Boletim Informativo 2-2008



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Transcrição:

PPEETT IMAGEEM I DDI IAGNÓSSTTI ICOSS VVEETTEERRI INÁRRI IOSS PPRROGRRAAMAA PPEETT OBBEESSO Com muita alegria pudermos compartilhar com nossos colegas e parceiros uma excelente palestra conferida pelo Dr. Rodrigo Souza Bazolli promovida com patrocínio de Guabi Nutrição Animal (www.guabi.com.br) e Daktari (www.daktari.com.br) como marco inicial do programa Pet Obeso. Pudemos contar com um grande público que nos prestigiou e está nos prestigiando com a indicação de seus pacientes para participar deste programa. Salientamos novamente que já iniciamos as atividades e nossos colegas poderão encaminhar quantos pacientes desejarem, sem restrição e custo algum. Caso deseje mais informações sobre o programa acesse nosso site () ou entre em contato conosco.

PPAATTOLLOGI IIAA CCLLÍ ÍÍNNI IICCAA Com aparelhos modernos e precisos já estamos em pleno funcionamento para atender as mais diversas solicitações de nossos colegas médicos veterinários. Caso o exame pretendido não conste em nossa relação de serviços entre em contato conosco que iremos prontamente fazer a busca de laboratórios de referência para atender a sua requisição. Lembramos aqui também que a colheita das amostras poderá ser feita em nossas instalações sem custo adicional, contribuindo ainda mais para a agilidade dos serviços. TTAABBEELLAA DDEE SSEERRVVI IIÇÇOSS Lembramos novamente aqui que já disponibilizamos a nova tabela de serviços e preços (vigência a partir de 01/2008), mas caso ainda não tenha recebido ou tenha alguma dúvida quanto aos valores, entre em contato conosco por telefone ou petimagem@petimagem.com que providenciaremos o mais rápido possível. LLAAUUDDOSS ONN--LLI IINNEE Contamos com várias novidades em nosso site e a partir de agora os laudos disponíveis on line. Cada clínica receberá um login e uma senha que servirá para acessar todos os exames realizados em seus pacientes. Com isto agilizamos nossos serviços a fim de facilitar o recebimento dos resultados e controlar a realização de exames de seus pacientes e assim conduzir o caso da melhor forma possível.

Já estamos entrando em contato com as clínicas para o envio do login e senha, mas caso ainda não tenha sido informado entre em contato conosco que prontamente será atendido. Caso tenha perdido estes dados também entre em contato conosco que iremos resgatar suas informações. Em nosso site temos um link (resultado on line) que conduzirá a uma página de acesso para clínicas e assim facilmente terá os laudos de seus pacientes com a data da realização dos exames. MAATTÉÉRRI IIAA TTÉÉCCNNI IICCAA DDO MÊÊSS Dra. Silvana Maris Cirio Médica Veterinária Patologista DDeessccr ri iiççããoo ddaa nneeooppl llaassi iiaa nnooss llaauuddooss l aannaat ttoomooppaat ttool llóóggi iiccooss: :: aa maar rggeem cci iir rúúr rggi iiccaa eesst ttáá lli liivvr ree oouu ccoomppr roomee tti tiiddaa?? A avaliação das margens cirúrgicas em oncologia é tão importante quanto o diagnóstico da patologia e está diretamente relacionado com a taxa de recidiva local. As expressões margem de segurança e margem cirúrgica são usadas freqüentemente como sinônimas, embora tenham significados distintos. A margem de segurança é preestabelecida e faz parte do planejamento cirúrgico. A margem cirúrgica é verificada posteriormente pelo patologista ao exame da peça cirúrgica. Define-se como margem de segurança macroscópica a porção de tecido aparentemente normal que o cirurgião planeja retirar antes de iniciar o ato cirúrgico. Para delineá-la é necessário reconhecer as bordas da neoplasia a ser retirada. As neoplasias de caráter expansivo, cujas células formam um bloco bem definido, em geral o limite entre as células neoplásicas e o tecido aparentemente normal pode ser facilmente identificado (Figura 1). Porém, caso a neoplasia tenha uma arquitetura histológica do tipo infiltrativo, suas células se espalham difusamente pelo tecido normal, dificultando muito o reconhecimento das bordas (Figura 2). Essa situação por si já altera substancialmente o planejamento cirúrgico com relação às margens de segurança a serem adotadas. Enquanto na primeira situação a adoção de margem de segurança macroscópica tem muita lógica, na segunda ela dificilmente se justifica.

Figura 1 Neoplasia de crescimento expansivo, com bordos definidos. Figura 2 Neoplasia de crescimento infiltrativo (círculo) Com relação à extensão da margem de segurança, desde que o ato cirúrgico não toque a borda macroscopicamente visível da neoplasia ela estará sendo retirada em sua totalidade na maioria das vezes. Do ponto de vista da técnica cirúrgica, quanto maior a margem de segurança, mais difícil se tornará a reconstrução, ou a possibilidade de se evitar as seqüelas de ordem estética ou funcional. Por exemplo, existe diferença evidente ressecar uma neoplasia de bordos bem delimitados localizada a 03 mm do angulo palpebral, e a mesma neoplasia localizada na região cervical. Quando a neoplasia é do tipo infiltrativo, os bordos ficam mal definidos e clinicamente não é possível seu reconhecimento, desta forma o delineamento da incisão cirúrgica é totalmente incerto. A medida da margem de segurança em milímetros ou centímetros fica comprometida, e existe ainda a decisão de se retirar uma estrutura anatômica importante que aparentemente estaria comprometida pela neoplasia. A margem de segurança microscópica pode ser observada na maioria das vezes, e muito depende da forma que a amostra é conservada e preparada. Além das margens laterais, é importante verificar a margem de profundidade da neoplasia. Devido ao interesse em se preservar estruturas anatômicas, acaba sendo a causa principal de recidiva. Também é essencial que a peça cirúrgica seja avaliada em sua totalidade, devendo enviar-la inteira para analise, independente do seu tamanho. Figura 3 Felino. Adulto. Neoplasia de pálpebra de crescimento infiltrativo, com comprometimento ocular constatado pela análise histopatológica do total da massa.

A expressão margem cirúrgica livre significa para o patologista que naquele local da peça cirúrgica, no qual o corte foi realizado, o tumor não toca a borda da peça. Muitas vezes, nódulos subcutâneos são dissecados e encaminhados para análise, sem que seja possível avaliar estruturas histológicas como derme reticular ou epiderme. Se a neoplasia é circunscrita por cápsula fibrosa, é possível se determinar margem cirúrgica livre de células neoplásicas. Mas neoplasias cujo tecido fibroso é irregular, sem formação de cápsula fibrosa distinta, o limite da margem são as próprias células neoplásicas e fica a dúvida se houve ou não permanência destas células no local da exérese (Figura 4). Desta forma, cortes de todas as extensões possíveis devem ser realizados, abrangendo toda a superfície da neoplasia. Apesar da capacidade de recidiva da neoplasia sofrer influencia de diferentes fatores, acredita-se que a recidiva dependa principalmente de células neoplásicas remanescentes da terapia cirúrgica. A não observação da margem pode transformar um caso tido inicialmente com um bom prognóstico em um caso de difícil controle ou com graves seqüelas. Figura 4 Melanoma subcutâneo em cão. Concentração de células neoplásicas. A. Derme reticular. B. Porção mediana da derme. C. Derme profunda e limite da massa encaminhada para análise, com presença de melanócitos neoplásicos (círculos). Neste caso, apesar de minoria é possível que tenham ficado células remanescentes no local da exérese. As margens laterais estavam livres de células neoplásicas, mas não a margem profunda. Mallory. Obj. 40x.