RESUMO. Introdução. 1 Acadêmicos PVIC/UEG, graduandos do Curso de Agronomia, UnU Ipameri - UEG.

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1 EFEITOS DE FERTILIZANTES E CORRETIVOS NO ph DO SOLO Tiago Trevizam de Freitas 1 ; Zélio de Lima Vieira 1 ; Valter de Oliveira Neves Júnior 1 ; Rodolfo Araújo Marques 1 ; Raimar Vinícius Canêdo 1 ; Adilson Pelá 2 1 Acadêmicos PVIC/UEG, graduandos do Curso de Agronomia, UnU Ipameri - UEG. 2 Adilson Pelá, docente do Curso de Agronomia, UnU Ipameri UEG. RESUMO Os solos podem ser ácidos devido à própria pobreza em bases do material de origem, como K, Ca, Mg, Na e outros. A origem da acidez do solo é causada principalmente por lavagem de Ca e Mg do solo pela água da chuva ou irrigação, remoção dos nutrientes pelas colheitas e utilização da maioria dos fertilizantes químicos. No ensaio objetivou-se comparar a interferência na acidez, utilizando várias fontes de fertilizantes adicionadas ao solo. O experimento foi instalado no dia 25 de agosto e conduzindo até 24 de setembro de 2008 em condição laboratorial experimental pertencente à Universidade Estadual de Goiás UEG, Unidade Universitária de Ipameri, situada às margens da rodovia GO 330 km 241. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados (DBC), com 6 tratamentos e 4 repetições. Utilizou-se seis fontes de fertilizantes (sulfato de amônio, uréia, cloreto de potássio, MAP, calcário e camag) e cinco doses, correspondente a 500, 1000, 2000, 4000 Kg ha -1. Os resultados foram obtidos a partir de avaliações feitas aos 1 ; 3 ; 7 ; 15 e 30 dias. Nestes observou-se variações relevantes de acordo com as maiores concentrações adotadas. Os adubos nitrogenados foram os que mais acidificaram o solo, enquanto que o KCl e o MAP aumentaram o ph. O calcário elevou mais rapidamente o ph que o camag. Palavras-chave: calcário; cloreto de potássio; MAP; camag; uréia; sulfato de amônio. Introdução Os solos podem ser ácidos devido à própria pobreza em bases do material de origem, ou a processos de formação que favorecem a remoção ou lavagem de elementos básicos como K, Ca, Mg, Na e outros. Além disso, os solos podem ter sua acidez aumentada por cultivos e adubações. 1

2 Em ambos os casos, a acidificação se inicia, ou se acentua, devido à remoção de bases da superfície dos colóides do solo. A origem da acidez do solo é causada principalmente por lavagem de Ca e Mg do solo pela água da chuva ou irrigação, remoção dos nutrientes pelas colheitas e utilização da maioria dos fertilizantes químicos (MALAVOLTA, 1981). Os solos brasileiros são, em sua maioria, naturalmente ácidos. Os solos podem ser ácidos devido ao material de origem ou a processos de formação que favorecem a remoção de bases como potássio, cálcio e magnésio. O cultivo de determinadas espécies vegetais e o uso de adubações, principalmente fertilizantes amoniacais e a uréia, podem, também, contribuir para a acidificação dos solos (LOPES, 1989). As conseqüências da acidez dos solos para as culturas são as mais variadas e contribuem para a baixa produtividade das mesmas. O alumínio e manganês podem atingir níveis tóxicos em solos ácidos devido a sua maior solubilidade nesses solos. A acidez diminui a população de microorganismos que decompõem a matéria orgânica e auxiliam na liberação do nitrogênio, fósforo e enxofre (SILVA, et al., 1991). A fixação simbiótica do nitrogênio é severamente reduzida em ph inferior a 6,0. Quando a CTC do solo é extremamente baixo o que geralmente acontece em solos ácidos, o cálcio e magnésio podem ser deficitários. A disponibilidade do fósforo e molibdênio é reduzida. O ph baixo reduz a agregação das partículas em solos argilosos, causando baixa permeabilidade e aeração. A acidez é medida pela presença de H + dissociado na solução do solo, sendo expressa pelo índice de ph. Quanto mais hidrogênio (H + ) estiver presente no solo, menor será o ph e, conseqüentemente mais ácido (SOUZA, et al., 2002). A reação de fertilizantes amoniacais e a uréia que, durante sua transformação no solo pelos microorganismos libera H +. O H + produzido libera um cátion trocável para a solução do solo, que será lixiviado com o ânion acompanhante, intensificando a acidificação do solo (VALE, et al., 1993). Objetivou-se, neste trabalho comparar a acidificação do solo pela utilização de algumas fontes de fertilizantes adicionadas ao solo, durante os 30 dias decorrentes da sua aplicação. Material e Métodos O experimento foi instalado no dia 25 de agosto e conduzindo até 24 de setembro em condições laboratorial na Universidade Estadual de Goiás UEG, Unidade Universitária de 2

3 Ipameri. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados (DBC), com 6 tratamentos e 4 repetições. Utilizou-se solo da camada subsuperficial de um LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Distrófico. Foram testadas seis fontes de nutrientes (sulfato de amônio, uréia, cloreto de potássio, MAP, calcário e camag), em cinco doses (0; 0,125; 0,250; 0,500 e 1,00 gramas por saco contendo 0,5 litros de solo), correspondente a 500, 1000, 2000, 4000 Kg ha -1, até 30 dias após a aplicação dos mesmos. Após a aplicação dos fertilizantes cada parcela recebeu 50 ml de água para elevar o teor de água do solo a aproximadamente 60% da capacidade de campo. As medições foram feitas com o auxílio de um potenciômetro aferido em solução padrão de 4,1 e 6,8 de ph. As leituras foram feitas no dia de implantação, 3, 7, 15 e 30 dias após. O ph foi determinado depois de repetida a leitura por duas vezes, a primeira de forma crescente e a segunda de forma decrescente, encontrando assim a média. Os dados obtidos foram submetidos ao teste F para análise de variância e, para comparação das médias, utilizou-se o teste de Tukey a 5% de probabilidade. Resultados e Discussão Os resultados são apresentados na Figura 1. Entre os adubos acidificantes o sulfato de amônio foi o que causou as maiores reduções nos valores de ph, principalmente a partir do sétimo dia da sua aplicação, pela transformação do N-NH + 4 a N-NO - 3, com conseqüente liberação de H + para o meio (KIEHL et al., 1981; et al., 1995). Quanto as doses, observou-se que após 30 dias da aplicação das mesmas, o ph se aproximou do valor obtido com a testemunha, isso com as menores doses, enquanto que com a dose de 1g dm -3 o ph permaneceu mais ácido que na testemunha. A uréia proporcionou uma elevação no ph até o terceiro dia após a aplicação da mesma, que ocorre em função da transformação do N-amídico (N-NH 2 ) a N-NH + 4. Verificou-se que após o sétimo dia os valores de ph foram inferiores ao da testemunha, exceto com a maior dose desse fertilizante. Isso pode ser atribuído também à transformação do N-NH + 4 a N-NO - 3, com conseqüente liberação de H + para o meio, devido ao potencial redox do solo, que é favorável a essa transformação. 3

4 Figura 1. Efeito de doses (g 0,5L -1 de solo)diferentes fertilizantes e corretivos sobre a acidez do solo, medida através do ph em água. 4

5 Tanto o MAP quanto o cloreto de potássio proporcionam elevação do ph do solo em relação à testemunha. A elevação do ph com a utilização do primeiro foi maior conforme com a aplicação das maiores doses, enquanto o segundo ocorreu o inverso. Os valores de ph obtidos com esses adubos foram semelhantes ao o que ocorreu com a aplicação do calcário, elevando em aproximadamente 0,6 unidades de ph em relação à testemunha. O Camag promoveu inicialmente uma redução nos valores de ph, de até 0,4 unidades em relação à testemunha, que foi maior conforme a utilização de doses mais elevadas. Após sete dias da aplicação houve elevação nos valores de ph, que também foi maior com as menores doses. Verificou-se que tal produto apresentou velocidade de reação inferior ao calcário, bem como proporcionou valores inferiores ao obtidos com este. Isso provavelmente ocorreu em função da granulometria do camag, que apresenta grânulos com diâmetro de 2 a 4 mm, enquanto o calcário, por ser usado em pó, reage mais rapidamente com o solo. Conclusões Os adubos nitrogenados foram os que mais acidificaram o solo, principalmente com as maiores doses. O cloreto de potássio e o MAP elevaram o ph do solo em relação à testemunha. O camag causou inicialmente acidificação do solo, e posteriormente o ph se elevou em alguns décimos acima da testemunha, sendo porém inferior ao calcário, e também com reação mais lenta que este. Referências Bibliográficas: LOPES, A. S. Manual de Fertilidade do Solo, São Paulo, ANDA/Potafós, 1989, 153 p. LOPES, A. S; SILVA, M. C; GUILHERME, G. R. L. Acidez do Solo e Calagem, São Paulo, ANDA/Potafós 3º Edição; 1991, 29 p. SOUZA, D. M. G. Cerrado: correção e adubação. Planaltina, EMBRAPA Cerrados, 2002, 416 p. VALE, F.R.; Guilherme, L.R.G. & Guedes, G.A.A. Fertilidade do Solo - Dinâmica e Disponibilidade de Nutrientes de Plantas. Lavras, ESAL/FAEPE, p. 5

6 MALAVOLTA, E. Manual de química agrícola: adubos e adubação. 3ª ed. São Paulo, Ceres, p. KIEHL, J. C.; MELLO, F.A. F.; ARZOLLAS, S. (1981). Efeito acidificante de alguns adubos nitrogenados em solos de diferentes texturas. O solo, Piracicaba, 73: OLIVEIRA, M. de; RODRIGUES FILHO, F.; VIEIRA, A. D. (1995). Alterações na fertilidade de material de solo com emprego de adubação orgânica associada com adubação mineral. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DO SOLO, 26, Viçosa-MG, Resumos expandidos..., Viçosa: SBSC/UFV, 2::

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