TORNEIRO MECÂNICO TECNOLOGIA



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Transcrição:

TORNEIRO MECÂNICO TECNOLOGIA CÁLCULO ÂNGULO INCL. CARRO SUP. TORNEAR CÔNICO DEFINIÇÃO: É indicar o ângulo de inclinação para desviar em graus na base do carro superior de acordo com a conicidade da peça (fig.1). Ese sisema é largamene aplicado para ornear peças cônicas, curas, exernas e inernas, em qualquer conicidade. 1- O número de graus para desviar o carro, superior de α (fig.2), é dado pela fórmula: g α. = D - d. 2 2. c OBSERVAÇÃO: Nese sisema, o comprimeno oal da peça não influi no cálculo. UD TMT 006/0 1/08

EXEMPLOS: a) A peça da fig.2 em D = 43mm d = 27mm e C = 65mm. Calcular o ângulo de inclinação. g = α. = D - d. = 43-27. = 16. = 0,123 2 2. c 2 x 65 130 Consulando a abela das angenes, o valor 0,123 corresponde a 7. b) Calcular o desvio em graus do carro superior para ornear o cone inerno da fig.3, dados: D = 17,78; d = 14,53; C = 65,1 g = α. = D - d. = 17,78-14,53. = 3,25. = 0,0249 2 2. c 2 x 65,1 130,2 Consulando a abela das angenes, 0,0249 corresponde aproximadamene ao desvio de 1 30'. 2- Calculo do ângulo de inclinação do carro superior, para valores aé 10 no máximo sem o uso da abela de angenes. Como a maioria dos cones usuais é de pouca conicidade, exigindo menos de 10 para inclinação do carro superior, convém o conhecimeno da fórmula práica aproximada. Sua aplicação dá resulado em graus e frações decimais do grau. A fórmula é a seguine, quando se conhecem D, d, C: ângulo α = 57,3 x D - D.. 2 x C UD TMT 006/0 2/08

EXEMPLOS: a) Dados D = 43mm, d = 27mm e C = 65mm, emos: α = 57,3 x 43-27. = 57,3 x 0,123 = 7,04 2 x 65 Vê-se que 7 graus e 4 cenésimos é um resulado muio aproximado do que se enconrou empregando a abela de angenes. b) Dados: D = 76mm; d = 39,5mm; e C = 125mm, emos: α = 57,3 x 76-39,5. = 57,3 x 0,146 = 8,36. 2 x 125 Para comparação, segue-se a conversão da pare decimal em minuos. Tem-se 0,36 = 0,36 x 60' = 21,60 minuos ou 22' aproximadamene. O valor achado, pela aplicação da abela de angenes, foi α = 8 22'. 3- Caso em que é dada apenas a conicidade em porcenagem. Aplica-se a fórmula: α = 57,3 x (conicidade ö 2). EXEMPLO: Deerminar o ângulo de inclinação α para ornear um cone de 25% de conicidade. Tem-se 25% = 0,25 Resula: α = 57,3 x (0,25 ö 2) = 57,3 x 0,125 = 7,16 ou converendo os decimais 0,16 x 60' = 9,6; α = 7 10' aproximadamene. UD TMT 006/0 3/08

VELOCIDADE DE CORTE DEFINIÇÃO: Para efeuar-se o core de um maerial por meio de uma ferramena, é necessário que o maerial ou a ferramena se movimene, um em relação ao ouro (figs. 1 e 2), com cera rapidez. A medida usada para deerminar ou comparar a rapidez de movimenos é a velocidade (v) e a fórmula uilizada é v = e., sendo e o espaço percorrido pelo móvel e o empo gaso para percorrê-lo. Analogamene, a medida usada para deerminar a rapidez do movimeno do maerial ou da ferramena no core dos maeriais é denominada Velocidade de Core, ambém represenada pelo símbolo v. UNIDADES: Para uso nas máquinas-ferramenas, a velocidade de core é geralmene indicada dos seguines modos: 1- Referindo o número de meros na unidade de empo (minuo ou segundo). EXEMPLOS: 25 m/min. (vine e cinco meros por minuo). 30 m/seg. (rina meros por segundo). 2- Referindo o número de roações, na unidade de empo (minuo), com que deve girar o maerial ou a ferramena. UD TMT 006/0 4/08

EXEMPLO: 300 rpm (rezenas roações por minuo). Aplicações da velocidade de core em m/min. Nas máquinas-ferramenas em que o maerial é submeido a um movimeno circular, como é o caso do orno, a velocidade core é represenada pela circunferência do maerial a ser corado (d) muliplicada pelo número de roações (n) por minuo, com que o maerial esá girando, iso porque: v = e. em uma roação, v = π d. (fig.3); em n roações v = π d n. (fig.4). Como o número de roações é referido em 1 minuo, resula: v = π d n. 1 min. ou seja v = π dn. Ocorre que, em geral, o diâmero do maerial é dado em milímeros. Enão, para ober-se a velocidade em meros por minuo, eremos que converer o diâmero em meros, resulando a fórmula: v = π x d x n. ou 1000 v = π d n. m/min. 1000 UD TMT 006/0 5/08

O mesmo raciocínio é aplicável às máquinas-ferramenas em que a ferramena gira, ais como: A fresadora, a furadeira, a reificadora (figs. 5, 6 e 7) e ouras. No caso, o diâmero (d) a ser considerado, obviamene, é o da ferramena. Nas máquinas-ferramenas em que o maerial, ou a ferramena, esá submeido a um movimeno reilíneo-alernaivo, a velocidade de core é represenada pelo dobro do curso (c) que faz o maerial ou a ferramena (fig.8), muliplicado pelo número de golpes (n) efeuados durane um minuo, ou seja: v = S. em 1 golpe, v = 2 c ; em 1 golpes p/min v = 2 c. ; n golpes 1 min. p/min., v = 2 c n. v = 2. c. n. 1 min. 1 min. Fig. 8 O comprimeno do curso é, geralmene, apresenado em milímeros. Por isso, para ober-se a velocidade em meros por minuo, deve-se converer o curso em meros, resulando a fórmula: v = 2 x c x n. v = 2 c n. m/min. 1000 1000 UD TMT 006/0 6/08

EXEMPLOS DE CÁLCULO DA VELOCIDADE DE CORTE 1º) Qual é a velocidade de core em m/min. uilizada, quando se orneia um maerial de 60mm de diâmero, girando com 300 rpm? CÁLCULO: v = e. v = π d n. 1000 v = 3,14 x 60 x 300. v = 56,52 m/min. 1000 2º) Quando se aplaina com 20 golpes/minuo e um curso de 300mm, qual é a velocidade de core em m/min. uilizada? v = e. v = 2 c n. v = 2 x 300 x 20. 1000 1000 v = 12 m/min. O core dos maeriais deve ser feio observando-se velocidades de core préesabelecidas de acordo com várias experiência, visando a oferecer uma referência para condições ideais de rabalho. Desse modo, a parir, dessas velocidades, deve o operador calcular as roações ou golpes por minuo para que se efeue denro das velocidades recomendadas. EXEMPLOS: 1) Quanas roações por minuo (rpm) devemos empregar para desbasar aço de 0,45%C de 50mm de diâmero com ferramena de aço rápido. A velocidade de core indicada em abela é de 15 m/min. CÁLCULO: V = π d n. 1000 x v = π dn n = 1000 x v. 1000 π x d n = 1000 x 15. n = 95,5 ou seja 96 rpm. 3,14 x 50 UD TMT 006/0 7/08

2) Calcular o número de roações por minuo para desbasar, com ferramena de aço rápido, ferro fundido duro de 200 mm de diâmero. A velocidade de core indicada em abela é de 10 m/min. CÁLCULO: V = π d n. n = 1000 x v. n = 1000 x 10. 1000 π x d 3,14 x 200 UD TMT 006/0 8/08