Redutores de Velocidade

Documentos relacionados
Ordenação. David Menotti Algoritmos e Estruturas de Dados II DInf UFPR

TRENS DE ENGRENAGENS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Departamento de Engenharia Mecânica

Sistemas de Transmissão de Movimento

Whats: PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Efetuadores e Atuadores

2 - PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR DE CORRENTE CONTINUA

CORDAS E TUBOS SONOROS TEORIA

System pro E Power. O seu novo ponto forte

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Sistemas Elétricos de Automação e Energia ENG10026 Robótica A

DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL E ESTIMAÇÃO PONTUAL INTRODUÇÃO ROTEIRO POPULAÇÃO E AMOSTRA. Estatística Aplicada à Engenharia

GABARITO DO GE5 ONDAS ESTACIONÁRIAS, BATIMENTOS E EFEITO DOPPLER

Compactação e Reuso de Espaço

PROTEÇÃO EFICIENTE COM NOSSA

Métodos de Amostragem

5. ANÁLISE DE SISTEMAS DA CONFIABILIADE DE SISTEMAS SÉRIE-PARALELO

8 Braço Mecânico. 8.1 Manipulador FEROS I

Capítulo 5- Introdução à Inferência estatística.

ESTIMAÇÃO DA PROPORÇÃO POPULACIONAL p

1 ESCOLA POLITÉCNICA DA USP Aspectos Gerais Eduardo L. L. Cabral ESCOLA POLITÉCNICA DA USP

Parte 3: Gráfico de Gestão de Estoque. Gráficos e Cálculos Fundamentais

Cinemática e Dinâmica de Engrenagens 5. Engrenagens de Parafuso

SUPERPOSIÇÃO DE ONDAS E ONDAS ESTACIONÁRIAS

Mestrado Integrado em Engenharia Civil. Disciplina: TRANSPORTES. Sessão Prática 4: Amostragem

Borja MÓDULO 03 CENTRO DE GRAVIDADE ESTABILIDADE DAS CONSTRUÇÕES NOTAS DE AULA: - Prof. Edilberto Vitorino de

Cap. 4 - Estimação por Intervalo

Exame MACS- Inferência-Intervalos.

Atuadores pneumáticos

Séries e Equações Diferenciais Lista 02 Séries Numéricas

alpha Basic Line ENGRENAGENS HELICOIDAIS CVH / CVS

Virgílio Mendonça da Costa e Silva

1 ESCOLA POLITÉCNICA DA USP Estrutura Mecânica Eduardo L. L. Cabral ESCOLA POLITÉCNICA DA USP

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO. Licenciatura em Economia E C O N O M E T R I A I I PARTE

Gases Introdução Lei de Boyle

ITA Destas, é (são) falsa(s) (A) Apenas I (B) apenas II (C) apenas III (D) apenas I e III (E) apenas nenhuma.

Interruptores Diferenciais Interruptores Diferenciais

Universidade São Judas Tadeu Faculdade de Tecnologia e Ciências Exatas Laboratório de Física e Química

MOTOREDUTORES DE LIGA E LEVE

Eletrônica 1. Aula 05 (Amplificador Classe A) CIn-UPPE

Série Trigonométrica de Fourier

Condutos Livres em Regime Uniforme (Canais)

Avaliação de Desempenho de Sistemas Discretos

Redutores planetários Alta Precisão Alta Velocidade

Sequências Reais. Departamento de Matemática - UEL Ulysses Sodré. 1 Sequências de números reais 1

11 Aplicações da Integral

Capítulo 3. Sucessões e Séries Geométricas

Considerando que os triângulos são todos semelhantes, os perímetros formam uma PG de razão 1.

SF E SFL CARACTERÍSTICAS

Dessa forma, concluímos que n deve ser ímpar e, como 120 é par, então essa sequência não possui termo central.

Gabarito: Resposta da questão 1: [D] Observando a figura, temos que: Do meio 3 para o 2, o raio se aproxima da normal, logo: n2 n 3.

Módulo Elementos Básicos de Geometria - Parte 3. Diagonais de Poĺıgonos. Professores Cleber Assis e Tiago Miranda

Instituto de Física USP. Física V - Aula 22. Professora: Mazé Bechara

PB E PBL CARACTERÍSTICAS ENGRENAGENS DE DENTES HELICOIDAIS LUBRIFICAÇÃO POR GRAXA SINTÉTICA MECANISMO DE PINÇA DE APERTO

1 ESCOLA POLITÉCNICA DA USP Sensores Eduardo L. L. Cabral ESCOLA POLITÉCNICA DA USP

1- INTRODUÇÃO AOS ROBÔS INDUSTRIAIS

SD E SDL CARACTERÍSTICAS

SB E SBL CARACTERÍSTICAS

MOTOREDUTORES E INVERSORES DE FREQUÊNCIA

TORNOS UNIVERSAIS. Linha ROMI T ROMI T 240 ROMI T 350 ROMI T 500

1 ESCOLA POLITÉCNICA DA USP Motores Elétricos Eduardo L. L. Cabral ESCOLA POLITÉCNICA DA USP

SECAGEM 06/11/17 DEFINIÇÃO DE SECAGEM OBJETIVOS ASPECTOS PRÁTICOS FUNDAMENTOS DA DESIDRATAÇÃO. Armazenamento a temperatura ambiente

Estudando complexidade de algoritmos

MIT480/2 Dispositivos de teste de isolação

Transcrição:

elcabral@usp.br PMR560 Robótica Redutores de Velocidade Eduardo L. L. Cabral elcabral@usp.br

elcabral@usp.br Objetivos Redutores de velocidade. Características. Problemas pricipais: Tamaho; Rigidez; Folga. Tipos de redutores utilizados a robótica: Plaetário; Harmôico; Cicloidal.

elcabral@usp.br Características desejadas Alta rigidez; Alto torque; Alta relação de redução; Compacto (pequeo volume); Baixo peso e baixa iércia; Precisão (sem folga, baixo erro a relação de trasmissão); Qualidade de movimeto (baixa flutuação de velocidade); Baixo custo; Alta eficiêcia (redimeto).

elcabral@usp.br Pricipais problemas Tamaho: Redutores comus com alta relação de redução grades, pesados e alta iércia; Cofigurações especiais redutores plaetário e harmôico são bem compactos. Folga: Causadas por erro a distâcia etre cetros e desgaste dos detes; Podem ser elimiadas com: Correção de detes dimiuir distâcia etre cetros (ão é uma solução defiitiva); Egreages bipartidas e com molas rigidez depede da mola. Dete com rasgo dimiui rigidez. Redutor de egreagem comum ão utilizado a robótica devido à preseça de folga e serem poucos compactos.

elcabral@usp.br 5 Elimiação de folga Egreagem bipartida com molas

elcabral@usp.br 6 Redutor plaetário Reduções de até : em um úico estágio. Três graus de liberdade: Três eixos dispoíveis; Várias possibilidades para eixos de etrada e saída. Pode fucioar como diferecial.

elcabral@usp.br 7 Redutor plaetário Compoetes: Egreagem sol; Egreagem plaeta; Egreagem itera (ael extero); Braço. Vista frotal

elcabral@usp.br 8 Redutor plaetário Relação de trasmissão: sol; plaeta; egreagem itera (ael extero); braço. Rotação do elemeto em relação ao braço,,, 0 Rotação do braço Rotação do elemeto

elcabral@usp.br 9 Redutor plaetário Rotações absolutas dos elemetos: + + +,,, Relações de egreameto:,,,,,,,,,

elcabral@usp.br 0 Redutor plaetário Equações do redutor plaetário: +,..,, Têm-se: equações; 5 rotações; úmero de detes. Dadas duas rotações obtém-se as outras três. Dadas três rotações calculam-se as egreages.

elcabral@usp.br Redutor plaetário Forma mais usual de plaetário: Egreagem itera fixa: 0; Ael extero Plaeta Egreagem sol eixo de etrada; Braço eixo de saída; Relação de redução? Sol Eixo de etrada Braço Eixo de saída Rotação do plaeta? Número de detes das egreages?

elcabral@usp.br Relação de redução: Número de detes: como,. 0, > + + + + i + i i D D D + + Redutor plaet Redutor plaetário rio

elcabral@usp.br Redutor plaetário Exemplo: Rotação do sol (etrada): 600rpm; Rotação do braço (saída): 00 rpm; i 600 00 Adotado 0: ( i ) 0( ) 0 0 0 00

elcabral@usp.br Redutor plaetário Redutor plaetário de duplo estágio composto: Altíssima relação de redução; Duas cofigurações possíveis; Teoricamete pode-se obter relação de redução ifiita se os dois estágios tiverem as mesmas dimesões; () () () () Etrada () () Saída

elcabral@usp.br 5 Redutor harmôico Altíssimas reduções acima de 0:. Redutor mais compacto que existe. Pode ser visto como sedo um plaetário sem o sol o plaeta cresceu tato que fez o sol desaparecer. Três graus de liberdade: Três eixos dispoíveis; Várias possibilidades para eixos de etrada e saída. Pode fucioar como diferecial.

elcabral@usp.br 6 Redutor harmôico Partes pricipais: Gerador de oda: came a forma elíptica; Splie flexível: egreagem fia com detes exteros motada sobre o gerador de oda (aço mola); Splie circular: compoete sólido com detes iteros.

elcabral@usp.br 7 Redutor harmôico Pricípio de fucioameto: Egreameto ocorre ao logo do eixo maior da elipse; Cada volta do gerador de oda move a splie flexível algus detes difereça de detes etre a splie flexivel e a fixa.

elcabral@usp.br 8 Redutor harmôico Simulação:

elcabral@usp.br 9 Redutor harmôico Vatages: Exatidão e repetibilidade boas: Exatidão ordem de miutos de arco; Repetibilidade ordem de segudos de arco. Alta capacidade de torque e boa rigidez torcioal semelhate a redutores com o dobro do tamaho. Baixíssima iércia. Folga-zero em razão da pré-carga o egreameto. Altas reduções de 0: até 0: em um úico estágio. Altas eficiêcias em toro de 85%. Desgaste míimo em razão das velocidades de escorregameto do egreameto serem próximas de zero.

elcabral@usp.br 0 Redutor harmôico Relação de trasmissão i R i R + i R + R i relação de trasmissão rotação de etrada/rotação de saída R r r f r úmero de detes da splie circular f úmero de detes da splie flexível

elcabral@usp.br Redutor harmôico Esquema de motagem Eixo de etrada e saída com apoio duplo précarregado a saída; Lubrificaçao e vedação presetes.

elcabral@usp.br Redutor cicloidal Altíssimas reduções acima de 0:. Redutor compacto. Caro devido ao processo de fabricação das egreages. Pricípio de fucioameto do plaetário. Três graus de liberdade: Três eixos dispoíveis; Várias possibilidades para eixos de etrada e saída. Pode fucioar como diferecial.

elcabral@usp.br Redutor cicloidal Utiliza egreages com perfis cicloidais: Egreagem comum dete com perfil de evolvete; Egreagem cicloidal dete com perfil epitrocoidal (hipocicloide e epicicloide).

elcabral@usp.br Redutor cicloidal Vatages: Alta exatidão e repetibilidade: Exatidão ordem de miutos de arco. Alta capacidade de torque e boa rigidez torcioal: Vários detes em cotato simultaeamete. Folga-zero. Baixa iércia para acioameto. Altas reduções: 0: até 70: em dois estágios. Desgaste míimo: Cotatos de rolameto. Compacto.

elcabral@usp.br 5 Redutor cicloidal Exemplo de um redutor cicloidal com cofiguração de um plaetário de dois estágios compostos.

elcabral@usp.br 6 Redutor cicloidal Partes pricipais: Eixo de alta velocidade com excêtrico; Egreages cicloidais (); Roletes; Eixo de baixa velocidade; Carcaça. () () Rolametos Rotor excêtrico Egreagem Epitrocoidal () () () Etrada () Saída

elcabral@usp.br 7 Exemplos ) Cálculo de um redutor plaetário. ) Cálculo de um redutor harmôico.