19-02-2016 Amélia SANTOS
MOTIVAÇ O PARA ESTUDAR A desmotivação é um dos maiores desafios a eficácia do ensino/aprendizagem. O que esta na base da falta de motivação dos nossos estudantes? Que estratégias usar para que os estudantes tenham gosto de estudar e mostrem interesse pela matéria que leccionamos? 19-02-2016 Amélia SANTOS
Perfil motivacional Na realidade académica encontramos diversas tipologias de estudantes com problemas motivacionais atinentes ao estudar: Estudantes apáticos. Estudantes cujo foco de interesse está totalmente desvinculado dos assuntos da escola. Aqueles que estão ai para fazer a vontade dos familiares.
Perfil motivacional Estudantes preocupados exageradamente com as notas. Aqueles que fazem um minimo esforço para obter um 10 e superar o exame. Aqueles que depois de tantos insucessos e feedback negativos desenvolveram uma percepção de si mesmos como incapazes Aqueles que estão sempre na universidade porèm a participação às aulas è irregular
Constituintes fundamentais da universidade Estudantes Professores Pessoal não docente
Constituintes fundamentais da universidade Estudantes são a razão pela qual existe a universidade, o centro para qual devem convergir todas as acções didácticas e educativas. aquele que se dedica ao estudo, em vista da aquisição do saber, de conhecimentos úteis a nível profissional e de um titulo de estudos (Corradini, 1997, p. 1087).
Constituintes fundamentais da universidade A condição de estudante em relação ao quadro institucional escolar, em geral, è definida como utente do serviço escolar, isto è aquele que espera por uma prestação profissional qualificada ou o que tem necessidade de algo, o que tem sempre razão diante daquele que è competente (Corradini, 1997, p. 1089).
Motivaçao para estudar: o que é? No contexto escolar, a motivação para aprender é segundo Brophy (2003,217) a tendência do estudante a perceber as actividades escolares significativas e dignas de valor e a tentar obter dessas, as vantagens da aprendizagem.
Motivação para estudar: o que é? Esta é, portanto, uma resposta cognitiva por parte do estudante que para tal implica que ele dê sentido às actividades. A forma como ele mobiliza e direcciona a sua aprendizagem. Implica disponibilidade a prestar atenção e empenhar-se nas actividades de aprendizagem
Componentes que interferem na motivaçao para estudar PESSOAIS Bem estar psico social História pessoal de sucessos e insucessos Feedback recebido Métodos de estudo. CONTEXTUAIS Relações interpessoais positivas Métodos de ensino Conteúdos Gestão da sala de aulas Avaliação encorajadora 19-02-2016 SANTOS Amélia
A que se deve a falta de Ao contexto social motivaçao? Condicionamentos familiares História escolar de aprendizagem do estudante Falta de significatividade dos conteúdos Métodos de ensino/estudo Incidência da avaliação O próprio professor
Motivar os estudantes para estudar Motivar os estudantes não significa simplesmente despertar o interesse e a curiosidade pelo argomento de estudo.. A conquista do interesse e da atenção dos alunos é apenas a preliminar (Haidit, 1994, 74) Motivar é uma acção transversal da actividade do professor.
Motivar os estudantes para aprender O professor è o primeiro factor motivacional. Para tal deve ser atraente para os estudantes (Brophy, 2003).
Motivar os estudantes para estudar O desafio do professor é o de criar estrategias que incentivem os estudantes a envolverem-se activamente nas actividades atinentes a aprendizagem. Ajudá-los a darem significado ao saber porque tal saber tem um valor pessoal e social. O proprio professor deve ser sustentado por uma forte motivaçao pessoal.
Estratégias para incentivar os estudantes ao estudo 19-02-2016 SANTOS Amélia
saber Daria luz a uma competência disciplinar Dominar a disciplina que lecciona Dispôr de um conhecimento flexível e capaz de adaptar-se as diferentes situações Encontrar o essencial para contexto Favorecer a apropriaçao activa do saber Confrontar-se e contaminar-se com outras disciplinas
Saber fazer Daria luz a uma competência didáctica Saber transmitir os conhecimentos Adoptar estratégias adequadas a disciplina, ao conteúdo e aos estudantes Não ser enciclopédia ambulante mas mediador do conhecimento(desbouts, 2006, 77) Ter conhecimentos relativos aos modelos de organização da turma. Usar uma pluralidade de técnicas de avaliação SANTOS Amélia
Saber estar Este pilar daria luz a uma competência relacional Construir relações positivas com os estudantes. Criar ambiente agradável na sala de aula Orientar o conhecimento do próprio modo de relacionar-se, de pôr-se em questão e de intervir no processo de ensino/aprendizagem resolver pacificamente os conflitos
Saber estar Exercer um auto controlo das suas atitudes como professor na relação com os estudantes, Ser capaz de trabalhar em grupo e de testemunhar a colegialidade dentro da própria instituição escolar e noutras iniciativas que possibilitam o exercício de tal colegialidade.
Saber ser Daria luz a uma competência deontológica; valorizar a singularidade da pessoa que aprende. Disseminar valores. Agir com assertividade Ter consciência dos direitos e deveres específicos da sua profissão.
Saber ser Desenvolver qualidades pessoais indispensáveis para o trabalho docente. Desta forma o professor será apreciado não só pelos seus conhecimentos e pelas suas competências puramente técnicas, mas também pelas suas qualidades pessoais.
Construir comunidades de profissionais SegundoSergiovanni, (2000, 59) Empenham-se juntos no seu desenvolvimento profissional Comprometem-se de forma colectiva na busca de soluções para os problemas que enfrentam, Perseguem objectivos comuns Reflectem, investigam e crescem juntos
Construir comunidade de profissionais: porquê? A comunidade è o elo que une os professores de modo especial a algo que è importante a eles mesmos: os valores e ideais compartilhadas. A comunidade pode ajudar os professores a transformar-se de um conjunto de Eu a um Nós colectivo fornecendo a eles um sentido de identidade e pertença.
Construir comunidade de profissionais: porquê? A necessidade de comunidade è universal: o sentido de pertença, de continuidade e conexão aos outros e as ideias e valores que tornam a nossa vida significativa são necessidades sentidas por todos nós.
Construir comunidade de profissionais: porquê? a colegialidade dá: a possibilidade de conjugar forças, de dar conforto mútuo, de intercâmbio de experiências com os colegas, de enriquecimento profissional dos próprios docentes.. hoje, mais do que nunca é impossível educar sozinho
O que entendemos por comunidade? A comunidade: podemos descrever a comunidade como um grupo de pessoas que, na base de uma interacção positiva fundamentada no acolhimento e na aceitação recíproca de uns e outros constituem-se num grupo de indivíduos ligados entre si pela consciência de partilharem interesses comuns, com o objectivo de realizar e atingir um bem ou um fim comum.
O que entendemos por comunidade? As relações interpessoais devem ser pautadas pelos valores humanísticos. O respeito pelo outro, a capacidade de perdoar, a delicadeza na ajuda, o respeito pelo ritmo de crescimento dos outros, a tranquilidade interior, a transparência no falar e no agir, a firmeza de ânimo, entre outras, são os marcos de referência que podem criar condições para boas relações entre todas as pessoas.
Concluindo Para incentivar os estudantes ao estudo devem ser repensados todos os dispositivos da sala de aula. O professor O estilo e as técnicas de gestão da sala de aulas, A organização das actividades de ensino/aprendizagem, As modalidades e instrumentos de avaliação, 19-02-2016 os objectivos das disciplinas e das aulas. SANTOS Amélia
Concluindo Esperávamos receitas mas não as encontrámos 19-02-2016 É necessário averiguar as reais necessidades dos estudantes e colegialmente traduzilas em itinerários didácticos organizativos tendo em vista os resultados pretendidos. É preciso: Diagnosticar Planear Aplicar Avaliar SANTOS Amélia
Trabalho de grupo Quais são os problemas motivacionais com os quais me deparo no complexo contexto da sala de aula? Que estratégias uso normalmente para superá-los?