Modelos Matemáticos de Sistemas

Documentos relacionados
Sistemas de Controle I

Ajuste de Reguladores de Velocidade de Turbinas Hidráulicas

Exemplo de Projeto. 2. Controle de velocidade de um fita de áudio digital sujeito a retardo no tempo 2.1. Controle PID 2.2. Estabilidade robusta

Unidade V - Desempenho de Sistemas de Controle com Retroação

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA UNIDADE ACADEMICA DE ENGENHARIA ELÉTRICA ELETRÔNICA

Reguladores de Velocidade

Choppers Conversores CC/CC. Professor: Cleidson da Silva Oliveira

SISTEMAS REALIMENTADOS

SISTEMA DE TREINAMENTO EM SERVO MECANISMO MODELO: ED-4400B

Método do Lugar das Raízes

MODELAGEM MATEMÁTICA DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM MÉDIA TENSÃO 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.

Modelos Matematicos de Sistemas

EA-721 : PRINCÍPIOS DE CONTROLE E SERVOMECANISMO Primeira Lista de Exercícios

CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO ENGENHARIA ELÉTRICA CADERNO DE QUESTÕES

B. A. Angelico, P. R. Scalassara, A. N. Vargas, UTFPR, Brasil

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

B. A. Angelico, P. R. Scalassara, A. N. Vargas, UTFPR, Brasil

PLANEJAMENTO E MODELAGEM

Turbina eólica: conceitos

Quinto roteiro de exercícios no Scilab Cálculo Numérico

Controle Básico Realimentado (Feedback)

Universidade Federal do Rio de Janeiro. Circuitos Elétricos I EEL 420. Módulo 11

Capítulo 2: Modelos Matemáticos de Sistemas -Sinais e Sistemas 1 -

ESTUDO DE UM MOVIMENTO 519EE TEORIA

Universidade Federal do Rio de Janeiro. Circuitos Elétricos I EEL 420. Módulo 11

Sistemas de Controle 1

Experiência 01: ACIONAMENTO DE MOTORES COM O INVERSOR DE FREQUÊNCIA. Objetivo Geral: - Acionar um motor elétrico através de um inversor de frequência.

A partir do gráfico, e usando a definição de resistência elétrica, tem-se:

INF Técnicas Digitais para Computação. Conceitos Básicos de Circuitos Elétricos. Aula 2

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA SÉ GUARDA. MATEMÁTICA B Curso de Artes Visuais

Projeto pelo Lugar das Raízes

Automação Industrial Unidade 2 Controle Automático

SFQ FÍSICA EXPERIMENTAL II Turmas 241, 243 e ENGENHARIA MECÂNICA Caracterização de Circuitos RC e RL Série 01/09/2009

Circuitos polifásicos 2/2008 Lista de Exercícios 1 LISTA 1

I Controle Contínuo 1

A impedância e sua importância na manipulação de sinais sonoros

entre a entrada e a saída, resultado que à primeira vista poderia parecer destituído de aplicação prática.

Tensão, Corrente e Resistência. Prof. Ernesto F. F. Ramírez

Adaptado de Serway & Jewett Marília Peres Marília Peres

Aula 04 Representação de Sistemas

LINEARIZAÇÃO DE GRÁFICOS

Introdução ao Controle em Espaço de Estados - Projeto- Servomecanismo

Atraso de transporte e controlador de modelo interno

v = velocidade média, m/s; a = aceleração média do corpo, m/s 2 ;

A integral indefinida

Sistemas Lineares e Invariantes: Tempo Contínuo e Tempo Discreto

Concurso Público para Cargos Técnico-Administrativos em Educação UNIFEI 13/06/2010

Controle de Processos Aula: graus de liberdade, variáveis de desvio e linearização

Sumário. Capítulo 1 Introdução Capítulo 2 Componentes elétricos básicos Capítulo 3 Noções de eletricidade em corrente alternada...

SOBRECARGA PARA APLICAÇÃO EM CIRCUITOS DE PROTEÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS. Aula 3 Prof. Dr. Emerson S. Serafim 1

MODELO MATEMÁTICO HÍBRIDO APLICADO À PREDIÇÃO DO TEMPO DE VIDA DE BATERIAS 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.

1 = Pontuação: Os itens A e B valem três pontos cada; o item C vale quatro pontos.

Avaliação e Desempenho Aula 1 - Simulação

Análise de Sistemas de Controle no Espaço de Estados

MATEMÁTICA. Questões de 01 a 06

ANEXO I MATRIZ CURRICULAR

Projeto básico de controladores

Processamento de Sinal e Imagem Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Modelagem no Domínio do Tempo

Unidade 3 Função Afim

Modelagem de Sistemas Dinâmicos. Eduardo Camponogara

Sistemas Digitais II. Interface com o mundo analógico. Prof. Marlon Henrique Teixeira Abril/2014

CENTRO TECNOLÓGICO ESTADUAL PAROBÉ CURSO DE ELETRÔNICA

Aula 02 Circuitos retificadores com e sem filtro capacitivo; Regulador Zener;

SISTEMAS ROBOTIZADOS CAPÍTULO 7 CONTROLE INDEPENDENTE DAS JUNTAS

Experimento: controle de velocidade de um motor DC

Capítulo VI. Teoremas de Circuitos Elétricos

Transformadas de Laplace Engenharia Mecânica - FAENG. Prof. Josemar dos Santos

Controle de Conversores CC-CC

Desenvolvimento de Veículos Autônomos em Escala. Identificação de Parâmetros e Calibração dos Modelos dos Sistemas de Propulsão, Frenagem e Direção

Modelagem no Domínio da Frequência. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1

Melhorando a qualidade de energia elétrica para o sistema de sinalização metroferroviário

Experimento #3 OSCILADORES SENOIDAIS. Guia de Experimentos. Osciladores senoidais com amplificadores operacionais LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA

CHAVES DE PARTIDA. Prof. Marcos Fergütz mar/2014

2. Qual dos gráficos abaixo corresponde à função y= x? a) y b) y c) y d) y

3º Ano do Ensino Médio. Aula nº09 Prof. Paulo Henrique

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - CAMPUS SERRA. Sistemas

Modelagem no Domínio da Frequência. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1

Modelagem no Domínio da Frequência. Carlos Alexandre Mello. Carlos Alexandre Mello 1

LISTA COMPLEMENTAR DE DAC E ADC DO LIVRO DO TOCCI

Controle de um sistema Bola- Barra com realimentação através de imagem

Disciplina: Máquinas e Automação Elétrica. Prof.: Hélio Henrique DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA COORDENAÇÃO DO CURSO DE ELETROTÉCNICA

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 03

Tópicos de Física Moderna Engenharia Informática

CORRENTE E RESITÊNCIA

Amplificador a transistor

Instrumentação Biomédica

Operações Básicas em Sinais 1

ACONDICIONAMENTO DE SINAL

5. Derivada. Definição: Se uma função f é definida em um intervalo aberto contendo x 0, então a derivada de f

Figura do exercício 1

Sistemas a Tempo Discreto

Sinais, sistemas, e processamento de sinais; Classificação de sinais; O conceito de freqüência em sinais de tempo contínuo e discreto

Determinação dos Parâmetros do Motor de Corrente Contínua

Microeletrônica. Germano Maioli Penello.

Regressão, Interpolação e Extrapolação Numéricas

Transcrição:

Modelos Matemáticos de Sistemas Introdução; Equações Diferenciais de Sistemas Físicos; Aproximações Lineares de Sistemas Físicos; Transformada de Laplace; Função de Transferência de Sistemas Lineares; Modelos em Diagrama de Blocos; Modelos em Diagramas de Fluxo de Sinais; Analise Computacional de Sistemas de Controle; Exemplo de Projetos. 1

Analise Computacional de Sistemas de Controle Modelo Computacional de um sistema sob forma matemática é usado para investigar o seu comportamento, sem contudo construir-lo. Simulação em computador apresenta as vantagens seguintes: 1. O desempenho do sistema pode ser observado sob todas as condições;. Os resultados do desempenho de sistema de campo podem ser extrapolados com o modelo de simulação para fins de previsão; 3. As decisões relativas a sistemas futuros que se encontram presentemente no estagio conceitual podem ser examinadas; 4. Ensaios com sistemas sob teste podem ser realizados em um período de tempo muito reduzido; 5. Os resultados de simulação podem ser obtidos a um custo menor que o da experimentação real; 6. O estudo de situações hipotéticas pode ser efetuado mesmo quando a situação hipotética for irrealizável na vida real no presente momento; 7. A modelagem e a simulação em computador é muitas vezes a única técnica viável ou segura para se analisar um sistema.

Analise Computacional de Sistemas de Controle A analise e o projeto são grandemente melhorados pelo uso da simulação como uma parte do processo de concepção e desenvolvimento. MATLAB 3

Simulação de Sistemas usando MATLAB O interesse reside em como o MATLAB pode auxiliar: i. Na manipulação de polinômios; ii. Nos cálculos de pólos e zeros da função de transferência; iii. Nos cálculos das funções de transferência a malha fechada; iv. Na redução de diagrama de blocos; v. No calculo da resposta de um sistema a uma excitação em degrau unitário; vi. Na analise de qualquer modelo matemático de sistema. Estudar MATLAB 4

Exemplo de Projetos 1. Controle do Motor Elétrico de Tração: Objetivos do projeto: i. Obter o modelo do Sistema; ii. Obter a FT do Sistema de MF T(s)/ T d (s); iii. Selecionar os resistores 1,, 3 e 4; iv. Prever a esposta do Sistema. 1o. Passo: Descrever a FT de Cada Bloco Propõe o uso de: - um Tacômetro para gerar uma tensão v(t) proporcional a velocidade - v(t) é conectado a um AMPOP diferencial - Amplificador de Potencia é não-linear v =e 3v1, com um ponto de operação nominal v 10 =1,5. Linearizando em torno do ponto de operação: dg v = v = 3e v = 70 v = 540 v 10 3 ( v 10 ) ( ) 1 1 1 1 dv1 v 5

Controle do Motor Elétrico de Tração Amplificador Diferencial: Fazendo T d (t)=v in, se T d (t)=10 rad/s v in =10V 1+ v1 = v K v 1+ ( ) 1 in t in 3 1 4 1+ 1 v1 = vin vt 3 1 1+ Quando o sistema estiver em repouso: sendo v in =0V e fazendo K t =0,1 4 1+ 1+ 1 = Kt = 3 1 4 1 / 1 =10 e 3 / 4 =10 6

Controle do Motor Elétrico de Tração Parâmetros de um Motor CC Grande: K m =10 J= a =1 b=0,5 L a =1 K b =0,1 ω( s) 540 G1 ( s) G( s) 5400 = = ω ( s) 1+ 0,1G G + 540 G G ( s + 1)(s + 0,5) + 5401 d ω( s) 700 = ω 1 1 d ( s) s + 1, 5s + 700,75 A equação característica é de a. Ordem ωn = 5 ζ = 0,01 Espera-se se uma esposta do sistema altamente Oscilatória (subamortecida( subamortecida) 7

Controle do Motor Elétrico de Tração 8

Controle do Motor Elétrico de Tração ω( s) 700 = ω d ( s) s + 1, 5s + 700,75 ωn = 5 ζ = 0,01 9

Projeto de um Filtro Passa-Baixa Objetivos: - Deixar passar sinais com freqüência < 106,1 Hz; - Atenuar sinais com freqüência > 106,1 Hz; - Ganho Estático = ½. I = ( V V ) G 1 1 I = ( V V ) G 3 V = ( I I ) V 1 = I Z 3 Pólo: π (106,1)=666,7 C=0,001 =1k Ω C=1µ F G = 1/ onde Z( s) = 1/ Cs I1( s) = I1 T ( s) V M GZ V 1 L + L + L + L L 3+ GZ 3 1 = = = ( ) 1 1 3 1 3 1 1/ 3C T ( s) = = 3Cs + s + /3C 333,35 T ( s) = ( s + 666,7) 10

Acelerômetro Mecânico Um acelerômetro montado sobre um trenó de teste para sistema de propulsão a jato. dy d b ky M ( y x ) dt = dt + d y dy d x M + b + ky = M dt dt dt M s d x = F( t) dt Força de Propulsão d y dy M M + b + ky = F( t) dt dt M b k F( t) && y + y& + y = M M M s s 11

Acelerômetro Mecânico Sendo: b/m=3 k/m= F(t)/M s =Q(t) CI : y& (0) = y( t) = 1 ( ) (0) &(0) 3[ ( ) (0)] ( ) ( ) s Y s sy y + sy s y + Y s = Q s Fazendo Q(s)=P/s, onde P é a magnitude da função degrau. P ( ) + + 3[ ( ) + 1] + ( ) = s s Y s s sy s Y s ( s s P) ( s + 3s + ) Y ( s) = + + s ( s + s + P) ( s + s + P) ( + 3 + ) ( + 1)( + ) Y ( s) = = s s s s s s 1

Acelerômetro Mecânico Expandindo em Frações Parciais k1 k k3 Y ( s) = + + s ( s + 1) ( s + ) Onde: ( s + s + P) P ( s + s + P) ( s + s + P) P 1 = = ; = = ; 3 = = k k P k ( s + 1)( s + ) s( s + ) s( s + 1) P1 P P Y ( s) = + + s ( s + 1) ( s + ) s= 0 s= 1 s= 1 y t P Pe P e t t t ( ) = + ( + ), 0 Para P=3 y(t) é proporcional a aceleração após 5 segundo 13