QFD - Quality Function Deployment - Desdobramento da Função da Qualidade

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Transcrição:

Março/2013 QFD - Quality Function Deployment - Desdobramento da Função da Qualidade O QFD Quality Function Deployment é uma metodologia que tem por objetivo identificar as necessidades dos clientes frente aos produtos e serviços, fazendo assim com que os desejos do cliente sejam compreendidos e atendidos por todos os departamentos da empresa. Numa visão empresarial, o grande objetivo é a maximização do valor do produto, aumentando o nível de satisfação do cliente a um preço concorrencial. Um pouco da história... Nos Estados Unidos, em 1983, Dr. lshikawa dirigiu uma delegação japonesa e explicou esta filosofia a alguns integrantes da empresa Ford Motor Co. Á partir de então, missões técnicas para o Japão foram organizadas pela ASI (American Suppher Institute), com o objetivo de conhecer melhor as aplicações dessa metodologia integrada ao Controle da Qualidade Total visando o que o cliente deseja. No Brasil o QFD só começou a analisado no final da década de 80 e início de 90. Ainda é pouco difundido, mas empresas como a Consul do grupo Brasmotor, a IBM Brasil e algumas empresas automotivas já estão utilizando esta metodologia para o desenvolvimento de novos produtos. É encarado por alguns especialistas como uma das ferramentas da qualidade, mas o QFD é mais do que isso, é uma ferramenta de planejamento para desenvolvimento que contribui para a garantia da qualidade. Abaixo seguem três problemas a serem encarados no QFD para o desenvolvimento de produtos: Compreender o que o cliente deseja ver e usar no produto; Quais são as funções que o produto deve desempenhar, e no que ele pode ajudar o usuário; Com base nos recursos disponíveis, qual a melhor forma de dispor ao nosso cliente tendo em vista o posicionamento no mercado. Veja abaixo os objetivos que podem ser atingidos com a aplicação do QFD na empresa: - melhoria contínua da qualidade; - aumento da funcionalidade e do valor agregado aos produtos e serviços; - redução dos custos de projeto e fabricação em até 50%; - redução do tempo de desenvolvimento em média de 30%. - melhor qualidade através de uma melhor compreensão das necessidades do cliente - concepção mais orientada para o cliente. - melhoria organizacional nos projetos de desenvolvimento e maior transparência do processo de concepção e desenvolvimento. - redução dos problemas de fabricação.

As 4 Fases do Desenvolvimento do Produto A primeira fase é identificada pelo Planejamento do Produto e nela precisamos identificar as oportunidades de mercado presentes, identificar e alocar recursos humanos, físicos e tecnológicos. É necessário também saber quais máquinas ou equipamentos serão utilizados para produzir o produto, não se esquecendo de que também é importante planejar prazos, analisar à qual público se destinará o produto a ser criado e quanto será cobrado por esse produto. Na fase de Planejamento dos Componentes devemos identificar o que é necessário para que o produto seja desenvolvido, qual matéria prima será utilizada na produção e quais componentes deverão estar contidos no produto. A fase de Planejamento do Processo envolve saber como o produto será desenvolvido, quais requisitos da produção, ou do departamento da qualidade deverão ser seguidos durante a produção. Está ligada com a próxima fase. Para finalizar, na fase de Planejamento da Produção é preciso identificar as operações de produção, quais serão os processos pelos quais o produto passará e quanto tempo levará cada estágio da produção. As quatro fases do desenvolvimento do produto Fonte: http://www.eps.ufsc.br/disserta/fiates/cap4/cap4.htm http://www.cev.pt/info.htm http://www.universiabrasil.net/mit/15/15783/pdf/product_planning.pdf doutorcep@datalyzer.com.br

Série As Sete Ferramentas do Controle da Qualidade 7FCQ Olá amigos leitores. É bom estarmos juntos mais um mês para darmos continuidade às ferramentas da qualidade. 6ª Ferramenta Gráfico Linear (Série Temporal) Definição Consiste em um gráfico com pontos sucessivos que mostre a distribuição de uma variável em função do tempo sendo ligados por meio de linhas retas, posto que nenhuma informação é dada sobre a população durante os anos intermediários. Motivo esse que leva esse gráfico a ser denominado de gráfico linear (série temporal). Propósitos Construção Avaliar a evolução de um conjunto de dados ao longo do tempo. Seguem os passos para elaboração de um gráfico linear. a) Construir um gráfico cartesiano b) Marcar no eixo horizontal (x) o tempo (anos, meses). c) Marcar no eixo vertical (y) os valores da variável d) Unir os pontos marcados com segmentos de reta e) Avaliar a presença de tendências, ciclos, etc. Exemplo A tabela abaixo representa a população dos Estados Unidos (em milhões) para os anos 1840, 1850,..., 1860. (Fonte: Serviço de Recenseamento)

Temos então o seguinte gráfico linear: A população representada no eixo y é uma variável dependente e o tempo, eixo x, é independente. Os pontos são localizados do modo usual, por meio das coordenadas lidas na tabela, por exemplo, (1880, 50,2). No gráfico é possível perceber que há uma tendência apontando o crescimento da população americana no decorrer dos anos. Um outro método para se representar o mesmo acima é o gráfico de barras, mostrado abaixo:

Interessante colocar amigos, que no Datalyzer Spectrum é possível acompanhar a variação de índices estatísticos como CPK, CPR, CPI, PPK, PPR E CP no decorrer de determinado tempo para averiguarmos através desse benchmarch melhorias ou não processo como mostra a tela abaixo. Para maiores informações consulte o link abaixo: http://www.datalyzer.com.br/site/suporte/administrador/docs/arquivos/doc19/19.html Até o próximo mês pessoal, onde estaremos vemos a última ferramenta das sete ferramentas da qualidade. Fonte: Spiegel, Murray Ralph Estatística: resumo da teoria, 875 problemas resolvidos, 619 problemas propostos; tradução de Pedro Consentino; ed.rev. por Carlos José Pereira de Lucena. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1977.