REVISTA DA. Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região Nº 78 JUL AGO SET / PJ, Autônomo ou CLT: o que é melhor para você?

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1 REVISTA DA Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região Nº 78 JUL AGO SET / 2008 PJ, Autônomo ou CLT: o que é melhor para você?

2 Editorial A matéria de capa deste número da Revista da Fonoaudiologia traz o relato do percurso profissional de dez fonoaudiólogos atuantes no mercado de trabalho. Estes relatos apresentam algumas trajetórias que demonstram a relevância de se estabelecer com clareza projetos de vida e de carreira profissional. Uma vez formado, todo profissional deve se perguntar quais as expectativas que tem em relação à carreira e em que setor pretende atuar. Fica clara a necessidade do aperfeiçoamento profissional, por meio de cursos de especialização, mestrados, doutorados, MBA, cursos de gestão em negócios, entre tantos outros, que podem ser o diferencial para a inserção no mercado de trabalho. Foi-se o tempo em que o profissional construía sua carreira a partir das possibilidades que apareciam ao acaso. As oportunidades profissionais nos dias de hoje são conseqüências de planejamento de carreira e os fonoaudiólogos, tanto quanto formados em outras áreas, são responsáveis pelo delineamento de suas trajetórias na profissão. E mais: chegamos em um momento no qual os fonoaudiólogos devem ter clara a necessidade de aproximação com seus pares, não somente para troca de experiências clínicas, técnicas, mas para apurar os objetivos políticos da classe profissional. Sempre foi dito que viver é um ato político. Complemento dizendo que o trabalho também é um ato político, um ato social. Sem essa clareza, podemos ficar dando voltas sem dar o passo necessário para o futuro. A atuação profissional na modernidade exige competência técnica, postura ética e desenvolvimento de habilidades e novos conhecimentos em outras áreas do saber, que não se encerram no conhecimento da Fonoaudiologia. Nas três últimas edições da Revista da Fonoaudiologia, pretendemos dar subsídios e instrumentos de debates para o jovem fonoaudiólogo, e até mesmo aos que há tempos estão na profissão, como substrato de reflexões a respeito da carreira profissional. Esperamos, desta forma, ter contribuído com a classe fonoaudiológica em um dos propósitos do Conselho: orientação, esclarecimentos e auxílio no que tange à atuação profissional. Boa leitura a todos! Paulo Eduardo Damasceno Melo Presidente do 8º Colegiado do CRFa. 2ª Região/SP

3 Índice Em Dia Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região 8º Colegiado PRESIDENTE Paulo Eduardo Damasceno Melo VICE-PRESIDENTE Isabel Gonçalves DIRETOR-SECRETÁRIO Rodrigo Chinelato Frederice DIRETORA-TESOUREIRA Cristina Lemos Barbosa Furia CONSELHEIROS Alexsandra Aparecida Moreira Andrea Soares da Silva Andrea Wander Bonamigo Camila Carvalho Fussi Carolina Fanaro da Costa Damato Claudia Silva Pagotto Cassavia Cristina Lemos Barbosa Furia Daniela Soares de Queiroz Gisele Gotardi de Oliveira Isabel Gonçalves Lica Arakawa Sugueno Lilian Cristina Cotrim Maria Cristina Pedro Biz Monica Bevilacqua Nadia Vilela Paulo Eduardo Damasceno Melo Renata Cristina Dias da Silva Renata Strobilius Rodrigo Chinelato Frederice Yalís Maria Folmer-Johnson Pontes DELEGACIA DA BAIXADA SANTISTA Rua Joaquim Távora, 93 cj. 15 Vila Matias CEP Santos/SP Fone: (13) Fax: (13) DELEGACIA DE MARÍLIA Rua Paes Leme, 47 5º andar sala 51 Centro CEP Marília/SP Fone/Fax: (14) DELEGACIA DE RIBEIRÃO PRETO Rua Bernardino de Campos, º andar cj CEP Ribeirão Preto/SP Fone: (16) Fax: (16) DEPARTAMENTOS CONTABILIDADE DIVULGAÇÃO DEPTO. PESSOAL JURÍDICO ORIENTAÇÃO E FISC. RECEPÇÃO REGISTROS/TESOURARIA SECRETARIA SUPERVISÃO COMISSÕES Audiologia Divulgação Educação Ética Legislação e Normas Licitação Orientação e Fiscalização Saúde Tomada de Contas COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO Carolina Fanaro da Costa Damato Presidente Andrea Soares da Silva Lilian Cristina Cotrim Nadia Vilela JORNALISTA RESPONSÁVEL Sérgio de Castro Rodrigues (MTb ) PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA (exceto capa) Fred Barbour Célula1 Comunicação REDAÇÃO Conexão Nacional (11) e wwww.conexaonacional.com.br Reportagem e edição: Luísa de Oliveira e Maria Lígia Pagenotto IMPRESSÃO Prol Editora Gráfica Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região/SP Rua Dona Germaine Burchard, 331 Água Branca CEP São Paulo/SP Fone/Fax: (11) Envio de artigos, sugestões ou reclamações: As opiniões emitidas em textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. a reprodução de textos desta edição é permitida, exclusivamente para uso editorial, desde que claramente identificada a fonte. Textos assinados e fotos com crédito identificado somente podem ser reproduzidos com autorização por escrito, de seus autores Profissionais bem sucedidos contam como traçaram seus caminhos Conheça a história de fonoaudiólogos que enveredaram por diversos campos de atividade Planos de Saúde: o que fazer? CRFa. responde dúvidas sobre a Resolução da ANS que inclui a obrigatoriedade do atendimento fonoaudiológico PJ, Autônomo ou CLT? Saiba quais são as vantagens e desvantagens de cada um dos tipos de contratação de serviços A inserção dos deficientes intelectuais O resgate dos direitos humanos e a valorização da diferença são formas de desconstruir a desigualdade Estado celebra o Dia da Voz Entidades e universidades de várias localidades paulistas promoveram atividades alusivas à data Mundo Acadêmico O que fazemos por você Acompanhe o trabalho das Comissões do Conselho Eventos Notas Cartas Divulgação Planos de saúde: o que fazer? CRFa. responde dúvidas sobre a Resolução da ANS que prevê Desde que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou a Resolução Normativa RN Nº 167, que trata do novo rol de procedimentos e eventos em Saúde, os fonoaudiólogos brasileiros tiveram o mercado ampliado. Afinal, agora também podem prestar serviços às operadoras. Junto com as novas opções de trabalho, uma série de dúvidas se apresentou aos profissionais do setor. Como faço para me credenciar? São apenas seis sessões por ano? Estas foram algumas das questões levantadas pelos fonoaudiólogos. Muitos, recorreram ao CRFa. 2ª Região/SP. Tivemos um boom muito grande de perguntas, comenta a conselheira Daniela Queiroz, da Comissão de Saúde. De duas, três questões por semana, passamos a receber cinco ou mais, calcula. Como a maior parte das perguntas trata dos mesmos assuntos, os integrantes da Comissão de Saúde decidiram elaborar uma consulta a ser lida por todos os profissionais. As dúvidas eram muito parecidas. Dessa forma, acho que podemos ajudar a todos, continua Daniela. O texto foi elaborado pelos integrantes da Comissão e recebeu o aval da Plenária realizada em março. Abaixo, leia a íntegra da Consulta. a obrigatoriedade do atendimento fonoaudiológico Consulta Nº 01/08 Assunto: Obrigatoriedade de Cobertura do Tratamento Fonoaudiológico frente à Resolução Normativa RN Nº 167, de 09 de Janeiro de 2008, que atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Após a publicação da referida Resolução Normativa, os fonoaudiólogos têm questionado o CRFa. 2ª Região/SP sobre diversos aspectos relacionados ao assunto. Feita a análise da Resolução ora mencionada, a Comissão de Saúde deste Conselho Regional esclarece o que segue: 1. Houve alteração na lei que regulamenta os planos de saúde? Não. A Lei Nº 9.656/98, que Dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde continua em vigor. O que foi atualizado, através da Resolução Normativa Nº 167/08, foi o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a referência básica para a cobertura mínima obrigatória da atenção à saúde nos planos privados de assistência à saúde, contratados a partir de 01/01/99 e naqueles adaptados conforme a Lei Nº 9.656/ Qual o número de sessões que o convênio deverá oferecer cobertura para o tratamento fonoaudiológico? O Anexo I da Resolução Normativa estabelece que as operadoras de planos privados de assistência à saúde devem ofertar, no mínimo, 6 (seis) sessões/ano. 3. Aqueles convênios que reembolsam o tratamento fonoaudiológico deverão continuar a fazê-lo? De acordo com o artigo 5º da Resolução Normativa devem ser...respeitados os critérios de credenciamento, referenciamento, reeembolso ou qualquer outro tipo de contratualização estabelecido pelas operadoras de planos de saúde. 4. Como vou concluir o tratamento fonoaudiológico em apenas 6 sessões? O que devo fazer? O artigo 12 da Resolução Normativa determina que as operadoras poderão oferecer, por sua iniciativa, cobertura maior do que a mínima obrigatória prevista no Rol de Procedimentos. 5. De acordo com a publicação da ANS, os convênios são obrigados a credenciar fonoaudiólogos para atender os segurados? A Resolução Normativa determina a obrigatoriedade da cobertura do tratamento fonoaudiológico, cabendo às operadoras providenciarem meios para atender este dispositivo legal (exemplo: reembolso, credenciamento de Pessoa Física e/ou Jurídica, entre outros). 6. Como devo proceder para efetuar o credenciamento junto aos convênios? Cada operadora de saúde possui procedimentos próprios para efetivar o credenciamento dos profissionais e hospitais que atenderão seus beneficiários. Caso o fonoaudiólogo tenha interesse em ter seu nome/clínica credenciado em um plano de saúde, deverá obter as informações no respectivo convênio. 7. Haverá fiscalização para verificar se os convênios estão cumprindo a Resolução Normativa? De acordo com o Decreto Nº 3.327/2000, artigo 3º, inciso XXVII, compete à ANS fiscalizar as atividades das operadoras de planos privados de assistência à saúde e zelar pelo cumprimento das normas atinentes ao seu funcionamento. Este é o nosso parecer, salvo melhor juízo. Comissão de Saúde do CRFa. 2ª Região/SP. Para saber mais O texto da Resolução Normativa RN Nº 167 e todos seus anexos estão à disposição para consulta no site da ANS. É só acessar www. ans.gov.br/portalv4/site/noticias/noticia_ asp?secao=home. Mais informações e orientações também podem ser encontradas no site do CRFa.:

4 Reportagem de Capa Beatriz Pessoa é uma profissional que agrega vários conhecimentos. Formou-se em Fonoaudiologia em 2000, pela PUC-SP, com a intenção de trabalhar com aparelhos auditivos. Hoje é responsável pelo marketing de um grande fabricante desses equipamentos Recentemente, cursou fotografia também. Para assumir o cargo que tem, leu muito sobre a área e fez um MBA em marketing. Não foi fácil. Eu não entendia nada do assunto, mas precisava ter uma noção global do negócio. A empresa em que trabalha emprega fonoaudiólogos para treinar equipes de vendas, atuar na central de relacionamento com o cliente e fazer a intermediação com o SUS, para aquisição dos produtos. Mas a menina dos olhos de Bia é o projeto social Passe Adiante, da área de responsabilidade social da empresa, que ela coordena também. A proposta é que fonoaudiólogos levem informações sobre saúde vocal e auditiva para escolas, com ações lúdicas que previnam problemas e desmistifiquem os já existentes, explica. O Passe Adiante tem alcance nacional e Bia afirma que tem intensificado seu campo de ação. Seu conhecimento sobre a Fonoaudiologia faz toda a diferença no dia-a-dia. Levo novas idéias para congressos, eventos, e sinto que minha formação tem um peso enorme nas decisões, conta. Sem falar nas intervenções do Passe Adiante e do meu contato com profissionais que estão ligados a mim, quase todos fonoaudiólogos. O fato de falarmos a mesma linguagem facilita muito o trabalho. Fotos arquivos pessoais Profissionais bem-sucedidos contam como traçaram seus caminhos São fonoaudiólogas, com cursos de especialização, muitas com mestrado e doutorado. Atuam em empresas, escolas, ONGs e em consultórios. Com seus trabalhos, elas mostram que há muitos campos de atividade para o fonoaudiólogo hoje no Brasil. E que é possível trilhá-los com sucesso. Qualquer que seja o caminho, há necessidade de dedicação, criatividade, formação constante e o hábito de olhar para o futuro e de não esperar resultados imediatos. O profissional deve Conheça a história de fonoaudiólogos que trilharam campos diversos de atividade ter claro em que área quer atuar, qual o emprego que almeja. E se preparar para isso. Em suma, não é o emprego que deve vir primeiro, e sim a opção de cada um por seu caminho. Também deve investir em diferenciais: dominar outros idiomas, fazer cursos de marketing e administração se a área pede, estabelecer parcerias com outros profissionais e entender a cultura das empresas, entre outros. Hoje, dizem as fonoaudiólogas entrevistadas, é cada vez mais importante que profissionais de diferentes segmentos trabalhem integrados e com conhecimentos de outras áreas do saber, o que pressupõe complementar a formação adquirida na graduação. O investimento, garantem, compensa. Por isso mesmo elas aceitaram contar aqui suas trajetórias, para que outros profissionais também se sintam estimulados a buscar espaço para exercer a Fonoaudiologia em situações que extrapolam os serviços prestados tradicionalmente. Leiam, a seguir, as experiências profissionais dessas entrevistadas. Ana Elisa M. Ferreira está à frente da própria empresa de consultoria e marketing da comunicação há dez anos. Ela conta que investiu muito no planejamento da sua carreira para chegar a esse estágio. Como queria trabalhar com empresas, fui aprender a linguagem dessas instituições. Fez cursos de marketing e consumo, negócios e gerenciamento estratégico de carreiras, voltado para a área empresarial. Formada pela PUC-SP em 1997, trabalhou primeiro em clínicas. Para isso, me especializei em motricidade no Cefac e em voz no CEV. Ela ainda atuou com formação de locutores e ministrou aulas de orientação para palestrantes. Para se aproximar das empresas, buscou cursos no Sebrae de marketing pessoal, expressividade vocal e comunicabilidade. Investiu ainda em cursos na área de recursos humanos, dinâmicas de grupo e capacitação de adultos. Precisei diversificar meu conhecimento, atesta. Atualmente, Ana Elisa, que também é mestre em Fonoaudiologia, presta consultoria em empresas para implantar programas que as levem a aperfeiçoar sua competência comunicativa, num ramo denominado Fonoaudiologia Organizacional. Na sua empresa, ela atua na prevenção da saúde vocal e auditiva e oferece ferramentas para o desenvolvimento do marketing da comunicação verbal e profissional nas instituições. Ana Elisa acredita que muito do seu desempenho está relacionado à auto-análise que faz de suas competências. A Fonoaudiologia tem áreas inesgotáveis de atuação. É preciso descobri-las e investir no que se acredita. E lembra: Muito importante é não querer resultados imediatos. O trajeto exige preparo, tempo, experiência. Viviann Baya Pinfari responde pela área de saúde ocupacional da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Dela fazem parte a medicina do trabalho, a psicologia ocupacional, o serviço social e a qualidade de vida. Assim que se formou pela PUC-Campinas, em 1980, Viviann já sentiu que enveredaria pelo caminho das empresas. Fiquei 10 anos numa indústria têxtil, trabalhando com audiologia, saúde e segurança. Para dominar os processos, fez cursos de extensão e de especialização na promoção da saúde e em administração em recursos humanos. Trabalhei como consultora em audiologia, até que montei minha empresa de prestação de serviço na área. Em 1997, foi para a CPTM organizar um sistema de auto-gestão para credenciamento de clínicas, onde está até hoje. Acho que fui uma das primeiras fonoaudiólogas a trabalhar em empresas, afirma. No início, lembra, sofreu muito preconceito e dificuldade. Imagina, uma mulher, fonoaudióloga, chefiando médicos do trabalho concursados, coordenando toda a área ocupacional da empresa. Foi um desafio e tanto. Mas, com sua competência, conquistou respeito. Tive de trabalhar muito para entender os processos da empresa, fiz vários cursos internos e externos. Com isso, ganhei mais credibilidade. Hoje, Viviann diz que está plenamente adaptada ao serviço. Gosto muito e me identifico totalmente com o que faço. Revista da FONOAUDIOLOGIA 2ª Região nº 75 jan/fev/mar 2008 Revista da FONOAUDIOLOGIA 2ª Região nº 75 jan/fev/mar 2008

5 Reportagem de Capa Renata Silveira Martinez Dias enveredou pelo caminho da educação. É fonoaudióloga formada pela PUC-SP em 1998 e trabalha em consultório desde quando saiu da faculdade. Atualmente, está fazendo um curso sobre gagueira no Cefac, seu foco como pesquisadora e sua área mais específica de interesse. Renata conta que sempre teve as escolas como objetivo para um trabalho mais aprofundado de prevenção, orientação e encaminhamento. Hoje exerce a função de fonoaudióloga em duas instituições de ensino. Gosta tanto deste campo que estendeu sua atuação também para uma ONG, o Centro Educacional Sal da Terra, de Taboão da Serra-SP, onde está há oito anos. O local presta atendimento educacional a crianças, adolescentes e adultos. Faço a triagem dos alunos e esbarro num problema quando quero encaminhá-los para tratamento: o que mais falta na região da ONG são fonoaudiólogos dispostos a fazer uma parceria, afirma, entre surpresa e frustrada. A conquista do espaço fonoaudiológico na creche foi construída aos poucos. Com o meu trabalho, fui ampliando, abrindo portas, explica. Acha gratificante, porque sente que quando faz a intervenção no início evita que o problema do paciente se amplifique. Mas Renata quer mais: pensa em fazer um mestrado direcionado para a gagueira, um tema cercado de preconceitos ainda. Falta informação, orientação a respeito e mais divulgação do assunto, acredita. Katya Guglielmi Freire escolheu a Audiologia como foco principal ao formar-se na PUC-Campinas, em Começou a carreira fazendo estágios em uma empresa de aparelhos auditivos. Ficou por um ano, até ser convidada a representar a empresa no interior de São Paulo. Katya aceitou o desafio. A primeira medida: para comercializar os produtos não colocou vendedores profissionais, mas sim fonoaudiólogos. Foi o diferencial. O negócio cresceu e, paralelamente, eu prestava também serviços de audiometria ocupacional. Para tanto, ela equipou um furgão e saía rodando pela região de Sorocaba oferecendo exames preventivos nas indústrias. Quatro anos depois, Katya veio fazer mestrado na PUC-SP, com uma pesquisa voltada ao idoso. No meio do caminho, achou que era o momento de vender a empresa do interior, trancar o mestrado e ir para os Estados Unidos se aperfeiçoar e estudar inglês. Com uma carta de recomendação de sua orientadora, partiu para San Diego, onde ficou por um ano. Lá, além de estagiar em duas importantes instituições, entrou em contato com uma empresa de acessórios audiológicos para deficientes e para músicos. Fiquei fascinada. Pensei em representar a empresa aqui, mas não foi neste primeiro contato que consegui. Resolveu voltar, terminar o mestrado e montar sua própria empresa em São Paulo, que oferece um serviço diferenciado ao deficiente auditivo. Presto uma consultoria o paciente fica com o aparelho por um mês, em teste. Se der certo, ele adquire o produto. Mas Katya não desistiu do contato feito nos Estados Unidos. Quatro anos depois, ela conseguiu trazer a representação para o Brasil. Hoje oferece um programa personalizado de conservação auditiva para músicos, com clientes como Ivete Sangalo e Toni Garrido. Estendeu o atendimento à Bahia, onde tem uma sócia fonoaudióloga. Em São Paulo, Katya coordena ainda o setor de Fonoaudiologia de um centro de convivência para idosos. Faço um trabalho de reabilitação auditiva que utiliza música, explica. Este é, aliás, o tema da tese de doutorado que desenvolve na Unifesp. Atuo em todas as áreas pelas quais sou apaixonada, revela. Empreendedora, fez cursos de negócios, marketing e administração. É muito importante o fonoaudiólogo estar na área que gosta e que domina. Mas tem de estudar sempre, se atualizar, estar atento às oportunidades e ousar. Claudia Cotes sempre focou em comunicação. Cursou Magistério e depois faculdade de Letras. Mal acabou uma graduação, fez outra: Fonoaudiologia. Na faculdade, percebi que gostava das áreas de voz, gagueira e neurologia, então fui buscar especialização. Antes mesmo de acabar a graduação, Cláudia fez cursos de extensão e estágios com a fonoaudióloga Beatriz Padovan. Mais tarde, buscou o Cefac e o CEV para mais cursos. Nunca paro de estudar, diz. Cláudia, que se formou em Fonoaudiologia pela PUC-Campinas em 1992, é mestre na área pela PUC-SP e doutora em lingüística pela mesma universidade. Foi estagiária do Instituto Penido Buernier, um hospital de Campinas, na área de laringologia e voz. Trabalhava com médicos e isso me proporcionou um outro tipo de aprendizado, conta. Com esses profissionais, realizou pesquisas e escreveu artigos científicos, que lhe abriram novas portas. Aos poucos conseguiu se tornar responsável por montar um serviço de voz no hospital. Nada veio fácil e rápido, lembra. Para se sustentar, dava aulas de Português e também mantinha consultório. Até que um dia apareceu uma repórter de uma TV de Campinas com problemas de voz. Investi no tratamento clínico, com muitos exercícios, e ela se curou. Isso foi a gota d água para Claudia ser convidada a atuar com jornalistas na televisão. O trabalho, no entanto, foi além. Sentia que precisava investir também numa consultoria em expressão para esses profissionais. Fui fazer mestrado na PUC-SP nessa área e o meu trabalho ganhou ainda mais fôlego. Recentemente, Cláudia finalizou seu doutorado, pesquisando a narração no jornalismo televisivo. Foi tanto seu envolvimento com o assunto, aliás, que ela fundou a ONG Vez da Voz, que trabalha a inclusão da pessoa com deficiência dando palestras em universidades, empresas, shoppings, além de outras ações. Direcionei minha carreira para fora do consultório. Mas ainda mantenho esse espaço, investindo em treinamento para empresários e media training. E, como nunca abandonou as Letras, é também escritora de livros infantis que tratam de temas relacionados à voz e à inclusão. Luciene Carvalho Mendes Giusti é fonoaudióloga formada pela Unifesp em 1991 e também pós-graduada em Administração Geral. Sem este curso, segundo conta, dificilmente estaria habilitada a ocupar o cargo que tem hoje, de avaliadora de acreditação, com o aval da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Seu trabalho consiste em primar pelos padrões de qualidade nas instituições de saúde. Luciene tem uma empresa especialista no setor e presta serviço para a empresa acreditadora. Faço avaliações em hospitais, ambulatórios, serviços de diálise, bancos de sangue, entre outros, diz. Avalio processos de atendimento ao cliente e outros de apoio, como segurança, prontuários, gestão de equipamentos, higiene, resíduos etc. Também avalio o corpo técnico profissional dessas instituições, no qual se incluem os serviços de psicologia, terapia ocupacional, serviço social, fonoaudiologia, fisioterapia. Buscamos sempre a conformidade com o Manual Brasileiro de Acreditação. Avaliamos modelos de gestão, o modo como o gestor gerencia seu setor, e não habilidades técnicas, afirma Luciene, que já atuou em outros campos. Nos 10 anos seguintes à sua formatura, fez dois cursos de aperfeiçoamento em Fonoaudiologia. Também estudou no CEV, especializando-se em voz. Trabalhei em consultório que ainda mantenho, depois em hospitais, laboratórios, UBSs e em escolas. Luciene revela que tinha o desejo de atuar numa atividade gerencial. Queria expandir a qualidade da assistência para um nível maior, promovendo a melhoria das condições de saúde. Acha que sua opção é fruto de suas experiências anteriores. Amadureci, hoje tenho uma visão mais ampla da promoção da saúde, explica. Confessa que sua carreira foi construída na base de muitos desafios. Sofro resistência de médicos, enfermeiros, administradores. Este caminho é árduo e para trilhá-lo tem de ter muito interesse na área.. O conhecimento necessário, diz, teve de buscar por conta própria. Acho que a graduação em Fonoaudiologia devia focar mais o conteúdo de áreas como marketing e gestão administrativa, queixa-se. Luciene acha que o profissional, cada vez mais, tem de saber trabalhar no campo corporativo. Quem quer ir para este setor sai em desvantagem da universidade, pois nos falta objetividade e foco em negócios, lucro, competitividade.

6 Reportagem de Capa Sandra Regina Gomes atua na área de Fonoaudiologia Social, um caminho traçado em conjunto com o acaso e muita determinação. Meu primeiro paciente, assim que me formei, foi numa casa de repouso, diz essa profissional, formada em 1987 pela PUC-SP e mestranda em Gerontologia pela mesma instituição. Hoje Sandra exerce um cargo de confiança na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Município de São Paulo. Foi para lá em 2003, a convite da então secretária, Adaílza Sposati, e já passou por três gestões. Trabalha em projetos de capacitação de técnicos que atuam com idosos em situação de rua, em albergues e abrigos. Meu desafio é mudar o olhar do técnico em relação ao idoso. Tenho de pegar minha bagagem e, como fonoaudióloga, contribuir para a assistência social, não pela ótica da tutela, mas do direito, explica. Na prefeitura, ela enfoca a função social da linguagem para dar corpo aos projetos que coordena. O idoso que atendo tem problemas de memória, demência, envelhecimento precoce e muitos ainda, aos 60 anos, não têm identidade, explica. Para esta pessoa, nada mais digno do que trabalhar a questão da voz e a clareza de pensamento, segundo Sandra. A Fonoaudiologia trabalha com esses aspectos, quer dar voz de direito a estes idosos, recuperar sua dignidade e auto-estima. Para atender bem este público, Sandra, que sempre se interessou pela área do envelhecimento, fez diversos cursos de especialização no Hospital do Servidor Público e na Unifesp, entre outros e atua também como professora em cursos da terceira idade. Aprendi muito na prática também. Não adianta ficar só no consultório. À frente do cargo, estabeleceu parcerias com diversas instituições e supervisiona oficinas sobre temas variados para este público. A parte clínica ela desenvolve fazendo atendimento fonoaudiológico domiciliar para idosos. Osmar Bustos Trabalho PJ, Autônomo ou CLT? Saiba quais são as vantagens e as desvantagens de cada um dos tipos de contratação de serviços Irene Marchesan é conhecida nacional e internacionalmente por seu trabalho. Formada pela PUC-SP em 1977, ela criou o primeiro curso de especialização em motricidade orofacial, o Cefac. Fez ainda mestrado na PUC-SP e doutorado na Unicamp. Sobre a construção de sua carreira, Irene é clara: nunca parou de estudar. E, para ela, a necessidade de sempre se manter com seu trabalho a fez se movimentar muito. Trabalho para me manter desde o cursinho. É uma característica minha, sou batalhadora, pró-ativa. Quando saiu da PUC, foi montar uma clínica com uma colega. Se faltava paciente, saiam em busca deles. Íamos em escolas, hospitais, não ficávamos esperando cair gente do céu, brinca. Além do Cefac, ela já ministrou aulas na PUC e USP. E diz que se considera uma ótima clínica. Tem de fazer atendimento clínico, só a teoria não leva a gente a lugar nenhum, ensina. Com sua atuação, afirma que conseguiu, no início de sua trajetória, abrir vagas para fonoaudiólogos no Estado e na Prefeitura. Não tenho segredo, amo o que faço, invisto muito no meu trabalho, explica. Além da carreira acadêmica, Irene conta que não fez nenhum curso específico, nem para administrar o Cefac. Minha família é toda de vendedores. Aprendi a vender muito bem o meu negócio, mas sem fazer nenhum curso formal para isso, diz. Hoje, as atividades do Cefac se expandiram. Trabalhamos com educação também, ressalta Irene, que difundiu a Fonoaudiologia brasileira na América Latina, EUA e Europa. Nós temos muito do que nos orgulhar, finaliza. Daniela D Elboux Misrahi é fonoaudióloga desde 1995, pela PUC-SP. Professora universitária em Itu-SP, atende em consultório e dá assistência em uma escola de educação infantil. Gosto de ir além do trabalho clínico, atuando como professora e em áreas preventivas, explica. Ela é também mestre em Fonoaudiologia e, nos tempos da graduação, foi estagiária em audiologia educacional na Derdic. Daniela conta que gosta muito de dar aula porque acredita que desta forma investe na Fonoaudiologia preventiva, incentivando seus alunos a atuar em campanhas de amamentação, prevenção das patologias da voz e audição, por exemplo. A população em geral e o universo acadêmico precisam investir em ações e conhecimentos que levem à promoção da saúde, atuando em postos de saúde, hospitais, creches e escolas. Ela acha que ainda falta informação de qualidade sobre a Fonoaudiologia e o profissional deve estar atento a esta lacuna. Outra observação: a prevenção é ainda um campo pouco explorado e o trabalho exige jogo de cintura, porque o fonoaudiólogo tem contato com outros profissionais. Em hospitais, por exemplo, ele tem de lidar com médicos e dentistas. Tive dificuldade no começo para vencer algumas barreiras, afirma Daniela, que também pesquisa a Fonoaudiologia estética. Sobre seu ofício como professora, ela vê muitos pontos positivos: Tenho de estar sempre estudando e me atualizando, não só sobre Fonoaudiologia, mas sobre outras áreas também, porque o campo de atuação do profissional hoje é muito amplo. Pessoa Jurídica, Lucro Presumido, Lucro Real, CLT, encargos... Por mais árido e complicado que pareça, conhecer esses termos pode significar mais ou menos dinheiro no bolso, ou até mesmo maior ou menor flexibilidade para tocar todos os outros aspectos da vida. Profissão devidamente regulamentada, a Fonoaudiologia permite três tipos de atuação, como Pessoa Jurídica, como profissional autônomo ou como empregado registrado pela CLT. Nem sempre é possível escolher, pois, dependendo da forma de atuação como o atendimento em consultório ou das exigências do mercado as empresas registram cada vez menos para ficarem livres dos encargos há a necessidade de adaptar-se. Mas, e quando for possível escolher? O que é melhor? A decisão depende de muitos fatores, alerta Cibele Costa Amorim, conselheira do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo. O registro dá mais segurança, mas não permite a flexibilidade das outras opções, exemplifica. Cibele preparou simulações de encargos tributários para a Revista da Fonoaudiologia (leia nas próximas páginas), com comentários sobre vantagens e desvantagens em cada caso. Justamente por ser regulamentada, a Fonoaudiologia não pode ser enquadrada no regime de empresas Simples Nacional, o preferido de todo empresário. Ele seria mais benéfico, tanto pela unificação dos encargos, quanto pela alíquota reduzida, explica Cibele. Tributação Cabe, portanto, ao fonoaudiólogo que opta pela Pessoa Jurídica escolher entre os sistemas de apuração de impostos Lucro Presumido ou Lucro Real. Como o nome já diz, o sistema Lucro Presumido leva em conta uma presunção de lucro pelo faturamento da empresa, lembra a contadora. Já no sistema Lucro Real, as despesas da empresa irão influenciar nas alíquotas dos encargos federais. Em linhas gerais, se a empresa tem bastante despesa, compensa o Lucro Real, ensina ela. A escolha do tipo de tributação é feita no fechamento do primeiro mês de atividade. Para saber qual será o melhor, é aconselhável fazer a apuração pelos dois sistemas e optar pelo mais benéfico. Cibele Costa Amorim, do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo Após o primeiro fechamento, a empresa só poderá mudar de regime no ano-calendário seguinte, alerta Cibele. Mas a empresa não deve, na opinião da conselheira do CRC-SP, ser a primeira opção. Ela acredita que o fonoaudiólogo que não quer ou não pode ser contratado com registro, deve testar o sistema de profissional autônomo antes de tornar-se empresário. É menos burocrático e mais barato, explica. Depois que ele assegurar sua situação com contratos e clientes, aí pode abrir uma empresa, continua. Divulgação 10 Revista da FONOAUDIOLOGIA 2ª Região nº jul/ago/set jan/fev/mar

7 Trabalho O que escolher Cada sistema de atuação tem suas singularidades. A conselheira do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, Cibele Costa Amorim, montou três tabelas com simulações referentes a cada um dos tipos. Ela também nos contou sobre as vantagens e desvantagens de cada um. Cabe ao profissional analisar qual deles se encaixa melhor a seu tipo de atividade e ao momento que vivencia na carreira. Empresa Prestadora de Serviços em Fonoaudiologia (Pessoa Jurídica) Vantagens 1 Apesar de parecer que o custo como pessoa jurídica e como autônomo são quase os mesmos, é necessário observar que o valor de retenção de INSS é preponderante para a definição. Se realmente a empresa não tiver pretensão de contratar funcionários, a opção pessoa jurídica é melhor que autônomo. Vantagens 1 Rapidez na abertura e encerramento das atividades. 2 Possibilidade de trabalhar para diversos contratantes. 3 Flexibilidade de horários. 4 O custo com assessoria contábil é menor do que o custo para a pessoa jurídica. Desvantagens 1 Muitas empresas têm receio de contratar autônomo, em virtude de, às vezes, ser facilmente caracterizado o vínculo empregatício na Justiça. 2 Instabilidade do mercado. Fonoaudiólogo Autônomo 2 O profissional não fica exclusivo de uma empresa. Poderá ampliar o leque de atuação no mercado e criar independência. Desvantagens 1 A burocracia de abrir ou encerrar uma pessoa jurídica é muito grande (demora cerca de 50 dias para abrir e pelo menos 12 meses para encerrar). O custo também é maior, pois a sociedade deverá ser registrada no Cartório de Pessoa Jurídica, Receita Federal, Prefeitura, Sindicato Patronal e Órgão de Classe. O autônomo faz somente a inscrição na Prefeitura (o que em São Paulo sai no mesmo dia, tanto para abrir quanto para fechar). 2 Computar no custo da pessoa jurídica a contratação de um contador ou um escritório de contabilidade para assessoria tributária, fiscal e contábil. Exemplo com faturamento de R$ 5.000,00 Imposto Alíquota ISS São Paulo INSS retenção IRPF TOTAL mensal estimado 20% 27,5% 548,82 ** Em torno de 29,07% Valor (em R$) 19,60 607,79 826,18* 1.453,57 *Este valor poderá ser restituído quando da entrega da DIRPF no mês de abril do ano seguinte. ** Faturamento até R$ 1.372,81 é isento; entre R$ 1.372,82 e R$ 2.743,25, a alíquota é de 15%. 3 Instabilidade do mercado. Fonoaudiólogo registrado pelo regime CLT Exemplo com faturamento de R$ 5.000,00 Imposto Alíquota ISS São Paulo 2% INSS s/ Pró-labore 20% s/ retirada 2 sócios 830,00 Valor (em R$) 100,00* 166,00 Vantagens 1 A remuneração geralmente é inferior quando comparada à da pessoa jurídica ou do autônomo (normalmente, a metade). Mas o empregado registrado tem direitos trabalhistas que os outros não têm férias, 13º salário, FGTS e indenização de 40% sobre o total depositado na conta vinculada do FGTS em caso de dispensa sem justa causa. 2 Segurança de receber o salário no final do mês, independente das condições do mercado. INSS empresário INSS retenção 11% sal. Contribuição 2 sócios 830,00 11% 91,30 550,00** Desvantagens 1 Dependência econômica e profissional da empresa contratante. IRPJ CSSL PIS 32% x 15% 32% x 9% 0,65% 240,00 144,00 32,50 2 Falta de autonomia na direção dos trabalhos. 3 Obediência a horários rígidos de trabalho COFINS TOTAL 3% Em torno de 29,47% 150, ,80 Exemplo com salário de R$ 2.500,00 Imposto Alíquota Valor (em R$) *Se for caracterizada sociedade de profissionais o ISS é reduzido para R$ 117,60 (por trimestre, por 2 profissionais) INSS 11% 275,00 ** Este valor só será devido se o serviço for prestado por não-sócio. O valor de INSS s/ pró-labore e INSS empresário poderão ser abatidos com o valor do INSS retenção. No exemplo acima, a empresa ainda terá direito a uma restituição de R$ 292,70. IRPF TOTAL 15% 205,92 Em torno de 17,76% 169,08* 444,08 * Este valor poderá ser restituído quando da entrega da DIRPF no mês de abril do ano seguinte

8 Inclusão A inserção dos deficientes intelectuais A psicóloga e pedagoga Marina trabalha pelas políticas inclusivas Fotos arquivos pessoais O resgate dos direitos humanos e a valorização da diferença são formas de desconstruir a desigualdade Muito se tem falado sobre inclusão de pessoas com alguma deficiência, seja nas escolas, seja no trabalho. Para a fonoaudióloga Ana Elisa Fachini Gonçalves o foco de atuação são os deficientes intelectuais e sua preparação para a inclusão no ensino regular. Ela observa que, apesar dos resultados desse esforço serem positivos, a atenção da sociedade está mais voltada a pessoas com deficiências físicas, auditivas e visuais. É importante informar que na inclusão do deficiente intelectual todo um trabalho é realizado, para que não haja insatisfação das partes envolvidas. Devemos pensar, também, que são indivíduos e, mesmo com algumas limitações, têm a capacidade de desenvolver um trabalho adequado ou de serem alunos com evoluções. Dentro da instituição de atendimento a deficientes intelectuais em que Ana Elisa atua há uma escola de educação especial. O trabalho dela com sua equipe é observar entre os alunos aqueles que estão aptos a freqüentar a rede regular de ensino, capacitá-los para isto e fazer um acompanhamento sistemático. Quando a criança atinge certo nível pedagógico, encaminhamos para a rede regular e nos tornamos responsáveis por ela. Vamos bimestralmente fazer uma orientação com o professor e com o coordenador dessa escola, para conversarmos especificamente sobre esta criança e trocarmos conhecimentos. Não tentamos impor as informações que adquirimos com nosso trabalho, porque quem está com a criança todo dia é o professor. Temos que respeitar o papel dele, que é fundamental para o bom desenvolvimento do seu aluno. O que fazemos é uma troca de informações. A fonoaudióloga Ana Elisa integra equipe multidisciplinar de trabalho Com seus pacientes, Ana Elisa desenvolve um trabalho terapêutico cujo enfoque principal é o desenvolvimento da linguagem escrita. Trabalho questões relacionadas à leitura e escrita, e, em alguns casos, também é necessário enfocar a linguagem oral. É um trabalho paralelo ao da escola. A escola tem a função de alfabetizar e nós damos o suporte terapêutico para auxiliar no processo de alfabetização. Participação familiar A fonoaudióloga faz parte de uma equipe multidisciplinar composta por terapeuta ocupacional, pedagoga, psicóloga e assistente social. Antes de a criança ser inclusa, cada setor realiza uma breve avaliação. Após isto, é realizada uma discussão do caso, quando se definem os atendimentos que o aluno receberá conforme a sua necessidade. É a partir dessa avaliação que cada um dos profissionais planeja seu atendimento e cria os grupos, explica Ana Elisa. São grupos de, no máximo, três crianças, definidos pela faixa etária e pelo nível pedagógico em que cada um se encontra. O processo de formação dos grupos é muito criterioso, daí a necessidade da avaliação inicial para não haver discrepância entre os alunos. O resultado tem se mostrado muito positivo, avalia a fonoaudióloga. Os órgãos parceiros deste trabalho oferecem bastante respaldo e muita liberdade para nossa atuação. É claro que algumas crianças não alcançam o resultado esperado, mas com a maioria de- las o sucesso está sendo grande. A inclusão é um processo realizado desde o ensino regular até o supletivo, conforme a idade de cada aluno. Ana Elisa faz questão de frisar que o processo de inclusão não depende somente da instituição ou da escola, mas também da família. É ela que irá estimular a criança, auxiliá-la nas atividades e ampará-la quando necessário. Se não houver esta participação, o sucesso da criança pode não ser o esperado. Por isso, realizamos também um trabalho sistemático com as famílias, a fim de ajudá-las nessa nova situação. Na escola regular Mas, afinal, como se define deficiência intelectual? É um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas, como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social. Estas limitações provocam mais lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas. As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a adquirir as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia, explica a psicóloga e pedagoga Marina S. Rodrigues Almeida, do Instituto Inclusão Brasil. E como seria seu desempenho no ensino regular? É natural que enfrentem dificuldades na escola. No entanto, aprenderão, embora necessitem de mais tempo. Ela avalia que crianças com deficiência intelectual podem obter resultados escolares muito interessantes. Aprender é uma ação humana criativa, individual, heterogênea e regulada pelo sujeito da aprendizagem, independentemente da sua condição intelectual ser mais ou ser menos privilegiada. São as diferentes idéias, opiniões e níveis de compreensão que enriquecem o processo escolar e clarificam a postura dos alunos e dos professores face a um certo conteúdo. Esta diversidade resulta das formas singulares de nos adaptarmos cognitivamente a um dado conteúdo e da possibilidade de nos exprimirmos abertamente sobre ele. O mercado de trabalho Marina S. Rodrigues Almeida, que também é Consultora em Educação Inclusiva, lamenta ainda haver muitas barreiras para se conseguir que a pessoa com deficiência intelectual possa realizar-se com dignidade e inteireza em sua identidade como pessoa trabalhadora. Ela observa que muitos empresários alegam vários motivos para manter sua resistência à abertura de vagas para pessoas com deficiência intelectual (como, por exemplo, síndrome de Down), optando por preencherem as cotas com aquelas portadoras de outros tipos de deficiência. Verificamos sérios mitos e estereótipos neste impedimento da contratação. Coisas como não é bom para a imagem da empresa ; pessoas com deficiência intelectual não se relacionam bem ; cometem erros em demasia ; não interagem com as equipes de empregados ; apresentam dificuldades de arrumar postos de trabalho/vagas onde possam atuar com sucesso ; não são competitivas ; atrapalham a produção dos resultados da empresa, etc. Marina nota que esses mitos e preconceitos indicam uma visão simplista, reduzindo os deficientes intelectuais a pessoas desprovidas de maturidade, autonomia e independência. A psicóloga vem desenvolvendo um trabalho para que esse processo de exclusão, historicamente imposto às pessoas com deficiência, seja superado por meio da implementação de políticas inclusivas, ações afirmativas e pela conscientização da sociedade acerca das potencialidades dessas pessoas. Para fins da inserção no mercado de trabalho de deficientes intelectuais, ela defende os princípios do Emprego com Apoio. O deficiente intelectual deverá ter as mesmas oportunidades para obter seu emprego, porém dentro de sua singularidade; deverá ser respeitado em suas necessidades por meio dos níveis de apoio para sua efetiva inserção no mercado de trabalho e redes de apoio necessárias para promover sua autonomia. Para saber mais Os artigos de Marina, que já publicou diversos livros sobre o tema, podem ser lidos no site

9 Fique por Dentro Estado celebra o Dia da Voz Atividades da semana (de cima para baixo): triagem em Ribeirão, equipe de Fernandópolis e fonoaudiólogas de Santos; na página ao lado, as profissionais visitam escola de Marília São Paulo celebrou o Dia Mundial da Voz, em 16 de abril, com diversos eventos. Distribuição de maçãs e folders, contato com a imprensa, oficinas, triagem e orientações a profissionais e à população foram algumas das atividades propostas pelas Delegacias Regionais do CRFa. 2ª Região/SP e faculdades de Fonoaudiologia do Estado. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a semana entre 14 e 17 recebeu a Campanha do Dia Mundial da Voz. No Hospital Central, foram distribuídos folhetos informativos sobre cuidados com a voz,1100 maçãs e 500 squeezes para alunos e funcionários. Com a participação do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP, foram realizadas duas oficinas sobre o tema, uma para a comunidade interna e outra para o público em geral. A campanha também contou com a participação do Entidades e universidades de várias localidades paulistas promoveram atividades alusivas à data Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade. Na PUC, a campanha Voz e Qualidade de Vida: Promoção e Prevenção também promoveu a distribuição de maçãs e copos de água durante todo o dia 16. A campanha promovida pelo curso de Fonoaudiologia da instituição teve uma mesa redonda, que contou com a presença de profissionais da voz como o ator Dan Stulbach e o jornalista César Tralli. Na seqüência, a regente do Coral da USP Sandra Espiresz promoveu uma oficina para os presentes. Encaminhamento Em Santos, a Delegacia do CRFa., em parceria com a Faculdade de Fonoaudiologia Unilus, realizou a campanha Seja Amigo da sua Voz. No dia, alunos e professores estiveram no Shopping Parque Balneário, onde orientaram a população quanto à prevenção de distúrbios vocais. Em um estande montado no local, foi feita uma triagem vocal com encaminhamento. Mais de 40 pessoas foram atendidas e várias delas encaminhadas para consultas específicas na clínica da faculdade. O Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de Araraquara (Uniara) realizou, entre os dias 12 e 18, a campanha Voz para a Comunidade. Com o objetivo de estender o conceito da importância dos cuidados com a voz para além da Universidade, a iniciativa promoveu uma intensa atuação junto aos meios de comunicação da região. Chamadas sobre o assunto na página principal do site da universidade também fizeram parte do trabalho. Na Fundação Educacional de Fernandópolis, alunos e professores participaram da Semana da Voz. Nesse período, foram realizadas oficinas de triagem no campus, na sede da OAB e no Fórum lo- Fotos Divulgação cal. Os profissionais concederam entrevistas às rádios da cidade e realizaram palestras sobre saúde vocal para outros docentes da FEF. Entre 12 e 18 de abril, a Delegacia Regional do CRFa. em Ribeirão Preto juntou-se à Faculdade de Medicina da USP e à Prefeitura da cidade para promover a Campanha da Voz, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde vocal. Atividades educativas, assistenciais e culturais permearam o período. Oficinas, panfletagem, orientações, encaminhamento e concertos de corais fizeram parte da ação intensa promovida pelas entidades. Já a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) aproveitou uma parceria com o Shopping Santa Úrsula, localizado no município, para marcar a data. A campanha Bem estar no Shopping levou representantes da faculdade ao estabelecimento comercial no dia 10 de abril. Eles realizaram palestra para os funcionários e distribuíram folders à população. Folhetos e entrevistas Em Cerquilho, as fonoaudiólogas da Prefeitura Municipal realizaram diversas atividades entre os dias 14 e 16. Além da publicação de um artigo no jornal local e de uma entrevista numa rádio da cidade, foram distribuídos folhetos informativos e marcadores de páginas para a população. As profissionais ficaram à disposição para esclarecer a população sobre a importância da voz e os cuidados necessários para mantê-la saudável. Também foi iniciado um trabalho com os professores da rede municipal de ensino. Na Fatea Faculdades Integradas Teresa D Avilla, em Lorena, a comemoração foi realizada com divulgações na mídia. Foram duas entrevistas na TV Aparecida e seis na rádio da Faculdade, conveniada com a Band. Também foram promovidas palestras sobre cuidados com a voz a professores e alunos de diferentes faixas etárias. Na Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, uma série de atividades paralisou as aulas em três campi no dia 16. Também foram realizadas atividades no Clube Aramaçan, de Santo André, com supervisão dos professores do Curso de Fonoaudiologia. Cerca de duas mil pessoas, entre alunos, professores, funcionários e moradores da região, receberam folders e orientações sobre cuidados com a voz. Na Universidade de Guarulhos, a campanha coordenada pelo curso de Fonoaudiologia realizada entre os dias 16 e 20 de abril alcançou mais de 6 mil pessoas. Houve a participação de professores e alunos e parcerias com secretarias municipais e empresas da região. Entre as atividades, realização de minicurso sobre voz do professor e de palestras gerais sobre saúde vocal, fornecimento de mudas de árvores para plantio, ações junto ao Conservatório Municipal, promoção de oficinas de voz, apresentações de música e mutirão para triagem vocal. A campanha também teve distribuição de maçãs e copos d água. A Delegacia do CRFa. em Marília firmou uma parceria com a Unesp local e as prefeituras da cidade e das vizinhas Garça, Oriente e Oscar Bressane. Em Marília, a Secretaria de Educação enviou folders para os professores da rede de ensino, enquanto estagiários do curso da Unesp realizaram atividades lúdicas com as crianças. Profissionais da rede municipal de saúde orientaram a população. Em Garça, as fonoaudiólogas da Secretaria de Saúde realizaram palestras informativas, com foco principal nos Agentes Comunitários. Já no município de Oscar Bressane, a ações voltaram-se às escolas e creches da cidade. O lema Seja Amigo da sua Voz também inspirou os alunos do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP. Supervisionados por professores, eles orientaram a população na galeria do Campus Taquaral da UNIMEP e na praça central da cidade. Você sabia que hoje é dia mundial da voz? E que o lema da campanha da voz deste ano é seja amigo da sua voz?, perguntavam às pessoas para, em seguida, apresentar folders, faixas, maquetes de laringe e programas computadorizados de avaliação acústica da voz/ GRAM. Depois, os interessados respondiam ao Protocolo QVV Qualidade de Vida em Voz. Os protocolos foram preenchidos por 121 pessoas (69 homens e 52 mulheres). Para saber mais Para ler mais sobre as campanhas do Dia Mundial da Voz no estado e ver fotos, acesse php?id=

10 Mundo Acadêmico Mundo Acadêmico Investigação do limiar de resolução temporal auditiva em idosos ouvintes Livros Realidade e Sonhos Possíveis no livro Minha Casa Verde Chama atenção nesta obra Minha Casa Verde o fato de seu criador, Carlos Eduardo dos Anjos Souza, ou apenas Dudu, ter paralisia cerebral. O livro traz fatos de sua vida desde o nascimento até o atual e feliz presente na Cruz Verde, entidade filantrópica que presta assistência a portadores de paralisia cerebral grave. Foi com o estímulo de sua fonoaudióloga, Carla Patrícia Frigério Flório, que Dudu tocou em frente seu projeto. Ele a convidou para participar da obra e, como é um paciente que apresenta fala inarticulada, foram necessárias diversas sessões semanais contínuas, num trabalho de muitos anos, para finalizar este livro que vale a pena ser conferido. Tese apresentada para obtenção do título de Mestre em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Daniela Soares de Queiroz Ahabilidade auditiva de resolução temporal é responsável pela identificação de intervalos de silêncio em função do tempo, possibilitando a percepção da ocorrência de um ou dois estímulos sonoros. Transtornos desta habilidade auditiva estão freqüentemente relacionados a dificuldades de processamento fonológico e discriminação auditiva de pistas temporais da fala. Pesquisas relatam que o sujeito idoso necessita de intervalo maior para identificar a presença de dois tons e isso explicaria algumas das queixas de compreensão de fala dessa população. Nesta esteira, o objetivo desta pesquisa foi medir o limiar de resolução temporal em idosos através do Teste de Detecção de Intervalo Aleatório Expandido (RGDT-E), desenvolvido por Keith (2002) e verificar a correlação entre os resultados do RGDT para as variáveis gênero, idade, limiar audiométrico e pontuação no questionário de auto-avaliação da comunicação (SAC). Foram avaliados 63 indivíduos de ambos os gêneros com audição periférica normal ou perda do tipo neurossensorial, simétrica de até grau leve. Observou-se melhor desempenho, em milissegundos (ms), do grupo do gênero masculino em todas as freqüências avaliadas, sendo a média dos resultados do RGDT entre as freqüências de 500 e 4000 Hz, para o gênero feminino de 104,81 ms (DP ± 48,8 ms), e para o gênero masculino de 22,08 ms (DP ± 20,15). Com relação aos resultados do SAC, a maior parte da população avaliada (62:63) não apresentou queixas significativas de dificuldade de comunicação (SAC de grau 1 ou 2), sendo que, no grupo do gênero masculino, nenhum sujeito (0:10) apresentou queixas significativas de dificuldade de comunicação e, no grupo do gênero feminino, apenas 1:53 apresentou queixa (SAC de grau 3). Os resultados para o SAC em porcentagem também foram semelhantes em ambos os grupos, com média de 9,95% (DP ± 12,28%) para o grupo de mulheres e de 7,78% (DP ± 7,12%) para o grupo de homens. Quando comparados os resultados do questionário SAC com o RGDT, observou-se que dentre os sujeitos do gênero masculino, apenas um sujeito dos 10 avaliados, apresentou limiar de resolução temporal maior do que 20 ms e, mesmo assim, apresentava SAC de Grau 1. Em contrapartida, no grupo do gênero feminino, 50 mulheres, entre as 53 avaliadas, apresentaram resultados médios para o RDGT maiores do que 20 ms; entretanto, apenas uma apresentou queixa significativa de dificuldade de comunicação (SAC de Grau 3). Na análise estatística da variável gênero sobre as variáveis RGDT e SAC, observou-se que ambos os gêneros são estatisticamente diferentes apenas para os resultados do RGDT. Em contrapartida, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os gêneros para o SAC. Com rela- Fonoaudióloga Daniela S. de Queiroz ção à idade e à configuração audiométrica não foram observadas diferenças estatisticamente significativas tanto para as variáveis do RGDT quanto para o SAC. A partir desses dados, foi possível concluir que, quando comparamos os resultados do RGDT com os valores de referência para a população jovem, a idade mostrouse fator de piora dos limiares de resolução temporal, principalmente para o gênero feminino. Entretanto, mesmo com limiares aumentados, essa população não refere dificuldades de comunicação. Daniela Soares de Queiroz é graduada pela Uniban (2000), especialista em Audiologia Clínica pelo IEAA (2002) e supervisora de estágio na disciplina de Avaliação do Processamento Auditivo no IEAA. Dissertação apresentada à Banca Examinadora em fevereiro de Orientadora Profa. Dra. Teresa Maria Momensohn dos Santos Arquivo pessoal O texto de Dudu emociona pelo que traz de realidade e sonho. E tem ainda o mérito de fazer com que o leitor compreenda o trabalho desenvolvido pela Cruz Verde que, como muitas instituições beneficentes, precisa de apoio e contribuição de todos os setores da sociedade. Para mais informações, basta ligar para (11) ou acessar o site Minha Casa Verde de Carlos Eduardo dos Anjos Souza Manual prático de comunicação O título desta obra já sugere do que ela trata Muito além do Ninho de Mafagafos traz exercícios que trabalham a dicção e a articulação de palavras. As autoras se valem de um conhecido trava-língua para dar título ao livro. Dentro dele, uma série de exercícios, técnicas de relaxamento, aquecimento e desaquecimento vocal, além de mais de 100 trava-línguas. Todo este conteúdo serve a quem tem problemas na fala e também é útil, com certeza, a quem utiliza a comunicação como ferramenta de trabalho, como atores, apresentadores, professores, profissionais liberais, chefes, gerentes, políticos, jornalistas, radialistas, universitários e palestrantes. Traz ainda dicas de como cuidar da voz, como utilizar a seu favor o estresse de falar em público e como neutralizar sotaques. A obra foi organizada pela fonoaudióloga Diana Faria, com o auxílio de Maria Abadia Guimarães. A fonoaudióloga Maria Tereza Camisa colabora com 36 textos com sons específicos elaborados por ela. Interessante ressaltar que Tereza, paciente de Diana Faria, apresentava dificuldades na fala em decorrência de um problema de saúde. Fiquei empolgada com a facilidade com que ela buscou e escreveu os textos. Comecei, então, a aplicá-los em outros pacientes e durante os cursos de Oratória. Os resultados positivos culminaram na publicação do livro, conta Diana. Já Maria Abadia trouxe para o livro sua experiência com os cursos sobre Técnicas Vocais e Arte de Falar em Público. O trabalho conjunto resultou num guia prático para quem busca o aprimoramento de sua comunicação. O livro pode ser utilizado por pessoas de todas as profissões, porque é de fácil compreensão. Além disso, hoje quase todos os profissionais são chamados a apresentar trabalhos e projetos para clientes ou chefias, o que faz deste livro um manual prático da boa comunicação, resume Diana. As autoras Diana Faria e Maria Abadia com a delegada Cristina Jabbur Muito além do Ninho de Mafagafos Um guia de exercícios práticos para aprimorar a comunicação (Editora J&H) de Diana Melissa Faria, Maria Tereza Camisa e Maria Abadia Guimarães Divulgação 18 19

11 Ações Eventos O que fazemos por você Acompanhe o trabalho das Comissões do Conselho Comissão de Divulgação Janeiro a Maio de 2008 Acessibilidade e inclusão são temas da VII Reatech Feira reuniu fabricantes e promoveu debates 1 Coordenação dos trabalhos de pauta, redação, edição e publicação da Revista da Fonoaudiologia, edições 77 e 78; 2 Análise do material publicado para atualizações no site do CRFa. 2ª Região; 3 Participação nos processos de licitação para contratação da empresa para reformulação do site 4 Coordenação do trabalho de assessoria de imprensa: acompanhamento de pautas e dos textos divulgados aos jornalistas sobre os temas Dislexia, Saúde Vocal, Dia Mundial da Voz e Fonoaudiologia e Planos de Saúde; 5 Realização de Happy Hours na Casa do Fonoaudiólogo; 6 Participação e/ou apoio aos seguintes eventos: REATECH VII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, In- Participação da presidente da Comissão de Educação, conselheira Maria Cristina Pedro Biz, na Reunião interconselhos realizada nos dias 25 e 26 de abril. As Reuniões Interconselhos são realizadas com a participação de representantes de todos os Regionais em conjunto com o Conselho Federal e o objetivo é discutir ações a serem realizadas pelos Conselhos, segundo Comissão de Educação Abril de 2008 clusão e Acessibilidade; I Seminário Popular, Social e Comunitário de Saúde de Vila Ema, Vila Heloísa, Parque São Lucas e região_(em defesa do SUS); Simpósio de Fonoaudiologia e Educação; Fórum Nacional de Educação nas Profissões da Área da Saúde (Fnepas) e 7a Conferência Municipal de Produção Mais Limpa; 7 Participação junto aos outros Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Fonoaudiologia do Encontro Internacional de Audiologia, realizado em Itajaí março 2008; 8 Entrevistas em rádio, TV e imprensa escrita sobre os releases divulgados à imprensa durante o período; 9 Início dos trabalhos de captação de patrocínio, planejamento e organização das comemorações do Dia do Fonoaudiólogo temas pautados de acordo com a área de abrangência. Na reunião de abril, os temas discutidos envolveram questões ligadas à educação. Foram pauta de discussão: a carga horária dos cursos de Fonoaudiologia; Teleaudiologia; Campanhas de Divulgação sobre a Atuação do Fonoaudiólogo na Escola e Dislexia. Terceira maior feira do mundo voltada às necessidades dos deficientes físicos, mentais, visuais e auditivos, a VII Reatech Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, reuniu mais de 30 mil pessoas no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista, entre os dias 24 e 27 de abril. Novas tecnologias, lançamentos de produtos, equipamentos e serviços foram destaques do evento. Estima-se que 24 milhões de brasileiros 15% da população possuam algum tipo de deficiência. O setor movimenta cerca de 1 bilhão de reais por ano no Brasil. A Reatech também cedeu espaço para a discussão de várias questões vivenciadas pelos deficientes. Diversos simpósios e seminários foram realizados. Entre eles, o encontro de Mobilização Social pelo Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência, promovido pelo Espaço Cidadania, braço social do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco voltado à questão da inclusão. O evento, apoiado pelo CRFa. 2ª Região/SP, contou com a presença de representantes de entidades ligadas à inclusão profissional e empresas que empregam deficientes. Eles contaram suas experiências. Mas o ponto alto da tarde foi o encontro da Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistela, e a Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, em São Paulo, Lucíola Rodrigues Jaime. As duas se comprometeram a atuar em conjunto em prol da inclusão profissional. Evento durou quatro dias e recebeu mais de 30 mil pessoas Surdo.org Além de reunir fabricantes de produtos voltados aos portadores de deficiência e promover espaço para diversos debates, a feira também abriu espaço para a participação de diversas ONGs, como o organizador do site Jonas Pacheco. Funcionário do Banco do Brasil há duas décadas, levou a questão da deficiência auditiva ao Comitê Verbo Divino, remanescente dos comitês de cidadania criados em todas as agências do banco há cerca de 20 anos, na época do atuante Herbert de Souza, o Betinho. O site foi idealizado com o objetivo de informar pais e amigos de surdos e também transmitir informações para profissionais que atendem essa população. Por isso mesmo, tem uma área dedicada à publicação de trabalhos escritos por esses profissionais. Quanto mais trabalhos sobre surdez, sobre o surdo e sobre a LIBRAS nós pudermos oferecer e divulgar, mais rico fica o site, e mais conteúdo seus visitantes encontrarão ali, explica Pacheco, que está aberto a receber contribuição dos fonoaudiólogos paulistas. Divulgação Entidade lança livro sobre inclusão no trabalho O tema abordado no encontro promovido pelo Espaço da Cidadania durante a Reatech também ganhou um livro. Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência Leis, mitos e práticas de inclusão é o nome da publicação coordenada por Carlos Aparício Clemente, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco. O livro resume a legislação nacional e internacional que trata da contratação de pessoas com deficiência e reúne uma base de dados sobre o cumprimento, da Lei de Cotas brasileira. Segundo o levantamento, apenas 13,3% das vagas determinadas a portadores de deficiência estão ocupadas no País. No estado de São Paulo, a taxa cresce para 37,3% de cumprimento da Lei. Para a aquisição do livro e mais informações contate ou acesse

12 Eventos Simpósio traz a experiência fonoaudiológica na Educação Profissionais debateram diversos temas relativos à área Campos do Jordão recebe 16º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia Entre 24 e 27 de setembro, os fonoaudiólogos do Brasil se encontrão em Campos do Jordão, interior paulista, no 16º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, promovido pela Sociedade Brasileira. Fonoaudiologia e Cidadania é o tema do evento, o principal da área no País. O Congresso discutirá assuntos relativos às diversas áreas da profissão Audição e Equilíbrio, Linguagem, Motricidade Orofacial, Voz e Saúde Coletiva. Como em todas as edições, também serão apresentados trabalhos de fonoaudiólogos e estudantes, que concorrerão ao Prêmio Excelência em Fonoaudiologia Para mais informações e inscrições, acesse org.br/fono2008/inscricoes_ficha.php. A manhã do dia 29 de março foi a escolhida pela Comissão de Educação do CRFa. 2ª Região/SP para reunir um seleto grupo de pessoas interessadas em ouvir experiências sobre o trabalho dos fonoaudiólogos em educação. O Simpósio Atuação Fonoaudiológica em Instituições Educacionais foi realizado no CEV e contou com três mesas e sete palestrantes, que discorreram sobre temas variados. O público acompanhou atento e debateu com os presentes. A fonoadudióloga Luciana Tavares Sebastião, mestre e doutora em Educação pela UNESP, especialista em Saúde Coletiva pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia e membro do Comitê de Gestão do Departamento de Saúde Coletiva da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, além de professora da universidade, apresentou o tema O processo de formação do fonoaudiólogo para atuar na Educação. Ela enfocou os aspectos da formação generalista, crítica e reflexiva, enfatizando a necessidade de ações de educação permanente nas instituições de ensino superior. O discente não pode ser passivo e o docente tem de ser um facilitador e um orientador deste processo, afirmou Luciana. Em seguida, foi a vez do pedagogo Oséias Fernandes Martins, também teólogo e professor. Assessor Institucional Sócio-Educacional da Secretaria Municipal de Educação do Município de Jandira, ele ressaltou que muitas vezes a fala técnica do fonoaudiólogo se choca com a do professor. Muitos profissionais vêem problemas que, na visão do pedagogo, não existem, observou. Respeito à diferença Silvana Drago veio em seguida, com o tema: Atuação fonoaudiológica: ensino regular, inclusão e fracasso escolar. Pedagoga e professora de deficientes auditivos da Rede Municipal de Ensino, abordou a formação docente e falou sobre o trabalho em sala de aula. A fonoaudióloga Maria Cecília Bonini, doutora em História e Filosofia da Educação e mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC/SP, além de professora nesta instituição, abordou aspectos relacionados ao fracasso escolar. A inclusão não é uma ação, uma técnica ou projeto na escola, mas sim um dispositivo para a promoção da educação para todos e respeito às diferenças, afirmou Cecília. A última mesa, Disciplinaridade, trouxe o trabalho desenvolvido pelas fonoaudiólogas Mariângela Lopes Bitar, mestre em Lingüística Aplicada pela PUC/ SP e doutora em Lingüística pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP, e Nastienka Ojevan Presto, fonoaudióloga e psicopedagoga da Secretaria de Educação do Município de Osasco (SP). Também participou a psicóloga Flávia Ranoya Seixas Lins, psicanalista e mestranda em Psicologia e Educação na USP. Elas falaram sobre suas experiências e desafios à frente da equipe interdisciplinar do Setor de Assistência Escolar e Intervenção do Município de Osasco. Happy Hour aborda temas ligados à profissão A Casa do Fonoaudiólogo tem sido palco de importantes discussões relativas à Fonoaudiologia. Aspectos Éticos da Triagem Auditiva Neonatal e Gerenciamento Pessoal e Atendimento ao Cliente são apenas alguns dos temas abordados por profissionais renomados durante a Happy Hour, série de encontros promovidos pelo CRFa. 2ª Região toda última sexta-feira do mês. Consultora e assessora de profissionais e clínicas de saúde, Débora Ferrarini abordou, no encontro de abril, as singularidades do atendimento na área. Em maio, a fonoaudióloga e doutora Maria Angelina Martinez tratou das questões éticas envolvidas nos exames neonatais. Para saber mais sobre o evento e conhecer a agenda dos próximos encontros, acesse o site do Conselho: Neuza Nakahara Fotos Divulgação Maria Angelina (esq.) e Débora (dir.) estiveram na programação de Happy Hour do CRFa. Atendimento Domiciliar será tema de Fórum Os palestrantes que participaram do evento no CEV O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região promoverá, no dia 2 de agosto, o Fórum Atendimento Fonoaudiológico Domiciliar. Primeiro do gênero promovido pela instituição, será realizado das 8 às 12 horas, na Casa do Fonoaudiólogo. Orientação ao cuidador e critérios para delegar tarefas, Prontuário e Biossegurança serão alguns dos temas discutidos. Os temas serão abordados a partir da prática e, por isso, o evento é voltado aos profissionais com experiência nesse tipo de atendimento. Após o fórum, o CRFa. vai elaborar um documento de orientação com relação ao atendimento domiciliar e irá apresentar sugestões ao Conselho Federal para possível republicação da Resolução Nº 337/06, que trata do assunto. Para mais informações sobre inscrições, documentos e legislação, acesse

13 Notas CRFa. e Coral Fonovoice participam de evento da CPTM Jair Pires MAM, atenção ao Meio Ambiente O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região, representado pela conselheira Cláudia Cassavia, e o Coral Fonovoice participaram da IV Semana de Saúde da CPTM Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. O evento, que tem como principal objetivo sensibilizar funcionários e usuários sobre a importância da prevenção e cuidados com a saúde, abriu espaço para orientação à população que circulou pela Estação Brás na manhã de 11 de abril. Alterações da comunicação e na fala foram os temas da maior parte das dúvidas respondidas pela fonoaudióloga Michelli Lourenço Rubinick, voluntária no evento. Ao meio-dia, uma apresentação do Fonovoice emocionou o público presente. Desde abril, o CRFa. 2ª Região/SP conta com o trabalho do MAM Meio Ambiente Melhor, grupo criado para promover a conscientização de funcionários e de conselheiros quanto ao uso racional de recursos naturais, como água e energia elétrica, além de incentivar a reciclagem de materiais. Formado pelos funcionários Celso Santos, Cibele Siqueira, Renata Megale, Roberta Hormain e Valéria Nascimento, o grupo vem implantando medidas que visam reduzir o uso de água, de energia e de papel. Acreditamos que, com a criação do MAM, o Conselho cumpre mais uma ação de responsabilidade social e de preservação do meio ambiente. Conselho apóia Seminário Popular O CRFa. 2ª Região/SP apoiou o I Seminário Popular, Social e Comunitário de Saúde Vila Ema, Vila Heloisa, Parque São Lucas e região, na capital Paulista. Organizado por integrantes do Conselho Municipal de Saúde, o encontro marcou a necessidade da melhoria da oferta de atendimento na área. Precisamos de mais UBS na região, reivindicou José da Guia Pereira, organizador do seminário e presidente da ONG Espaço Mamberti de Cultura. Fonoaudiólogos discutem Saúde Vocal do Trabalhador Estratégias a serem adotadas pelo CRFa. 2ª Região/SP para contribuir com a regulamentação e implementação da Lei Estadual No /01 que Cria o Programa Estadual de Saúde Vocal do Professor da Rede Estadual de Ensino foram abordadas durante encontro realizado no dia 16 de maio. A reunião teve a presença das fonoaudiólogas Cláudia Taccolini Manzoni, Fabiana C. Zambon, Léslie Piccolotto Ferreira, Márcia Tiveron de Souza, Susana P. P. Giannini e Thelma M. Thomé de Souza; das conselheiras Cláudia S. P. Cassavia e Maria Cristina Biz e da assessora Cibele Siqueira. O grupo elencou vários aspectos relacionados ao tema e também julgou importante ampliar o enfoque da questão, ao considerar a atuação fonoaudiológica sob a perspectiva da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e não ligada apenas à saúde vocal do professor. Outro aspecto deliberado foi a necessidade do CRFa. buscar parceiros para atuar na questão, dentre eles Sindicatos dos Professores, APEOESP, Coordenadores da Rede Nacional de Saúde do Trabalhador (Renast) e fonoaudiólogos inseridos na rede estadual de Saúde do Trabalhador. Fnepas discute integralidade na atenção à saúde A Faculdade Santa Marcelina, na capital paulista, foi palco da Oficina Regional da Grande São Paulo do Fnepas (Fórum Nacional de Educação das Profissões da Área da Saúde), no dia 26 de abril. Integralidade na formação e nas práticas em Saúde: estratégias para integrar ensino, gestão, serviços e usuários na Grande São Paulo, foi o principal tema do encontro. A oficina teve duas mesas redondas, que abordaram Integração ensino-serviço nas redes municipais de saúde e A formação para o trabalho em equipe. O Fnepas foi criado em 2004 com o objetivo de contribuir para o processo de mudança da graduação a partir de uma concepção de integralidade na atenção e na formação em saúde. Reúne representantes das instituições de ensino das 14 profissões da área, além de representantes do controle social. O encontro reuniu 238 participantes. Entre eles, estavam os fonoaudiólogos Andrea Bonamigo, representando a instituição de ensino onde atua, e Paulo Melo e Cláudia Cassavia, em nome do CRFa. 2ª Região/SP. Para mais informações sobre o Fórum e sobre os resultados da oficina, acesse Marília inaugura espaço de eventos Brasileira é presidente da ISA A fonoaudióloga Iêda Chaves Pacheco Russo, professora titular da PUC-SP e adjunto da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e vicepresidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, assumiu a presidência da International Society of Audiology (ISA) durante o XXIX Congresso Internacional de Audiologia, realizado entre 8 e 12 de junho em Hong Kong. Ela é a primeira brasileira a presidir a entidade, criada há 50 anos com o objetivo de facilitar o conhecimento, a proteção e a reabilitação da audição. Iêda era vice-presidente da entidade desde 2006 e há dez anos integrava o comitê executivo. Divulgação A Delegacia Regional de Marília inaugurou no dia 8 de maio seu novo espaço de eventos com a realização da palestra Gagueira infantil, ministrada pela fonoaudióloga Cristiane Moço Canhetti, docente da Faculdade de Fonoaudiologia da UNESP. O evento fez parte da programação do Happy Hour cultural e contou com a presença de profissionais da cidade e de municípios vizinhos, como Quatá, Paraguaçu Paulista, Bauru, Pompéia, Lutécia, Vera Cruz, Garça e Álvaro de Carvalho. Elisiario Couto/Insert Seminário aborda atendimento de deficientes auditivos Indicadores de qualidade nos serviços de saúde auditiva do SUS foi o tema do II Seminário Científico Políticas Públicas em Saúde Auditiva promovido pelo Centro de Pesquisas Audiológicas do Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais (CPA-HRAC) e pelo Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP. O encontro foi realizado na cidade paulista entre 8 e 9 de maio. O presidente do CRFa. 2ª Região, Paulo Eduardo Damasceno Melo, e a conselheira Maria Cristina Pedro Biz, presidente da Comissão de Legislação e Normas, representaram a entidade no evento que discutiu ações que possam contribuir para o aprimoramento do atendimento aos deficientes auditivos. Um dos focos de discussão foi a identificação dos fatores que contribuem para um atendimento de qualidade, com o objetivo de nortear a definição de metas do serviço, contribuindo para o desenvolvimento e a organização de programas de diagnóstico e intervenção

14 Notas Cartas O VII Simpósio Sul-americano Smile Train sobre Fissuras Lábio Palatinas reuniu, nos dias 25 e 26 de abril, em Campinas, grandes cirurgiões da especialidade. Entre eles, a indiana Jyotsna Murthy, considerada a maior autoridade em fissura lábio palatina do Oriente; o sul-africano Anil Madaree, referência em casos de pacientes com grande deformidade facial, e o sueco Governo cria Secretaria Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência Divulgação Sob o comando da fisiatra Linamara Rizzo Battistella, Diretora Executiva da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas e professora da Faculdade de Medicina da USP, foi criada, em março, a Secretaria Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. A médica anunciou que pretende contar com ampla participação das pessoas Sobrapar reúne especialistas em Fissura Lábio Palatina Jan Lilja, presidente da Associação Sueca de Cirurgia Plástica e dirigente de um dos principais jornais europeus científicos da área. O cirurgião plástico norte-americano Eduardo D. Rodriguez, um dos principais especialistas em reconstrução de face, abordou suas pesquisas pioneiras de transplante de face em macacos. O com deficiência por meio do Conselho Estadual para Assuntos das Pessoas Portadoras de Deficiência (CEAPPD), que ajudou a fundar e com o qual pretende implementar e sedimentar ações que visem assegurar a cidadania e a inclusão das pessoas com deficiência. Várias ações já estão em andamento, como a qualificação profissional de médicos e profissionais de educação para atendimento desta população específica. evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial (Sobrapar), também contou com a presença de médicos brasileiros com experiência de tratamento e de pesquisadores com células-tronco. Durante o simpósio, foi realizado o IV Workshop dos Serviços de Fissuras Lábio Palatinas, que contou com representantes de 23 centros de referência em tratamento do Brasil. Educação O simpósio promovido pelo conselho no dia 29 de março foi muito importante. Foram levantados diversos questionamentos sobre a Fonoaudiologia na educação, que esclareceram minhas dúvidas. Agradeço ao conselho por este evento. Daiane Schultz Planos de Saúde Prezados Colegas do CRFa., Andei lendo à respeito dos planos de saúde, andei refletindo sobre as questões apontadas pelo CRFa. da 6 Região, e venho mostrar meu apoio aos colegas e concordar com os pontos em pauta! Acredito que as lutas que meus colegas travaram no passado não devem ser esquecidas. Como os heróis que sofreram na ditadura pelo direito das eleições diretas, não podemos nos esquecer das lutas pela autonomia profissional do Fonoaudiólogo. Todos sabemos que não há como reduzir números de sessões fonoaudiológicas. Imagine um paciente de linguagem, que necessita de um acompanhamento maior para um trabalho mais bem sucedido... Se estas sessões forem reduzidas e o fonoaudiólogo não conseguir que a família seja excelente colaboradora, o desempenho do Fonoaudiólogo ficará ameaçado, e quem sofrerá as conseqüências é o paciente! Etanol é destaque da Produção Mais Limpa Priscila Haydée de Souza O uso do etanol, combustível biodegradável, mais limpo e, portanto, mais saudável, foi o principal tema discutido durante a 7ª Conferência Municipal de Produção Mais Limpa, realizada em 21 de maio, no Anhembi, em São Paulo. No encontro, que reuniu representantes dos diversos setores da sociedade, discutiu-se, entre outras questões, o fato de o uso do etanol como combustível reduzir em 90% a presença de material particulado no ar, não conter enxofre, responsável pela chuva ácida, e diminuir em mais de 80% as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global. Os participantes do evento iniciativa do médico e vereador Gilberto Natalini, à esquerda na foto com os convidados da mesa também comentaram a importância da produção do combustível para as áreas social e econômica. O CRFa. 2ª Região/SP foi representado pelas conselheiras Carolina Fanaro da Costa Damato e Andréa Soares Silva. Divulgação CLAS SIFICADOS Celia Torres de Oliveira (CRFa /T1R) comunica a perda do CD do programa Board Maker para Windows, com registro do software nº desde Vendo Cabine audiométrica Vibrasom VSA 40, 90x9, usada (11) Status e prestígio Tenha seu consultrio em casa de alto padrão com excelente localização e qualidade de serviços. Salas para cursos e palestras, amplo estacionamento, internet wireless. (11) Alugo Salas por hora/período/integral com toda infra-estrutura (secretária, telefone, faxina), região Metrô Santa Cruz. Informações: (11) , com Marilisa após 13h. EXTRAVIOS Veja a lista de fonoaudiólogos que perderam carimbos e cédulas Carimbo Luely Costa Canton Maciel Renata Abrão CÉDULA Andréia Zeppelin Lilian Cristina Corrêa Ligia Reis Bolognato Ribeiro Maria de Fátima N. Mirassol CARIMBO E CÉDULA Alessandra Sampaio Ferreira Marcelle Fernanda C. Antunes Michele Fernanda C. Antunes 26 27

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