Resumo. (4) Pesquisador Cientif~o da Embrapa Pecuaria Sudeste, EMBRAPA, Rod. Washington Luiz, km 234, CPo 339, Sao Carlos, SP, CEP:

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1 Wand~r Luis Barbosa BORGES (1); Rogerio Soares de FREITAS (1); Giane Serafim da SILVA (1); Adelina Azevedo BOTELHO (1); Wilson Luis STRADA (2); Solidete de Fatima P AZIANI (3); Maria Luiza Franceschi NICODEMO (4); Carlos Eduardo da Silva SANTOS (5); Antonio Aparecido CARP ANEZZI (6) Resumo a Noroeste do Estado de SaD Paulo apresenta atividade agropecuaria diversificada, entretanto, os indices de produtividade sad baixos e limitados devido, entre outros motivos, ads altos niveis de degrada<;ao dos ambientes produtivos. Para reverter esse quadro, sad indicados sistemas de produ<;ao com taco na conserva<;ao dos recurs os ambientais e sustentabilidade da produ<;ao. Neste senti do, foi instalado urn campo experimental de Integra<;ao Lavoura-Pecuaria-Silvicultura (ILPS) no Polo Regional de Desenvolvimento Tecnol6gico dos Agroneg6cios do Noroeste Paulista -APTAjSAA, localizado no municipio de Votuporanga, SP, que tern como objetivos principais avaliar 0 desempenho de sistemas r) Pesquisador Cientifico do Polo Regional de Desenvolvimento Tecnol6gico dos Agronegocios do Noroeste Paulista, APT A, Rod. Pericles Belini, km 121, C.P. 61, Votuporanga, SP, CEP: (2) Tecnico de apoio do Polo Regional de Desenvolvimento Tecno16gico dos Agronegocios do Noroeste Paulista, APTA, Rod. Pericles Belini, km 121, C.P. 61, Votuporanga, SF, CEP: (3) Pesquisador Cientifico do Polo Regional de DesenvolvimentoTecnologico dos Agroneg6cios do Centro Norte, APTA, Rod. Washington Luiz, km 372, C.P. 24, Pindorama, SP, CEP: (4) Pesquisador Cientif~o da Embrapa Pecuaria Sudeste, EMBRAPA, Rod. Washington Luiz, km 234, CPo 339, Sao Carlos, SP, CEP: (5) Analista da Embrapa Pecuaria Sudeste, EMBRAPA, Rod. Washington Luiz, km 234, CPo 339, Sao Carlos, SF, CEP: (6) Pesquisador Cientifico da Embrapa Florestas, EMBRAPA, Estrada da Ribeira, km 111, CPo 319, Colombo, PR,CEP: Apoio financeiro: Fundac;ao AGRISUS -Agricultura Sustentavel

2 a plantio do eucalipto foi realizado no dia 06/iq/09, em sistema de linha simples, sabre os terra<;os, no espa<;amento de 2 m entre plantas, dividindo-se a parcela em duas sub-parcelas adjacentes. Adjacente as parcelas com eucalipto, para minimizar as intera<;oes com eucaliptos nas proximidades, ha quatro parcelas onde nao foi realizado 0 plantio do eucalipto, e que sera utilizada como controle (ILP). Utilizou-se urn II chucho" para abertura das covas na espessura dos tubetesl para 0 plantio do eiicalipto.. Foi realizada aduba<;ao com bora no eucalipto em 23/10/09, diluindo-se 3525 g de acido b6rico (H3B03) em 00 L de agua e se aplicando urn 1 L da calda par planta.,,'c No dia 30/11/09 foi dessecado 0 milheto, utilizando-se glifosato 360 (equivalente acido) na dosagem de 3 L/ha do produto comercial (p.c.) e 6leo mineral a 0,5%. Ap6s a desseca<;ao, foi realizada a semeadura da soja entre os terra<;os, com urn gasto de sementes de 65 kg/ha. A colheita da soja foi realizada no dia 08/04/10. a eucalipto foi adubado novamente no dia 03/12/09, utilizando-se 40 g/planta de sulfato de amonio.. A primeira desrama do eucalipto foi efetuada no dia 22/04/10, retirando-se os galhos ate a altura de urn ter<;o da planta. as galhos, ainda nao lignificados (maduros), foram serrados rente ao tronco para evitar perdas na qualidade da madeira, e deixados sabre 0 solo pr6ximo ao callie. Para nao deixar a area em pousio, tendo em vista que nao foi possivel a semeadura da cultura do sorgo ap6s a soja, devido a atraso na semeadura da soja e consequentemente atraso na colheita, foi realizada a semeadui'a de crotalaria juncea (Crotalaria juncea L.) no dia 07/06/10 entre os terra<;osl no espa<;amento de 0,45 m, gastando-se 43 kg/ha de sementes. Realizou-se a segunda desrama do eucalipto no dia 16/08/10. Em 08/11/2010 foi realizada aplica~ao de glifosato 360 sob a copa do eucalipto, na dosagem de 4,0 L/ha do p.c., para controle de plantas daninhas. Na calda de pulveriza<;ao foi adicionado Boro, realizando simultaneamente a segunda aduba<;ao com Boro, na dosagem de 3 kg/ha. a controle de formigas foi realizado diretamente nos Iiolheiros" dos formigueiros, com pulverizador costal, utilizando-se 1 ml/l do p.c. de fipronil (Klap), tres vezes antes e cinco vezes ap6s 0 plantio do eucalipto. Tambem foi realizada lima pulveriza<;ao na planta toda. No dia 22/11/2010 foi realizada ro<;agem da area com Triton, para facilitar a desseca<;ao da crotalaria juncea. A area foi dessecada no dia 29/11/2010, utilizando-se glifosato 360, na dosagem de 4,0 L/ha do p.c. + carfentrazone na dosagem de 0,08 L/ha do p.c. + 0 adjuvante Spray A<;ao, na dosagem de 0,1 L/ha do p.c. e 0 inseticida cipermetrina, na dosagem de 0,1 L/ha do p.c., visando a redu<;ao de popula<;ao de lagartas e percevejos.. A semeadura do milho foi realizada nos dias 14 e /12/2010, utilizando-se 240 kg/ha do adubo formulado '60+ micronutrientes, na popula<;ao de plantas/ha, no espa<;amento de 0,8 m, no sistema de semeadura direta. Em seguida realizou-se,nova desseca<;ao, utilizando-se paraquat, na dosagem de 1,5 L/ha do p.c., nos dias 16 e 17/12/2010. Documentos, lac, Campinas, 99,

3 ~ A semeadura da Brachiaria brizanta cv. M?lrandu foi realizada nos dias 16 e 17/12/ 2010, utilizando-se 10 kg/ha de sementes, com VC de 36%, juntamente com 0 adubo formulado % de Ca e 11 % de S (Super Fosfato Simples Amoniado), sendo semeadas duas linhas na entrelinha do milha. A primeira adubac;ao de cobertura foi realiz~da nos dias 29 e 30/12/2010, utilizandose 0 adubo formulado , na dosagem de 24t) kg/ha: No dia 06/01/2011 foi realizada a aplicac;ao dos herbicidas atrazina, na dosagem de 3,0 L/ha do p.c. e nicosulfuron, na sub-dosagem de cr,1 L/ha do p.c., visando atrasar 0 ctesenvolvim,ento da braquiaria, para evitar a competic;ao com a cultura do milho, mais espalhante adesivo, na dosagem de 0,01 L do p.c /100 L de agua. A segunda adubac;ao de cobertura foi realizada nos dias 12 e 13/01/2011, utilizandose 0 adubo Sulfato de Amonio, na ~osagem de 225 kg/ha. As adubac;6es foram baseadas nas recomendac;6es do Boletim.Tecnico 100 (Raij et al., 1997). A terceira desrama do eucalipto foi realizada em 08/02/2011. Foram realizadas quatro avaliac;6es de altura de plantas e diametro do callie das plantas de eucalipto, em 05/12/2009, 19/03/2010; 06/08/2010 e 24/11/2010. a diametro foi avaliado na parte inferior do callie, antes da primeira ramificac;ao. Apos a colheita do milho a area ficara em pousio par sessenta dias, para melhor formac;ao da pastagem, e em seguida os bovinos de corte entrarao na area. Futuramente serao avaliados 0 des~mpenho e sanidade dos bovinos. Documentos, lac, Campinas, 99, 2011

4 Foi realizada tambem coleta de amostras indefor~adas do solo para determina<;ao da macroporosidade, microporosidade, porosidade total e densidade do solo, em tr~s profundidades: 0-5,5- e cm, em 24/11/2010, retirando-se tr~s amostras pol parcela. as resultados SaD apresentados na tabela 5. Tabela 2. Dados de dias de chuva (DC), precipita';3o pluvial (PP), temperatura media diaria (T), temperatura media diaria maxima (TMax) e temperatura media diaria minima (TMin), em Votuporanga, SP, maio de 2009 a dezembro de Mes DC PP* 1'** TMax** TMin** malo junho julho ,3 21,4 21,1. 22,9 19,1 21,6 25,6 23,3 25,5,2 11,7 13,8 agosto setembro outubro novembro ,4 179,8 112,6 162,1 22,1 24,8 25,2 27,4 26,9 28,2 27,9 29,9 12,9 19,7 21,6 24,6 dezembro ,8 25,9 27,8 23,9 Fonte: CIIAGRO, 2011; * (mm): ** (OC) Tabela 3. Dados de dias de chuva(dc), precipita~ao pluvial (PP), temperatura media diaria (T), temperatura media diaria maxima (TMax) e temperatura media diaria minima (TMin), em Votuporanga, SP, janeiro de 2010 a dezembro de Mes DC PP* 1'** TMax** TMin** janeiro fevereiro mar~o abril ,9 134,1 81,S 66,j 26,0 26,8 26,6 24,3 28,3 29,9 29,1 28,2 22,4 24,9 22,3 18,4 maio 7 10,6 20,9 26,3 13,2 junho 3 26,8 20,6 24,5,0 julho 1 1,0 22,6 26,1 16,3 agosto setembro outubro ,0 90,6 123,3 22,6 25,3 24,7 27,5 29,9 30,2 16,6 18,9 19,9 novembro dezembro 8 95,4 133,5 25,1 26,6 28,5 30,4 21,1 20,2 Fonte: CIIAGRO, 2011; * (mm): ** (OC) Documentos, lac, Campinas, 99,

5 PP* 28,0 janeiro Fonte: Tabela 4. Dados de dias de chuva (DC), precipita<;ao pluvial (PP), temperatura media diaria (T), temperatura media diaria maxima (TMax) e temperatura media diaria minima (TMin), em Votuporanga, SP, janeiro de 2011 a fevereiro de Mes DC T** TMa:x** TMin** ,9 fevereiro 257,5 CIIAGRO, 2011; * (mm): ** (OC) 26,5 26,6 27,9 25,425,1 Altura de plantas 5/12/ /3/2010 6/8/ /11/2010 Figura 1. Altura das plantas de eucalipto em diferentes epocas. Com rela<;ao a resistencia do solo a penetra<;ao, em media, todo 0 campo experimental apresentou valores, a part: ir de 8 cm de profundidade, acima de 2da MPa (Figura 3) e val ores de macroporosi~ abaixo del0 % (Tabela 5). Segundo3 Imhoff et at. (2000) val ores entre 2 e : MPa sao considerados limitantes ao desenvolvimento radical de trigo, milho e pastagem, e de acordo com Vomocil &(2 Flocker (1961) citados par Teixeira et all valores de macroporos inferioresto a 10 % constituem limita<;ao ao crescimen de eucalipto e a cultura do milho tern vegetativo ate 0 presente momenta. radicular. No entanto, os dois hibridos apresentado urn born desenvolvimento 28 Documentos, lac, Campinas, 99, 2011

6 Para fins de fertilidade realizou-se a amostragem na profundidade de 0-20 cm, em 24/11/2010, na area entre terra<;os, a dois metros da linha de eucaliptos e na proje<;ao das copas de eucalipto. as resultados SaD apresentados nag tabelas 6, 7 e 8. E E Figura 2. Diametro do caule das plantas de eucalipto em diferentes epocas. Resistencia (M pa) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3, E u '-" <U "0 nj "0 '6c: :J '+- 0'- a Figura 3. Resist~ncia a penetrac;ao em func;ao da profundidade. Documentos,.lAC, Campinas, 99,

7 Profundidade Tratamento M Jl PT Urograndis H-13 Grancam1277 ILP UrograndisH-13 Grancam1277 ILP Urogranais H-13 Grancam 1277 ILP 3,33 2,67 6,01 2,60 2,84 3,68 5,63 2,02 6,11 % g/ cm3 31,28 37,57 31,59 31,57 31,07 30,32 31,03 33,20,38 30, 34,39 40,24 37,61 34,16 33,91 34,00 36,66 35,22 36,49 1,65 1,63 1,64 1,60 'l'ratamento P (Resina) MO ph (CaCIJ K Ca Mg Hi ~ mg dm-3 ~---~--- --AI gdm~ mmoi~ dm-3~ Urograndis H ,8 2, Grancam ,7 2, ILP 6 4,7 1, Al V % Tratamento Urograndis H-13 Grancam1277 P (Resina) mg dm-3 MO. g dm ph (CaCIJ K AI v % 4,4 2, ,6 1, Tratamento.P (Resina) mg dm-3 Urograndis H-13 5 Grancam ~ MO g dm ph (CaCIJ K Ca Mg H+AI 4,6 4,7 1,0 1,6 9 9 mrnol dm-3 c AI 3 3 V % Docurnentos, lac, Carnpinas, 99, 2011

8 A interpreta<;ao dog resultados das analises de s~lo do campo experimental, de acordo com Raij et al. (1997), para especies florestais e anuais, entre os terra<;os, (Tabela 6), e para florestais, com uma avalia<;ao intermediaria a dois metros da linha de eucalipto, (Tabelas 7) e outra sob a copa do eucalipto (Tabela 8) revelou os seguintes resultados: teores medios de f6sforo (P) na area comeucalipto para 0 cultivo de especies florestais e teores muito baixo para 0 cultivo de especi~ anuai~ na area de ILP, alia acidez, teores medios de potassio (K) na area com eucalipto para 0 cultivo de especies florestais e baixo para 0 cu1tivo de especies anuais na area"de ILP, teores altos de calcio (Ca), teores medios de magnesio (Mg) e baixa satura<;ao"'por bases (V), conforme Tabela 6; teor alto de P na area com Urograndis H-13 e medio na area com Grancam 1277, alia acidez, teores medios de K e Mg e altos de Ca e baixa V, conforme Tabela 7; teores baixos de P, altos de Ca e medios de Mg, alia acidez, teor baixo de K na area com Urograndis H-13 e medio na area com Grancam 1277 e baixa V, conforme Tabela 8. Apesar da acidez elevada e baixos teores de alguns nutrientes, os dois hfbridos de eucalipto e a cultura do milho tern apresentando born desenvolvimento vegetativo. a sistema de ILPS na regiao Noroeste do Estado de SaD Paulo tem-se mostrado como altemativa para produ~ao de graos, madeira e forragem na mesma area, sendo que 0 hibrido de eucalipto Grancam 1277, devido ao seu melhor desempenho em altura e diametro, permite antecipar a entrada do gado no sistema. Agradecemos a Funda~ao AGRISUS -Agricultura Sustentavel pelo apoio financeiro para a realiza~ao do evento e para a condu~ao da pesquisa cientifica. Agradecemos tambem a todos os funcionarios do Polo Regional de Desenvolvimento Tecnol6gico do Noroeste Paulista -APT A, pelo apoio na instala~ao e condu~ao do campo experimental. CIIAGRO. Dados climaticos de Votuporanga, SF, de maio de 2009 a fevereiro de Disp nlvel em: <.http://www.ciiagro.sp.gov.br/ciiagroonline>. Acesso em: 28/02/2011. IMHOFF, S.; SILVA, A.P.; TORMENA, C.A. Aplica<;6es da curva de resistencia no controle da qualidade fisica de urn solo sob pastagern. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, Brasilia, v.35, p , Documentos, lac, Campinas, 99,

9 RAIJ, B. van.; CANTARELA, H.; QUAGrIO, J. A.; FURLANI, A.M.C. (Eds.). Recomenda~oes de aduba~ao e calagem para 0 Estado de Sao Paulo. 2.ed. Campinas: lac, p. (Boletim Tecnico, 100) TEIXEIRA, C.F.A.; MORSELLI, T.B.G.A.; KROLOW, I.R.C.; SIMONETE, M.A. Atributos fisicohidricos de urn solo cultivado com pastagern d~ azevern sob diferentes cornbina<;6es de, preparo e tratarnento. Revista Ciencia Agronomica, Fortaleza, v.37, n.2, p , Documentos, lac, Campinas, 99, 2011

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