recomendadas Resp/ Prazo Figura 2: Modelo de formulário FMEA sugerido [7] Fonte: Adaptado formulário FMEA [7]. A FMEA pode ser aplicada hierarquicamente, através de sub-produtos e níveis de componentes até dimensões individuais e características, seguindo o produtos em detalhes, listando modos de falha potenciais, bem como aspectos de segurança em serviço em relação à utilização ou meio ambiente [8]. Com o objetivo de melhorar a utilização da FMEA, TEOH e CASE propõem em seu artigo, a utilização de técnicas de inteligência artificial (AI) tais como modelagem e racionalização[10]. Os autores ilustram as inter-relações entre os objetos avaliados por meio do diagrama funcional que permite um modelo simples para representar a interação entre função e estrutura. A figura 3 apresenta esquematicamente um diagrama funcional proposto pelos autores.

5 Figura 3: Diagrama funcional Fonte: [10]. A utilização da FMEA como ferramenta de apoio e tomada de decisão é dificultada pois, em geral, a análise não segue uma sistemática de elaboração. O significado das conclusões depende da interpretação do grupo que realiza a FMEA e difere quando outro time a reutiliza. Desta forma, o conhecimento ali retido não pode ser eficientemente transmitido. Portanto, uma sistemática definida e padronizada para sua execução deve ser estabelecida e seguida. Em 2006, a União das Indústrias Automotivas que congrega várias indústrias alemãs do setor automotivo (VDA) estabeleu diretrizes para condução de uma FMEA visando manter a uniformidade, clareza e qualidade das informações [11]. As diretrizes estabelecidas prevêem a elaboração de uma FMEA em 5 etapas: 1. Análise estrutural 2. Análise funcional 3. Análise de falhas 4. Análise de ações 5. Otimização Para a melhor execução de uma FMEA, é necessário que os processos de conhecimento e aprendizagem ocorram. Grupos de FMEA normalmente são bastante heterogêneos o que implica uma grande variedade de experiências particulares. Adicionalmente, a aptidão para o aprendizado (grau de internalização do conhecimento) pode variar de uma pessoa para outra. [11]. Desta forma, promover a difusão dos conhecimentos tácito e explícito entre as competências envolvidas de forma sistematizada permite que a análise seja realizada de forma completa e clara. A FMEA alcança sua excelência no momento em que consegue reunir todo conhecimento (know-how ou habilidades individuais) que agregue valor ao processo. 4. Metodologia e escolha do projeto de inovação Foi realizado o acompanhamento da moderação de uma FMEA de Sistema de produto de inovação como estudo de caso. A aplicação da sistemática foi realizada on the job com a presença de um moderador especializado para direcionar a execução do trabalho. O grupo de análise constituiu-se de 4 participantes em caráter multidisciplinar mais o moderador.

6 O projeto de inovação escolhido trata do desenvolvimento de produto inovação no ramo automotivo. Como histórico de falhas, performance, utilizou-se produto similar. Mesmo baseando-se em uma base tecnológica conhecida, trata-se de inovação significativa pois efetivamente introduz um novo conceito tanto internamente à organização como aos usuários finais. Escolheu-se um projeto de inovação pois desejava-se avaliar o processo de retenção e transmissão de conhecimento nesta fase do desenvolvimento, pois segundo [13]: um dos limites mais importantes à geração de inovação por parte de empresas, países e regiões é o não-compartilhamento desses conhecimentos que permanecem específicos e nãotransferíveis. Como resultado, foi elaborado um quadro comparativo entre os modos de criação do conhecimento de acordo com a proposta apresentada em [5] e a sistemática para elaboração de FMEA conforme diretriz adotada [11]. O objetivo é verificar se a FMEA elaborada com base nas diretrizes adotadas pode ser um instrumento de retenção e transmissão de conhecimento para os funcionários usuários. 5. A realização da FMEA. Início: Preparação Foram designados os participantes da FMEA em caráter multidisciplinar: Engenheiro de Desenvolvimento, Engenheiro de Validação, 1 Engenheiro de Vendas (para expor pontos referentes à aplicação e interfaces) e Engenheiro de Produto. O moderador experiente foi escolhido com a finalidade de conduzir o trabalho conforme diretrizes estabelecidas pela norma técnica escolhida [11]. O escopo e objetivos da FMEA a serem atingidos foram estabelecidos conforme requisitos do setor afetado. A documentação necessária do produto e requisitos do cliente foi providenciada. Fase 1: Análise Estrutural Nesta primeira etapa o grupo ocupou-se da estruturação do processo em análise de forma a permitir uma visão das inter-relações entre os demais processos e clientes envolvidos. O primeiro nível a ser considerado foi o cliente e a partir deste, detalhou-se o sistema dividindo o modelo (estrutura) proposto em níveis funcionais. O último nível é constituído pelos componentes responsáveis pelas características do produto a serem delimitadas tecnicamente. Desta forma, explicitou-se o conceito transformando requisitos do cliente e funções essenciais do sistema em valores mensuráveis e controláveis.

7 Subsistema 1 Componente A Componente B Cliente Sistema Inovação Subsistema 2 Componente C Componente D Subsistema 3 Componente E Figura 4: Modelagem do sistema 4 níveis (Cliente, sistema, subsistema, componentes). Fonte: Autores Fase 2 : Análise Funcional Ainda dentro da modelagem do processo a ser analisado, buscaram-se as diferentes funções e requisitos a serem realizados em todos os níveis considerados. A discussão entre o grupo de FMEA foi concentrado na busca de todos os fatores que estão presentes em cada etapa considerada no modelo presente. Quanto mais se detalha o nível de avaliação, mais tecnicamente são definidos as funções e requisitos necessários. De acordo com a diretriz VDA [11] este grau de detalhamento da FMEA depende da análise que se deseja realizar. Devem ser considerados os seguintes pontos: 1. Se um risco inaceitável ou incalculável for encontrado durante a análise 2. Se falhas no atual nível de detalhamento não puderem ser mitigadas por meio de ações. 3. Na necessidade de escopos de inspeção operacionais comprovados e conhecidos 4. Caso haja necessidade de apresentar características de produto no menor nível de inspeção. A vantagem de utilizar esta modelagem é que interfaces também podem ser representadas e geradas por meio de conexões físicas.

8 Subsistema 1 Cliente Requer durabilidade. Cliente Cumprir com legislação ambiental (emissões) Sistema Produto Contem itens Pronto verdes Subsistema 2 Possibilidade de substituiçao facil. Componente A Componente B Componente C Componente D Subsistema 3 Componente E Fabricado com plástico reciclável Maior detalhamento para assegurar a qualidade final para o cliente Figura 5: Analise de funções e requisitos distribuídos para os diferentes níveis e exemplo de inter-relação entre funções. Fonte: Autores Fase 3: Análise de Falhas Uma vez definidas as inter-relações entre as funções e requisitos conforme a Figura 5, verificou-se relações de causa e efeito entre os diferentes níveis. Para cada função são associados um ou mais modos de falha. O modo de falha, de acordo com as principais diretrizes [7] e [11] é definido como o não atendimento ou atendimento parcial da função analisada. Portanto, se a análise de funções foi realizada de forma completa e clara, os desvios são associados diretamente. Como as relações de causa e efeito estão já delineadas, os modos de falha resultaram em novas redes (chamadas redes de falha) podendo ser representadas conforme a figura 6:

9 Subsistema 1 Sistema Componente A Cliente Quebra do produto em uso. Produto Pronto não durável Subsistema 2 Estrutura cristalina instável Componente B Componente C ComponenteD Subsistema 3 Componente E Material não adequado Efeitos de Falhas Modo de Falhas Causas Figura 6: relação entre causa e efeitos de falhas a partir de rede de falhas. Fonte: Autores Fase 4: Análise de ações Nesta etapa, foram avaliadas as ações para prevenir a causa e, no caso de ocorrência, como detectá-las. As ações de prevenção e detecção foram avaliadas para cada causa. No exemplo apresentado, foram avaliadas as ações para prevenir as falhas no componente E e, no caso da falha ocorrer, como seria o sistema de detecção ainda dentro do processo de desenvolvimento. Também são realizadas as pontuações de risco com base em tabelas préestabelecidas [7]. Fase 5: Otimização Esta é a fase de avaliação das ações e das pontuações atribuídas (risco avaliado) e juntamente com a fase 4, pode ser realizada diretamente no formulário FMEA (de acordo com a figura 2). A discussão nesta etapa é fundamental pois cabe ao moderador apontar os itens críticos (por meio de NPR ou outros índices de risco) e avaliar se demais ações para mitigar riscos. Também e importante que todos os participantes tenham uma visão geral de todo processo analisado a fim de propor ações factíveis e com foco predominantemente preventivo [7] Uma vez que os itens de função e requisitos e os possíveis modos de falha foram detalhadamente dispostos no formulário, não somente simplificou-se a discussão das ações como também agregou maior valor ao caráter preventivo da ferramenta.

10 6. Resultados A partir da comparação entre a proposta dos quatro modos de criação de conhecimento de [5] e a aplicação das diretrizes estabelecidas pela diretriz [11], pode-se estabelecer o seguinte quadro comparativo: Preparação da FMEA Análise estrutural Análise Funcional Análise de Falhas Análise de Ações Otimização Socialização Combinação Externalização Internalização Formação e integração do grupo multidiscipli nar, definição do escopo e, objetivos. Verificar se há FMEAs de processos semelhantes a fim de melhor definir escopo e objetivos. Discussão expondo principais pontos de vista. Estruturar informações existentes no uso de fluxogramas de processo, produtos, interrelações. Etapas de processo que não estavam considerados nos fluxogramas e planos de processo puderam ser inseridos na estrutura da FMEA. Aprendizado relativo às definições das inter-relações entre os processos. Discussão expondo principais pontos de vista. Transferir requisitos e funções documentado listar como funções para cada nível definido. Adicionar funções que não estejam explicitadas Aprendizado relativo aos requisitos definidos para cada nível funcional da peça (desde os requisitos do cliente até especificações técnicas. Discussão expondo principais pontos de vista. Relacionar um ou mais modos de falha para cada função. Avaliação de efeitos dos modos de falha. Efeitos conhecidos e causas avaliadas em detalhe. Aprendizado de relações causa-efeito importantes para melhor compreensão do processo. Discussão expondo principais pontos de vista. Verificar se há ações de prevenção e detecção já aplicadas no processo corrente Causas discutidas em detalhes levam a melhor analise da eficácia das ações de prevenção e detecção. Aprendizado das possibilidades para minimização do risco realizado usando diferentes pontos de vista. Discussão expondo principais pontos de vista. Verificar se em FMEAs similares há ações de otimização em andamento que possam ser utilizadas. Ações factíveis e com foco preferencialmente preventivo. Ações para otimização advieram de processo de aprendizagem como um todo e efetivamente objetivam a melhoria do processo. Quadro 2: Quadro comparativo modos de criação de conhecimento x fases de elaboração de uma FMEA Fonte: Elaborado pelos autores O quadro 2 apresenta como os modos de criação do conhecimento propostos por [5] estão presentes em todas as etapas de execução da FMEA. Verifica-se que a socialização e a combinação estão presentes em todas as etapas. A socialização foi obtida durante os eventos de reunião em que o grupo multifuncional se reunia

11 e discutia sob diferentes pontos de vista. Em alguns momentos, houve necessidade de visualizar o processo in loco onde havia explanações adicionais. O processo de transferência de conhecimento explícito para conhecimento explícito (combinação) é prática comum para a elaboração de uma FMEA. No entanto, verificou-se que para conseguir como resultado uma FMEA completa e clara, as informações já existentes e codificadas não eram suficientes. Portanto, as etapas subseqüentes foram fundamentais para o bom resultado da FMEA e foram realizadas obrigatoriamente em grupo, pois nestas houve oportunidades de externalizar habilidades e experiências individuais, nunca antes explicitadas. A escolha de um moderador hábil para liderar discussões em grupo pôde propiciar um ambiente de discussão em que os participantes são levados a reconstituir o processo produtivo em todos os seus detalhes, incluindo na FMEA postos de trabalhos que nunca foram avaliados (como por exemplo, bancadas, estoques intermediários, pré-ajustagens). Atividades e requisitos também foram externalizados e, uma vez que para toda função ou requisito deve ser relacionado um ou mais desvios, modos de falha, efeitos e causas que antes deixavam de ser considerados, começaram a aparecer. Durante as etapas de análise de riscos e otimização, também a externalizacao foi evidenciada. Apesar de haver tabelas padrão para direcionar a priorização dos riscos (tabelas de pontuação), esta avaliação teve caráter predominantemente qualitativo e foi debatida em grupo a fim de se chegar a um consenso. A posterior definição das ações para mitigação dos riscos levou em conta, além da priorização dos riscos, a exeqüibilidade e o foco preventivo da ação a fim de agregar maior valor ao processo. A internalização envolve principalmente as oportunidades para aprendizagem durante a execução de cada etapa da FMEA. No entanto o aprendizado entre os integrantes do grupo, como [6] já haviam definido, variam de uma pessoa para outra e não houve como mensurar este fator. De qualquer forma, os participantes foram unânimes ao comentar que a execução da FMEA em etapas melhorou a qualidade de discussão. CONCLUSÃO A realização da FMEA de forma sistematizada e conduzida conforme as diretrizes estabelecidas pela [11] demonstra-se eficiente para a obtenção de resultado consistente e ampliar sua possibilidade de uso como ferramenta de apoio em processos de tomada de decisão. Além disso, propicia ao grupo participante, bem como futuros colaboradores que utilizarão o documento para consulta, uma fonte importante de conhecimento. Isto advém do emprego implícito de técnicas de gestão do conhecimento durante a sua condução. Verificou-se por meio da execução de uma FMEA a aplicação dos modos de criação de conhecimento conforme modelo sugerido por [5] e concluiu-se que este é empregado em todas as suas etapas de execução, sendo a combinação e a externalização os mais evidenciados. De qualquer forma, conclui-se que as técnicas de gestão do conhecimento podem ser adequadas às etapas de elaboração da FMEA com a condição desta ser devidamente conduzida por moderador experiente que siga uma sistemática que permita uniformidade da execução tal qual a sugerida pela diretriz VDA [11].

12 REFERÊNCIAS [1] DITTMANN, L.; RADEMACHER, T.; ZELEWSKI, S.: Performing FMEA Using Ontologies, 18th International Workshop on Qualitative Reasoning, Proceedings, USA, [2] GRUNDSTEIN M., ROSENTHAL-SABROUX, C., GAMETH, A Decision Support Approach to Identify and Locate Potential Crucial Knowledge, Proceedings 5th European Conference on Knowledge Management, 2004 [3] NONAKA, I, The Knowledge Creating Company, Harvard Business Review, July- August [4] MACHADO, A.M; DESIDERI, P.E.; As dificuldades na difusão do conhecimento tácito nas organizações; XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, Curitiba PR, 2002 [5] NONAKA, I. A Dynamic Theory of Organizational Knowledge Creation, Organization Science,, Vol. 5 Issue 1, Feb94. [6] NONAKA, I., KONNO, The concept of BA building a foundation for knowledge creation. California Management Review, 40, 3, 40-54, [7] AIAG (Automotive Industry Action), Potential Failure Mode and Effects Analysis, 4 th. Ed., 2008 [8] BOOKER, J.D.; Industrial Practice in Designing for Quality; The International Journal of Quality & Reliability Management; pg.288; [9] JOHNSON, S.K.,Combining QFD and FMEA to optimize performance, Quality Congress. ASQ's -Annual Quality Congress Proceedings; 1998 [10] TEOH, P.C., CAE, K.; Modelling and Reasoning for Failure Modes and Effects Analysis Generation. Jounal of Engineering Manufacture Vol Part.B, [11] VDA (Verband der Automobilindustrie), Quality Assurance before Mass Production Product-, Prozess-FMEA, VDA-Band 4, Part 3, Frankfurt: [12] ARMSTRONG, S.J.; MAHMUD, A., Experiential Learning and the Acquisition of Managerial Tacit Knowledge, Academy of Management Learning & Education,, Vol. 7 Issue 2, Jun2008. [13] LEMOS, C. Inovação na era do conhecimento, Parcerias Estratégicas, n. 08, p , 2000.

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000 GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O E A -31000 Maildo Barros da Silva 1 e Fco.Rodrigo P. Cavalcanti 2 1 Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza-CE, Brasil phone: +55(85) 96193248,

Leia mais

FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos)

FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos) Curso e-learning FMEA - 4ª. EDIÇÃO (Análise dos Modos de Falha e de seus Efeitos) Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão

Leia mais

O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento. Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008

O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento. Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008 O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento Profª Dr a Valéria Martin Valls Abril de 2008 Apresentação Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação / Bibliotecária (ECA/USP); Docente do curso de

Leia mais

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

Guia de Manutenção de Edificações

Guia de Manutenção de Edificações PROJETO DE PESQUISA TERMO DE REFERÊNCIA PROJETO DE PESQUISA TÍTULO ENTIDADE Abraman Associação Brasileira de Manutenção COMITÊ DE ESTUDOS Comitê de Manutenção Centrada na Confiabilidade COORDENAÇÃO Eng.

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO

GESTÃO DO CONHECIMENTO GESTÃO DO CONHECIMENTO OconceitodeGestãodoConhecimentosurgiunoinício da década de 90 e, segundo SVEIBY (1998, p. 3), a Gestão do Conhecimento não é mais uma moda de eficiência operacional. Faz parte da

Leia mais

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO Profa. Leonor Cordeiro Brandão Relembrando Vimos alguns conceitos importantes: O que são dados; O que é informação; Quando uma informação se transforma em conhecimento;

Leia mais

GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS. Vanice Ferreira

GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS. Vanice Ferreira GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS Vanice Ferreira 12 de junho de 2012 GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS: conceitos iniciais DE QUE PROCESSOS ESTAMOS FALANDO? GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS: conceitos iniciais

Leia mais

FMEA. FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha)

FMEA. FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha) FMEA FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha) Técnica auxiliar no projeto de sistemas, produtos, processos ou serviços. Flávio Fogliatto Confiabilidade 1 FMEA - Definição

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

INAC 2009, Rio de Janeiro, RJ, Brazil.

INAC 2009, Rio de Janeiro, RJ, Brazil. 2009 International Nuclear Atlantic Conference - INAC 2009 Rio de Janeiro,RJ, Brazil, September27 to October 2, 2009 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA NUCLEAR - ABEN ISBN: 978-85-99141-03-8 IMPLEMENTAÇÃO

Leia mais

MBA em Administração e Gestão do Conhecimento

MBA em Administração e Gestão do Conhecimento MBA em Administração e Gestão do Conhecimento Gestão do Conhecimento Aula 3 Profa. Me. Ana Carolina Bustamante Olá! Bem-vindos à nossa terceira aula. Antes de mais nada, assista ao vídeo a seguir e conheça

Leia mais

FINANÇAS AS EM PROJETOS DE TI

FINANÇAS AS EM PROJETOS DE TI FINANÇAS AS EM PROJETOS DE TI 2012 Material 2.1 Prof. Luiz Carlos Valeretto Jr. 1 Fundamentos de Risco e Retorno Se todos soubessem com antecedência qual seria o preço futuro de uma ação, o investimento

Leia mais

TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008. Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov.

TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008. Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov. TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008 Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov.br 11 3104-0988 Este treinamento tem por objetivo capacitar os participantes para

Leia mais

Algumas Instituições. World Bank. Gartner Group. Knowledge Transfer International APQC OCDE IPEA

Algumas Instituições. World Bank. Gartner Group. Knowledge Transfer International APQC OCDE IPEA Principais Autores Michael Polanyi Karl M. Wiig Henry Mitzenberg Betty Ann Mackintosh Gordon Petrash Ikujiro Nonaka Hirotaka Takeuchi J. Bair E. Stear J. Hibbard Verna Allee Ross Dawson Tom Davenport Larry

Leia mais

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos 3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos Este capítulo tem como objetivo a apresentação das principais ferramentas e metodologias de gerenciamento de riscos em projetos, as etapas do projeto onde o processo

Leia mais

Comercial. Gestão da Qualidade

Comercial. Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Comercial Ferramentas da Qualidade: Ações preventivas são tomadas em problemas potenciais, aqueles que ainda não ocorreram, mas que podem vir a ocorrer no futuro caso não seja tomada

Leia mais

PMI - PMBoK PMI PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. PMBoK PROJECT MANAGEMENT BODY OF KNOWLEDGE

PMI - PMBoK PMI PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. PMBoK PROJECT MANAGEMENT BODY OF KNOWLEDGE PMI - PMBoK PMI PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE PMBoK PROJECT MANAGEMENT BODY OF KNOWLEDGE 1 PMI- Project Management Institute Fundado nos Estudos Unidos em 1969; Instituto sem fins lucrativos, dedicado ao

Leia mais

UM AMBIENTE WEB PARA SUPORTE À TUTORIA EM CURSOS DE FORMAÇÃO A DISTÂNCIA

UM AMBIENTE WEB PARA SUPORTE À TUTORIA EM CURSOS DE FORMAÇÃO A DISTÂNCIA UM AMBIENTE WEB PARA SUPORTE À TUTORIA EM CURSOS DE FORMAÇÃO A DISTÂNCIA 052-TC-C4 ABRIL/2005 Tito Lívio de Campos INFERÊNCIA - titol@inferencia.com.br Prof. Dr. Marco A. Eleutério PUCPR - marcoa@ppgia.pucpr.br

Leia mais

FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha. José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar

FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha. José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha 1 1 Introdução

Leia mais

Gestão de TI. Aula 9 - Prof. Bruno Moreno 27/06/2011

Gestão de TI. Aula 9 - Prof. Bruno Moreno 27/06/2011 Gestão de TI Aula 9 - Prof. Bruno Moreno 27/06/2011 Aula passada... CRM BI - Introdução Sistemas Interorganizacionais 17:08 2 Aula de hoje... Gestão do Conhecimento 17:08 3 85% dos ativos de conhecimento

Leia mais

Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia.

Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia. Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia. Introdução Sávio Marcos Garbin Considerando-se que no contexto atual a turbulência é a normalidade,

Leia mais

Módulo 4 O FMEA como parte integrante da Norma ISO/TS 16949, do APQP e do PPAP.

Módulo 4 O FMEA como parte integrante da Norma ISO/TS 16949, do APQP e do PPAP. Módulo 4 O FMEA como parte integrante da Norma ISO/TS 16949, do APQP e do PPAP. FMEA, ISO/TS, APQP, PPAP Pretendemos, neste módulo, mostrar todas as ligações e vínculos existentes entre a ferramenta do

Leia mais

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

Ferramenta para Gestão de Conteúdo e Apoio à Gestão do Conhecimento e ao Sistema da Qualidade na Embrapa

Ferramenta para Gestão de Conteúdo e Apoio à Gestão do Conhecimento e ao Sistema da Qualidade na Embrapa Ferramenta para Gestão de Conteúdo e Apoio à Gestão do Conhecimento e ao Sistema da Qualidade na Embrapa Ana Mirtes Maciel Fouro 1 Resumo A ISO 9000 exige, dentre outras atividades, que uma empresa prepare

Leia mais

Marcus Vicente Mazzillo (FCAV ) marcus.mazzillo@gmail.com Andre Leme Fleury (USP ) alfleury@usp.br

Marcus Vicente Mazzillo (FCAV ) marcus.mazzillo@gmail.com Andre Leme Fleury (USP ) alfleury@usp.br UTILIZANDO A ANÁLISE DE MODO E EFEITOS DE FALHA POTENCIAL (FMEA) PARA ATINGIR A CONFORMIDADE COM O PADRÃO DE SEGURANÇA DOS DADOS DO SETOR DE CARTÕES DE PAGAMENTO (PCI DSS) Marcus Vicente Mazzillo (FCAV

Leia mais

Análise do Modo de Falhas e Seus Efeitos

Análise do Modo de Falhas e Seus Efeitos F-MEA Análise do Modo de Falhas e Seus Efeitos ADPO ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES 1 F-MEA Failure Mode and Effects Analisys Conceito É uma metodologia analítica utilizada para garantir que problemas

Leia mais

Universidade São Judas Tadeu

Universidade São Judas Tadeu Universidade São Judas Tadeu São Paulo, 01 de Outubro de 2010 Nomes: Cícero Marcelino RA: 200509458 Daniele Teixeira RA: 200605045 Edson Pereira RA: 200607727 Matheus Monteiro RA: 200709765 Rodrigo Pavin

Leia mais

8.3. FMEA (Failure Mode and Effects Analysis)

8.3. FMEA (Failure Mode and Effects Analysis) seu produto nas unidades respectivas de cada grandeza, isto é, o produto tem $4,50 na característica "custo", 170 mm na característica "dimensão", e assim por diante. As colunas "concorrente };' e "concorrente

Leia mais

Módulo 07 Gestão de Conhecimento

Módulo 07 Gestão de Conhecimento Módulo 07 Gestão de Conhecimento Por ser uma disciplina considerada nova dentro do campo da administração, a gestão de conhecimento ainda hoje tem várias definições e percepções, como mostro a seguir:

Leia mais

Terceirização de Serviços de TI

Terceirização de Serviços de TI Terceirização de Serviços de TI A visão do Cliente PACS Quality Informática Ltda. 1 Agenda Terceirização: Perspectivas históricas A Terceirização como ferramenta estratégica Terceirização: O caso específico

Leia mais

MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE. Rua Acre, 291 - CEP 83.040-030 Bairro Boneca do Iguaçu - São José dos Pinhais - Paraná.

MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE. Rua Acre, 291 - CEP 83.040-030 Bairro Boneca do Iguaçu - São José dos Pinhais - Paraná. ELABORADO POR: Carlos Eduardo Matias Enns MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE APROVADO POR: Edson Luis Schoen 28/1/5 1 de 11 1. FINALIDADE A Saint Blanc Metalmecânica Ltda visa estabelecer as diretrizes básicas

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA

GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA Maria de Fátima Soares Ribeiro Monografia apresentada para a conclusão do Curso de Gestão Empresarial para a Indústria Química GETIQ pela Escola de Química da

Leia mais

Utilização de FMEA nos Processos de Desenvolvimento e Teste de Software

Utilização de FMEA nos Processos de Desenvolvimento e Teste de Software Utilização de FMEA nos Processos de Desenvolvimento e Teste de Software Bolívar Arthur Butzke 1, Karine Baiotto 1, Msc. Adalberto Lovato 1, Msc. Vera Lúcia Lorenset Benedetti 1 1 Sistemas de Informação

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE MQ-01

MANUAL DA QUALIDADE MQ-01 Sumário 1 Objetivo 2 Últimas Alterações 3 Termos e definições 4 Sistema de gestão de qualidade 5 Responsabilidade da direção 6 Gestão de recursos 7 Realização do produto 8 Medição, análise e melhoria.

Leia mais

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos 11. Gerenciamento de riscos do projeto PMBOK 2000 PMBOK 2004 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR

GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR GESTÃO DO CONHECIMENTO: PRÁTICAS QUE CRIAM VALOR Área: ADMINISTRAÇÃO Categoria: EXTENSÃO Francielle Cwikla Fundação Getulio Vargas, Rua Canafistula 96 Vila B, francwikla@gmail.com Resumo A gestão do conhecimento

Leia mais

REFERENCIAIS DE IMPLANTAÇÃO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: MODELO IPEA

REFERENCIAIS DE IMPLANTAÇÃO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: MODELO IPEA REFERENCIAIS DE IMPLANTAÇÃO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: MODELO IPEA VALIDAÇÃO DO MODELO CONCEITUAL DE GC DOS CORREIOS POR MEIO DO PROCESSO PILOTO CEP Alceu Roque Rech CORREIOS 17.06.13

Leia mais

Aula 15. Tópicos Especiais I Sistemas de Informação. Prof. Dr. Dilermando Piva Jr.

Aula 15. Tópicos Especiais I Sistemas de Informação. Prof. Dr. Dilermando Piva Jr. 15 Aula 15 Tópicos Especiais I Sistemas de Informação Prof. Dr. Dilermando Piva Jr. Site Disciplina: http://fundti.blogspot.com.br/ Conceitos básicos sobre Sistemas de Informação Conceitos sobre Sistemas

Leia mais

FERRAMENTAS DA QUALIDADE

FERRAMENTAS DA QUALIDADE FERRAMENTAS DA QUALIDADE FEMEA Análise do Modo e Efeito das Falhas Desenvolvido pela Professora Patrícia Roggero 1 Análise do Modo e Efeito das Falhas Desenvolvido pela Professora Patrícia Roggero 2 -

Leia mais

BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DE CONHECIMENTO PARA MELHORAR RESULTADOS DE PROJETOS

BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DE CONHECIMENTO PARA MELHORAR RESULTADOS DE PROJETOS BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DE CONHECIMENTO PARA MELHORAR RESULTADOS DE PROJETOS Marcela Souto Castro (UFF ) idearconsultoria@gmail.com Jose Rodrigues de Farias Filho (UFF ) rodrigues@labceo.uff.br Arnaldo

Leia mais

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo 1 Introdução A atual regulamentação do setor elétrico brasileiro, decorrente de sua reestruturação na última década, exige das empresas o cumprimento de requisitos de disponibilidade e confiabilidade operativa

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

Engenharia do Produto

Engenharia do Produto Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Curitiba Departamento de Eletrônica Engenharia do Produto Slides elaborados a partir de Rozenfeld et al. (2006) AULA 6 Favor colocar

Leia mais

Processo sistêmico de organização e padronização das atividades relacionadas ao processo de produção

Processo sistêmico de organização e padronização das atividades relacionadas ao processo de produção Bosch Processo sistêmico de organização e padronização das atividades relacionadas ao processo de produção por Douglas Costa Ferreira Mestre em Engenharia Mecânica pela UFPR - Universidade Federal do Paraná

Leia mais

a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br

a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br ISO/DIS 9001:2015 Tradução livre* Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos Sumário Prefácio... 5 Introdução... 6 0.1 Generalidades... 6 0.2 A Norma ISO para

Leia mais

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL MANUAL Elaborado por Comitê de Gestão de Aprovado por Paulo Fernando G.Habitzreuter Código: MA..01 Pag.: 2/12 Sumário Pag. 1. Objetivo...

Leia mais

RESUMO DA SOLUÇÃO CA ERwin Modeling. Como eu posso gerenciar a complexidade dos dados e aumentar a agilidade dos negócios?

RESUMO DA SOLUÇÃO CA ERwin Modeling. Como eu posso gerenciar a complexidade dos dados e aumentar a agilidade dos negócios? RESUMO DA SOLUÇÃO CA ERwin Modeling Como eu posso gerenciar a complexidade dos dados e aumentar a agilidade dos negócios? O CA ERwin Modeling fornece uma visão centralizada das principais definições de

Leia mais

PROC. 02 CONTROLE DE DOCUMENTOS

PROC. 02 CONTROLE DE DOCUMENTOS 1 de 15 msgq CONTROLE DE DOCUMENTOS MACROPROCESSO GESTÃO DE PROCESSOS PROCESSO CONTROLE DE DOCUMENTOS CONTROLE DE DOCUMENTOS 1. OBJETIVO... 2 2. ABRANGÊNCIA... 2 3. DOCUMENTOS RELACIONADOS... 2 4. PROCEDIMENTOS...

Leia mais

Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares

Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Principais Autores Michael Polanyi Karl M. Wiig Henry Mitzenberg Betty Ann Mackintosh Gordon Petrash Ikujiro Nonaka Hirotaka

Leia mais

a norma utiliza o termo PANE para expressar falha.

a norma utiliza o termo PANE para expressar falha. FMEA Prof. Andréa CONCEITO DE FMEA CONCEITO DE FMEA ABNT, na norma NBR 5462 (1994), adota a sigla originária do inglês FMEA (Failure Mode and Effects Analysis) e a traduz como sendo Análise dos Modos de

Leia mais

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combining the ISO 10006 and PMBOK to ensure successful projects 1 Por Michael Stanleigh Tradução e adaptação para fins didáticos

Leia mais

ANAIS OS PRINCIPAIS TRABALHOS NA TEORIA DO CONHECIMENTO TÁCITO: PESQUISA BIBLIOMÉTRICA 2000-2011

ANAIS OS PRINCIPAIS TRABALHOS NA TEORIA DO CONHECIMENTO TÁCITO: PESQUISA BIBLIOMÉTRICA 2000-2011 OS PRINCIPAIS TRABALHOS NA TEORIA DO CONHECIMENTO TÁCITO: PESQUISA BIBLIOMÉTRICA 2000-2011 JORGE MUNIZ JR ( jorge86056@gmail.com ) UNESP - CAMPUS DE GUARATINGUETÁ FLÁVIA GABRIELE MANOEL MAIA ( flavia.gmmaia@gmail.com

Leia mais

Como Evitar os 10 Maiores Erros em Modelagem de Processos Alexandre Magno Vazquez Mello

Como Evitar os 10 Maiores Erros em Modelagem de Processos Alexandre Magno Vazquez Mello Motivação para a Modelagem/Documentação de Processo Processo, definido de forma bem direta, é como fazemos o que fazemos, isto é, o conhecimento sobre como as coisas são feitas. Esse conhecimento geralmente

Leia mais

ABNT NBR ISO 9001:2008

ABNT NBR ISO 9001:2008 ABNT NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema de

Leia mais

A GESTÃO DO CONHECIMENTO PELO USO DE PLATAFORMA DE E-LEARNING PARA ORGANIZAÇÕES GERADORAS DE CONHECIMENTO.

A GESTÃO DO CONHECIMENTO PELO USO DE PLATAFORMA DE E-LEARNING PARA ORGANIZAÇÕES GERADORAS DE CONHECIMENTO. ISSN 1984-9354 A GESTÃO DO CONHECIMENTO PELO USO DE PLATAFORMA DE E-LEARNING PARA ORGANIZAÇÕES GERADORAS DE CONHECIMENTO. Patrícia Cerveira (LATEC/UFF) Resumo O presente trabalho relata como uma plataforma

Leia mais

Aplicação de FMEA para Revisão da Estratégia de Manutenção dos Tornos de Rodeiros 165CNC

Aplicação de FMEA para Revisão da Estratégia de Manutenção dos Tornos de Rodeiros 165CNC Aplicação de FMEA para Revisão da Estratégia de Manutenção dos Tornos de Rodeiros 165CNC Renato David 1, Allan James Ferreira Maciel 2 *, Jediel Grangeiro 3, Josenilson Rocha 4 1,2,3,4 Planejamento e recursos

Leia mais

Correlação entre os requisitos do Sistema de Gestão do Programa Atuação Responsável e o Responsible Care Management System Requirements - ACC

Correlação entre os requisitos do Sistema de Gestão do Programa Atuação Responsável e o Responsible Care Management System Requirements - ACC Correlação entre os requisitos do Sistema de Gestão do Programa Atuação Responsável e o Responsible Care Management System Requirements - ACC Sistema de Gestão do AR 2012 - ABIQUIM Responsible Care Management

Leia mais

FMEA: ORIENTAÇÕES CONCEITUAIS PARA A APLICAÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE ANTECIPAÇÃO DE FALHAS

FMEA: ORIENTAÇÕES CONCEITUAIS PARA A APLICAÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE ANTECIPAÇÃO DE FALHAS FMEA: ORIENTAÇÕES CONCEITUAIS PARA A APLICAÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE ANTECIPAÇÃO DE FALHAS Flávio Zorzan (FAHOR) fz000872@fahor.com.br Leandro Dorneles (URI-Santo Ângelo) leandro1902@gmail.com Marcos Eduardo

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia da Informação, Gestão da Informação, gestão do conhecimento, ferramentas computacionais.

PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia da Informação, Gestão da Informação, gestão do conhecimento, ferramentas computacionais. A TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO À GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO: UM ESTUDO DE CASO DO PRC PROGRAMA DE REPASSE DO CONHECIMENTO NO SETOR ELÉTRICO GIUVANIA TEREZINHA LEHMKUHL

Leia mais

MAPEAMENTO DE PROCESSOS: TEORIA E CASO ILUSTRATIVO

MAPEAMENTO DE PROCESSOS: TEORIA E CASO ILUSTRATIVO MAPEAMENTO DE PROCESSOS: TEORIA E CASO ILUSTRATIVO Aluna: Ana Luisa Alves Teixeira Orientador: Luiz Felipe R. R. Scavarda do Carmo Departamento de Engenharia Industrial Palavras Chaves: Processos, SIPOC,

Leia mais

Product Lifecycle Management [PLM] Comprometa-se com a inovação.

Product Lifecycle Management [PLM] Comprometa-se com a inovação. Product Lifecycle Management [PLM] Comprometa-se com a inovação. SoftExpert PLM Suite é uma solução que oferece os requisitos e as habilidades necessárias que as empresas precisam para gerenciar com êxito

Leia mais

Gerenciamento de Riscos Operacionais na Prevenção de Perdas do Varejo

Gerenciamento de Riscos Operacionais na Prevenção de Perdas do Varejo Gerenciamento de Riscos Operacionais na Prevenção de Perdas do Varejo Daniela Mendes de Sá (EPUSP) dany_msa@ig.com.br Prof. Dr. Roberto Rotondaro (EPUSP) rotondar@cwaynet.com.br Resumo Este artigo tem

Leia mais

Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation.

Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation. Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation. O SoftExpert PPM Suite é a solução mais robusta, funcional e fácil para priorizar, planejar, gerenciar e executar projetos, portfólios

Leia mais

Análise de Modo e Efeito de Falha Potencial - FMEA. Apostila e Tabelas Recomendadas para Severidade Ocorrência e Detecção

Análise de Modo e Efeito de Falha Potencial - FMEA. Apostila e Tabelas Recomendadas para Severidade Ocorrência e Detecção Análise de Modo e Efeito de Falha Potencial - FMEA Apostila e Tabelas Recomendadas para Severidade Ocorrência e Detecção Professores: Diego Mondadori Rodrigues Ernani Matschulat Viviane Dorneles Tobias

Leia mais

FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços)

FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços) FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços) 1. MÉTODO MENTOR - Modelagem Estratégica Totalmente Orientada para Resultados Figura 1: Método MENTOR da Intellectum. Fonte: autor, 2007 O método MENTOR (vide o texto

Leia mais

METODOLOGIA HSM Centrada nos participantes com professores com experiência executiva, materiais especialmente desenvolvidos e infraestrutura tecnológica privilegiada. O conteúdo exclusivo dos especialistas

Leia mais

Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor

Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor Resumo: A finalidade desse documento é apresentar o projeto de planejamento

Leia mais

Aplicação de QFD num projeto de fórmula SAE considerando a cadeia de suprimentos

Aplicação de QFD num projeto de fórmula SAE considerando a cadeia de suprimentos Aplicação de QFD num projeto de fórmula SAE considerando a cadeia de suprimentos Maria Clara da Costa Teixeira (EESC USP) mclara@sc.usp.br Álvaro Costa Neto (EESC USP) costa@sc.usp.br Resumo Diante das

Leia mais

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor.

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor. Módulo 6 Módulo 6 Desenvolvimento do projeto com foco no negócio BPM, Análise e desenvolvimento, Benefícios, Detalhamento da metodologia de modelagem do fluxo de trabalho EPMA. Todos os direitos de cópia

Leia mais

Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Profa.:Lillian Alvares

Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Profa.:Lillian Alvares Universidade de Brasília Departamento de Ciência da Informação e Documentação Profa.:Lillian Alvares Comunidades de Prática Grupos informais e interdisciplinares de pessoas unidas em torno de um interesse

Leia mais

Indicadores de Desempenho do SGQ

Indicadores de Desempenho do SGQ Módulo 3: Indicadores de Desempenho do SGQ Instrutor: Henrique Pereira Indicadores de Desempenho do SGQ Partes interessadas: Quem são? Quais são suas necessidades? Como monitorar e medir os processos:

Leia mais

Módulo 2: O que é GC na Administração Pública Brasileira?

Módulo 2: O que é GC na Administração Pública Brasileira? Módulo 2: O que é GC na Administração Pública Brasileira? 1 Objetivos do Módulo Situar a GC no contexto das iniciativas de Eficiência, Qualidade e Efetividade Social na Administração Pública Brasileira

Leia mais

www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com

www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com Quem somos? A BEATRIZ DEHTEAR KM apresenta a seus clientes uma proposta totalmente inovadora para implementar a Gestão do Conhecimento Organizacional. Nosso objetivo

Leia mais

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK http://www.sei.cmu.edu/ Prefácio do CMM Após várias décadas de promessas não cumpridas sobre ganhos de produtividade e qualidade na aplicação de novas metodologias

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 MÓDULO C REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001 ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001/04 Sumário A.) A Organização ISO...3 B.) Considerações sobre a elaboração

Leia mais

A gestão do conhecimento no apoio à gestão de requisitos em software

A gestão do conhecimento no apoio à gestão de requisitos em software A gestão do conhecimento no apoio à gestão de requisitos em software Maria Angela Coser (CEFETES) macoser@cefetes.br Helio Gomes de Carvalho (UTFPr) helio@cefetpr.br João Luiz Kovaleski (UTFPr) kovaleski@pg.cefetpr.br

Leia mais

A Gestão da Qualidade e sua Importância em Projetos

A Gestão da Qualidade e sua Importância em Projetos IETEC Instituto de Educação Tecnológica A Gestão da Qualidade e sua Importância em Projetos Christiane Carraro Poubel Belo Horizonte, fevereiro de 2007. A Gestão da Qualidade e sua Importância em Projetos

Leia mais

Gestão de Riscos em Projetos de Software

Gestão de Riscos em Projetos de Software Gestão de Riscos em Projetos de Software Júlio Venâncio jvmj@cin.ufpe.br 2 Roteiro Conceitos Iniciais Abordagens de Gestão de Riscos PMBOK CMMI RUP 3 Risco - Definição Evento ou condição incerta que, se

Leia mais

Planejamento Avançado da Qualidade Elementos APQP

Planejamento Avançado da Qualidade Elementos APQP Planejamento Avançado da Qualidade Elementos APQP São descritos a seguir objetivos, expectativas e requisitos relativos à documentação dos elementos individuais do APQP Status Report (ver QSV / S 296001

Leia mais

IBM Cognos Business Intelligence Scorecarding

IBM Cognos Business Intelligence Scorecarding IBM Cognos Business Intelligence Scorecarding Unindo a estratégia às operações com sucesso Visão Geral O Scorecarding oferece uma abordagem comprovada para comunicar a estratégia de negócios por toda a

Leia mais

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001 Capítulo 8 Gerenciamento da Qualidade do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto irá satisfazer as necessidades para as quais ele foi

Leia mais

Keywords: Quality, FMEA, norm

Keywords: Quality, FMEA, norm Uma Análise da Aplicação da FMEA nas Normas de: Sistema de Gestão pela Qualidade (ISO9000 e QS9000), Sistema de Gestão Ambiental (ISO14000) e Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (BS8800

Leia mais

OHSAS-18001:2007 Tradução livre

OHSAS-18001:2007 Tradução livre SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL - REQUISITOS (OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY MANAGEMENT SYSTEMS - REQUIREMENTS) OHSAS 18001:2007 Diretrizes para o uso desta tradução Este documento

Leia mais

Mapeamento de processos para desenvolvimento organizacional em serviços de TI

Mapeamento de processos para desenvolvimento organizacional em serviços de TI Mapeamento de processos para desenvolvimento organizacional em serviços de TI Ângela de Moura Ferreira Danilevicz¹, Camila Fraga Serafim¹, Jussara Issa Musse² ¹ Departamento de Engenharia de Produção e

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE MQ 01 Rev. 07 MANUAL DA QUALIDADE

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE MQ 01 Rev. 07 MANUAL DA QUALIDADE Rev. Data. Modificações 01 14/09/2007 Manual Inicial 02 12/06/2009 Revisão Geral do Sistema de Gestão da Qualidade 03 22/10/2009 Inclusão de documento de referência no item 8. Satisfação de cliente, Alteração

Leia mais

Unidade: Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional - PRDI Nº: MANUAL DE PROCEDIMENTOS. TÍTULO: Modelar Processos 1/17

Unidade: Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional - PRDI Nº: MANUAL DE PROCEDIMENTOS. TÍTULO: Modelar Processos 1/17 1/17 ESTA FOLHA ÍNDICE INDICA EM QUE REVISÃO ESTÁ CADA FOLHA NA EMISSÃO CITADA R. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 R. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 FL. FL. 01 X 26 02 X 27 03 X 28 04 X 29 05 X 30 06 X

Leia mais

MBA em Administração e Qualidade

MBA em Administração e Qualidade MBA em Administração e Qualidade Sistemas ISO 9000 e Auditorias da Qualidade Aula 5 Prof. Wanderson Stael Paris Olá! Confira no vídeo a seguir alguns temas que serão abordados nesta aula. Bons estudos!

Leia mais

08/09/2011 GERÊNCIA DA INTEGRAÇÃO PMBOK GESTÃO DE PROJETOS

08/09/2011 GERÊNCIA DA INTEGRAÇÃO PMBOK GESTÃO DE PROJETOS GESTÃO DE PROJETOS Prof. Me. Luís Felipe Schilling "Escolha batalhas suficientemente grandes para importar, suficientemente pequenas para VENCER." Jonathan Kozol GERÊNCIA DA INTEGRAÇÃO PMBOK 1 GERÊNCIA

Leia mais

Gestão da Manutenção em um ambiente Metal-Mecânico compartilhada com a Gestão do Conhecimento

Gestão da Manutenção em um ambiente Metal-Mecânico compartilhada com a Gestão do Conhecimento Gestão da Manutenção em um ambiente Metal-Mecânico compartilhada com a Gestão do Conhecimento José Barrozo de Souza (CEFETES) jbarrozo@terra.com.br Rui Francisco Martins Marçal (UTFPR) marcal@pg.cefetpr.br

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO PARA SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL - ESPECIFICAÇÃO

SISTEMAS DE GESTÃO PARA SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL - ESPECIFICAÇÃO OHSAS 18001 SISTEMAS DE GESTÃO PARA SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL - ESPECIFICAÇÃO IMPORTANTE: A BSI-OHSAS 18001 não é uma Norma Britânica. A BSI-OHSAS 18001 será cancelada quando da inclusão do seu conteúdo

Leia mais

Uma Abordagem para Condução de Iniciativas de Melhoria de Processos de Software

Uma Abordagem para Condução de Iniciativas de Melhoria de Processos de Software Uma Abordagem para Condução de Iniciativas de Melhoria de Processos de Software Mariano Montoni, Cristina Cerdeiral, David Zanetti, Ana Regina Rocha COPPE/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leia mais

Investigando aspectos da geração de novos produtos de software. Daniel Arcoverde (dfa@cin.ufpe.br)

Investigando aspectos da geração de novos produtos de software. Daniel Arcoverde (dfa@cin.ufpe.br) Investigando aspectos da geração de novos produtos de software Daniel Arcoverde (dfa@cin.ufpe.br) Estrutura Parte1. Inovação é igual em software? Parte 2. Processo de Desenvolvimento de Novos Produtos

Leia mais

Introdução. Gestão do Conhecimento GC

Introdução. Gestão do Conhecimento GC Introdução A tecnologia da informação tem um aspecto muito peculiar quanto aos seus resultados, uma vez que a simples disponibilização dos recursos computacionais (banco de dados, sistemas de ERP, CRM,

Leia mais

ONTOLOGIA E SUAS APLICAÇÕES EM MODELAGEM CONCEITUAL PARA BANCO DE DADOS PROPOSTA DE TRABALHO DE GRADUAÇÃO

ONTOLOGIA E SUAS APLICAÇÕES EM MODELAGEM CONCEITUAL PARA BANCO DE DADOS PROPOSTA DE TRABALHO DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO CENTRO DE INFORMÁTICA ONTOLOGIA E SUAS APLICAÇÕES EM MODELAGEM CONCEITUAL PARA BANCO DE DADOS PROPOSTA DE TRABALHO DE GRADUAÇÃO Grasielle

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DAS FUNCIONALIDADES DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS DE UM SISTEMA ERP

IDENTIFICAÇÃO DAS FUNCIONALIDADES DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS DE UM SISTEMA ERP IDENTIFICAÇÃO DAS FUNCIONALIDADES DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS DE UM SISTEMA ERP Henrique Rozenfeld Eduardo de Senzi Zancul Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos Núcleo de Manufatura

Leia mais

O QUE É AUTOMAÇÃO DE MARKETING?

O QUE É AUTOMAÇÃO DE MARKETING? O QUE É AUTOMAÇÃO DE MARKETING? AUTOMAÇÃO DE MARKETING AJUDA A Fechar mais negócios Atrair mais potenciais clientes Entregue mais clientes já qualificados para a equipe de vendas e feche mais negócios

Leia mais

Proposta de utilização do FTA como ferramenta de apoio ao FMEA em uma empresa do ramo automotivo

Proposta de utilização do FTA como ferramenta de apoio ao FMEA em uma empresa do ramo automotivo Proposta de utilização do FTA como ferramenta de apoio ao FMEA em uma empresa do ramo automotivo Priscila Ferreira de Araujo Lima (UFRGS) pri3112@yahoo.com Luis Antonio dos Santos Franz (UFRGS) franz@producao.ufrgs.br

Leia mais

CHECK - LIST - ISO 9001:2000

CHECK - LIST - ISO 9001:2000 REQUISITOS ISO 9001: 2000 SIM NÃO 1.2 APLICAÇÃO A organização identificou as exclusões de itens da norma no seu manual da qualidade? As exclusões são relacionadas somente aos requisitos da sessão 7 da

Leia mais