UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO DENIZAR LEAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO DENIZAR LEAL"

Transcrição

1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO DENIZAR LEAL O PAPEL DE CUSTOS AFUNDADOS EM DECISÕES DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS RIO DE JANEIRO 2014

2 1 DENIZAR LEAL O PAPEL DE CUSTOS AFUNDADOS EM DECISÕES DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS Tese apresentada ao Programa de Doutorado do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Administração. Orientador: Professor Marcos Gonçalves Ávila, Ph.D. RIO DE JANEIRO 2014

3 FICHA CATALOGRÁFICA 2

4 3 DENIZAR LEAL O PAPEL DE CUSTOS AFUNDADOS EM DECISÕES DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS Tese apresentada ao Programa de Doutorado do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Administração. Aprovada em: de março de 2014 Professor Marcos Gonçalves Ávila, Ph.D. COPPEAD/UFRJ Orientador Professor Otávio Henrique dos Santos Figueiredo, D.Sc. COPPEAD/UFRJ Professor Donaldo de Souza Dias, D.Sc. Consultor Professor Helio Zanquetto Filho, D.Sc. UFES Professor Valcemiro Nossa, D.Sc. FUCAPE Rio de Janeiro 2014

5 Aos meus amores Irene (mãe) e Sônia (esposa), por tudo. 4

6 5 AGRADECIMENTOS Primeiramente, meus agradecimentos a Deus e à Nossa Senhora, que sempre passa na frente. Ouvi dizer que uma tese é um trabalho solitário. Definitivamente, não é. Esta tese existe, porque contou com o apoio de muita gente. Muitas pessoas abriram portas. Centenas, voluntariamente, participaram da pesquisa e, outras tantas, se dispuseram a ajudar, inclusive com orações. Para agradecer a tanta gente, não é possível nominá-las. Dessa forma, agradeço, coletivamente, aos professores e servidores do Instituto Coppead, aos colegas da Ufes e das outras Instituições que abriram suas portas para a realização da pesquisa empírica e à Capes, pelo apoio financeiro durante parte do programa. Particularmente, ao meu professor orientador, Marcos Gonçalves Ávila, pela orientação, dedicação, paciência e cuidado com o trabalho feito a quatro mãos. Agradeço à minha mãe que ora por mim todos os dias e ao meu pai, que já se foi, mas olha por mim de onde está. À minha amada esposa Sônia que, tenho certeza, sofreu mais do que eu nesses cinco anos, mas continua firme, ao meu lado, ajudando-me a superar tudo. Agradeço também à minha família e aos amigos que colaboraram e torceram tanto para que este trabalho se realizasse.

7 Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade. (Raul Seixas) 6

8 7 RESUMO LEAL, Denizar. O papel de custos afundados em decisões de alocação de recursos. Tese (Doutorado em Administração) Instituto COPPEAD de Administração, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Este estudo investigou a influência de custos afundados na decisão de alocar recursos em um curso de ação, em cenários de incerteza. Para isso foi realizada uma pesquisa experimental, que contou com a participação de estudantes de graduação e de profissionais do setor financeiro. Os resultados sugerem que há uma tendência de alocar novos recursos em um projeto, no qual já foi realizado um investimento (custos afundados). Essa tendência se manifestou independentemente da proximidade de conclusão de um projeto, contrariando o que prevê a hipótese da proximidade de conclusão do projeto, que tem sido avançada em diversos trabalhos. O efeito custo afundado ocorreu tanto com os estudantes de graduação, quanto com os profissionais pesquisados (gestores de uma Instituição Financeira do Brasil) neste último caso em uma decisão sobre a concessão de um financiamento de risco elevado. A pesquisa também oferece evidências de que a explicitação de um custo de oportunidade tem o potencial de mitigar o efeito custo afundado, mesmo em situações de incerteza. Finalmente, este estudo sugere que a ausência de responsabilidade pela decisão inicial diminui a tendência das pessoas em investir novos recursos em um curso de ação para o qual os sinais indiquem que, talvez, seja necessária uma revisão de caminhos. Palavras-chave: Efeito custo afundado. Hipótese da proximidade de conclusão do projeto. Custo de oportunidade.

9 8 ABSTRACT LEAL, Denizar. The role of sunk costs in resource allocation decisions. Tese (Doutorado em Administração) Instituto COPPEAD de Administração, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, This study investigated the influence of sunk costs in the decision to allocate resources on a course of action in uncertain scenarios. For this experimental research, which included the participation of undergraduate students and financial professionals was conducted. The results suggest that there is a tendency to allocate new resources to a project, which already made an investment (sunk costs). This trend has occurred regardless of proximity to completion of a project, contradicting the project completion hypothesis, which has been advanced in several works. The sunk cost effect occurred with both graduate students, as with the professionals participants of the experiment (managers of a financial institution in Brazil) in the latter case for a decision on the approval of funding of high risk. The study also provides evidence that the explanation of an opportunity cost has the potential to mitigate the sunk cost effect, even in situations of uncertainty. Finally, this study suggests that the absence of responsibility for the initial decision also reduces the tendency for people to invest new resources in a course of action, for which the signs indicate that, perhaps, a review of direction is required. Keywords: The sunk cost effect. Project completion hypothesis. Opportunity cost.

10 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Modelo do processo de escalada do comprometimento... Figura 2 O modelo de três fases de Staw e Ross... Figura 3 Função de valor da teoria da perspectiva... Figura 4 Gráfico de correlação das variáveis dependentes... Figura 5 Interação entre custo afundado e custo de oportunidade para a probabilidade de investir experimento 3... Figura 6 Interação entre custo afundado e custo de oportunidade para a decisão de investir experimento 3... Figura 7 Interação entre custo afundado e responsabilidade experimento 4 Figura 8 Interação entre custo afundado e responsabilidade pela decisão inicial para a decisão de investir experimento 4... Figura 9 Interação entre custo afundado e responsabilidade pela decisão inicial para a probabilidade de investir experimento 4, com explicitação do custo de oportunidade... Figura 10 Interação entre custo afundado e responsabilidade pela decisão inicial para a decisão de investir experimento 4, com explicitação do custo de oportunidade... Figura 11 Gráfico de correlação para variáveis dependentes experimento

11 10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Organização cronológica dos principais estudos de escalada de comprometimento... Quadro 2 Questões do pós-teste... Quadro 3 Descrição do cenário do experimento 1... Quadro 4 Descrição do cenário do experimento 2... Quadro 5 Descrição do cenário do experimento 3... Quadro 6 Descrição do cenário do experimento 4... Quadro 7 Descrição do cenário do experimento 4 com explicitação do custo de oportunidade... Quadro 8 Descrição do cenário do experimento

12 11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Médias de probabilidade para alocação do próximo milhão de dólares... Tabela 2 Provável percepção de desempenho para cada nível de custos afundados e de percentual de desenvolvimento... Tabela 3 Classificação de acordo com custos afundados, independente de responsabilidade com informação sobre o orçamento total... Tabela 4 Classificação de acordo com o percentual de conclusão, independente de responsabilidade com informação sobre o orçamento total... Tabela 5 Classificação de acordo com custos afundados, independente de responsabilidade sem informação sobre o orçamento total... Tabela 6 Classificação de acordo com percentual de conclusão, independente de responsabilidade sem informação sobre o orçamento total... Tabela 7 Efeitos de custos afundados e proximidade de conclusão na alocação de recursos na amostra de gerente de bancos... Tabela 8 Classificação de acordo com níveis de custos afundados (valores em milhões)... Tabela 9 Classificação de acordo com níveis de percentual de conclusão do projeto (valores em milhões)... Tabela 10 Classificação de acordo com valor de venda (valores em milhões)... Tabela 11 Caracterização da amostra de acordo com o curso... Tabela 12 Caracterização da amostra de acordo com o sexo... Tabela 13 Médias para probabilidade de investir comparação da ordem das questões experimento 1... Tabela 14 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento

13 12 Tabela 15 Frequência de respostas positivas e negativas experimento 1 Tabela 16 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento 2... Tabela 17 Frequência de respostas positivas e negativas experimento 2 Tabela 18 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento 3... Tabela 19 Análise de variância experimento 3... Tabela 20 Diferenças em função da aplicação de apenas uma questão... Tabela 21 Estatística descritiva para decisão de investir experimento 3 Tabela 22 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento 4... Tabela 23 Análise de variância experimento 4... Tabela 24 Estatística descritiva para decisão de investir experimento 4 Tabela 25 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento 4, com explicitação do custo de oportunidade... Tabela 26 Testes de efeitos entre assuntos para probabilidade de investir experimento 4, com explicitação do custo de oportunidade... Tabela 27 Estatística descritiva para decisão de investir experimento 4, com explicitação do custo de oportunidade... Tabela 28 Estatística descritiva para probabilidade de investir experimento 5... Tabela 29 Frequência de respostas positivas e negativas experimento

14 13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CONTRIBUIÇÕES E DELIMITAÇÕES DA PESQUISA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO... 2 REFERENCIAL TEÓRICO ORIGENS DOS ESTUDOS DE ESCALADA DE COMPROMETIMENTO Os modelos de estudos iniciais de Barry Staw e seus colegas: o foco nas organizações DETERMINANTES SOCIAIS, ORGANIZACIONAIS E POLÍTICOS 2.3 A INVESTIGAÇÃO DE DETERMINANTES PSICOLÓGICOS PARA O PROCESSO DE ESCALADA O EFEITO CUSTO AFUNDADO A TEORIA DA PERSPECTIVA SÍNTESE DO REFERENCAL TEÓRICO DO PROCESSO DE ESCALADA... 3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS ESTUDOS DE CONLON E GARLAND (1993), GARLAND E CONLON (1998), BOEHNE E PAESE (2000) E HEATH (1995) HIPÓTESE DA PROXIMIDADE DE CONCLUSÃO DO PROJETO Análise dos experimentos que deram suporte à hipótese da proximidade de conclusão do projeto Análise do experimento 1 de Conlon e Garland (1993) Análise do experimento 2 de Conlon e Garland (1993) Análise do experimento 1 de Garland e Conlon (1998) Descrição dos demais experimentos de Garland e Conlon (1998) Análise do experimento de Boehne e Paese (2000) O PROCESSO DE DESESCALADA EM FUNÇÃO DE CUSTOS AFUNDADADOS Análise do estudo de Heath (1995)... 4 PESQUISA EXPERIMENTAL

15 HIPÓTESES E METODOLOGIA Desenvolvimento de hipóteses Metodologia RESULTADOS E ANÁLISES Experimento nº Caracterização da amostra experimento Resultados experimento Experimento nº Caracterização da amostra experimento Resultados experimento Experimento nº Caracterização da amostra experimento Resultados experimento Experimento nº Caracterização da amostra experimento Resultados experimento Experimento nº Caracterização da amostra experimento Resultados experimento DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A influência dos custos afundados nas decisões A influência do destaque do custo de oportunidade no efeito custo afundado A influência do grau de responsabilidade pela decisão inicial no efeito custo afundado... 5 CONCLUSÕES LIMITAÇÕES DO ESTUDO E SUGESTÕES PARA PESQUISAS FUTURAS... REFERÊNCIAS

16 15 1 INTRODUÇÃO Muitos contextos decisórios se caracterizam por uma série de decisões em sequência, ao invés de uma escolha única e isolada. Nesses contextos, pesquisas sugerem que as pessoas tendem a incorrer em um viés decisório que se caracteriza por uma tendência a escalar o comprometimento em relação à decisão inicial, quando as evidências apontam a necessidade de uma revisão do curso de ação originalmente escolhido. Esse viés é denominado escalada de comprometimento (BAZERMAN; MOORE, 2013). O processo de escalada de comprometimento (escalation of commitment) foi apresentado por Staw (1976), que, inicialmente, considerava que esse comportamento se manifestava porque as pessoas não queriam admitir que tinham cometido um erro em sua decisão inicial. Dessa forma, o fenômeno foi concebido como sendo determinado por razões psicológicas, como uma possível manifestação da teoria da dissonância cognitiva de Festinger (STAW, 2005). Para Staw (1976), a responsabilidade pela decisão inicial de investir fazia com que as pessoas persistissem no curso de ação escolhido. Em paralelo ao trabalho de Staw (1976), outros estudos identificaram processos semelhantes, mas com denominações diferentes, como entrapment (RUBIN; BROCKNER, 1975), too close to quit (TEGER, 1980) e sunk cost effect (THALER, 1980). A abordagem predominante na investigação e explicação para o fenômeno manteve a Psicologia como referência. Em estudos posteriores, Barry Staw e outros pesquisadores, usualmente associados à área de Psicologia Organizacional, ampliaram a visão do processo de escalada de comprometimento, que passou a ser percebido como sendo determinado não só por razões psicológicas, mas também por motivos políticos, sociais, econômicos e organizacionais. Outros estudiosos, principalmente das áreas de Economia e Psicologia, mantiveram o enfoque psicológico e se dedicaram a investigar um componente específico do processo, a influência dos sunk costs (custos perdidos, passados ou afundados) nas decisões das pessoas. Nesta pesquisa será utilizada a expressão custos afundados quando for feita referência aos sunk costs. Para Thaler (1980), é importante estudar os custos afundados, pois ao analisar problemas relativos às decisões de consumo, ele constatou que, enquanto a teoria econômica prescreve que

17 16 somente custos e benefícios incrementais deveriam afetar as decisões, a realidade é que as pessoas não ignoram os custos afundados em decisões do cotidiano. Ainda de acordo com Thaler, o sunk cost effect (efeito custo afundado expressão utilizada por ele para denominar o fenômeno) pode ser explicado pela teoria da perspectiva, de Kahneman e Tversky (1979), que apresentaram evidências de que os custos afundados foram considerados relevantes em diversas decisões estudadas por eles. A partir de Thaler, outros estudos se juntaram ao esforço de pesquisa relacionado com o efeito custo afundado. Arkes e Blumer (1985), por exemplo, realizaram uma série de experimentos, em um trabalho seminal sobre o fenômeno, que deram suporte à hipótese de que os custos afundados influenciam tanto decisões cotidianas, quanto decisões de negócios (desenvolvimento de projetos). Com as evidências apresentadas por Arkes e Blumer (1985), os estudos sobre o fenômeno avançaram em várias direções, na tentativa de melhor caracterizar o processo. Assim, além de adaptações de experimentos realizados por Arkes e Blumer (1985), novas variáveis foram investigadas e os estudos analisaram, por exemplo: o tamanho do investimento incremental em vários níveis de custos afundados (GARLAND, 1990); a influência dos custos afundados em valores absolutos e em valores relativos a um orçamento (GARLAND; NEWPORT, 1991); a diferença da intensidade do efeito custo afundado entre investimento de tempo e investimento monetário (SOMAN, 2001). Esses e outros estudos contribuíram para consolidar a existência do efeito custo afundado. Os resultados apontaram uma tendência das pessoas em continuar investindo em um curso de ação iniciado, mesmo quando os riscos se tornam maiores e um fato novo implica, talvez, uma necessidade de revisão de rumos. Neste trabalho, o fenômeno da escalada foi estudado por meio da abordagem da Psicologia Cognitiva, mais especificamente, pelo enfoque que investiga a influência dos custos afundados nas decisões. Essa abordagem foi escolhida, em primeiro lugar, porque existe uma forte relação entre escalada e custos afundados. A questão dos custos afundados é, há muito tempo, um tema de interesse da Contabilidade. Exemplo disso é a existência de uma linha de pesquisa (e programas de doutorado em torno dessa linha), que é denominada Behavioral Accounting. Essa linha tem, historicamente, estudado a relação entre as práticas gerenciais com a Psicologia. A observação, já consolidada, de que existe um choque entre a visão normativa e a visão descritiva

18 17 de processos decisórios, sempre foi de interesse de Behavioral Accounting. Nesse sentido, a questão dos custos afundados é um dos temas que ilustra esse choque, e tem sido objeto de significativo esforço de pesquisa na área contábil, econômica e financeira. A opção pela abordagem da Psicologia Cognitiva se deu, em segundo lugar, por ter sido encontrado, na revisão bibliográfica, um forte debate sobre a relação entre custo afundado e o processo de escalada. A literatura sobre o tema custo afundado chama a atenção para um significativo conjunto de evidências que apontam a robustez desse fenômeno, isto é, as pesquisas parecem consolidar a proposta de que existe um impacto irracional de custos afundados em decisões de escalar o comprometimento, em projetos nos quais os sinais apontam uma necessidade de revisão de curso de ação. Existem, entretanto, diversos estudos que, conforme serão discutidos adiante neste trabalho, sugerem que o efeito não é tão robusto como se imagina. Os estudos que questionam a influência dos custos afundados nas decisões podem ser divididos em duas categorias: a) pesquisas que sugerem que existe um confounding effect entre as variáveis custos afundados e proximidade de conclusão grau de proximidade de conclusão do projeto (por exemplo, CONLON; GARLAND, 1993; GARLAND; CONLON, 1998); e b) estudos que propõem que, em certas circunstâncias, os custos afundados podem provocar um efeito reverso, isto é, um processo de desescalada de comprometimento (por exemplo, HEATH, 1995). As linhas de pesquisa lideradas por Conlon, Garland e Heath incluem um número considerável de publicações, todas em periódicos de ponta e têm demonstrado significativa influência em investigações recentes a respeito do fenômeno. Por exemplo, Sleesman et al. (2012) realizaram um estudo adotando a meta-análise como metodologia, com o objetivo de classificar as diversas variáveis apresentadas em investigações anteriores sobre o processo de escalada e as perspectivas teóricas até então analisadas. Dentre outros determinantes de natureza psicológica confirmados, esses autores sugerem que há relação positiva entre custos afundados e escalada. No entanto, os autores acrescentaram que a influência da proximidade de conclusão nas decisões é mais forte do que a dos custos afundados. De acordo com as conclusões apresentadas, o grau de influência dos custos afundados na escalada aumenta, na medida em que há covariação entre custos e percentual de conclusão. Com base na meta-análise conduzida, Sleesman et al. (2012, p. 556) propõem que [...] o efeito

19 18 custo afundado pode não ser tão robusto quanto a literatura sugere. O que o presente trabalho encontrou, entretanto, ao avaliar os trabalhos pioneiros nessas linhas de pesquisa foi, o que acredita-se poder denominar, erros significativos de desenho experimental e de conceitos associados ao efeito do custo afundado. No Capítulo 3 deste trabalho, tais erros serão mapeados. Este estudo defende que esses erros invalidam os resultados alcançados nesses estudos e colocam em questionamento as propostas posteriores, que têm sido feitas com base nesses resultados iniciais. Esses erros podem ser descritos em diversas dimensões, a serem discutidas adiante neste documento. Conforme será indicado, a conclusão deste trabalho, após uma revisão crítica da literatura existente e com base na pesquisa empírica realizada, é de que o efeito custo afundado é um fenômeno que ocorre independentemente da influência da variável grau de proximidade com a conclusão do projeto. Acrescenta-se, entretanto, que a revisão de literatura revelou algumas variáveis que parecem mitigar o efeito custo afundado. Duas delas serão de interesse na etapa de investigação empírica desta tese: a) o grau em que o custo de oportunidade, associado à decisão de honrar o custo afundado, é explicitado; e b) o grau de responsabilidade do gestor quanto à decisão inicial do lançamento do projeto, no qual foram investidos recursos (agora considerados custos afundados). A última etapa deste trabalho é de natureza empírica. Nesse sentido, as questões básicas a serem exploradas são: a) a caracterização empírica do efeito custo afundado no cenário brasileiro, uma vez que é bastante incipiente a publicação de pesquisas relevantes sobre o tema no Brasil; b) a avaliação da capacidade das variáveis custo de oportunidade e grau de responsabilidade pela decisão inicial em, de fato, reduzir o efeito custo afundado; e c) a avaliação da variável custos afundados em um cenário no qual ela não tenha correlação com a proximidade de conclusão do projeto. Esta tese abordará, de forma sumária, as seguintes questões de pesquisa: A tendência a alocar novos recursos financeiros e, portanto, persistir na execução de determinado projeto, para o qual existem sinais de que, talvez, seja melhor rever o caminho a ser seguido, será influenciada pela existência de custos afundados, isto é, pelo fato de já existir um montante de recursos investidos no projeto?

20 19 O efeito custo afundado ocorrerá em cenários em que possa ser evitada a influência da proximidade da conclusão do projeto na decisão? A explicitação de um custo de oportunidade, associado à decisão de continuar a investir em um projeto, tem o poder de mitigar o efeito custo afundado? A ausência de responsabilidade pela decisão de se iniciar um projeto pode reduzir o efeito custo afundado? Assim, o objetivo desta tese, de forma sumária, é avaliar a existência do impacto de custos afundados em decisões de alocação de recursos em um conjunto de contextos: com ou sem explicitação de um custo de oportunidade, associado à decisão de continuar investindo em um projeto; com ou sem responsabilidade pela decisão de se iniciar o projeto. O design experimental buscará neutralizar o efeito da proximidade de conclusão do projeto no processo decisório dos participantes da pesquisa. 1.1 CONTRIBUIÇÕES E DELIMITAÇÕES DA PESQUISA Esta tese se concentra na linha de pesquisa que estuda os determinantes psicológicos do processo de escalada, em especial como as decisões podem ser influenciadas pelos custos afundados em situações de incerteza. Sua principal contribuição consiste em realizar essa investigação em contextos decisórios em que não há influência da proximidade de conclusão de um projeto. Conlon e Garland (1993) sugerem que pesquisas anteriores às deles podiam estar confundindo custos afundados com a proximidade de conclusão. Essa sugestão gerou diversos estudos posteriores, a maioria dando suporte à proposta desses autores. Esta pesquisa sugere, entretanto, que essas propostas, assim como as principais investigações que deram sequência às pesquisas iniciais têm por base um conjunto de experimentos com falhas significativas de design. Conforme será discutido, essas falhas colocam em questão a proposta dessa linha de investigação. Na etapa empírica deste trabalho, os experimentos projetados têm por objetivo avaliar o impacto de custos afundados em tomada de decisão, sem a influência da variável proximidade de conclusão. A pesquisa experimental, aqui realizada, também busca investigar a capacidade de atuação de algumas variáveis, no sentido de mitigar esse impacto.

21 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO O restante do documento está organizado da seguinte forma: O Capítulo 2 é dedicado à apresentação do referencial teórico, no qual foram traçados os caminhos e a evolução dos estudos relativos à escalada de comprometimento. Nesse capítulo, são relatadas as origens do processo e de que forma as investigações se desenvolveram, com descrição abrangente dos principais trabalhos que: a) consolidaram o processo como um viés decisório decorrente de razões políticas, sociais, organizacionais e psicológicas; b) demonstraram que os custos afundados são um importante determinante do processo de escalada, exercendo influência nas decisões das pessoas; c) questionaram o papel dos custos afundados como determinantes do processo. O referencial teórico é composto, ainda, por um quadro com o desenvolvimento cronológico dos trabalhos mais relevantes sobre o tema, destacando o tipo de estudo realizado e as principais conclusões relatadas. No Capítulo 3, é apresentada uma análise crítica de experimentos realizados e os resultados encontrados, em uma linha de investigação que questiona a influência dos custos afundados no processo de escalada. Neste capítulo, também é relatada a análise do experimento que propõe que o custo afundado pode causar um efeito inverso, ou seja, desescalada. A pesquisa experimental é apresentada no Capítulo 4, juntamente com as hipóteses investigadas, a metodologia, os resultados, as análises e a discussão dos resultados. Finalmente, no último capítulo são registradas as conclusões deste estudo e sugestões para pesquisas futuras.

22 21 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 ORIGENS DOS ESTUDOS DE ESCALADA DE COMPROMETIMENTO As investigações iniciais de escalada de comprometimento foram conduzidas por Barry Staw e são datadas de meados da década de 70. Staw, então professor de comportamento organizacional da Universidade de Illinois, entendia o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnam como [...] uma série de compromissos difíceis de interromper (STAW, 2005, p. 217). Segundo ele, a participação americana na guerra se mostrava, ainda na administração Kennedy, como uma iniciativa com diversos setbacks e mesmo assim não havia sinal de retirada das tropas. Ao contrário, cada indício de que as coisas não iam bem era seguido de uma escalada no grau de comprometimento com os esforços de guerra. Staw (1976) começou a ponderar se a escalada de comprometimento da decisão de ir à guerra seria indicativa de um processo decisório de caráter mais genérico. Staw (2005) afirmou que concebeu inicialmente o problema como uma possível manifestação de dissonância cognitiva de Festinger: as pessoas manteriam seus investimentos em cursos de ação que se mostram altamente questionáveis quanto às chances de sucesso (na área de investimentos, carreiras ou até mesmo casamentos), para evitar a admissão de que um erro foi cometido por ocasião da decisão inicial. Ou seja, a escalada ocorreria devido a [...] um esforço para justificar ou racionalizar um curso de ação (STAW, 2005, p. 218). Para Bazerman e Moore (2013) a simples manutenção (ou mesmo o aumento) do comprometimento com determinado curso de ação após um feedback negativo não pode ser interpretada como evidência conclusiva de ocorrência de um viés decisório. Tal postura pode ser racionalmente justificável. A caracterização do viés requer que a escalada represente um grau de comprometimento que ultrapassa o limite que um modelo racional de tomada de decisão prescreveria. Em muitos cenários, a separação entre a avaliação econômica e a avaliação psicológica da decisão pode ser difícil ou impossível. Staw (1976) construiu hipóteses associadas à escalada de comprometimento, nas quais, além da caracterização do efeito, uma avaliação psicológica da decisão foi isolada e testada. O estudo, um experimento com alunos de um MBA, no formato role-playing, colocou os participantes no papel

23 22 de gerentes de uma grande empresa e eles tinham que decidir sobre a alocação de recursos de P&D entre várias linhas de produtos. Duas variáveis independentes foram manipuladas: nível de responsabilidade com a decisão inicial (alto e baixo) e consequências das decisões iniciais (positivas ou negativas, isto é, ganhos ou perdas). Fundamentadas na teoria da dissonância, as hipóteses básicas de pesquisa foram de que haveria uma tendência a investir mais recursos quando: a) o curso de ação não estivesse tendo sucesso (consequências negativas); b) as decisões estivessem sendo tomadas no tratamento alta responsabilidade. O estudo previu ainda um efeito interação entre as duas variáveis: o grupo com alta responsabilidade e com consequências negativas na decisão inicial estaria especialmente propenso a reinvestir no curso de ação com prováveis consequências negativas (já que os participantes desse grupo estariam particularmente motivados a justificar ou racionalizar o comportamento assumido). Os resultados dessa primeira investigação sobre a escalada de comprometimento foram de suporte a todas as hipóteses formuladas. Em paralelo ao experimento de Staw (1976), estudos conduzidos de forma independente por outros pesquisadores também demonstraram suporte para o mesmo fenômeno, embora com denominações diferentes. Conforme será indicado a seguir, as pesquisas associadas à escalada de comprometimento têm se dividido em diversas partes. O fenômeno é considerado complexo o suficiente para abrigar uma série de explicações, nos mais diversos campos do conhecimento psicologia, sociologia e economia. O Quadro 1, ao final do Capítulo 2 desta tese, apresenta um resumo de referência, organizado em ordem cronológica, que relaciona as pesquisas empíricas mais relevantes que estudaram o fenômeno da escalada nas últimas décadas. Rubin e Brockner (1975) proveram evidências, por meio de um estudo experimental com estudantes de graduação de que a passagem do tempo poderia ser vista como um investimento ou um gasto. Para eles, a passagem do tempo dedicado a uma atividade pode provocar um conflito, no qual forças psicológicas atuam em diferentes sentidos, umas pressionando para a desistência e outras para a persistência na ação iniciada. Rubin e Brockner (1975) sugeriram, no entanto, que, uma vez que uma decisão de esperar tenha sido tomada, com o passar do tempo, a tendência de persistir é maior do que a de desistir, o que eles consideram um tipo de conflito de entrapment. Para investigar como o entrapment ocorre em situações de espera, os autores realizaram um experimento, no qual era dada a oportunidade de os participantes ganharem uma boa quantia em

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Avaliação de: Sr. Mario Exemplo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Leia mais

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI FINANÇAS EM PROJETOS DE TI 2012 Material 1 Prof. Luiz Carlos Valeretto Jr. 1 E-mail valeretto@yahoo.com.br Objetivo Objetivos desta disciplina são: reconhecer as bases da administração financeira das empresas,

Leia mais

METODOLOGIA HSM Centrada nos participantes com professores com experiência executiva, materiais especialmente desenvolvidos e infraestrutura tecnológica privilegiada. O conteúdo exclusivo dos especialistas

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Connections with Leading Thinkers

Connections with Leading Thinkers Instituto de Alta Performance Connections with Leading Thinkers O investidor-anjo e acadêmico Antonio Botelho discute as barreiras ao empreendedorismo e à inovação colaborativa no Brasil, e as formas de

Leia mais

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM É COM GRANDE PRAZER QUE GOSTARÍAMOS DE OFICIALIZAR A PARTICIPAÇÃO DE PAUL HARMON NO 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BPM!! No ano passado discutimos Gestão

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Custos

Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Custos Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Custos Metodologia Aula Teórica Exemplos e Exercícios práticos Questões de concursos anteriores Metodologia e Bibliografia Bibliografia PMBOK, 2004. Project Management

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS. Instrutora: Aneliese Nascimento

ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS. Instrutora: Aneliese Nascimento Instrutora: Aneliese Nascimento O QUE É UM PROJETO? 4 Instrumento de comunicação. 4 Instrumento de intervenção em um ambiente ou situação para mudanças. 4 Instrumento para fazer algo inovador. O QUE DEVE

Leia mais

fagury.com.br. PMBoK 2004

fagury.com.br. PMBoK 2004 Este material é distribuído por Thiago Fagury através de uma licença Creative Commons 2.5. É permitido o uso e atribuição para fim nãocomercial. É vedada a criação de obras derivadas sem comunicação prévia

Leia mais

Estratégia Empresarial. Prof. Felipe Kovags

Estratégia Empresarial. Prof. Felipe Kovags Estratégia Empresarial Prof. Felipe Kovags Conteúdo programático Planejamento: definição, origem, espírito, princípios e tipos empresariais Planejamento estratégico por negócio Formulação de estratégia:

Leia mais

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado pessoas do grupo. Não basta simplesmente analisar cada interpretação possível, é preciso analisar quais as conseqüências de nossas possíveis respostas, e é isso que proponho que façamos de forma racional.

Leia mais

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESA Laércio Dahmer 1 Vandersézar Casturino2 Resumo O atual mercado competitivo tem evidenciado as dificuldades financeiras da microempresa.

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

Política de C & T > Indicadores O retorno do investimento Avaliação revela alto grau de eficiência em quatro programas da FAPESP Fabrício Marques

Política de C & T > Indicadores O retorno do investimento Avaliação revela alto grau de eficiência em quatro programas da FAPESP Fabrício Marques Pesquisa FAPESP - Maio 2008 - Edição 147 Política de C & T > Indicadores O retorno do investimento Avaliação revela alto grau de eficiência em quatro programas da FAPESP Fabrício Marques Quatro grandes

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS*

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* * Release elaborado pela BM&FBOVESPA baseado nos dados informados pelo Banco Mundial para o 2º Workshop de Divulgação

Leia mais

Capítulo 6 Resolução de problemas com sistemas de informação

Capítulo 6 Resolução de problemas com sistemas de informação Capítulo 6 Resolução de problemas com sistemas de informação RESUMO DO CAPÍTULO Este capítulo trata do processo de resolução de problemas empresariais, pensamento crítico e etapas do processo de tomada

Leia mais

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7. Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.5, 7.5.1, 7.5.2, 7.6, 7.6.1, 7.6.2 Exercícios 7 Competência

Leia mais

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMMI E METODOLOGIAS Á G EIS

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMMI E METODOLOGIAS Á G EIS PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMMI E METODOLOGIAS Á G EIS CMMI E METODOLOGIAS ÁGEIS Os métodos de desenvolvimento Ágeis e

Leia mais

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle A FUNÇÃO CONTROLE O controle é a ultima função da administração a ser analisadas e diz respeito aos esforços exercidos para gerar e usar informações relativas a execução das atividades nas organizações

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Grande parte dos planejadores

Grande parte dos planejadores ARTIGO Fotos: Divulgação Decidindo com o apoio integrado de simulação e otimização Oscar Porto e Marcelo Moretti Fioroni O processo de tomada de decisão Grande parte dos planejadores das empresas ainda

Leia mais

COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA?

COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? Conhecimento: Conhecimento: nada mais é que a apreensão da realidade, de forma real ou imaginada. Entendendo realidade como aquilo

Leia mais

3 METODOLOGIA DA PESQUISA

3 METODOLOGIA DA PESQUISA 3 METODOLOGIA DA PESQUISA O objetivo principal deste estudo, conforme mencionado anteriormente, é identificar, por meio da percepção de consultores, os fatores críticos de sucesso para a implementação

Leia mais

AUXÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO

AUXÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO 1 AUÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 2 2 O QUE É UM PROJETO?... 2 2.1 PROJETO DE PESQUISA... 2 3 CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS... 4 4 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA

Leia mais

EMPRESA COM CONHECIMENTO EM TI

EMPRESA COM CONHECIMENTO EM TI EMPRESA COM CONHECIMENTO EM TI Referência Conhecimento em TI : O que executivos precisam saber para conduzirem com sucesso TI em suas empresas. Peter Weill & Jeanne W. Ross Tradução M.Books, 2010. 2 O

Leia mais

5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo

5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo 5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo Este estudo teve como objetivo contribuir para a compreensão do uso das mídias sociais, como principal ferramenta de marketing da Casar é Fácil, desde o momento da sua

Leia mais

ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO

ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO! O Que é Risco?! Quais as origens do Risco?! As preferências com relação ao Risco! O Que é retorno sobre o investimento? Autores: Francisco Cavalcante(f_c_a@uol.com.br)!

Leia mais

GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA

GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA GERENCIANDO INCERTEZAS NO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO: O PAPEL DO ESTOQUE DE SEGURANÇA Eduardo Saggioro Garcia Leonardo Salgado Lacerda Rodrigo Arozo Benício Erros de previsão de demanda, atrasos no ressuprimento

Leia mais

1 Introdução. 1.1. A motivação e o problema da pesquisa

1 Introdução. 1.1. A motivação e o problema da pesquisa 1 Introdução O objetivo desse capítulo é propiciar uma visão abrangente do estudo aqui desenvolvido. Dessa forma, ele foi estruturado com as seguintes seções: A motivação e o problema da pesquisa: baseada

Leia mais

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Introdução Modelos de Processo de Desenvolvimento de Software Os modelos de processos de desenvolvimento de software surgiram pela necessidade de dar resposta às

Leia mais

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA, 16 a 20 de junho de 2014 Tema 5.5 da Agenda Provisória CE154/24, Rev. 1 30 de maio de 2014 Original: inglês SITUAÇÃO E NÍVEL AUTORIZADO DO FUNDO

Leia mais

Nathalia Tavares Barbosa. Gestão da Mudança Organizacional: O Caso da Empresa GAMA. Dissertação de Mestrado

Nathalia Tavares Barbosa. Gestão da Mudança Organizacional: O Caso da Empresa GAMA. Dissertação de Mestrado Nathalia Tavares Barbosa Gestão da Mudança Organizacional: O Caso da Empresa GAMA Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Administração PUC-Rio como requesito parcial

Leia mais

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions ISO 9001 Relatórios A importância do risco em gestao da qualidade Abordando a mudança BSI Group BSI/UK/532/SC/1114/en/BLD Contexto e resumo da revisão da ISO 9001:2015 Como uma Norma internacional, a ISO

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos

Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos Prof. Walter Cunha falecomigo@waltercunha.com http://waltercunha.com Bibliografia* Project Management Institute. Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Avaliação como instrumento de gestão de pessoas

Avaliação como instrumento de gestão de pessoas Glaucia Falcone Fonseca No contexto cada vez mais competitivo das organizações, a busca por resultados e qualidade é cada vez maior e a avaliação de pessoas assume o importante papel de instrumento de

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Apresenta-se a seguir, a conclusão referente aos objetivos específicos e, em seguida, ao objetivo geral:

Apresenta-se a seguir, a conclusão referente aos objetivos específicos e, em seguida, ao objetivo geral: 7. Conclusão A conclusão do trabalho de pesquisa, exposto através desta dissertação, perpassa por duas vertentes. A primeira está relacionada aos objetivos traçados no início do desenvolvimento da pesquisa,

Leia mais

A GESTÃO DAS VENDAS COMO UMA FONTE DE VANTAGEM COMPETITIVA

A GESTÃO DAS VENDAS COMO UMA FONTE DE VANTAGEM COMPETITIVA A GESTÃO DAS VENDAS COMO UMA FONTE DE VANTAGEM COMPETITIVA DE QUE FORMA OS GESTORES DE VENDAS ADICIONAM VALOR À SUA ORGANIZAÇÃO? Desenvolver Gestores de Vendas eficazes tem sido uma das grandes preocupações

Leia mais

Novidades do Guia PMBOK 5a edição

Novidades do Guia PMBOK 5a edição Novidades do Guia PMBOK 5a edição Mauro Sotille, PMP O Guia PMBOK 5 a edição (A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide) Fifth Edition), em Inglês, vai ser lançado oficialmente pelo

Leia mais

Crise na fase de execução de Projetos de engenharia

Crise na fase de execução de Projetos de engenharia 1 Dário Denis Braga Vital vitaldario@ig.com.br MBA em Gerenciamento de Projetos em Engenharia e Arquitetura Instituto de Pós-Graduação - IPOG Manaus, AM, 10, junho de 2014 Resumo Este artigo é sobre gerenciamento

Leia mais

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos, quem nunca passou por um momento de conflito? A palavra CONFLITO possui uma conotação negativa, sempre imaginamos

Leia mais

Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia?

Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia? www.pwc.com.br Qual o seu plano para dar vida à sua estratégia? Alinhamento de Performance Alinhamento do desempenho organizacional Conectando a estratégia à execução A necessidade de alinhar pessoas,

Leia mais

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA ABRAMGE-RS Dr. Francisco Santa Helena Presidente da ABRAMGE-RS Sistema ABRAMGE 3.36 milhões de internações; 281.1 milhões de exames e procedimentos ambulatoriais; 16.8

Leia mais

Passar o bastão - Desenvolver parcerias

Passar o bastão - Desenvolver parcerias CAPÍTULO VI CONSTRUINDO A VISÃO DA QUALIDADE TOTAL... não fui desobediente à visão celestial Apóstolo Paulo Como já vimos anteriormente, as empresas vivem num cenário de grandes desafios. A concorrência,

Leia mais

Engajamento: desafio central da gestão e da liderança. ABRH-BA/ 03 de junho de 2013 Isabel Armani

Engajamento: desafio central da gestão e da liderança. ABRH-BA/ 03 de junho de 2013 Isabel Armani Engajamento: desafio central da gestão e da liderança ABRH-BA/ 03 de junho de 2013 Isabel Armani Build everithing VIMEO LEGO Benodigheden 2 3 Aon Hewitt SATISFAÇÃO Contentamento, prazer que resulta da

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R

As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R As Etapas da Pesquisa D R. G U A N I S D E B A R R O S V I L E L A J U N I O R INTRODUÇÃO A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas ainda não solucionados. O

Leia mais

CLOSED LOOP LOGISTICS CASO PRÁTICO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE TV A CABO

CLOSED LOOP LOGISTICS CASO PRÁTICO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE TV A CABO CLOSED LOOP LOGISTICS CASO PRÁTICO DE GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE TV A CABO A COMBINAÇÃO DA DINÂMICA DE SISTEMAS E A ANÁLISE ESTATÍSTICA MELHORA O PROCESSO DE DECISÃO EM SISTEMAS LOGISTICOS FECHADOS

Leia mais

PAINEL: TEMAS ATUAIS PAGAMENTO POR PERFORMANCE BENEFÍCIOS E RISCOS POTENCIAIS. Jorge Barreto, MSc, PhD Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz

PAINEL: TEMAS ATUAIS PAGAMENTO POR PERFORMANCE BENEFÍCIOS E RISCOS POTENCIAIS. Jorge Barreto, MSc, PhD Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz PAINEL: TEMAS ATUAIS PAGAMENTO POR PERFORMANCE BENEFÍCIOS E RISCOS POTENCIAIS Jorge Barreto, MSc, PhD Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz 1 Evidence brief Introdução Pay-for-performance (P4P): transferência

Leia mais

PESQUISA CENÁRIO 2010-2015: DESAFIOS ESTRATÉGICOS E PRIORIDADES DE GESTÃO

PESQUISA CENÁRIO 2010-2015: DESAFIOS ESTRATÉGICOS E PRIORIDADES DE GESTÃO PESQUISA CENÁRIO 2010-2015: DESAFIOS ESTRATÉGICOS E PRIORIDADES DE GESTÃO PESQUISA RESPONDENTES 1065 executivos (as) PERÍODO De 02 a 17 (Novembro de 2009) CEOs Diretores UNs Diretores Funcionais QUESTIONÁRIO

Leia mais

DECLARAÇÃO DE POSICIONAMENTO DO IIA: O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA

DECLARAÇÃO DE POSICIONAMENTO DO IIA: O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA Permissão obtida junto ao proprietário dos direitos autorais, The Institute of Internal Auditors, 247 Maitland Avenue, Altamonte Springs, Florida 32701-4201, USA, para publicar esta tradução, a qual reflete

Leia mais

Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos

Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos Fevereiro/2014 AGENDA Gestão de Riscos Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos AGENDA Gestão de Riscos Metodologia de Gestão

Leia mais

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE:

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE: 1 - INTRODUÇÃO Neste trabalho iremos enfocar a função do controle na administração. Trataremos do controle como a quarta função administrativa, a qual depende do planejamento, da Organização e da Direção

Leia mais

O ABC da gestão do desempenho

O ABC da gestão do desempenho Por Peter Barth O ABC da gestão do desempenho Uma ferramenta útil e prática para aprimorar o desempenho de pessoas e organizações 32 T&D INTELIGÊNCIA CORPORATIVA ED. 170 / 2011 Peter Barth é psicólogo

Leia mais

Tecnologia em Gestão Pública Desenvolvimento de Projetos - Aula 9 Prof. Rafael Roesler

Tecnologia em Gestão Pública Desenvolvimento de Projetos - Aula 9 Prof. Rafael Roesler Tecnologia em Gestão Pública Desenvolvimento de Projetos - Aula 9 Prof. Rafael Roesler Introdução Objetivos da Gestão dos Custos Processos da Gerência de Custos Planejamento dos recursos Estimativa dos

Leia mais

Governança Corporativa

Governança Corporativa Governança Corporativa POLÍTICA DE INTEGRIDADE A política de integridade (conformidade), parte integrante do programa de governança corporativa. Mais do que nunca as empresas necessitam de estruturas consistentes

Leia mais

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa.

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa. A Liderança Faz a Diferença Guia de Gerenciamento de Riscos Fatais Introdução 2 A prevenção de doenças e acidentes ocupacionais ocorre em duas esferas de controle distintas, mas concomitantes: uma que

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA EMPRESA DE CAPITAL FECHADO

COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA EMPRESA DE CAPITAL FECHADO COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA Como dimensionar o Custo de Capital de uma empresa de capital fechado? Como solucionar a apuração de custo de capital no Brasil? A determinação do coeficiente Beta

Leia mais

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 109 GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Claudinei Higino da Silva,

Leia mais

I WORKSHOP FNCC. Governança da TI. Mário Sérgio Ribeiro Sócio-Diretor mario.ribeiro@enigmaconsultoria.com.br (11) 2338-1666 (11) 9-9845-7396

I WORKSHOP FNCC. Governança da TI. Mário Sérgio Ribeiro Sócio-Diretor mario.ribeiro@enigmaconsultoria.com.br (11) 2338-1666 (11) 9-9845-7396 I WORKSHOP FNCC Governança da TI Mário Sérgio Ribeiro Sócio-Diretor mario.ribeiro@enigmaconsultoria.com.br (11) 2338-1666 (11) 9-9845-7396 São Paulo, 22 de setembro de 2015 1 OBJETIVO Apresentar a Enigma

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Técnicas e Ferramentas iniciais

Gerenciamento de Projetos Técnicas e Ferramentas iniciais Gerenciamento de Projetos Técnicas e Ferramentas iniciais Metodologia Aula Teórica Exemplos e Exercícios práticos Questões de concursos anteriores Metodologia e Bibliografia Fontes PMBOK, 2004. Project

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO CONTÍNUO (Moving Budget)

COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO CONTÍNUO (Moving Budget) COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO CONTÍNUO! O que é Orçamento Contínuo?! Qual a periodicidade normal para um Orçamento Contínuo?! Como podemos estruturá-lo?! O que é mais importante para um Orçamento Contínuo?!

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard Depressões e crises Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 22 Depressões e crises Uma depressão é uma recessão profunda e de longa duração. Uma crise é um longo período de crescimento baixo ou nulo,

Leia mais

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Felipe Schadt 1 O presente capítulo 2 é parte integrante do livro Metodologia da Pesquisa-ação, do

Leia mais

Perfil e Competências do Coach

Perfil e Competências do Coach Perfil e Competências do Coach CÉLULA DE TRABALHO Adriana Levy Isabel Cristina de Aquino Folli José Pascoal Muniz - Líder da Célula Marcia Madureira Ricardino Wilson Gonzales Gambirazi 1. Formação Acadêmica

Leia mais

Traduzindo Estratégia em Resultado

Traduzindo Estratégia em Resultado Traduzindo Estratégia em Resultado O Gerenciamento de Portfólio e a Nova Fronteira de Maturidade nas Organizações Thiago Regal, MSc., PfMP, PMP Situação dos projetos Assunto do momento Algumas estimativas

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS 1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS John F. Eichstaedt, Toni Édio Degenhardt Professora: Eliana V. Jaeger RESUMO: Este artigo mostra o que é um SIG (Sistema de Informação gerencial) em uma aplicação prática

Leia mais

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia L E I T u R A C R í T I C A D E A R T I G O S C I E N T í F I CO S 105 Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia 7.1 Introdução Relembrando o que foi dito no capítulo 1 os estudos randomizados,

Leia mais

Aula 2 Governança do projeto Papéis e Responsabilidades

Aula 2 Governança do projeto Papéis e Responsabilidades Aula 2 Governança do projeto Papéis e Responsabilidades Objetivos da Aula: Nesta aula, iremos conhecer os diversos papéis e responsabilidades das pessoas ou grupos de pessoas envolvidas na realização de

Leia mais

Quem Contratar como Coach?

Quem Contratar como Coach? Quem Contratar como Coach? por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter

Leia mais

Pesquisa do ManpowerGroup revela declínio nas expectativas de contratações no Brasil

Pesquisa do ManpowerGroup revela declínio nas expectativas de contratações no Brasil EMBARGOED UNTIL TUESDAY JUNE 09, 2015 AT 00.01 EST Pesquisa do ManpowerGroup revela declínio nas expectativas de contratações no Brasil A expectativa de contratação no Brasil chega a -3% para o próximo

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Prof. Walter Cunha falecomigo@waltercunha.com http://waltercunha.com PMBoK Organização do Projeto Os projetos e o gerenciamento

Leia mais

Gerenciamento de Projeto

Gerenciamento de Projeto UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE COMPUTAÇÃO E ESTATÍSTICA Gerenciamento de Projeto Engenharia de Software 2o. Semestre/ 2005

Leia mais

Gestão de Pessoas e Projetos. Introdução. Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@fae.br

Gestão de Pessoas e Projetos. Introdução. Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@fae.br Gestão de Pessoas e Projetos Introdução Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@fae.br GRUPOS DE TRABALHO No primeiro dia de aula serão formados os grupos de trabalho, com máximo de 5 integrantes. Estes

Leia mais

ONDE OS PROJETOS FALHAM? Manuel da Rocha Fiúza BRANCO, Jr 1

ONDE OS PROJETOS FALHAM? Manuel da Rocha Fiúza BRANCO, Jr 1 ONDE OS PROJETOS FALHAM? Manuel da Rocha Fiúza BRANCO, Jr 1 RESUMO Diversos profissionais relatam dificuldades em coordenar adequadamente projetos sob sua responsabilidade. Muitos fatores que influenciam

Leia mais

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Autor: Jeferson Correia dos Santos ARTIGO TÉCNICO INOVAÇÃO NA GESTÃO DE PÓS-VENDAS: SETOR AUTOMOTIVO RESUMO A palavra inovação tem sido atualmente umas das mais mencionadas

Leia mais

Master in Management for Human Resources Professionals

Master in Management for Human Resources Professionals Master in Management for Human Resources Professionals Em colaboração com: Master in Management for Human Resources Professionals Em colaboração com APG Um dos principais objectivos da Associação Portuguesa

Leia mais

Pesquisa. Intenção de

Pesquisa. Intenção de Pesquisa SPC BRASIL: Intenção de Compras para o Natal Novembro/2013 Pesquisa do SPC Brasil revela que brasileiros pretendem gastar mais e comprar mais presentes neste Natal Se depender dos consumidores

Leia mais

EMC Consulting. Estratégia visionária, resultados práticos. Quando a informação se reúne, seu mundo avança.

EMC Consulting. Estratégia visionária, resultados práticos. Quando a informação se reúne, seu mundo avança. EMC Consulting Estratégia visionária, resultados práticos Quando a informação se reúne, seu mundo avança. Alinhando TI aos objetivos de negócios. As decisões de TI de hoje devem basear-se em critérios

Leia mais

Saiba Como Convencer os Executivos Sobre o Valor do Gerenciamento de Projetos. White Paper

Saiba Como Convencer os Executivos Sobre o Valor do Gerenciamento de Projetos. White Paper Saiba Como Convencer os Executivos Sobre o Valor do Gerenciamento de Projetos White Paper TenStep 2007 Saiba Como Convencer os Executivos Sobre o Valor do Gerenciamento de Projetos Não há nenhuma duvida

Leia mais

REFLEXÃO. (Warren Bennis)

REFLEXÃO. (Warren Bennis) RÉSUMÉ Consultora nas áreas de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas; Docente de Pós- Graduação; Coaching Experiência de mais de 31 anos na iniciativa privada e pública; Doutorado em Administração;

Leia mais

O PIBID E A FORMAÇÃO DE ALUNOS DA EJA: UMA EXPERIÊNCIA COM EDUCAÇÃO FINANCEIRA 1

O PIBID E A FORMAÇÃO DE ALUNOS DA EJA: UMA EXPERIÊNCIA COM EDUCAÇÃO FINANCEIRA 1 O PIBID E A FORMAÇÃO DE ALUNOS DA EJA: UMA EXPERIÊNCIA COM EDUCAÇÃO FINANCEIRA 1 Resumo: Delane Santos de Macedo 2 Universidade Federal do Recôncavo da Bahia delayne_ba@hotmail.coml Gilson Bispo de Jesus

Leia mais

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco 4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco Antes de partirmos para considerações sobre as diversas tentativas já realizadas de se modelar alterações no prêmio de risco, existe um ponto conceitual

Leia mais

COMO FAZER A TRANSIÇÃO

COMO FAZER A TRANSIÇÃO ISO 9001:2015 COMO FAZER A TRANSIÇÃO Um guia para empresas certificadas Antes de começar A ISO 9001 mudou! A versão brasileira da norma foi publicada no dia 30/09/2015 e a partir desse dia, as empresas

Leia mais

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento;

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento; FRANCISCO BITTENCOURT Consultor Sênior do MVC VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS Visão sem ação é um sonho, sonho sem visão é um passatempo. Fred Polak INTRODUÇÃO No conhecido diálogo entre Alice e o gato Ceeshire,

Leia mais

Entrevista feita pela Consultoria Junior de Economia da FGV-SP com o Professor Roberto Barbosa Cintra sobre o livro Armadilhas de Investimentos, de

Entrevista feita pela Consultoria Junior de Economia da FGV-SP com o Professor Roberto Barbosa Cintra sobre o livro Armadilhas de Investimentos, de Entrevista feita pela Consultoria Junior de Economia da FGV-SP com o Professor Roberto Barbosa Cintra sobre o livro Armadilhas de Investimentos, de autoria de Paulo Tenani, Roberto Cintra, Ernesto Leme

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Perfil de estilos de personalidade

Perfil de estilos de personalidade Relatório confidencial de Maria D. Apresentando Estilos de venda Administrador: Juan P., (Sample) de conclusão do teste: 2014 Versão do teste: Perfil de estilos de personalidade caracterizando estilos

Leia mais

10 Minutos. sobre práticas de gestão de projetos. Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas

10 Minutos. sobre práticas de gestão de projetos. Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas 10 Minutos sobre práticas de gestão de projetos Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas Destaques Os CEOs de setores que enfrentam mudanças bruscas exigem inovação

Leia mais

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Pedro Bruno Barros de Souza Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação

Leia mais

O QUE ESTÃO FAZENDO OS JOVENS QUE NÃO ESTUDAM, NÃO TRABALHAM E NÃO PROCURAM TRABALHO?

O QUE ESTÃO FAZENDO OS JOVENS QUE NÃO ESTUDAM, NÃO TRABALHAM E NÃO PROCURAM TRABALHO? O QUE ESTÃO FAZENDO OS JOVENS QUE NÃO ESTUDAM, NÃO TRABALHAM E NÃO PROCURAM TRABALHO? Ana Amélia Camarano* Solange Kanso** 1 INTRODUÇÃO As fases da vida são marcadas tanto por eventos biológicos, como

Leia mais