NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS IMPORTÂNCIA Conhecer fundamentos básicos de nutrição avaliar dietas e alimentos Interações entre nutrientes e o animal Exigências Cães e gatos Quantidade diária de nutrientes Manejo Exigências Variações Idade Raça Estádio fisiológico Enfermidades Atividade física Ambiente Diferenças entre cães e gatos História evolutiva do cão Dieta carnívora e onívora História evolutiva do gato Dieta estritamente carnívora Onde encontrar tabelas de exigências? NRC (1974 e 1985) Desatualizado Generalista Clima temperado Grande parte das pesquisas são das industrias de ração 1
Frações nutritivas (considerações para cães e gatos) ÁGUA Importância inestimável Fontes Ingestão direta Alimentar Metabólica Perdas Relação com a ingestão de MS ÁGUA Menor ingestão por parte dos felinos ÁGUA A necessidade total de água exógena de um animal em mantença e sob conforto térmico é igual a duas ou três vezes a ingestão de matéria seca (CASE et al., 1998). Forte relação com distúrbios urinários Fundamental para o balanceamento das rações Principal regulador do consumo (em condições normais) 2
Fonte: CHOs (4,15 kcal/g) Lipídeos (9,4 kcal/g) Proteínas (5,65 kcal/g) Síntese de ATP e reserva Fatores que interferem na exigência energética: Idade Atividade física Genética Alterações de comportamento Alterações metabólicas Peso corporal Excesso / Obesidade?? Excesso / Obesidade?? Distúrbios metabólicos Ambientes confinados Alterações de comportamento Palatabilidade da ração Peso corporal Exigência energética Um cão de 20kg deve ingerir o dobro de ração em relação a um cão com 10 kg de peso corporal?? 3
Essencialmente vegetais Amido x Tratamento térmico Adaptação enzimática Digestibilidade x fibra Fornecimento de energia e glicose A glicose dietética não é essencial Não existe exigência mínima de CHO na dieta Gatos: mantêm a glicemia normal mesmo em longos períodos de jejum Metabolismo da glicose: Gliconeogênese constante (gatos principalmente ) Constante proteólise para uso dos aminoácidos gliconeogênicos Fibra Regulação do trânsito intestinal Fermentação Nutrição do epitélio intestinal Ambiente intestinal mais saudável Aumento no volume fecal Fibra em excesso ou sem adaptação prévia Desequilíbrio da microbiota intestinal ti Diarréia Flatulência Redução na [ ] energética 4
Prebióticos Inulina (Raiz da Chicória) FOS Frutoligossacarídeos MOS Mananoligossacarídeos GOS Glucoligossacarídeos Altamente energéticos Palatabilizante Aglutinante/Impermeabilizante Ácidos graxos essenciais Precursores de importantes moléculas Fontes Vegetal (óleos) Acidos Graxos Essenciais Linoléico Animal (gorduras) Linolênico Araquidônico Digestibilidade acima de 80% Ω?? 5
Linoléico Configuração Δ (cis 9, cis 12) Configuração Ω ômega 6 Ácidos Graxos (da família ômega) Ω 6 quadro inflamatório mais intenso Ω 3 diminui o processo inflamatório Alterar a proporção e a ingestão de Ω 3 e Ω 6 modular e controlar severidade de doenças, relacionadas a processos inflamatórios Acidos Graxos (da família ômega) Ácidos Graxos Essenciais A proporção Ω6 : Ω3 deve ser entre 5 : 1 e 10 : 1. Ácido araquidônico: substratos no metabolismo dos eicosanóides. A representação ômega pode ser encontrada como Ω-3, Ω-6, ou n-3, n-6 Acidos Graxos Essenciais Cuidados na produção e armazenamento a a e da ração são fundamentais para o fornecimento adequado de AGEs 6
Proteína O conceito de PB não é o mais indicado O balanceamento deve ser com base nos AAs Fração mais cara da ração Excesso: Distúrbios metabólicos Prejuízo Deficiência: Distúrbios metabólicos Prejuízo Qualidade Digestibilidade Valor biológico Quantidade Fonte (diferencial i entre rações) AAs sintéticos AAs Essenciais Não Essenciais Arginina Fenilalanina Alanina Aspartato Histidina Triptofano Asparagina Glicina Isoleucina Leucina Treonina Hidroxiprolina Prolina Lisina Valina Cisteína Serina O animal não sabe que tem que comer mais porque a ração é pobre em porque a ração é pobre em proteína!!!! Metionina Taurina* Glutamato Tirosina 7
As fontes de proteína de origem animal são pouco padronizadas! Farinha de carne Farinha de carne e ossos Farinha de sangue Farinha de vísceras Farinha de peixe Composição Química de algumas Farinhas de Carne e Ossos Nutriente FCO 1 FCO 2 FCO 3 FCO 4 FCO 5 (%) PB 40,69 45,37 50,11 54,50 61,23 Lisina 1,89 2,25 2,57 2,77 3,10 Metionina 0,49 0,61 0,70 0,71 0,77 Arginina 3,16 3,59 3,65 3,68 4,06 Fonte: Rostagno (2000) 100 Origem vegetal (soja) Origem animal Coeficiente de dig gestibilidade (%) 90 80 70 60 50 77,78 Proteína da Soja 91,22 Proteína de Vísceras de Frango Proteínas de origem vegetal (desvantagens) Soja (deficiente em Met) Glúten (deficiente em Trp Lis) Fitato Fibra em excesso Felinos e suas particularidades Metabolismo intenso (protéico) Mesmo com ingestão de glicose e aminoácidos, continua degradando proteína endógena 8
Felinos e suas particularidades Felinos e suas particularidades O NH 3 CO 2 Não sintetiza Arginina suficiente NH 2 C NH 2 (URÉIA) ORNITINA CITRULINA CICLO DA URÉIA NH 3 H 2 O ARGININA Felinos e suas particularidades Felinos e suas particularidades Uremia grave poucas horas após ingerir dieta isenta de Arginina Não sintetiza Taurina suficiente Em cão também ocorre, em menor intensidade Taurina É um ácido beta-amino-sulfônico que é encontrado livre nos tecidos. É um aminoácido não-protéico Só está presente nos tecidos de origem animal Taurina Fundamental na conjugação dos sais biliares Equilíbrio i dos íons de Ca e K nas membranas: Células fotorreceptoras da retina Células do miocárdio 9
Dieta deficiente em Taurina Degeneração da retina DÚVIDAS?? Cardiomiopatia dilatada Distúrbios digestivos Esterilidade em gatas 10