AVALIAÇÃO DE TORNOZELO E PÉ
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- Maria Figueiroa Bonilha
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1 AVALIAÇÃO DE TORNOZELO E PÉ 1- Anatomia aplicada: Retropé: Articulação Tibiofibular inferior (distal): é uma articulação do tipo fibroso ou sindesmose. A posição de repouso é a flexão plantar e a posição de aproximação máxima é a dorsiflexão máxima; Articulação Talocrural (tornozelo): é uma articulação sinovial uniaxial de dobradiça. A posição de repouso é 10 de flexão plantar entre inversão e eversão e a posição de aproximação máxima é a dorsiflexão máxima; Articulação Subtalar (Talocalcânea): é uma articulação sinovial com 3 graus de liberdade. Aposição de repouso é entre os extremos da amplitude de movimento e a posição de aproximação máxima ocorre na supinação. Mediopé (Articulações Mediotarsais): Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. Posição de aproximação máxima: supinação. Articulação Talocalcaneonavicular; Articulação Cuneonavicular; Articulação Cuboideonavicular; Articulação Intercuneiformes; Articulação Cuneocubóidea; Ariculação Calcaneocubóidea. Antepé: Articulações Tarsometatarsais: são articulações sinoviais planas; Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. Posição de aproximação máxima: supinação. Articulações Intermetatarsais: são articulações sinoviais planas; Articulações Metatarsofalângicas: são articulações sinoviais condilóides com 2 graus de liberdade; Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. INSTITUTO Long Tao Página 1
2 Articulações Interfalângicas: são articulações em dobradiça sinoviais com um grau de liberdade. Posição de repouso: ligeira flexão. Posição de aproximação máxima: extensão completa. 2. História Clínica: Figura 1 - Ossos do Pé Histórico do Paciente (Identificação, Anamnese, HPMA, atividades funcionais, exames complementares); Mecanismo da lesão com deformidade transitória ou fixa do pé ou tornozelo? O paciente foi capaz de continuar a atividade após a lesão? Houve aumento do volume ou equimose? Os sintomas estão melhorando, piorando ou permanecendo sem alteração? Quais são os locais e os limites da dor? Qual é a atividade usual ou lazer do paciente? Alguma atividade faz diferença? Onde é a dor? Que tipos de sapatos o paciente usa? Que tipo de salto os sapatos têm? 3. Observação e Triagem: Exame das outras articulações adjacentes, acrescentando uma avaliação postural global; Observação Geral: evidência de dano tecidual, edema, temperatura, hipersensibilidade, estalido ou crepitação; O tornozelo e o pé devem ser avaliados nas posições com e sem sustentação de peso. INSTITUTO Long Tao Página 2
3 4. Inspeção: Inspeção deve incluir a investigação minuciosa de vesículas, descolorações, escaras, trofismo de pele, edemas, traumas, problemas cardíacos, linfáticos, etc.; Compara-se cada área bilateralmente, observando-se o trofismo muscular e o contorno da anatomia local; Inspecione a aparência externa do sapato e do pé. Avaliar o contorno e a forma geral do pé; Verificar alteração vasomotora, incluindo perda de pelos no pé, alterações nas unhas do pé. 4. Inspeção: Figura 2 Deformação no sapato causada por pés muito pronados Vista Anterior, Em Pé: Figura 3 - Vista Anterior INSTITUTO Long Tao Página 3
4 Vista Lateral, Em Pé: Figura 4 - Vista Lateral Vista Posterior, Em Pé: Figura 5 - Vista Posterior Vista Anterior, Posterior e Lateral, Sentado Figura 6 - Pé normal / plano / cavo INSTITUTO Long Tao Página 4
5 5. Palpação: Deve-se observar: Diferença de tensão e textura dos tecidos; Diferença na espessura dos tecidos, edemas intracapsular ou extracapsular; Observar textura da pele e das unhas; Anormalidades ou deformidades; Dor à palpação; Variações de temperatura; Pulsos, tremores, fasciculações; Ressecamento ou umidade excessiva; Sensibilidade anormal. Palpação Anterior e ântero-medial: Artelhos e ossos metatarsais, cuneiformes e navicular; Maléolo medial, ossos mediais do tarso, porção anterior da tíbia, colo do tálus. Palpação Anterior e ântero-lateral: Maléolo lateral, calcâneo, artic. tibiofibular inferior, tíbia e músculos da perna. Palpação Posterior: Calcâneo, tendão de Aquiles e músculos do compartimento posterior da perna. Palpação da Superfície Plantar: Ossos sesamóides, cabeças dos metatarsos, tubérculo medial. O exame manual palpatório e de mobilização tissular permite apreciar a consistência, a mobilidade e a passividade músculo-tendínea. A palpação associada à mobilização fornece dados que complementam a palpação exclusiva. a) Ligamento Deltóide; b) Tendão do Tibial Posterior; c) Artéria Tibial Posterior; d) Tendão do Tibial Anterior; e) Ligamento Talofibular Anterior/ Ligamento Calcaneofibular / Ligamento Talofibular Posterior. 6. Mobilidade dos Segmentos: Triagem para amplitude de movimento: INSTITUTO Long Tao Página 5
6 Consiste em determinar onde e se é necessária uma avaliação goniométrica específica; Se forem identificadas limitações na amplitude de movimento articular, deverá ser realizado um teste goniométrico específico para se obter um quadro das restrições, estabilização e registro das limitações. 6.1 Mobilização: Movimentos Ativos: Quantidade de movimento articular realizada por um indivíduo sem qualquer auxílio. Objetivo: o examinador tem a informação exata sobre a capacidade, coordenação e força muscular da amplitude de movimento do indivíduo. Movimentos Passivos: Quantidade de movimento realizada pelo examinador sem o auxílio do indivíduo. A ADM passiva fornece ao fisioterapeuta a informação exata sobre a integridade das superfícies articulares e a extensibilidade da cápsula articular, ligamentos e músculos (Levangie & Norkin, 1997). 6.2 Movimento Ativo: Deve-se observar: Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor; Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor; A quantidade de restrição observável; O padrão de movimento; O ritmo e a qualidade do movimento; O movimento das articulações associadas; Qualquer limitação e sua natureza. Figura 7 INSTITUTO Long Tao Página 6
7 Figura 8 Movimentos Ativos: Flexão Planter/ Dorsiflexão / Inversão / Eversão / Extensão do dedos / Flexão do dedos INSTITUTO Long Tao Página 7
8 Figura 9 Movimentos Ativos: Flexão Plantar / Dorsiflexão / Supinação / Pronação / Extensão dos dedos / Flexão dos dedos / Abdução dos dedos / Adução dos dedos 6.3 Movimento Passivo: Deve-se observar: Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor; Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor; O padrão de limitação do movimento; A sensação final do movimento; O movimento das articulações associadas; A amplitude de movimento disponível. 7. Princípios dos Testes de comprimento muscular: A finalidade da avaliação do comprimento muscular (flexibilidade) consiste em determinar se a ADM que ocorre em uma articulação é limitada ou excessiva em virtude das estruturas articulares intrínsecas ou dos músculos que cruzam as articulações; O comprimento do músculo é determinado pela distância entre as extremidades proximal e distal do músculo, sendo medido por seu efeito sobre a ADM da articulação. 7.1 Testes de Comprimento Muscular: Tornozelo; Músculo solear; Músculos gastrocnêmio e plantar. 8. Testes Musculares Manuais: Parte integrante do exame físico, fornecendo informações úteis no diagnóstico diferencial, prognóstico e tratamento de patologias musculoesqueléticas e neuromusculares; A avaliação da força muscular manual deve ocorrer quando forem descartadas outras limitações articulares ou musculares (encurtamentos) impedindo ou dificultando o movimento. Tornozelo INSTITUTO Long Tao Página 8
9 Músculos Gastrocnêmio e Plantar; Músculo Solear; Músculo Tibial Anterior; Músculo Tibial Posterior; Músculos Fibular Longo,Curto e Terceiro. Figura 10 - Teste de Função do Tibial Anterior Dedos: Músculos Flexores Curto e Longo do Hálux; Músculos Flexores Curto e Longo dos Dedos; Músculos Extensores Curto e Longo do Hálux; Músculos Extensores Curto e Longo dos Dedos; Músculos intrínsecos do Pé (Abdutor e Adutor do Hálux, Lumbricais e Interósseos plantares e Dorsais e Abdutor do Dedo Mínimo). 9. Avaliação Funcional: Testes funcionais podem ser aplicados para avaliar a dor e outros sintomas; Estas atividades devem ser adaptadas para cada paciente individualmente; Clinical Assessment Procedures in Physical Therapy. M. L. Palmer & M. Epler, 1990 A performance test protocol and scoring scale for the evaluation of ankle injuries. A. Kaikkonen, P. Kannus, M. Jarvinen. Am. J. Sports Med. 22:465, Avaliação Dinâmica (Marcha): É avaliado o padrão da marcha (fase de apoio e fase de balanço); INSTITUTO Long Tao Página 9
10 Parâmetros da Marcha: largura da base, comprimento do passo, da passada, cadência, etc. Movimento articular durante a marcha. 11. Testes Clínicos Especiais: Sinal de Tinel do Pé: Teste de Gaveta; Figura 11 - Teste de Gaveta Teste de estresse em Varo; Teste de estresse em Valgo; Figura 12 - Teste de Estresse em Valgo INSTITUTO Long Tao Página 10
11 Linha de FEISS; Determinação da torção tibial. Figura 17 - Ângulo de Torção Tibial INSTITUTO Long Tao Página 11
12 Referências Bibliográficas 1. Marques AP. Ângulos articulares dos membros inferiores. In: Manual de Goniometria. 2 ed. São Paulo: Manole; p Magee DJ. Perna, Tornozelo e Pé In: Magee, DJ, editor. Disfunção Musculoesquelética. 3 ed. São Paulo: Manole; p Palmer, LM.; Epler, ME. Tornozelo e Pé: In: Palmer, LM.; Epler, ME. Fundamentos das Técnicas de Avaliação Musculoesquelética. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; p Gardner E, Gray DJ, O Rahilly R. Anatomia. Estudo Regional do Corpo Humano. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Hoppenfeld, S. Exame do Pé e Tornozelo. Propedêutica Ortopédica. Coluna e Extremidades. Rio de Janeiro: Atheneu, 1987 pp Sobotta, J. Atlas de Anatomia. 20ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, INSTITUTO Long Tao Página 12
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