Redes Complexas Aula 14

Documentos relacionados
Introdução a Redes Complexas

Teoria dos Grafos Aula 18

Parte 4-B Mais Exemplos. (específicos - redes de computadores)

Redes Complexas Aula 2

Teoria dos Grafos Aula 2

Teoria dos Grafos Aula 5

Teoria dos Grafos Aula 6

Teoria dos Grafos Aula 23

Redes Complexas Aula 7

Redes Complexas Aula 2

Teoria dos Grafos Aula 24

Teoria dos Grafos Aula 2

Teoria dos Grafos Aula 27

Avaliação e Desempenho Aula 18

Árvores: Conceitos Básicos e Árvore Geradora

Redes Complexas: teoria, algoritmos e aplicações em computação. Virgilio A. F. Almeida DCC UFMG 02/ /10/2009. SOLUÇÕES Propostas

Redes de Computadores. Camada de Aplicação Teoria de Redes Complexas: Conceitos Básicos em Grafos

Processos Estocásticos aplicados à Sistemas Computacionais

ÁRVORES E ÁRVORE BINÁRIA DE BUSCA

Modelos Probabilísticos Teóricos Discretos e Contínuos. Bernoulli, Binomial, Poisson, Uniforme, Exponencial, Normal

Teoria dos grafos. Caminho euleriano e Hamiltoniano. Prof. Jesuliana N. Ulysses

SUMÁRIO. Fundamentos Árvores Binárias Árvores Binárias de Busca

Variáveis Aleatórias Contínuas e Distribuição de Probabilidad

Teoria dos Grafos. Edson Prestes

Aula 5. Como gerar amostras de uma distribuição qualquer a partir de sua CDF e de um gerador de números aleatórios?

15 - Coloração Considere cada um dos grafos abaixo:

Estatística e Modelos Probabilísticos - COE241

Introdução a Redes Complexas

PROCESSOS ESTOCÁSTICOS

ESTATÍSTICA. x(s) W Domínio. Contradomínio

Percolação e Estratégias de Ataque em Redes de Escala Livre

Introdução às Redes Complexas

Análise de Algoritmos

Engenharia de Software Sistemas Sociotécnicos

Introdução à Teoria dos Grafos (MAC-5770) IME-USP Depto CC Profa. Yoshiko. Capítulo 3

Teoria dos Grafos. Aula 5 - Estruturas de Dados para Grafos. Profª. Alessandra Martins Coelho. março/2013

Algoritmos e Estruturas de Dados II

Capítulo 3. Introdução à Probabilidade E à Inferência Estatística

AULA 02 Distribuição de Probabilidade Normal

Grafos: caminhos (matriz adjacência)

2 Relação entre soma dos graus e número de arestas

CONCEITOS BÁSICOS EM GRAFOS

PLANIFICAÇÃO ANUAL DE CONTEÚDOS Disciplina: MATEMÁTICA 5ºAno

Pesquisa em Grafos. Pedro Ribeiro 2014/2015 DCC/FCUP. Pedro Ribeiro (DCC/FCUP) Pesquisa em Grafos 2014/ / 33

05 Grafos: ordenação topológica SCC0503 Algoritmos e Estruturas de Dados II

Grafos - Introdução. Pedro Ribeiro 2014/2015 DCC/FCUP. Pedro Ribeiro (DCC/FCUP) Grafos - Introdução 2014/ / 32

Variáveis Aleatórias

Matemática Aplicada às Ciências Sociais- 11º ano (Versão: para o manual a partir de 2016/17)

Teoria dos Grafos. Conjuntos de Corte e Conectividade

Noções de Simulação. Ciências Contábeis - FEA - Noturno. 2 o Semestre MAE0219 (IME-USP) Noções de Simulação 2 o Semestre / 23

Probabilidade II. Departamento de Estatística. Universidade Federal da Paraíba. Prof. Tarciana Liberal (UFPB) Aula Função Característica 10/13 1 / 26

Cap. 2 Conceitos Básicos em Teoria dos Grafos

Probabilidade e Modelos Probabilísticos

GRAFOS. Prof. André Backes. Como representar um conjunto de objetos e as suas relações?

OBI2012 Caderno de soluções

Rede RBF (Radial Basis Function)

IND 1115 Inferência Estatística Aula 6

Teoria dos Grafos Aula 9

INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Análise e Síntese de Algoritmos. RESOLUÇÃO DO 2 o TESTE

Física Geral - Laboratório (2014/1) Estimativas e erros em medidas diretas (I)

P L A N O D E E N S I N O A N O D E ÁREA / DISCIPLINA: CIÊNCIAS DA NATUREZA / MÁTEMÁTICA

MATEMÁTICA PLANEJAMENTO 2º BIMESTRE º B - 11 Anos

Resolução de problemas por meio de busca. Capítulo 3 Inteligência Artificial Sistemas de Informação

Teoria dos Grafos. Motivação

Definição e Conceitos Básicos

01 Grafos: parte 1 SCC0503 Algoritmos e Estruturas de Dados II

Cálculo das Probabilidades I

MÉTODOS QUANTITATIVOS PARA CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EXPERIMENTAL

Inteligência Artificial

RIP Routing Information Protocol

Lista de Exercícios 2 Probabilidades Escola Politécnica, Ciclo Básico

Curso Profissional de Nível Secundário

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ANSELMO DE ANDRADE

Grafos: árvores geradoras mínimas. Graça Nunes

14 Coloração de vértices Considere cada um dos grafos abaixo:

Introdução à classe de problemas NP- Completos

Aula de Processamento de Sinais I.B De Paula. Tipos de sinal:

FILTROS ESPACIAIS PASSA-BAIXA

Variáveis Aleatórias Discretas e Distribuição de Probabilidade

ESCOLA SECUNDÁRIA DE LOUSADA

Análise de Dados e Simulação

Teoria de Filas Aula 10

MAT001 Cálculo Diferencial e Integral I

Processos Estocásticos e Cadeias de Markov Discretas

Transcrição:

Redes Complexas Aula 14 Aula passada Busca em redes Explorando estrutura Navegação em redes Algoritmo eficiente e estrutura Aula de hoje Resilience ( robustez ) Tipo de falhas Influência da estrutura Análise do ponto crítico

Redes e Falhas Rede: abstração de um sistema real ex. Internet, rede social, web Componentes da rede podem falhar vértices ou arestas 1 4 2 3 5 6 Mudanças estruturais! O que acontece quando falhas ocorrem?

Resilience ( robustez ) Capacidade da rede de operar na presença de falhas vértices ou/e arestas Medida da redundância existente na rede muitas métricas Robustez em função da topologia impacto da topologia na robustez Aplicação depende do contexto ex. robustez da Internet a falhas nos AS

Métricas de Robustez Métricas locais impacto em um ou poucos vértices ex. número de arestas para desconectar um vértice qualquer Métricas globais impacto na rede como um todo ex. tamanho da componente gigante Interesse em métricas globais

Métricas Globais Tamanho da componente gigante absoluto ou relativo Tamanho médio das componentes excetuando a componente gigante Distância média entre todos os pares Diâmetro da rede maior distância entre qualquer par Outras?

Tipo de Falhas Como vértices ou arestas falham? Aleatoriamente uniforme: todos tem mesma prob de falhar não-uniforme: algum fenômeno Deterministicamente Definir ordenação: quem falha primeiro, segundo, etc. ex. ordenação decrescente por grau Falhas por defeito: aleatório ex. roteador queimou Falhas propositais: determinístico ex. roteador foi atacado

Resilience e Falhas Robustez da rede na presença de falhas Aleatórias (uniforme), determinísitica (grau) Ex. distância média entre pares Diferença com relação ao tipo de falha? para uma mesma fração que falha Influência da topologia da rede? para mesmo n e grau médio Modelo G(n,p)? Modelo BA?

Intuição? Falhas no G(n,p) Falhas aumentam (mas não muito) a distância média entre vértices Falhas aleatórias se parecem com falhas determinísticas grau máximo é próximo ao grau médio Distância média Fração de vértices removidos N = 10000, <D> = 4

Intuição? Falhas no BA Falhas aleatórias não se parecem com falhas determinísticas Falhas aleatórias: pouco impacto falhas determinísticas: muito impacto N = 10000, <D> = 4 Distância média Fração de vértices removidos 5% dos vértices removidos; distância média dobrou! 5% dos vértices removidos; distância média não variou

Falhas Aleatórias Modelo BA, lei de potência Remoção aleatória (uniforme) Pouco impacto, rede robusta

Falhas Determinísticas Modelo BA, lei de potência Remoção por ordem decrescente do grau Impacto devastador Estrutura tem papel fundamental

Modelo BA Distribuição do grau segue lei de potência Maioria dos vértices tem grau pequeno Pouca importância na rede Poucos vértices com grau grande Interconectam a rede Tolerante a falhas aleatórias Vulnerável a ataques direcionados Propriedade de redes livre de escala!

Robustez em Redes Reais WebGraph, AS Graph Redes seguem lei de potência no graus Distância média Fração de vértices removidos Comportamento parecido com modelo BA Tolerante a falhas, vulnerável a ataques AS não é roteador!

Outras Métricas Tamanho relativo da componente gigante (GCC) Tamanho médio das outras componentes Intuição G(n,p)? Falhas eventualmente destroem componente gigante Tamanho médio das outras componentes vai a um Rede despedaçada! Transição de fase?

Outras Métricas Intuição para modelo BA? Falha aleatória diferente de falha determinística Decrescismento linear tamanho relativo da GCC Tamanho médio das outras CC é 1 Rede despedaçada para falhas direcionadas Despedaça antes da G(n,p)

Transição de Fase Tamanho relativo da componente gigante vai a zero rapidamente, para p grande suficiente Valor de p que desintegra GCC? Depende do modelo de falhas Aletório ou determinístico Depende da estrutura G(n,p), BA, etc

Tamanho da Maior CC G(n,p), indiferente quanto ao tipo de falha BA, robusta enquanto frágil

Estudo Analítico GCC : componente conexa gigante maior componente conexa tem n vértices, para algum > 0, a.a.s. Condição (aprox) para termos uma GCC em um grafo aleatório qualquer E [d i i j ]>2, para todos vértices i, j dentro da GCC Valor esperado do grau de i, dado que i e j são vizinhos Intuição? Condição no G(n,p)? E[d] > 1

Condição Equivalente Condição (aprox) para termos uma GCC em um grafo aleatório qualquer E [d i i j ]>2 κ= E [d 2 ] E [d ] >2 Depende apenas do primeiro momento E[d] e do segundo momento E[d 2 ] da distribuição do grau dos vértices! Distribuição do grau dos vértices depois da falha determina existência do GCC Problema: calcular dois momentos da distribuição (depos da remoção)!

Distribuição do Grau Considere distribuição de grau original P[D = k], é dada Após falha dos vértices, qual nova distribuição do grau? P[D' = k] Depende do modelo de falhas! Assumir modelo aleatório (uniforme) Obs: remover uma fração p dos vértices equivale a cada vértice deixar de existir com probabilidade p

Distribuição do Grau Dado grau original k, probabilidade do grau ser k' após falha? P[ D' =k ' D=k]= k k ' 1 p k ' p k k ' Descondicionando P[ D' =k ' ]= k =k ' P[ D=k] k k' 1 p k ' p k k ' Distribuição original (antes das falhas)

Momentos e Ponto Crítico Podemos então calcular os momentos de D' (distribuição do grau após falhas) E [D ' ]=E [ D] 1 p E [D ' 2 ]=E [D 2 ] 1 p 2 E [D] p 1 p Usando a condição, podemos determinar o ponto crítico, p c p c =1 E [ D] E [D 2 ] E [ D] Momentos da distribuição de grau original (pré-falhas) Valores menores mantém uma GCC

Grau Segundo Lei Potência Ponto crítico em redes cujo grau segue lei de potência E [ D] p c =1 E [D 2 ] E [ D] Lei de potência: P[ D=k]=C k Para < 3, o que acontece? Momentos divergem! Logo, p c = 1 Não existe transição de fase! GCC nunca se desintegra (quando n tende infinito) Rede é altamente tolerante a falhas!

Grau Segundo Lei Potência Para > 3, o que acontece? Temos os dois momentos defindos Dependem de (exponente) Relação aproximada entre p c e detalhes no artigo Intuição? Maior menor é o valor de p c

Generalizando Análise Análise anterior para falhas aleatórias (uniforme) Generalização para falhas aleatórias em função do grau Generalização para falhas determinísticas função do grau Análise do ponto crítico, do tamanho das componentes gigante, tamanho médio das outras componetes Análise via percolação e função geradora Mais detalhes no artigo!