PROGRAMA RADIOFÔNICO INFANTIL

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1 PROGRAMA RADIOFÔNICO INFANTIL A FORMAÇÃO DO LEITOR E O PROTAGONISMO INFANTO-JUVENIL ATRAVÉS DO RÁDIO Área de implantação: Rádio comunidade Friburgo 104,9FM Responsável: Fernanda de Azevedo milanez Telefone: (022) Blog: canteeconteoutravez.blogspot.com Rádio Comunidade Friburgo - Entidade civil sem fins lucrativos CNPJ / Outorga ANATEL pelo Ato nº de 02/02/2005 DOU 03/02/2005 Rua João Heringer, 575 Sala 101 Braunes Nova Friburgo RJ Tel:

2 HISTÓRICO 1999 O Programa radiofônico é criado e entra no ar duas vezes por semana, apresentado por uma criança e um adulto Recebe prêmio da UNESCO Sonhadores do Milênio VISÃO GERAL 2001 Realiza 1º Capacitação de educadores usando a linguagem radiofônica No congresso da OMEP / RJ, 2002 Recebe apoio da FASE- SAAP / RJ para a compra de equipamentos e realização de oficinas nas escolas de Nova Friburgo Recebe a 1ª colocação no prêmio da FUNDAÇÃO NACIONAL DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL (FNLIJ) 2004 Selecionado entre os 10 melhores projetos entre 280 propostas culturais do Estado do RJ - PRÊMIO CULTURA NOTA 10 PROGRAMA CANTE E CONTE OUTRA VEZ 2005 Capacitação de alunos/as de escolas particulares na linguagem radiofônica Planejamento e reestruturação do programa após a catástrofe climática da região serrana 2006 Montagem equipes mirins para a produção de programas, vinhetas, campanhas Realização de oficinas de roteiro e produção de programa com crianças e adolescentes Captação de novos parceiros e apoios locais para viabilizar a produção e gravação dos programas 2009 Recebe o prêmio RIO SÓCIO CULTURAL pelo projeto LIRO FALADO NO RÁDIO e faz gravações de programas para audiotecas 2012/2013/2014 Retorno do programa duas vezes por semana, com a meta de ser diário. JUSTIFICATIVA 2

3 A programação radiofônica para crianças já foi bastante intensa. Segundo pesquisas, na década de 30, Monteiro Lobato e Orígenes Lessa marcaram presença na Rádio Sociedade Record, realizando palestras e lendo suas obras na Hora Infantil, um programa de auditório comandado por Joaquim Carlos Nobre, com histórias, canções e perguntas "de cunho educativo". Érico Veríssimo, em Porto Alegre, chegou mesmo a ter um notável programa, inteiramente seu, contando histórias para as crianças no auditório da Rádio Farroupilha. Em 1932, Mary Buarque criou o Pequenópolis. Ali participavam artistas precoces que cantavam e recitavam versos de grandes poetas brasileiros. No comando estava Moacyr Vaz Guimarães, que tinha sete anos. Saltando para a década de 1980, notas esparsas apontam apenas os programas existentes na grade de emissoras educativas, como João e Maria, o Maestro e a Música, transmitidos pela Rádio MEC/Rio, Quem Conta um Conto, Saci Pererê, Semente- Menino, produzidos na Rádio Cultura. Por volta da metade do século passado, a televisão, através de seus desenhos animados e novelas, o rádio, com uma vasta história de programação para a infância e também o cinema, foram fundamentais para ampliar, transformar, enriquecer ou (e principalmente) empobrecer a experiência de vida das pessoas, em especial das crianças. Nesse sentido, estas (e outras) mídias vem se apresentando como veículos de manifestação e produção de cultura e de ideologias. Para o público infantil especificamente, em termos de comunicação, entretenimento e produção cultural o que vem acontecendo na atualidade é uma repetição das experiências com que vivem também os adultos: exposição excessiva ao veículo televisivo possibilitando pouca interferência em termos de participação e reflexão, levando as crianças a condutas repetitivas, consumistas e principalmente pouco críticas. Além disso, quando não está na escola, a criança nem sempre é estimulada a ler seja em casa e menos ainda em visita a uma biblioteca pública. Neste sentido, apresentamos o programa de rádio como uma alternativa ao ambiente estático e fechado de uma sala de TV, uma vez que se pode ouvir rádio no quintal, no play, no carro, na praça, e ele principalmente, favorece a realização de atividades simultâneas, como usar seus brinquedos, desenhar, estudar, conversar e principalmente PARTICIPAR. Avaliamos então, que ao propor a linguagem radiofônica, experimentávamos uma participação ativa das crianças, com a possibilidade de contribuir na ampliação do acervo 3

4 literário delas e, sobretudo promover a divulgação de lançamentos e novidades literárias em parceria com suas famílias, escolas e creches. OBJETIVOS 1. Promover a ampliação do uso pelas crianças, da Biblioteca Pública infantil da cidade e a consequente ampliação do acervo de leitores infanto-juvenis: 2. Atuar na ampliação do protagonismo juvenil, apoiando e capacitando para a produção e apresentação dos programas, produção das pautas, seleção dos livros e textos, contatando editoras e livrarias; 3. Fomentar nos educadores o interesse para o uso de outras mídias em sala de aula, especialmente o rádio, na produção de oficinas radiofônicas, de murais literários e outros espaços extraclasse, com foco na formação do leitor; METODOLOGIA PRODUZINDO O PROGRAMA: Antes de entrar no ar, nos reunimos com as crianças presentes para definirmos sobre as histórias que serão selecionadas. O material é apresentado: o que as crianças trouxeram e o que o programa selecionou, de seu acervo de 400 livros de literatura infanto-juvenil. Cada participante faz e defende a sua escolha, explicando sua decisão entre os livros e CDs. Consideramos importante garantir este momento, mesmo que aconteçam escolhas repetidas, uma vez que entendemos que é neste momento em que a singularidade de cada um é garantida e expressa por eles. Apesar disso, um dos nossos combinados é que a escolha de pelo menos DUAS das seis histórias selecionadas por programa sejam desconhecidas de todos (ou da maioria), como forma de possibilitar a ampliação de repertório e aguçar a curiosidade literária. As crianças são convidadas a participar durante o próprio programa e por chamadas através das vinhetas transmitidas ao longo da programação da emissora, diariamente. Caso não haja contato delas pela rádio para aquele programa, convidamos crianças da vizinhança da rádio, crianças participantes das oficinas radiofônicas realizadas em escolas públicas, crianças frequentadoras da biblioteca municipal. APRESENTANDO PROGRAMA: Com duração de 30 minutos, o programa entra no ar com a participação de crianças ao vivo na apresentação; nas entrevistas e na participação 4

5 espontânea, via telefonema. A leitura de histórias no ar, valorizando textos de autores consagrados de todos os tempos e entre elas, música infantil de qualidade possibilita a ampliação da imaginação e da criatividade tanto dos leitores mirins, quanto dos ouvintes. Consideramos esta oportunidade bastante enriquecedora, especialmente por garantir a expressão de cada um, reconhecida através de seu jeito pessoal de contar ou de ler, valorizando a espontaneidade e ludicidade especialmente compondo uma programação apresentada e produzida por crianças e adolescentes. CONTEÚDOS DO PROGRAMA: os TEMAS deste trabalho apresentam os contos de fadas, lendas, fábulas, mitologia, trovas, verso, poesias e toda vasta literatura de qualidade; A PARTICIPAÇÃO se dá através de ligações para o programa, de cartas e de entrevistas; onde as (os) ouvintes relatam suas relações com as histórias ou com a falta delas. É possível reconta-las no ar, relembrando momentos agradáveis da infância. Nos INTERVALOS são apresentadas dicas e indicações de livros e CDs em lançamento. Divulga-se serviços comunitários (amamentação, Conselho Tutelar...) e incentiva-se a denuncia de maus - tratos e violência sexual. AVALIAÇÃO 1. A Biblioteca Pública da cidade reconhece o aumento de visitas de crianças no espaço infantil, o que indica uma ampliação no hábito de leitura. Os empréstimos aumentaram apesar de não terem uma estatística oficial sobre os números. Todo material de divulgação do programa deixado naquele espaço é rapidamente consumido; 2. O programa vem sendo apresentado nos últimos cinco anos por adolescentes e jovens que ouviam regularmente a programação infantil quando eram crianças. Toda produção, pauta e apresentação é feita por esse grupo, que se reveza na continuidade deste projeto. Esta movimentação aponta para a conquista da autonomia e formação de novos talentos. 3. Existe atualmente um programa da Secretaria Municipal de Educação, que oferece no contraturno escolar diversas atividades culturais. Uma delas, fomentada por educadores que participaram das oficinas realizadas pelo programa infantil, é a 5

6 oficina de Rádio-Escola, hoje com adesão de 17 escolas, que produzem programas de rádio para e com seus alunos. 4. VISIBILIDADE Com quinze anos de programa no ar, há vasto material divulgado na mídia impressa (local e nacional): reportagens em TV, jornal impresso e revistas; 5. ACERVO LITERÁRIO obras de literatura infantil e infanto-juvenil; 6. EQUIPAMENTOS E MATERIAIS - 3 MDs; 95 programas gravados, 2 DVDs de divulgação; PRÊMIOS Sonhadores do Milênium - UNESCO (2000), FNLIJ Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil(2003), Secretaria Estadual de Cultura RJ PRÊMIO CULTURA NOTA 10 (2004) e RIO SÓCIO CULTURAL (2009). Fernanda Milanez 6

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