Teoria dos Grafos AULA 3
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- Stefany Macedo Quintanilha
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1 Teoria dos Grafos Valeriano A. de Oliveira Socorro Rangel Departamento de Matemática Aplicada AULA 3 Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos Preparado a partir do texto: Rangel, Socorro. Teoria do Grafos, Notas de aula, IBILCE, Unesp,
2 Trajetos, Caminhos, Circuitos,
3 Vamos discutir aqui alguns tipos especiais de subgrafos de um grafo G. Quando discutimos o problema das Pontes de Königsbergh, estávamos interessados em determinar um roteiro que passasse por todas as pontes apenas uma vez. Se estudarmos este problema através de grafos, vamos precisar de alguns conceitos para achar a solução do problema. Definição 1. Dado um grafo G(V,A), um passeio em G consiste de uma sequência finita alternada de vértices e arestas, começando e terminando por vértices, tal que cada aresta é incidente ao vértice que a precede e ao que a sucede. Definição 2. Dado um grafo G(V,A), um trajeto em G consiste de uma sequência finita alternada de vértices e arestas, começando e terminando por vértices, tal que cada aresta aparece apenas uma vez e é incidente ao vértice que a precede e ao que a sucede. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 3
4 Exercício 3. Considere o grafo G abaixo G: a 1 b c d e 11 f Determine: - um trajeto onde há repetição de vértices. - um trajeto onde não há repetição de vértices. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 4
5 Definição 4. Dado um grafo G(V,A), um caminho em G consiste de uma sequência finita alternada de vértices e arestas, começando e terminando por vértices, tal que cada aresta é incidente ao vértice que a precede e ao que a sucede e não há repetição de vértices. Em outras palavras, um caminho é um trajeto onde não repetição de vértices. Exercício: Considere o grafo G do Exercício 3. Identifique caminhos entre os vértices a e f. Observação: Em grafos simples podemos mencionar um caminho ou trajeto listando apenas os vértices (ou arestas), sem menção explícita às arestas (ou vértices). Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 5
6 Questões: Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos 1. Qual é o grau dos vértices pertencentes a um caminho? Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 6
7 Questões: Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos 1. Qual é o grau dos vértices pertencentes a um caminho? Os vértices finais de um caminho possuem grau 1 e os demais, vértices intermediários, possuem grau Qual é o comprimento de um caminho/trajeto em grafos não valorados? E em grafos valorados? Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 6
8 Questões: Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos 1. Qual é o grau dos vértices pertencentes a um caminho? Os vértices finais de um caminho possuem grau 1 e os demais, vértices intermediários, possuem grau Qual é o comprimento de um caminho/trajeto em grafos não valorados? E em grafos valorados? Para grafos não valorados o comprimento é igual ao número de arestas incluídas no caminho, e em grafos valorados é igual à soma dos valores das arestas. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 6
9 Definição 5. Um trajeto no qual o vértice inicial e o final são iguais é chamado de trajeto fechado. Definição 6. Um trajeto fechado no qual nenhum vértice (com exceção do inicial e do final) aparece mais de uma vez é chamado de Ciclo (circuito ou caminho fechado). Exemplo 7. A sequência {c,a,d,e,c} é um exemplo de ciclo no grafo do Exemplo 3. Já a sequência {a, b, d, a, e, c, a} é um contra-exemplo. Observe neste contra-exemplo que o vértice inicial é... e o vértice final é... Qual é o 4 o vértice desta sequência? Esta sequência não é um ciclo pois o 4 o vértice aparece mais de vez. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 7
10 Estes conceitos podem ser resumidos através do seguinte diagrama: Subgrafo Trajeto Caminho Circuito Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 8
11 1. Considere o grafo: Exercícios: Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos 1 i f b a 6 j 2 d c e 4 5 g h 3 (a) Liste todos os trajetos existentes entre os vértices 5 e 6. (b) Liste todos os caminhos existentes entre os vértices 5 e 6. (c) Quais dos trajetos obtidos no item (a) são caminhos? (d) Dê o comprimento de cada um dos caminhos do item (b). 2. Sejam a, b e c três vértices distintos em um grafo. Se existe um caminho entre a e b e também existe um caminho entre b e c, mostre que existe um caminho entre a e c. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 9
12 Grafos Conexos
13 Considere os grafos abaixo: G 1 G 2 v 1 v 2 v 2 E possível achar um caminho entre os vertices v 1 e v 2? v 1 Definição 8. Um grafo é dito conexo se existir pelo menos um caminho entre cada par de vértices do grafo. Caso contrário, o grafo é chamado de desconexo. O grafo G 1 acima é conexo, e o grafo G 2 é desconexo. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 11
14 Cada um dos subgrafos conexos maximais de um grafo desconexo é chamado de uma componente do grafo. Ou seja, uma componente é um subgrafo conexo que não esteja estritamente contido em outros subgrafos conexos. 1 Dado um grafo qualquer, como determinar se o grafo é conexo? Teorema 9. Um grafo G(V,A) é desconexo se e somente se seu conjunto de vértices V puder ser particionado em dois conjuntos disjuntos e não-vazios, V 1 e V 2, de forma que não exista uma aresta com uma extremidade em V 1 e outra extremidade em V 2. 1 Sejam S e S tais que S S. S é maximal em relação a uma propriedade P quando S satisfaz P e não existe S S que tambem satisfaça P. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 12
15 Demonstração Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos [ ] Suponhamos que G seja desconexo e mostremos que existe uma partição de V, V 1 e V 2, tal que não existe uma aresta com uma extremidade em V 1 e outra extremidade em V 2. Seja G um grafo desconexo. Precisamos encontrar uma partição de V que satisfaça a propriedade acima. Considere um vértice v i V qualquer. Forme o conjunto V 1 com todos os vértices de V que estejam ligados a v i por um caminho. Como G é desconexo, V 1 não contém todos os vértices de G. Assim os vértices restantes formam um conjunto não-vazio V 2, e não existe nenhuma aresta de G com uma extremidade em V 1 e outra em V 2. Portanto V 1 e V 2 formam a partição desejada. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 13
16 [ ] Suponhamos que exista uma partição de V, V 1 e V 2, tal que não existe uma aresta com uma extremidade em V 1 e outra extremidade em V 2 e mostremos que G é desconexo. Considere dois vértices quaisquer em V, por exemplo v i e v j, tais que v i V 1 e v j V 2. Não pode existir nenhum caminho entre v i e v j, pois se existisse, haveria uma aresta com uma extremidade em V 1 e outra em V 2. Portanto se uma partição existe então o grafo é desconexo. V 1 V 2 v j v i Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 14
17 Questão: Qual é o número máximo de arestas que um grafo simples com n vértices pode ter? Cada vértice pode ser ligado pôr uma aresta a cada um dos outros vértices do grafo, isto é aos outros (n 1). Isto nos dá (n 1) arestas. Com existem n vértices, teremos então n(n 1) arestas. No entanto, cada aresta interliga dois vértices e portanto está sendo considerada duas vezes. Assim, para obtermos o número correto de arestas é necessário dividir o valor que temos até o momento por 2. O número máximo de aresta é então: n(n 1)/2. Teorema 10. Seja G um grafo simples com n vértices. Se G possui k componentes, então o número m de arestas de G satisfaz n k m (n k)(n k +1)/2. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 15
18 Demonstração Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos Vamos provar m n k por indução sobre o número de arestas de G. É claro que o resultado é verdadeiro para um grafo nulo (m = 0). Suponha que a desigaldade é verdadeira para todo grafo com menos do que m 0 arestas, onde m 0 é um inteiro positivo. Vamos supor ainda, sem perda de generalidade, que G possui o menor número de arestas possível, no sentido de que a retirada de qualquer aresta de G aumenta o número de componentes em uma unidade. Neste caso, o grafo resultante teria os mesmos n vértices, k +1 componentes e m 0 1 aretas. Segue da hipótese de indução que m 0 1 n (k +1) m 0 n k. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 16
19 Agora mostremos que vale a segunda desigualdade, supondo, sem perda de generalidade, que cada componente de G é um grafo completo. Suponhamos que existam dois componentes C i e C j com n i e n j vértices, respectivamente, onde n i n j > 1. Se trocarmos C i e C j por grafos completos com n i +1 e n j 1 vértices, então o número total de vértices permanece o mesmo, e o número de arestas é alterado para [(n i +1)n i n i (n i 1)]/2 [n j (n j 1) (n j 1)(n j 2)]/2 = n i n j +1 > 0. Segue que, para que o número máximo de arestas seja atingido, G deve consistir de um grafo completo com n (k 1) vértices e k 1 vértices isolados. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 17
20 Exemplo 11. Para n = 6 e k = 2: (a) Componente 1: K 4, Componente 2: uma aresta; (b) Componente 1: K 3, Componente 2: K 3 ; (c) Componente 1: K 5, Componente 2: 1 vértice. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 18
21 Exercícios: Trajetos, Caminhos, Circuitos, Grafos Conexos 1. Desenhe um grafo conexo que se torna desconexo quando qualquer aresta é removida. 2. Mostre que um grafo conexo G se mantém conexo após a remoção de uma aresta a j se e somente se a aresta pertence a algum circuito de G. 3. Mostre que qualquer grafo simples com n vértices e mais do que (n 1)(n 2)/2 arestas é conexo. Teoria dos Grafos (Antunes&Rangel) 19
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