Distribuição de Erlang



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Transcrição:

Distribuição de Erlang Uma variável aleatória exponencial descreve a distância até que a primeira contagem é obtida em um processo de Poisson. Generalização da distribuição exponencial : O comprimento até r contagens ocorrem em um processo de Poisson. Variável aleatória de Erlang

Exemplo. As falhas de grandes unidades processadoras de grandes sistemas computacionais são frequentemente modeladas como um processo de Poisson. Tipicamente falhas não são causadas por desgaste de componentes e sim por falhas aleatória de um grande número de circuitos semicondutores nas unidades. Suponha que as unidades que falham são imediatamente consertadas. o número médio de falhas por hora é 0.0001 X : tempo até que 4 falhas ocorram. Determine PX> ( 40000)

Seja N o número de falhas em 40000 h de operação. O tempo até 4 falhas excede 40000 h se e somente se o número de falhas in 40000 h é 3 ou menos. PX ( > 40000) = PN ( 3) A suposição de que as falhas seguem um processo de Poisson implica que N term uma distribuição de Poisson com λ = EN ( ) = Np= 40000(0.0001) = 4 falhas por 4000h Dist. Poisson: fx ( ) = e λ x λ x!

Portanto, 3 4 k e 4 Px ( > 40000) = PN ( 3) = = 0.433 k! k = 0 Definição. A variável aleatória X que é igual ao intervalo de comprimento até que r contagens ocorram em um processo de Poisson com média λ>0, tem uma variável aleatória X de Erlang com parâmetros, e, e densidade de probabilidade dada por λ r r r 1 λx λ x e f( x) =, x> 0, r = 1,2, ( r 1)!

> f:=(x,r,lambda)->lambda^r*x^(r-1)*exp(-lambda*x)/(r-1)!; f := ( x, r, λ ) λ r x ( r 1 ) ( λ x ) e ( r 1 )! > plot([f(x,1,1),f(x,5,1),f(x,5,2)],x=0..13,color=[red, green, blue]);

Notemos que onde r r 1 λx 0 λ x e Γ() r dx = ( r 1)! ( r 1)! 1 ( ) t z z e t dt, Re( z) 0 0 Γ = > parte real de z Éa função gama que é tabelada. Se z = n é inteiro, Como r é inteiro, Γ ( n) = ( n 1)! r r 1 λx 0 λ x e ( r 1)! dx = 1

Comprovamos os resultados anteriores no Maple: > f:=(x,r,lambda)->lambda^r*x^(r-1)*exp(-lambda*x)/(r-1)!; f := ( x, r, λ ) λ r x ( r 1 ) ( λ x ) e ( r 1 )! > assume(lambda>0); > I1:=int(f(x,r,lambda),x=0..infinity); > assume(r::integer); > simplify(i1,gamma); 1 I1 := Γ( r) ( r 1)!

Notemos ainda que r r 1 λx x 0 λ x e Γ(, r λx0 ) dx = ( r 1)! ( r 1)! onde t ( a 1) az e t dt Γ (, ) = z é denomindada função gama incompleta. Tal função também é tabelada.

No Maple, > f:=(x,r,lambda)->lambda^r*x^(r-1)*exp(-lambda*x)/(r-1)!; f := ( x, r, λ ) λ r x ( r 1 ) ( λ x ) e ( r 1 )! > assume(lambda>0); > assume(x0>0); >int(f(x,r,lambda),x=x0..infinity); Γ ( r, λ x0~ ) ( r 1)!

Resolução do exemplo anterior: r r 1 λx λ x e P( X > 40000) = f ( x) dx = dx ( r 1)! 40000 40000 4 4 1 0.0001x 0.0001 x e Γ(4,4) 2.600821 dx 0.4335 = = = = (4 1)! 3! 3! 40000 Variável aleatória de Erlang Variável aletória binomial negativa Soma de r variáveis aleatórias geométricas Soma de r variáveis aleatórias exponenciais

Valor esperado e variância da variável aletória de Erlang μ r λ 2 = EX ( ) =, σ = VX ( ) = r 2 λ > assume(lambda>0); > int(x*f(x,r,lambda),x=0..infinity); x f ( x, r, λ ) 0 dx Γ ( r + 1 ) λ ( r 1 )! > mu:=implify(%,gamma); μ := r λ

> int((x-mu)^2*f(x,r,lambda),x=0..infinity); ( x μ) 2 f ( x, r, λ ) 0 dx Γ ( 2 + r) λ 2 ( r 1)! 2 r Γ ( r + 1 ) + λ 2 ( r 1 )! r 2 Γ( r) λ 2 ( r 1)! > simplify(%,gamma); r λ 2

Distribuição Gama - Generalização da distribuição de Erlang para r não inteiro r r 1 λx λ x e f( x) =, x> 0, r = 1,2, ( r 1)! r r 1 λx λ x e f( x) =, Γ() r x> 0, r = 1,2, r > 0, λ > 0

r r 1 λx λ x e f( x) =, x> 0, r > 0, λ > 0 Γ() r função gama Propriedades: t r 1 () r e t dt, r 0 0 Γ = > 1 Γ = 2 Γ () r = ( r 1)( Γ r 1) ( ) π n inteiro Γ ( n) = ( n 1)! Γ (1) = 0! = 1

r r 1 λx λ x e f( x) =, x> 0, r = 1/2,1,3/2,, λ = 1/2 Γ() r Distribuição χ - quadrado

> plot([f(x,1,1),f(x,4,2),f(x,5,7)],x=0..6, color=[red,green,blue]);

> plot([f(x,1,1/2),f(x,3/2,1/2),f(x,2,1/2)],x=0..14, color=[red,green,blue]);

Distribuição de Weibull Distribuição usada para modelar o tempo até uma falha em diversos sistemas físicos. Número de falhas aumenta com o tempo Número de falhas decresce com o tempo (alguns semi-condutores) Número de falhas permanece constante (falhas por causas aleatórias)

Definição. A variável aleatória X com função densidade de probabilidade β ( x ) β 1 β ( x / δ) fx () = e, x> 0 δ δ é uma variável aleatória de Weibull, onde δ > 0 parâmetro de escala β > 0 parâmetro de forma

Função de distribuição cumulativa: Prova: x Fx ( ) = ftdt ( ) = 1 e 0 ( x / δ) > fwb:=(x,beta,delta)->(beta/delta)*(x/delta)^(beta-1)* exp(-(x/delta)^beta); fwb := ( x, β, δ) β x δ ( β 1 ) > assume(beta>0);assume(delta>0); > int(fwb(t,beta,delta),t=0..x); δ x δ e 1 e ( x β δ ( β ) ) β β

> plot([fwb(x,1,1),fwb(x,6.2,3.4),fwb(x,3.4,4.1)], x=0..7,color=[blue,red,black]);

Média e Variância μ 1 = EX ( ) = δγ 1+ β 2 2 2 2 1 σ = VX ( ) = δ Γ 1 δ 1 + Γ + β β 2

> mu:=int(t*fwb(t,beta,delta),t=0..infinity); μ:= δ Γ 1 + β β > int((t-mu)^2*fwb(t,beta,delta),t=0..infinity); δ 2 2 + β Γ + β Γ 1 + β β 2

Exemplo. O tempo de falha de um mancal em um eixo mecânico é modelado por uma variável aleatória de Weibull com β = 1 2 δ = 5000h Determine tempo médio até a falha. > plot(fwb(x,1/2,5000));

EX ( ) = 5000 Γ (1 + 1/ 0.5) = 5000 Γ (3) = 5000(2!) = 10000h Determine a probabilidade de que o mancal dure pelo menos 6000h. Px ( > 6000) = 1 F(6000) = exp 1.095 = e = 0.334 ( 6000 ) 1/2 5000 Ou seja, 33.4% dos mancais duram pelo menos 6000h.