TUTORIAL: Benefícios, aplicação prática de CMMI e MPS.BR e resultados Brasileiros.



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Transcrição:

03-05/12/ TUTORIAL: Benefícios, aplicação prática de CMMI e MPS.BR e resultados Brasileiros. Renato Luiz Della Volpe, Sergio Massao Jomori e Ana Cecília P. Zabeu ASR Consultoria e Assessoria em Qualidade Ltda. Este tutorial tem como objetivos principais propiciar aos participantes o conhecimento dos benéficos que os modelos CMMI-DEV e MPS.BR estão apresentando em empresas Brasileiras em comparação inclusive com resultados semelhantes em empresas mundiais. Serão apresentados alguns casos práticos de implementação de processos e boas práticas que podem ser adotadas para as organizações iniciarem o processo de melhoria da gestão dos processos de desenvolvimento de software. As práticas apresentadas atendem aos requisitos dos modelos CMMI e MPS.BR, atualmente em implementação por diversas organizações no Brasil. O programa do tutorial engloba: Introdução; Problemas no Desenvolvimento ; Motivações para a Melhoria de Processos e sua importância; Resultados com aplicação da qualidade de software no mundo e no Brasil; Visão Geral CMMI e MPS.BR; Casos Práticos de Aplicação (CMMI Nível 2 integrado com RUP/ CMMI Nível 3/ CMMI Nível 2 e 3 evolução de processos / CMMI e metodologias ágeis); Ciclo de Melhoria de Processo e sua importância e boas práticas e Recomendações finais e Chaves para o Sucesso no Processo de Melhoria.

03-05/12/ www.asrconsultoria.com.br Benefícios, aplicação prática de CMMI e MPS.BR e resultados Brasileiros SIMPROS

03-05/12/ Renato Luiz Della Volpe Sócio Diretor da ASR Consultoria e Assessoria em Qualidade Ltda. Formado em 1983 em Eng. Mecânica pela FEI e Pós-graduação em Administração pela USP 2001. Examinador do PNQ em 1997, 1999 e 2001. Avaliador do CMM/CMMI nos métodos CBA/SCE e SCAMPI pelo Software Engineering Institute. Experiência de 25 anos em engenharia de produção e gestão da qualidade - implantação de SGQ - ISO 9000; Métodos de pesquisa de satisfação de clientes e de avaliação de fornecedores. Presidente do SPIN (Software Process Improvement Network) de São Paulo www.spinsp.org.br Fundador do SPIN-Brasil www.spinbrasil.org SIMPROS - 03/12/ 3 Agenda Introdução Problemas no Desenvolvimento Motivações para a Melhoria de Processos e sua importância Resultados com aplicação da qualidade de software no mundo e no Brasil Overview CMMI e MPS.BR Casos Práticos de Aplicação CMMI Nível 2 integrado com RUP CMMI Nível 3 CMMI Nível 2 e 3 evolução de processos CMMI e metodologias ágeis Ciclo de Melhoria de Processo e sua importância e boas práticas Recomendações finais e Chaves para o Sucesso no Processo de Melhoria SIMPROS - 03/12/ 4

03-05/12/ Direitos de Uso do Material Material desenvolvido pela ASR Consultoria e Assessoria em Qualidade Ltda. É permitido o uso deste material internamente às empresas participantes do SIMPROS desde que não haja a utilização deste material, de propriedade intelectual da ASR, sem a prévia autorização por escrito desta e sem o uso de sua logomarca e sem citação de direitos de propriedade. Copyright de todo material pela ASR Consultoria e Assessoria em Qualidade Ltda. Capability Maturity Model and CMMI are registered in the U.S. Patent and Trademark Office MPS.BR; MR-MPS; MA-MPS e MN-MPS são marcas da SOFTEX Demais referências estão citadas no material, quando aplicável. SIMPROS - 03/12/ 5 Quem somos Missão Promover a melhoria e a busca da excelência na gestão organizacional e o aperfeiçoamento contínuo dos processos dos nossos clientes, por meio de modelos e padrões de qualidade adequados à sua estratégia. SIMPROS - 03/12/ 6

03-05/12/ Quem somos Instituição Implementadora http://www.softex.br/mpsbr/_instituicoes/default.asp SIMPROS - 03/12/ 7 Logística recados break horário perguntas celulares fumar SIMPROS - 03/12/ 8

03-05/12/ Caminhar sobre a água e desenvolver software a partir de especificações de requisitos é fácil se ambos estão congelados." E. Berard A dura realidade 25% dos projetos de software falham ou são abandonados 15% dos defeitos permanecem no produto entregue ao cliente 30% a 44% do tempo utilizado para retrabalho nas companhias ( tempo não produtivo) 50% dos prazos são atendidos O caso Therac-25 Fonte: Capers Jones and Bill Curtis SIMPROS - 03/12/ 10

03-05/12/ Velhos problemas tailored for SW SIMPROS - 03/12/ 11

03-05/12/ Custos da Qualidade Custos da Qualidade Crosby descreve os Custos das Não Conformidades como custos extras devido a um produto ou serviço não ter sido feito corretamente na primeira vez. Categorias de Custos Falhas internas + Falhas externas Prevenção + Avaliação(appraisal) Custos de não conformidade + Custos de conformidade = Custos da Qualidade SIMPROS - 03/12/ 14

03-05/12/ Custos da Qualidade Prevenção Avaliação Falhas Internas Falhas Externas Custos associados com a prevenção de defeitos Custos associados na observação de defeitos Custos associados com defeitos encontrados antes da implementação/relese Custos associados com defeitos encontrados durante e/ou após o produtos estar implementado SIMPROS - 03/12/ 15 Motivações - Custos da Qualidade CMMI/MPS.BR aumenta os custos ou uma falsa impressão? 16 14 12 10 Custo ($) 8 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28-2 Tempo Custos de conformidade Custos de não conformidade Total SIMPROS - 03/12/ 16

03-05/12/ Motivações Evolução Constante Evolução da Qualidade O TQM e a Qualidade Walter Shewhart Anos 30 Princípios do Controle Estatístico de Processo Edwards Deming Joseph Juran Anos 50 Desenvolvimento e demonstração dos princípios de Shewhart Philip Crosby Anos 80 Desenvolvimento da grade de maturidade da qualidade Edwards Deming 1986 Baseado no aprendizado e lições aprendidas são publicadas os 14 Princípios de Deming (Out of the Crisis) Watts Humphrey 1986 Adaptação da grade de maturidade de Crosby para o processo de software e adição do conceito de níveis de maturidade. 1987 - MBNQA / PNQ e normas série ISO 9000. SEI - estruturas de gestão - SW-CMM, SE-CMM, P-CMM, CMMI métodos de avaliação - SPA, CBA(SCE/IPI) TQM Total Quality Management SIMPROS - 03/12/ 17 Motivações Evolução Constante Cronologia do CMMI SIMPROS - 03/12/ 18

03-05/12/ CMMI - Aplicação Países onde já ocorreram avaliações oficiais e que foram relatados ao SEI 2140 organizações 2464 avaliações Fonte SEI Maturity Profile September. SIMPROS - 03/12/ 19 CMM & CMMI - Aplicação Número de avaliações oficiais e níveis de maturidade por país CMM CMMI Fonte SEI Maturity Profile September 2006 SIMPROS - 03/12/ 20

03-05/12/ CMM & CMMI Evolução das avaliações CMM e CMMI - Brasil nº avaliações 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 77 77 65 58 56 51 35 31 28 25 12 8 7 9 8 8 10 9 1 2 4 4 1 1 1 1 3 5 5 4 4 0 0 0 0 0 0 2 3 2 3 3 0 2 3 5 5 0 0 0 0 0 0 0 2 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 ano Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 TTL Fonte ASR Consultoria - Dados aproximados não oficiais SIMPROS - 03/12/ 21 CMMI Evolução das avaliações CMMI - Brasil nº avaliações 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 6 39 39 27 23 21 16 10 9 8 8 7 6 3 2 2 2 1 1 0 2004 2005 2006 ano Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 TTL Fonte ASR Consultoria - Dados aproximados não oficiais SIMPROS - 03/12/ 22

03-05/12/ Fonte ASR Consultoria Dados aproximados não oficiais SIMPROS 03/12/ Avaliações realizadas Nível G Arte Informática Brasília Serviços de Informática Consult Brasil Cions Consinco Data Traffic DiaSystems EDS Engesoft ETEG Fortes Informática Guenka Desenvolvimento de SW Heurys HS Tecnologia In Forma Informal Inteq Systems IVIA Kenta LinkNet Living MV Sistemas NST P&F PROCENGE Softcenter Softium Syspec Teknisa Utilsoft TTY2000 SIMPROS - 03/12/ 24

03-05/12/ Avaliações realizadas Nível E Nível F Advanced Data Base BL Informática Compera PD Case Powerlogic Programmer s Qualità Synos USS 7COMm CCA SJ Relacional Nível D Marlin Nível A BRQ DBA Politec SIMPROS - 03/12/ 25 CMM/CMMI Períodos entre níveis Número de meses para mudar para próximo nível de maturidade Maior valor observado 75% das org. Tempo recomendado entre avaliações (appraisals) Mediana 25% das org. Menor valor observado SIMPROS - 03/12/ 26

03-05/12/ Modelo Modelos atuais CMM / CMMI ISO 9000:2000 SPICE - ISO 15504 PNQ MBNQA MPS.BR NBR ISO/IEC 12207 SIMPROS - 03/12/ 28

03-05/12/ O que é um Modelo Meio ambiente Tecnologia Marketing Pessoas Sistemas.. CMMI Practicies PA Níveis Descrição de Processos SIMPROS - 03/12/ 29 O que um Modelo não é Os modelos CMMI e MPS.BR não são processos SIMPROS - 03/12/ 30

03-05/12/ CMMI Overview CMMI - Representação por estágios Capability Maturity Model Estrutura e elementos-chave - Processo de software eficaz Caminho evolutivo até um processo maduro e disciplinado Aplicação do TQM Inicial Definido Gerenciado Otimização Quantitativ. Ger. Requisitos gerenciados e processo planejado, medido e controlado. Ainda reativo Precariamente controlado, reativo e imprevisível Foco na melhoria continuada do processo Processo medido e controlado Processo é caracterizado e claramente bem entendido. Pró-ativo Qualidade Produtividade Visibilidade Riscos Desperdício CMMI and Capability Maturity Model are service marks of Carnegie Mellon University. SIMPROS - 03/12/ 32

03-05/12/ CMMI - Representação por estágios Áreas de processo Foco no Processo da Organização OPF Definição do Processo da Organização - OPD+IPPD Treinamento Organizacional - OT Gerência Integrada de Projeto IPM+IPPD Gerência de Risco - RSKM Desenvolvimento de Requisitos - RD Solução Técnica - TS Integração de Produto - PI Verificação - VER Validação - VAL Análise de Decisão e Resolução - DAR Gerência de Requisitos - REQM Planejamento de Projeto - PP Acompanhamento e Contr. de Projeto - PMC Gerência de Acordos com Fornecedores - SAM Garantia da Qualidade de Processo e Produto - PPQA Gerência de Configuração - CM Medição e análise - MA Análise Causal e Resolução - CAR Inovação e Melhoria Organizacional - OID Desempenho do Processo Organizacional - OPP Gerência Quantitativa de Projeto - QPM SIMPROS - 03/12/ 33 Os Níveis de Maturidade Nível 1 - Inicial O processo de software é caracterizado como ad hoc, e ocasionalmente também caótico. Poucos processos são definidos e o sucesso depende de esforços individuais e heróicos e não da aplicação de processos definidos. A organização normalmente não provê um ambiente estável que suporte os processos. As organizações podem oferecer produtos que funcionem, porem geralmente excedem os orçamentos e não cumprem seus prazos e compromissos. São organizações com características de abandonar os processos em tempos de crise e com inabilidade de repetir seus sucessos. In Out SIMPROS - 03/12/ 34

03-05/12/ Os Níveis de Maturidade Nível 2 Gerenciado Processos básicos de gerenciamento de projetos são estabelecidos para monitoramento de custo, prazo e funcionalidade. A necessária disciplina do processo é adequada para repetir sucessos anteriores em projetos com aplicações similares. Principais características: Garantia que os requisitos são gerenciados Processos são planejados, desempenhados, medidos e controlados As práticas são mantidas em períodos de crise Projetos são desempenhados e gerenciados conforme planos documentados O controle gerencial permite a visibilidade em ocasiões definidas ("milestones") Compromissos estabelecidos e revisados com stakeholders relevantes Produtos de trabalhos apropriadamente controlados In Out SIMPROS - 03/12/ 35 Os Níveis de Maturidade Nível 3 - Definido Os processos são claramente caracterizados e entendidos e estão descritos em processos, procedimentos, ferramentas e métodos. O conjunto de processos padrões da organização (OSSP Organization s Set of Standard Process) que é a base para o nível 3, é estabelecido e aprimorado/melhorado continuamente. Principais características: Os processos padrões são utilizados para estabelecer consistência por toda a organização Processos definidos para o projeto (Project Defined Process) são adaptados (tailored) do OSSP de acordo com guias apropriados (tailoring guidelines) In Out SIMPROS - 03/12/ 36

03-05/12/ Os Níveis de Maturidade Nível 4 Gerenciado Quantitativamente São estabelecidos objetivos quantitativos, tanto para a organização como para os projetos, relativos a qualidade e desempenho do processo. Estes objetivos são utilizados como critérios na gerência dos processos. Principais características: Objetivos quantitativos baseados nas necessidades dos clientes. Medições detalhadas são coletadas e analisadas estatisticamente. O desempenho da qualidade e do processo gerenciados estatisticamente dando condições de avaliar seu progresso e possíveis problemas. Causas especiais de variação do processo são identificadas e onde apropriado a origem destas causas são corrigidas para prevenir futuras ocorrências. A habilidade de prever resultados é maior e a variabilidade do processo é menor In Out SIMPROS - 03/12/ 37 Os Níveis de Maturidade Nível 5 - Otimização Processo melhorado continuamente, baseado no entendimento quantitativo das causas comuns de variação, inerentes ao processo. Principais características: Melhoria continuada do desempenho dos processos por meio de processos incrementais e inovadores e melhorias tecnológicas. Objetivos quantitativos da melhoria dos processos, para a organização, são estabelecidos, revisados continuamente. Gerentes são aptos a estimar e monitorar a eficácia da mudanças In Out SIMPROS - 03/12/ 38

. VIII Simpósio Internacional 03-05/12/ CMMI - Melhoria no desempenho Evolução da Capabilidade do Processo Processos de melhoria são institucionalizado Produto e Processo são quantitativamente controlados Probability Probability Time/$/... Target N-z Target N-y Previsibilidade do desempenho Time/$/... Processos de Gestão e Engenharia de software são definidos e integrados Probability Target N-x Sistema para a gestão do projeto existe; o desempenho é repetível Probability Time/$/... Target N+a Processo informal e imprevisível Probability Time/$/... Time/$/... Target N SIMPROS - 03/12/ 39 MPS.BR Overview

03-05/12/ Descrição Geral do MPS.BR ISO/IEC 12207 ISO/IEC 15504 CMMI SM Projeto MPS.BR Modelo de Referência (MR-MPS) Método de Avaliação (MA-MPS) Modelo de Negócio (MN-MPS) Guia Geral Guia de Aquisição Guia de Avaliação Documentos do Projeto SIMPROS - 03/12/ 41 Correlação CMMI e MPS.BR Análise Causal e Resolução - CAR Inovação e Melhoria Organizacional - OID Desempenho do Proc. Organizacional - OPP Gerência Quantitativa de Projeto - QPM A B Análise de Causas de Problemas e Resolução Gerência Quantitativa do Projeto Foco no Processo da Organização - OPF Definição do Processo da Organização - OPD Treinamento Organizacional - OT Gerência Integrada de Projeto - IPM Gerência de Risco - RSKM Desenvolvimento de Requisitos - RD Solução Técnica - TS Integração de Produto - PI Verificação - VER Validação - VAL Análise de Decisão e Resolução - DAR C D E Análise de Decisão e Resolução Gerência de Riscos Desenvolvimento de Reutilização Desenvolvimento de Requisitos Integração do Produto Projeto e Construção do Produto Verificação Validação Gerência de Recursos Humanos Avaliação e Melhoria do Processo Org. Definição do Processo Organizacional Gerência de Reutilização Gerência de Requisitos - REQM Planejamento de Projeto - PP Acompanhamento e Contr. de Projeto - PMC Gerência de Acordos com Fornecedores - SAM Gar. da Qual. de Processo e Produto - PPQA Gerência de Configuração - CM Medição e análise - MA Gerência de Requisitos Gerência de Projeto SIMPROS - 03/12/ 42 F G Medição Gerência de Configuração Aquisição Garantia da Qualidade

03-05/12/ Processos MPS.BR Níveis de Maturidade G F E D A B C Análise de Decisão e Resolução Gerência de Riscos Desenvolvimento de Reutilização Desenvolvimento de Requisitos Integração do Produto Projeto e Construção do Produto Verificação Validação Gerência de Recursos Humanos Avaliação e Melhoria do Processo Org. Definição do Processo Organizacional Gerência de Reutilização Medição Gerência de Configuração Aquisição Garantia da Qualidade Gerência de Requisitos Gerência de Projeto Análise de Causas de Problemas e Resolução Gerência Quantitativa do Projeto AP 1.1 e AP 2.1 AP 1.1 - AP 2.1 - AP 2.2 - AP 3.1 e AP 3.2 AP 1.1 - AP 2.1 e AP 2.2 AP 1.1 - AP 2.1 - AP 2.2 - AP 3.1 e AP 3.2 AP 1.1 - AP 2.1 - AP 2.2 - AP 3.1 e AP 3.2 AP 1.1 - AP 2.1 - AP 2.2 - AP 3.1 e AP 3.2 AP 1.1 - AP 2.1 - AP 2.2 - AP 3.1 e AP 3.2 Capacidade - Atributos do Processo SIMPROS - 03/12/ 43 Alguns Resultados

03-05/12/ Benefícios Exemplos CMMI Nível de para Organização Resultados 1 3 Raytheon Equipment Redução de retrabalho, em termos de custo, de 40%para 10% Redução da densidade de defeitos em 76% Habilidade de prever os custos do projeto com variação de 10% 2 4 Lockheed Martin 3 5 Motorola India Eletronics Somente 01 projeto fora do prazo em 15 anos Taxa de erro (def/ksloc) de 2,0 para 0,1 = 95% melhoria Aumento de produtividade em 3,5 X Acurácia na estimativa de prazo e esforço > 90% Mudança de níveis de maturidade do CMM SIMPROS - 03/12/ 45 Motivações - Benefícios Fonte: SEI Results (reported as of December 15, 2005) http://www.sei.cmu.edu/cmmi/results.html CMU/SEI-2003-SR-009 SIMPROS - 03/12/ 46

03-05/12/ Resultados no Brasil Meses Benefícios - Exemplos Duração do Projeto Melhoria no planejamento de projetos de software 20 100% 18 16 14 12 12 10 8 6 6 7 6 4 17% 2 0 Antes do Nível 2 Após Nível 2 100% 80% 60% 40% 20% 0% Experiência no Brasil Empresa Nível 2 Previsto Efetivo Variação redução de 50% na taxa de defeitos Empresa Nível 3 diminuição de desvios de custos e prazos em projetos para abaixo de 10%. ROI 2:1 SIMPROS - 03/12/ 48

03-05/12/ Resultados Empresa Nível 2 BOM BOM SIMPROS - 03/12/ 49 Resultados Empresa Nível 2 12 10 10 Quebra de Interface BOM 8 QTD 6 4 2 0 2006 jan/07 fev/07 mar/07 abr/07 mai/07 jun/07 jul/07 ago/07 Período 1 SIMPROS - 03/12/ 50

03-05/12/ Indicadores Globais BOM BOM BOM BOM Não Conformidades de Processo BOM

03-05/12/ CPI consolidado de projetos 100% 95% 90% 85% 80% 75% 70% 65% 60% 55% 50% 94% 91% 85% 86% 88% 72% 2002 2003 2004 2005 2006 BOM CMM2-3 CMMI4 CMMI5 CPI Cost Performance Index SIMPROS - 03/12/ 53 Resultados Empresa Nível 5 BOM BOM SIMPROS - 03/12/ 54

03-05/12/ Aplicações Práticas A importância da definição dos processos e sua melhoria

03-05/12/ Processo - Definição Processo um conjunto de atividades inter-relacionadas, que transforma entradas em saídas (ABNT, 1998) [ atividades inclui utilização de recursos] Processo - um conjunto de atividades, métodos, práticas e transformações que as pessoas utilizam para desenvolver e manter software e seus produtos relacionados (CMMI) Procedimentos e métodos que definem o relacionamento de tarefas A B C D Fornecedores Pessoas com habilidades, treinamento e motivação PROCESSO Ferramentas e equipamentos As três dimensões críticas do foco das organizações SIMPROS - 03/12/ 57 Processo - Importância Importância da descrição e definição Processos bem descritos permitem entendimento, gerência e melhorias prérequisito importante para o processo de melhoria. Organizações maduras conhecem detalhadamente seu processo e o gerenciam através de indicadores inseridos nas suas diversas fases. Monitoram / Verificam / Analisam Criticamente / Estabelecem diretrizes de melhoria SIMPROS - 03/12/ 58

03-05/12/ Gestão da Melhoria de Processos Melhoria como estilo de vida. Dieta - E o verão vem aí.. Está comprovado: 95% das pessoas que fazem o regime estilo o verão vem aí.. recuperam seu peso ou mais, dentro do período de um ano. Melhoria do Processo - Como estilo de vida 60% das pessoas que mudam seu estilo de vida em comer moderadamente, com alimentos saudáveis e se exercitando mais, mantêm seu peso ideal. SIMPROS - 03/12/ 59 Como a melhoria é alcançada? Saiba onde você está (evaluation/assessment) Saiba onde você deseja ir Defina recursos e responsabilidades Monitore o progresso SIMPROS - 03/12/ 60

03-05/12/ Chaves para melhoria Compromisso da gerência sênior. (em todos os sentidos e não só com fundos e pessoas) Consenso na organização da importância da melhoria. Acreditar que a melhoria é possível. Ações orientadas para melhoria. SIMPROS - 03/12/ 61 Aplicando boas práticas

03-05/12/ Aplicando boas práticas Mesmo no início da aplicação de um processo de melhorias (nível 2 ou níveis G e F), boas práticas de níveis de maturidade mais elevados estão apresentando bons resultados e benefícios para as organizações. 1. Estruturação do SEPG Software Engineering Process Group 2. Estabelecimento de um Processo básico e plano de melhorias (PCDA) 3. Estabelecimento de uma estrutura de processos e de documentação 4. Troca de experiências 5. Auto avaliação ou diagnóstico inicial SIMPROS - 03/12/ 63 Aplicando boas práticas 1. Estruturação do SEPG Software Engineering Process Group Finalidade Promover e facilitar a definição, manutenção e melhoria do processo de software da organização. Principais considerações O SEPG é o ponto focal do processo de software e sua melhoria responsável por estabelecer e manter o processo. É baseado no esforço colaborativo de seus integrantes e de todos na organização envolvidos com o desenvolvimento de software. Possui o suporte da Alta Direção e de grupos técnicos. Principais funções Desenvolvimento e manutenção de recursos utilizados no processo de software. (entendam como recursos: processo, templates, materiais de apoio, definição de medições, critérios de customização, bases de dados, etc). Melhoria do processo de software. Atuação sobre o processo de melhoria de software (SPI - Software Process Improvement) Participantes 3 a 6 pessoas Gerentes de projeto; áreas da Qualidade; Líderes ou coordenadores técnicos; analistas. Dedicação semanal SIMPROS - 03/12/ 64

03-05/12/ Aplicando boas práticas 2. Estabelecimento de um Processo básico e plano de melhorias (PCDA) SIMPROS - 03/12/ 65 Aplicando boas práticas 2. Estabelecimento de um Processo básico e plano de melhorias (PCDA) estrutura de um plano Controle das versões Propósito Escopo Objetivos Padrões de trabalho Cronograma de trabalho Estimativa de recursos necessários Análise de riscos Monitoramento das atividades Observações / notas SIMPROS - 03/12/ 66

03-05/12/ Aplicando boas práticas 3. Estabelecimento de uma estrutura de processos e de documentação Exemplos apresentados neste tutorial Procedimentos e sua documentação conforme recomendações da NBR/ISO 9000 4. Troca de experiências Grupos de discussão Grupos de empresas Eventos SIMPROS - 03/12/ 67 Aplicando boas práticas 5. Auto-Avaliação ou diagnóstico inicial SIMPROS - 03/12/ 68

03-05/12/ Aplicando boas práticas 5. Auto-Avaliação ou diagnóstico inicial SIMPROS - 03/12/ 69

03-05/12/ Mensagens finais Por que planos de melhoria falham? Mensagens finais 2/3 dos programas de melhoria de processo de software não se concretizam devido principalmente a: Estratégias não claramente definidas; Falta de compromisso; Falta de sua continuidade; Melhorias não mensuráveis; Falta de metas e objetivos claros do SPI e/ou não alinhados aos objetivos de negócios; O interesse é somente buscar obter o certificado e não a melhoria dos processos estudar só para passar na prova nunca deu resultado. Fonte: Herb Krasner SIMPROS - 03/12/ 72

03-05/12/ Mensagens finais Maturidade é um processo de demanda tempo. Não se obtém maturidade de um dia para outro. Palavras-chave para iniciar e se manter no caminho da maturidade são: Disciplina Continuidade de propósitos Compromisso SIMPROS - 03/12/ 73 Web sites Software Engineering Institute - http://www.sei.cmu.edu/ Modelo CMMI - http://www.sei.cmu.edu/cmmi/models/ European Software Institute - http://www.esi.es/ Practical Software and Systems Measurement Support Center - http://www.psmsc.com/ MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - Tecnologia da Informação - Qualidade e Produtividade http://www.mct.gov.br/sepin/dsi/qualidad/qualidade.htm MPS.BR para obter guias de demais informações http://www.softex.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=202 ASR Consultoria ARTIGOS http://www.asrconsultoria.com.br/artigos SIMPROS - 03/12/ 74

03-05/12/ Literatura CMMI : Guidelines for Process Integration and Product Improvement, Second Edition by Mary Beth Chrissis, Mike Konrad, and Sandy Shrum ISBN-10: 0321279670 ISBN-13: 978-0321279675 SIMPROS - 03/12/ 75 Literatura Real Process Improvement Using CMMI Michel West ISBN: 0849321093 Software Process Improvement Practical Guidelines for Business Success by Sami Zahran ISBN: 020117782X CMM in Practice: Processes for Executing Software Projects at Infosys by Pankaj Jalote ISBN: 0201616262 Interpreting the CMMI: A Process Improvement Approach - Margaret K. Kulpa and Kent A. Johnson; ISBN:0849316545 SIMPROS - 03/12/ 76

03-05/12/ We can do something about our problems, or we can continue the way we are." W. Edwards Deming www.asrconsultoria.com.br Contatos: contatos@asrconsultoria.com.br Rua Vergueiro, 2087 - Conjunto 101 Vila Mariana São Paulo - SP CEP 04101-000 Tel. (11) 5087-8856 FAX (11) 5087-8810