CONCEITOS BÁSICOS EM GRAFOS
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- Amanda Fonseca Ferrão
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1 Um grafo (simples) G é formado por um conjunto de vértices, denotado por V(G), e um conjunto de arestas, denotado por E(G). Cada aresta é um par (não ordenado) de vértices distintos. Se xy é uma aresta, então os vértices x e y são os extremos desta aresta. Dizemos também que x e y estão conectados, ou que são adjacentes ou vizinhos. 1
2 A ordem de um grafo é G é o número de vértices de G. Notação: n = V(G) e m = E(G) O tamanho de um grafo G é a soma n + m Grafo trivial: é aquele com um único vértice (n = 1) Grafo nulo: é aquele com V(G) = Ø (isto é, n = 0) 2
3 Um multigrafo é uma generalização do conceito de grafo simples. Em um multigrafo podem existir: arestas paralelas: são arestas que conectam os mesmos vértices. laços: um laço é uma aresta com extremos idênticos. 3
4 O mesmo grafo pode ter várias representações geométricas diferentes. 4
5 A vizinhança aberta de um vértice v é o conjunto de seus vizinhos. Notação: N(v) = vizinhança aberta de v. A vizinhança fechada de um vértice é definida como: N[v] = N(v) U {v}. 5
6 O grau de um vértice é o número de vezes em que ele ocorre como extremo de uma aresta. (Esta definição serve para grafos e multigrafos.) Em um grafo simples, o grau de vértice é igual ao número de vizinhos que ele possui. Notação: d(v) = grau do vértice v Em um grafo simples, é claro que d(v) = N(v). 6
7 Um grafo é regular quando todos os seus vértices têm o mesmo grau. Um grafo é k-regular quando todos os seus vértices têm grau igual a k. 7
8 O grau máximo de um grafo G é definido como: Δ(G) = max { d(v) v V(G) }. O grau mínimo de um grafo G é definido como: δ(g) = min { d(v) v V(G) }. 8
9 Dado um grafo G, a sequência de graus de G é a sequência ( d 1, d 2,..., d n-1, d n ) onde: d 1 d 2... d n-1 d n V(G) = { v 1, v 2,..., v n-1, v n } d j é o grau do vértice v j, para j = 1, 2,..., n 9
10 Um vértice é isolado quando tem grau zero (não possui vizinhos). Um vértice v é universal quando está conectado por arestas a todos os demais vértices, isto é: N(v) = V(G) \ {v}. Se v é um vértice universal então d(v) = n 1. 10
11 O complemento de um grafo G é o grafo G tal que V(G)=V(G) e E(G) = { xy xy E(G) }. 11
12 Um subgrafo de um grafo G é um grafo H tal que V(H) V(G) e E(H) E(G). H é um subgrafo próprio de G quando H é um subgrafo de G que não é o próprio G. 12
13 Um subgrafo gerador ( spanning subgraph ) de G é um subgrafo H de G tal que V(H) = V(G). Em outras palavras, H tem os mesmos vértices de G, mas nem todas as arestas de G. 13
14 Seja H um subgrafo de G. H é um subgrafo induzido por um conjunto de vértices X se V(H) = X e vale a seguinte propriedade: se xy E(G) e x,y X então xy E(H). Notação: H = G[X] 14
15 Seja H um subgrafo de G. H é um subgrafo induzido por um conjunto de arestas E se vale a seguinte propriedade: E(H) = E e V(H) = { x x é extremo de alguma aresta de E }. Notação: H = G[E ] 15
16 Definição: Se S é um subconjunto de vértices de G, então G S = G[V(G) \ S]. Notação: Se v é um vértice de G então G v = G {v}. Definição: Se E é um subconjunto de arestas de G, então o grafo G E é definido da seguinte forma: V(G E ) = V(G) E(G E ) = E(G) \ E Notação: Se e é uma aresta de G então G e = G {e}. 16
17 Dado um grafo G, uma propriedade é hereditária por subgrafos [induzidos] se, quando ela vale para G, vale também para todos os subgrafos [induzidos] de G. Exemplo 1: se o grafo G não contém triângulos, então ser livre de triângulos é uma propriedade hereditária por subgrafos e por subgrafos induzidos. Exemplo 2: se o grafo G possui um vértice universal, então possuir um vértice universal não é uma propriedade hereditária por subgrafos, nem por subgrafos induzidos. Exemplo 3: se o grafo G possui todas as arestas possíveis (isto é, quaisquer dois vértices de G são vizinhos), então possuir todas as arestas possíveis não é uma propriedade hereditária por subgrafos, mas é uma propriedade hereditária por subgrafos induzidos. 17
18 Dois grafos G e H são disjuntos em vértices se V(G) V(H) =. Dois grafos G e H são disjuntos em arestas se E(G) E(H) =. Se G e H são disjuntos em vértices, então é claro que são também disjuntos em arestas. Porém, G e H podem ser disjuntos em arestas tendo alguns vértices em comum. 18
19 A união de dois grafos G e H é o grafo G H tal que: V(G H) = V(G) V(H) E(G H) = E(G) E(H) A interseção de dois grafos G e H é o grafo G H tal que: V(G H) = V(G) V(H) E(G H) = E(G) E(H) 19
20 Teorema do Aperto de Mãos: Em qualquer grafo simples G, vale que 2m = Σ v V(G) d(v) 20
21 Dois grafos G e H são isomorfos se existe uma bijeção f: V(G) V(H) tal que xy E(G) se e somente se f(x)f(y) E(H). Em outras palavras, G e H são o mesmo grafo, a menos de rotulações diferentes para os vértices. 21
22 Um grafo G é um grafo completo se quaisquer dois vértices de G são vizinhos. O número de arestas de um grafo completo é n(n-1)/2. Notação: K n = grafo completo com n vértices 22
23 Uma clique em um grafo G é um conjunto de vértices K V(G) tal que G[K] é completo. Um conjunto estável ou independente em um grafo G é um subconjunto de vértices S V(G) tal que G[S] é um grafo sem arestas. Qualquer par de vértices de um conjunto independente é formado por vértices não adjacentes. Notação: I n = grafo cujos vértices formam um conjunto independente de tamanho n. 23
24 Um passeio é uma sequência de vértices v 1, v 2, v 3,..., v k-1, v k onde v j-1 v j E(G) para j = 2,..., k. Note que em um passeio pode haver repetição de vértices e arestas. 24
25 Uma trilha é um passeio v 1, v 2, v 3,..., v k-1, v k onde as arestas são todas distintas. Note que em uma trilha pode haver repetição de vértices, mas não de arestas. 25
26 Um caminho é um passeio v 1, v 2, v 3,..., v k-1, v k onde os vértices são todos distintos. Note que em um caminho, como não pode haver repetição de vértices, não há repetição de arestas. Todo caminho é uma trilha, mas nem toda trilha é um caminho. O comprimento de um caminho é o número de arestas neste caminho. 26
27 Um passeio fechado é um passeio v 1, v 2, v 3,..., v k-1, v k onde v 1 = v k. A mesma definição se aplica a trilhas fechadas. Note que não pode haver caminho fechado, pois em um caminho não há repetição de vértices. 27
28 Um ciclo é um passeio v 1, v 2, v 3,..., v k-1, v k onde v 1, v 2, v 3,..., v k-1 é um caminho e v k = v 1. Por definição, em um ciclo devemos ter k 3. O comprimento de um ciclo é o número de vértices (ou arestas) do ciclo. 28
29 Uma corda é uma aresta que liga dois vértices não consecutivos de um ciclo (ou caminho). Um ciclo induzido C é um subgrafo induzido por um conjunto de vértices tal que C é um ciclo sem cordas. Um caminho induzido P é um subgrafo induzido por um conjunto de vértices tal que P é um caminho sem cordas. Notação: C k = ciclo sem cordas com k vértices. Notação: P k = caminho sem cordas com k vértices. 29
30 Um conjunto S é maximal em relação a uma propriedade P se: S satisfaz P; não existe conjunto S que satisfaz P e que contenha propriamente S. Um conjunto S é máximo em relação a uma propriedade P se: S satisfaz P; não existe conjunto S que satisfaz P e que possua mais elementos do que S. Todo conjunto máximo é também maximal, mas nem todo conjunto maximal é máximo. 30
31 Um conjunto S é minimal em relação a uma propriedade P se: S satisfaz P; não existe conjunto S que satisfaz P e que esteja propriamente contido em S. Um conjunto S é mínimo em relação a uma propriedade P se: S satisfaz P; não existe conjunto S que satisfaz P e que possua menos elementos do que S. Todo conjunto mínimo é também minimal, mas nem todo conjunto minimal é mínimo. 31
32 Um grafo G é conexo se existe caminho entre qualquer par de vértices de G. Caso contrário, o grafo é desconexo. Uma componente conexa de um grafo G é um subgrafo conexo maximal de G. Notação: w(g) = número de componentes conexas de G G é conexo se e somente se w(g) = 1. 32
33 A distância entre dois vértices x e y é o comprimento do menor caminho de x a y no grafo. Notação: dist(x, y) = distância entre x e y Obs: para qualquer x, dist(x, x) = 0. A excentricidade de um vértice v em um grafo G é definida como: exc(v) = max { dist(v, x) x V(G) }. 33
34 O diâmetro de um grafo G é definido como diam(g) = max { exc(v) v V(G) }. O centro de um grafo G é o conjunto de vértices de G que possuem excentricidade mínima. 34
35 A matriz de adjacências de um grafo G é uma matriz A n x n onde: A[i, j] = 1 se ij E(G) e A[i, j] = 0 se ij E(G) A matriz de adjacências é simétrica e possui zeros na sua diagonal principal Utilizando a matriz de adjacências como estrutura de dados, basta armazenar o triângulo superior da matriz A matriz de adjacências gasta memória quadrática ( O(n 2 )), mas o tempo de acesso é constante -- gasta-se tempo O(1) para decidir se dois vértices são vizinhos. 35
36 A lista de adjacências de um grafo G é um outro tipo de estrutura de dados para armazenar G O número de células de memória em uma lista de adjacências é n+2m Gasta-se tempo O(n) no pior caso para decidir se dois vértices são vizinhos. 36
37 Um grafo G é bipartido se V(G) pode ser particionado em conjuntos X e Y de modo que toda aresta de G tem um extremo em X e outro Y. Como consequência desta definição, X e Y são conjuntos independentes. Um grafo bipartido G será bipartido completo se, para qualquer par de vértices x,y, onde x X e y Y, temos que xy E(G). Notação: K p,q = grafo bipartido completo com p vértices em X e q vértices em Y. (Neste caso, o grafo tem p.q arestas.) 37
38 Caracterização de grafos bipartidos Teorema: G é bipartido sss G não contém ciclos de comprimento ímpar. 38
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