UNIVERSIDADE DE LISBOA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DE LISBOA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE LISBOA Faculdade de Ciências Departamento de Informática ENGENHEIRA DA QUALIDADE projecto realizado na Critical Software, S.A. por Inês de Sousa Ferreira Dias Versão Pública Mestrado em Engenharia Informática 2007

2

3 UNIVERSIDADE DE LISBOA Faculdade de Ciências Departamento de Informática ENGENHEIRA DA QUALIDADE projecto realizado na Critical Software, S.A. por Inês de Sousa Ferreira Dias Projecto orientado pelo Prof. Dr. Luís Moniz e co-orientado por Engenheiro José Gonçalo Silva Mestrado em Engenharia Informática 2007

4

5 DECLARAÇÃO Inês de Sousa Ferreira Dias, aluno nº da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, declara ceder os seus direitos de cópia sobre o seu Relatório de Projecto em Engenharia Informática, intitulado Engenheiro da Qualidade, realizado no ano lectivo de 2006/2007 à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para o efeito de arquivo e consulta nas suas bibliotecas e publicação do mesmo em formato electrónico na Internet. FCUL, 31 de Maio de 2007 José Gonçalo Silva, supervisor do projecto de Inês de Sousa Ferreira Dias, aluna da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, declara concordar com a divulgação do Relatório do Projecto em Engenharia Informática, intitulado Engenheiro da Qualidade. Coimbra, 31 de Maio de 2007

6

7 AGRADECIMENTOS Agradeço à minha família por me terem dado o apoio necessário para tomar a decisão de seguir o estágio relativo à carreira que quero seguir. Agradeço a todos os meus amigos pela paciência da minha ausência e aos novos amigos pela partilha e o conforto. Agradeço ao meu orientador José Gonçalo Silva pelas críticas construtivas transmitidas que permitiram que o meu trabalho ao longo do estágio tomasse um maior rigor e pragmatismo, para além das partilhas pessoais como amigo. Por fim, não poderia deixar de referir a equipa do Departamento de Qualidade pela motivação e disponibilidade que demonstraram ao longo do meu trabalho.

8 All things are difficult before they are easy Thomas Fuller

9 RESUMO O insucesso de uma missão espacial significa uma perda considerável a muitos níveis. Para além da questão monetária, num satélite, a maioria das consequências são críticas pois leva a perda do mesmo e por conseguinte da missão, e no caso de missões tripuladas, as consequências podem ser catastróficas com a perda de vidas. Por conseguinte, é fundamental que o veículo espacial seja testado e validado no seu todo de forma a minimizar as hipóteses de fracasso. Neste contexto foi realizado um documento designado por Software Development Validation and Verification Plan, no âmbito do projecto dos futuros lançadores (da EADS Astrium) onde é descrito detalhadamente o plano de desenvolvimento de software e um plano de verificação referente à componente de voo do lançador, com objectivo de assegurar que o que está a ser desenvolvido satisfaz os requisitos definidos. O conceito de qualidade sempre foi um conceito estratégico desde a fundação da empresa Critical Software, tendo sido uma vantagem competitiva de peso. O Departamento de Qualidade tem como objectivo principal garantir a entrega dos projectos dentro do orçamento, prazo acordado e finalmente, de acordo com os requisitos aprovados pelo cliente. A qualidade do software é conseguido através da implementação de práticas de gestão de projecto, coordenação e controlo convergindo num Sistema de Gestão de Qualidade (Quality Management System) que segue as normas internacionais ISO 9001:2000 e ISO (SPiCE. A tarefa de um Engenheiro de Software Quality Assurance (SQA) consiste em verificar se essas práticas estão a ser seguidas e orientar os colaboradores nessas tarefas, a fim de garantir a qualidade final do resultado e eventualmente melhorar os processos existentes. PALAVRAS-CHAVE: Plano de desenvolvimento, verificação e validação de software; Projecto Futuros Lançadores; Qualidade; Engenheiro de Qualidade (SQA); Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ).

10 ABSTRACT The lack of success of a space mission means a considerable loss on many levels. Asides from the monetary issues, most of the consequences are considered to be critical, not only due the loss of the satellite and its consequent mission, but in the case of a crewed mission, the consequences may be catastrophic, leading to the loss of lives. Therefore, it is fundamental that the space vehicle be tested and validated as a whole, in order to minimise chances of failure. In this context, a document named Software Development Validation and Verification Plan was produced in the scope of the future launchers project (EADS Astrium) where the software development plan and verification plan are described in greater detail, regarding the flight launch component, with the objective to assure that what is being developed satisfies the defined requirements. The quality concept has always been considered a strategic concept since Critical Software s foundation, being a main competitive advantage. The Quality Department s main objective is to guarantee project delivery, on budget, on time and finally, according to client approved requirements. The quality of software is obtained through the implementation of project management practices, coordination and control, converging into a Quality Management System which follows the international ISO 9001:2000 and ISO (SPiCE) standards. Software Quality Assurance Engineer (SQA) tasks consist in verifying if these practices are being followed and to coordinate the workers in these tasks, in order to guarantee the end result s quality and eventually improve existing processes. KEYWORDS: Software Development Verification and Validation Plan; Future Launchers Project; Software Quality; Software Quality Assurance (SQA); Quality Management System (QMS).

11

12 CONTEÚDO 1. INTRODUÇÃO MOTIVAÇÃO OBJECTIVO ORGANIZAÇÃO DO DOCUMENTO APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO DA EMPRESA Missão Áreas de competência Sistema de Gestão da Qualidade APRESENTAÇÃO DO PROJECTO APRESENTAÇÃO DAS EQUIPAS DE TRABALHO METODOLOGIA E CALENDARIZAÇÃO METODOLOGIA Plano de Software dos Futuros Lançadores Departamento da Qualidade ACTIVIDADES DESEMPENHADAS ANÁLISE DO PROBLEMA TAREFAS DO PROJECTO FLPP TAREFAS DE QUALIDADE CONCRETIZAÇÃO PLANO DE DESENVOLVIMENTO VERIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO DE SOFTWARE TAREFAS DO DEPARTAMENTO DA QUALIDADE FERRAMENTAS UTILIZADAS CONCLUSÕES TRABALHO FUTURO CONCLUSÃO...37 ACRÓNIMOS...40 DEFINIÇÕES...42 LISTA DE FIGURAS...43 LISTA DE TABELAS...43 ÍNDICE REMISSIVO...43 REFERÊNCIAS...44 ANEXOS...45 A.1. PLANO DE GESTÃO DE CONFIGURAÇÃO DO XCEPTION TM...45 A.2. PLANO DE SUPORTE DO XCEPTION TM...45 A.3. PLANO DE GESTÃO DE PROJECTO DO XCEPTION TM...45 A.4. ACTA DE REUNIÃO DE ESTÁGIO...45 A.5. CONCEITOS GNC...45 A.6. PLANO DE DESENVOLVIMENTO, VALIDAÇÃO E VERIFICAÇÃO DE SOFTWARE DO FLPP A.7. SQA LOG BOOK...45 A.8. SQA GUIDE BOOK...45

13

14 1. Introdução Após um período de aquisição de conhecimento é de esperar que um recém-licenciado tenha o potencial e o conhecimento para assegurar as suas funções com responsabilidade no mundo de trabalho tendo que para isso ser integrado em projectos reais. O Curso de Especialização Profissional em Engenharia Informática (CEPEI) é um curso de pós-graduação de cariz profissionalizante do Departamento de Informática da FCUL com o objectivo de integrar os alunos numa instituição de acolhimento, tipicamente externa, pública ou privada [2]. Nesse âmbito, surgiu a possibilidade deste estágio nomeado Engenheiro da Qualidade na empresa Critical Software S.A. nas instalações em Coimbra [6]. 1.1 Motivação A motivação da escolha de efectuar o estágio está relacionada com dois factores principais: a oportunidade profissionalizante e o âmbito do estágio. O primeiro factor está relacionado com a forma como se processa o começo do estágio, sendo de alguma forma simplificado o seu início e com ele um começo de carreira no mundo real de trabalho. O segundo factor, e mais significativo, está relacionado com o âmbito do estágio em causa, neste caso Engenheira da Qualidade. A cadeira de 4ºano (opcional) da área de Sistemas de Informação, designada Processos de Qualidade de Sistemas Informáticos, abriu o meu horizonte como Licenciada em Informática na forma como se desenvolve software. A referida cadeira tem como objectivo desenvolver capacidades de análise, de desenho, optimização e reutilização não só de processos de desenvolvimento de software mas de todos os restantes processos que lhe estão associados. De uma forma geral, apresenta noções do conceito qualidade, os objectivos e princípios associados à gestão de qualidade e apresentação de algumas normas de certificação (ISO 9001, CMMi, ISO/IEC 15504, IEEE/EIA 12207) [10]. Desta forma, a referida cadeira conseguiu numa vertente teórica cativar o meu interesse sobre o conceito qualidade e também sobre outros aspectos, por exemplo, como é feita uma certificação e por conseguinte a definição dos processos, a sua implementação, gestão e monitorização numa empresa real. 1.2 Objectivo O objectivo do estágio de Engenheira da Qualidade é proporcionar o desenvolvimento de competências na área da qualidade através do estudo e o aprofundamento do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) da Critical Software. O conhecimento do referido sistema é conseguido através do desenvolvimento de actividades de acompanhamento a projectos que se encontram em curso, a fim de assegurar o seu cumprimento [6]. 14

15 O estágio está inserido na estratégia de consolidação da secção de Garantia de Qualidade, integrada na área da Confiabilidade, responsável pela prestação de serviços na área da qualidade a clientes externos. Esta secção tem como objectivo a implementação de Sistemas de Gestão de Qualidade, a auditoria a projectos, avaliação de processos e a respectiva apresentação de melhoria assim como a obtenção de certificados de qualidade. A participação do estagiário estende-se também ao Departamento de Qualidade onde surgiu a oportunidade de aprofundar conhecimentos na mesma área e desenvolver competências relevantes. Os objectivos genéricos do corrente estágio são [6]: Adquirir know-how em normas internacionais de qualidade, nomeadamente: ISO 9001:200, ISO 15504, ISO e CMMI; Acompanhar projectos em curso, acompanhar auditorias e avaliação de processos a fim de assegurar o cumprimento do Sistema de Gestão da Qualidade; Participar na manutenção e evolução do SGQ; Participar num projecto concreto da secção de Garantia de Qualidade (clientes externos). 1.3 Resultados do Estágio Numa primeira fase, de forma a garantir o seguimento assertivo dos processos internos para o produto/projecto da empresa Xcpetion TM, foram criados três documentos, estando a sua elaboração directamente relacionado com a fase de integração e aprendizagem do Sistema de Gestão de Qualidade da empresa. A tarefa principal do estágio esteve relacionada com o estudo/elaboração do Plano de Software do FLPP2. Por fim, e relacionado com as tarefas de SQA no Departamento da Qualidade surge a oportunidade da elaboração de um guia do SQA, onde é explicado todo o procedimento deste mesmo papel. Como resultado do estágio, os seguintes documentos foram produzidos: Nome do Documento Plano de Gestão de Configurações do Xcpetion TM Plano de Suporte do Xception TM (template) Plano de Gestão de Projecto do Xcpetion TM (template) Plano de Desenvolvimento, Validação e Verificação de Software do FLPP2 SQA Guide Book Tabela 1 Documentos produzidos no âmbito do estágio 15

16 1.4 Organização do documento O documento está organizado nas seguintes partes: no ponto 1 é efectuada uma introdução ao âmbito do estágio assim como a motivação e o objectivo do estágio; no ponto 2 a apresenta-se empresa de acolhimento; no ponto 3 é apresentada a metodologia de trabalho e a calendarização do estágio; no ponto 4 é efectuada uma análise do problema, ponto de partida para a realização do estágio; no ponto 5 é apresentada como foi efectuada a concretização do trabalho e no ponto 6, apresentam-se as conclusões. Por último, é apresentada a lista de acrónimos, definições, figuras e tabelas, assim como, o índice remissivo e a bibliografia. A secção de Anexos é apresentada os documentos utilizados e realizados no âmbito do estágio (confidenciais). 16

17 2. Apresentação Esta secção tem como objectivo a apresentação da empresa de acolhimento e as suas diferentes competências finalizando com a apresentação com o papel da qualidade na empresa. 2.1 Apresentação da empresa Missão A missão da Critical Software é fornecer soluções, serviços e tecnologias fiáveis e inovadoras, para sistemas de informação críticos em empresas e organizações de diversos sectores, respondendo às necessidades de clientes de diversos mercados designadamente, telecomunicações, sector público, indústria, sector aeroespacial e defesa. Presta também serviços de consultoria e auditoria na área da Tecnologia de Informação. A empresa foi fundada em 1998 e emprega cerca de 300 pessoas, em escritórios localizados em Coimbra, Lisboa, Porto, San Jose na Califórnia e Southampton no Reino Unido [4] O sucesso da CSW reside na utilização de níveis elevados de qualidade e inovação tecnológica como agentes na introdução de vantagens competitivas nos sistemas de informação e no negócio dos clientes e parceiros. O resultado prático é um portofólio sólido de soluções de elevada qualidade e conteúdo inovador, desenvolvidas dentro dos prazos e orçamentos com nível crescente de parcerias estratégicas com clientes de grande dimensão a nível nacional e internacional Áreas de competência As áreas de competência permitem à empresa responder com flexibilidade aos desafios mais complexos dos clientes e parceiros. A empresa está dividida de uma forma estratégica em seis áreas de competência [4]: Enterprise Application Integration & Databases (EAI&DB); Redes e Comunicações; Sistema de Informação Fabris; Confiabilidade; Software de Ground Segment; Computação de Alto Desempenho ou HPC. A área de EAI&DB lida com problemas complexos de integração e desenvolvimento de aplicações, aplicações em camadas múltiplas, aplicações orientadas à internet, desenho e optimização de bases de dados, data warehouse, data mining e soluções de integração shopflor utilizando para o efeito tecnologias abertas, recorrendo a boas práticas recomendadas pelas normas internacionais e investigando o estado de arte. 17

18 A área de Redes e Comunicações centra-se no planeamento, desenho e desenvolvimento de soluções de comunicação. A comunicação eficiente é um ponto essencial nas organizações, sendo os sistemas de informação e as redes cada vez mais, tratados de uma forma integrada. Deste modo, existe uma grande necessidade de integração e mediação de sistemas, complementada pela necessidade de gerir, integrar e interligar múltiplos elementos da rede, protocolos e sistemas. A área de Sistemas de Informação Fabris centra-se nos requisitos dos sistemas de informação de processos industriais e da sua integração com as linhas de produção. Os engenheiros desta área configuram soluções que respondem aos requisitos específicos dos diferentes processos industriais, desenvolvendo soluções numa plataforma comum, com componentes prédesenvolvidos, validados e módulos testados. A área de Confiabilidade centra-se na preocupação crescente sobre os aspectos de confiabilidade de sistemas de software e computadores. Actualmente, esta é uma questão vital devido à crescente importância do software na vida quotidiana e ao seu papel de controlo de processos e aplicações empresariais e críticas. Esta área abrange competências em técnicas de RAMS (Reliability, Availability, Maintainability and Safety), FDIR (Fault Detection, Isolation and Recovery) e ISVV (Independent Software Verification and Validation). Em particular, como fornecedora de ISVV, a empresa faz verificação de software e serviços de validação para vários mercados como o aeroespacial, automóvel, defesa, saúde, telecomunicações e finanças. A sua posição independente permite à CSW ter um estatuto único neste mercado. A área de Software de Ground Segment fornece soluções para o sector das comunicações e User Segment, sobretudo para o sector espacial, aeronáutico e defesa. A área de Computação de Alto Desempenho dedica-se à resolução de problemas de desempenho dos Sistemas de Informação de empresas e organizações. Nos serviços estão incluídos a optimização, afinação e parameterização de processos, desenvolvimento de aplicações paralelas e paralelização de código. Os problemas solucionados abrangem o controlo de grandes volumes de dados, processos de escala (mais dados, mesmo tempo), aceleração de processos (mesmos dados, menos tempo) e a implementação de processos complexos e algoritmos Sistema de Gestão da Qualidade A aposta da Critical Software na qualidade de software foi uma decisão de grande importância e de carácter estratégico tendo em conta a sua competência chave: desenvolvimento de soluções de alta segurança, fiabilidade, disponibilidade e desempenho de sistemas críticos permitindo a competitividade com outras empresas de grande importância. A prova dessa 18

19 aposta, está patente no facto de no primeiro ano de existência, ter conseguido que a Agência Aeronáutica e Espacial (NASA - National Aeronautics Space Agency) dos Estados Unidos da América se tornasse seu cliente. Desde cedo, existiu a preocupação em garantir a implementação de regras básicas, procedimentos e ferramentas que por um lado, tinham como objectivo garantir a consistência nas tarefas, e por outro, o cumprimento de normas exigidas pelo sector aeroespacial, como por exemplo, as normas da Comunidade Europeia para a Normalização Aeroespacial (ECSS) e as recomendações do Laboratório de Engenharia de Software da Agência Aeronáutica e Espacial Nacional (NASA-SEL National Aeronautics Space Agency Software Engineering Laboratory). Numa primeira fase, o número reduzido de colaboradores, de projectos e a proximidade entre as pessoas não exigia um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) com mais do que alguns processos de gestão e implementação. Porém, o crescimento da empresa (a nível de projectos e consequentemente de pessoal) obrigava a adaptação do SGQ às crescentes exigências da Critical [7]. Em Janeiro de 2000, Portugal aderiu à Agência Espacial Europeia (ESA European Space Agency) e na mesma altura a ESA estava a seleccionar empresas europeias para testar o modelo experimental de avaliação de processos orientada à indústria aeroespacial Spice for Space (S4S). O modelo S4S é totalmente compatível com a norma ISO 15504, também conhecida por Processos de Melhoria de Software e Determinação da Capacidade (SPiCE). Visto que a Critical possuía fortes competência no sector aeroespacial, ganhou a candidatura à avaliação do S4S tendo dado início a um processo de melhoria dos processos. Em Maio de 2003, a Critical atingiu o nível 3 (numa escala de 0 a 5) de maturidade de acordo com os critérios de avaliação ISO Segundo o manual de qualidade da Critical, as práticas rigorosas de gestão, coordenação e controlo de projectos e processos de engenharia do SGQ baseiam-se nas seguintes normas de qualidade internacionalmente conhecidas [7]: ECSS: normas europeias, definidas pela ESA, para o desenvolvimento de projectos no sector aeroespacial; ISO 9001:2000: normas internacionais para a garantia de qualidade em produtos e serviços; TickIT: interpretação da norma ISO 9001:2000 especialmente vocacionada para o desenvolvimento de software; ISO 12207: normas internacionais para processos de ciclos de vida no desenvolvimento de software; ISO 15504: normas internacionais para a avaliação da maturidade e capacidade de processos; 19

20 A certificação é um aspecto fulcral na projecção da empresa e na possibilidade de novos projectos em variadas áreas. A empresa CSW opera com base num sistema de qualidade certificado que segue a norma ISO 9001:2000 segundo o referencial TickIT (British Standard Institute), sendo actualmente a única empresa Ibérica certificada. Em 2005, realizou a certificação na área da defesa através do AQAP 150 e AQAP 2100 (certificação da NATO) com o objectivo de satisfazer os requisitos contratuais para qualquer cliente desta área. Em 2006, consegue a certificação nível 3 do CMMI, equivalente à ISO (SPiCE); esta certificação fornece um guia sobre como tirar benefício através do controlo dos processos existentes da empresa. A certificação CMMI está a tornar-se uma referência mundialmente reconhecida como uma medida do desempenho de desenvolvimento de software e das empresas de engenharia, principalmente nos mercados americanos e asiáticos aumentando assim as possibilidades de negócio da empresa. Para além das certificações referidas, consegue também a certificação EN9100 e EN9006. A certificação EN9100 é uma certificação da área aeroespacial com objectivo do aperfeiçoamento na qualidade e a viabilidade do sistema de qualidade de requisitos para a indústria aeroespacial. A certificação EN9006 tem como objectivo a unificação de requisitos para fornecedores de software. As certificações são uma extensão da ISO 9001 como o objectivo de melhorar o sistema de qualidade da empresa. Figura 1 Mapa de certificações da empresa [3] A Qualidade representa assim um importante factor distintivo e uma vantagem competitiva para a empresa, num mercado que é extremamente concorrente. As vantagens para os clientes traduzem-se na condução de projectos dentro dos prazos e orçamentos, elevada qualidade das soluções entregues e redução de custos. Os processos de qualidade na CSW incluem a organização e gestão, em que a engenharia e suporte são adaptados às necessidades específicas de cada cliente e projecto. Esta flexibilidade 20

21 permite à empresa dar uma resposta adequada a projectos de natureza e níveis de criticalidade distintas. O processo de melhoria do SGQ é contínuo e definido com base nos comentários e níveis de satisfação dos seus clientes, com a colaboração directa do retorno da utilização pelas várias áreas de engenharia da empresa e por fim, de acordo com normas e práticas internacionais de engenharia de software. 2.2 Apresentação do projecto O estágio assenta em duas áreas distintivas da empresa: Confiabilidade e no Departamento de Qualidade. Na área da Confiabilidade, relacionada com tarefas de validação e verificação para clientes externos, surge a oportunidade de participar na especificação de um plano de software Verificação & Validação no âmbito do projecto dos Futuros Lançadores da ESA (FLPP2) tendo como base os standards (nomeadamente, ECSS E-40 e ECSS E-80) criados pela mesma entidade. Desta forma, é necessário saber aplicar o rigor dos standards tendo em conta os objectivos do plano a realizar e do seu objectivo final conseguindo por fim uma solução objectiva e criativa. A contribuição do presente estágio na área da Qualidade é conseguida através do papel de Software Quality Assurance que tem como objectivo a monitorização dos projectos através de métodos que permitem a avaliação da conformidade dos mesmos com o SGQ assim como a identificação de problemas (não conformidades) e melhorias. Desta forma, é necessário desenvolver competências a nível da comunicação e conhecimento do SGQ de forma a depreender se o projecto está em concordância com os processos internos. 2.3 Apresentação das equipas de trabalho O orientador de estágio por parte do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é o Professor Luís Moniz e o supervisor por parte da Critical Software S.A. é o Engenheiro José Gonçalo Silva. O trabalho desenvolvido desenrola-se em duas áreas distintas da empresa. A primeira equipa, relativa ao projecto FLPP2, é constituída por três elementos: Paulo Fernandes (Gestor de Projecto), Paulo Sacramento (Engenheiro de Projecto) e Nuno Silva (Engenheiro Técnico de Projecto). O cliente final do projecto FLPP2 é a ESA que contratou a EADS Astrium que por sua vez contratou a Critical Software S.A.. A segunda equipa, relativa a equipa do Departamento de Qualidade, é constituída por cinco elementos: Carla Nogueira (Responsável pelo o Departamento da Qualidade), Filipe Fonseca (Responsável pelo os SQAs), Susana Boavida (Suporte), Braselina Sousa (Suporte; Melhorias dos processos) e Ricardo Jesus (Responsável pelas Auditorias internas e externas). 21

22 Adicionalmente, o papel de SQA permitiu uma interacção com diferentes projectos e equipas (nomeadamente Gestores de Projecto) acelerando o aprofundamento das competências devido a uma maior diversidade de problemáticas. 22

23 3. Metodologia e Calendarização Nesta secção é apresentada a metodologia de trabalho seguida em ambas as áreas que assentam o âmbito do estágio. 3.1 Metodologia Plano de Software dos Futuros Lançadores A elaboração do documento designado Software Development Verification and Validation Plan (SDVVP) tem como objectivo a especificação de um plano de desenvolvimento para além da componente de verificação e validação do mesmo tendo em conta os contexto e o seu objectivo. Esta tarefa foi iniciada com a leitura de vários de documentos que serviram como base da elaboração do documentos, nomeadamente standards, sendo eles [16]: Technical Proposal FLPP Period 1 Phase 2, 2006, Critical Software; Quality Management Process Critical Software S.A., 2006; Software Development Process, Critical Software S.A., 2006; Software Design, Critical Software, 2006; Reuse Process, Critical Software, 2006; Verification Process, Critical Software, 2006; Design Process, Critical Software, 2006; Galileo Software Standard, 2004, Gain Industries; Project Life Cycle, Critical Software, 2005; ECSS Standards (ECSS-Q-80b e ECSS-E-40b); Software Engineering Body of Knowledge, Alain Abran & James W.Moore, O ponto de partida para a elaboração da tabela de conteúdos foi o Galileo Software Standard (GSWS), que apesar de ter sido criado no âmbito do projecto Galileo (GPS Europeu) fornece informação que pode ser aplicada noutros contextos diferentes. Para além deste factor, o GSWS foi criado com base nos ECSS que vai ao encontro do requisito explicitado na proposta técnica para o cliente EADS Astrium que obriga a que o referido plano de software seja elaborado com base nos mesmos. Após a revisão e aprovação da tabela de conteúdos pela equipa, deu-se início à fase de elaboração dos conteúdos do documento. Esta fase foi iniciada num momento em que o contexto em que o plano de desenvolvimento de software assentava não era claro visto que, por factores externos, a Reunião de Inicio do Projecto ainda não se tinha realizado. Desta 23

24 forma, o preenchimento dos conteúdos do documento foi feito com uma postura abrangente para que o impacto das alterações fosse minimizado. Esta fase foi finalizada com uma revisão do documento, de forma a detectar incoerências ou erros nos conteúdos como um todo, passando para uma versão estável mas não aprovada. Em meados de Abril, a reunião de início de projecto foi realizado com o cliente EADS Astrium, na Alemanha, onde foram esclarecidas algumas questões pertinentes para a realização do plano. Nesta altura, o cliente identificou o objectivo do plano de desenvolvimento de software, assim como problemas de gestão identificados em projectos passados. Assim, era possível nesse momento do estágio, perceber com mais clareza para quem, para quê e como o plano de software deveria ser direccionado. Por fim, o plano foi convenientemente reformulado de forma a ser aplicável à realidade apresentada não descuidando os problemas identificados pelo o cliente. Esse plano foi submetido a revisão formal pela equipa enviado por fim, ao cliente para aprovação Departamento da Qualidade Para que o referido SGQ seja seguido pelos os elementos da empresa, surge a criação de uma responsabilidade designada por SQA que tem o papel de orientar a implementação do dito sistema. Assim, o acompanhamento dos projectos é feita através de reuniões de progresso, auditorias e avaliações de qualidade. Para além disso, o SQA tem de ter uma atitude crítica de forma a avaliar como os processos poderão ser melhorados permitindo uma melhor adequação aos projectos tendo em conta ao que as certificações obrigam. Esta competência foi conseguida, em linhas gerais, por três fases principais: o estudo dos processos chave, o acompanhamento por SQAs mais experientes e a aplicação do conhecimento conseguido. A primeira fase, em complemento com a tarefa de elaboração do plano de desenvolvimento, consistiu na leitura dos principais processos internos assim como a familiarização de algumas ferramentas de apoio a este tipo de tarefa. Na segunda fase, foi feita a observação e acompanhamento de projectos com outros SQAs de forma a interiorizar a postura correcta a seguir, para além de perceber com mais clareza o que significam cada um dos pontos do guia do SQA, designada por SQA Log Book (no Anexo 0). Por fim, foi delegado alguns projectos para que os conhecimentos fossem aplicados de forma a adquirir autonomia, experiência e sentido crítico em relação a este papel sendo que o número e a complexidade dos projectos a serem monitorizados foram crescendo ao longo do estágio. 3.2 Actividades desempenhadas As tarefas realizadas ocorreram de forma paralela e estão conceptualmente divididas em duas áreas diferentes: Confiabilidade e Qualidade. 24

25 A intervenção com a primeira área está relacionada com a tarefa de elaboração do plano de software para o FLPP2 representando na imagem seguinte, estando dividia em três fases principais: estudo, elaboração e revisão. 04/Set/06 Out/06 Nov/06 Dez/06 Jan/06 Fev/06 Mar/06 Abril/06 Maio/06 31.Maio/07 S S S Elaboração S Sdo plano S de software SS para o FLPP S SS S Estudo da documentação Tabela de Conteúdos Elaboração do conteúdo S Revisão e alterações Ajuste Revisão Alterações 22 Dez 1º versão TC 25 Jan 1º versão 07 Mar 2º versão 23 Mar 3º versão 14 Nov Início 10 Mar KOM externa 10 Abril KOM interna 15 Maio revisão formal Versão estável - Macros do Projecto - Início da tarefa Figura 2 Calendarização das tarefas referente à elaboração do plano de software No mundo real de trabalho é comum existirem atrasados (por parte do cliente e não só) nomeadamente clientes de grande peso e projectos de grande complexidade. Em particular, os projectos da área aeroespacial são caracterizados por um elevado nível de entropia relativamente ao seu contexto técnico devido, principalmente, à componente de investigação associada. Desta forma, o projecto FLPP2 não foi excepção tendo começado, formalmente, muito mais tarde do que esperado, apesar de internamente ter sido dado ao seu seguimento de forma a não comprometer os objectivos do estágio. A primeira fase ocupou uma parte significativa do estágio estando incluídas a fase de integração (aproximadamente 1 mês) e da realização de algumas tarefas internas que permitiram uma aprendizagem mais prática do que estava efectivamente a ser estudado. Dessas tarefas estão incluídas a realização de um Plano de Gestão de Configuração Interno (CMP), Plano de Suporte (template) e um Plano de Gestão de Projecto (template) para o produto da Critical Software designado Xception TM permitindo a aplicação de alguns processos internos assim como a integração no Departamento de Confiabilidade. Concluída esta fase, de meados de Novembro a meados de Janeiro, deu-se início à realização da tabela de conteúdos do plano de software, tendo como base os documentos lidos e informação da proposta técnica. Após a sua revisão e aprovação iniciou-se a elaboração dos conteúdos do documento, sendo acompanhada por uma fase de revisão informal (mês de 25

Auditorias da Qualidade

Auditorias da Qualidade 10 páginas sobre s da Qualidade "Não olhes para longe, despreocupando-se do que tens perto." [ Eurípedes ] VERSÃO: DATA de EMISSÃO: 9-10-2009 AUTOR: José Costa APROVAÇÃO: Maria Merino DESCRIÇÃO: Constitui

Leia mais

PRIMAVERA BUSINESS SOFTWARE SOLUTIONS, SA

PRIMAVERA BUSINESS SOFTWARE SOLUTIONS, SA PRIMAVERA BUSINESS SOFTWARE SOLUTIONS, SA Introdução Nesta edição do Catálogo de Serviços apresentamos os vários tipos de serviços que compõe a actual oferta da Primavera na área dos serviços de consultoria.

Leia mais

PERIVER PLATAFORMA SOFTWARE DEVELOPMENT PLAN. Periver_SoftwareDevelopmentPlan_2008-04-22-v1.0.doc. Versão v1.0

PERIVER PLATAFORMA SOFTWARE DEVELOPMENT PLAN. Periver_SoftwareDevelopmentPlan_2008-04-22-v1.0.doc. Versão v1.0 PERIVER PLATAFORMA Periver_SoftwareDevelopmentPlan_2008-04-22-v1.0.doc Versão v1.0 22 de Abril de 2008 TABELA DE REVISÕES Versão Autores Descrição da Versão Aprovadores Data v0.1r Luís Gomes e André Ligeiro

Leia mais

Últimos desenvolvimentos na série de normas ISO 9000 INTRODUÇÃO

Últimos desenvolvimentos na série de normas ISO 9000 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A série de normas ISO 9000 foi inicialmente publicada em 1987, e desde então já sofreu dois ciclos de melhoria, incluindo uma revisão menor em 1994 e uma modificação mais profunda em 2000. A

Leia mais

XXVIII. Qualidade do Novo Edifício Hospitalar ÍNDICE

XXVIII. Qualidade do Novo Edifício Hospitalar ÍNDICE XXVIII Qualidade do Novo Edifício Hospitalar ÍNDICE 1. Sistema de gestão de qualidade... 2 1.1 Objectivos do sistema... 2 1.2 Estrutura organizativa... 4 1.2.1 Organização interna... 4 1.2.2 Estrutura

Leia mais

1 Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial Os Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial da SAP incluem:

1 Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial Os Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial da SAP incluem: Descrição de Serviços Serviços de Planeamento e Empresarial Os Serviços de Planeamento e Empresarial fornecem serviços de consultoria e prototipagem para facilitar a agenda do Licenciado relativa à inovação

Leia mais

2011/07/07 MQ-01/02 01/02-2011/07/07

2011/07/07 MQ-01/02 01/02-2011/07/07 MQ-01/02 01/02-2011/07/07 2011/07/07 NOTA: No caso de imprimir este documento, o mesmo passa automaticamente a Cópia Não Controlada ; a sua utilização implica a confirmação prévia de que corresponde à

Leia mais

Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais. Procedimentos

Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais. Procedimentos Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais EQUASS Assurance Procedimentos 2008 - European Quality in Social Services (EQUASS) Reservados todos os direitos. É proibida a reprodução total ou parcial

Leia mais

Definir os requisitos da Norma NP EN ISO 9001. Como implementar sistemas da qualidade em empresas. Conhecer as vantagens da certificação.

Definir os requisitos da Norma NP EN ISO 9001. Como implementar sistemas da qualidade em empresas. Conhecer as vantagens da certificação. Objectivos Gerais Definir o que é a Qualidade; Determinar a evolução da qualidade. Definir os requisitos da Norma NP EN ISO 9001. Como implementar sistemas da qualidade em empresas. Conhecer as vantagens

Leia mais

ISO/IEC 20000 DOIS CASOS DE SUCESSO DE CLIENTES QUALIWORK

ISO/IEC 20000 DOIS CASOS DE SUCESSO DE CLIENTES QUALIWORK ISO/IEC 20000 DOIS CASOS DE SUCESSO DE CLIENTES QUALIWORK A Norma ISO/IEC 20000:2011 Information technology Service management Part 1: Service management system requirements é uma Norma de Qualidade que

Leia mais

ILM e as Arquitecturas Empresariais por Pedro Sousa

ILM e as Arquitecturas Empresariais por Pedro Sousa ILM e as Arquitecturas Empresariais por Pedro Sousa Neste artigo clarifica-se os objectivos do ILM (Information Life Cycle Management) e mostra-se como estes estão dependentes da realização e manutenção

Leia mais

NP EN ISO 9001:2008. 06 de Maio de 2008. Dulce Pacheco. Orador: Carla Pinto

NP EN ISO 9001:2008. 06 de Maio de 2008. Dulce Pacheco. Orador: Carla Pinto NP EN ISO 9001:2008 Principais alterações 06 de Maio de 2008 Dulce Pacheco Orador: Carla Pinto Local e Data: Coimbra, 30 Janeiro 2008 ISO 9001:2008 Principais alterações ç Motivações e processo de desenvolvimento

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE Objectivos do Curso. No final deste os alunos deverão: Identificar os principais objectivos associados à implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) Compreender

Leia mais

A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes

A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes A NORMA PORTUGUESA NP 4427 SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REQUISITOS M. Teles Fernandes A satisfação e o desempenho dos recursos humanos em qualquer organização estão directamente relacionados entre

Leia mais

Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM

Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM por Engº João Barata (jbarata@ctcv.pt), CTCV Inovação Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro 1. - INTRODUÇÃO Os sub-sistemas de gestão, qualquer que seja o seu

Leia mais

A Distribuição Moderna no Sec. XXI 28 Março 2011. Certificação da Qualidade Aplicada ao Sistema de Gestão da Marca Própria

A Distribuição Moderna no Sec. XXI 28 Março 2011. Certificação da Qualidade Aplicada ao Sistema de Gestão da Marca Própria Certificação da Qualidade Aplicada ao Sistema de Gestão da Marca Própria PROGRAMA Qualidade Produto Marca Própria - Distribuição Princípios da Qualidade/ ISO 9001 Certificação/Processo de Certificação

Leia mais

SI Sistema de Informação Anexo 4

SI Sistema de Informação Anexo 4 onselho oordenador omo implementar? No actual quadro da dministração Pública torna-se necessário avaliar o desempenho dos serviços, o que implica, para os gestores públicos, desenvolver (os seus) sistemas

Leia mais

PHC dteamcontrol Externo

PHC dteamcontrol Externo PHC dteamcontrol Externo A gestão remota de projectos e de informação A solução via Internet que permite aos seus Clientes participarem nos projectos em que estão envolvidos, interagindo na optimização

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE. Câmara Municipal do Funchal. Divisão de Atendimento e Informação

MANUAL DA QUALIDADE. Câmara Municipal do Funchal. Divisão de Atendimento e Informação Câmara Municipal do Funchal Divisão de Atendimento e Informação INDICE Promulgação Âmbito Exclusões Hierarquia da documentação do Sistema de Gestão da Qualidade Política da Qualidade Missão e Visão Apresentação

Leia mais

Qpoint Rumo à Excelência Empresarial

Qpoint Rumo à Excelência Empresarial 2 PRIMAVERA BSS Qpoint Rumo à Excelência Empresarial Numa era em que a competitividade entre as organizações é decisiva para o sucesso empresarial, a aposta na qualidade e na melhoria contínua da performance

Leia mais

GIBDQA: GESTÃO INTEGRADA DE BASES DE DADOS DA QUALIDADE DA ÁGUA

GIBDQA: GESTÃO INTEGRADA DE BASES DE DADOS DA QUALIDADE DA ÁGUA GIBDQA: GESTÃO INTEGRADA DE BASES DE DADOS DA QUALIDADE DA ÁGUA Sandra CARVALHO 1, Pedro GALVÃO 2, Cátia ALVES 3, Luís ALMEIDA 4 e Adélio SILVA 5 RESUMO As empresas de abastecimento de água gerem diariamente

Leia mais

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE?

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? 1 O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? A globalização dos mercados torna cada vez mais evidente as questões da qualidade. De facto a maioria dos nossos parceiros económicos não admite a não qualidade.

Leia mais

NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO

NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO NP EN ISO 9001:2000 LISTA DE COMPROVAÇÃO NIP: Nº DO RELATÓRIO: DENOMINAÇÃO DA EMPRESA: EQUIPA AUDITORA (EA): DATA DA VISITA PRÉVIA: DATA DA AUDITORIA: AUDITORIA DE: CONCESSÃO SEGUIMENTO ACOMPANHAMENTO

Leia mais

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003 Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 1 SISTEMÁTICA DE AUDITORIA - 1 1 - Início da 4 - Execução da 2 - Condução da revisão dos documentos

Leia mais

ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting

ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting Contactos: Isabel Fonseca Marketing VP Consulting Telefone: +351 22 605 37 10 Fax: +351 22 600 07 13 Email: info@vpconsulting.pt

Leia mais

PHC TeamControl CS. A gestão de equipas e de departamentos

PHC TeamControl CS. A gestão de equipas e de departamentos PHC TeamControl CS A gestão de equipas e de departamentos A solução que permite concretizar projectos no tempo previsto e nos valores orçamentados contemplando: planeamento; gestão; coordenação; colaboração

Leia mais

Capítulo Descrição Página

Capítulo Descrição Página MANUAL DA QUALIIDADE ÍNDICE Capítulo Descrição Página 1 Apresentação da ILC Instrumentos de Laboratório e Científicos, Lda Dados sobre a ILC, sua história, sua organização e modo de funcionamento 2 Política

Leia mais

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos. Gestão da Qualidade 2005

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos. Gestão da Qualidade 2005 ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos Gestão da Qualidade 2005 Estrutura da Norma 0. Introdução 1. Campo de Aplicação 2. Referência Normativa 3. Termos e Definições 4. Sistema de Gestão

Leia mais

5.1 Introdução. 5.2 Project Management Institute (PMI)

5.1 Introdução. 5.2 Project Management Institute (PMI) 5 NORMALIZAÇÃO DA GESTÃO DE PROJETOS 5.1 Introdução Embora tradicionalmente o esforço de normalização pertença à International Standards Organization (ISO), no caso da gestão de projetos a iniciativa tem

Leia mais

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A.

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. Empresa especializada na concepção, instalação e manutenção de equipamentos para a indústria hoteleira, restauração e similares. Primeira empresa do sector a nível

Leia mais

EDUCAÇÃO EM MANUTENÇÃO

EDUCAÇÃO EM MANUTENÇÃO MANUTENÇÃO COMO OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO E UMA ALIADA NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EDUCAÇÃO EM MANUTENÇÃO José Sobral 1 MANUTENÇÃO: OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO? MANUTENÇÃO: UMA ALIADA NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA?

Leia mais

Tutorial norma ISO 9001

Tutorial norma ISO 9001 Tutorial norma ISO 9001 Docente: Prof. Dr. José Carlos Marques Discentes-Grupo 3: Luciane F. I. Ramos Fonseca Ana Paula C. Vieira Lúcia Melim Ana Paula Neves Funchal, Maio de 2009 1. CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE

Leia mais

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000 ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica

Leia mais

Análise e Conc epç ão de Sist em as de Inform aç ão,qwurgxomrj(qj GH5HTXLVLWRV. Adaptado a partir de Gerald Kotonya and Ian Sommerville

Análise e Conc epç ão de Sist em as de Inform aç ão,qwurgxomrj(qj GH5HTXLVLWRV. Adaptado a partir de Gerald Kotonya and Ian Sommerville Análise e Conc epç ão de Sist em as de Inform aç ão,qwurgxomrj(qj GH5HTXLVLWRV Adaptado a partir de Gerald Kotonya and Ian Sommerville 1 Objectivos Introduzir as noções requisitos de sistema e processo

Leia mais

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR Princípios aplicáveis ao desenvolvimento dos Sistemas de Gestão de Riscos e de Controlo Interno das Empresas de Seguros As melhores práticas internacionais na regulamentação

Leia mais

Introdução. Confiabilidade. Conformidade. Segurança. Optimização e Disponibilidade

Introdução. Confiabilidade. Conformidade. Segurança. Optimização e Disponibilidade Introdução Desenvolvido segundo um modelo de bases de dados relacionais, podem ser realizadas personalizações à medida de cada empresa, em conformidade com o Sistema de Informação existente e diversas

Leia mais

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos Gestão da Qualidade e Auditorias (Mestrado em Engenharia Alimentar) Gestão da Qualidade (Mestrado em Biocombustívies) ESAC/João Noronha Novembro

Leia mais

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel.

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. Projecto A Oficina+ ANECRA é uma iniciativa criada em 1996, no âmbito da Padronização de Oficinas ANECRA. Este projecto visa reconhecer a qualidade

Leia mais

Procedimento de Gestão PG 01 Gestão do SGQ

Procedimento de Gestão PG 01 Gestão do SGQ Índice 1.0. Objectivo. 2 2.0. Campo de aplicação... 2 3.0. Referências e definições....... 2 4.0. Responsabilidades... 3 5.0. Procedimento... 4 5.1. Política da Qualidade 4 5.2. Processos de gestão do

Leia mais

SIPTEST System Intelligent Process Testing. Estado da arte na prática de testes tendo como referência o CMMI

SIPTEST System Intelligent Process Testing. Estado da arte na prática de testes tendo como referência o CMMI SIPTEST System Intelligent Process Testing. Estado da arte na prática de testes tendo como referência o CMMI SIPTEST - System Intelligent Testing Link Consulting,SA Pág. 0 de 10 Índice 1 Introdução...

Leia mais

Consultoria de Gestão Sistemas Integrados de Gestão Contabilidade e Fiscalidade Recursos Humanos Marketing e Comunicação Consultoria Financeira JOPAC SOLUÇÕES GLOBAIS de GESTÃO jopac.pt «A mudança é a

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE. Pág. 1 de 15. Actuar. Verifica r. Data: 09/05/2011 Edição: 01 Revisão: 00 Entrada em vigor:

MANUAL DA QUALIDADE. Pág. 1 de 15. Actuar. Verifica r. Data: 09/05/2011 Edição: 01 Revisão: 00 Entrada em vigor: MANUAL DA QUALIDADE Pág. 1 de 15 Planear Realizar Actuar Verifica r Rubrica: Rubrica: MANUAL DA QUALIDADE Pág. 2 de 15 INDICE: CAP. 1 - MANUAL DE GESTÃO DA QUALIDADE 1.1. - Objectivo 1.2. - Âmbito e exclusões

Leia mais

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

MANUAL DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE DO SISTEMA DE GESTÃO Pág. 2 de 16 Se está a receber este documento, isto já significa que é alguém especial para a UEM Unidade de Estruturas Metálicas SA. Convidamo-lo

Leia mais

Uma plataforma estratégica

Uma plataforma estratégica Publicado: Fevereiro 2007 Autor: Rui Loureiro Sénior Partner Implementar o Help Desk Quando simplesmente pensamos em implementar um Help Desk, isso pode significar uma solução fácil de realizar ou algo

Leia mais

-AUDITORIA- PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS. A sua protecção, com os melhores especialistas.

-AUDITORIA- PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS. A sua protecção, com os melhores especialistas. -AUDITORIA- PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS A sua protecção, com os melhores especialistas. Porquê a auditoria ao tratamento de dados pessoais? A regulamentação do tratamento de dados pessoais é uma área complexa

Leia mais

Análise de Sistemas. Conceito de análise de sistemas

Análise de Sistemas. Conceito de análise de sistemas Análise de Sistemas Conceito de análise de sistemas Sistema: Conjunto de partes organizadas (estruturadas) que concorrem para atingir um (ou mais) objectivos. Sistema de informação (SI): sub-sistema de

Leia mais

RELATÓRIO DE AUDITORIA

RELATÓRIO DE AUDITORIA RELATÓRIO DE AUDITORIA MUNICÍPIO DE SÁTÃO Nº EXPEDIENTE: 2008/0132/ER/01 NORMA DE APLICAÇÃO: ISO9001:2008 Nº RELATÓRIO: 08 TIPO DE AUDITORIA: AS1 Requer envio de PAC à LUSAENOR: SIM X NÃO o Data de realização

Leia mais

AS AUDITORIAS INTERNAS

AS AUDITORIAS INTERNAS AS AUDITORIAS INTERNAS Objectivos Gerais Reconhecer o papel das auditorias internas Objectivos Específicos Reconhecer os diferentes tipos de Auditorias Identificar os intervenientes Auditor e Auditado

Leia mais

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combining the ISO 10006 and PMBOK to ensure successful projects 1 Por Michael Stanleigh Tradução e adaptação para fins didáticos

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Início Qualidade de Software Álvaro Rocha amrocha@ufp.pt http://www.ufp.pt/~amrocha Início>Tópicos Tópicos 1. Fundamentos 2. Qualidade e Maturidade do Processo de SW ISO 9000, ISO 12207, SW-CMM, TRILLIUM;

Leia mais

PHC dteamcontrol Interno

PHC dteamcontrol Interno PHC dteamcontrol Interno A gestão remota de projectos em aberto A solução via Internet que permite acompanhar os projectos em aberto em que o utilizador se encontra envolvido, gerir eficazmente o seu tempo

Leia mais

Universidade Fernando Pessoa

Universidade Fernando Pessoa Objectivos da cadeira reconhecer, criar e explorar um recurso de informação usar tecnologias de informação emergentes para a gestão eficaz do recurso informação discutir o impacto das tecnologias de informação

Leia mais

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações

Data de adopção. Referência Título / Campo de Aplicação Emissor. Observações NP ISO 10001:2008 Gestão da qualidade. Satisfação do cliente. Linhas de orientação relativas aos códigos de conduta das organizações CT 80 2008 NP ISO 10002:2007 Gestão da qualidade. Satisfação dos clientes.

Leia mais

Análise e Concepção de Sistemas de Informação

Análise e Concepção de Sistemas de Informação Análise e Concepção de Sistemas de Informação Projecto Versão 2.0 amazon.com 2005-2006 1. Introdução O presente documento tem como objectivo apresentar o enunciado do projecto de ACSI 2005-2006. O projecto

Leia mais

Material para os Discentes da Universidade da Madeira. NP EN ISO 9000, 9001 e 9004. Elaborado em 2005 por. Herlander Mata-Lima

Material para os Discentes da Universidade da Madeira. NP EN ISO 9000, 9001 e 9004. Elaborado em 2005 por. Herlander Mata-Lima Material para os Discentes da Universidade da Madeira NP EN ISO 9000, 9001 e 9004 Elaborado em 2005 por Herlander Mata-Lima 1 NORMAS ISO 9000 As normas ISO 9000 servem de base para as organizações, independentemente

Leia mais

Neves & Freitas Consultores, Lda.

Neves & Freitas Consultores, Lda. A gerência: Cristian Paiva Índice 1. Introdução... 3 2. Apresentação... 4 2.2 Missão:... 4 2.3 Segmento Alvo... 4 2.4 Objectivos... 5 2.5 Parceiros... 5 2.6 Organização... 5 3. Organigrama da empresa...

Leia mais

ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE

ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Da Beira Interior A.1.a. Identificação

Leia mais

NCE/09/01302 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/09/01302 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/09/01302 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas 1 a 7 1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade De Aveiro 1.a. Descrição

Leia mais

RELATÓRIO DE AUDITORIA

RELATÓRIO DE AUDITORIA ENTIDADE AUDITADA: ESE, ESS, ESTG, ESCE e ESA NORMA DE REFERÊNCIA: NP EN ISO 9001.2008 DATA (S) DA AUDITORIA: 15.04..2011 ÂMBITO: Sub-processo Biblioteca DURAÇÃO: 1dia REQUISITO VERIFICADO NÃO CONFORMIDADE

Leia mais

Modernização dos Sistemas de Informação do Grupo Prosegur

Modernização dos Sistemas de Informação do Grupo Prosegur Modernização dos Sistemas de Informação do Grupo Prosegur Rogério Machado Director Técnico José Monteiro Ferreira Director Informática e Telecomunicações AGENDA 1. A APR 2. APRESENTAÇÃO DO PROJECTO 3.

Leia mais

ISO 9001:2015. www.apcergroup.com. Rui Oliveira APCER

ISO 9001:2015. www.apcergroup.com. Rui Oliveira APCER ISO 9001:2015 Rui Oliveira APCER Agenda Enquadramento do Processo de Revisão Principais Mudanças Pensamento Baseado em Risco Informação Documentada Princípios da Qualidade Próximos Passos Cronograma para

Leia mais

WinCEM: software para gestão de energia a nível municipal - Catalunha - Spain

WinCEM: software para gestão de energia a nível municipal - Catalunha - Spain WinCEM: software para gestão de energia a nível municipal - Catalunha - Spain - Print - Close - ICAEN (Instituto Català d Energia, a agência regional de energia da Catalunha) desenvolveu, promoveu e distribuiu

Leia mais

Indice. Parte I - Um Modelo de Gestão de Projectos. Introdução... 1

Indice. Parte I - Um Modelo de Gestão de Projectos. Introdução... 1 r Indice Introdução.......................................... 1 Parte I - Um Modelo de Gestão de Projectos 1- Características da Gestão de Projectos 11 1.1 Definição de Projecto 11 1.2 Projectos e Estratégia

Leia mais

II EDIÇÃO DO CONCURSO GESTÃO DE IDEIAS PARA ECONOMIZAR

II EDIÇÃO DO CONCURSO GESTÃO DE IDEIAS PARA ECONOMIZAR II EDIÇÃO DO CONCURSO GESTÃO DE IDEIAS PARA ECONOMIZAR APRESENTAÇÃO DO CONCURSO: O concurso Gestão de Ideias para Economizar representa uma oportunidade para os estudantes se prepararem, em pequenos grupos,

Leia mais

efagundes com GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4

efagundes com GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4 GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4 1 CobIT Modelo abrangente aplicável para a auditoria e controle de processo de TI, desde o planejamento da tecnologia até a monitoração e auditoria de

Leia mais

INOVAÇÃO E SOLUÇÃO INTEGRADA

INOVAÇÃO E SOLUÇÃO INTEGRADA INOVAÇÃO E SOLUÇÃO INTEGRADA A Formação no ISQ A actividade de Formação do ISQ tem sido uma forte aposta enquanto factor determinante para o desenvolvimento e melhoria de desempenho dos sectores tecnológicos

Leia mais

Plataforma de Gestão de Actualizações de Software Descrição do Problema

Plataforma de Gestão de Actualizações de Software Descrição do Problema Plataforma de Gestão de Actualizações de Software Descrição do Problema Pedro Miguel Barros Morgado Índice Introdução... 3 Ponto.C... 4 Descrição do Problema... 5 Bibliografia... 7 2 Introdução No mundo

Leia mais

Gestão dos Níveis de Serviço

Gestão dos Níveis de Serviço A Gestão dos Níveis de Serviço (SLM) Os sistemas e tecnologias de informação e comunicação têm nas empresas um papel cada vez mais importante evoluindo, hoje em dia, para níveis mais elevados de funcionamento

Leia mais

Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN]

Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN] Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN] Frederico Mendes & Associados Sociedade de Consultores Lda. Frederico Mendes & Associados é uma

Leia mais

As Ferramentas de SCM e o Suporte do CMM

As Ferramentas de SCM e o Suporte do CMM As Ferramentas de SCM e o Suporte do CMM Como é que as ferramentas de SCM (Software Configuration Management) podem ajudar na melhoria de processos de acordo com o modelo CMM (Capability Maturity Model)?

Leia mais

Gestão de Configurações II

Gestão de Configurações II Gestão de Configurações II Bibliografia Livro: Software Configuration Management Patterns: Effective Teamwork, Practical Integration Gestão de Projecto 14 Padrões de Gestão Os padrões de gestão de configurações

Leia mais

Carteira. de formação. análise às nossas oportunidades e recursos. Missão, Visão e Objectivos. Desenvolver competências técnicas e transversais

Carteira. de formação. análise às nossas oportunidades e recursos. Missão, Visão e Objectivos. Desenvolver competências técnicas e transversais conteúdos: Programa de formação avançada centrado nas competências e necessidades dos profissionais. PÁGINA 2 Cinco motivos para prefirir a INOVE RH como o seu parceiro, numa ligação baseada na igualdade

Leia mais

Software Integration Procedure

Software Integration Procedure Departamento de Engenharia Informática Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra Engenharia de Software II Software Integration Procedure Pneus_SoftwareIntegrationProcedure_06-03_v1.2.doc

Leia mais

RELATÓRIO DE AUDITORIA

RELATÓRIO DE AUDITORIA Entidade Auditada: BIBLIOTECA MUNICIPAL SANTA MARIA DA FEIRA Tipo de Auditoria: Auditoria Interna Data da Auditoria: 09.12.2014 Duração: 1 dia Locais Auditados: Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa / 4520-606

Leia mais

definido por um documento de padronização. A Fig. 1 representa a organização dos Grupos de Processos juntamente com os documentos exigidos.

definido por um documento de padronização. A Fig. 1 representa a organização dos Grupos de Processos juntamente com os documentos exigidos. A GESTÃO DE PROJETOS EXISTENTE NA NORMA DO-178B Matheus da Silva Souza, matheusdasilvasouza@gmail.com Prof. Dr. Luiz Alberto Vieira Dias, vdias@ita.br Instituto Tecnológico de Aeronáutica Praça Marechal

Leia mais

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO Setembro de 2012 Luanda CAPÍTULO I (DISPOSIÇÕES GERAIS) Artigo 1.º (Natureza) O Trabalho de Conclusão do Curso, neste regulamento designado abreviadamente

Leia mais

As ferramentas e metodologias seleccionadas têm como objectivo apoiar as organizações a adquirir conhecimentos que lhes permitam eliminar os

As ferramentas e metodologias seleccionadas têm como objectivo apoiar as organizações a adquirir conhecimentos que lhes permitam eliminar os Formação Interempresas 2016 11 Formação Interempresas 2016 As ferramentas e metodologias seleccionadas têm como objectivo apoiar as organizações a adquirir conhecimentos que lhes permitam eliminar os desperdícios,

Leia mais

Um Modelo de Gestão de Projectos

Um Modelo de Gestão de Projectos 3 Um Modelo de Gestão de Projectos 3.1 Fases do Modelo de Gestão de Projectos Dois reputados consultores e investigadores em gestão de projectos de software Joseph Weiss e Robert Wysocki descobriram que

Leia mais

OS SISTEMAS DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO DO MATERIAL CIRCULANTE

OS SISTEMAS DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO DO MATERIAL CIRCULANTE OS SISTEMAS DE GESTÃO DA MANUTENÇÃO DO MATERIAL CIRCULANTE 1. REFERÊNCIAS [1] - Bases Gerais para a Implementação de Sistemas de Gestão da Manutenção de Material Circulante, Instrução Técnica 5, INCFA

Leia mais

ISO 9001:2008. A International Organization for Standardization (ISO) publicou em 2008-11- 14 a nova edição da Norma ISO 9000:

ISO 9001:2008. A International Organization for Standardization (ISO) publicou em 2008-11- 14 a nova edição da Norma ISO 9000: A International Organization for Standardization (ISO) publicou em 2008-11- 14 a nova edição da Norma ISO 9000: ISO 9001:2008 Esta nova edição decorre do compromisso da ISO em rever e actualizar as Normas,

Leia mais

Software para Sistemas Críticos

Software para Sistemas Críticos Software para Sistemas Críticos Nuno Silva, Engineering Manager Encontro Nacional Colégio Informática da Ordem dos Engenheiros, 16-09-2005 Dependable Technologies for Critical Systems Copyright Critical

Leia mais

O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001

O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001 O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001 Carolina Nogueira Gestora de Cliente carolina.nogueira@apcer.pt Tópicos Enquadramento do Processo de Revisão Principais Alterações Pensamento Baseado em Risco Informação

Leia mais

PHC Recursos Humanos CS

PHC Recursos Humanos CS PHC Recursos Humanos CS A gestão total dos Recursos Humanos A solução que permite a optimização da selecção e recrutamento, a correcta descrição de funções, a execução das avaliações de desempenho e a

Leia mais

O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001

O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001 O PROCESSO DE REVISÃO ISO 9001 Ana Francisco Gestora de Cliente Tópicos Enquadramento do Processo de Revisão Principais Alterações Pensamento Baseado em Risco Informação Documentada Princípios da Qualidade

Leia mais

Melhoria de Conhecimentos em Garantia de Qualidade no Software. (Tipos de Teste)

Melhoria de Conhecimentos em Garantia de Qualidade no Software. (Tipos de Teste) Melhoria de Conhecimentos em Garantia de Qualidade no Software (Tipos de Teste) Av. Conde de Valbom, nº 30 8º 1050-068 Lisboa Telf: +351 213 510 540 Fax: +351 213 510 549 Controlo do Documento Elaborado

Leia mais

Gestão da Qualidade. Gestão de auditorias internas. 09-12-2009 11:13 Natacha Pereira & Sibila Costa 1 NP EN ISO 19011:2003

Gestão da Qualidade. Gestão de auditorias internas. 09-12-2009 11:13 Natacha Pereira & Sibila Costa 1 NP EN ISO 19011:2003 Gestão da Qualidade Gestão de auditorias internas 09-12-2009 11:13 Natacha Pereira & Sibila Costa 1 NP EN ISO 19011:2003 Linhas de orientação para auditorias a sistema de gestão da qualidade e/ou gestão

Leia mais

A gestão completa dos seus recursos humanos

A gestão completa dos seus recursos humanos PHC Recursos Humanos CS DESCRITIVO Optimize a selecção e recrutamento, proceda à correcta descrição de funções, execute as avaliações de desempenho e avalie as acções de formação. PHC Recursos Humanos

Leia mais

Empenhamo-nos no que fazemos e fazemos bem

Empenhamo-nos no que fazemos e fazemos bem Empenhamo-nos no que fazemos e fazemos bem Localização: Amadora, Venda Nova, Rua Henrique de Paiva Couceiro (Sede), (onde se encontra o CNO) Colaboradores : Total: Funcionários: 84 Formadores: 58 CNO:

Leia mais

Vale Projecto - Simplificado

Vale Projecto - Simplificado IDIT Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica Vale Projecto - Simplificado VALES Empreendedorismo e Inovação Associados Parceiros / Protocolos IDIT Enquadramento Vale Projecto - Simplificado

Leia mais

FICHA TÉCNICA DO CURSO ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE PROJECTOS NÍVEL 1 EDIÇÃO Nº 01/2013

FICHA TÉCNICA DO CURSO ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE PROJECTOS NÍVEL 1 EDIÇÃO Nº 01/2013 FICHA TÉCNICA DO CURSO ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE PROJECTOS NÍVEL 1 EDIÇÃO Nº 01/2013 1. DESIGNAÇÃO DO CURSO Especialização em Gestão de Projectos Nível 1 2. COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER Este curso constitui

Leia mais

Gestão do Risco e da Qualidade no Desenvolvimento de Software

Gestão do Risco e da Qualidade no Desenvolvimento de Software Gestão do Risco e da Qualidade no Desenvolvimento de Software Questionário Taxinómico do Software Engineering Institute António Miguel 1. Constrangimentos do Projecto Os Constrangimentos ao Projecto referem-se

Leia mais

PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO (PEI)

PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO (PEI) PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO (PEI) Setembro de 2009/ Dezembro de 2010 Índice Introdução.. 3 Etapas de intervenção... 4 Âmbito de intervenção.. 5 Objectivos estratégicos..... 5 Metas.. 5 Equipa....

Leia mais

PHC dteamcontrol Interno

PHC dteamcontrol Interno O módulo PHC dteamcontrol Interno permite acompanhar a gestão de todos os projectos abertos em que um utilizador se encontra envolvido. PHC dteamcontrol Interno A solução via Internet que permite acompanhar

Leia mais

Parte I Requirement Engineering. Gestão de Projectos Informáticos. Gestão do Âmbito (Scope Management) Requirement Engineering.

Parte I Requirement Engineering. Gestão de Projectos Informáticos. Gestão do Âmbito (Scope Management) Requirement Engineering. Parte I Requirement Engineering Gestão de Projectos Informáticos Gestão do Âmbito (Scope Management) Requirement Engineering Introduzir as noções requisitos de sistema e processo de engª de requisitos

Leia mais

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010 Técnicas de Secretariado Departamento Comercial e Marketing Módulo 23- Departamento Comercial e Marketing Trabalho realizado por: Tânia Leão Departamento

Leia mais

Relatório Técnico Final Projecto nº 22838

Relatório Técnico Final Projecto nº 22838 SISTEMA DE INCENTIVOS À INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO (SI I&DT) Leadership Business Consulting Relatório Técnico Final Projecto nº 22838 1 ÍNDICE 1. O Projecto 1.1. Os objectivos e a estrutura

Leia mais

Manual do Sistema de Gestão da Qualidade

Manual do Sistema de Gestão da Qualidade Formamos Pessoas! Concebemos Soluções! Manual do Sistema de Gestão da Qualidade Elaborado por Revisto por Aprovado por GT-ISO GT-ISO DT 17 de Novembro de 2011 Código do Documento : MP_DG_MSGQ Versão 2.1

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE. Elaborado por: Aprovado por: Edição: 1. Revisão: 1 Data:02/03/2011. Gerência

MANUAL DA QUALIDADE. Elaborado por: Aprovado por: Edição: 1. Revisão: 1 Data:02/03/2011. Gerência Elaborado por: Aprovado por: Edição: 1 GAQ Gerência Revisão: 1 INDICE MANUAL DA QUALIDADE... 1 INDICE... 2 1 Introdução... 3 1.1 Apresentação do Manual da Qualidade... 3 2 Promulgação... 4 3 APRESENTAÇÃO

Leia mais

NCE/10/00531 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/10/00531 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/10/00531 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Cofac - Cooperativa De Formação E

Leia mais

Formação Interempresas 2015 2.º semestre

Formação Interempresas 2015 2.º semestre Formação Interempresas 2015 2.º semestre 1 1 Formação Interempresas 2015 As ferramentas e metodologias seleccionadas têm como objectivo apoiar as organizações a adquirir conhecimentos que lhes permitam

Leia mais