Roteiro de Aula Prática Femoropatelar

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Transcrição:

Roteiro de Aula Prática Femoropatelar Disciplina de Fisioterapia Aplicada à Ortopedia e Traumatologia Docente: Profa. Dra. Débora Bevilaqua-Grossi 1) Palpação de estruturas Responsáveis: Marcelo Camargo Saad, Fisioterapeuta e Mestre Rafael Tambascia fisioterapeuta e mestrando Palpar estruturas como músculos, facetas patelares, tendões, inter-linha articular, proeminências ósseas, etc. 2) Teste de Retração muscular com dados normativos do inclinômetro Teste Ober Banda iliotibial Retração de isquiotibiais Teste de Thomas Psoas e Reto femoral 3) Teste de Valgo Dinâmico (escada e salto) 4) Teste de Apreensão Paciente em decúbito dorsal e joelho estendido pressionar no sentido médio lateral a borda medial da patela e fletir o joelho lentamente. Fazer o mesmo para o sentido látero-medial. Se houver apreensão e dor no sentido médio-lateral e não há sintomas no sentido látero-medial considerar teste positivo.

5) Teste de Craig (ANTEVERSÃO DO COLO FEMORAL) A anteversão do quadril é medida pelo ângulo feito pelo colo femoral com os côndilos femorais. Ela é o grau de projeção, para frente, do colo femoral a partir do plano coronal da diáfise e diminui com a idade. O paciente deita-se em prono com o joelho flexionado à 90º. O examinador palpa a face posterior do trocanter maior do fêmur. O quadril é então rodado passivamente medial e lateralmente até o trocanter ficar paralelo à mesa de exame ou atingir à sua posição mais lateral. O grau de anteversão pode então ser estimado, baseando-se no ângulo da perna com a vertical.

Roteiro de Aula Prática Femoropatelar Achados Clínicos: é caracterizado principalmente por uma marcha em anteversão com inversão de antepés, um aumento do ângulo Q causado por um aumento da torção tibial externa e pés pronados compensando torção. Pode ocorrer um aumento da lordose lombar, em função de uma pequena cobertura da cabeça femoral anterior, levando a quadros álgicos na região lombar. Se a condição é unilateral, a pronação compensatória poderia levar à uma aparente diferença no comprimento dos membros inferiores, possivelmente também provocando disfunção na região sacro ilíaca ou quadro lombálgico. A gonalgia (dor no joelho) pode ser a principal queixa do paciente com anteversão femoral, já que pode levar a uma síndrome de mau alinhamento patelar, ou subluxações patelares. Este paciente com anteversão femoral também pode se queixar de dor no pé, causada pela pronação excessiva. Entretanto o achado mais importante da anteversão diretamente relacionado com o quadril é o acentuado aumento na rotação interna de 60º para 90º e uma diminuição da rotação externa (figuras A e B). Os pés do paciente na postura supina relaxada serão visualizados em uma posição rotacional neutra, apesar da eversão normal em torno de 45º (figura C). Anteversão Bilateral mostrando A, acentuado aumento da rotação interna e B, diminuição da rotação externa e C, posição supina relaxada mostrando uma posição de rotação neutra e perda da eversão do antepé.

Roteiro de Aula Prática Femoropatelar 6) Teste de mobilidade patelar O movimento passivo medial e lateral da patela é executado para determinar sua mobilidade e para compará-la com o lado não afetado (sem dor). Normalmente a patela deve mover-se até metade de sua largura medial ou lateralmente em extensão. Quando a patela é empurrada de lado para lado, o examinador deve observar se ela permanece paralela aos côndilos femorais ou se ela inclina-se ou roda. Se empurrada medialmente quando estruturas mediais estiverem encurtadas, o bordo lateral da patela se inclinará para cima. Do mesmo modo, estruturas laterais encurtadas fazem o bordo medial da patela inclinar-se para cima. Tilt patelar Com joelho em extensão elevar borda lateral ate horizontalizá-la, caso esteja com pouca mobilidade indica retração do retináculo lateral que favorece as forças de lateralização da patela

7) Sinal de Clarke Este teste avalia a presença de disfunção femoropatelar. O paciente deitase relaxado com os joelhos estendidos enquanto o examinador pressiona proximalmente inferior caudal. O paciente então solicitado a contrair o quadríceps enquanto o examinador aplica mais força. O teste é positivo se o paciente nãoconsegue completar a contração do quadríceps. 8) Teste da compressão de Noble Este teste é usado para a Síndrome do trato ílio tibial. O paciente permanece deitado em posição supina, e o examinador flexiona o joelho do paciente a 90º, acompanhado por flexão do quadril. Em seguida, é aplicada pressão no epicôndilo lateral, ou 1 a 2 cm, proximal a ele, com o polegar. Enquanto a pressão é mantida, o joelho do paciente é estendido passivamente. A aproximadamente 30º de flexão (0º sendo extensão completa), o paciente queixa-se de dor intensa no côndilo femoral lateral. A dor indica um teste positivo. O paciente afirma que é a mesma dor que ocorre com a atividade física.

9) Navicular Drop test (desabamento do arco plantar) Este teste é usado para determinar a hiperpronação do pé (ou desabamento do arco plantar). Quando o pé do paciente está em uma posição de não descarga de peso (sentado em uma cadeira), o examinador faz uma marca sobre a tuberosidade do osso navicular e mede a distância desta marca até o chão. Em seguida, o paciente levanta, descarregando o peso igualmente nos pés e novamente é feita uma marca sobre a tuberosidade do osso navicular e novamente mede-se a distância deste novo ponto ao chão. O deslocamento inferior maior que 10 milímetros ao descarregar o peso é considerado hiperpronação do pé. TRATAMENTO 1) Mobilização látero-medial da patela 2) MWM Mulligan Mobilização proximal->distal da patela incialmente evoluindo de 30 a 90 graus de joelho. 3) Mobilização distal-> proximal e proximal->distal a 30 graus de joelho 4) Liberação retinaculo lateral em decúbito lateral 5) Manobra de rotação patelar 6) Kinesio taping femoropatelar