PATOS, ASAS E BALÕES Nível de Ensino/Faixa Etária: Série indicada para o Ensino Fundamental (EF9) de 4º, 5º, 6º e 7º anos. Áreas Conexas: História, Ciências, Geografia, Artes, Língua Portuguesa e Estrangeira. Consultor: Marina Cantanhêde Rampazzo RESUMO Sobre o que trata a série? Animação que narra as aventuras do mineiro Juca Pato e do francês Jean Canard na produção de um filme documentário sobre as tentativas humanas de conquista do ar. Na França do início do Século XX, os dois patos acompanham os pioneiros da aviação, como Santos Dumont e Von Zepellin, e mostram curiosidades, dificuldades e as descobertas científicas que permitiram ao homem realizar o sonho do voo. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Principais aspectos que serão trabalhados Conhecer como e por quem foram inventados os balões, dirigíveis e aviões.
Contextualizar o cenário histórico que propiciou essas invenções. Instigar o interesse pelo tema e pelos demais assuntos correlatos. Demonstrar as experiências científicas que levaram o homem a conquistar o céu. Ampliar a cultura geral. Demonstrar como um tema pode ser analisado de forma interdisciplinar, explorando seus diferentes aspectos: científico, histórico, geográfico, lingüístico. Incentivar estudos, pesquisas e experiências. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE Situações didáticas sugeridas: metodologia, etapas e recursos Em se tratando de episódios longos que contêm muitas informações, propõe-se que sejam expostos apenas um a cada semana, para que haja tempo hábil de aprofundar-se nos principais tópicos, sem tornar a explanação exaustiva para os educandos. Além disso, é interessante que se façam algumas pausas ao longo da exibição do vídeo para fazer esclarecimentos de forma que os alunos não fiquem confusos e, conseqüentemente, dispersos, especialmente quando forem turmas mais jovens. A característica didática mais relevante no vídeo é o fato de ele aproveitar um único tema (a invenção dos balões, dos dirigíveis e dos aviões) para introduzir diferentes conteúdos. O professor pode utilizar esse recurso para ampliar a visão interdisciplinar dos alunos, questionando-os a respeito de quais disciplinas poderiam estar envolvidas na invenção do avião.
Aprofundando-se, é possível perceber, por meio do vídeo, aspectos de várias matérias: - Ciências: destacar o momento em que são mostradas a anatomia das aves e a explicação sobre a teoria do empuxo. - Geografia: apresentar as noções tanto do mapa do Brasil quanto da Europa. - História: contextualizar o cenário histórico brasileiro e europeu no início do século XX. - Língua Portuguesa e Estrangeira: a língua materna escrita é utilizada nas cenas em que os personagens se comunicam por meio da confecção de cartas e a língua estrangeira, no caso o Francês, também está sempre presente no sotaque de Jean Canard e em algumas palavras que o narrador utiliza. - Artes: surgem nas explicações sobre fotografia e cinema. A partir desses exemplos, percebe-se que o filme abrange praticamente todas as disciplinas ministradas no Ensino Fundamental. O elemento motivador para o início das atividades é o contexto histórico da animação. Por meio das imagens apresentadas no vídeo e de outras fontes, como links e sites, discutir com a turma como a Europa fervilhava em deslumbramento pela ciência. É importante o trabalho com imagens e fotografias. Um recurso muito utilizado no filme são os experimentos. Ao assistir, por exemplo, à explicação sobre a teoria do empuxo,, o aluno pode sentir vontade de tentar vivenciar ele próprio os resultados, o que funciona como elemento motivador para fazer o experimento em sala, sedimentando o conteúdo teórico com a prática. O
vídeo também pode servir como comprovação, isto é, o professor lança o desafio do experimento e comprova qual é o resultado esperado por meio do filme. Dessa forma, os alunos têm de se antecipar ao que acontecerá na história, como se fossem os próprios agentes dela. Outra forma de motivar os educandos ao tema é aproveitar um pouco da história que o vídeo traz. Em muitos momentos, é mostrado que um estímulo para Santos Dumont e os demais pesquisadores envolvidos eram os concursos lançados na época, como o Prêmio Deutsch. Assim, o professor pode se valer disso para lançar um concurso interno da turma ou da escola para aquele que obtiver o resultado almejado em determinada pesquisa ou experiência. O concurso pode, inclusive, reunir as diferentes disciplinas, como exposto inicialmente. Assim, não basta fazer a experiência científica funcionar, mas é preciso mostrar os cálculos envolvidos nela, contextualizar a situação histórica e geográfica na qual foi feita (no caso, a presente realidade e dados sobre o local em que a escola se encontra) e registrar tudo isso de forma escrita e com outra linguagem artística (o filme utiliza a fotografia e o cinema, mas os alunos poderiam se valer da pintura, da escultura ou da forma que achassem mais atraente). A participação no concurso valeria como a própria avaliação, podendo ser medidas a criatividade, a destreza como executou o projeto, a relação da experiência feita com o conteúdo ministrado e, principalmente, a compreensão da teoria explanada no registro. Os próprios alunos poderiam definir junto ao corpo docente de que forma esses critérios seriam avaliados. Além disso, para haver uma motivação ainda maior, seria interessante ter algo do tipo prêmio do público,
ou seja, além dos professores avaliarem, os alunos poderiam votar no projeto de sua preferência. EXTRAS Para saber mais sobre a série... 1-1900: O mineiro Juca Pato voa até a França para visitar Jean Canard, seu amigo francês. Jean está empolgado com as novidades tecnológicas que dominam a cidade como o fabuloso cinematógrafo e convida Juca para realizar um filme sobre as máquinas voadoras que os homens estão criando. O ponto de partida é o Prêmio Deutsch, oferecido para quem conseguir fazer o trajeto de ida e volta até a Torre Eiffel, em menos de meia hora. O balonista Alberto Santos Dumont é o mais cotado para conseguir a façanha. 2-1901: Os patos contam a história do balonismo: dos primeiros balões de pioneiros como Bartolomeu de Gusmão e dos irmãos Montgolfier aos corajosos vôos de Salomon Andree até o Ártico e mostram como os balões fascinaram o jovem Santos Dumont na sua chegada a Paris. 3-1901: O filme documentário de Jean e Juca continua em produção e o foco agora é a dirigibilidade dos balões. Após a queda na primeira tentativa, Santos Dumont aperfeiçoa seu balão com motor e ganha o Prêmio Deutsch, sendo aplaudido por toda a cidade. 4 1903: Santos Dumont já é uma figura pública na França e outros tentam conseguir o mesmo sucesso. Jean e Juca estão acompanhando de perto a obsessão pelo transporte aéreo que toma conta do mundo. Entram em cena as
novas máquinas com asas. O conde Ferdinand Von Zeppelin tenta construir dirigíveis gigantes e as máquinas aladas já saem do chão, mas ainda não voam como os patos. 5-1905/1906: Juca e Jean filmam os avanços do conde Zeppelin e seu sucesso no desenvolvimento de grandes dirigíveis. Santos Dumont volta sua atenção aos aeroplanos com asas e, utilizando parte do seu balão 14, cria o 14BIS e ganha o prêmio do Aeroclube de Paris por voar com um objeto mais pesado que o ar por mais de cem metros. 6-1908/1909: A aviação vira febre. Juca e Jean continuam a documentar os vôos cada vez mais rápidos e mais distantes. O desafio agora é cruzar o Canal da Mancha. Jean e Juca aproveitam a paisagem ensolarada, enquanto os corajosos aviadores tentam fazer a travessia ligando França e Inglaterra. Santos Dumont continua suas pesquisas e desenvolve o Demoiselle. 7 1914: A era dos inventores chega ao fim. O Avião se consolida como meio de transporte; surgem as primeiras fábricas de aviões para uso civil e nas guerras. Os homens dominam o ar. Jean e Juca partem para o Brasil. Eles estão preocupados, pois o céu já não é mais tranqüilo para os patos.
COMO VOCÊS AVALIARIAM ESSE TRABALHO? Hora de avaliar a atividade Como há diversas atividades para serem feitas a partir do vídeo, a avaliação pode ocorrer por meio de uma coletânea dos trabalhos, ou seja, desenhos, exploração virtual, descrição de um local, catálogo de espécies. Para enriquecer ainda mais essa coletânea, ela pode se tornar um portfólio acrescentando-se relatos, comentários, questionamentos dos alunos a respeito da série e de cada uma das atividades propostas. Essa prática não só permite ao professor saber o tanto que foi aprendido do conteúdo, como pode levar a uma reflexão do seu trabalho, oferecendo uma gama de novas idéias sobre como motivar os alunos para esses temas. LEIA TAMBÉM NIKITIUR, S. L. (org.) Repensando o ensino de história. São Paulo: cortez, 2001, 3.ed, coleção: Questões da nossa época, 52. VEJA NA INTERNET interdisciplinaridade: por uma pedagogia não fragmentada, por Hilton Japiassu, no link: http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab/e3_3.doc