Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio

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2 Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio 1. V Semana Internacional A Semana Internacional é o evento mais carismático e que tem maior visibilidade externa organizado pela AIESEC Porto FEP, sendo constituido por uma série de eventos desde debates tipo Prós e Contras, passando por formações e até uma feira internacional com a presença de vários internacionais, tudo isto ao longo de duas semanas, de 1 a 10 de Outubro. O evento dedicará grande parte da sua atenção ao cruzamento das várias perspectivas relativamente ao tema: Empreendedorismo e Responsabilidade Social, através do encontro entre várias entidades. Trata-se, portanto, do lançamento do debate entre os vários agentes intervenientes neste contexto e do potenciar do lançamento de ideias de novos produtos e processos. 2. Descrição: De Uma Boa Ideia a um Bom Negócio O evento insere-se na V Semana Internacional, e vai realizar-se no dia 9 de Outubro na Faculdade de Economia do Porto. Uma empresa de capital de risco, uma instituição bancária, uma empresa de capital mútuo, um professor universitário, empresas e associações de apoio a projectos empresariais liderados por empreendedores, empresas da região e estudantes universitários estarão reunidos a discutir a importância do Empreendedorismo e como transformar uma boa ideia num projecto de sucesso, sendo que o objectivo central será a recolha de outputs para posterior compilação.

3 3. Agenda: 15h00: Apresentação da AIESEC 15h15: Apresentação dos participantes 15h30: Início do debate 17h30: Encerramento 18h00: Break / Convívio 4. Conteúdos: 4.1. As características do empreendedor O que leva uma pessoa a ter espiríto empreendedor? Os empreendedores partilham um conjunto comum de características? Quais são as características que potenciam o espírito empreendedor nas pessoas e que ajudam a ter sucesso nos negócios? Existem algumas características comuns a empreendedores, nomeadamente: Ambição; Determinação; Criatividade e Inovação; Optimismo e Auto-confiança; Motivação e Persistência; Espiríto de liderança; Entre outras. Estas características são natas ou são adquiridas? De que forma podem as escolas e as faculdades potenciar o espiríto empreendedor nos jovens estudantes?

4 Figura 1- Contributo do Ensino e da Formação para o Empreendedorismo Detalhes Verdadeiro Nem Verdadeiro Nem Falso Falso 1. O ensino básico e secundário encorajam a criatividade, auto-suficiência e iniciativa própria? 2. O ensino básico e secundário fornece instrução adequada em príncipios económicos? 3. O ensino básico e secundário dedicam atenção adequada ao empreendedorismo e á criação de um negócio próprio? 4. O ensino superior proporciona adequada preparação à criação de uma empresa? 5. O ensino de gestão e economia proporciona adequada preparação à criação de uma empresa?

5 4.2. O Empreendedorismo em Portugal Figura 2 Taxa de Actividade Empreendedora Total (TEA) Como se caracteriza a actividade empreendedora em Portugal? Quais as condições estruturais do empreendedorismo em Portugal? Portugal tem uma das mais baixas taxas de empreendedorismo na União Europeia, ficando também nas mais baixas taxas quando comparado com outros países fora do espaço comunitário. Quais as razões que originam esta situação? Verificamos que alguns dos países com melhores resultados no que ao empreendedorismo diz respeito, são países em situações económicas piores que Portugal.

6 Quer isto dizer que por o mercado de trabalho em Portugal ainda satisfazer as aspirações profissionais de muitas pessoas, que estas se acomodam e não sentem a necessidade de criarem o seu próprio emprego? Ser empreendedor não é algo muito desejado em Portugal, há uma preferência nas pessoas por ambicionarem melhores colocações nas empresas em que trabalham, ou por mudarem para outras empresas onde tenham melhores empregos. A cultura portuguesa não incentiva o empreendedorismo, as normas culturais e sociais existentes não incentivam ao assumir riscos e responsabilidades individuais, e penalizam quem assume riscos e falha. Ao contrário de países como os EUA, onde o falhanço de projectos é visto como uma etapa na aprendizagem pessoal, em Portugal não são dadas muitas oportunidades a quem já falhou, o que desincentiva o assumir de riscos. Quem quer concretizar uma ideia de negócio enfrenta diversas dificuldades. Uma dessas dificuldades é o acesso a recursos financeiros, nomeadamente a financiamento privado. De que forma o financiamento de business angels e de empresas de capital de risco permite um mais fácil acesso aos recursos financeiros por parte de empresas recentes?

7 Figura 3 Apoio Financeiro Detalhes Verdadeiro Nem Verdadeiro Nem Falso Falso 1. Existe financiamento por equity suficiente disponível para empresas novas e em crescimento? 2. Existe financiamento por debt suficiente disponível para empresas novas e em crescimento? 3. Existem subsídios governamentais suficientes disponíveis para empresas novas e em crescimento? 4. Existe financiamento por privado (não-fundadores) suficiente disponível para empresas novas e em crescimento? 5. Existe financiamento por capital de risco suficiente disponível para empresas novas e em crescimento? 6. Existe financiamento por ofertas públicas iniciais (IPOs) suficiente disponível para empresas novas e em crescimento? No que diz respeito ao apoio governamental, existem diversos programas de apoio, mas a burocracia existente causa ineficiência na interacção entre governo e empresas. O tempo dispendido pelas empresas recentes na obtenção de licenças e apoios financeiros afecta o seu desenvolvimento e origina custos desnecessários.

8 A existência de parques científicos e incubadoras de empresas é um apoio importante a novas empresas, mas a sua existência nas zonas de Lisboa e Porto limita o apoio a empresas de outras regiões. De que forma pode o Estado incentivar à criação destes parques em outras zonas do país? Figura 4 Programas governamentais de Apoio ao Empreendedorismo - Detalhes Verdadeiro Nem Verdadeiro Nem Falso Falso 1. A assistência governamental às empresas novas e em crescimento pode ser obtida a partir do contacto com uma só agência? 2. Parques de ciência e incubadoras de empresas fornecem um apoio efectivo às empresas novas e em crescimento? 3. Existe um número adequado de programas governamentais para empresas novas e em crescimento? 4. Os funcionários das agências governamentais são competentes e eficientes no apoio às empresas novas e em crescimento? 5. Qualquer pessoa que necessite de auxilio de um programa governamental para empresas novas e em crescimento consegue encontrar o que pretende?

9 4.3. A concretização de projectos empreendedores A ideia Quais os mecanismos que originam o surgimento de uma ideia inovadora? Como decidir quais as ideias em que se deve apostar e quais as que se devem colocar de parte? A fase da criação de uma ideia inovadora é composta por vários processos, dos quais faz parte o brainstorming de ideias e a listagem das mesmas. Após esta listagem de ideias, o empreendedor terá que fazer uma análise profunda de modo a selecionar as ideias e a desenvolver um plano de acções A formulação do projecto Seleccionadas as ideias, o empreendedor deverá agora aprofundar um conjunto de pressupostos associados às ideias seleccionadas. Estudando os mercados, as tecnologias, recursos humanos e modelos de negócio, o empreendedor terá a definição concreta dos contornos que assumirá o seu projecto e dos investimentos que será necessário realizar. O investimento Nesta altura é preciso realizar diversos estudos de viabilidade económica e financeira do projecto e elaborar os planos de negócio e dossiers de financiamento. Segundo os estudos, é nesta fase que os empreendedores encontram as maiores dificuldades e barreiras à concretização dos seus projectos, devido à dificuldade de acesso a recursos financeiros, quer público, quer privados.

10 O empreendimento Após toda a preparação e procura de financiamento, é altura da tão esperada concretização, em que o empreendedor pretende constituir a sociedade e fazer o planeamento e respectiva execução. Alguns dos passos que se realizam nesta altura são a constituição da sociedade, o planeamento e financiamento do empreendimento, a realização das obras necessárias e o arranque. O sucesso vs insucesso O medo de falhar é um dos maiores bloqueios ao empreendedorismo em Portugal, e ao receio de falhar junta-se o facto de não serem dadas muitas oportunidades a quem falhou. Ao invés de ver a existência de uma experiência falhada no currículo de uma pessoa como um sinal de aprendizagem e maior preparação, o falhanço é mal visto. Qual é verdadeiramente o comportamento dos financiadores quando estão perante uma pessoa que conta na sua experiência com projectos falhados? Em que condições estão dispostos a conceder recursos financeiros para os seus projectos? Será que a existência de outra postura perante o insucesso contribuirá para um maior empreendedorismo? Para mais informações consultar:

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