PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS DO PONTO DE VISTA FÍSICO E NUTRICIONAL

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1 PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS DO PONTO DE VISTA FÍSICO E NUTRICIONAL Nilza Matias Oliver Cruz Faculdade Maurício de Nassau/CG Débora de Araújo Targino Faculdade Maurício de Nassau/CG Rízia Delane Costa Figueirêdo Porto Faculdade Maurício de Nassau/CG Adriana Paula Braz de Souza Faculdade Maurício de Nassau/CG INTRODUÇÃO De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a qualidade de vida é a percepção do indivíduo acerca de sua posição na vida, de acordo com o contexto cultural e o sistema de valores com os quais convive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. 1 Para Pascoal 1 a longevidade tem complicações importantes para a qualidade de vida, podendo trazer consequências muito sérias para as diferentes dimensões da vida humana, física, psíquica e social. No entanto, se os indivíduos envelhecem com autonomia e independência, com boa saúde física, desempenhando os papeis sociais, permanecendo ativos e desfrutando de senso de significado social, sua qualidade de vida pode ser muito boa. Para Caldas, 1998 o envelhecer é um processo natural do homem. Queiramos ou não estamos envelhecendo dia após dia, visto que envelhecer é um processo fisiológico e natural pelos quais todos os seres vivos passam, e em especial o ser humano. 2

2 O envelhecimento saudável consiste na busca por uma melhor qualidade de vida através de uma dieta equilibrada e a prática de atividade física e que essas atividades sejam algo que proporcionem bem estar e estimule sua convivência social. Um dos fatores relacionados ao envelhecimento sadio é a boa nutrição durante toda a vida. O estado nutricional adequado aumenta o número de pessoas que se aproximam do seu ciclo máximo de vida. Com base nestes dados objetivamos reunir evidências sobre a contribuição da nutrição e da atividade física na qualidade de vida dos idosos baseado em artigos publicados de 2005 a METODOLOGIA Através de revisão sistemática, realizado com busca da literatura em bases de dados MEDLINE/PubMed, LILACS e Scielo. A principal vantagem da revisão bibliográfica consiste no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla que aquela que poderia investigar diretamente. Esta vantagem se torna particularmente importante, quando o problema de pesquisa requer dados muito dispersos pelo espaço 3. Incluíramse nesse estudo a avaliação da qualidade de vida de idosos em 15 artigos, que versavam dados sobre atividades físicas desenvolvidas e aspectos nutricionais. RESULTADOS Através da união dos termos: Idoso, qualidade de vida, atividade física e alimentação encontraram artigos que relatam sobre a os termos citados e verificamos os efeitos benéficos da prática de atividade física, uma alimentação saudável, melhorando sua qualidade de vida no envelhecimento. O envelhecimento tem uma dimensão existencial. Como todas as

3 situações humanas, ele modifica a relação do homem com o tempo, seu relacionamento com o mundo e sua própria história 2. Deve-se destacar também a inserção familiar do idoso em domicílios multigeracionais: a convivência com familiares pode tanto oferecer benefícios, no sentido do apoio familiar nas condições debilitantes e de dependência, reduzindo o isolamento, como gerar conflitos intergeracionais, que acabam por diminuir a autoestima deteriorar o estado emocional do idoso, afetando de forma marcante a qualidade de vida. 4 O idoso passa pelo processo de envelhecimento marcado por mudanças biopsicossociais específicas ao decorrer do tempo. As mudanças variam de indivíduo para indivíduo, dependendo de sua genética, seu estilo de vida e seus hábitos alimentares. A qualidade de vida é influenciada pelo estilo de vida de cada um, e um estilo de vida saudável inclui a atividade física (AF) regular, considerada um componente importante. São incluídos ainda bons hábitos alimentares, sono adequado, controle de peso e baixo consumo de álcool e de tabaco. (SHARKEY,2001) 5. De acordo com Souza e Moreira 6, qualidade de vida reportada na terceira idade enfatiza a nutrição como fator determinante para que o indivíduo possa manter uma interação harmoniosa de variados fatores que moldam e que diferenciam o seu cotidiano, como saúde física e mental, satisfação no trabalho e nas relações familiares, disposição, dignidade, espiritualidade e longevidade. Visto que o funcionamento do corpo do idoso diminui seu ritmo, junto diminuirá a digestão, a disposição para praticar atividades físicas entre outros. Entretanto visto que a motilidade intestinal é reduzida, a pratica de atividade física bem como uma alimentação saudável é indispensável para uma melhor

4 qualidade de vida. A realização de atividades físicas regulares e uma boa alimentação trazem uma série de benefícios para quem os pratica, esses benefícios não são apenas físicos, mas também contribui para um equilíbrio emocional e social do individuo 1. Os programas de exercícios devem ser individualizados conforme as necessidades específicas do idoso. A aderência em longo prazo ao programa proposto é necessária para que se mantenham os benefícios ganhos pela prática da atividade física 8.O hábito de praticar atividade física regularmente está ligada a vários benefícios para uma melhor qualidade de vida do idoso, visto o fato da redução dos riscos de doenças coronárias, hipertensão, diabetes, e até mesmo depressão. Não se esquecendo da melhor disposição, menos chances de perda de massa muscular, bem como manutenção do peso ideal, circunferência da cintura dentro dos padrões de normalidade. O estado nutricional dos idosos tem se modificado nos últimos anos, o que pode ser explicado pelo alto consumo alimentar de calorias provenientes de gorduras, principalmente as de origem animal, açúcar e alimentos refinados, em detrimento de outros nutrientes de baixa densidade energética como as frutas e verduras, bem como pela forma de obtenção e preparo dos alimentos 6. A partir da infância, começamos a conhecer os alimentos que nos são ofertados por nossos familiares e a adquirimos os hábitos dos que nos rodeiam, formamos os nossos próprios hábitos alimentares com preferências e aversões, essas escolhas podem ser benéficas ou maléficas, o nosso corpo é quem irá nos responder quando chegarmos à velhice, onde as escolhas errôneas do passado irão ser decisivas na qualidade de nossa saúde. Os fatores culturais também contribuem para uma alimentação adequada ou não,

5 há algumas culturas que possuem excessos em sua alimentação; como gorduras, fast foods,açúcares; tendo uma alimentação deficitária muitas vezes de vitaminas e minerais. O fator social é outro grande problema a falta de acesso a uma alimentação equilibrada ou simplesmente a falta de informação do que é um alimento saudável, onde todos esses fatores afetam diretamente na qualidade de vida dos idosos e sua saúde. CONCLUSÃO: Dentre os artigos avaliados percebe-se que os idosos apresentam uma preocupação com o seu bem estar físico e com uma alimentação saudável, esse aspecto demonstra uma melhora na qualidade de vida e minimiza os declínios da capacidade funcional. A boa nutrição aliada a manutenção desse bom estado nutricional, interfere de maneira positiva a longevidade do idoso. É importante enfatizar que apesar dos resultados referidos, as estratégias de uma equipe multidisciplinar promove uma interação com o idoso melhorando cada vez mais a sua qualidade de vida. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 MACHADO, C. S. M.; ARAGÃO, Q. F.; VOLPE, C. R. G. et al.. Qualidade de vida das pessoas que realizam atividade física em centro de saúde. REEUNI-Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIERO, Brasília, v. 1, n.1, p , jan/abr SILVA, V. da. Qualidade de vida do idoso: Cuidado do idoso, dever de quem?. Revista Brasileira Acadêmica, Paraná, Nº 110, Julho GIL, A. C., Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª Ed. São Paulo: Atlas, PEREIRA,R. J. ; COTTA, R. M. M.; FRANCESCHINI, S. do C. C. et. al.. Contribuição dos domínios físico, social, psicológico e ambiental para a qualidade de vida global de idosos. Rev Psiquiatr. RS, Viçosa, p , jan/abr FAZZIO, D. M. G.. Envelhecimento e qualidade de vida uma abordagem

6 nutricional e alimentar. Revisa, Brasília, p , Jan./Jun PEDRINELLI, A.; GARCEZ-LEME, L. E.; NOBRE, R. do S. A.. O efeito da atividade física no aparelho locomotor do idoso. Rev Bras Ortop. São Paulo, p , 2009.

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