A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI: o trabalho feminino nas empresas terceiras em Catalão (GO) 1.

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1 1 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI: o trabalho feminino nas empresas terceiras em Catalão (GO) INTRODUÇÃO Laudicéia Lourenço de Araújo 2 Universidade Federal de Goiás Campus Catalão O objetivo deste texto é compreender as mudanças ocorridas no mundo do trabalho e seus impactos na organização do trabalho no ambiente produtivo quanto no reprodutivo. Analisaremos também as implicações que estas mudanças provocaram na classe trabalhadora, em especial para as mulheres. Nossa pesquisa é compreendida por um conjunto de procedimentos metodológicos a serem realizados durante a trajetória da pesquisa, foram consultadas obras que nos auxiliasse na fundamentação teórica e na ida a campo para conciliar a teórica com o empírico. Este texto é fruto de uma pesquisa final de curso intitulada TRABALHO FEMININO E PRECARIZAÇÃO: o cotidiano das trabalhadoras de empresas terceiras em Catalão (GO). Tivemos a oportunidade de desenvolver uma pesquisa onde se buscou compreender as transformações ocorridas no mundo do trabalho e seus impactos na organização do trabalho, em especial o trabalho terceirizado realizado por mulheres dentro do ambiente produtivo de uma montadora de automóveis. Com a reestruturação produtiva do capital na década de 1970, o capital iniciou-se um processo de recuperação dos níveis de acumulação o que significou novas formas de inserção da força de trabalho de homens e mulheres no circuito produtivo. Sabemos que a acumulação flexível é fruto do processo de recuperação da economia mundial, tendo como 1 Artigo realizado sob a orientação da professora Dra. Carmem Lúcia Costa. Professora do curso de Geografia/ UFG/Regional Catalão. Professora do Programa de pós-graduação em Geografia/UFG Regional Catalão. Pesquisadora do Grupo de Estudos de Interdisciplinares em Gênero, Cultura e Trabalho (Dialogus/UFG/CNPQ). 2 Aluna no curso de Geografia/UFG Regional Catalão. Membro do Grupo de Estudos Interdisciplinares em Gênero, Cultura e Trabalho (Dialogus/UFG/CNPQ), bolsista do Programa Institucional de Voluntários de Iniciação Cientifica (Pivic/UFG Regional Catalão).

2 2 marca o confronto direto da rigidez do fordismo com a flexibilidade nos mercados de trabalho. A gênese do trabalho terceirizado está no processo de superação à crise capitalista no final do século XX, o capital buscou-se renovar seu sistema produtivo, utilizando-se da descentralização da produção, momento em que as corporações puderam dedicar-se nas atividades principais, repassando a empresas terceiras atividades secundárias e do uso de tecnologias para maior controle sobre o trabalho. Buscamos sintetizar as informações necessárias para analisar as transformações no mundo do trabalho no contexto da reestruturação produtiva, tendo como centralidade a inserção do trabalho feminino nas empresas terceiras. Discorremos sobre a organização do trabalho terceirizado no mercado de trabalho, a prática da terceirização em território nacional e seus impactos para a classe trabalhadora, como a fragmentação da classe; perda de direitos trabalhistas e a fragilidade do movimento sindical. O trabalho terceirizado realizado pelas mulheres na limpeza e conversação tem como característica o alto índice de rotatividade de trabalhadoras motivado pelo desgaste físico e mental que afeta a saúde das trabalhadoras, ao propor investigar a realidade do mercado de trabalho no linear do século XXI é necessário que se faça uma crítica sob a ótica das relações de gênero. 2. A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO TERCEIRIZADO: reflexões sobre sua prática na empresa terceira em Catalão. Nas últimas décadas temos presenciado profundas transformações no mundo do trabalho, tanto nas relações sociais, econômicas e culturais, transformações na forma de ser e existir da sociedade contemporânea, provocadas pela crise financeira que perpassou o capital no período pós 1945, tendo como resposta a participação do Estado no processo produtivo e a acumulação flexível como a expressão significativa do processo de recuperação do padrão produtivo. Ao estabelecermos um comparativo entre o antigo modelo de produção (fordismo) e o toyotismo compreendemos as implicações ocorridas na organização do trabalho no

3 sistema de acumulação de capital, a) produção industrial está vinculada à demanda consumidora; b) o trabalho é realizado em equipe; c) o/a trabalhador/a teve desenvolver diversas ações dentro do ambiente produtivo a flexibilidade; d) vigora o just in time e o controle de estoques no sistema de kanban; e) participação de empresas terceiras ou parceiras; f) divisão do trabalho por setores em grupo de trabalhadores/as e por último a remuneração está vinculada à produtividade. No fordismo a produção de mercadorias era em massa, homogênea, já no atual sistema de acumulação flexível é uma produção articulada com o estoque, evitando assim a perda de tempo e o desperdício na produção, ao ter controle do estoque é possível intensificar as formas de exploração da classe trabalhadora, o/a trabalhador/a tinha suas ações reduzidas a um conjunto de movimentos repetitivos cuja somatória na linha de produção é o trabalho coletivo, ou seja, o trabalho em equipe. Antunes (2009) destaca algumas das mudanças que afeta imediatamente a classe trabalhadora, dentre elas a desregulamentação enorme dos direitos do trabalho, que são eliminados cotidianamente em quase todas as partes do mundo onde há produção industrial e de serviços; aumento da fragmentação no interior da classe trabalhadora; precarização e terceirização da força humana que trabalha; destruição do sindicalismo de classe e sua conversão num sindicalismo dócil, de parceria, ou mesmo em um sindicalismo de empresa. (ANTUNES, 2009, p. 55). A organização do trabalho pela ótica do sistema toyotista, coloca para a classe trabalhadora a intensificação da exploração da sua jornada de trabalho, a polivalência no trabalho, trabalhadores/as operam simultaneamente várias máquinas no circuito produtivo, vivencia-se o aumento no ritmo de produção pelo sistema kanban. Para Alves (2011) o processo de acumulação flexível é fruto da necessidade do capital reconstruir sua base de produção, sustentado pela exploração da classe trabalhadora. Caracteriza-se como uma estratégia corporativa que visa enfrentar as condições de desenvolvimento capitalista no período de crise, é um novo modelo de expansão da produção de mercadorias e de vantagens econômicas. 3

4 A flexibilidade do trabalho é compreendida como sendo a plena capacidade de o capital tornar domável, complacente e submissa a força de trabalho, caracteriza o momento predominante do complexo de reestruturação produtiva é por isso que o debate sobre a flexibilidade é vinculado as características atribuídas ao chamado modelo japonês ou, mais precisamente, como ressaltaremos, ao modo toyotista de organização do trabalho e gestão da produção. (ALVES, 2011, p.19). Consequentemente essas ações no mundo do trabalho marcaram a precarização da força de trabalho, diante das novas modalidades de empregos flexíveis presente no modo de produção capitalista que intensifica a produção em determinados momentos da produção. De modo genérico a flexibilidade no trabalho não proporcionou benefícios à classe trabalhadora, pelo contrário só aumentou a precarização nos postos de trabalho. Situação característica do mundo do trabalho no século XXI que caminha rumo à redução do trabalho central para a ampliação do trabalho periférico, aqui os/as trabalhadores/as são facilmente contratados e demitidos quando a produção está passando por uma crise, tento em todas as circunstâncias um reflexo da mudança no controle de trabalho e no emprego. A organização estrutural do trabalho sob a acumulação flexível no entender de Harvey (2011) se divide em centro e periferia; no centro se concentra os empregados de tempo integral, que se beneficia de uma maior segurança no emprego, com perspectivas de promoções e outras vantagens, porém esse grupo deve ser flexível e se necessário geograficamente móvel, por exemplo - os engenheiros da Mitsubishi Motors. Na periferia encontramos uma subdivisão, há de um lado os empregados de tempo integral com habilidades profissionais que podem ser substituídos facilmente por outros empregados, é o caso do pessoal do setor financeiro, técnicos, são caracterizados pelo trabalho rotineiro e manual. E do outro lado há os empregos em tempo parcial, temporário, os terceirizados, que tem menos segurança em permanecer no emprego, é o grupo que oferece uma flexibilidade ainda maior. (HARVEY, 2011). 4

5 5 É esta modalidade de emprego que está em expansão no século XXI, os trabalhos com alto nível de rotatividade por apresentar um excessivo esforço físico e condições precárias, com menos acesso a promoções na profissão. Aqui estão as empresas terceirizadas nas mais diversas áreas de atuação dentro do sistema produtivo, empresas de limpeza, alimentação, segurança, entre outras. Junto à subcontratação esteve à possibilidade de inovar as antigas práticas de trabalho que antes eram tidas como secundárias e agora assumem a centralidade no sistema produtivo, e paralelamente as mudanças organizacionais está o rápido crescimento das economias informais que vivem de estratégicas como a sonegação de impostos o que possibilita, em alguns casos elevados ganhos, sendo esta a nova estratégia encontrada para a sobrevivência dos trabalhadores desempregados ou excluídos que estão na base do sistema capitalista. Essas transformações estão fundamentadas na lógica destrutiva do capital, onde as atividades realizadas pelos trabalhadores são as mesmas quanto ao quesito de exploração, variando as cenas em relação à inserção do trabalho e suas decorrentes territorialidades. As diferentes formas de trabalho criadas na vigência da renovação do sistema produtivo, como: trabalho assalariado ou não assalariado, trabalho informal, etc. a constante troca e deslocamento de trabalhadores de suas funções para favorecer a desarticulação e fragmentação da classe trabalhadora, a presença crescente de mulheres no mercado de trabalho em funções cada vez mais flexíveis e precárias. É sobre o trabalho feminino na empresa terceira que iremos abordar no próximo tópico. 3. O TRABALHO FEMININO NA EMPRESA TERCEIRA EM CATALÃO (GO) O trabalho feminino nas empresas terceiras é uma nova possibilidade de reprodução do capitalismo, com a mulher adentrando o espaço produtivo vão ocupando vagas de emprego em tempo parcial, precário. Há uma substituição em parte da força de trabalho masculina pela feminina, a exploração da força de trabalho feminina se remete ao sistema

6 patriarcal em que algumas vezes as mulheres eram impossibilitadas de trabalhar nas indústrias em virtude do preconceito masculino, situação que obrigava a trabalharem nas casas de outras mulheres pertencentes à burguesia. No transcorrer do processo de industrialização as mulheres acompanharam as mudanças no trabalho, se transferiram do espaço reprodutivo para o espaço produtivo não havendo coesão em suas atividades produtivas (trabalho na indústria) e reprodutivas (trabalho doméstico). Mesmo quando inseridas no espaço produtivo as atividades domésticas continuam reservadas exclusivamente a mulher, este fenômeno social aos poucos originou a família operaria patriarcal. [...] marido provedor e esposa provedora complementar e dona de casa, confirmando a divisão sexual desigual do trabalho que se mantém até o presente. (NOGUEIRA, 2006, p.26). A divisão sexual do trabalho é realizada como uma estratégia do capital para o processo de acumulação, a força-de-trabalho masculino é empregada em funções que dê status, ou seja, um prestígio, pois são funções de capital intensivo. Enquanto a força-detrabalho feminina, negra e imigrante ocupa as funções de menor status, de trabalho intensivo, portanto as funções que lembram o espaço doméstico. Para Nogueira (2006) a divisão sexual do trabalho é um fenômeno histórico e social porque se transforma e se reestrutura da forma que o capitalismo necessitar, e acrescenta A sociedade capitalista, segundo essa divisão, o trabalho doméstico fica sob a responsabilidade das mulheres, independentemente de elas terem ou não um emprego no mercado de trabalho. Vale acrescentar que a atividade doméstica não assalariada, realizada na esfera reprodutiva, é também uma forma evidente de trabalho apesar de bastante distinta da forma assumida pelo trabalho assalariado no mundo da produção. (NOGUEIRA, 2006, p.28). É evidente que a desigualdade na divisão sexual do trabalho na acumulação flexível é centralizada nas relações de poder, de submissão, de domínio masculino que estruturam a família patriarcal. A questão salarial também influencia nas relações sociais, 6

7 7 maior remuneração significa domínio, a dependência salarial contribui para que a mulher submeta-se a dupla jornada e ou a se responsabilize sozinha pelas tarefas domésticas. Antunes (2009) diz que a emancipação das mulheres é de caráter parcial, pois não há totalidade na emancipação da classe trabalhadora, de um lado elas têm a oportunidade de sair do espaço doméstico e se inserirem no espaço produtivo assumindo geralmente funções precárias, diante da opressão masculina que subsidia a tradicional divisão sexual do trabalho. E do outro lado é compreendido pela ocupação em vagas de trabalho precário com dupla jornada de trabalho, ou em tempo parcial com a remuneração não compatível ao seu trabalho. O processo de acumulação flexível como saída para a reestruturação do capital no contexto dos anos 1970 e 1980, foi uma sequência de lutas da classe trabalhadora com derrotas e ganhos. E a inserção das trabalhadoras no mercado de trabalho se dá principalmente pelas vias do emprego precário, como é o caso das empresas terceiras que presta serviços a outras empresas nas áreas de limpeza e alimentação. a Pesquisadoras como Thébaud-mony e Druck (2007) definem a terceirização como principal forma ou dimensão da flexibilização do trabalho, pois ela viabiliza um grau de liberdade do capital para gerir e dominar a força de trabalho quase sem limites, conforme demonstra a flexibilização dos contratos, a transferência de responsabilidade de gestão e de custos trabalhistas para um terceiro. (THÉBAUD-MONY e DRUCK, 2007, p.28). Essa capacidade alcançada pelo capital em gerenciar a força de trabalho praticamente sem limites, com a contratação de trabalhadores/as diante da rotatividade, provocada pela intensificação do trabalho e pelas longas jornadas, consiste na principal implicação para a classe trabalhadora. As empresas terceiras encontram respaldo jurídico na flexibilidade das leis de contratação vigentes em nosso país para atender seus objetivos de acumulação de capital. Tal fato significa para a classe trabalhadora a erosão de seus direitos trabalhistas, pois retira os direitos daqueles/as que têm carteira assinada e isenta a empresa contratante das

8 responsabilidades trabalhistas quando a prestadora de serviços não cumpre com os compromissos trabalhistas junto aos/as trabalhadores/as. A legislação deveria se preocupar em solucionar os impasses causados pela terceirização na vida dos/as trabalhadores/as, assumir uma postura que impedisse ou minimizasse a forma precária que é realizada o trabalho terceirizado. (2007), consiste na Deve-se buscar uma humanização na terceirização que nas palavras de Carelli responsabilidade solidária da tomadora de mão de obra pelas obrigações trabalhistas referentes aos trabalhadores das empresas terceirizadas ou subcontratadas; a isonomia de direitos e benefícios dos trabalhadores da empresa principal e daqueles das empresas subcontratadas, caso sejam superiores; a possibilidade de sindicalização pelo sindicato da categoria dos trabalhadores da empresa principal. (CARELLI, 2007, p. 66). 8 Essa mudança na legislação contribuiria para diminuir à redução de direitos trabalhistas e as precariedades vivenciadas por esses trabalhadores/as, é preciso que a empresa contratante responda por todos/as os/as trabalhadores/as, oferecendo a todos/as os mesmos direitos e benefícios ofertados aos/as trabalhadores/as. O que podemos perceber nas últimas décadas é que a terceirização tem significado um conjunto de mudanças no mercado de trabalho, dentre esse conjunto de mudanças conforma um processo de desestruturação do mercado entendido como um processo de fragilização e de redução da importância relativa do seu núcleo estruturado, formado pelos contingentes de ocupados com vínculo empregatício formalizado e com alguma proteção social e, simultaneamente, a sua reconfiguração em conformidade com as necessidades do atual estágio do processo de acumulação de capital. (BORGES, 2007, P. 81). A prática de terceirizar representa a fragmentação da luta de classes e como prevê o (PL n 4330/2004) com a possibilidade da prestadora de serviço contratar outras empresas que atendam as demandas ofertadas pela empresa contratante. Para o capital no atual estágio do processo de acumulação essa fragmentação é a garantia de maior domínio sobre os/as trabalhadores/as, pois é dificultada a organização em sindicatos que os represente na busca por melhorias no emprego.

9 Segundo Borges (2007) a desregulamentação das relações de trabalho no Brasil ainda não foi concluída, a classe dominante está a espera das condições políticas para a implementação do ambicioso projeto do patronato, que inclui a extinção da CLT e se, possível, do próprio direito do trabalho, numa estratégia em que conquistas históricas dos trabalhadores, como o mês de férias remuneradas, a jornada de trabalho de oito horas, o 13 salário e a licença-maternidade deixaram de ser direitos assegurados pela lei para serem negociados, pela lei para serem negociados caso a caso. [...] (BORGES, 2007, p. 84). 9 A classe dominante está à espera de um governo que possa votar o (PL nº 4330/2004), que dá a oportunidade de as empresas contratadas intensificarem mais a exploração sob a classe trabalhadora, o objetivo é que os/as trabalhadores/as passem a negociar livremente com as empresas, não tendo estes os direitos nos contratos de trabalho ou seguridade social. Outra dimensão a considerar são as mudanças nas formas de inserção das mulheres nas empresas terceirizadas que, reflete o impacto do processo de flexibilização/precarização das relações de trabalho, há por trás do discurso que a flexibilidade como elemento positivo para a trabalhadora, um intenso processo de destruição de direitos trabalhistas conquistados com lutas históricas e com a acentuada precarização. A crescente precarização das formas de inserção vem reforçar um traço estrutural do mercado de trabalho das empresas terceirizadas, mas não pode ser tomada como reprodução pura e simples de mecanismos de exploração vigentes no passado. Tem-se, com efeito, uma atualização de formas de contratação e uso da força de trabalho pautadas na superexploração, mas não mais apenas como um traço estrutural do modelo de desenvolvimento seguido pelo país, mas como componente-chave do capitalismo globalizado,[...] abrangência estão diretamente relacionadas com a posição do país no sistema econômico mundial, com a capacidade de resistência de cada sociedade e com o grau de consolidação das conquistas dos trabalhadores no passado. (BORGES, 2007, p.89). O processo de precarização nas condições de inserção no mercado de trabalho atinge todos os segmentos da produção pela sua abrangência, a contratação de mão-de-obra para o trabalho terceirizado corresponde às atividades que possibilite ao capital superexplorar

10 10 o/a trabalhador/a, que na sua maioria são atividades que exigem pouca escolaridade, as atividades centrais são destinadas aos/as trabalhadores/as mais escolarizados. Com a criação das empresas de terceiras, as corporações buscam maior agilidade no processo produtivo e maior lucratividade, como por exemplo, o Grupo Prest John que é uma empresa prestadora de serviços nas áreas de limpeza e conservação, logística, segurança e coleta de lixo, criada em 1995, na cidade de Catalão (GO), cuja principal missão de acordo com o site 3 da empresa é a alcançar a satisfação de seus clientes, por meio da padronização de seus processos, valorizando sempre seu maior patrimônio que são seus/suas colaboradores/as. Na prestação de serviços à Mitsubishi Motors, a empresa conta com um quadro de funcionários/as, composto por um (01) funcionário administrativo; quarenta e duas (42) colaboradoras, juntamente com dez (10) colaboradores, totalizando em cinquenta de duas (52) pessoas para realizar a atividade de limpeza e conservação do ambiente de trabalho dos/as colaboradores/as da empresa contratante, no local há uma (01) trabalhadora que cumpre a função de fiscalizar o serviço dos/as demais trabalhadores/as. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A reestruturação produtiva do capital trouxe para as mulheres uma nova conscientização no que se refere ao seu papel em sociedade, a luta feminista pela emancipação social e pelo respeito aos seus direitos. A luta dos movimentos feministas por combater as formas de opressão, pela independência econômica e social, objetivava a conquista da igualdade de direitos trabalhistas e uma divisão sexual do trabalho mais justa. De fato a condição da mulher no mundo do trabalho se caracterizou em uma intensa precarização na atividade profissional feminina, seu trabalho é visto como complementar, porém é este salário complementar que equilibra a renda familiar, quando não é a única fonte da família. Temos que considerar as imprescindíveis mudanças estruturais e 3 Site do Grupo Prest John: Acesso em 04 de junho de 2014.

11 culturais que perpassa em nossa sociedade no que se refere à maior liberdade das mulheres, de expressão, das amarras do sistema patriarcal. A diferença salarial entre homens e mulheres é incorporada pelo capital que precariza a vida da trabalhadora na sua extensiva jornada de trabalho, as mulheres por carregaram o fardo da sociedade patriarcal que coloca na mulher a responsabilidade única sobre a educação e o cuidado com a família, são responsabilizadas pelos seus lares, pelos cuidados com a prole e ao chegarem a seus lares são elas que têm que realizar os afazeres domésticos. O capital não alcança somente a vida da trabalhadora dentro da indústria como também interfere na sua vida social, direcionando o consumo para a sua reprodução, o trabalho feminino é essencial para a realização do capital, pois ela exerce uma função não remunerada dentro de seu lar. O homem apresenta ter uma dificuldade em adaptar as funções dita femininas, dificuldade essa mantida pelo preconceito e estereótipo. Compreendemos que a reestruturação produtiva vivenciada no Brasil remodelou as atividades das prestadoras de serviços que são centrais no processo produtivo, alterando a organização estrutural do emprego no setor produtivo, a remuneração e direitos trabalhistas foram eliminados ou enxugados, a rotatividade de trabalhadores/as em empregos precários. REFERÊNCIAS ALVES, Giovanni. Trabalho e subjetividade: o espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório. São Paulo. Boitempo ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e a negação do trabalho. 2 ed. São Paulo. Boitempo, BORGES, Ângela. Mercado de Trabalho: mais de uma década de precarização. In: DRUCK, Graça e FRANCO, Tânia. (Org.). A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo. Boitempo, 2007, p CARELLI, Rodrigo de Lacerda. Terceirização e direitos trabalhistas no Brasil. In: DRUCK, Graça e FRANCO, Tânia. (Org.). A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo. Boitempo, 2007, p

12 12 HARVEY, David. Condição pós-moderna. 21 ed. São Paulo: Loyola, NOGUEIRA, Cláudia Mazzei. O trabalho duplicado: a divisão sexual no trabalho e na reprodução: um estudo das trabalhadoras do telemarketing. São Paulo, Expressão Popular, THEBAUD-MONY. Annie; DRUCK, Graça. Terceirização: a erosão dos direitos dos trabalhadores na França e no Brasil. In: DRUCK, Graça e FRANCO, Tânia. (Org.). A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo. Boitempo, 2007, p

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