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1 os CENSOS vão às ESCOLAS» ensino secundário XV recenseamento geral da população CENSOS 2011 V recenseamento geral da habitação

2 NÍVEL DE ENSINO IDADES LIGAÇÕES CURRICULARES Ensino Secundário Geografia Matemática História Economia O projecto "OS CENSOS VÃO ÀS ESCOLAS" foi desenvolvido pelo Gabinete dos Censos em colaboração com a Equipa do ALEA * e tem como objectivos:» Dar a conhecer aos alunos dos diversos graus de ensino: o que são, para que servem e como se fazem os Censos;» Mobilizar os pais e familiares dos alunos para a participação nos Censos 2011;» Incentivar os alunos para ajudar os pais na resposta aos Censos 2011 pela Internet. Este projecto consiste numa aula relativa aos Censos, que deve ser ministrada em todas as escolas do ensino oficial e particular na primeira quinzena de Março de As aulas estão também disponíveis em Para mais informações sobre os Censos 2011 visite o nosso site na Internet: 1. O QUE SÃO OS CENSOS? A forma mais antiga e também mais directa de conhecer o número de pessoas que habitam um determinado território, consiste na realização de uma contagem exaustiva dos indivíduos, a que se dá o nome de recenseamento ou, de uma forma mais abreviada "censo". Os Censos são tradicionalmente a contagem da população dum país a que, em época mais recente, se acrescentou uma mais profunda caracterização e um levantamento do parque habitacional. É exactamente através dos Censos que o país fica a saber: Quantos somos? - O número total de pessoas que vivem em Portugal de norte a sul, Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, e em cada uma das nossas cidades, vilas e aldeias; Como somos? - A idade das pessoas, as profissões, os estudos que as pessoas têm; Onde vivemos? - Os locais onde as pessoas vivem; Como vivemos? - As características das habitações existentes em Portugal. * ALEA - Acção Local Estatística Aplicada ( - é um projecto conjunto da Escola Secundária de Tomaz Pelayo ( ), da Direcção Regional de Educação do Norte ( ) e do Instituto Nacional de Estatística (

3 2. BREVE HISTÓRIA DOS CENSOS Já antes da era de Cristo se faziam recenseamentos, geralmente com objectivos militares e de cobrança de impostos. Por isso, a norma era a de as populações se deslocarem aos seus locais de origem e se apresentarem às respectivas autoridades para o registo de pessoas e/ou bens. A história dos Censos remonta aos tempos antigos; o primeiro recenseamento de que se tem notícia foi realizado na China. Em 2238 a.c., o imperador Yao mandou realizar um censo da população e das lavouras cultivadas. Depois encontramos formas próprias de recensear a população em todas as grandes civilizações antigas: na Mesopotâmia, no Egipto, na China, na Grécia, em Roma, etc. O primeiro censo populacional conhecido no território que é hoje Portugal foi realizado no ano zero, por ordem do imperador César Augusto e dizia respeito à então província romana da Lusitânia. Posteriormente, na Idade Média também os Árabes efectuaram vários recenseamentos durante a sua permanência na Península Ibérica. Já após a fundação da nacionalidade foram realizadas várias contagens mais ou menos extensas tendo preocupações sobretudo de ordem militar. A primeira destas operações foi o Rol de Besteiros do Conto, de D. Afonso III ( ). Em 1864, realizou-se o I Recenseamento Geral da População Portuguesa, que foi o primeiro a reger-se pelas orientações internacionais do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas em 1853, marcando o início dos recenseamentos da época moderna. Embora estas orientações já indicassem que os recenseamentos deveriam ser realizados de 10 em 10 anos o censo seguinte apenas se realizou em 1878, ao qual se seguiria o Censo de A partir de então os recenseamentos da população têm vindo a realizar-se, com poucas excepções, regularmente em intervalos de 10 anos. Outro marco importante ocorreu em 1970, quando em simultâneo com o Recenseamento da População se realizou o I Recenseamento da Habitação. O XII Recenseamento Geral da População, que devia realizar-se em 1980, foi transferido para 1981, de modo a ficar em consonância com o calendário censitário em vigor nos países da Comunidade Económica Europeia. O último censo realizado em Portugal foi em 2001.

4 3. PARA QUE SERVEM OS CENSOS? Através dos Censos é possível obter, para cada nível de detalhe geográfico, uma "fotografia" de todos os indivíduos residentes em Portugal e das condições em que habitam. Os censos são uma fonte única e renovável que, caracterizando a população e o parque habitacional, surge como valioso instrumento de diagnóstico, planeamento e intervenção, em vários domínios:» Na definição de objectivos e prioridades para as políticas globais de desenvolvimento;» No planeamento regional e urbano;» Nos estudos de mercado e sondagens de opinião;» Na investigação em ciências sociais e políticas. Ao nível da Administração Central e Local os dados dos censos são utilizados para:» Elaborar estudos sobre a estrutura etária da população, deslocações pendulares, níveis de escolaridade e analfabetismo, estrutura económica e social da população, condições de habitabilidade,...;» Determinar a distribuição de fundos a nível regional e local;» Implementar infra-estruturas como escolas, farmácias, hospitais, centros de saúde, ;» Definir a categoria dos aglomerados populacionais e as modificações na estrutura administrativa. O sector privado faz também grande utilização dos dados fornecidos, nomeadamente em:» Estudos relacionados com a localização de fábricas, centros comerciais, cinemas, restaurantes ;» Estudos de impacto ambiental;» Estudos para conhecer e analisar o perfil da mão-de-obra;» Estudos com vista à constituição de amostras para a realização de sondagens de opinião e estudos de mercado. No âmbito da investigação e estudos a utilização dos dados censitários destina-se a:» Estudos de investigação nos domínios demográfico, social e económico;» Elaboração de trabalhos escolares pelos alunos dos diferentes graus de ensino. Os dados censitários servem ainda de suporte para a selecção de amostras na realização de outros inquéritos estatísticos e de base de cálculo para estimativas e projecções demográficas. A comparação com dados dos recenseamentos anteriores permite analisar as transformações da sociedade portuguesa em termos demográficos e socioeconómicos. Os dados censitários são, portanto, fundamentais para a análise da estrutura social e económica do país, da sua evolução e tendências, permitindo ainda a comparação a nível internacional.

5 4. QUEM FAZ OS CENSOS? O Instituto Nacional de Estatística (INE) é o organismo encarregue da preparação, execução e apuramento dos dados dos Censos Dada a complexidade da operação estatística "Censos 2011", o INE tem a colaboração das autarquias locais. Assim, as Câmaras Municipais responsabilizam-se pela organização, coordenação e controlo das tarefas do recenseamento na área da respectiva jurisdição; enquanto que as Juntas de Freguesia asseguram a execução das operações dos Censos 2011 nas respectivas áreas. 5. COMO SE FAZEM OS CENSOS? Os Censos 2011 utilizam na sua execução uma metodologia de recolha exaustiva de todos os dados, ou seja, todas as unidades estatísticas do universo que se pretende analisar serão contactadas com o objectivo de se obter a informação. As unidades estatísticas a caracterizar são: edifício, alojamento, família e indivíduo. Assim, todos os alojamentos serão observados e todas as pessoas residentes serão contadas e caracterizadas através de questionários que terão de ser preenchidos para cada uma dessas unidades. Os questionários são distribuídos em cada alojamento por um recenseador (pessoa que contacta directamente a população, distribui e recolhe os questionários e apoia no preenchimento se necessário). As pessoas podem preencher os questionários em papel ou, pela primeira vez, através da Internet (e-censos), no endereço A resposta pela Internet é um processo fácil, rápido e seguro. O acesso ao e-censos é realizado com recurso a um sistema de autenticação seguro, baseado na entrega, por parte do recenseador, de um envelope fechado no qual se encontram os códigos de acesso (identificador e PIN). Se as pessoas responderem pela Internet o recenseador recebe um SMS a indicar que já responderam e não voltará a passar pela casa dessas pessoas. Se as pessoas optarem por preencher o questionário em papel, o recenseador voltará a sua casa para recolher os questionários. A informação recolhida refere-se às 0 horas do dia 21 de Março de "momento censitário", que corresponde ao dia e hora em relação aos quais se recolhem todos os dados. A referência a este momento é absolutamente fundamental para evitar duplicações ou omissões de contagens provocadas pela deslocação das pessoas e garantir que todas as pessoas e habitações são observadas por referência às características que possuem no mesmo momento. Para apoiar a recolha e difusão dos Censos 2011, foi preparada uma importante infra-estrutura cartográfica, chamada Base Geográfica de Referenciação da Informação (BGRI), que, para além de "acertar" os limites administrativos (de freguesia e município) com as autoridades locais, divide a área de cada freguesia em secções e subsecções estatísticas e utiliza cartografia digital para fazer esta divisão do território.

6 A secção estatística é uma área contínua de uma única freguesia com cerca de 315 alojamentos; a subsecção estatística é a mais pequena área com delimitação autónoma dentro da secção estatística e corresponde ao quarteirão na área urbana e ao lugar ou parte de lugar na área rural. Com esta base geográfica, o território de Portugal ficou dividido em cerca de "bocadinhos", correspondentes às subsecções estatísticas, devidamente delimitados, com base nos quais os dados dos Censos 2011 vão ser recolhidos e disponibilizados. 6. TRATAMENTO DOS DADOS DOS CENSOS Os cerca de 70 milhões de páginas com informação que o INE vai recolher e tratar, começarão por ser digitalizadas através de potentes "scanners" dando origem a tantas imagens quantas as páginas anteriormente referidas. Segue-se o processo de reconhecimento pelo método ICR (Inteligent Character Recognition), ou seja, a conversão de marcas e caracteres manuscritos, contidos nas imagens, em dados de formato ASCII (formato mais comum para ficheiros de texto em computadores e na internet). Serão integrados também os dados recebidas pela Internet. Teremos assim, toda a informação num formato que permitirá a sua validação, tratamento, análise e apuramento, culminando este processo com a divulgação dos resultados - os "dados". Apresenta-se na Figura 1 um exemplo de resultado dos Censos 2001, onde se pode observar a Evolução da estrutura da população residente entre 1991 e Figura 1 - Evolução da estrutura da população residente, A adopção destas novas tecnologias permite, para além de uma maior rapidez no tratamento da informação e na divulgação dos resultados, uma economia de espaço e de recursos humanos, uma melhor qualidade e fiabilidade da informação, e ainda a garantia de preservação do segredo estatístico. Nestes Censos vais ter um papel decisivo: Incentiva e ajuda os teus familiares a responder pela internet. Quantas mais respostas tivermos pela internet mais rápido iremos ficar a saber quantos somos, o que fazemos e como vivemos! Tu também contas!

7 TAREFA Defina recenseamento. 2 - Indique a periodicidade com que se realizam os censos. 3 - Explique a utilidade dos censos atendendo aos dados que fornecem. 4 - Refira em que medida os resultados dos Censos poderão desencadear a necessidade de definir novas opções especialmente ao nível das políticas de planeamento e gestão do território. TAREFA 2 - Realização de um Inquérito O objectivo desta actividade é que sejam os próprios alunos a realizarem um inquérito nas suas várias fases: definição das questões, recolha de dados, tratamento dos dados e apresentação dos resultados. Sugere-se como temática do inquérito "Planos de Futuro", relacionada com o futuro escolar e profissional dos alunos das turmas do secundário da escola. TAREFA 3 - Os Censos em Portugal Realize um pequeno estudo sobre os Censos em Portugal de 1864 a Para tal, aceda ao site onde pode consultar também a informação recolhida e apurada nos Censos já realizados. Seleccione um ou mais indicadores e analise a evolução desses indicadores ao longo do tempo. Por exemplo, considere a variável população residente; comece por registar numa tabela os dados relativos à população portuguesa residente em Portugal, no período de 1864 a 2001; represente graficamente os dados e analise a evolução da população ao longo deste período de tempo. No final, elabore um relatório com as principais conclusões desse estudo.

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