FORMAÇÃO. Quem é Quem na. Saiba como escolher a formação ideal para a sua carreira

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1 ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO ECONÓMICO Nº 5793 DE 4 DE NOVEMBRO DE 2013 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Quem é Quem na FORMAÇÃO ÍNDICE Cursos para progredir ou para mudar de carreira PÁGINA 2/3 Bruno Barbosa Saiba como escolher a formação ideal para a sua carreira A oferta das escolas é muito diversificada. Só tem de traçar o seu objectivo profissional. Universidades invadidas por alunos internacionais PÁGINA 4/5 O admirável mundo novo dos cursos online PÁGINA 6/7 Generalização dos MOOC é inevitável PÁGINA 8/9 CARLA CASTRO Se tem uma licenciatura e quer adquirir novos conhecimentos e competências para valorizar a sua carreira, já que tem uma vida profissional activa, as universidades por todo o país apresentam-lhe uma oferta diversificada. Depende se quer simplesmente fazer um refresh, reorientar a carreira ou dar um salto e preparar-se para assumir um qualquer desafio de liderança. As opções de cursos à escolha são muitas: mestrados executivos, MBA, pós-graduação, curso de formação de executivos ou até um curso livre,de curta duração, que pode ser frequentado apenas no Verão. O que Bolonha fez foi precisamente permitir conquistar competências e adquirir novos conhecimentos em qualquer fase da vida sem que necessariamente se tenha que voltar atrás, diz Daniel Traça, director adjunto da Nova SBE. As faculdades defendem que os mestrados de Bolonha não são a opção ideal para quem já tem alguma carreira, uma vez que foram pensados para os recém-licenciados jovens que querem aprofundar conhecimentos antes de entrarem no mercado de trabalho. O aluno típico de mestrado tem uma idade média de 22 anos, terminou a licenciatura há menos de dois anos e tem no máximo dois anos de experiência profissional, explica Francisco Veloso, director da Católica-Lisbon SBE. Os mestrados são tendencialmente escolhidos por estudantes a tempo inteiro, tendo em vista uma valorização do seu percurso escolar, reforça José Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto. Tirar uma nova licenciatura também não faz sentido para quem já é licenciado e tem uma vida profissional, a não ser que queira enveredar por outra área de conhecimento muito diferente, defende Luís Reto, reitor do ISC- TE-IUL. O retorno seria desadequado às expectativas do candidato e não só no que diz respeito ao conteúdo e às disciplinas, mas também relativamente ao ambiente de estudo e à rede de contactos que é expectável que estabeleça, acrescenta Daniel Traça. Escolas apostam no empreendedorismo PÁGINA 10/11 Empregabilidade já influencia escolha do curso PÁGINA 12/13 PUB

2 II Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO FRANCISCO VELOSO Director da Católica-Lisbon SBE Bolonha introduziu a mobilidade O Processo de Bolonha veio introduzir a componente da mobilidade no ensino superior em Portugal e em toda a Europa, sobretudo no contexto dos mestrados. Assistimos à criação de programas altamente internacionais, com currículos adaptados ao mercado global, lecionados por um corpo docente internacional e dirigidos a alunos com diferentes backgrounds e nacionalidades. Esta forte presença de professores e estudantes internacionais de elevado nível é hoje a realidade da Católica-Lisbon. Assim, experimentamos um aumento significativo da procura dos programas de mestrado por parte de diplomados de áreas diferentes de gestão ou economia. Temos cada vez mais candidatos que provêm de áreas científicas diversas e tão distantes como: ciências da saúde, ciências sociais, engenharia, entre outras. Por outro lado, recebemos candidatos de diversas faculdades do nosso país. É crescente a mobilidade nacional, sendo que recebemos alunos de várias instituições de ensino em Lisboa e também do Porto, Coimbra, etc. No que diz respeito à mobilidade internacional, temos verificado uma procura significativamente crescente por parte de candidatos internacionais. No último ano, as candidaturas internacionais aumentaram em quase 60%. Consequentemente, registamos um aumento de 40% no que diz respeito a alunos internacionais matriculados no programa. Assim, cerca de metade dos alunos em sala são internacionais e representam mais de 20 nacionalidades diferentes. É com esta a diversidade que os nossos alunos se encontram diariamente, o que contribui para o seu enriquecimento pessoal, e desenvolve as competências necessárias para que saibam interagir a nível global e criarem valor às empresas e instituições que integram quando ingressam no mercado de trabalho. Defina o seu objectivo profissional e escolha o curso e a universidade que melhor se adaptam à orientação que quer dar à sua carreira. Dar um salto na carreira ou fazer um refresh? Tudo depende do seu perfil e objectivo profissional. A oferta é muita. CARLA CASTRO Se tem uma actividade profissional e quer adquirir novos conhecimentos e competências, fazer um refresh, reorientar a carreira ou dar um salto e preparar-se para assumir um desafio de liderança, tem muitas opções de cursos à escolha. Tem de delinear o seu objectivo, procurar e escolher porque variedade é o que não falta no mercado. As universidades têm aumentado muito a oferta deste tipo de programas de formação. A rede de contactos que se cria é outro aspecto essencial deste regresso à universidade. Depende da dedicação e empenho com que está no curso, do período de tempo em que quer frequentar as aulas, do grau que quer obter, uma vez que nalguns casos é possível a equivalência ao grau de mestrado. Se optar por uma pós-graduação é um programa de formação avançada mais curto com foco essencialmente profissional. A preocupação com as componentes académicas e de investigação é menos relevante face ao enfoque na especialização dos temas abordados e na sua aplicação prática. Licenciatura pré-bolonha Para quem tem uma licenciatura pré-bolonha obter a equivalência ao mestrado depende de caso para caso e até da escola em questão. A equivalência pode depender apenas da realização de uma tese e frequência de algumas disciplinas do mestrado até à obrigatoriedade da realização do programa completo de mestrado. Tem a ver com a adequação do percurso escolar e profissional ao programa de mestrado a que o candidato se propõe. Contudo, em algumas faculdades, como a Nova SBE ou a Católica- -Lisbon SBE, não é de todo possível obter a equivalência. O que os candidatos podem é fazer um MBA ou mestrado executivo que poderá dar acesso ao grau de mestre. Um MBA, um mestrado executivo ou uma pós-graduação? Já o MBA leva mais tempo a concluir e destina-se a profissionais que pretendem empenhar-se num processo intenso de transformação pessoal, com o intuito de aumentar as suas responsabilidades hierárquicas e preparar para papéis de liderança. Espera-se que o público do MBA tenha uma sólida experiência profissional. O objectivo é alavancar uma progressão na carreira. Os mestrados executivos são focados na mais valia profissional, sem descurar a componente académica. Servem de instrumento de valorização dos conhecimentos e competências de cada participante, susceptíveis de serem transferidas de imediato para a qualidade do desempenho e na resposta a desafios mais complexos nas áreas de actividade profissional desenvolvidas. Dirigem-se a empresários, gestores e quadros que pretendem obter um desenvolvimento sistemático de competências de liderança ou marketing orientadas para a criação de valor nas empresas. Os mestrados executivos permitem conciliar a participação no curso com a vida

3 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico III pessoal e familiar e têm uma ideia clara da área de competências que querem desenvolver. Existe outra opção que é um curso de formação de executivos e que pode ser aberto ou fechado para os colaboradores de uma empresa. Existem destes cursos para a alta direcção de empresas, para quadros intermédios e quadros mais jovens e para diferentes sectores de actividade. Muitas vezes são pessoas de áreas como engenharia, ciências sociais, saúde, etc. que pretendem sair das suas áreas técnicas e desenvolver competências de gestão mais abrangentes. E depois ainda existem os cursos livres de várias áreas científicas desde línguas a uma infinidade de especializações. São curtos e podem decorrer, por exemplo, apenas no Verão. Conclusão, se tem um perfil de vida profissional activa, só no caso de querer mudar completamente de área é que se justificará fazer um mestrado ou mesmo uma licenciatura. Mas aí tem de contar que precisa de ter uma grande dose de dedicação e, se estiver a trabalhar, procurar o que existe de licenciaturas e mestrados em horário pós-laboral. Ian Waldie/Bloomberg Alunos rumam cada vez mais às universidades estrangeiras Universidades enviam para fora e recebem cada vez mais alunos de dezenas de nacionalidades. Pode dizer-se que a grande conquista de Bolonha foi a mobilidade aos vários níveis: os aluno mudam de país durante o curso, terminam a licenciatura e vão fazer o mestrado noutra faculdade e se quiserem podem fazer o mestrado numa área totalmente diferente da da licenciatura. Tudo isso não era possível antes de Bolonha. Era preciso voltar atrás, ao 1º ano da licenciatura para mudar de área, mudar de faculdade era uma dor de cabeça e ir para fora do país estudar não era prática comum como é actualmente. De ano para ano aumenta o número de alunos universitários que vão estudar para o estrangeiro durante o seu período de estudos, seja através do Programa Erasmus ou de outros similares. O mesmo se passa no sentido inverso, cada vez mais estudantes estrangeiros e de dezenas de nacionalidades, incluindo as menos óbvias, como chineses ou indianos, vêm estudar para Portugal. O grau de internacionalização das universidades, em minha opinião, é o principal reflexo da evolução registada no ensino superior português na última década, defende José Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto. E internacionalização no caso do ensino superior significa ser capaz de atrair estudantes, docentes e investigadores estrangeiros bem como ter capacidade para promover a mobilidade da comunidade académica, para participar em projectos internacionais de investigação, para integrar redes globais de intercâmbio de conhecimento, para concorrer a programas de financiamento comunitários e extracomunitários, para desenvolver actividades de I&D com projecção na comunidade científica mundial, acrescenta José Marques dos Santos. João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, resume a ideia: o ensino superior português atingiu um nível internacional graças às suas melhores universidades com capacidade para se compararem bem com grandes universidades europeias. Provas disso mesmo são, por um lado, as presenças das universidades portuguesas que aumentam nos rankings internacionais e a chegada de cada vez mais alunos estrangeiros a Portugal para completar os seus estudos superiores, fazendo aumentar também o número de aulas leccionadas em inglês. Portugal pelo seu clima, estilo de vida e qualidade académica apresenta vantagens competitivas muito importantes no mercado global do ensino superior, defende Daniel Traça, director adjunto da Nova SBE. C.C. Preços variam muito Com o tecto máximo do preço da propina pública fixado pelo Governo (1065,72 euros), sobra às universidades os mestrados erestanteofertapós- -graduada para aplicarem as regras de mercado e cobrarem livremente. E o prestígio da escola conta muito na hora de definir o preço dos cursos. Ou seja, nas universidades mais conceituadas e com presença nos rankings internacionais pode esperar pagar mais. As faculdades alegam que o retorno em termos de credibilidade e empregabilidade compensa o investimento. Por exemplo, um mestrado pré-experiência (dois anos de programa) pode custar cerca de euros ou chegar a perto de euros. Um MBA pode custar euros anuais ou 35 mil euros, neste caso o programa completo. EDITORIAL MADALENA QUEIRÓS Já alguma vez pensou estudar em Harvard? A terceira revolução da leitura levou à criação de um novo leitor que read - wright - post. No ensino superior a revolução chama-se MOOC. Os Massive Open Online Courses permitem ter acesso grátis a aulas e cursos das melhores universidades do Mundo. Harvard, Cambridge, MIT e Oxford estão a investir milhões nestas plataformas essenciais para as instituições que querem internacionalizar-se. Sem estas ferramentas dificilmente os países poderão transformar o ensino superior numa indústria exportadora. Se nos EUA as universidades apostam em força nestes cursos, na Europa apenas um terço das escolas sabem do que se fala quando se refere o termo MOOC. Em Portugal, lentamente, algumas instituições prepara- -se para lançar estes cursos online. Quem não o fizer rapidamente ficará para trás na batalha pela captação de alunos internacionais. Recentemente, o portal Universia criou um instrumento, a Miríada X, onde as instituições de ensino superior do espaço ibero-americano podem colocar cursos online. O objectivo é concorrer com o Coursera e a edx, a plataforma lançada por Harvard e MIT. São cursos que permitem aceder a educação de alta qualidade, à distância de um clique e permitem ir longe, sem sair da casa, como escreve a Veja numa reportagem dedicada aos MOOC que foi capa da revista brasileira, há duas semanas. Neste momento, já há 500 cursos disponíveis na internet. É só escolher. E quem sabe, talvez seja o curso que pode vir a mudar a sua vida. Neste suplemento especial revelamos o que deve ter em conta na hora de escolher uma formação. Tudo vai depender do seu projecto de carreira. Mostramos também como a internacionalização, que permite ter alunos de todo o mundo numa sala de aula, e o empreendedorismo são duas das tendências de futuro do ensino superior.

4 IV Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO Universidades invadidas por alunos Portugal reforça papel de importador de alunos. Brasil, Alemanha, China, Angola, Moçambique, Cabo-Verde e São Tomé. Estes são apenas alguns dos países de origem dos estudantes internacionais que estão a vir para Portugal. Os indicadores revelam que, por exemplo, no ISCTE o número de estudantes Erasmus cresceu cerca de 300% nos últimos doze anos. Neste momento esta escola tem alunos vindos dos quatro cantos do mundo. Um em cada cinco nas salas de aula já vem de outras paragens. Em termos absolutos se tivermos em conta apenas o programa Erasmus, a Universidade de Coimbra foi a que recebeu mais estudantes europeus (700), seguida da Universidade do Porto. Mas é a universidade da invicta a que tem um maior número de estudantes estrangeiros (3.465). No ano passado, as universidades e politécnicos portugueses receberam estudantes com bolsas Erasmus, o que correspondeu a uma subida de 8,7% em relação ao ano anterior. De acordo com os indicadores da Comissão Europeia, o número de estudantes portugueses que foram para o estrangeiro também Portugal importou estudantes estrangeiros ao abrigo do Erasmus Portugal exportou estudantes para as universidades do espaço europeu Nos últimos 12 anos, Portugal recebeu estudantes europeus do Erasmus. cresceu em 2011/2012, mas apenas 7,7% para os Mas a vocação de país importador de alunos continua a ganhar peso. Se há dez anos, Portugal recebia tantos estudantes como aqueles que enviava, hoje a realidade inverteu-se e já importamos mais. Feitas as contas ao programa Erasmus, nos últimos 12 anos, saíram de Portugal estudantes e entraram alunos. Espanha continua a ser o país que mais envia estudantes para Portugal, seguido da Polónia, Itália, Alemanha e, depois, da Turquia. Também, o principal destino dos estudantes portugueses é Espanha, seguido de Itália, Polónia e República Checa. Em 2011/2012, a França deixou o top five para deixar entrar a Alemanha. M.Q. A brasileira Jana Gonçalves Zappe, a libanesa Aimêe Aoun, a alemã Britta Ziebell, o chinês Li Zongyuan e o norte-americano Jonatham Bricker são alguns dos alunos estrangeiros do ISCTE-IUL. Aulas mais internacionais A beleza da cidade de Lisboa e o facto do tempo ser muito melhor que na Alemanha foram os factores decisivos que levaram a alemã Britta Ziebell a optar por passar um semestre no curso de Gestão no ISCTE-IUL. Sempre teve o sonho de estudar no estrangeiro. As referências da qualidade de ensino dadas por amigos portugueses trouxeram-na a Lisboa. Vive perto do Marquês de 26 Pombal e diz que o custo de vida em Portugal é Com 26 anos, semelhante ao da Alemanha, mas as propinas lá são a alemã Britta mais baixas. Gosta da metodologia de ensino que é Ziebell está a muito parecida com a da sua universidade de origem na estudar no 3º ano Alemanha, a HS Koblenz. Mas reconhece que as aulas de Gestão aqui são mais internacionais porque são dadas em do ISCTE. inglês. Pensa em construir uma carreira internacional. Portugal está fora das hipóteses porque a situação económica torna difícil conseguir um emprego depois de se licenciar. Estudante de Marketing, gostava de trabalhar numa multinacional como a BMW. Mas como reconhece que é difícil chegar a esta empresa, vai tentar um das muitas grandes empresas sediadas na Alemanha. M.Q. A libanesa que se apaixonou por Portugal A situação económica em Portugal é muito melhor que no Líbano. Quando vejo as pessoas a queixaram-se penso que no meu país é muito pior. Aimêe Aoun veio do Líbano e está a frequentar o mestrado em Serviço Social para famílias em risco através do programa Erasmus Mundus, coordenado pelo ISCTE, que tem como objectivo atrair alunos de fora da União Europeia. Tem uma bolsa europeia de mil euros por mês para as despesas do dia-a- -dia para além de apoio para as viagens e para o pagamento de propinas.encontrou uma metodologia de ensino completamente diferente e com uma carga horária muito superior à que tinha na Lebanese American

5 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico V internacionais OPINIÃO University de onde veio. Outra novidade são os estágios durante o curso. Já esteve na Santa Casa da Misericórdia e em breve estará noutra instituição. 23 Com23anos, a libanesa Aimêe Aoun está a frequentar o mestrado em Serviço Social. Gostava de ficar a trabalhar um país europeu e admite escolher Portugal. Encontrou um custo de vida mais barato, em muitas coisas. E está rendida a Portugal. É um país tão bonito, com tantas coisas para ver e que é muito pouco conhecido no Líbano. Adoro Portugal. Os portugueses são muito disponíveis. M.Q. Paula Nunes O fascínio pela história Os tesouros arqueológicos no subsolo de Lisboa foram uma das descobertas mais surpreendentes da brasileira Jana Gonçalves Zappel. Está fascinada com a antiguidade do país comparada com o Brasil que é um país muito mais jovem. Com 35 anos, vai estar seis meses em Portugal ao abrigo do programa doutoramento sandwich em 35 Com 35 anos, a brasileira Jana Gonçalves Zappe frequenta o doutoramento em Psicologia. Psicologia. Um programa apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (CAPES) que financia a sua formação. Vai passar um semestre a frequentar algumas disciplinas no programa do ISCTE-IUL, um programa de investigação conjunto. Sentiu-se muito bem acolhida. Considera que o custo de vida é equivalente ao do Brasil. Professora na Universidade Federal no Rio Grande do Sul, encontrou na escola portuguesa uma metodologia de ensino muito semelhante à da sua universidade brasileira. Comportamentos de risco na adolescência é o tema da sua pesquisa. Quando compara os sistemas de apoio social dos dois países conclui que o Brasil está num processo de chegar ao patamar em que está Portugal. M.Q. Um americano em Lisboa O mais surpreende foi o facto das pessoas não estarem sempre com pressa, como nos EUA. Têm tempo para estar umas com as outras. É muito diferente. Este é o retrato de Portugal no olhar do norte- -americano Jonathan Bricker. Com 20 anos, está pela primeira vez num país europeu onde gosta de mergulhar na cultura. Sempre pensou que se iria arrepender 20 Com20anos, o norte-americano Jonathan Bricker está a frequentar uma disciplina no curso de Economia. caso não estudasse no estrangeiro. Pensou na Alemanha ou Irlanda, mas descobriu que a sua Universidade de Massachusetts tinha uma acordo de intercâmbio com o ISCTE e optou por Portugal. Tem uma bolsa que cobre o valor das propinas. O resto das despesas estão por sua conta mas diz que é mais barato viver em Lisboa. A principal diferença na metodologia de ensino é o facto de não haver uma combinação da teoria e da prática nas mesmas aulas. Sente-se um privilegiado, como estudante de Economia, por poder estar a viver num país em austeridade. Não esquece a visão que teve no Terreiro de Paço da chegada dos elementos da troika debaixo de comentários desagradáveis dos portugueses. Para este estudante de Economia a crise portuguesa ainda está para durar. M.Q. O chinês habituado a 12 horas de aulas por dia Menos tempo de aulas. Foi a grande diferença que o estudante chinês Li Zongyuan encontrou no ISCTE-IUL. Estava habituado a ter 12 horas de aulas por dia, cinco dias por semana e muito pouco tempo para dormir. Mas tinha muito menos exames. Cansado do curso de Medicina Legal e Forense que terminou na Xian Jiaotong University, uma das melhores no país, optou por vir para Portugal ao abrigo de um acordo de cooperação que o ISCTE-IUL tem com aquela universidade chinesa onde está a tirar o mestrado em Finanças. A carga horária é muito maior na China e confessa que gosta de ter menos horas de aulas. Está em Portugal há dois meses e deverá estar 25 Com 25 anos, Li Zongyuan está em Portugal ao abrigo de um acordo do ISCTE com a sua escola. mais dois anos. Na China não paga propinas e recebe uma bolsa da instituição de ensino superior que frequenta. Gostava de trabalhar numa empresa ou num banco na Europa. Se a economia melhorar talvez possa ficar em Portugal, diz. Não sabe falar português e acha que é mais difícil de aprender do que o inglês. Veio de um país gigantesco e gosta de Portugal por ser um país pequeno e completamente diferente. M.Q. JOÃO GABRIEL SILVA Reitor da Universidade Coimbra Uma bomba relógio no superior O ensino superior português atingiu na última década um nível internacional, graças às suas melhores universidades, com capacidade para se compararem bem com grandes universidades europeias. A investigação científica assumiu uma posição central. O intercâmbio de docentes, de investigadores e de estudantes atingiu um grande volume e tornou-se rotina. Tornou- -se evidente para quase todos que não estamos a formar pessoas para o espaço português, mas para o mundo, com especial enfoque na Europa e no espaço de língua portuguesa. O trabalho directo com as empresas tornou-se rotina. Uma bomba relógio, pois não só muitos dos nossos jovens brilhantes abandonam o país como o conhecimentos dos professores mais velhos não se transmite. As famílias começaram também a perceber que não basta ter um curso superior, obtido não importa como. Há quase um século que deixou de ser verdade que alguém com um curso superior tem automaticamente acesso a um bom emprego para toda a vida, mas só a recente crise dos professores, e mais recentemente o grande aumento do desemprego jovem, levou a maioria das pessoas a perceber que o diploma só por si nada significa se o diplomado não tiver, de facto, aprendido muito. Só nessa condição ficam ao alcance os bons empregos. Mas a longa crise financeira do Estado português, que nas universidades se começou a sentir a partir de 2005, tem deixado uma perigosa marca. A consequência mais importante é o envelhecimento do corpo docente, pois há cerca de uma década que quase não se contrata no ensino superior. É uma bomba relógio, pois não só muitos dosnossosjovensbrilhantesabandonam o país, como muito do conhecimento dos professoresmaisvelhosnãoteráoportunidade de ser transmitido aos professores mais novos, uma irreparável perda que nos fará recuar decénios.

6 VI Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO LUÍS RETO Reitor do ISCTE-IUL Universidade de hoje é radicalmente diferente O admirável mundo novo dos cursos à distância de um clique Os Massive Open Online Courses (MOOC) permitem frequentar as melhores universidades, sem sair de casa. Costumo dizer que os governantes e a máquina administrativa do Estado não são capazes de legislar de forma adequada sobre o Ensino Superior em Portugal, porque a Universidade de hoje é radicalmente diferente daquelas que eles frequentaram enquanto estudantes. Existe, hoje, mais oferta instalada e muito menos procura. Existe forte concorrência regional, nacional e internacional por estudantes, professores e investigadores. Existe uma qualificação elevada de professores e investigadores. Doutoram-se mais pessoas num ano em Portugal hoje, do que numa década dos anos 80/90. O financiamento do Estado às universidades recuou para níveis de 2000, quando a actividade, em muitos dos casos, duplicou. O grau de internacionalização não tem qualquer comparação com o que existia há uma década, tanto no ensino, como na investigação. Boa parte das universidades públicas tem taxas de internacionalização nos estudantes acima dos 10%. No nosso caso estamos acima dos 16% com uma diversidade de nacionalidade superior a 60 países. O ensino em língua inglesa em algumas áreas e cursos atinge hoje níveis perto dos 100%. O sector foi dos poucos que conseguiu absorver o choque da crise, crescer e internacionalizar-se. Estamos, porém, a chegar ao fim deste ciclo de sucesso basicamente por constrangimentos simultâneos. Níveis de financiamento asfixiantes que impedem a retenção e a captação de quadros de excelência tanto nacionais como internacionais. Por exemplo, o Orçamento da Universidade de Oxford é maior que a dotação do Orçamento de Estado para todas as Universidades públicas. Falta de autonomia a todos os níveis que impede a prática de uma gestão flexível e eficiente, tanto dos recursos humanos como financeiros, ou da captação de estudantes dado que os governantes e a máquina do Estado olham para as Universidades como se estas fossem direcções gerais ou instituto públicos não sujeitas à concorrência internacional. MADALENA QUEIRÓS Já não basta estar bem colocado nos rankings, marcar presença nas feiras internacionais de educação e ter cursos em inglês. Para vencer a corrida da captação de alunos internacionais, as instituições de ensino superior têm que apostar em força nos MOOC. Uma sigla que significa Massive Open Online Courses (MOOC). Uma modalidade que está a ganhar cada vez mais peso nas melhores universidades do mundo. Na prática é uma ferramenta que permite aceder no seu computador, gratuitamente, às aulas dos mais prestigiados professores das melhores escolas, incluindo alguns prémios Nobel. Nalguns casos a frequência destes cursos até lhe pode valer um diploma que pode ser decisivo na hora de conseguir um emprego. Se uma empresa tiver que escolher entre um engenheiro diplomado numa universidade pouco conhecida e um engenheiro com um diploma online de Stanford, qual escolherá?. O responsável pela unidade da Investigação e Inovação da Comissão Europeia, Jean-Claude Burgelman, não tem dúvida que o escolhido será o segundo. Estas novas ferramentas podem também ser instrumentos de recrutamento, sublinha Carlos Correia, pró-reitor da Universidade Nova de Lisboa. Recentemente um dos responsáveis da Google lançou em Stanford um curso de inteligência artificial online. Inscreveram-se cerca de 160 mil alunos em todo o mundo Cerca de 23 mil obtiveram um certificado e destes 200 foram encaminhados para trabalhar na Goggle e na Microsoft. Se nos EUA os MOOC marcam cada vez mais a estratégia das escolas, as universidades europeias têm ainda um longo caminho a percorrer neste mundo digital. Apenas um terço sabe o que significa o termo MOOC, revela um inquérito realizado, recentemente, pela Associação Europeia das Universidades. Universidades como Stanford, MIT e Harvard estão a lançar inúmeros cursos online gratuitos. Só Harvard conseguiu ter mais de meio milhão de estudantes inscritos online, um número que nunca tinha alcançado em 367 anos de história, exemplifica Carlos Cor- reia. O pró-reitor da Universidade Nova de Lisboa (UNL) responsável pelo e-learning sublinha que instrumentos como o Coursera, onde estão disponíveis milhares de cursos, exigem um investimento considerável em tecnologia. Recentemente, Harvard, MIT e Stanford conseguiram captar 60 milhões de euros só para financiar estes projectos. Dificilmente na Europa poderemos competir nesta escala, alerta o responsável pelo Centro de Investigação para as Tecnologias Interactivas (CITI) da UNL. Temos que pensar numa escala diferente, acrescenta. O certo é que ninguém pode ignorar esta ferramenta se pretende constar do mapa-mundo da formação superior. E não há que ter medo que este modelo possa levar ao despedimento de professores É um modelo de ensino complementar. Tal como os computadores não levaram à dispensa de docentes, mas foram integrados na sala de aula, sublinha Carlos Ramos, vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto. Esta escola está a avançar em força com esta tecnologia e prepara-se para lançar um suporte para os alunos do secundário que se pretendem candidatar- -se a esta escola (ver caixa ao lado). A crescente importância da educação digital nos desafios e tendências emergentes foi um dos temas centrais da 4ª conferência Reinventar o Ensino Superior que a IE University promoveu em Madrid. Um debate que trouxe à capital espanhola, no passado dia 8, responsáveis de instituições de ensino superior de todo o mundo para debater o futuro do ensino superior. E as exigências são gigantescos. Uma pedagogia do séc. XIX, professores do séc. XX e alunos do séc. XXI. Como integrar as redes sociais no modelo de ensino actual das universidades? Este é o grande desafio, refere Stavros Xanthopoylos, director-executivo da Fundação Getúlio Vargas online. O que exige a criação de um novo paradigma de ensino. O ensino superior é cada vez mais caro. Além do investimento em campus e bibliotecas, exige um cada vez maior investimento em infra- -estruturas digitais, acrescenta Jo Beal, directora do British Council. Quem não apostar no digital corre o risco de ficar para trás. BrianSnyder / Reuters Mundo rende-se ao digital >>Os portugueses lêem mais tweetts e posts que a média europeia, revela o inquérito sobre leitura apresentado na conferência Os Livros e aleitura:desafiosdaera Digital que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian >> Apenas 10% dos inquiridos em Portugal já leram um ebook o que fica muito aquém dos 60% da média dos inquiridos neste inquérito feitoem16países.

7 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico VII Investimento das universidades em infra-estruturas digitais é tão importante, hoje, como em campus e bibliotecas. OPINIÃO JOÃO DUQUE Presidente do ISEG Crise, Bolonha e exposição internacional A troca de estudantes em massa só acontece quando o ensino é oferecido em inglês. CARLOS RAMOS Vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto Um curso online para ajudar os estudantes do ensino secundário a prepararem-se para fazer as provas específicas de matemática. Esta é uma das ferramentas que o Instituto Politécnico do Porto (IPP) está a desenvolver para ajudar quem pretende candidatar-se ao ensino superior. O vice-presidente do IPP sublinha que essa plataforma digital deverá estar pronta a utilizar no 1º trimestre do próximo ano. Esta escola já está a preparar MOOC para serem utilizados na Plataforma Miríada X. Uma ferramenta lançada pelo Universia e que pretende ser uma comunidade ibero-americano que disponibiliza MOOC para as comunidades que falam português e espanhol. Exemplos do que se faz em Portugal CARLOS CORREIA Pró-reitor da Universidade Nova de Lisboa Um curso sobre perturbações do desenvolvimento infantil organizado pelo Professo Nuno Lobo Antunes vai ser lançado em breve pela Universidade Nova de Lisboa na plataforma Miríada X, a plataforma criada pelo Universia e que pretende pretende ser uma comunidade ibero-americana de cursos online. O segundo conceito que está a ser desenvolvido é o das learning machines. Um projecto que ao estudar a forma como o aluno interage com a plataforma MOOC permite perceber o perfil cognitivo e determinar como se desenvolve o processo de prendizagem, descreve Carlos Correia, pró-reitor da Universidade Nova de Lisboa. A crise, o processo de Bolonha e a exposição internacional das instituições têm sido as principais forças que têm moldado as alterações observadas no ensino superior nas áreas da economia e da gestão das empresas na última década em Portugal. Em primeiro lugar a mobilidade dos estudantes no espaço europeu, particularmente dentro do primeiro ciclo que tem sido diferentemente aproveitada pelas instituições de ensino superior. A troca de estudantes só se dá em massa quando o ensino é significativamente oferecido em língua inglesa. O ISEG, por exemplo, oferece hoje duas licenciaturas e quatro mestrados totalmente lecionados em inglês. Em segundo lugar as matérias também sofreram alterações. As temáticas macroeconómicas, o funcionamento e a regulação dos mercados, a dívida soberana ou a ética profissional foram áreas que redescobriram interesse e renovaram significativamente a audiência, a procura ou os capítulos dos livros. Em terceiro a acreditação internacional ou a inserção dos cursos portugueses nos rankings internacionais que tem sido crescente e cada vez melhor posicionada. Finalmente o financiamento do ensino. O preçário não limitado dos cursos de 2º ciclo veio permitir um crescimento das propinas destes ciclos, mas também um grau de exigência superior por parte dos alunos relativamente ao serviço prestado. E essa exigência crescente no ISEG tem sido respondida com um aumento da qualidade científica do seu corpo docente, mantendo- -se a qualidade pedagógica medida pelos índices de satisfação junto dos alunos.

8 VIII Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO ENTREVISTA A BERNADO SÁ NOGUEIRA, DIRECTOR-GERAL DO UNIVERSIA E ADMINISTRADOR DO TRABALHANDO TAWFIQ RKIBI Reitor da Universidade Europeia Portugal ganhou visibilidade A generalização dos cursos abertos online é inevitável A última década foi marcada pela entrada em vigor do regime de Bolonha que visou a criação de um espaço europeu de ensino superior. Neste âmbito, a regulação ficou a cargo de agências independentes de avaliação e de acreditação (A3ES no caso português). No plano nacional, surgiu, ainda, um novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior que consagrou, entre outros, o princípio de igualdade entre o ensino público e não público. Apesar de existir um estaleiro significativo de reordenamento por concretizar, o período em apreço foi marcado pelo encerramento de estabelecimentos de ensino e de ciclos de estudo que deixaram de reunir as condições necessárias para o seu funcionamento. A articulação com o meio empresarial e a preocupação com a empregabilidade passaram a constituir uma preocupação premente das instituições de referência. Assistiu-se, de igual modo, a um crescente posicionamento das universidades portuguesas em termos qualitativos e a uma maior atractividade do país como destino privilegiado dos estudantes estrangeiros. Foi, também, uma década onde Portugal ganhou uma grande visibilidade internacional em termos de produção e investigação científica. Por sua vez, a articulação com o meio empresarial e a preocupação com a empregabilidade passaram a constituir uma preocupação premente das instituições de referência. Nenhuma instituição pode ficar de fora dos MOOC. MADALENA QUEIRÓS Uma plataforma online ibero-americana que vai disponibilizar Massive Open Online Courses (MOOC) em português e espanhol. Esse é o principal objectivo da Miríada X, uma ferramenta lançada pelo portal Universia. Para Bernardo Sá Nogueira, administrador do maior portal universitário do mundo, nenhuma universidade pode ficar de fora deste sistema. Os MOOC não vão substituir as aulas presenciais, mas são uma via para levar educação de qualidade a pessoas que não teriam acesso, sublinha Para já a Miríada X disponibiliza 58 cursos online em que já estão inscritos 300 mil alunos. Um número impressionante, sublinha o responsável do Universia Portugal. Há já oito universidades portuguesas que estão a testar o sistema para lançarem, em breve, os seus cursos abertos online. Este portal, criado pelo Banco Santander Totta, é a maior comunidade académica virtual do mundo, representando cerca de 15 milhões de estudantes universitários de mais de universidades de 23 países. Os MOOC são o futuro da educação? Não sei se serão o futuro da educação. Mas são uma via para levar uma educação de qualidade a muitos que não teriam acesso a ela de outras formas. É um complemento, mas não uma alternativa. Não acredito que vão substituir as classes presenciais. O Universia aposta nesta ferramenta? O Universia é uma rede de mais de universidades, presente em 23 países ibero- -americanos. Actualmente, existem muitas alternativas para as universidades anglo- -saxónicas: Coursera, Edex, evarsity. Faltava criar uma comunidade que reunisse estes espaços ibero- americanos e que promovesse os MOOC em português e espanhol. Por isso decidimos lançar a Miríada X. Essa plataforma disponibiliza que cursos? Pode-se encontrar uma série de cursos diferentes. Neste momento já disponibilizamos 58 cursos de 18 universidades diferentes, com todo o tipo de parcerias e programas. Temos um curso de inglês, por exemplo, que teve mais de 36 mil inscritos no 1º semestre, o que é um número impressionante. Sem fazer qualquer publicidade desta ferramenta, já temos mais de 350 mil inscritos e 220 mil utilizadores.e o processo mal começou. Como é que funcionam os MOOC? São cursos de inscrição gratuita que exigem apenas cerca de 40 euros para receber o diploma. As universidades podem optar por leccionar as matérias através de ferramenta MOOC e depois optar por fazer a avaliação de forma presencial. Na prática a Miríada X funciona como a Coursera. As universidades portuguesas estão a aderir ao sistema? Actualmente já temos sete instituições de ensino superior a testar a ferramenta. Estamos ainda em período de testes com as universidades Nova, Aberta, Algarve, Coimbra, Évora, Porto e Instituto Politécnico do Porto. Tudo indica que colocarão os cursos online até ao final do ano. Os alunos da comunidade Universia estão a aderir? Os indicadores mostram que em Maio já tínhamos 15 mil seguidores do Twitter. As universidades de Harvard e MIT já têm a plataforma a funcionar há mais de um ano e têm 29 mil seguidores. O impacto de crescimento é brutal. O facto de existirem sete instituições de ensino superior a experimentarem a ferramenta revela claramente a abertura em Portugal. Porque esta é uma realidade que é inevitável, não pode ser ignorada. A concorrência é também inevitável. Não sabemos como vai moldar a educação no futuro. A participação não tem custos nem para os utilizadores, nem para as universidades. As instituições já compreenderam que esta é uma ferramenta que está a crescer e que, por isso, têm que lá estar. Não podemos dar-nos ao luxo de não participar. Seria um enorme erro, porque são modelos como os MOOC que permitem que estudantes de outros territórios tenham acesso aos cursos de universidades portuguesas. Paula Nunjes Bernardo Sá Nogueira, administrador do Universia, sublinha que a Miríada X é uma plataforma que cria um comunidade ibero-americana de cursos abertos online que vai facilitar a internacionalização das universidades.

9 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico IX Indicadores Universia MiríadaX já tem 340 mil inscritos Em apenas seis meses, mais de 340 mil alunos inscreveram-se na Miríada X, a ferramenta de MOOCS do Universia. Só um curso de iniciação ao inglês teve cerca de 35 mil inscritos. Em Portugal sete instituições de ensino superior estão a testar esta ferramenta. No Twitter já tem cerca de 15 mil seguidores. 340 mil Número de inscritos nos 58 cursos Universia com 15 milhões de utilizadores Mais de 15,3 milhões de estudantes e professores universitários de universidades de 23 países constituem o portal Universia. Em Portugal fazem partedarede27 instituições de ensino superior portuguesas, públicas e privadas. 15,3 milhões de alunos no Universia milhões de ofertas emprego O espaço do Universia dedicado ao emprego, o trabalhando.com, tem cerca de milhões de ofertas de emprego de 300 multinacionais publicadas no 1º semestre de Este portaltemcercade10,8 milhões de currículos em base de dados. Até agora foram colocadas 590 mil pessoas no mercado de empreo através desta comunidade milhões de ofertas de emprego OPINIÃO DANIEL TRAÇA Director adjunto da Nova SBE Internacionalização passou a ser inevitável A Reforma de Bolonha originou uma nova forma de pensar o ensino superior português e a Nova School of Business and Economics compreendeu, de imediato, que estava perante uma enorme oportunidade. A internacionalização passou a ser inevitável e foi necessário não só preparar os estudantes para um mercado global mas também enfrentar uma concorrência cada vez mais exigente, principalmente das escolas europeias. Por essa razão, a Nova SBE sentiu necessidade de transformar todos os seus programas e adaptá-los às novas necessidades, de forma a poder alargar o seu mercado. Assim, as licenciaturas passaram a concentrar a formação base, a partir da qualseconstróiumaformadepensare, por sua vez, os mestrados adoptaram uma perspectiva muito prática, quase profissionalizante. Bolonha permitiu desenvolver uma nova abordagem que aposta na preparação dos estudantes já não a pensar na continuidade de uma vida académica mas sim na transição para a vida profissional. Esta diferença implica uma grande aposta na aprendizagem das soft skills e na vertente da internacionalização, sobretudo nos mestrados. A reformulação dos nossos programas teve em consideração não só a globalizaçãodoensinomastambémdomercadode trabalho, permitindo que a Nova SBE se preparasse e conseguisse conquistar o enorme sucesso que hoje é público na colocação profissional dos seus estudantes, tanto em Portugal, onde todos encontram trabalho ao fim de seis meses, como no estrangeiro. Assim que saem da escola, 45% dos nossos estudantes iniciam uma carreira internacional. Além disso, se formos ver onde estão estes estudantes ao final de três anos, concluímos que todos tiveram progressões extraordinárias de carreira, o que depois também tem uma enorme influência nos rankings, nomeadamente o do Financial Times que nos colocou no Top 30 da Europa. Por último, a Nova SBE foi distinguida com as 5 Palmas que resulta do voto dos directores das melhores escolas de negócios do mundo e entrou para o Top 100 mundial.

10 X Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO ANA MACHADO Professora de Ética na AESE Formar líderes para um futuro melhor A representante da AESE Ana Machado, responsável pelo compromisso assumido com os PRME (Principles for Responsible Management Education) da ONU, integrou o grupo de mais de 200 responsáveis e parceiros de business schools e de entidades do ensino superior, reunido em Bled, na Eslovénia, a 25 a 26 de Setembro. O objetivo do encontro foi o debate sobre uma nova forma de pensar, investigar, ensinar e definir a agenda institucional que desenvolva líderes para um futuro melhor. No 2013 PRME Summit, tornou-se pública a versão web do Anti-Corruption Toolkit Guidelines for Curriculum Change, desenvolvida pelo Working Group on Anti-Corruption, de que a AESE faz parte. Os participantes decidiram unanimemente Margarida Garcia Lopes é portuguesa, tem 22 anos e é Head of Tyba Ambassador Program, o linkedin para universitários. Lançar a sua empresa antes de sair da universidade São cada vez mais as instituições que apostam em formar empreendedores. DR MADALENA QUEIRÓS Garantir um desenvolvimento sustentável através da formação de executivos, é um dos compromissos assumidos por 200 escolas de negócios de todo o mundo. assinar a Declaração de intenções para um desenvolvimento sustentável, baseada na formação de executivos, na linha do que foi definido na Convenção do Rio +20. Através de acções de melhoria, experimentação, inovação e cooperação, os responsáveis comprometeram-se a apoiar a iniciativa Architects of a Better World: Building the Post-2015 Business Engagement Architecture. Procura um emprego ou um estágio? Há um portal que faz chegar o seu currículo às multinacionais que estão a recrutar. Chama-se Tyba.com e funciona como um linkedin mundial para diplomados do ensino superior. Com mais de 400 empresas registadas e 13 mil estudantes inscritos, esta ferramenta inovadora foi desenvolvida por três finalistas da IE University. Um grupo de empreendedores que acabou de conseguir um milhão de euros de investimento da Sunstone Capital, uma capital de risco holandesa. Os fundadores desafiaram a portuguesa Margarida Garcia Lopes, que tinha acabado de terminar o curso de Gestão nesta instituição, para se juntar ao projecto no lugar de Head of Tyba Ambassador, o que significa gerir uma rede de 100 embaixadores e a área de marketing. Depois de 15 anos no Liceu Francês em Lisboa, Margarida, com 22 anos, não tem dúvidas que tão cedo não vai voltar a esta cidade. A velocidade de crescimento desta start up permite que tenha expectativas de progressão de carreira, impossíveis de conseguir no contexto actual da economia portuguesa. A empresa onde está - Tyba. com - nasceu na Area 31, um andar que a IE University disponibiliza para os seus alunos que querem lançar O fundo que comprou uma universidades É um caso inédito na história da educação no Reino Unido. A University of Law foi comprada por um fundo de investimento que não esconde querer ter uma elevada taxa de rentabilidade. Os valores do negócio não são divulgados. Esta universidade privada, especializada na formação na área do direito, foi a primeira a lançar um programa LLB que no ano passado viu as suas candidaturas crescer cerca de 60%. empresas. Os alunos de todas as licenciaturas da IE University têm uma cadeira de empreendedorismo que lhes dá as competências necessárias para passar à prática as suas ideias de negócios. Apostar no empreendedorismo, garantir um semestre numa universidade de um outro continente, assegurar a presença de alunos de todas as nacionalidades numa sala de aula são três das tendências emergentes nas instituições do ensino superior. Em Portugal instituições como a Universidade de Coimbra e o ISCTE garantem aos seus alunos, de todas as áreas, a frequência de cadeiras de empreendedorismo. Em muitas instituições de ensino superior europeias, 40% dos lugares das salas de aula já são ocupados por estudantes internacionais. E tudo indica que este é apenas o começo de um processo de internacionalização das universidades europeias que se iniciou com o projecto das bolsas Erasmus. Mas há um obstáculo que, se não for derrubado, impede a concretização desta internacionalização. Em Espanha, tal como em Portugal, as instituições reclamam a criação do estatuto de estudante internacional para que deixe de ser obrigatório que os estrangeiros que querem frequentar as universidades desses dois países tenham que fazer as provas de acesso nacionais.

11 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico XI 3 PERGUNTAS A JEAN-CLAUDE BURGELMAN, DIRECTOR-GERAL PARA INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO DA CE O digital vai ser cada vez mais utilizado O futuro da Educação passa pelo online? Apenas um terço das universidades na Europa sabem que os MOOC existem, segundo um inquérito da Associação Europeia das Universidades. A educação online é uma tendência geral. Seja através de cursos, aulas ou campus MOOC. Mas cada vez mais vamos utilizar tudo o que é digital para complemento da educação tradicional ou mesmo para substituí-la. Mas há um a resistência dos professores... É necessário rever o modelo de decisão, porque haverá sempre algum professor que decidirá o currículo. Existe alguma resistência. Apenas 2,5% dos estudantes espanhóis beneficiam das bolsas Erasmus, o que é muito pouco, diz César Alvarez Afonso, que liderou a agência responsável pela internacionalização das universidades espanholas. Quais são as principais tendências no ensino superior? As tendências são várias: uma competição internacional global cada vez mais intensa com novos centros de competência na Ásia, América Latina e Médio Oriente; continua a falar- -se do impacto das novas tecnologias MOOC e SPOC na educação; os rankings continuam a ter um impacto nas instituições, assim como a concentração que levou, nos últimos anos, a inúmeras fusões nos diferentes países; a necessidade de flexibilizar a gestão; e a ligação com o meio envolvente. E fica o de- Se uma empresa quer contratar um engenheiro e alguém tem um curso de uma universidade europeia e outro tem um diploma de Stanford online, quem vai escolher? A empresa vai contratar quem tem o diploma de Stanford. O digital pode ajudar na internacionalização? É uma forma muito fácil de assegurar ensino de qualidade, sem grandes custos. Para a universidade pode ser uma fonte de receita, porque se o aluno não tiver que pagar as despesas de deslocação terá mais facilidade em pagar aos professores. M.Q. O responsável pela Investigação e Inovação da Comissão Europeia recorda que um inquérito da Associação Europeia das Universidades (EUA) revelou que apenas um terço das universidades na Europa sabem o que são os MOOC. 2 PERGUNTAS A CÉSAR ALVAREZ AFONSO, CEO DA IQSOS A maioria das instituições não discute empregabilidade 2 PERGUNTAS A SANTIAGO IÑIGUEZ, PRESIDENTE DA IE UNIVERSITY Universidades devem formar empreendedores safio para que os governos tomem decisões mais rapidamente. A universidade preocupa-se com o emprego? Cada vez é mais necessário que os programas de estudos se orientem para as necessidades do mercado de trabalho. O maior desafio é preparar licenciados com capacidade de preparar o seu próprio negócio. Penso que o empreendedorismo dos alunos deve ser estimulado pelas instituições de ensino superior. Por isso é que os alunos de todos os cursos da IE University têm acesso a disciplinas de empreendedorismo. M.Q. Como aumentar a mobilidade dos estudantes europeus? Houve um aumento importante da mobilidade dos estudantes europeu, mas esqueceu-se o financiamento. Mesmo nos programas Erasmus, anteriormente em Espanha eram as instituições que financiavam a mobilidade, assim como municípios e entidades privadas. Espanha é, actualmente, o país que envia mais estudantes para outros países (34 mil) e também lidera como o país que mais recebe estudantes Erasmus. No ano passado o financiamento das instituições caiu, mas aumentou o número de estudantes Erasmus. Em Espanha apenas 2,5% dos alunos beneficiam deste programa o que é muito pouco. Existe uma percentagem mínima de estudantes que beneficiam da mobilidade Que balanço faz do Processo de Bolonha? O Processo de Bolonha tinha como objectivo fundamental aumentar a empregabilidade. Na maioria das instituições não se discute este tema porque ele não é o objectivo número um. Mas na escolha das instituições os alunos não têm em conta a empregabilidade. M.Q. O maior desafio das instituições de ensino superior, actualmente, é preparar licenciados com capacidade para lançarem os seus próprios negócios, especialmente nos países do Sul da Europa. OPINIÃO Harmonizar para garantir a mobilidade internacional LUÍS VILHENA DA CUNHA Diretor-Geral do IFB-Instituto de Formação Bancária e Presidente da Direção do ISGB-Instituto Superior de Gestão Bancária São muitas as alterações ocorridas durante a última década em todos os níveis da Educação. Na Europa houve a preocupação de intensificar a harmonização dos modelos educativos em muitos dos seus aspectos, facilitando a mobilidade escolar dos alunos e aumentando a comparabilidade dos resultados da aprendizagem, quer estes tenham sido obtidos por um processo formal ou não-formal ou, mesmo, informal. Outro aspecto importante da evolução da Educação nos últimos anos foi a aproximação da escola às restantes entidades da sociedade, sem que isso tivesse prejudicado a actividade de investigação pura ou aplicada. Aliás, esta tem aumentado muito, o que constitui não só mais uma importante faceta da evolução também ligada à Educação como um factor determinante do desenvolvimento social e económico. O aumento da qualidade educativa e o aperfeiçoamento dos critérios e processos de a avaliar constituem aspectos de importância crescente e absolutamente determinantes da evolução registada no domínio da eficácia do sistema educativo e, assim, dos resultados educacionais alcançados. Merece ainda referência o já intenso mas cada vez maior recurso a suportes digitais como meios de apoio pedagógico e de trabalho, aumentando tanto as possibilidades de actuação como os resultados da aço educativa e formativa. Na formação profissional tem-se verificado uma evolução equivalente à que referi, facilitando o seu grau de adequação às acrescidas exigências da vida profissional em quase todos os sectores de actividade económica. A presente crise tem aumentado a importância da formação como instrumento estratégico de gestão das organizações, principalmente nos sectores em que se verifica maior concorrência entre os agentes,comoobancárioefinanceiro.

12 XII Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO JOSÉ MARQUES DOS SANTOS Reitor da Universidade do Porto Superior evoluiu notavelmente O ensino superior português evoluiu notavelmente na última década tanto na componente pedagógica como na investigação científica, sem esquecer outros domínios que hoje integram a missão das universidades, como a promoção da inovação e do empreendedorismo, a transferência de tecnologia, a prestação de serviços à comunidade, o voluntariado, a divulgação cultural e científica, entre outras. Esta evolução é ainda mais evidente se atentarmos nos rankings académicos mundiais, onde algumas universidades portuguesas têm vindo a subir na classificação e se encontram hoje em posições que, considerando o nível de desenvolvimento do país, são dignificantes. Esta subida nos rankings decorre, em boa medida, do salto quantitativo e qualitativo da produção científica nas universidades, com tudo o que O grau de internacionalização das universidades é, em minha opinião, o principal reflexo da evolução registada no ensino superior português. isso representa em termos de afirmação internacional das instituições do ensino superior português. Aliás, o grau de internacionalização das universidades é, em minha opinião, o principal reflexo da evolução registada no ensino superior português. Internacionalização significa, neste caso, ser capaz de atrair estudantes, docentes e investigadores estrangeiros, bem como ter capacidade para promover a mobilidade da comunidade académica, para participar em projectos internacionais de investigação, para integrar as redes globais de intercâmbio do conhecimento, para concorrer a programas de financiamento comunitários e extracomunitários, para desenvolver actividades de ID&I com projecção na comunidade científica mundial. Empregabilidade influencia escolha do curso Os alunos estão cada vez mais atentos aos números da empregabilidade e já escolhem o futuro com base neles. JOANA MOURA Num ano em que nove em cada dez candidatos às universidades e institutos politécnicos conseguiu entrar na 1º fase do concurso de acesso ao ensino superior - dos quais 60% no curso que queriam -, é cada vez mais evidente que os alunos começam a olhar para a empregabilidade na hora de escolher o curso. Reflexo disso são os resultados das candidaturas, segundo os quais, só na primeira fase, sobraram 14 mil vagas e apenas três mil alunos não conseguiram um lugar no ensino superior. Feitas as contas, 66 cursos superiores não tiveram mesmo nenhum colocado. E as instituições em áreas do país mais periféricas ou Engenharia Civil é o caso mais preocupante de falta de procura por parte dos alunos porque pode ter implicações no futuro do país. do interior foram as mais afectadas, o que parece indicar que estas instituições em regiões com maiores dificuldades económicas são também as que menos conseguem emprego aos seus diplomados. E é cada vez mais evidente a desistência por parte dos candidatos ao ensino superior de cursos, nomeadamente de ciências sociais e ligados à área do ensino, que são dos maiores responsáveis pelo número de inscritos nos centros de emprego. Ainda assim, é verdade que existem muitos cursos que se sabe terem elevado desemprego e que continuam a preencher todas as suas vagas. Prova disso são os 200 alunos que, na 1ºfase do concurso nacional deste ano, entraram nos cursos com maior taxa de desemprego. É o caso de Economia, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Design, na Universidade de Aveiro, Ciências da Comunicação, também em Trás-os-Montes e Alto Douro, Engenharia Quimica, no Politécnico de Porto. Apesar da baixa empregabilidade, todos superaram o número mínimo de vinte colocações, aquelas que o ministério impõem para que os cursos superiores possa funcionar. Ainda que cada vez mais informados, acontece ainda que alguns cursos, nomeadamente nas áreas das engenharias (Electrotécnica, Ambiente, Renováveis e até Civil) não tenham registado qualquer colocação, apesar de alguns destes terem ainda boas taxas de empregabilidade. Engenharia civil é o caso que mais preocupa Desde logo, uma evidência que salta à vista: a desistência de Engenharia Civil, com a construção a viver dias difíceis e muitas empresas a fechar, os engenheiros estão a engrossar as filas dos desempregados ou dos que são forçados a emigrar e os candidatos já se aperceberam disso. Nas universidades de todo o país sobram vagas neste curso e até no Instituto Superior Técnico, das 89 vagas posta à disposição na 2º fase do concurso de acesso ao ensino superior, 53 ficaram por ocupar. Uma realidade que está a preocupar professores e entidades públicas, que, como é o caso de Marçal Grilo, avisam: A engenharia civil civil não é só fazer casas, é um curso de banda larga. Tem um espectro aberto, toca em diversas matérias, serve para formar técnicos altamente qualificados. E o que vai acontecer, daqui por uns anos, é que a certa altura vamos voltar a precisar daquilo que andamos agora a desprezar. Ou seja, o facto de o país estar mergulhado numa crise económica, que levou a que haja excesso de engenheiros civis para a procura do mercado, e que empurrou muitos para os países em desenvolvimento, não deve ser encarado como uma barreira para os alunos que entram agora no ensino superior, uma vez que, daqui a cinco anos, quando estes alunos se licenciarem e, supostamente, o país estiver a iniciar o seu crescimento económico, irá precisar destes técnicos qualificados, o que significa que esta será uma profissão valorizada no futuro. Paulo Figueiredo Este ano, sobraram 14 mil vagas no ensino superior em Portugal e66cursosnão colocaram nenhum aluno.

13 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico XIII 3 PERGUNTAS A CARLOS MATIAS RAMOS BASTONÁRIO ORDEM DOS ENGENHEIROS OPINIÃO GUILHERME FALCÃO DE OLIVEIRA Reitor da Universidade Portucalense Há parcerias como nunca aconteceu Está a comprometer-se ofuturodopaís O Bastonário da Ordem dos Engenheiros diz que a menor procura dos alunos pelo curso de Engenharia Civil é um panorama preocupante. Lembra que este é um curso que não serve só para a construção e deixa o aviso: daqui a cinco anos, vai ser uma profissão super valorizada, quando o país der a volta. Porque ao crescimentoestásempreassociadaaengenharia. Acrescenta que estamos a comprometer o futuro do país. Os resultados do acesso ao ensino superior deste ano mostram que os alunos estão a desistir de ir para o curso de Engenharia Civil. Como vê esta situação? É um panorama preocupante. E acho que há muita falta de informação. Porque, se analisarmos Arquitectura podemos pensar que tem empregabilidade, mas é um erro crasso, já que num futuro próximo Arquitectura vai estar cheia. E estas ideias distorcem a realidade. Mas a realidade é que, com o país em crise, há menos emprego para os engenheiros civis e muitos tiveram, inclusive, de emigrar. A situação não é boa para os engenheiros civis, de facto, mas não conheço assim tantos casos de desemprego. Além disso, hoje em dia qual é o curso que tem uma empregabilidade elevada? Estamos a viver a situação oposta da que devia ser, numa altura de crise, em que deviamos era preparar o futuro. E estamos a comprometer o futuro do país, ao descapitalizar, em vez de contribuirmos para sair desta economia desastrosa. Quando o país voltar a crescer economicamente poderá haver falta de engenheiros? Quem tem um curso de engenharia civil tem uma defesa que outros cursos não lhe dão e pode trabalhar em muitas outras áreas. E, com esta falta de alunos, daqui a uns anos, esta vai ser uma profissão super valorizada, quando o país der a volta. Porque, ao crescimento está sempre associada a engenharia, é fácil perceber isso através da nossa História. J.M. Em primeiro lugar, muitos estudantes habituaram-se à ideia de que estudar no estrangeiro, durante um tempo, alarga os seus horizontes; e o movimento contrário, de recepção de estudantes estrangeiros, também contribui para o contacto dos estudantes portugueses com outras realidades. Este movimento, note-se, é facilitado pelastransformaçõesimpostaspeloprocesso de Bolonha, que estimulou a legibilidade dos cursos, a possibilidade de os perceber e comparar, a possibilidade de integrar e valorizar formações realizadas em vários países. Em segundo lugar, tem havido aumento da investigação científica e das publicações, no espaço nacional e no estrangeiro. Até há poucos anos, muitos universitários não se sentiam pressionados para a investigação e não se sentiam obrigados a publicar os seus resultados. Hoje, passou a valer em Portugal a regra conhecida publish or perish que, apesar de não ser perfeita, impulsiona o mundo científico português a seguir as práticas dos países mais desenvolvidos. Esta transformação benéfica fica a dever-se às exigências formuladas pela acção reguladora da A3ES. Em terceiro lugar, fala-se em parcerias entre instituições como nunca aconteceu. Instituições públicas e privadas promovem acordos de colaboração segundo variados modelos, para todas as finalidades; a Portucalense, por exemplo, está a organizar cooperações com universidades privadas e com universidades públicas. Este movimento estende-se também a escolas fora de Portugal; de novo, a Portucalense está a preparar um programa de 3.º ciclo com duas universidades públicas estrangeiras. Por fim, instalou-se mais claramente a preocupação com a qualidade do ensino, entendida de várias maneiras a qualificação dos docentes, os métodos pedagógicos, a atenção prestada aos alunos, o rigor dos procedimentos administrativos, a transparência do funcionamento global das escolas.

14 XIV Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO Tanto mar pode gerar tanto negócio Apostar em programas especializados que estejam ligados ao desenvolvimento de áreas específicos da economia é uma das tendências das escolas de negócios. MADALENA QUEIRÓS Os negócios ligados ao mar valem cerca de quatro mil milhões de euros na economia portuguesa, o que representa apenas 3% do PIB. Mas este sector tem um grande potencial de crescimento, podendo chegar a representar 18% do PIB português, prevê Joaquim Macedo de Sousa da reitoria da Universidade de Aveiro. Para ajudar a promover e rentabilizar este sector de actividade, a AESE - Escola de Direcção e Negócios lançou, em parceria com a Universidade de Aveiro, o programa Gestão Avançada da Economia do Mar. Um programa destinado a pessoas que estejam directa ou indirectamente ligados à economia do mar, afirma Eduardo Andrade Pereira, responsável pelo programa da AESE. O objectivo é disponibilizar uma plataforma de excelência na formação, com as habituais competências dos programas de formação em gestão e liderança da AESE, com sessões de enquadramento dedicadas à economia do mar, acrescenta. A 1ª edição do programa já está a decorrer. Mas face ao volume da procura deverá ser lançada uma 2ª edição já no início do próximo ano. O sector tem um exponencial de crescimento que poderá ser apoiado com fundos comunitários. Por sugestão da eurodeputada portuguesa Maria da Graça Carvalho, o novo programa de fundos comunitários para a ciência O programa da AESE - Escola de Direcção e Negócios em Gestão Avançada da Economia do Mar pretende fomentar a criação de novos negócios ligados à economia do mar. Horizonte 2020 tem uma linha de financiamento específica para este sector. Também o Plano de Acção da Estratégia do Atlântico, que disponibiliza 3,8 mil milhões de euros de financiamento destinados aos cinco países da bacia do Atlântico, além de um novo fundo de financiamento privado em que o Governo está a trabalhar para ajudar as empresas a lançar novos projectos para o mar, são alguns dos meios disponíveis, afirma Joaquim Macedo de Sousa da Universidade de Aveiro. Mas o que falta para que Portugal deixe de estar de costas voltadas para o mar? Faltam iniciativas como este curso que levem os empresários a desenvolver as suas cpacidades de gestão e liderança, responde. Para este docente é habitual em países como os Estados Unidos ver escolas de negócios apostadas em desenvolver áreas em que haja um clara ligação das business school aos sectores que podem desenvolver o crescimento económico. Atrair alunos internacionais poderá ser o próximo passo deste programa, diz o responsável da AESE. A aposta no método de estudo do caso, uma das marcas da AESE, poderá ajudar a lançar ideias em aula que conduzirão à criação de novos sectores de actividade. Para Eduardo Andrade Pereira, um dos objectivos é que do curso possam sair novas ideias, novos projectos e novos negócios. E quem sabe produzir estudos de caso no futuro para todas as escolas do mundo. 3 PERGUNTAS A EDUARDO BANDEIRA, ADMINISTRADOR DO PORTO DE SINES Queremos ser um elo facilitador da cadeia logística Porque é que o Porto de Sines decidiu associar-se a este curso da AESE? No Porto de Sines temos a preocupação que os nossos quadros estejam bem formados sobre tudo o que envolve a actividade portuária. Encontramos neste programa da AESE motivos de interesse para preencher essa formação e por isso dois quadros do Porto de Sines estão a frequentá-lo. Os nossos quadros técnicos não têm só que conhecer as matérias sobre as quais têm responsabilidade directa, têm que ter uma visão mais alargada sobreoqueéagestãoportuáriaeas competências de gestão de recursos e bens. Não estamos a aproveitar a 100%a potencialidade do mar? A nossa experiência no Porto de Sines é limitada. Recebemos navios e movimentamos as cargas que eles transportam. E nesse negócio esforçamo-nos por ser muito competitivos e competentes para permitir que os empresários e pessoas que investem no país tenho um elo da cadeia logística que seja fácil e que não constitua um engarrafamento para movimentação das suas mercadorias.esseéonossoprincipal contributo para o desenvolvimento da economia do mar. M.Q. O sector do mar representa cerca de quatro mil milhões de euros na economia portuguesa, o que significa 3% do PI. Mas o potencial de crescimento poderá chegar a 18% da riqueza portuguesa.

15 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico XV OPINIÃO VÍTOR FERREIRA Diretor da D.Dinis Business School Educação libertou-se da tirania do espaço Nos últimos dez anos, assistimos a inevitáveis mudanças no mundo do ensino e na formação de executivos, que derivam de transformações económicas,sociais, políticas e tecnológicas. A ascensão económica da China e do sudeste asiático criou a necessidade de formação executiva para milhões de novos profissionais, ávidos de utilizar ferramentas para aumentar o desempenho (em 2010, a China produziu mais de seis milhões de licenciados). Neste sentido, o movimento das marcas globais de ensino (Harvard, Stanford, Wharton, etc.) intensificou-se com abertura de pólos e de programas um pouco por toda a Ásia (movimento que continuará em direção à América do Sul e África). Por outro lado, a educação libertou-se da tirania do tempo e da localização. Hoje, a maioria dos cursos é concebida para ser leccionada de forma presencial mas também online (muitas vezes assincronamente), removendo alguma da linearidade do processo educativo. Nesta lógica, as marcas globais de educação têm reforçado a sua notoriedade com ofertas de cursos online (onde estudantes de todo o mundo partilham a sala de aula ). Curiosamente, esta estratégia foi antecedida pela ascensão do movimento de acesso livre ao ensino, promovido por organizações como a Khan Academy ou o projecto TED, que potenciam a democratização global do ensino. É neste espaço de ofertas globais online, de ferramentas de acesso livre, que surge o imperativo de uma formação de executivos mais customizada para as necessidades reais, como fazemos na D. Dinis Business School. Paulo Figueiredo

16 XVI Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM NA FORMAÇÃO OPINIÃO SOFIA SALGADO PINTO Diretora da Faculdade de Economia e Gestão Universidade Católica Portuguesa Programas mais curtos e especializados Na formação de executivos, aconteceram algumas mudanças estruturais. Aumentou o número de escolas a fornecer este tipo de formação, como consequência da maior dinâmica da economia. Esta dinâmica conduziu a uma maior procura de programas para a atualização ou aquisição de conhecimentos em gestão. Aconteceu uma alteração clara do motor da oferta de programas, de supply driven para demand driven. Há mais de uma década, os programas desenhados à medida das empresas eram, na sua maioria, de âmbito generalista, permitindo às escolas pensar uma oferta mais indiferenciada e dotando-se de competências mais ou menos estáveis. Competências essas que eram também a base para o desenho e oferta dos programas abertos. Este paradigma alterou-se quando as empresas passaram a solicitar programas para o desenvolvimento de conhecimentos mais específicos ou de forma integrada com competências transversais e essenciais nas dinâmicas negociais. Os programas de formação tornaram-se mais curtos, especializados e completos nas dinâmicas, competências e conteúdos trabalhados. O experiencial ganhou importância, facilitando uma aprendizagem mais rápida e completa. As missões internacionais ou os case studies apresentados na própria empresa são agora mais solicitados e valorizados. Aconteceu, também, a adoção de tecnologia de suporte ao ensino, aumentando a importância e exigência no contacto presencial. Mas, aconteceu, sobretudo, a constatação de que um curso superior não é suficiente para toda a vida ativa profissional e que, em momentos e necessidades diversos, todosvoltamosà escola. Portugal pontua nos rankings Presença portuguesa está a ganhar terreno e a afirmar-se internacionalmente. CARLA CASTRO Já há uns anos que nos habituámos a ver universidades portuguesas nos rankings mundiais, mas esta presença tem vindo a generalizar-se. Estes rankings que são uma espécie de clube dos melhores do mundo em termos de ensino superior, servem de barómetro para avaliar da força do sector em cada país e quais as universidades que se destacam pela qualidade acrescida em cada um deles. Portugal tem nove universidades com presenças em alguns dos mais prestigiados rankings internacionais. As universidades Nova de Lisboa, Católica e a do Porto são as que aparecem mais vezes e que têm já um avanço significativo em relação às restantes instituições portuguesas. Em especial, as suas escolas de negócios Nova School of Business and Economics, Católica-Lisbon School of Business and Economics e Porto Business School que se destacam nas listas do Financial Times, quer na formação de executivos Esta presença alargada e reforçada nos rankings internacionais atesta da evolução do ensino superior português nos últimos anos. (as três) quer nos mestrados (Nova SBE e Católica-Lisbon SBE). Confirma-se neste caso a tendência mundial de as escolas de negócios se destacarem e ganharem peso nas respectivas universidades. Depois vêm a Universidade Técnica, em especial o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Já no caso do ISCTE, Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra e Universidade do Minho a força da sua presença internacional é enquanto universidade no seu conjunto e já não como economia e gestão. As universidades de Lisboa e Técnica que, entretanto, se fundiram deverão, já no próximo ano, melhorar a sua posição nestas tabelas internacionais. Esse foi, aliás, um dos objectivos da fusão destas duas instituições. Esta presença alargada e reforçada nos rankings é a prova da evolução do ensino superior português nos últimos anos, que é evidente se atentarmos nos rankings académicos mundiais, onde algumas universidades portuguesas têm vindo a subir na classificação

17 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico XVII OPINIÃO JOÃO PROENÇA Director da Faculdade de Economia da Universidade do Porto internacionais e se encontram hoje em posições que, considerando o nível de desenvolvimento do país, são dignificantes, defende José Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto. A concorrência é feroz, mas estas universidades estão a conseguir dar conta do recado. Como diz Daniel Traça, director adjunto da Nova SBE, a partir de Bolonha, a internacionalização passou a ser inevitável e foi necessário não só preparar os estudantes para um mercado global mas também enfrentar uma concorrência cada vez mais exigente, principalmente no que diz respeito às escolas europeias. E a aposta está a ser ganha. O sector do ensino superior em Portugal foi mesmo dos poucos que conseguiu absorver o choque da crise, crescer e internacionalizar-se, defende Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL. As melhores universidades nacionais têm, hoje, capacidade para se comparar bem com grandes universidades europeias, resume João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra. Asiáticas marcam futuro >> Estrelas em ascensão No ranking The Rising Stars, do Times Higher Education, a líder é uma escola da Coreia, a Pohang University of Science and Technology, provando a escalada de ascensão do continente asiático. No ranking da Universidade de Xangai o número um pertence a Harvard. Nas Palmas da Eduniversal, a liderança é da London Business School, e nos melhores mestrados da Eduniversal depende da área e da região do globo. Infografia: Marta Carvalho As melhores do mundo Se olharmos para os primeiros lugares destes rankings mundiais, verificamos que a Europa domina nos mestrados do Financial Times. A HEC Paris nos mestrados em Finanças e a suíça Universidade de St. Gallen nos mestrados em Gestão. O peso maior é da França e do Reino Unido, com uma forte posição assumida por Espanha. Já nos MBA a liderança vai para os Estados Unidos. As líderes são Harvard (1º), Stanford (2º) e Pennsylvania: Wharton (3º). Só em 4º surge a primeira europeia (London Business School). Enquanto isso, as business schools asiáticas vão ganhando terreno, conseguindo marcar lugar nos top ten quer dos mestrados querdosmbaeéaessespaísesquesevão buscar cada vez mais alunos estrangeiros para as escolas ocidentais. No ranking do Times Higher Education (THE) a liderança é do California Institute of Technology, mais uma vez uma universidade norte-americana. Recrutar os melhores A última década para o Ensino Superior ficou marcada pelo Processo de Bolonha e pela internacionalização, o que modificou a oferta de formação na nossa área com consequências importantes no reposicionamento estratégico da FEP.UPorto que é cada vez mais reconhecida como uma Escola Internacional de Pós-Gradução em Economia e Gestão. Como resposta às oportunidades criadas por Bolonha, a FEP desenvolveu um portfolio internacional de Programas de Pós-Graduação, que é muito atrativo tanto para estudantes nacionais como estrangeiros. Através dos Mestrados de Continuidade e Pre-experience, os estudantes com formação de base em economia e gestão procuram na FEP.UPorto formação muito avançada na nossa área core. Para isso foi fundamental a criação do Master in Management (MiM) e do Master in Finance (MiF), dois mestrados de continuidade lecionados integralmente em inglês. Estes produtos estão em grande desenvolvimento na Europa, em particular os MiM e os MiF que têm substituído os velhos MBAs, e têm tido um sucesso enorme na FEP. Por outro lado, a FEP é procurada por estudantes de elevadíssima qualidade com formação de base muito diversificada, como por exemplo, das áreas da medicina, engenharia, psicologia, direito, matemáticas e outras ciências, que procuram formação em economia e em gestão nos nossos Programas de Mestrado de Banda Larga ou Especializados (em áreas específicas). Foi neste contexto que a FEP.UPorto desenvolveu um projeto muito sério e ambicioso que permite recrutar os melhores estudantes nacionais e agora também internacionais, o que juntamente com o corpo docente mais qualificado do país na nossa área, permite assegurar a elevadíssima qualidade tanto das licenciaturas, como dos mestrados ou doutoramentos da FEP-UPorto.

18 XVIII Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM FORMAÇÃO CATÓLICA PORTO FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO Contactos Morada: Rua Diogo Botelho, Porto Tel.: Site: Oferta Licenciaturas Mestrados MBA s Formação Executiva Formação Setorial Formação In-Company Investigação OCEGE CentrodeEstudosdeGestãoe Economia - tem como missão contribuir para o avanço do conhecimento em Economia e Gestão, promover uma cultura de Excelência na investigação e disseminar os resultados da investigação realizada na FEG junto da comunidade científica e da sociedade em geral. Consultoria O CEGEA - Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada - coloca ao dispor da comunidade os recursos e capacidades da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa. O CEGEA alia a capacidade de investigação e a independência universitárias com a atenção ao cliente própria de uma empresa de consultadoria. Internacionalização Protocolos celebrados com 48 universidades em 24 países; Mais de 150 vagas na Europa, Argentina, Brasil, Canadá, China (Macau), Coreia do Sul, EUA, Japão, e Peru Mais de 50 estudantes estrangeiros na Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto; Mais de 100 estudantes da faculdade no exterior; Members of LICENCIATURAS Economia Gestão A Faculdade de Economia e Gestão desenvolve-se segundo um paradigma de exigência e qualidade, sendo uma referência no ensino e na investigação em Portugal. Nesse sentido, tem ajustado as suas Licenciaturas em Economia e em Gestão à evolução do sistema do Ensino Superior e às exigências do mercado de trabalho. A Faculdade de Economia e Gestão baseia o seu projeto de ensino na valorização do conhecimento científico, a par do desenvolvimento das competências transversais dos estudantes, muito valorizadas pelo mercado de trabalho. Estas estão associadas a capacidades como a comunicação, o espírito crítico, a autonomia na resolução de problemas e o comprometimento com a sustentabilidade. Estas competências são fundamentais ao desenvolvimento integral do estudante e ao seu sucesso no mundo empresarial e institucional. O reconhecimento da Faculdade de Economia e Gestão, enquanto Escola de referência, reflete-se no sucesso em termos de empregabilidade. MESTRADOS Os mestrados da Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto são programas reconhecidos pela excelência do ensino, que aliam a uma sólida formação científica e técnica, experiências de internacionalização e de aprendizagem em contexto real. 9 Mestrados com competências especializadas Programas especializados de matriz anglo-saxónica centrados no desenvolvimento de competência dos estudantes: - Professores estrangeiros visitantes com grande prestígio académico e profissional; - Professores nacionais doutorados e com experiência de ensino e investigação em universidades estrangeiras de topo; - Preparação para a mobilidade internacional no mercado de trabalho. Auditoria e Fiscalidade Banca e Seguros Business Economics Economia Social Finanças Gestão Gestao de Recursos Humanos Gestão de Serviços Marketing Double Degree Parceria coma Lancaster University Management School (LUMS), uma escola de gestão de topo a nível mundial. O double degree permite que um aluno obtenha dois mestrados em dois anos: um da Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto e um da Lancaster University Management School. SOFIA SALGADO PINTO Diretora da Faculdade de Economia e Gestão e da Católica Porto Business School A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica é uma escola inovadora no ensino da economia e da gestão, com uma estreita articulação comomundo empresarial e com uma ampla rede de parcerias que fomenta a mobilidade internacional.

19 Segunda-feira 4 Novembro 2013 Diário Económico XIX Elevada procura e empregabilidade de cursos de Economia e Gestão da Católica Porto A Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto registou, no presente ano letivo, um aumento de 16% na procura das suas licenciaturas. Ao nível dos mestrados, registou-se também um aumento de candidatos em mais de 6%, que se concretizou num aumento de quase 20% nas matrículas. Este crescimento mantém a tendência de aumento da procura a que a Faculdade tem assistido nos últimos anos, um crescimento particularmente relevante dado o atual contexto socioeconómico e fatores demográficos que se têm manifestado numa quebra crescente no número de candidatos ao ensino superior. A estratégia seguida por esta unidade académica da Católica Porto, de articulação com o meio empresarial, que resulta em elevadas taxas de empregabilidade, de desenvolvimento de soft skills e a aposta na internacionalização são alguns dos pontos diferenciadores da Escola e que determinam a escolha dos alunos. Dados de empregabilidade 51% encontra emprego em menos de dois meses 81% encontra emprego em menos de oito meses 96% encontra emprego em menos dez meses 6% encontra emprego no estrangeiro 15% assegura emprego antes de terminar a licenciatura 49% afere uma remuneração anual superior a euros 30% encontra emprego nos setores da consultoria, auditoria, financeiro e segurador PUB

20 XX Diário Económico Segunda-feira 4 Novembro 2013 QUEM É QUEM FORMAÇÃO CATÓLICA PORTO BUSINESS SCHOOL Act for your future Católica Porto Business School Morada: Rua Diogo Botelho, Porto Tel.: Site: A Católica Porto Business School é uma Escola de Negócios constituída pela Universidade Católica Portuguesa e pela Associação Empresarial de Portugal, e conta com uma sólida parceria com a ESADE - Business School de Barcelona. Ao longo da última década, a Católica Porto Business School tem consolidado a sua afirmação enquanto uma das mais inovadoras e prestigiadas instituições de formação pós-graduada a nível nacional, mas também além-fronteiras. 2MBA s 18 Cursos Executivos 4 Executive Masters Formação in-company Member of Os MBAs da Católica Porto Business School - Atlântico e Internacional foram acreditados pela prestigiada Association of MBAs (AMBA), uma autoridade internacional imparcial de acreditação especializada em programas pós-graduados de formação para executivos. MBA S Acttolead MBA Internacional Início: setembro 2014 Programa Executivo 15 meses Duas semanas internacionais Porquê escolher o MBA Internacional? Programa que surge da parceria da Católica Porto Business School com a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e com a ESADE Business School de Barcelona (único em Portugal); Programa vocacionado para executivos, adequado às suas necessidades e com um corpo docente de elevada qualidade e com reconhecida ligação ao mundo empresarial; Potencia novas capacidades para desenvolvimento de carreira quer nacional quer nternacional; A par do desenvolvimento dos conhecimentos técnicos, trabalha as competências transversais dos alunos em sala de aula e em sessões de mentoring ao longo do programa, vocacionadas para o crescimento profissional e pessoal. MBA Atlântico Início: maio 2014 Programa full time internacional Um trimestre em cada país Luanda, Rio de Janeiro,Porto Inscrições abertas A missão do MBA Atlântico é formar gestores e quadros vocacionados para a internacionalização através do espaço da Língua Portuguesa. Este MBA de referência liga três continentes (África, América Latina e Europa), ancorado nos países de expressão portuguesa, com vista à construção de uma rede de líderes empresariais que escolhem o mundo da língua portuguesa como veículo de afirmação e concorrência àescalaglobal. Um trimestre em cada país; Cerca de 700 horas que integram aulas, soft skills, coaching e inglês técnico às quais se somam visitas de estudo e seminários; Ampla rede internacional de parceiros empresariais e institucionais; Primeiro programa de MBA a decorrer em Angola, Brasil e Portugal acreditado internacionalmente; Alto patrocínio dos Presidentes da República dos 3 países. FORMAÇÃO EXECUTIVA Act Ahead Curso Geral de Gestão Início: setembro de horas Mini MBA Início: outubro de horas Finanças Finanças para Não Financeiros Início: outubro de horas Avaliação e Financiamento de Empresas e Projetos Início: abril de horas Gestão Financeira para a Criação de Valor Início: setembro de horas Controlo de Gestão da Estratégia à Ação Início: outubro de horas Fiscalidade e Planeamento Fiscal Início: abril de horas Contabilidade, Fiscalidade e Direito para as Empresas Início: janeiro de horas Marketing Marketing Estratégico Início: setembro de horas Marcas Início: março de horas Comunicação Início: maio de horas Novas Tendências de Marketing Início: novembro de horas Marketing and Sales Intelligence Início: janeiro de horas Marketing Insights Início: março de horas Gestão de Operações Gestão de Negócios na Internet e Multicanal Início: janeiro de horas Gestão da Cadeia de Abastecimento Início: março de horas Gestão de Projetos Início: maio de horas Liderança Leadership challenges Início: novembro de horas FORMAÇÃO SETORIAL Act Different Programas setoriais que cobrem temáticas relativas a atividades cuja especificidade aponta para o domínio de conhecimentos noutras áreas do saber. Gestão Hoteleira Início: janeiro de horas Gestão na Saúde Início: janeiro de horas Gestão para Juristas Início: novembro de horas Gestão e Avaliação no Imobiliário Início: janeiro de horas FORMAÇÃO IN-COMPANY Act Different A Católica Porto Business School está preparada para trabalhar com cada empresa para o desenho de programas customizados às suas necessidades e objetivos. Cada programa resulta da articulação de experiências e conhecimento entre a Católica Porto Business School e cada organização cliente, resultando num processo centrado no desenvolvimento de conhecimentos e competências, enquadrado pelos valores e experiências organizacionais, numa solução inovadora e orientada para a aplicação prática. Empresas como Corticeira Amorim, Frezite, Banco Espírito Santo, Soares da Costa, Nors, entre outras, são apenas algumas das que já recorreram à Formação in-company da Católica Porto Business School.

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