MARLON RODRIGO BRUNETTA

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1 MARLON RODRIGO BRUNETTA AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA TÉCNICA E DE PRODUTIVIDADE USANDO ANÁLISE POR ENVOLTÓRIA DE DADOS: UM ESTUDO DE CASO APLICADO A PRODUTORES DE LEITE CURITIBA 2004

2 MARLON RODRIGO BRUNETTA AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA TÉCNICA E DE PRODUTIVIDADE USANDO ANÁLISE POR ENVOLTÓRIA DE DADOS: UM ESTUDO DE CASO APLICADO A PRODUTORES DE LEITE Disseração apresenada como requisio parcial à obenção do grau de Mesre em Ciências, Programa de Pós-Graduação em Méodos Numéricos em Engenharia, Seor de Ciências Exaas e Tecnologia, Universidade Federal do Paraná. Orienador: Prof. Volmir Eugênio Wilhelm, Dr. Eng. CURITIBA 2004

3 TERMO DE APROVAÇÃO MARLON RODRIGO BRUNETTA AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA TÉCNICA E DE PRODUTIVIDADE USANDO ANÁLISE POR ENVOLTÓRIA DE DADOS: UM ESTUDO DE CASO APLICADO A PRODUTORES DE LEITE Disseração aprovada como requisio parcial para obenção do grau de Mesre em Ciências, no curso de Pós-Graduação em Méodos Numéricos em Engenharia Programação Maemáica da Universidade Federal do Paraná, pela banca examinadora formada pelos professores: Orienador: Prof. Volmir Eugênio Wilhelm, Dr. Eng. Deparameno de Maemáica UFPR. Profª Neida Maria Paias Volpi, Dra. Eng. Deparameno de Maemáica UFPR. Prof. Julio Cesar Damasceno, Dr. Deparameno de Zooecnia UEM. Curiiba, 05 de agoso de ii

4 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, Sirlei e Albino, sem os quais esa realidade não seria possível, e a quem agradeço a educação dada e o amor incondicional. Às minhas irmãs, Édina e Morgana, pelo apoio, carinho e compreensão recebidos durane os momenos difíceis. Aos meus familiares, em especial aos meus ios Gersy, Vicene (in memorian), Mari e João, presença consane em odos os momenos da minha vida. Ao professor Volmir, pela suas boas sugesões e críicas durane a realização da disseração. Ao corpo docene do mesrado, por suas inesimáveis ajudas. Aos meus colegas de mesrado pela convivência e amizade durane o período de realização das aulas. Aos funcionários do CESEC, em especial à Marisela pela aenção, dedicação e apoio em odos os momenos do mesrado. A odos os meus amigos, em especial ao Ronaldo, os quais sempre me incenivaram e me apoiaram nos momenos difíceis do curso. A EMATER (Empresa Paranaense de Assisência Técnica e Exensão Rural), pelo espaço cedido a esa pesquisa fornecendo os dados necessários para a realização dese rabalho. À Deus, por er me acompanhado em mais esse desafio. Muio Obrigado! iii

5 Que os nossos esforços desafiem as impossibilidades. Lembrai-vos de que as grandes proezas da hisória foram conquisadas do que parecia impossível" Charles Chaplin iv

6 SUMÁRIO LISTA DE SIGLAS... VII LISTA DE FIGURAS... VIII LISTA DE TABELAS... IX RESUMO... X ABSTRACT... XI 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS DA PESQUISA METODOLOGIA DA PESQUISA ESTRUTURA DA PESQUISA LIMITAÇÕES DA PESQUISA DEFINIÇÕES DE TERMOS PRODUÇÃO DE LEITE PRODUÇÃO MUNDIAL PRODUÇÃO BRASILEIRA Cadeia Produiva Produividade PRODUÇÃO PARANAENSE Projeo Viória Ouros Projeos de Pecuária de Leie da Emaer Paraná CONSIDERAÇÕES DATA ENVELOPMENT ANALYSIS - DEA EFICIÊNCIA E PRODUTIVIDADE ASPECTOS GERAIS DE DEA ETAPAS DE APLICAÇÃO DOS MODELOS DEA Seleção das DMUs Seleção das Variáveis Idenificação e Aplicação dos Modelos Orienação dos modelos DEA Reorno de escala Tipo de descare MODELOS DEA TRADICIONAIS Modelo CCR Orienação Produção Modelo BCC Orienação Produção Exemplo Numérico dos Modelos CCR e BCC ÍNDICE DE MALMQUIST CONSIDERAÇÕES APLICAÇÃO DA METODOLOGIA, DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS DA PESQUISA IDENTIFICAÇÃO DAS DMUS IDENTIFICAÇÃO DAS VARIÁVEIS DO MODELO IDENTIFICAÇÃO DO MODELO ANÁLISE DA EFICIÊNCIA TÉCNICA ANÁLISE DO ÍNDICE DE MALMQUIST CONSIDERAÇÕES CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES CONCLUSÕES FINAIS...88 v

7 5.2 RECOMENDAÇÕES...90 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...91 APÊNDICE...95 APÊNDICE A - TABELAS DE RESULTADOS DO DEA...96 vi

8 LISTA DE SIGLAS AF Área Forrageira AMCESPAR Projeo de Desenvolvimeno Terriorial Susenável da Agriculura Familiar na Cadeia Produiva do Leie Para a Região Cenro-Sul BCC CCR CRS CT DEA DERAL DMU EMATER FAO IBGE MO NDRS NIRS NVL PF PPF PPL PPNL PROLEG PTF UEL UEM SEAB TAR VRS Modelo DEA criado por Banker, Charnes e Cooper Modelo DEA criado por Charnes Cooper e Rhodes Consan Reurns o Scale Cuso Toal Daa Envelopmen Analisys Deparameno de Economia Rural Decision Making Unis Empresa Paranaense de Assisência Técnica e Exensão Rural Food and Agriculure Organizaion of he Unied Naions Insiuo Brasileiro de Geografia e Esaísica Mão-de-obra Non Decreasing Reurns o Scale Non Increasing Reurns o Scale Número de Vacas em Lacação Programação Fracionária Produividade Parcial dos Faores Problema de Programação Linear Problema de Programação Não-Linear Programa de Leie de Guarapuava Produividade Toal dos Faores Universidade Esadual de Londrina Universidade Esadual de Maringá Secrearia da Agriculura do Esado do Paraná Toal de Animais do Rebanho Variable Reurns o Scale vii

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Produção de leie e rebanho nas regiões do esado do Paraná...24 Figura 2 - Perfil zooécnico do rebanho no esado do Paraná...24 Figura 3 - Mapa do esado do Paraná...27 Figura 4 - Região de abrangência do Projeo Viória...27 Figura 5 - Orienação dos modelos DEA...45 Figura 6 - Reornos de escala...46 Figura 7 - Tipos de descare...48 Figura 8 - Exemplo de aplicação do modelo CCR orienação produo...52 Figura 9 - Exemplo de aplicação do modelo BCC orienação produo...54 Figura 10 - Exemplo de aplicação dos modelos CCR e BCC...56 Figura 11 - Índice de Malmquis...63 Figura 12 - Inervalos de eficiências dos produores...81 Figura 13 - Decomposição do Índice de Malmquis...86 viii

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Produção mundial de leie de vaca / Tabela 2 - Classificação mundial dos países produores de leie Tabela 3 - Produção de Leie, Vacas Ordenhadas e Produividade em Países Selecionados Tabela 4 - Produção de Leie, Vacas Ordenhadas e Produividade Animal no Brasil...18 Tabela 5 - Evolução da Produção de Leie nos Esados (ordenada segundo a produção de leie em 2002) Tabela 6 - Insumos e produo do ano de Tabela 7 - Insumos e produo do ano de Tabela 8 - Insumos e produo do ano de Tabela 9 - Insumos e produo do ano de Tabela 10 - Índices de eficiência écnica...75 Tabela 11 - Inervalo de eficiências e os benchmarks em Tabela 12 - Inervalo de eficiências e os benchmarks em Tabela 13 - Inervalo de eficiências e os benchmarks em Tabela 14 - Inervalo de eficiências e os benchmarks em Tabela 15 - Índice de Malmquis...83 Tabela 16 - Variação da eficiência écnica...84 Tabela 17 - Mudança de ecnologia...85 ix

11 RESUMO Esa disseração em como finalidade principal avaliar a eficiência écnica e a produividade de um conjuno de 18 produores de leie que inegram o Projeo Viória desenvolvido pela EMATER - Empresa Paranaense de Assisência Técnica e Exensão Rural - no nore e nordese do esado do Paraná, a qual visa a disseminação de práicas de produção leieira que levam ao aumeno de produividade. O ouro objeivo desa pesquisa é analisar a influência da variação da eficiência écnica e da mudança de ecnologia na produividade dos produores aravés do índice de Malmquis. O méodo que caraceriza o desenvolvimeno da presene pesquisa é DEA Daa Envelopmen Analysis. DEA é uma abordagem de programação maemáica uilizada para calcular índices de eficiência écnica e de produividade (índice de Malmquis). Os resulados obidos são condizenes com os objeivos do projeo Viória, ou seja, DEA deecou aumenos significaivos de produividade para os 18 produores. Palavras-chave: DEA, Índice de Malmquis, Eficiência Técnica, Produores de Leie. x

12 ABSTRACT This disseraion has as main purpose o evaluae he echnical efficiency and he produciviy of a se of 18 milk producers, which inegrae he Projec Vicory developed for he EMATER - Company Paranaense de Assisência echnical and Agriculural Exension - in he norh and norheas of he sae of he Paraná and aims a he disseminaion of echniques of milk producion ha lead o he produciviy increase. Anoher objecive of his research is o analyze he influence of he variaion of he echnical efficiency and he change of echnology in he produciviy of he producers hrough he index of Malmquis. The mehod ha characerizes he developmen of he presen research is DEA - Dae Envelopmen Analysis. DEA is an approach of mahemaical programming used o calculae produciviy and efficiency indices echnical (index of Malmquis). The resuls are in keeping wih he objecives of he projec Vicory, ha is, DEA deeced significan increases of produciviy for he 18 producers. Keywords: DEA, Index of Malmquis, Technical Efficiency, Milk Producers. xi

13 1 INTRODUÇÃO Desde o início da colonização do País aé os dias auais, o seor pecuário leieiro sempre eve um papel de desaque na economia brasileira, sendo de fundamenal imporância para a geração de riquezas, conribuindo para o aumeno do bem-esar social. O leie pode ser considerado um dos primeiros alimenos do homem e um dos mais compleos, pois possui elemenos essenciais, ais como: micronurienes, aminoácidos e ácidos graxos, eses em porções maiores que qualquer ouro produo isolado. Possui, ainda, proeínas de ala qualidade, elevado percenual de cálcio e ouras subsâncias bioaivas, como enzimas, faores de crescimeno, hormônios e ciocinas. Todos esses componenes reforçam a imporância do leie como alimeno diário fundamenal, afirmam Bressan e Marins (2003). Porano, pode-se concluir que o leie é um produo básico de primeira necessidade para a alimenação da população, dado seu alo valor nuriivo. Além de sua imporância direa nos aspecos de ordem social, não se pode esquecer a expressão econômica da cadeia produiva do leie. Segundo Salles e all (2002), para cada R$ 1,00 aplicado na produção de leie, são gerados R$ 5,00 no Produo Inerno Bruo do país e, de acordo com esimaiva da EMATER Paraná 1, para cada produor são gerados 34 empregos nesa mesma cadeia produiva. Conudo, ese seor produivo apresena uma fore endência de concenração de capial, ou seja, produores com maior poder aquisiivo êm maiores chances de se maner no seor. Para eviar esse processo de exclusão, quesões como susenabilidade, compeiividade e qualidade êm sido muio debaidas nos úlimos anos. Além desse processo de exclusão, oura mea desses debaes é dar oporunidades aos pequenos produores para aingir seus objeivos econômicos e/ou sociais, devido a compeiividade imposa às organizações na era da globalização, e as mudanças ecnológicas que ocorrem rapidamene. Susenabilidade e compeiividade são conceios considerados complemenares, pois a susenabilidade refere-se a esraégias de desenvolvimeno 1 Documeno insiucional da EMATER sobre o Projeo Viória.

14 2 ecnológico que reforçam a capacidade aual e fuura de produção, envolvendo a uilização adequada dos recursos naurais e o emprego racional de insumos, máquinas e equipamenos. Por sua vez, compeiividade pode ser compreendida como a capacidade de maner, conquisar e ampliar a paricipação no mercado, de forma susenável. Segundo Bressan e Marins (2003), a susenabilidade, sob a óica da melhor uilização dos recursos naurais, considerando-se, paricularmene, o rinômio solo, água e plana, associada à compeiividade, consiui-se em um imporane desafio que se coloca para os produores, pesquisadores e écnicos que auam no seor. Visando a promoção do desenvolvimeno da pecuária leieira no Paraná, a parir das observações de quesões como susenabilidade e compeiividade, a EMATER vem implanando uma série de projeos, denre eles, se desacando o Projeo Viória, o qual esá localizado no nore e nordese do esado e em como idéia cenral a consrução de um modelo de exploração leieira susenável, compeiivo e lucraivo para esa região. Além de promover essas mudanças em busca da melhoria da qualidade, da produividade e da eficiência, exise, ambém, a necessidade de se avaliar o desempenho nos processos produivos para se maner compeiivo denro dese novo conexo social. Desa necessidade em avaliar o desempenho nos processos produivos surgem novas preocupações, enre elas, aplicar a meodologia adequada de análise para auxiliar écnicos e produores nos processos de omadas de decisão. Uma meodologia de programação maemáica que em por finalidade medir a eficiência écnica relaiva e a produividade, permiindo classificar as organizações em eficienes e ineficienes com um único indicador de desempenho para cada unidade avaliada, é DEA. 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA Esa pesquisa em por objeivo geral uilizar Daa Envelopmen Analysis DEA na avaliação da eficiência écnica de produores paricipanes do Projeo

15 3 Viória, bem como avaliar a produividade aravés do índice de Malmquis. A pesquisa em quesão em os seguines objeivos específicos: Idenificar as variáveis a serem uilizadas no modelo; Idenificar o modelo DEA a ser aplicado; Aplicar o modelo; Idenificar os benchmarks de um conjuno de produores de leie e calcular, com um único índice de eficiência écnica, o aumeno necessário nos níveis de produção para que os produores não benchmarks sejam eficienes ecnicamene; Avaliar a produividade, em quaro anos consecuivos, de 18 produores paricipanes do Projeo Viória uilizando o índice de Malmquis. 1.3 METODOLOGIA DA PESQUISA A pesquisa em quesão é de naureza aplicada, com abordagem qualiaiva, endo em visa sua eficácia no cálculo da eficiência écnica dos produores de leie do Projeo Viória. Do pono de visa dos procedimenos, a pesquisa foi do ipo bibliográfica. Os dados uilizados na pesquisa foram obidos juno à EMATER no Paraná, cujo conao inicial foi feio por meio de uma cara de soliciação. A pesquisa foi desenvolvida em cinco eapas, cada qual aendendo a um objeivo específico. A primeira eapa da pesquisa eve por objeivo idenificar as principais variáveis para efeuar o cálculo da eficiência écnica e a produividade dos produores de leie. A segunda eapa da pesquisa idenificou o modelo DEA que melhor se adapa à siuação e os objeos da pesquisa. Na erceira eapa da pesquisa foi aplicado o modelo DEA. Na quara eapa idenificou-se os produores de leie benchmarks e os índices de eficiência écnica, ou seja, o aumeno necessário de produção para que os produores ineficienes operem eficienemene. Por fim, na quina eapa avaliou-se as alerações percebidas na produividade, em quaro anos consecuivos a parir de 1999, dos produores paricipanes do Projeo Viória.

16 4 1.4 ESTRUTURA DA PESQUISA Com o inuio de aingir os objeivos proposos nese esudo, a pesquisa esá esruurada em cinco capíulos disribuídos em uma seqüência, a fim de sisemaizar seu desenvolvimeno, faciliando, assim, sua compreensão pelo leior. No capíulo 1 é apresenada uma inrodução ao ema pesquisado. Descreveu-se a imporância da pecuária leieira no conexo aual e ciou-se uma endência de concenração de renda nese seor e os faores invesigados quando se busca avaliar a produção do leie. Nese capíulo são apresenados os objeivos da pesquisa, as eapas da meodologia que dão susenação ao ema pesquisado e a esruura da disseração, bem como suas limiações e definições. Os capíulos 2 e 3 apresenam o referencial eórico, o qual aborda ópicos relevanes relacionados ao ema da pesquisa, ou seja, produção de leie, bem como o embasameno eórico acerca da ferramena DEA uilizada no esudo para efeuar o cálculo da eficiência écnica e da produividade aravés do índice de Malmquis. No capíulo 2 é feia uma análise da produção aual da pecuária leieira, iniciando-se com a produção mundial, a brasileira e a paranaense, sendo ainda, descria a esruura de acompanhameno desenvolvida pela EMATER - PR com produores de leie do Projeo Viória e realizado um levanameno dos ouros projeos acompanhados pela EMATER no esado do Paraná. No capíulo 3, no qual se apresenam as fundamenações eóricas da meodologia DEA, a exposição compreende algumas definições, aspecos gerais, as eapas necessárias para a aplicação, os modelos considerados radicionais e o Índice de Malmquis. O capíulo 4 consise no desenvolvimeno pleno da pesquisa, abordando-se as eapas da meodologia e conexualizando-a em suas dimensões. São dealhadas as meodologias uilizadas em cada eapa da pesquisa. Também são apresenados os dados colhidos das pesquisas, as análises realizadas, bem como a apresenação dos resulados. No capíulo 5 são apresenadas as conclusões sobre o desenvolvimeno da pesquisa, desacando-se suas conribuições, seguidas de sugesões e

17 5 recomendações para coninuidade da mesma e para o desenvolvimeno de pesquisas fuuras. 1.5 LIMITAÇÕES DA PESQUISA A pesquisa em quesão apresenou algumas limiações relevanes, denre elas, o reduzido número de produores acompanhados durane os quaro anos do Projeo, num oal de 18, o que fez com que os faores de produção uilizados na meodologia ficassem limiados em apenas 6. Tendo em visa que a meodologia aplicada fornece melhores resulados quando o número de produores a serem avaliados é de, no mínimo, rês vezes a soma dos produos e insumos incluídos na especificação (Nunamaker apud ABEL, 2000, p.37), a ampliação do número de produores avaliados daria a oporunidade de rabalhar com um número maior de faores de produção, o que poderia razer maiores benefícios à aplicação da meodologia. A segunda limiação ocorreu em função da disância geográfica exisene enre o pesquisador e os pesquisados, ou seja, os produores do Projeo Viória esão localizados no nore e nordese do esado do Paraná e a pesquisa foi realizada na capial do esado, o que dificulou o conhecimeno in loco do projeo. Considerando-se que a meodologia eve como produo final a mensuração da eficiência écnica e da produividade desses produores, as dúvidas surgidas no confrono de resulados obidos pela meodologia e pelo programa da EMATER foram odas sanadas por meio de conaos via ou por elefone. A erceira limiação imposa à pesquisa foi a dificuldade em relação a bibliografia sobre o assuno. 1.6 DEFINIÇÕES DE TERMOS Benchmarking é um méodo que subsiui a écnica da enaiva e erro pela qual o sujeio do benchmarking seja ele um indivíduo, uma

18 6 empresa, uma agência ou uma enidade procede à idenificação do indivíduo que se desaca e ocupa a posição de liderança em deerminado seor de aividade, ao esudo de suas ações e práicas. Daí deriva a adoção de faceas de seu modus operandi que sejam mais adequados à melhoria do desempenho do próprio sujeio no referido seor de aividade. DMU (Decision Making Unis) é uma enidade responsável pela conversão de insumos em produos e cujas performances são avaliadas. Eficiência écnica é obida por meio de uma comparação enre os níveis de insumos e produos observados com os níveis de insumos e produos óimos, ou seja, a razão enre a produção observada e o poencial máximo aingível para um dado consumo; ou a razão enre a quanidade de insumos observados e o poencial mínimo exigido para produzir uma quanidade fixa de produos. Eficiência alocaiva indica se o produor emprega os insumos a luz dos preços numa proporção óima que minimiza os cusos de produção. Eficiência Pareo-Koopmans: uma organização é compleamene eficiene se, e somene se, não for possível aumenar nenhum insumo ou produo sem diminuir algum ouro insumo ou produo. Froneira de produção ou isoquana é a curva que represena a quanidade de insumos necessários para produzir um nível fixo de produos. Função de produção é a relação que indica quano se pode ober de um ou mais produos a parir de uma dada quanidade de faores. Organizações homogêneas são organizações que devem realizar as mesmas arefas e procurar aingir os mesmos objeivos, diferenciando apenas em relação à inensidade ou magniude. Tecnologia é a maneira como uma empresa ransforma os recursos uilizados em produos. Tecnologia de produção é o conjuno de odos os ponos (planos) viáveis de produção de uma organização.

19 2 PRODUÇÃO DE LEITE Nese capíulo é apresenada a siuação aual da produção leieira mundial, iniciando-se com uma breve rerospeciva acerca da produção nos países que se desacam nesa aividade, seja pela quanidade de leie produzido, pela produividade ou pelo número de vacas ordenhadas. Ouro aspeco ainda considerado são as paricularidades das políicas públicas mundiais que incidem e regulam ese seor da economia. Poseriormene, descreve-se a siuação aual da produção leieira nacional, desacando-se sua imporância denro da economia, sua diversidade, devido à dimensão erriorial, e dados esaísicos que demonsram o crescimeno da produção nos úlimos anos. Foi realizado ainda um levanameno da cadeia produiva, idenificando-se uma endência da concenração de capial e as ransformações que vêm ocorrendo nese seor. Enfoca-se, ambém, a melhoria da produividade nacional ao longo dos úlimos anos. Finalizando ese capíulo, buscou-se analisar os aspecos gerais da produção leieira no Paraná e, em paricular, na região do nore e nordese do esado, especificamene os municípios que paricipam do Projeo Viória, foco principal de esudo nesa pesquisa. Por fim, é realizado, ambém, um levanameno dos ouros projeos acompanhados pela EMATER, no esado, e seus respecivos objeivos. 2.1 PRODUÇÃO MUNDIAL A produção de leie de vaca vem crescendo nos principais coninenes, aingindo, no ano de 2002, uma produção anual de milhões de oneladas, o que represena um aumeno de 6,3% em apenas uma década ( ), sendo a Oceania e a Ásia os coninenes que mais conribuíram para a elevação desse índice. A Oceania apresenou uma variação de 34,2% na produção de leie nos anos de 1996 a 2002, enquano a Ásia ampliou sua produção em 18,3% nese mesmo

20 8 período. A exceção é percebida no coninene europeu, onde os índices de produividade vêm diminuindo a cada amosra coleada, apresenando uma redução de 2,8% no período de 1996 a Mesmo assim, maném-se como o maior coninene produor, com milhões de oneladas, o que represena um oal de 42,2% da produção mundial, conforme dados observados na abela 1. Tabela 1 - Produção mundial de leie de vaca /2002 Coninene Produção de Leie (mil ) Variação (%) 1996/02 % oal 2002 Europa ,8 42,2 América ,2 28,6 Ásia ,3 20,3 Oceania ,2 5,1 África ,5 3,7 T O T A L ,3 100,0 Fone: FAO (Food and Agriculure Organizaion of he Unied Naions). Dados disponíveis aravés da página Elaboração: R.ZOCCAL - Embrapa Gado de Leie. O coninene americano, em 2002, ocupou o segundo lugar na produção mundial, com milhões de oneladas, o que perfaz do oal produzido 28,6% e reflee um aumeno de 18% no período de 1992 a Os países com maior produção, no coninene americano, são os Esados Unidos e o Brasil, com uma produção de milhões de oneladas e milhões de oneladas, respecivamene, dados que podem ser observados na abela 2, a seguir:

21 9 Tabela 2 - Classificação mundial dos países produores de leie Países Produção de Leie (mil ) 2002 Toal Percenual do Acumulado 1º Esados Unidos ,1 15,1 2º Índia (1) ,0 22,1 3º Rússia ,4 28,5 4º Alemanha ,6 34,1 5º França ,0 39,1 6º Brasil ,7 43,8 7º Reino Unido ,0 46,8 8º Ucrânia ,8 49,5 9º Nova Zelândia ,8 52,3 10º Polônia ,4 54,7 11º Iália ,4 57,1 12º Ausrália ,3 59,4 13º Holanda ,1 61,5 14º México ,9 63,4 15º Argenina ,6 65,0 Ouros Países ,0 100,0 T O T A L ,0 (1) A Índia produziu ambém, mil oneladas de leie de Búfala. Fone: FAO (Food and Agriculure Organizaion of he Unied Naions). Dados disponíveis aravés da página Elaboração: R. ZOCCAL - Embrapa Gado de Leie. Relaivamene ao ano de 2002, o maior produor de leie de vaca foi os Esados Unidos da América, com uma produção esimada em milhões de oneladas, o que represenou 15,1% da produção mundial; o segundo lugar no ranking dos maiores produores foi ocupado pela Índia, com 35 milhões de oneladas, aingindo um percenual de 7%. O Brasil ocupava a sexa posição, com uma produção de cerca de 23 milhões de oneladas, ou 4,7% da produção mundial. Eses números represenam uma produção 67,2% maior que a da Nova Zelândia e quase o riplo da produção da Argenina, dois produores considerados como 2 As abelas 2, 3 e 4 apresenam diferenças nos dados devido ao fao das fones não serem as mesmas.

22 10 referências na produção mundial, dados observados da abela 2. Ainda no mesmo ano, o Brasil ficou em segundo lugar em número de vacas ordenhadas, com um oal de milhões, ficando somene arás da Índia, que apresenou um oal de milhões de animais onde, porém, por quesões religiosas, o animal é considerado sagrado. Para fins comerciais o rebanho brasileiro é o maior do mundo, uma vez que o rebanho da Índia não possui finalidade econômica, e sua produção de leie serve basicamene para o auo consumo, dados observados da abela 3. Em conraparida, ao considerar-se a produividade medida em liros/vaca/ano, o Brasil ocupou o décimo quino lugar, com uma média de Esa é considerada uma das médias mundiais mais baixas, ficando praicamene empaado com o Chile, que apresenou uma média de 1.134, e na frene da Índia, com média de 917 liros/vaca/ano. No quesio produividade, os Esados Unidos se desacam por apresenar a melhor média mundial, com liros/vaca/ano, seguido pelo Canadá, com média de 7.472, e em erceiro lugar a Holanda, com média de Eses dados podem ser visualizados na abela 3, a seguir. Tabela 3 Produção de Leie, Vacas Ordenhadas e Produividade em Países Selecionados (1) País Produção de Leie (mil on.) Vacas Ordenhadas (mil cabeças) Produividade (liros/vaca/ano) 1º Esados Unidos º Canadá º Holanda º Reino Unido º Alemanha º Ausrália º Polônia º França º Nova Zelândia º Argenina

23 11 (coninuação Tabela 3) (1) País Produção de Leie (mil on.) Vacas Ordenhadas (mil cabeças) Produividade (liros/vaca/ano) 11º Ucrânia º Federação Russa º México º Iália º Brasil º Chile º Índia (1) Ordenação dos países pela produividade. Fone: USDA (Unied Saes Deparmen of Agriculure) Anualpec (Anuário da Pecuária Brasileira) Dados disponíveis aravés da página Elaboração: R. ZOCCAL Embrapa Gado de Leie. Para Marins 3 e al (2001, p.19) a produção e comercialização de leie e derivados se caracerizam, em odas as nações do mundo, pela exisência de políicas públicas específicas que inerferem nos preços praicados no mercado inerno e, em alguns casos, aé mesmo no mercado inernacional. Esas políicas públicas visam garanir que cuidados higiênicos sejam adoados na produção, indusrialização e comercialização, já que o leie pode se caracerizar como imporane veor de doenças ao homem. O objeivo primordial dessas ações é, porano, a preservação da saúde do consumidor. Ainda segundo os mesmos auores (op ci), essas políicas públicas visam ambém a preservação dos ineresses do consumidor, do produor ou de algum agene específico da cadeia produiva, conrolando direa ou indireamene os preços dos insumos e dos produos láceos praicados no mercado. Além disso, envolvem ambém o esímulo à produção, visando gerar excedenes exporáveis ou por meio de mecanismos impediivos à imporação e assim priorizando ganhos ou perdas de produores ou de consumidores nacionais. Os EUA, o Canadá, o Japão e os países europeus desenvolveram políicas públicas que permiem imporações, mas conroladas, não inerferindo na renda dos 3 Os auores do livro são: Carlos Eugênio Marins, Douor em Agronomia; Carlos Auguso Brasileiro de Alencar, Mesre em Engenharia Agrícola; e Maheus Bressan, Mesre em Sociologia com graduação em Agronomia.

24 12 produores. Todavia, esse não é o caso dos países perencenes ao Mercosul enre eles, o Brasil, onde os preços praicados são próximos àqueles enconrados no comércio inernacional. Considerando-se que o produo exporado é subsidiado, os produores laino-americanos são levados a compeir com esses preços arificiais, afirmam Marins e al (2001, p.27). 2.2 PRODUÇÃO BRASILEIRA Produzimos o leie mais barao do mundo (0,10 de dólar por liro), emos o segundo maior rebanho leieiro mundial (20 milhões de vacas ordenhadas), somos os maiores empregadores do país (5 milhões de posos de rabalho), o sexo maior produor do planea (21 bilhões de liros), afirma Jorge Rubez (2003). Esas afirmações mosram que a aividade leieira em grande imporância econômica e social na geração de empregos e na ofera de um alimeno essencial a algumas faixas da população brasileira. Considerando-se a agropecuária brasileira como um odo, o leie esá enre os cinco produos mais imporanes, seja pelo seu elevado valor de produção, esimado em 6,6 bilhões no ano de 2000, por seu papel relevane no suprimeno de alimenos ou na geração de emprego e renda para a população. Esima-se que cerca de 18 bilhões são gerados pelos diferenes segmenos que compõe esa cadeia agroindusrial no Brasil (Marins e al, 2001, p.7). Segundo Vilela 4 e al (2001), uma caracerísica marcane na produção leieira no Brasil é a grande diversidade exisene, associada a faores regionais devido à grande dimensão erriorial. Oura caracerísica é a disribuição assimérica dos produores na cadeia produiva, onde um número elevado de pequenos produores êm baixa paricipação na produção oal nacional e alguns poucos grandes produores paricipam em grande escala dessa produção, com a endência dessa siuação se agravar ainda mais. Esa siuação é confirmada por Marins e al (2001, p.14), ao assinalar que 80% dos produores são responsáveis por somene 20% da produção nacional, enquano que 20% dos maiores produores respondem 4 Os auores do livro são: Duare Vilela, Douor em Zooecnia; Maheus Bressan, Mesre em Sociologia com graduação em Agronomia; e Aércio Sanos da Cunha da Universidade de Brasília.

25 13 por 80% da produção nacional. O que se percebe é a endência do seor em aumenar a escala, melhorar a produividade e a qualidade do produo. Segundo Jorge Rubez (2003), a pecuária leieira do Brasil enfrenou grandes adversidades aé chegar ao nível em que se enconra aualmene, ou seja, não figura ainda enre os países de maior produividade, porém, já realizou grandes avanços. O leie é o produo mais subsidiado no mundo. De cada 1 dólar que o produor esrangeiro recebe, US$ 0,40 são de subsídios. Isso significa que US$ 40 bilhões são lieralmene doados pelos países indusrializados aos produores. Se não fossem essas barreiras, ceramene o leie figuraria numa posição de desaque na paua das maiores exporações brasileiras. A produção de leie é subsidiada em vários países do mundo, sendo a Ausrália, a Nova Zelândia e o Brasil as únicas exceções. De acordo com Sanos e al (2002, p.3), o crescimeno da produção de leie no Brasil em sido significaivo nos úlimos vine e see anos, com uma média de 3,62% de crescimeno anual. São percenuais superiores ao crescimeno populacional que, além do mais, apresenou renda (medida pelo salário mínimo) decrescene durane ese período. Esas evidências indicam que a produção de leie no Brasil cresceu acima da demanda (medido pelo crescimeno populacional e pelo nível de renda). Eses dados são reforçados por Marins e al (2001, p.9), quando afirmam que após o Plano Real, com uma maior esabilidade da economia, a produção de leie aingiu um recorde de crescimeno no ano de 1996, aingindo um índice de 12% naquele ano. Já o consumo aparene (produção mais imporações) cresceu em orno de 4,3% ao ano, e a demanda por produos láceos obeve um crescimeno de 2,7% ao ano para a década de 90. No Brasil, segundo Vilela e al (2001, p.29), exisem dois ipos disinos de mercado de láceos, conhecidos como formal e informal. O que os disingue enre si é a obrigaoriedade de inspeção saniária e higiênica governamenal, uma práica comum no mercado formal, o que não ocorre no mercado informal. A comercialização no mercado formal é realizada por meio de cooperaivas ou indúsrias pariculares que, em geral, são fiscalizadas no que diz respeio ao

26 14 conrole de qualidade e ao recolhimeno de imposos. Em 1987, o Brasil apresenava um percenual de 77% do leie produzido pelo mercado formal; dez anos depois, em 1997, apenas 54% do leie foi fiscalizado quano às condições saniárias e higiênicas. Esa é, sem dúvida, uma realidade que coloca em risco a saúde do consumidor, haja viso que as condições em que o leie é produzido e comercializado deixam muio a desejar, na grande maioria dos casos. Com relação ao mercado informal de leie, em anos mais recenes, ese em mosrado cera insabilidade. Segundo dados do IBGE, em 2000 represenava 40,3% da produção; em 2001 ese índice caiu para 35,6% e, no ano de 2002, volou a subir, aingindo um percenual de 39%. Segundo Sebasião Teixeira Gomes (2003), esses índices devem ser observados levando-se em consideração que uma boa pare do leie produzido, principalmene pelo pequeno produor, é desinado para o auoconsumo. A disribuição apresena-se, porano, assim consiuída: 64% desinam-se ao mercado formal, 21% ao auoconsumo e 15% ao mercado informal. A comercialização do leie in naura, no Brasil, caraceriza-se por essa informalidade. Não há definições e compromissos previamene discuidos e/ou esabelecidos para médio e longo prazo. Iso gera riscos e incerezas para o produor que, muias vezes, não sabe quano e quando irá receber pelo produo que vendeu (GOMES, 2003) Cadeia Produiva O governo, durane mais de 40 anos, fixou o preço (nominal) do leie ao produor, ao consumidor e deerminou as margens de renabilidade de cada um dos elos da cadeia produiva. Com isso, odos os segmenos da cadeia produiva, praicamene, se esagnaram. Os avanços ecnológicos foram episódios isolados, e a gama de produos oferecidos aos consumidores permaneceu quase inalerada durane quaro décadas (VILELA e al, 2001, p.11). A inflação elevada foi a ônica de quase odo o período de abelameno de preços do leie e, como conseqüência, os preços recebidos pelos produores foram

27 15 excessivamene insáveis, conforme referem Vilela e al (2001). Cabe salienar que o leie abelado nunca significou remuneração adequada ao produor e nem esabilidade de preços reais. Ainda hoje, produzir leie envolve considerável risco financeiro. A indúsria de laicínios, a qual adquire a maéria-prima, processa, produz e vende diversos derivados láceos, preferiu adapar-se às condições precárias da produção leieira com seu suprimeno insável de maéria prima, baixa qualidade e alo cuso de colea do que incenivar ou invesir no aumeno de produividade (VILELA e al, 2001, p.13). No Brasil, ese seor é consiuído por empresas com caracerísicas basane diferenes. Compõem o seor um pequeno número de unidades indusriais modernas, e um número enorme de pequenas empresas, milhares delas do ipo cooperaivas, com baixo padrão ecnológico, pouca sofisicação gerencial e produção de qualidade inferior. Com o acirrameno da concorrência exerna e com a perda do poder de imposição de preços pelas grandes redes varejisas, as pequenas empresas, na maioria das vezes, erminaram pagando o preço da imprevidência, afirmam Vilela e al (2001, p.14). Sem er acompanhado as endências do mercado, grande pare das unidades produivas esão sob ameaça de insolvência e, junamene com cenenas de pequenas empresas, sofrem o inenso processo de concenração, al como ocorre com a produção leieira. Unidades indusriais de menor pore vão sendo fechadas ou adquiridas pelos grandes grupos nacionais e mulinacionais, eses úlimos com maior poder econômico e uma posura mais agressiva na conquisa de novos mercados e na consolidação dos já exisenes. Os obsáculos em realizar pesquisas, lançar novos produos e realizar campanhas de markeing, compleam as dificuldades de sobrevivência de empresas menores, ou de auação regional. No seor leieiro e de laicínios as endências nacionais e inernacionais aponam para uma grande concenração de capial, elevado giro de negócios, grande volailidade de produos e comercialização em ala escala, e um elevado poder de barganha de grandes redes de varejo, devendo, por isso, permanecer um número cada vez menor de indúsrias em um mercado dominado por sisemas de disribuição alamene informaizados e cada vez menos informal. Nese senido,

28 16 cabe ao governo elaborar uma políica de curo prazo para ese segmeno indusrial que venha a permiir que um número maior de empresas sobreviva às auais dificuldades, priorizando a modernização ecnológica e o aumeno da eficiência da indúsria de pequeno e médio pore (VILELA e al, 2001, p.127). Reafirmando esa perspeciva, Vicene Nogueira Neo e Paulo Sérgio Musefaga, em arigo publicado no informaivo écnico da Revisa Gleba, em sua edição de novembro e dezembro de 2001, página 21, afirmam que: [...] não se pode omiir a ação deleéria do varejo. Cada vez mais concenrados, os supermercados pressionam os preços no aacado, reduzindo a margem da indúsria, especialmene das pequenas e médias, que para maner ou minimizar a compressão de sua margem de comercialização, reduzem os preços aos produores. O mais recriminável da ação dos supermercados é que os ganhos auferidos com a redução dos preços às indúsrias raramene beneficiam o consumidor. Essa endência de concenração de capial, que privilegia as indúsrias de maior poder econômico, ambém aconece com os produores, pois com um número grande de pequenos produores, a especialização dese seor orna-se difícil, a disseminação de informações fica mais lena e deficiária, a colea e o conrole da qualidade do leie por pare das indúsrias e do governo ficam mais dispendiosos. Ainda sobre a endência de concenração do mercado leieiro, Vicene Nogueira Neo e Paulo Sérgio Musefaga, no mesmo arigo, consideram que o que esá aconecendo é resulado de uma esruura imperfeia de mercado, pois as 20 maiores empresas de laicínios do Brasil são responsáveis por mais de 50% das compras no mercado formal; de ouro, há milhares de produores dispersos por odo o País. Embora os produores venham se organizando, a relação ainda é muio desigual. A grande maioria dos produores ainda é omadora de preços. A produção nacional de leie, principalmene a parir da década de 1990, vêm passando por ransformações de ordem políica, econômica e ecnológica que afeam oda a cadeia de láceos. Segundo Vilela e al (2001, p.22-23) os faores que deerminaram essas ransformações foram os seguines: - Liberação do preço de leie, em O abelameno expulsou capiais e empresários da aividade, além de impedir o desenvolvimeno da culura da negociação; - Maior aberura da economia brasileira ao mercado inernacional, em

29 17 especial a insalação do Mercosul. Como pono posiivo pode-se ciar o desperar para a compeição inernacional. Por ouro lado, esa aberura rouxe os produos láceos imporados, muias vezes em condições subsidiadas no país de origem; - A esabilidade da economia, com o plano Real, gerou um aumenou na demanda, como conseqüência do aumeno da renda da população. Em relação à produção, a esabilidade conseguida com a aberura comercial reduziu as margens de lucro pela queda do preço do leie, colocando em dificuldades odo o segmeno da produção; - Melhora na qualidade do leie, ainda em conseqüência da concorrência nacional e inernacional, o que levou à exclusão do mercado formal aqueles produores que não conseguiram se adequar às novas exigências ecnológicas; - Grande crescimeno do leie longa vida (UHT), que mudou o pono de referência do preço do leie, causando impacos nas margens de lucro de oda a cadeia, uma vez que o principal pono de venda desse ipo de leie são os supermercados, que possuem ala influência no preço do leie, em razão de sua esruura oligopolizada. Esas afirmações vão de enconro com as de Marins e al (2001, p.39), para quem o fim do abelameno de preços, a aberura comercial, a enrada em vigor do Mercosul e principalmene o Plano de Esabilização Moneária Plano Real são faores que explicam o dinamismo que se insalou em oda cadeia produiva, com reflexos nas propriedades leieiras na década de Produividade Quesões como susenabilidade, compeiividade e qualidade êm sido inensamene debaidas nos úlimos anos. No seor do leie, não é diferene, viso que para orná-lo susenável e lucraivo será necessário rever alguns paradigmas preconizados pelo aual modelo de produção e organização adoadas pelo seor. Para Sidnei Aparecido Baroni, Especialisa em Adminisração Rural, ciado

30 18 por Sanos e al (2002), a sociedade precisa deixar de ver o seor produivo como simples fornecedor de maéria prima baraa, e passar a discui-lo como um segmeno imporane da cadeia produiva. Profissionais de Ciências Agrárias precisam aprimorar seu nível de conhecimenos, dominando informações e ecnologias que conribuam para a solução dos problemas de produção e produividade, passando ambém a desempenhar o papel de consulores gerenciais. Esas necessidades se ornam urgenes, uma vez que o produor não pode mais adminisrar seu negócio agrícola como há 20 ou 30 anos arás, como conseqüência das mudanças ocorridas na economia mundial, que passaram a exigir agilidade, rapidez e precisão nas decisões. Enre os anos de 1980 e 2003 houve um aumeno de produção de 102,4%, e os dados apresenados na abela 4 demonsram que a produividade em maior imporância nese crescimeno do que o aumeno do rebanho. Na média, a produividade das propriedades leieiras é ainda muio baixa quando comparada as de ouros países produores, incluindo os países perencenes ao Mercosul. Esa baixa produividade pode ser decorrene de combinações inadequadas no uso de faores produivos, o que causaria elevação de cusos e, conseqüenemene, redução da compeiividade seja relaivamene aos cusos de oporunidade em relação a ouras aividades, ou quano à capacidade de compeir com produos láceos de ouras regiões ou países. Tabela 4 Produção de Leie, Vacas Ordenhadas e Produividade Animal no Brasil Ano Produção de Leie (milhões liros/ano) Vacas Ordenhadas (mil cabeças) Produividade (liros/vaca/ano)

31 19 (coninuação abela 4) Ano Produção de Leie (milhões liros/ano) Vacas Ordenhadas (mil cabeças) Produividade (liros/vaca/ano) (1) (1) Projeção realizada pela Embrapa Gado de Leie Fone: IBGE (Censo Agropecuário e Pesquisa da Pecuária Municipal). Dados disponíveis aravés da página Elaboração: R. ZOCCAL - Embrapa Gado de Leie. Porém, segundo Marins e al (2001, p.8), as esaísicas de leie no Brasil englobam unidades produoras dos mais diversos ipos, desde a pecuária mais rudimenar, exensiva, uilizando rebanhos não-especializados, aé a mais inensiva, doada de ecnologia moderna e manejando rebanhos alamene especializados em ermos de poencial genéico para leie o que faz com que a produividade da pecuária leieira medida em liros/vaca/ano pouco explique sobre a pecuária nacional, que se caraceriza por realidades muio disinas. O que parece conradiório é que, nesse mesmo período, o aumeno da produividade veio acompanhado de uma redução de preços recebidos pelos produores. A explicação mais plausível para esa aparene conradição, segundo Sanos e al (2002, p.5), é a redução no número de produores fornecedores das principais indúsrias compradoras, com média de fornecimeno cada vez maior por

32 20 produor remanescene, conseguindo, por meio da expansão na escala, maner ou aumenar a renda a despeio de menores reornos por liro produzido. A endência nese seor é aumenar a escala, melhorar a produividade e a qualidade do produo. Aos produores que não se adequarem aos novos proocolos de produção e às novas regras de mercado, a exclusão parece ser ineviável. A modernização deverá acarrear num aumeno da produividade, fazendo o Brasil aproximar-se ao padrão mundial e, como conseqüência, deverá haver uma redução do número de produores. A reesruuração da produção leieira não se dará sem grave cuso social, pressupondo-se, assim, que o desafio será o de desenvolver programas oficiais de reconversão deses produores buscando sua permanência na aividade, ou pelo menos, no campo (VILELA e al, 2001, p.11). Ainda de acordo com Vilela e al (2001, p.12), para que o cuso social seja o menor possível a economia brasileira deve esar em crescimeno (o que abre o leque de possibilidades de ouras aividades agrícolas ou mesmo urbanas) e a ofera de crédio deve esar esruurada de forma a suporar axas de juros não superiores às inernacionais. Uma condição indispensável à sobrevivência da produção leieira especializada é, sem dúvida, a adoção de medidas que proporcionem maior esabilidade e previsibilidade aos preços recebidos pelos produores. A ausência da pressão dos preços inernacionais é insuficiene para eviar a queda dos preços aos produores quando há excedene de ofera, mesmo que seja pequeno, como ocorreu em plena enressafra de 2001, afirmam Vicene Nogueira Neo e Paulo Sérgio Musefaga. O elevado cuso de produção é, assim, um dos grandes enraves ao progresso do seor, paricularmene quando aliado aos pequenos preços pagos aos produores, consiuindo-se em uma das razões para a baixa renabilidade alcançada por liro produzido no Brasil. Mesmo com algumas adversidades, a produividade vem crescendo consideravelmene. Em edição especial sobre o agronegócio, a revisa Veja, edição de abril de 2004, com o íulo Agronegócio Reraos de um Brasil que dá lucros, publica um arigo que evidencia esa evolução na produividade da pecuária leieira.

33 21 Fala pouco para o Brasil aingir a auo-suficiência na produção de leie, e isso em pouco a ver com o crescimeno do rebanho. Nas úlimas rês décadas, a produção aumenou 8 bilhões para 22 bilhões de liros sobreudo porque as vacas passaram a ser mais bem raadas. No período, a média de produção salou de 700 para liros por animal no ano. Sexo maior produor do mundo, com 20 milhões de vacas nas ordenhas, o país produz o equivalene a 1 real em leie para cada 9 reais irados do campo. A ecnologia nos currais, com ordenhadeiras, anques de resfriameno, inseminação arificial, seleção genéica, enre ouros faores, permiiu reduzir o défici resulane da imporação de leie de 500 milhões para 60 milhões de dólares em cinco anos. Ao mesmo empo, aumena a exporação de leie em pó, que rende mais. Os ganhos na exporação devem se muliplicar por cinco a curo prazo, prevêem especialisas. Não é pouco para quem inha, aé a enrada do milênio, uma regulação saniária daada de 1952, pela qual as fazendas produoras não esavam nem mesmo obrigadas a resfriar o produo logo depois da ordenha (EDWARDS, 2004, p. 17). 2.3 PRODUÇÃO PARANAENSE Para Marins e al, (2001, p.10) a produção brasileira de leie não é disribuída uniformemene enre os diversos esados, pois cerca de 70% da produção esá concenrada em cinco esados: Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. Pode-se, porano, considerar que o Esado do Paraná se caraceriza por ser um esado de radição agropecuária, conforme se pode consaar observando os dados apresenados na abela 5. O Paraná, no ano de 2002, ocupava a quara posição enre os esados produores de leie do Brasil, com uma produção anual de milhões de liros, paricipando com 9,2% da produção oal nacional, e arás dos Esados de Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, que produziram 6.177, e milhões de liros, respecivamene. Ao se considerar o iem produividade, o Paraná sobe para a erceira posição, com uma produividade de medidos em liros por vaca; a primeira posição era ocupada pelo Rio Grande do Sul, com 1.964, seguido do Esado de Sana Caarina com 1.950, conforme demonsram os dados consanes da abela 5.

34 22 Tabela 5 - Evolução da Produção de Leie nos Esados (Ordenada Segundo a produção de leie em 2002) Esado Produção de Leie (milhões de liros) Produividade (Liros/vaca) *Produividade (liros/hab.) 1º Minas Gerais º Goiás º Rio Grande do Sul º Paraná º São Paulo º Sana Caarina º Bahia º Rondônia º Pará º Mao Grosso do Sul º Mao Grosso º Rio de Janeiro º Pernambuco º Espírio Sano º Ceará º Alagoas º Maranhão º Tocanins º Rio Grande do Nore º Paraíba º Sergipe º Acre º Piauí º Amazonas º Disrio Federal º Roraima

35 23 Coninuação da abela 5... Esado Produção de Leie (milhões de liros) Produividade (Liros/vaca) *Produividade (liros/hab.) 27º Amapá T O T A L *Obs.: Os dados de produividade de liros/habianes são do ano de Fone: IBGE Pesquisa da Pecuária Municipal. Dados disponíveis aravés da página Elaboração: R.ZOCCAL - Embrapa Gado de Leie Adapado A comparação enre os resulados obidos nos anos de 1991 e 2002 mosra que o esado do Paraná vem aumenando sua produção. Em 1991 a produção era de milhões de liros; no ano de 2002 a produção aingiu milhões de liros, com um crescimeno de 60,1% nese período, o que corresponde a um crescimeno de, aproximadamene, 5,5% ao ano. Enre os maiores produores ambém merecem desaque os esados de Goiás, com um crescimeno da ordem de 113%, Rio Grande do Sul com crescimeno de 56,6% e Minas Gerais com crescimeno de 43%. O desaque negaivo fica por cona do Esado de São Paulo, que obeve uma queda de produção de 11,7% no período de 1991 a 2002, dados observados da abela 5. De acordo com Vilela e al (2001, p.231) esse crescimeno não se deu em virude apenas da expansão do rebanho bovino e, conseqüenemene, do número de vacas ordenhadas; houve avanços ecnológicos significaivos, que permiiram ganhos na produção por animal, por área e por esabelecimeno ocupado com a pecuária leieira. Segundo os dados do IBGE, em 1997 a região sul do esado era a que possuía os rebanhos leieiros mais produivos do Paraná, com produividades médias de liros/vaca/ano, apresenando percenuais de 28,6% da produção com 20,5% do rebanho. A segunda maior região era a oese, com 22,4% da produção e 16,5% do rebanho, com uma produividade média de liros/vaca/ano. A região nore era a erceira maior produora, com 22% da produção oal e possuía o maior rebanho mesiço, aingindo 26% do rebanho esadual e produividade média de liros/vaca/ano. As regiões sul, oese e nore

36 24 produziam 73% do oal de leie do Paraná e concenravam em suas áreas 63% do rebanho. As regiões cenro-oese, sudoese e noroese paricipavam com 27% da produção e 37% do rebanho, e apresenavam as produividades mais baixas do esado. A figura 1 mosra o percenual da produção de leie e do rebanho nas regiões do esado. Figura 1 - Produção de leie e rebanho nas regiões do esado do Paraná De acordo com Koehler (2000), o perfil zooécnico do rebanho leieiro no Esado apresenava a seguine composição: 28,4% são animais da raça Holandesa, 5,7% Jersey, 17,7% Girolanda, 8,0% Pardo-Suíço e 40,2% sem raça definida, segundo dados da pesquisa realizada pelo Deparameno de Economia Rural DERAL e pela Secrearia da Agriculura do Esado do Paraná SEAB no ano de O gráfico 2 mosra o perfil zooécnico dese rebanho no esado. Figura 2 - Perfil zooécnico do rebanho no esado do Paraná

37 25 Em relação à uilização de ecnologia na bovinoculura de leie no esado do Paraná, de acordo com os dados do censo agropecuário realizado pelo IBGE, nos anos de 1995 e 1996, a ordenha manual era realizado em 81% das propriedades rurais, o que corresponde a 67,6% do volume de leie produzido no esado. Já, a ordenha mecânica era uilizada em 19% das propriedades, sendo responsável por 32% da produção esadual. Considerando que o Paraná apresena diferenes regiões, cada uma com suas caracerísicas opográficas, solo e clima caracerísicos, esas paricularidades regionais esabelecem os níveis de ecnologia mais adequados para os produores de leie. Segundo Koehler (2000), em 1999 a região nore, onde se enconram as propriedades que serviram de campo de esudo desa pesquisa, se caracerizava por possuir 65% de pequenos produores de leie com produção inferior a 90 liros por dia. O rebanho era composo por animais mesiços, sendo que a maioria dos produores realizava apenas uma ordenha por dia. Além disso, o uso de ecnologia na produção esava em fase de implanação e o número de produores que realizavam ordenha mecânica e resfriadores de leie era inferior a 20% Projeo Viória 5 O Paraná, sendo o quaro esado produor em volume de liros de leie, ainge, praicamene, uma produção de 2 bilhões de liros no ano, conforme dados observados da abela 5. Traa-se, porano, de uma aividade que vem gradualmene se expandindo e, conseqüenemene, gerando empregos. Segundo esimaivas da EMATER Paraná, para cada produor são gerados 34 empregos na cadeia produiva 6. Frene a ese cenário, surgiu ambém a necessidade da criação de programas para acompanhar e presar assisência principalmene aos pequenos produores do esado. O Projeo Viória foi criado em função dessa necessidade. O Projeo Viória iniciou-se em 1998, esruurado pela EMATER Paraná, uma 5 Fone: A maior pare do coneúdo desa seção foi exraído de documenos insiucionais da EMATER fornecido por Robson José Cury, Sidnei Aparecido Baroni e Paulo Tadaoshi Hiroki. 6 Documeno insiucional da EMATER sobre o Projeo Viória.

38 26 empresa do governo do Esado vinculada à Secrearia da Agriculura e do Abasecimeno, com apoio do Programa Paraná 12 Meses, sendo uma parceria insiucional enre a EMATER Paraná, a Universidade Esadual de Londrina (UEL), a Universidade Esadual de Maringá (UEM) e os produores, que na primeira eapa, oalizaram 150. Desenvolvido em doze municípios da região do Arenio Caiuá - que inclui municípios da região de Maringá e Londrina, localizados no nore e nordese do esado do Paraná - em como idéia cenral a consrução de um modelo de exploração leieira susenável, compeiivo e lucraivo para esa região. A região dos municípios, área de auação do Projeo Viória, passou por vários ciclos de produção, iniciando com a culura do café, passando pelo algodão, soja e pecuária de core. A pecuária de leie foi iniciada como uma complemenação de renda das propriedades de café e de pecuária de core. Sempre em busca de alernaivas que demandassem poucos invesimenos, os produores foram mudando seus negócios na medida em que a ferilidade das erras foi diminuindo. A figura 3 ilusra o mapa do esado do Paraná com desaque a região nore e nordese do esado. A figura 4 ilusra os municípios da região nore e nordese do esado do Paraná, onde se enconram os produores de leie que paricipam do Projeo Viória.

39 27 Figura 3 - Mapa do esado do Paraná 7 Sano Inácio Cenenário do Sul Colorado Guaraci Lobao Jaguapi ã Sana Fé Asorga Londrina Projeo Viória Asorga Cenenário do Sul Colorado Flórida Guaraci Jaguapiã Lobao Londrina Lupionópolis Munhoz de Mello Sana Fé Sano Inácio Figura 4 - Região de abrangência do Projeo Viória Sano Inácio Colorado Cenenário do Sul Guaraci Lobao Jaguapiã Sana Fé Asorga Maringá Londrina Londrina Perimero Projeo Viória Asorga Cenenário do Sul Colorado Flórida Guaraci Jaguapiã Lobao Londrina Lupionópolis Munhoz de Mello Sana Fé Sano Inácio 7 Os mapas das figuras 3 e 4 foram elaborados pela EMATER do Paraná.

40 28 As propriedades dos produores de leie desa região, no ano de 1998, inham caracerísicas semelhanes: possuíam uma área uilizada para forrageiras e pasagem com cerca de 28 hecares, uma média de 30 vacas em lacação, maninham rebanhos mesiços e desesruurados, com um grande número de animais com pouca produção de leie, baixa renda, com uma média anual de, aproximadamene, R$ ,00, e pasagens e alimenação alernaiva do rebanho sem criérios, não manendo regisros e conroles da produividade. O maior desafio do Projeo Viória é mudar o cenário produivo desses municípios localizados nesa região do Arenio Caiuá, radicionalmene reconhecidos como improduivos para a pecuária de leie, ornando-os uma imporane bacia leieira. O seu objeivo global é gerar um modelo de produção de leie, agindo e inervindo em propriedades para buscar a susenabilidade das mesmas. Para aingir o objeivo geral, o Projeo foi elaborado para ser desenvolvido em duas fases. A seguir, são descrias as principais aividades e meas para cada fase do Projeo. Na primeira fase a esraégia de rabalho do Projeo Viória foi a de dar início a uma seleção de produores, os quais foram convidados a paricipar endo como único criério a deerminação em promover mudanças na aividade leieira; sendo enão formalizada a negociação e conraação do rabalho. Após esa eapa, foi feio o marco zero do projeo, que envolve a colea de dados e informações, com exames de diagnósico saniário e reproduivo, diagnósico alimenar e de infra-esruura. Após a realização do marco zero, o diagnósico gera os principais enraves da propriedade, criando um pré-plano ou ambém chamado de plano inicial, o qual consise em uma reorganização produiva e adminisraiva. Na reorganização produiva é realizado um plano de descare de animais, esabelecendo o calendário saniário, planejameno forrageiro e acompanhameno das ocorrências saniárias. Nesa fase, ambém são realizados o moniorameno da reprodução e a consrução de uma base de dados. Concomianemene com a reorganização produiva e adminisraiva, os produores passam a conar com assisência écnica personalizada, com visias semanais e quinzenais, onde são realizados a colea de dados, o acompanhameno das recomendações e aividades ponuais, o moniorameno produivo, reproduivo,

41 29 saniário, econômico e financeiro, junamene com a capaciação e preparo do pessoal envolvido no processo produivo. As próximas eapas realizadas são à aualização periódica do banco de dados, ajuses nos planos, avaliação dos resulados obidos com a apresenação e discussão em conjuno com os produores. A apresenação dos resulados é feia durane momenos diversos, quer seja por meio de enconros anuais, reuniões rimesrais de roca de experiências e reuniões écnicas (eórico-práicas) periódicas e a difusão dos principais resulados nos chamados dias de campo municipais, microregionais e regionais. A mea, na primeira fase do projeo, é aumenar em 20% o volume de produção e reduzir aé 30% os cusos das propriedades-desafio. A segunda fase do projeo Viória consise em rabalhar um plano de negócio baseado nos objeivos do empreendedor, para que o mesmo possa aingir as suas meas, desacando-se a visão do negócio e os objeivos a serem aingidos. A região de abrangência do projeo envolve 21 municípios, os quais, incluem aproximadamene produores de leie, sendo a aividade da pecuária leieira uma das principais aividades econômicas agrícolas deses municípios. A mea do projeo é aingir, no senido de divulgar as écnicas exisenes, o maior número possível de produores e municípios dessa região. As propriedades que inegram o projeo servem como modelos écnicos alernaivos para a produção de leie que, por sua vez, servirão como base écnica para ouras propriedades vizinhas a esas. Aualmene, o projeo acompanha cerca de 75 propriedades, as quais esão em diferenes fases e eapas do projeo Ouros Projeos de Pecuária de Leie da EMATER Paraná A diversidade de sisemas de produção de leie e as diferenes realidades regionais fizeram com que a EMATER Empresa Paranaense de Assisência Técnica e Exensão Rural (EMATER-PR), na sua esraégia de rabalho, opasse pela consrução de sub-programas regionais de referência. Com o inuio de desenvolver a cadeia de leie de forma inegrada, a EMATER-PR desenvolve nove

42 30 sub-programas regionais, cujos objeivos são definidos em cada sub-projeo, conforme a realidade e as parcerias regionais exisenes. Programa de Leie de Guarapuava PROLEG O PROLEG consiui-se em um programa de rabalho cujo objeivo geral é promover o desenvolvimeno da pecuária leieira de forma inegrada na região cenral do Paraná e com odos os principais seores da cadeia do leie, que são: produores de leie, indúsria de laicínios, prefeiuras municipais, EMATER-PR e serviços (comércio de insumos). O programa em como objeivos específicos melhorar os rendimenos dos produores de leie aravés do aumeno da produividade, ampliar a geração de empregos na região, aquecer a economia regional, auxiliar a fixação do homem no campo, doar os municípios envolvidos de infra-esruura capaz de faciliar o escoameno da produção do leie, organizar a colea do produo e produzir um leie de qualidade. Os principais beneficiários do programa são os produores e indúsrias de leie da região cenral do Paraná, que abrange um oal de 31 municípios. Projeo Vale Mais Leie O projeo siua-se na região do Vale do Ívai, onde o leie é o erceiro produo do seor agropecuário, sendo que em alguns municípios ocupa a segunda posição, influenciando significaivamene na renda da propriedade rural. O objeivo geral é buscar a susenabilidade e cooperaividade do processo leie, levando o produor a organizar sua produção com aumeno da produividade, busca da qualidade e gesão do seu negócio. Ese projeo é pauado por objeivos específicos que preconizam as seguines ações: - promover o aumeno da produção e produividade do rebanho leieiro; - melhorar o padrão genéico do gado leieiro, buscando a especialização dos produores; - incenivar preferencialmene a criação da raça Jersey; - especializar o quadro écnico na produção leieira;

43 31 - buscar o desenvolvimeno da produção de leie a paso usando para iso as forragens exisenes na região; - desenvolver rabalhos em sanidade das principais zoonoses; - reorganizar o sisema aual de produção, fazendo com que os produores uilizem resfriadores a granel; - profissionalizar os produores de leie, implanando e/ou melhorando o conrole adminisraivo e zooécnico nas propriedades; - organizar a comercialização do leie in naura, enquadrando na legislação vigene, em parceria com a vigilância saniária municipal e; - desenvolver rabalho de markeing em odas as ações desenvolvidas pelo grupo. Projeo Rendleie A região de abrangência do projeo siua-se no oese paranaense, na região de Toledo, compreendendo seis municípios nos quais a produção de leie é uma das principais aividades econômicas. O objeivo geral é a susenabilidade da produção leieira por meio de modernização pauada nos princípios écnicos da produção e gesão, elevando assim os níveis de renda da propriedade rural. Como objeivos específicos, o Projeo busca capaciar e qualificar os produores de leie para a produção com qualidade, produividade, compeiividade e renabilidade, por meio de processos de gesão. Projeo de Desenvolvimeno da Pecuária Leieira da Região de Francisco Belrão Ese projeo abrange vine e see municípios da região do sudoese do Paraná, sendo eleia como prioriária em 85% dos municípios. Tem como objeivo geral buscar o desenvolvimeno rural das famílias envolvidas nas aividades leieiras numa visão de cadeia produiva, respeiando as peculiaridades locais. Seus objeivos específicos são: desenvolver parcerias com indúsrias, enidades e órgãos públicos, para auar no projeo; profissionalizar e qualificar a família rural para produção leieira com compeiividade, qualidade e susenabilidade da propriedade e do meio ambiene; e organizar os produores e a produção aravés

44 32 das formas associaivas. Projeo Qualileie O projeo compreende oio municípios da região de Sano Anônio da Plaina, onde o leie é uma das principais aividades, ornado-se imporane pela receia gerada e ambém pela disribuição da renda, que movimena o comércio local. O objeivo da EMATER-PR, em parceira com os produores, indúsria láceas, prefeiuras e demais enidades ligadas ao leie, é o de melhorar a uilização dos recursos produivos da região, aumenando a produividade da pecuária leieira uma vez que os esudos êm mosrado que as propriedades com baixa escala de produção vêm enfrenando dificuldades para maner-se em aividade naquela região. Projeo de Auação na Pecuária Leieira na Região de Cascavel Esa proposa abrange um oal de vine e dois municípios da região de Cascavel, considerando uns com maior e ouros com menor ênfase na aividade. Nesa região a pecuária leieira é uma aividade rural com poencial ainda a ser expandido. Os objeivos são: esruuração de uma equipe écnica capaciada para a área de produção leieira para aendimeno aos rabalhos organizados na região; organização dos produores rurais quano ao armazenameno da produção, para faciliar a comercialização do leie a granel e a viabilização do ranspore aé as indúsrias do seor; ecnificação das propriedades rurais, visando os resulados em qualidade e maior renda; esabelecimeno de parcerias com produores, insiuições e empresas da cadeia produiva de leie, visando à viabilidade das ações e crescimeno da aividade; e melhoria das condições ambienais e preservacionisas, com a coberura do solo com pasagens bem manejadas e o uso de dejeos para ferilização, reduzindo desa forma a quanidade de adubos químicos uilizados. Projeo de Desenvolvimeno Terriorial Susenável da Agriculura Familiar na Cadeia Produiva do Leie Para a Região Cenro-Sul (AMCESPAR) Projeo que abrange doze municípios da região do cenro-sul do esado,

45 33 onde a esruura fundiária e econômica esá cenrada na agriculura e no agriculor familiar. Ese projeo em como objeivo geral a modernização do seor leieiro como um odo, pauada nos princípios écnicos da produção e da gesão, desenvolvendo a economia e um mercado regional compeiivo, elevando os níveis de renda e emprego das unidades produivas familiares e a qualidade de vida da população rural de forma susenável. Os objeivos específicos são: qualificar e profissionalizar os produores de leie e suas famílias, por meio de cursos profissionalizanes, enconros, excursões, dias-de-campo, seminários e ouras meodologias; modernizar os sisemas de produção adoados na região, pela adoção de conhecimenos e méodos, pela inrodução de insumos, máquinas e equipamenos, que se raduzam em aumenos na escala de produção e produividade, com melhorias na qualidade do produo e produividade, com redução de cusos de produção, ornando a produção regional compeiiva e susenável; inroduzir insrumenos de gesão écnica e adminisraiva da unidade de produção familiar que permiam avaliar o desempenho dos empreendimenos e a correa omada de decisões gerenciais; reduzir a sazonalidade da produção leieira da região pela melhoria da alimenação do rebanho aravés da formação de pasagens perenes e capineiras de alo valor forrageiro e dos aspecos reproduivos e saniários, proporcionando ingresso de renda consane ao produor e ofera regular de maéria-prima ao laicínio; auar no melhorameno genéico do rebanho leieiro pela inrodução e descenralização de equipamenos para inseminação arificial, bem como na capaciação e organização dos produores para a criação correa das bezerras e novilhas para a formação de um planel leieiro de animais de bom poencial genéico e zooécnico; difundir conceios de susenabilidade da unidade produiva familiar aravés do manejo adequado de dejeos, da não poluição da água, da reconsiuição da ferilidade dos solos e da preservação e recuperação das maas ciliares; promover a organização formal ou informal dos produores familiares de leie para conquisa de espaço juso na cadeia produiva e na sociedade; e consruir parcerias insiucionais formais e informais enre os segmenos públicos e privados que auam na cadeia produiva do leie.

46 34 Pecuária de Leie em Assenameno A Pecuária de Leie em Assenameno é um projeo que em como objeivo imediao consolidar a aividade leieira como negócio principal nos assenamenos da região de Paranavaí e seu objeivo principal é aumenar a renda liquida das famílias para rês salários mínimos mensais. 2.4 CONSIDERAÇÕES A produção leieira vem sofrendo grandes ransformações nos úlimos anos, resulanes de uma nova conjunura econômica mundial e globalizada. O produor de leie é obrigado a adapar-se a uma nova realidade de mercado cada vez mais compeiivo, o que vem obrigando os produores a promover mudanças em seus processos produivos, já que as mudanças ecnológicas vêm ocorrendo de forma mais rápida. O Projeo Viória, criado pela EMATER no esado do Paraná, coloca-se como uma alernaiva aos produores, fornecendo subsídios para gerar essas mudanças no seor leieiro, possibiliando o aumeno da produividade e gerando indicadores écnicos e econômicos para que os produores possam omar suas decisões em função dos objeivos a serem aingidos. Além de promover essas mudanças em busca da melhoria da qualidade, da produividade e da eficiência, exise, ambém, a necessidade de se esar avaliando o desempenho em seus processos produivos para se maner compeiivo denro dese novo conexo social. Uma das ferramenas que permie desenvolver um único índice de desempenho para cada unidade avaliada é o Daa Envelopmen Analysis (DEA), uma meodologia que idenifica as melhores práicas de um grupo de produores e mede a eficiência écnica de cada produor, permiindo classificá-lo como eficiene ou ineficiene a parir da razão ponderada enre insumos e produos. Esa ferramena será abordada no próximo capíulo desa pesquisa.

47 3 DATA ENVELOPMENT ANALYSIS - DEA Nese capíulo é descria a meodologia DEA, uilizada nesa pesquisa. A exposição compreende algumas definições, aspecos gerais, as eapas necessárias para a aplicação, os modelos considerados radicionais e o Índice de Malmquis, o qual é uilizado para calcular o impaco do Projeo Viória sobre a produividade dos produores de leie da região nore e nordese do esado do Paraná. A meodologia DEA é uilizada para mensurar índices de eficiência écnica e seu uso vem se difundindo muio nos úlimos anos nas mais diversas áreas do conhecimeno, principalmene pela sua flexibilidade e facilidade de aplicação, o que moivou a sua uilização nesa pesquisa. 3.1 EFICIÊNCIA E PRODUTIVIDADE Para que as organizações possam aingir seus objeivos econômicos ou sociais, devido a compeiividade imposa às organizações na era da globalização e as mudanças ecnológicas 8 que ocorrem rapidamene, faz-se necessário que as mesmas sejam eficienes, já que lançam, diariamene, no mercado consumidor, uma série de produos e serviços que esão consanemene sendo avaliados pelos consumidores e pelas organizações concorrenes. Uma das formas de se idenificar se uma organização é eficiene ou não, é compará-la com ouras organizações do mesmo ramo de aividades. Se, porvenura, a organização consegue gerar a mesma quanidade de produos que as ouras com, no máximo, a mesma quanidade de insumos, ela é dia eficiene; caso conrário, ela é dia ineficiene. Exisem ouras formas de se avaliar a eficiência, como por exemplo, quando inicia-se a produção de um bem ou serviço, deve-se combinar ceros ipos de insumos para ransformá-los em um ou mais produos. A combinação óima desses insumos, de al forma que gerem o máximo de produos, é designada eficiência. 8 Tecnologia é a maneira como uma empresa ransforma os recursos uilizados em produos. (Lovell apud Aguiar, 2003, p.33)

48 36 Quando se fala em eficiência deve-se er em mene que exisem diversas formas de eficiências; no enano, na grande maioria das vezes a inerpreação dada à eficiência é a da eficiência écnica (FARID apud ABEL, 2000, p.18) Para Wilhelm (2000, p.4) a Eficiência Técnica é obida por meio de uma comparação enre os níveis de insumos e produos observados com os níveis de insumos e produos óimos, ou seja, a razão enre a produção observada e o poencial máximo aingível para um dado consumo; ou ainda a razão enre a quanidade de insumos observados e o poencial mínimo exigido para produzir uma quanidade fixa de produos. Porano, exisem duas perspecivas de eficiência écnica, na qual uma busca aumenar a produção e a oura reduzir os insumos. Ouro conceio de eficiência, segundo Wilhelm (2000, p.4), é de Eficiência Alocaiva, o qual indica se o produor emprega os insumos à luz dos preços numa proporção óima que minimiza os cusos de produção. Em relação a esses conceios de eficiência écnica e eficiência alocaiva, uma organização pode ser classificada como eficiene ecnicamene e, ao mesmo empo, ser classificada como ineficiene alocaivamene, pois não usa os insumos numa proporção adequada que minimize os cusos de produção. Eses conceios de eficiência são relaivos e expressos como uma porcenagem. As organizações que operam com as melhores práicas são 100% eficienes; já as ouras que não aingiram as melhores práicas, são ineficienes e iso é represenado com um percenual abaixo de 100%. Idenificar qual a melhor écnica de análise de eficiência é mais adequada para cada siuação é de suma imporância para alcançar os objeivos preendidos. Exisem dois méodos para mensurar a eficiência na uilização dos recursos: o paramérico, em que uilizam-se méodos economéricos, e o não-paramérico, baseado na programação maemáica. Para Lovell (apud REINALDO, 2002, p.30) o méodo paramérico uiliza écnicas para esimar funções de produções 9 médias, requer especificações explicias de forma funcional e suposições acerca da disribuição do erro. Tem dificuldade em acomodar múliplos produos, geralmene expressando a produção por um índice, no qual imporanes informações no espaço dos produos podem ser 9 Função de produção é a relação que indica quano se pode ober de um ou mais produos a parir de uma dada quanidade de faores (Simonsem apud Abel, 2000, p.9).

49 37 perdidas. Reinaldo (2002, p.30) afirma que o méodo não paramérico baseia-se na programação maemáica e possui dois objeivos principais: consruir froneiras de produção 10 a parir de dados empíricos e calcular uma medida de produividade, relacionando dados de observações com as froneiras de produção. Os ponos observados que perencem à froneira de produção são dios eficienes e seus níveis de insumos e produos são óimos, enquano os ouros são ineficienes. Para dimensionar o grau de eficiência desses ponos considerados ineficienes, basa calcular a disância do pono aé a froneira de produção. Uma vanagem do méodo não paramérico é a sua flexibilidade, já que se adapa a modelos com múliplos insumos e produos e impõem menos resrições quano à ecnologia de produção 11, eviando colocar resrições desnecessárias sobre a função de produção que podem afear a análise e disorcer as esimaivas da eficiência. (IRAIOZ e al. apud ÁLVAREZ e al, 2002, p.13). A relação enre produos gerados com o uso de um nível fixo de insumos é uma medida radicional para se mensurar a produividade de uma organização. Segundo Cooper e al (2003), já em 1957, Farrell definia a eficiência écnica como sendo uma medida de produividade, que pode ser represenada pela razão: Produo Eficiência Técnica =. (01) Insumo Esa razão é padronizada para se siuar num inervalo enre 0 e 1, que serve como uma medida percenual da eficiência écnica. Porém, em geral, esa medida é considerada inadequada, pois, os processos organizacionais são mais complexos, exisindo vários insumos e produos. Em conseqüência disso, surge a necessidade de uma nova medida de eficiência: Soma ponderada dos produos r u y r r Eficiência Técnica = = (02) Soma ponderada dos insumos v x i i i 10 Froneira de Produção ou Isoquana é a curva que represena a quanidade de insumos necessários para produzir um nível fixo de produos. Diferenes produores localizados na mesma isoquana produzem o mesmo nível de produos podendo empregar níveis diferenes de insumos. (Wilhelm, 2003, p.18) 11 Tecnologia de produção é o conjuno de odos os ponos (planos) viáveis de produção de uma organização.

50 38 onde u r e v i são os pesos, iso é, o grau de imporância que a organização aribui a quanidade y r do produo r e x i do insumo i, respecivamene. Essa razão rouxe uma nova dificuldade, definir um conjuno de pesos u r e v i comuns para as variáveis de produos e insumos y r e x i. Para Niederauer (2002, p.34) se houvesse acordo enre as unidades sob avaliação, a quesão esaria solucionada; no enano, sabe-se que os produores, mesmo aqueles que auam numa mesma área, êm inerpreações e visões diferenes sobre deerminados assunos, gerando, com isso, alguma dificuldade em se definir pesos para as variáveis. Em função dessas dificuldades, surge uma écnica de programação maemáica para avaliar a eficiência écnica de organizações homogêneas 12, quando as mesmas possuem múliplos insumos e produos para os quais não se podem aribuir pesos, denominada Daa Envelopmen Analysis DEA, que é a meodologia uilizada para desenvolvimeno desa pesquisa. 3.2 ASPECTOS GERAIS DE DEA A Análise por Envolória de Dados (DEA) foi desenvolvida e inroduzida na lieraura, na sua aual forma, em 1978, por Charnes, Cooper e Rhodes. Foi originalmene projeada para uso como uma ferramena para esimar a eficiência relaiva em organizações sem fins lucraivos, como por exemplo, organizações governamenais (BOWLIN, 1999). DEA é, em uma perspeciva mais ampla, uma generalização das medidas de Farrell, criadas em 1957, para siuações em que unidades de produção uilizam múliplos insumos e produos. Sua primeira aplicação foi em escolas públicas noreamericanas. Porém, desde sua criação, foi desenvolvida e ampliada, passando a ser uilizada em diversas áreas do conhecimeno e reconhecida como uma ferramena efeiva nos processos de medida de desempenho (BOWLIN, 1999). Daa Envelopmen Analysis DEA, consiui-se em uma écnica de programação maemáica não paramérica, que em por finalidade medir a eficiência 12 Organizações homogêneas são organizações que devem realizar as mesmas arefas e procurar aingir os mesmos objeivos, diferenciando apenas em relação à inensidade ou magniude.

51 39 relaiva de um conjuno de unidades omadoras de decisões, que são homogêneos, permiindo classificar cada unidade em eficienes e ineficienes e gerando um único indicador de desempenho para cada unidade avaliada, a parir da razão ponderada enre produos e insumos. É paricularmene adequada na avaliação de organizações nas quais o preço de mercado dos insumos e recursos, bem como os produos e resulados, não são conhecidos ou são inexisenes, eviando, com isso, esipular pesos aos insumos e produos e permiindo que cada organização seja valorizada com o que em de melhor. Nesa mesma linha de raciocínio Lins e al (2000, p.53) afirmam que esa flexibilidade nos pesos pode ser considerada como uma das maiores vanagens da meodologia DEA, uma vez que conribui para idenificar as organizações ineficienes, que apresenam baixa performance com seu próprio conjuno de pesos. Na concepção de Paredes (1999), DEA gera uma froneira de eficiência de uma ecnologia produiva que define o melhor desempenho possível de ser alcançado nessa ecnologia. Esa froneira corresponde à envolória formada por faceas lineares que ligam os planos de operação execuados pelas organizações eficienes, de modo que os planos ineficienes fiquem sob essa envolória. Vindo de enconro com essa visão, Calhoun (2003) define DEA como uma écnica de programação maemáica usada na consrução de uma froneira de produção ou de possibilidades de produção que auxiliam na omada de decisões. Como DEA compara odas as unidades enre si e idenifica aquelas de melhor desempenho, as quais servem como referência para as demais unidades, DEA ambém é definido como um méodo de benchmarking. Prus (2002, p.15) define benchmarking como: O Benchmarking é uma écnica simples de aprendizado aplicável a qualquer ramo ou aividade humana. Conceiualmene é um méodo que subsiui a écnica da enaiva e erro pela qual o sujeio do benchmarking seja ele um indivíduo, uma empresa, uma agência ou uma enidade procede à idenificação do indivíduo que se desaca e ocupa a posição de liderança em deerminado seor de aividade, ao esudo de suas ações e práicas, e daí deriva a adoção de faceas de seu modus operandi que sejam mais adequados à melhoria do desempenho do próprio sujeio no referido seor de aividade.

52 40 A definição de eficiência uilizada na meodologia DEA é denominada Eficiência Pareo-Koopmans, em que uma organização é compleamene eficiene se, e somene se, não é possível aumenar nenhum insumo ou produo sem diminuir algum ouro insumo ou produo (COOPER e al, 2000, p.45). Ainda segundo Cooper e al. (2000, p.22) em DEA, a organização em esudo é chamada de DMU (Decision Making Unis), a qual, geralmene, é visa como a enidade responsável pela conversão de insumos em produos e cujas performances são avaliadas. Conforme referem Golany e al (apud NIEDERAUER, 2002, p.37), para que se possa aplicar a meodologia DEA é necessário que algumas condições sejam saisfeias: - as organizações que esão sob análise devem ser homogêneas, iso é, realizar as mesmas arefas e possuírem objeivos semelhanes; - as organizações devem auar sob as mesmas condições de mercado; e - as variáveis (insumos e produos) devem ser as mesmas, apresenando variações apenas quano à inensidade ou magniude. DEA possui algumas caracerísicas posiivas que o ornam uma meodologia úil para a mensuração da eficiência écnica. Segundo Charnes e al (1996, p.7-8), esas caracerísicas são as seguines: - opera com múliplos insumos e produos; - não é necessário esipular a forma funcional; - gera um único escore de desempenho relaivo às ouras unidades; - diferencia as unidades eficienes das ineficienes; - define os recursos e calcula o nível de ineficiência das unidades ineficienes; - consegue deecar deficiências específicas, que não podem ser deecadas por ouras écnicas. Embora apresene muias caracerísicas posiivas, DEA é baseada em suposições e, como em qualquer écnica empírica, possui algumas limiações que devem ser consideradas. Para Dyson e al (apud NIEDERAUER, 2002), essas limiações são as seguines: - por ser uma écnica de pono exremo, a análise é sensível a ruídos, ais como erros de medição ou valores exremos;

53 41 - à medida que cresce o número de variáveis, aumena ambém a chance de mais unidades alcançarem o desempenho máximo; - sendo DEA uma écnica não paramérica, orna-se difícil formular hipóeses esaísicas; e - DEA esima bem o desempenho relaivo, mas converge muio vagarosamene para o desempenho absoluo porque esá baseado em dados observados e não no óimo ou no desejável. Sabe-se que oda meodologia possui ponos fores e fracos. Para se er uma idéia da aual dimensão da meodologia, em 1996 Tavares (2002) projeou um sisema de banco de dados em um servidor da Inerne, aravés do qual pôde conabilizar cera quanidade de publicações envolvendo Análise por Envolória de Dados. De 1978 a 2001, o banco de dados de DEA regisrou 3203 referências de DEA com 2152 auores. Nos úlimos anos da pesquisa, 2000 e 2001, o número de publicações ficou com uma média de 330 publicações por ano. 3.3 ETAPAS DE APLICAÇÃO DOS MODELOS DEA Para aplicação dos modelos DEA é necessário uma seqüência de eapas a ser seguida; poseriormene, é feia uma análise dessas eapas, que compreendem: I. seleção das DMUs a enrarem na análise; II. seleção das variáveis (insumos e produos) que são relevanes e apropriadas para esabelecer a eficiência relaiva das DMUs selecionadas; III. idenificação e aplicação dos modelos Seleção das DMUs Nesa primeira fase, as DMUs a enrarem em análise êm que ser homogêneas, conforme afirmam Lins e al (2000, p.37). Isso significa dizer que devem realizar as mesmas arefas e procurar aingir os mesmos objeivos,

54 42 diferenciando-se apenas em relação à inensidade ou magniude. Após a deerminação de quais DMUs a serem analisadas, o próximo passo é indicar o número de DMUs a serem uilizadas nos modelos. Para Lins e al (2000, p.37) o número de DMUs deve ser, no mínimo, o dobro do número de variáveis (insumos e produos) uilizadas no modelo, em se raando de modelos DEA radicionais. Já para Nunamaker (apud ABEL, 2000, p.37) o número de organizações deveria ser de, no mínimo, rês vezes maior que a soma dos produos e insumos incluídos na especificação. Porano, para a seleção das DMUs a enrarem em análise é imporane verificar se as DMUs são homogêneas, se esão em número (no mínimo) duas vezes maior que as variáveis (insumos e produos), se uilizam os mesmos insumos e produos e se êm auonomia para a omada de decisões Seleção das Variáveis Na segunda fase, a seleção das variáveis é dividida em insumos e produos. Os insumos referem-se a odos os recursos uilizados por uma DMU para elaborar os seus produos; eses, por sua vez, podem ser definidos como o resulado de bens e serviços produzidos por uma DMU. Para alguns pesquisadores a seleção de variáveis adequadas é a quesão mais imporane na uilização de DEA para medir eficiência de qualquer DMU, uma vez que deermina o conexo de avaliação de comparação, conforme afirma Yeh (apud MAÇADA e al,1999, p.6). Ese processo de seleção não é uma condua linear, exigindo vários processos de idas e vindas para se enconrar as variáveis que melhor represenam o desenvolvimeno de uma DMU. As variáveis podem ser: conroláveis, ou seja, esão sujeias às decisões gerenciais, sendo, porano, passíveis de serem aleradas, de acordo com os objeivos a serem aingidos; e não conroláveis, iso é, não são afeadas de acordo com as decisões gerenciais. Pode-se ciar, como exemplos, os faores ambienais. Também podem ser qualiaivas ou quaniaivas, quando, porém, as qualiaivas devem omar um valor físico, a fim de orná-las mensuráveis.

55 43 Com relação a ese aspeco, Lins e al (2000, p.38) afirmam que: A inrodução de um grande número de variáveis resula em uma maior explicação das diferenças enre as DMUs, mas por ouro lado, fará com que um número maior de DMUs eseja na froneira. O incremeno de muias variáveis reduz a capacidade do DEA de discriminar as DMUs eficienes das ineficienes. Porano, o modelo deve ser manido o mais compaco 13 possível para maximizar o poder discriminaório do DEA. Após realizado um levanameno de uma lisa inicial de variáveis, que não requer nenhum raameno numérico, deve-se elaborar uma seleção que conemple somene as mais relevanes para efeuar o cálculo da eficiência. Segundo Lins e al (2000, p.38) exisem dois ipos de seleção: o primeiro uiliza a opinião do ineressado usuário e/ou especialisa e o segundo uiliza o apoio da análise de correlação. Para os mesmos auores, no primeiro ipo deve se levar em consideração se a variável esá aponando alguma informação necessária que não enha sido incluída em ouras variáveis; se a variável esá relacionada ou conribuindo para um ou mais objeivos da aplicação; se os dados das variáveis são confiáveis e seguros; e, por fim, se explicam a eficiência de uma DMU. No segundo ipo de seleção, Norman e Soker (apud LINS e al, 2000, p.41-42) propuseram o primeiro procedimeno sisemaizado para seleção de variáveis, inspirados no méodo sepwise (passo a passo) para a seleção de variáveis em modelos de regressão linear esaísica. Ese méodo pare de um par inicial de insumo e produo, calcula os escores das DMUs baseadas nese par inicial e os coeficienes de correlação de odas as demais variáveis com eses escores. Para selecionar a próxima variável a enrar no modelo, a lisa de variáveis é percorrida em ordem decrescene do módulo do coeficiene de correlação. O méodo, denominado pelos auores de I-O Sepwise, em como objeivo incorporar a variável que permiirá um melhor ajuse das DMUs à froneira. Ese méodo requer o conhecimeno prévio acerca das caracerísicas da variável candidaa, ou seja, se é um insumo ou produo, e esabelece criérios disinos para sua seleção. 13 Modelo compaco no senido de reduzir a lisa inicial de variáveis e incluir somene aquelas efeivamene relevanes.

56 Idenificação e Aplicação dos Modelos Para aplicação dos modelos, a escolha irá depender dos dados disponíveis e da sensibilidade do decisor, o qual deverá ser capaz de escolher aquele que raduza a realidade dos dados em ermos de insumos e produos. Anes da escolha dos modelos há necessidade de se compreender qual a ecnologia uilizada pela DMU, ou seja, como a DMU ransforma os seus insumos em produos. Compreendendo a ecnologia uilizada pela DMU, pode-se enconrar odos os ponos (planos) viáveis de produção. Ese conjuno de ponos viáveis é denominado ecnologia de produção. Para definir os modelos que represenam melhor a ecnologia de produção, há necessidade de fazer algumas opções quano à sua orienação, ao ipo de reorno de escala e ao ipo de descare Orienação dos modelos DEA DEA apresena rês opções em relação à orienação dos modelos para que se possa aingir o objeivo proposo. Se a escolha for pelo ipo orienação insumo, iso irá indicar que o objeivo será o de reduzir os insumos sem alerar o nível dos auais produos; por ouro lado, se a escolha for orienação produo, o objeivo passa a ser aumenar os produos, porém manendo fixo o nível de insumos; por fim, a erceira escolha é a orienação insumo-produo, que consiui-se em uma junção dos dois modelos aneriores, ou seja, aumenar ao máximo a produção diminuindo ao mínimo os insumos. Na figura 5 pode-se observar a diferença gráfica enre os rês modelos proposos em relação à orienação das variáveis.

57 45 Figura 5 - Orienação dos modelos DEA Orienação Insumo Orienação Produo Orienação Insumo-Produo x 2 y 2 y A D A D B A D B C D' B C D C D (a) x 1 (b) y 1 (c) x No gráfico orienação insumo, (a), observa-se 4 produores (A, B, C e D). Deses, A, B e C enconram-se na isoquana, enreano somene A e B são eficienes. Para o produor D ser eficiene ecnicamene deve reduzir o nível dos insumos x 1 e x 2 aé D. O produor C deve reduzir o nível de insumo x 1 aé aingir o mesmo nível de consumo de B. No gráfico orienação produo, (b), A, B e C enconram-se na isoquana, enreano somene A e B são eficienes. Para o produor D ser eficiene ecnicamene deve aumenar o nível dos produos y 1 e y 2 aé D, enquano que C deve aumenar o nível do produo y 2 aé aingir a mesma produção do produor B. No gráfico orienação insumo-produo, (c), A, B e C enconram-se na isoquana, enreano somene A e B são eficienes. Para o produor D ser eficiene ecnicamene deve reduzir o nível de consumo de x e aumenar o nível de produo y aé D. Já o produor C deve reduzir o nível do insumo x aé aingir o mesmo nível de consumo do produor B Reorno de escala A relação enre insumos e produos é denominada reorno de escala. Nos modelos DEA enconram-se quaro possibilidades de reornos: reornos consanes de escala (CRS), reornos não crescenes de escala (NIRS), reornos não decrescenes de escala (NDRS) e reornos variáveis de escala (VRS).

58 46 Reorno consane de escala (CRS Consan Reurns o Scale) Uma ecnologia apresena reorno consane de escala quando os insumos aumenam ou diminuem numa mesma proporção dos produos, iso é, quando os insumos aumenam ou diminuem num faor λ, sendo λ um escalar posiivo, a produção irá aumenar ou diminuir por ese mesmo faor λ (Gráfico (a), figura 4). Reornos não crescenes de escala (NIRS Non Increasing Reurns o Scale) Uma ecnologia apresena reorno não crescene de escala se, ao muliplicar a quanidade de insumos por um faor λ > 1 os produos serão muliplicados por um faor λ' λ (Gráfico (b), figura 4). Reornos não decrescenes de escala (NDRS Non Decreasing Reurns o Scale) Uma ecnologia apresena reorno não decrescene de escala se, ao muliplicar a quanidade de insumos por um faor λ > 1 os produos serão muliplicados por um faor λ' λ (Gráfico (c), figura 4). Reornos variáveis de escala (VRS Variable Reurns o Scale) Uma ecnologia apresena reorno variável de escala quando não segue nenhum dos padrões aneriores, ou seja, quando os insumos são muliplicados por um faor λ, a produção pode seguir qualquer comporameno em relação a ese faor λ (Gráfico (d), figura 4). A figura 6 ilusra os quaro ipos de reornos ciados aneriormene considerando um insumo (x) e um produo (y). Figura 6 - Reornos de escala Reorno Consane Reorno Não-Crescene Reorno Não-Decrescene Reorno Variável y y y y B B B B A A A A (a) x (b) x (c) x (d) x

59 47 Nos 4 gráficos da figura 6 esão represenados planos de produção de duas DMUs. Cada uma consume 1 insumo (x) e produz 1 produo (y). Pode-se observar que A e B enconram-se na froneira, e ambém que a forma desa froneira é diferene nos 4 casos. A região abaixo da froneira, incluindo os planos de produção perencenes a froneira, são considerados planos de produção viáveis. No primeiro caso (gráfico (a)), para que um produor se manenha sobre a froneira, por exemplo, um aumeno do consumo leva a um aumeno na mesma proporção do nível de produção. Já no caso de reorno não-crescene e reorno variável (gráficos (b) e (d)), a proporção de aumeno na produção é menor ou igual. Quando ocorre reorno não-decrescene (gráfico (c)), verifica-se que se ocorrer um aumeno no consumo numa dada proporção, enão a produção aumenaria numa proporção maior ou igual Tipo de descare A combinação dos faores de produção para alerar as proporções enre insumos e produos uilizados numa ecnologia de produção é denominada descare. Nos modelos DEA há duas possibilidades de descare: o descare fraco e o descare fore. Descare fraco: um conjuno de Produção P(x) exibe descare fraco em siuações em que a redução de um produo (insumo) implicar numa redução de igual proporção dos demais produos (insumos) (Gráfico (b), figura 7). Descare fore: um conjuno de Produção P(x) exibe descare fore em siuações em que há possibilidade de redução de um produo (insumo) sem que isso implique na redução dos demais produos (insumos) (Gráfico (a), figura 7). A figura 7 ilusra os modelos de descare exisenes na meodologia DEA para a siuação de dois produos:

60 48 Figura 7 - Tipos de descare Descare Fore Descare Fraco y 2 y 2 Y 20 Y 0 Y 20 Y 0 Y 10 y 1 Y 10 y 1 (a) (b) No primeiro gráfico da figura 7 enconra-se represenado o plano de produção y 0 = (y 10, y 20 ). Nese caso, odos os pares de ponos (y 1, y 2 ) envolvidos pela froneira e sobre a froneira (incluindo a mesma) são planos de produção viáveis. Observa-se nese gráfico, devido o formao da froneira, que pode-se diminuir livremene os valores de y 10 e y 20, ou seja, pode-se, por exemplo, deixar de produzir y 10 (y 10 = 0) e ainda permanecer no conjuno dos planos de produção viáveis. Nese caso diz-se que y 1 e y 2 em a propriedade de descare fore. No segundo gráfico da figura 7 o produo y 1 em a propriedade de descare fore e y 2 a propriedade de descare fraco, pois não pode-se diminuir livremene y 2. Ou seja, é possível reduzir y 2, manendo fixo y 1, aé a pare inferior da froneira de produção. Se for desejável uma redução maior em y 2, enão, ambém, será necessário reduzir y 1 para que o plano resulane ainda seja viável. 3.4 MODELOS DEA TRADICIONAIS Exisem duas classes de modelos DEA radicionais: o CCR, criado em 1978, por Charnes Cooper e Rhodes, o qual admie reorno consane de escala, iso é, assume que o aumeno dos produos é proporcional ao aumeno dos insumos para quaisquer escalas de produção; e o BCC, criado em 1984 por Banker, Charnes e Cooper, o qual admie reornos variáveis de escala, iso é, não exise uma proporção consane enre o aumeno da quanidade de produos com a quanidade de

61 49 insumos. Esas classes operam com diferenes ipos de ecnologia e, conseqüenemene, geram froneiras de eficiência 14 e medidas de eficiência diferenes. Já em relação à orienação, ambas podem ser escrias sob duas formas de projear os planos ineficienes na froneira: uma, reduzindo a quanidade de insumos e manendo fixos os produos; e oura aumenando os produos e manendo fixo a quanidade de insumos. Porano, considerando-se o iem orienação, pode-se definir quaro modelos DEA radicionais, a saber: CCR orienação produção, CCR orienação insumo, BCC orienação produção e BCC orienação insumo. Em seguida é apresenado um exemplo dos modelos CCR e BCC, ambos em orienação produção, a qual foi uilizada nesa pesquisa, para uma melhor compreensão da diferença enre esas duas classes de modelos Modelo CCR Orienação Produção A eficiência écnica orienação produção da o-ésima DMU é obida aravés do seguine problema de programação fracionária - PF, considerando n insumos, m produos e J produores. Efic (DMU O ) = min s.a.: k= 1 n i= 1 m k= 1 u n i= 1 m k v x u v x u,v k k i i i y y oi ok ji jk 1; ε, k,i. j = 1,2,...,J (03) 14 Froneira de eficiência é o conjuno de odos os planos de operação considerados Pareo Koopmans eficienes.

62 50 onde: 15 ε > 0 - um número não arquimediano ; Efic (DMU o ) - axa de eficiência écnica da o-ésima DMU; u k - peso associado ao produo k; v i - peso associado ao insumo i; y ok - quanidade de produo k da o-ésima DMU; x oi - quanidade de insumo i da o-ésima DMU; y jk - quanidade de produo observado k da j-ésima DMU; x ji - quanidade de insumo observado i da j-ésima DMU; J - número de produores; m - número de produos; n - número de insumos. Aplicando ese modelo, obém-se como resulado: um conjuno de escores maior ou igual a 1 (um); um conjuno de referência para a DMU o, nas quais os escores de eficiência são sempre iguais a 1 (um); e os valores dos pesos (u k e v i ) para esa DMU. Ese processo deve ser repeido para cada DMU exisene, gerando, com isso, valores diferenes de u k e v i para esas DMUs. O objeivo desses pesos é minimizar a razão enre a soma ponderada dos insumos e a soma ponderada dos produos. Para Bowlin (1999), eses pesos são calculados al que a organização sob avaliação é colocada na melhor luz possível, perane as ouras unidades, no conjuno de dados. Os pesos gerados por DEA podem não represenar a mesma imporância que adminisração possui, mesmo que subjeivamene, sobre deerminada variável. O problema de programação não-linear possui infinias soluções. Para solucionar esa adversidade Charnes, Cooper e Rhodes fixaram um valor consane para o denominador da função objeivo e o ransformaram em um PPL (Problema de Programação Linear), o qual pode ser resolvido facilmene por qualquer sofware de programação linear. Ese modelo é conhecido ambém como problema dos muliplicadores ou de razão de eficiência, conforme represenado a seguir: 15 O valor de ε depende dos dados e do sofware uilizado para resolver o PF. É comum fixar ε em 10-6.

63 51 Efic (DMU ) = o min s.a.: i= 1 n u n k v v u,v i x x i ji i= 1 K= 1 m K= 1 i k y oi ok m = 1 u ε, k,i k y jk 0; j = 1,2,...,J (04) Como viso aneriormene, ese modelo deve ser resolvido para odas as DMUs exisenes. Para resolver ese problema foi gerado o dual dese, que possui menos resrições que o modelo primal, e em conseqüência disso, requer um empo compuacional menor. Se o modelo primal em (J + 1) resrições e (n + m) variáveis, o seu modelo dual erá (n + m) resrições e (J + 1) variáveis, lembrando-se que para que o modelo DEA seja considerado consisene, o número de DMUs (J) em que ser de, no mínimo, o dobro do número de variáveis (n + m), gerando, com isso, um empo compuacional menor nos modelos duais do que nos modelos primais. Nese caso, os modelos duais, além de gerar um empo compuacional menor, são fundamenais à compreensão e inerpreações complemenares. Porano, em geral a implemenação dos modelos DEA é feia uilizando os modelos duais. Em seguida, pode ser observado o modelo CCR dual orienação produção com suas variáveis de folga: Efic (DMU ) = o max s.a.: θ θ J o o j= 1 y λ λ,s j + ε ok j k x ji,e k= 1 J s + e i m j= 1 λ i k y = x 0, θ j + o n i= 1 jk e + s oi, i k = 0, R, j,k,i k = 1,2,...,m i = 1,2,...,n (05) onde: θ o - expansão (equiproporcional) máxima do veor de produos; s k - variável de folga do produo k;

64 52 e i - variável de folga do insumo i; λ j - variável de decisão (conjuno de referências) da j-ésima DMU. A projeção da DMU o na froneira de produção é: x ' o = x o e (06) y = θ y s (07) ' o o o + ' ' ou seja, se a DMU o passar a consumir o veor de insumo x e produzir o veor, enão será eficiene ecnicamene. Na figura 8 observa-se a superfície envolória dos dados considerando uma ecnologia de produção com reorno consane de escala (CRS) e descare fore de produos, com orienação produção. Nesa figura enconram-se, ambém, 4 DMUs (A, B, C e D), as quais consomem uma quanidade x de insumos e produzem uma quanidade y de produos. o y o Figura 8 - Exemplo de aplicação do modelo CCR orienação produo y y D D Froneira CRS y D y C y A y B B A C D y A y B B A 0 x B x A x C x D x Deses 4 produores, o único eficiene, segundo esa ecnologia de produção, é C, o qual esá sobre a froneira de eficiência. Os demais produores (A, B e D) são ineficienes; para modificar ese padrão e se ornar eficienes eles erão que aumenar a sua produção. O produor B, por exemplo, para se ornar eficiene, segundo esa ecnologia,

65 53 manendo a quanidade do insumo x B, deve aumenar a quanidade produzida de y B para y B. Para descobrir qual é a dimensão do aumeno da produção é necessário calcular o índice de eficiência écnica do produor. Ese índice é calculado aravés da y razão θ = y B' B, onde ( θ - 1) muliplicado por 100%, e o percenual de aumeno da produividade para se ornar eficiene ecnicamene. Para aingir esse aumeno o produor B deverá observar o produor C, que é sua referência de produividade (benchmark) Modelo BCC Orienação Produção A diferença enre os modelos CCR e BCC é que o modelo BCC possui uma resrição adicional de convexidade (observado no modelo dual) a saber: J j= 1 λ j = 1. (08) Porano, a froneira de eficiência do modelo BCC será formada pela combinação convexa das DMUs eficienes, ransformando, com isso, a ecnologia de reornos consane de escala para uma ecnologia de reornos variáveis de escala, esa aleração é realizada com a inrodução da variável P no modelo. O modelo BCC orienação produção é dado por: Efic (DMU ) = o min s.a.: n i= 1 n i i ji i= 1 k= 1 m K= 1 u k v v u,v k i x x oi + P m y ok = 1 u k y jk ε, k,i,p livre + P 0; j = 1,2,...,J (09) Para a forma dual do BCC orienação produção usam-se as mesmas mudanças de variáveis empregadas no modelo CCR. O modelo BCC dual orienação produção é:

66 54 Efic (DMU ) = o max s.a.: θ + ε θ J yo j= 1 J j= 1 k λ x λ λ,s j j j k k= 1 J j= 1 ji m = 1,e s k λ y j + e i i + jk n i= 1 = x e + s oi, i k = 0, 0, θ livre, j,k,i k = 1,2,...,m i = 1,2,...,n (10) Na figura 9 observa-se a superfície envolória de dados considerando uma ecnologia de produção com reorno variável de escala (VRS) e descare fore de produos. Nesa figura enconram-se as DMUS (A, B, C e D), as quais consomem uma quanidade x de insumos e produzem uma quanidade y de produos. Figura 9 Exemplo de aplicação do modelo BCC orienação produo y y D y C y A A C D Froneira VRS y A y B 0 A B xb x A x C x D x Nese caso, dos 4 produores, o único ineficiene, segundo esa ecnologia de produção, é o produor A, o qual não esá sob a froneira de eficiência. Os demais produores são eficienes por perencerem a froneira de eficiência. Para o produor A se ornar eficiene, segundo esa ecnologia, manendo a quanidade de insumos, iso é, x A, deverá aumenar a quanidade produzida de y A

67 55 y A' para y A. Ou seja, deve aumenar sua produção em ( θ - 1) x 100%, onde θ =. y Para que o produor A possa aumenar sua produividade deverá observar os produores B e C, que são suas referências de produividade (benchmarks). Cabe aqui salienar que dependendo da ecnologia adoada para avaliar a eficiência écnica, a froneira de eficiência será alerada, incluindo mais ou menos produores em sua froneira de eficiência. No modelo CCR dos quaro produores avaliados, apenas um deles, o produor C, é eficiene. Já no modelo BCC ocorreu jusamene o conrário: dos quaro produores avaliados, apenas um deles, o produor A, é ineficiene. A Exemplo Numérico dos Modelos CCR e BCC Com a inenção de ilusrar melhor os modelos CCR e BCC, será considerado um exemplo ficício com cinco DMUs, cada uma consumindo um único insumo para gerar um único produo. Os níveis de consumo, de produção, bem como os seus respecivos índices de eficiência, obidos pela aplicação deses modelos, ambos em orienação produção, enconram-se disposos no quadro 1. Quadro 1 Níveis de consumo e produção de cinco DMUs DMU Insumo Produo θ (CCR) θ (BCC) A 2 1 2,00 1,00 B 3 3 1,00 1,00 C 4 3 1,33 1,17 D 5 4 1,25 1,00 E 6 3 2,00 1,33 A figura 10 ilusra graficamene esas cinco DMUs, e suas projeções nas fronerias CCR e BCC.

68 56 Figura 10 - Exemplo de aplicação dos modelos CCR e BCC Produo 6 E Froneira CCR 5 D A B C C C D E E Froneira BCC 1 0 A P Q R S T Insumo Considerando o modelo CCR, a única DMU eficiene é B, ou seja, seu índice QB de eficiência é igual a 1, o que pode ser calculado pela razão: = 1 ; as demais QB DMUs (A, C, D e E) são ineficienes, pois se enconram abaixo da froneira de eficiência CCR. Por exemplo, para calcular a eficiência da DMU A basa efeuar a razão PA' ' 2 θ = = = 2 ; isso demonsra que, para A ser eficiene, deverá aumenar sua PA 1 produção em (2 1) x 100% = 100%; ou seja, aumenar sua produção de 1 para 2, manendo fixo seu nível de consumo em 2. Para que a DMU A ainja ese aumeno, poderá observar as práicas realizadas pela DMU B, a qual é sua referência (benchmark). Considerando o modelo BCC, das cinco DMUs avaliadas, apenas C e E são ineficienes; as ouras DMUs (A, B e D) são eficienes, pois se enconram sobre a froneira de eficiência. Para a DMU E ser eficiene basa aumenar a produção em, TE' 4 aproximadamene, 33,33%, iso é, θ = = = 1,33 com (1,33 1) x 100%; logo, TE 3 seu novo nível de produção deverá aumenar em 1 unidade, o que pode ser

69 57 calculado pelo produo enre o aual nível de produção e a porcenagem de aumeno necessário para aingir a froneira de produção, iso é, 3 x 33,33% = 1. Porano, a DMU E deverá aumenar sua produção de 3 para 4, observando as praicas de produção da DMU D e manendo fixo o consumo em 6 unidades. 3.5 ÍNDICE DE MALMQUIST O índice de Malmquis é definido em ermos da razão de funções disância e se desaca por er muias caracerísicas desejáveis. Denre elas, pode-se desacar a de não haver necessidade da definição da função em maximização de lucro ou minimização de cusos - o que pode ser de grande uilidade quando os objeivos dos produores são diferenes, ou desconhecidos; admiir modelos com orienação insumo e ambém orienação produção; não haver necessidade da definição de preços dos insumos e produos, e avaliar a performance da produividade oal dos faores em diferenes períodos de empo, separando os índices em variação da eficiência écnica e mudanças ecnológicas (WILHELM, 2003, p.52). Para avaliação da performance da produividade oal dos faores, deve-se er em mene que exisem dois ipos de indicadores de produividade: os de produividade parcial dos faores (PPF) e os de produividade oal dos faores (PTF), conforme afirma Pereira (1999). De acordo com o mesmo auor, os indicadores PPF represenam o rendimeno de um faor de cada vez, ou seja, a relação do produo gerado por um único insumo. Pode-se ciar, como exemplo, a quanidade de liros de leie produzidos em função do número de vacas em lacação. Eses índices apresenam algumas limiações, uma vez que não consideram odos os faores envolvidos no processo produivo, podendo, porano, gerar informações disorcidas nos indicadores de produividade. Ainda segundo Pereira (1999), os indicadores PTF apresenam análises mais significaivas, já que levam em consideração a produção oal em função dos principais insumos uilizados. Pode-se ciar, como exemplo, a quanidade de liros de leie gerados em função do número de vacas em lacação, da mão de obra uilizada,

70 58 da superfície úil agriculável, da área forrageira, do cuso de produção, enre ouros. Um dos índices de análise da PTF é o índice de Malmquis, uilizado nesa pesquisa. Para Sueyoshi e Aoki (2001), uma caracerísica imporane do índice de produividade de Malmquis é a capacidade de medir uma mudança em produividade oal dos faores enre diferenes períodos e decompor ese índice em eficiência écnica e mudança de ecnologia. Sua meodologia é baseada na aplicação do algorimo de programação linear DEA para consrução de uma froneira de produção em um deerminado período. Após, é realizado o cálculo da razão enre as disâncias de dois ponos de produção em períodos disinos, e +1, de uma mesma unidade de produção à froneira assim consruída. Por exemplo, deermina-se a disância do pono de produção do período à froneira do período ; a disância do pono de produção do período +1 à froneira do período e calcula-se a razão enre as disâncias. Para Marinho e Carvalho (2002), esse índice é definido usando o conceio de funções disâncias, as quais permiem descrever uma ecnologia de produção sem especificar um a função objeivo comporamenal. Uma função disân cia pode ser definida orienada pelo insumo ou orienada pelo produo. No enano, nesa pesquisa considera-se apenas o conceio de função disância orienada pelo produo. Dada uma deerminada ecnologia de produção S (lembrando que ecnologia de produção são odos os ponos (planos) viáveis de produção de uma organização) em um deerminado período de empo = 1, 2,..., T, que ransforma os insumos x R n +, em produos, y R m +, ou seja, S = {(x, y ): x pode produzir y, no período }. (11) D o (x, y ), O cálculo do índice de Malmquis é baseado em quaro funções de disância: o 1 D + (x +1, y +1 ), D o (x +1, y +1 ) e o 1 D + (x, y ), onde a função disância D o (x, y ) uiliza dados do período. No caso de o 1 D + (x +1, y +1 ), a definição é feia de forma análoga, usando dados do período + 1. Porém, no caso da função D o (x usados dados do período +1 com a ecnologia exisene no período. +1, y +1 ), são

71 59 De acordo com Shepard (apud BARRETO, 2002, p.7), a função disância pode ser definida no período, associado à unidade O, como: D o y (x, y ) = min x, S com θ R (12) θ onde, θ é um número real, para a orienação produção em como objeivo a máxima expansão proporcional dos produos, manendo o par x y, viável. A função θ disância pode assumir valores menores ou iguais a 1 (um). No caso de valores menores que 1 (um) indica ineficiência na produção, iso é, o nível de produção esá abaixo da froneira de eficiência do conjuno de produção; já na siuação em que a função disância assume valor igual a 1 (um), indica a eficiência na produção, iso é, que o nível de produção esá na froneira de eficiência da produção. Definida a função disância, pode-se definir o índice de Malmquis orienação produo com base na ecnologia exisene no período, da seguine maneira: D x, y o M = (13) o D x, y o para: Já com base na ecnologia exisene no período +1, a definição é alerada M + 1 o D x, y o = + 1 D x, y o + 1 (14) Para eviar a difícil escolha enre qual das duas froneiras de produção deve ser uilizada como referência para o cálculo do índice de Malmquis, Färe e al (1994) calculam o índice de Malmquis-DEA (M o ) aravés da média geomérica das

72 60 equações (13) e (14), onde o primeiro uiliza como referência a froneira do período e o segundo a froneira do período +1. M D x 1 1 o + x, y +, x, y D x, y o = x o 1 D x, y + D x o o, y, y (15) A equação (15) pode assumir valores menores, iguais e ambém maiores que 1, onde um valor de Mo maior que 1 indica um crescimeno ou evolução do faor de produividade oal enre os períodos e +1, enquano que um valor menor que 1 indica um declínio. Já para o valor 1 indica que o faor de produividade maneve-se inalerado. O cálculo das disâncias mencionadas na equação (15) envolve o uso da medida CCR, ou seja: 1 D x, y = (16) o o o Efc DMU o D x,y = (17) o o o Efc DMU o D x, y = (18) o o o + 1 Efc DMU o D , y o o o x = Efc 1 DMU o. (19) + 1 N cas + 1 ese o, Efc DMU e Efc DMU são calculados aravés do o o + 1 modelo CCR (como definido na equação 04). O índice Efc DMU indica quão o + 1 o longe esá o plano de produção do período. Se Efc DMU < 1, enão o plano

73 61 do período +1 esá acima da froneira do período, indicando que houve progresso ecnológico e/ou melhorias de eficiência. Se período +1 esá abaixo da froneira do período. Se + 1 o DMU < 1, enão o plano gerado no período esá acima da froneira do período poserior, indicando que no período +1 houve decréscimo de ecnologia e/ou da eficiência. Assim em-se que: Efc Efc + 1 o DMU DMU + 1 o max = s.a.: θ X λ X o Y λ θy o λ 0,θ R Efc > 1, enão o plano do e (20) Efc + 1 DMU o max = s.a.: θ X Y λ X o λ θy λ 0,θ R o (21) onde: X e 1 X + são as marizes dos insumos dos períodos e +1, respecivamene; Y e 1 Y + respecivamene; X e o X + 1 o +1, respecivamene; Y e o 1 Y + o +1, respecivamene. são as marizes dos produos dos períodos e +1, são as marizes dos insumos da o-ésima DMU dos períodos e são as marizes dos produos da o-ésima DMU dos períodos e A equação (15) pode ser dividida em duas componenes, podendo-se, com isso, disinguir a variação da eficiência écnica e as mudanças ecnológicas, ransformando-a na seguine equação:

74 o o o 1 1 o o o 1 1 o, y x D, y x D x, y x D, y x D x, y x D, y x D, y, x, y x M = (16) O primeiro faor do segundo membro: o o, y x D, y x D (17) mede a variação da eficiência écnica, ou seja, a variação de quão disane a produção observada esá do máximo produo poencial enre os períodos e + 1. Desa forma, é possível observar como esá se comporando a eficiência écnica em relação à mudança de froneira de produção com o decorrer do empo e verificar se a produção da DMU esá se aproximando ou se afasando da froneira. Enquano o segundo faor do segundo membro: 2 1 o o o 1 1 o, y x D, y x D x, y x D, y x D (18) mede o efeio da mudança écnica ou mudança de ecnologia enre os dois períodos e +1 (BARRETO e al, 2002, p.8). Esa decomposição do índice de Malmquis em duas componenes fornece subsídios para uma análise das alerações nos índices de produividade, pois, permie idenificar se um aumeno é fruo do progresso écnico 1 ou da melhoria na eficiênc de eficiência produiva. ia écnica, ou ainda, dos dois faores, simulaneamene. Por ouro lado, podese observar uma manuenção ou queda na produividade frene a um esado de progresso écnico quando exise uma queda que não seja proporcional no indicador

75 63 Para compreender melhor a siuação da decomposição do índice de Malmquis em duas componenes, pode-se observar a figura 11, a qual ilusra a siuação de uma DMU, em dois anos consecuivos, T e T+1, respecivamene, supondo uso de ecnologia com reornos consanes de escala com um único insumo (x) gerando um único produo (y). A é o plano de produção no período T e B é o plano de produção no período T+1 da mesma DMU. Figura 11 Índice de Malmquis y Y B T+1 B T+1 CCR T+1 Y B Y A T+1 A T+1 B CCR T Y B T Y A T A T B T Y A A x A x B x Nesa siuação, observa-se que a DMU foi ineficiene ecnicamene em ambos os períodos, pois a produção ficou abaixo das froneiras de eficiência CCR T e CCR T+1, respecivamene. Porém, observa-se que a DMU em T+1, uilizando insumo x a de eficiência do ano T (CCR T B, esá acima da froneir ), indicando, com isso, que houve progresso ecnológico e/ou de eficiência, ou seja, a DMU aumenou consideravelmene sua produividade acompanhando a mudança ecnológica exisene no período. Todavia, ainda é ineficiene ecnicamene, pois não aingiu a froneira de eficiência no período T+1, indicando que exisem ouras DMUs que apresenam maior produividade uilizando a mesma ecnologia. No exemplo da figura 11, foi ilusrado um caso considerando dois períodos consecuivos. Quando ocorrem mais de dois períodos de empo, como o desa pesquisa, o índice de Malmquis pode ser calculado para odos os períodos

76 manendo-se como base o período, iso é, M x,y,x,y, o M x, y, x, y,..., 1 1 M x T -, y T -, x, y ; ou ainda, calcular os índices o o considerando os períodos adjacenes: (, +1); (+1, +2); (+2, +3) e assim sucessivamene, aé o úlimo período (WILHELM, 2003, p.56). 3.6 CONSIDERAÇÕES Em função da crescene compeiividade e das aceleradas mudanças ecnológicas imposas às organizações, na era da globalização, a melhoria da qualidade e da produividade dos produos e serviços ornam-se cada vez mais necessárias, consiuindo-se em faores deerminanes para a manuenção das empresas no mercado. Para que esses níveis de qualidade e eficiência possam ser alcançados e manidos, há necessidade de adoção de processos e procedimenos que conribuam de forma significaiva para a mensuração e acompanhameno dos níveis de eficiência produiva desas empresas. A meodologia DEA é uma écnica de programação maemáica que se ajusa bem a esas condições, uma vez que busca avaliar a eficiência écnica relaiva das organizações, caracerizando-se por classificar as organizações em eficienes e ineficienes. DEA, ambém, indica quais organizações servem como referência (benchmark) para as ineficienes, e ainda quais são os faores de produção que devem ser alerados para que a mesma passe a ser ão eficiene quano as benchmarks. Embora não seja o único méodo a rabalhar com vários insumos e produos, a uilização de DEA vem se ampliando em diversas áreas do conhecimeno. Foi, inicialmene, uilizado na avaliação de escolas públicas nore-americanas; hoje, consiui-se em um dos campos de Pesquisa Operacional, com grande número de rabalhos cieníficos apresenados em congressos e publicados em arigos, razendo conribuições imporanes ao campo das medidas quaniaivas de desempenho, o que leva a crer que sua meodologia raz mais vanagens do que as possíveis críicas e limiações de uso que possam exisir.

77 65 No capíulo a seguir será apresenada a meodologia de avaliação da eficiência écnica de produores de leie do Projeo Viória uilizando a meodologia DEA. Os modelos proposos serão aplicados na avaliação de um conjuno de dezoio produores de leie que inegram o Projeo, considerando a produção de 1999 a 2002.

78 4 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA, DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS DA PESQUISA Ese capíulo em por objeivo descrever a aplicação de modelos DEA (desenvolvidos no capíulo anerior) na avaliação da eficiência écnica e de produividade de 18 produores de leie. Eses produores paricipam do Projeo Viória e a avaliação abrange o período de 1999 a Os resulados obidos indicam que os esforços dos exensionisas da EMATER juno aos produores suriram efeios posiivos. Ou seja, DEA deecou que ocorreram aumenos significaivos na produividade dos produores, indicando que os objeivos do projeo esão sendo aingidos. 4.1 IDENTIFICAÇÃO DAS DMUS A aplicação dos modelos DEA requer a escolha de DMUs que sejam homogêneas. Com o inuio de esclarecer o leior, nesa pesquisa as DMUs são os produores de leie que paricipam do Projeo Viória, enendendo-se por homogêneos os produores que realizam as mesmas arefas, possuem os mesmos objeivos, rabalham com as mesmas condições de mercado e com as mesmas variáveis, diferenciando-se apenas em relação à inensidade ou magniude da produção. Após o levanameno de dados juno à EMATER, observou-se que 18 produores de leie são homogêneos e possuem os dados de suas produções cadasrados num período de quaro anos consecuivos, de 1999 a Eses produores fazem pare do Projeo Viória, o qual abrange a região nore e nordese do esado do Paraná, e são acompanhados pelos exensionisas da EMATER-PR com a finalidade de gerar subsídios para incremenar a produividade da produção de leie daquela região.

79 IDENTIFICAÇÃO DAS VARIÁVEIS DO MODELO As variáveis do modelo são represenadas pelos insumos e os produos que melhor represenam os produores, enendendo-se como insumos odos os recursos uilizados pelo produor para gerar os produos; eses, por sua vez, podem ser definidos como o resulado de bens e serviços gerados pelos produores. Esa fase pode se considerada uma das fases mais imporanes da implemenação da meodologia, pois, como mencionado aneriormene, esas variáveis devem ser as que melhor represenam o grupo de produores, sendo que uma esco lha inapropriada pode gerar resulados que não condizem com a realidade daqueles produores. A escolha das variáveis pode ser feia de dois modos, conforme viso no capíulo anerior: uilizando-se a opinião do ineressado ou especialisa, que leva em consideração enha sido incluída em ouras variáveis, se a variável esá relacionada ou conribuindo para um ou mais objeivos da aplicação, se os dados das variáveis são confiáveis e seguros e, por fim, se explicam a eficiência dos produores; o ouro modo é a uilização de análise de correlação, iso é, uma écnica esaísica para a seleção desas variáveis. Nesa especialisas que rabalham direamene com os produores do Projeo Viória, uma vez que os mesmos conhecem a realidade de odos os produores envolvidos no projeo. Além eórico perinene à área. se a variável esá considerando uma informação necessária que não pesquisa, opou-se por levar em consideração a opinião dos da opinião dos especialisas, foi realizada consula em referencial Quano ao número de variáveis escolhidas para a aplicação dos modelos, levou-se e m consideração que, a meodologia aplicada fornece melhores resulados quando o número de produores a serem avaliados é, para alguns auores, de, no mínimo, rês vezes a soma dos produos e insumos incluídos na especificação. Assim, como foram obidos os dados de 18 produores, para que esa proporção fosse manida, limiou-se o número de variáveis em 6. De acordo com esse levanameno juno aos especialisas, efeuou-se um levanameno das variáveis comuns cadasradas para eses 18 produores, desas,

80 68 opou-se pelas variáveis discriminadas a seguir, pois enendeu-se que esas influenciam de forma significaiva na produção leieira. Insumos: - Área Forrageira A. F. (ha): área da propriedade, em hecare, uilizada para forragens e pasagens; - Número de Vacas em Lacação N. V. L. (cabeças): quanidade média de vacas em lacação por ano; - Toal de Anim ais do Re banho T. A. R. (cabeças): número médio de animais do rebanho no ano, incluindo ouros, novilhos e marizes; - Mão-de-ob ra M. O. (homens): número médio de rabalhadores uilizados na aividade leieira no ano, considerando-se mão-de-obra conraada ou fami liar; - C uso To al C. T. (R$/ano): a variáve l indica os gasos da prop riedade com a aivid ade leie ira em um ano, em reais, represenados por manuenção de pasagens, manuenção de capineiras, forrage ns anuais, feno, sila gem, rações e concenrados, minerais, vacinas e medicamenos, maerial para ordenha, higiene e limpeza, inseminaç ão arificial, energia e combusíveis, ranspore do leie, axas e imposos, manuenção de má quinas e equipamenos, manu enção de benfeiorias e insalações, leie dado aos bezerros, depre ciação de benfe iorias, depreciação de máquinas, depreciação de produção de volum osos e depreciação de animais de produção e ouras despesas evenuais. Produo: - Receias (R$/ano): a variável indica os ganhos, em reais, da propriedade com a aividade leieira, seja com a venda do leie, com a venda de animais ou ouras aividades associadas ao negócio, em um ano. A colea dos dados uilizados nesa pesquisa foi soliciada por meio de um ofício e um projeo do auor juno à EMATER no esado do Paraná, em nome do Sr. Robson José Cury. Concedida a auorização, os conaos poseriores foram

81 69 realizados por inermédio dos Srs. Odílio Sepulcre, Diniz de Oliveira, Paulo Tadaoshi Hiroki e Sidnei Aparecido Baroni, sendo ese úlimo o auor das planilhas de cuso financeiro e Paulo o médico veerinário. O resumo das quanidades dos insumos e do produo enconra-se nas abelas 6, 7, 8 e 9. Tabela 6 Insumos e prod uo do ano de 1999 DMU A. F. N. V. L. T. A. R. M. O. C. T. RECEITAS 01 28, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,37 Cabe aqui, uma observaç ão em rela ção ao prod uor 13, o qual apresena um cuso oal de R$ ,93 e uma recei a oal de R$ 9.389,56. Surpreendenemen e esa informação esá correa, po is, de acordo com informações 16 dos gesores do Projeo Viória, o produor esava em fase de implanação da leieria, conando com um rebanho desequilibrado em relação à produção de leie. Foram feios ajuses no sisema de alimenação e nu rição do reba nho, não endo sido vendido nenhum animal naquel e ano, o que jusific aria um cuso bem superior à receia. 16 Esas informações foram obidas por meio de conaos elefônicos e por s.

82 70 Tabela 7 Insum os e produo do ano de 2000 DMU A. F. N. V. L. T. A. R. M. O. C. T. RECEITAS 01 28, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,96 Tabela 8 Insumos e prod uo do ano de 2001 DMU A. F. N. V. L. T. A. R. M. O. C. T. O. R , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,02

83 71 (coninuação abela 8) DMU A. F. N. V. L. T. A. R. M. O. C. T. O. R , , , , , , , , ,54 Tabela 9 Insumos e produo do ano de 2002 DMU A. F. N. V. L. T. A. R. M. O. C. T. RECEITAS 01 28, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , IDENTIFICAÇÃO DO MODELO Após a seleção das variáveis uilizadas no modelo, a próxima eapa foi definir o modelo DEA a ser uilizado. Para a aplicação do modelo, a escolha irá depender dos dados disponíveis e da sensibilidade do decisor, o qual deverá ser capaz de escolher aquele que raduza a realidade dos dados em ermos de insumos e produos. Para definir o modelo que represena melhor a ecnologia de produção, há necessidade de fazer algumas opções em relação à sua orienação, ao ipo de reorno de escala e quano ao ipo de descare, enendendo-se como ecnologia de

84 72 produção a forma pela qual o produor ransforma seus insumos em produos. A meodologia DEA apresena rês opções em relação à orienação dos modelos para que se possa aingir o objeivo proposo. Se a escolha for orienação insumos, iso irá indicar que o objeivo será o de reduzir os insumos sem alerar o nível dos auais produos; por ouro lado, se a escolha for orienação produo, o objeivo passa a ser o de aumenar os produos manendo-se fixo o nível de insumos; e a erceira escolha é a orienação insumo-produo, que refere-se à junção dos dois modelos aneriores, ou seja, aumenar ao máximo a produção diminuindo ao mínimo os insumos. No caso específico dos produores de leie do Projeo Viória considerou-se desfavorável a uilização do modelo orienação insumo, pois a grande maioria não almeja reduzir seus insumos, principalmene no que diz respeio à área agriculável. Um dos principais objeivos é aumenar a sua produção, buscando, com isso, o aumeno de sua renda; porano, a escolha foi pelo modelo DEA orienação produção. Após a escolha da orienação, fazem-se necessárias mais duas escolhas em relação ao reorno de escala e ao ipo de descare. Quano ao reorno de escala, que é a relação enre insumos e produos, nos modelos DEA enconram-se quaro possibilidades de reornos: reornos consanes de escala (CRS ou CCR), reornos não crescenes de escala (NIRS), reornos não decrescenes de escala (NDRS) e reornos variáveis de escala (VRS ou BCC). Opou-se pelo modelo CRS, o que signific a dizer que os insumos aumenam o u diminuem numa mesma proporção que os pro duos, o que, por sua vez, deixa uma quanidade menor de produores na fronei ra de eficiência, considerando-se os ouros modelos da meodologia DEA. Ouro moivo que levou a adoção dese modelo é que no cálculo do índice de Malmquis supõe-se reornos consanes de escala 17 (CAVES e al,1982). Em relação ao ipo de descare, fraco ou fore, a escolha foi pelo descare fore, o que indica que a combinação dos faores de produção para alerar as proporções enre insumos e produos uilizados numa ecnologia de produção possibilia a redução de um produo (insumo), sem que isso implique na redução dos demais produos (insumos). 17 O índice de Malmquis foi definido por CAVES, CHRISTENSEN, DIEWERT em 1982, considerando reorno consane de escala.

85 73 Esas foram, porano, as variáveis consideradas para deerminação do modelo a ser adoado para análise da eficiência écnica dos produores de leie do Projeo Viória. O modelo DEA CCR permie reornos consanes de escala com orienação produção, cujo objeivo é aumenar ao máximo a produção manendo fixos os insum os com descare fore dos produos. 4.4 ANÁLISE DA EFICIÊNCIA TÉCNICA Conforme viso no capíulo 3 desa pesquisa, os conceios de dualidade são fundamenais à compreensão e inerpreações complemenares, pois, em geral, a implemenação dos modelos DEA é feia uilizando-se os modelos duais. A seguir, pode ser observado o modelo CCR dual orienação produção com suas variáveis de folga, o qual foi aplicado para calcular as eficiências dos 18 produores do Projeo Viória. Cabe salienar que o modelo (25) é resolvido 18 vezes, ou seja, uma vez para cada produor, gerando, com isso, 18 valores óimos, sendo ambém um para cada produor. Efic ( DMU o ) = max s.a.: θ θ o o 18 j= 1 + ε s + y λ x λ,s,e j o j ji i 18 j= 1 + e λ y 0, θ i j 5 i= 1 j e = x o i + s = 0 oi, R, j,i (25) i = 1,2,3,4,5 onde: ε > 0 - um número não arquimediano 18 ; Efic. (DMU o ) - axa de eficiência écnica da o-ésimo produor; y o - receia produzida pelo o-ésimo produor; x oi - quanidade de insumo i do o-ésimo produor; y j - receia observada do j-ésimo produor; 18 ε = 10-6.

86 74 x ji - qu anidade de insumo observado j do i-ésimo produor; θ - expansão má xima do veor de produo recei a do o-ésimo produor; s - variável de folga do produo re ceia; e i - variável de folga do insumo i; λ j o - variável de decisão (conjuno de referências) da j-ésima DMU. Na solução óima do problema de programação linear (25), obém-se como resulados o índice de eficiênc ia écnica ( θ o ), as variáveis de folga dos insumos (ei) e do prod uo (s), os preços v iruais dos insumos e produo (vi e u r ) e os produores referência ( λ ). Desa solução óima em-se as seguines possibilidades em relação à eficiência dos produores: j - se, θ o = 1, e i = 0 com i = 1, 2, 3, 4, eficiene ecnicamene; 5 e s = 0, enão o produor foi - se, θ o = 1 e exisir algum e i 0 com i = 1, 2, 3, 4, 5 e/ou s 0, enão o produor foi ineficiene ecnicamene; - se, θ o > 1, enão o produor ambém foi avaliado como ineficiene ecnicamene. É imporane ressalar que a meodologia DEA em por finalidade medir a eficiência relaiva de um conjuno de produores relacionado com os seus faores de produção, iso é, quanidade de insumos e produos uilizados, o que não indica que um produor classificado como eficiene ecnicamene não possa, alvez, melhorar seu processo produivo, já que sua eficiência é classificada somene em relação ao conjuno de produores avaliados. Para uma primeira análise da eficiência écnica foi elaborada a abela 10, que conem os índices de eficiência nos 4 anos. Desa abela observa-se que 3 foram eficienes ecnicamene e permaneceram eficienes ao longo dos quaro anos de análise, os produores 2, 10 e 17. Ou seja, obiveram seu índice de eficiência igual a 1 com as variáveis de folga iguais a zero.

87 75 Tabela 10 Índices de eficiência écnica PRODUTOR ANO Para que um produor ineficiene se orne eficiene ecnicamene, deverá aumenar a quanidade produzida em [ ( DMU) 1] x100% Efic e deduzir as folgas dos insumos. O produor 9, por exemplo, no ano de 1999 obeve um índice de 1,40, iso represena que o mesmo esá produzindo com um défici de 40% em relação aos produores eficienes. No ano de 2000, o mesmo produor, aumenou seu índice de ineficiência para 1,88, ou seja, 88% abaixo dos produores benchmarks. Em conao com os gesores do Projeo Viória 19 a informação obida foi que o produor aumenou o número de vacas em lacação e do rebanho por meio de aquisições de novilhas, o que pode ser confirmado nos dados consanes das abelas 6 e 7. Ese produor ambém mudou o sisema de produção com aumeno de pasos e adubação das pasagens e consruiu novas insalações em Os próximos índices aingidos pelo produor 9 nos anos de 2001 e 2002 foram de 1,25 e 2,18, respec ivamene, o 19 Esas informações foram obidas por meio de conaos elefônicos e por s.

88 76 que represena que no ano de 2001 o mesmo eseve mais próximo do nível óimo aingido pelos produores. Para uma análise mais dealhada foram elaboradas 4 abelas 11, 12, 13 e 14, as quais apresenam resulados da aplicação do modelo DEA-CCR orienação produção nos períodos de 1999 a Esas abelas conem os produores e suas referências (benchmarks) classificados em 3 inervalos de eficiência. Tabela 11 Inervalo de eficiências e os benchmarks em < θ o 1,5 1,5 < θ o 2,0 θ o > 2,0 Produores Benchmarks Produores Benchmarks Produores Benchmarks 03 10, , , 10, , 10, , , , , , 17 TOTAL 04 TOTAL 02 TOTAL 04 Em 1999, 8 produores fo ram eficienes ecnicamene, ou seja, iveram grau de eficiência igual a 1 e variáveis de folga iguais a 0, a saber, os produores 01, 02, 04, 07, 10, 11, 14 e 17. Dos 18 produores 10 operaram ineficienemene, denre os quais, 04 apresenaram grau de ineficiência compreendido enre 0 e 50%, 2 com graus de ineficiência enre 50 e 100% e 4 com grau de ineficiência acima de 100%. Ao lado de cada produor são apresenados seus benchmarks, iso é, em quais produores devem se espelhar para se ornar ão eficienes quano os classificados como al. Esses produores benchmarks são os que mais se aproximam da realidade do produor avaliado no que diz respeio à quanidade de insumos uilizados, já que o modelo se propõem a maner a quanidade de insumos e aumenar o máximo a quanidade de receia produzida. O produor 03, por exemplo, apresenou grau de ineficiência enre 0 e 50%, devendo observar os procedimenos dos produores 10 e 14 para aumenar sua produividade e melhorar o índice de eficiência écnica.

89 77 Tabela 12 Inervalo de eficiências e os benchmarks em < θ o 1,5 1,5 < θ o 2,0 θ o > 2,0 Produores Benchmarks Produores Benchmarks Produores Benchmarks 01 04, , , 07, , 04, , 07, , 07, , , , , , 12 TOTAL 07 TOTAL 02 TOTAL 02 Considerando 2000, percebe-se que não houve grande aleração no quadro de eficiências, pois, dos 18 produores, 7 foram eficienes ecnicamene (02, 04, 07, 10, 11, 12 e 17), 7 obiveram grau de ineficiência compreendida enre 0 e 50%, 2 com grau de ineficiência compreendida enre 50 e 100% e ouros 2 ficaram com o seu grau de ineficiência écnica acima de 100%. Tabela 13 Inervalo de eficiências e os benchmarks em < θ o 1,5 1,5 < θ o 2,0 θ o > 2,0 Produores Benchmarks Produores Benchmarks Produores Benchmarks 03 10, , , , , 10, , , , , , , , , 17 TOTAL 07 TOTAL 04 TOTAL 02 Em 2001 ocorreu ligeira redução do número de produores eficienes ecnicam ene (de 7 pa ra 5) ; enrean o, o número de produores com grau de ineficiência e nre 0 e 50% maneve-se em 7; já o número de produore s com o grau de ineficiência acima d e 100% cresceu de 2 para 4. O número de produores que

90 78 necessiam aumenar acim a de 100% a produção de leie para se ornarem eficienes ecnicamene man eve-se em 2. Tabela 14 Inervalo de eficiências e os benchmarks em < θ o 1,5 1,5 < θ o 2,0 θ o > 2,0 Produores BENCHMARKS Produores Benchmarks Produores Benchmarks 03 15, , , , , 15, , , , , , , , , , 17 TOTAL 06 TOTAL 04 TOTAL 04 Em 2002, novamene é percebida uma ligeira aleração em relação ao ano anerior no quadro de eficiências: dos 18 produores avaliados, 4 são eficienes ecnicamene (02, 10, 15 e 17), endo uma redução de um produor nesa faixa de ineficiência; 6 devem melhorar seu nível de produção enre 0 e 50%; 4 produores ficaram com o grau de ineficiência de 50 e 100%, havendo, ambém, 4 produores com grau de ineficiência acima de 100%, sendo que ese número cresceu de 2 para 4. Das abela s 11, 12, 13 e 14 observa-se que alguns produores mudaram de faixa em relação à eficiência écnica o bida. Essas mudanças de faixa de eficiência enconram-se ilu sradas no quadro 2, o qual percebe-se, com maior clareza, os produores que migraram de faixa durane os quaro anos de análise.

91 79 Quadro 2 Mudança de faixa de eficiência Produor ,00 0,00 0,00 0, ,00 0,00 0,00 0, ,00 0,00 0,00 0, ,00 0,00 0,00 0, ,00 0,00 0,06 0, ,00 0,00 0,18 0, ,00 0,43 0,51 0, ,00 0,17 0,51 0, ,14 0,16 0,13 0, ,18 0,03 0,00 0, ,22 0,21 0,48 0, ,40 0,88 0,25 1, ,58 0,00 0,52 1, ,81 0,69 1,71 1, ,04 1,57 0,88 0, ,08 0,04 0,14 0, ,63 1,93 0,25 0, ,93 0,19 2,55 5,15 No quadro 2 as células em verde indicam os produores eficienes; as de cor azul os produores com ineficiências médias abaixo de 50%; as de cor amarela os produores com ineficiências médias enre 50% e 100%; as células preenchidas com cor vermelha indicam ineficiências acima de 100%, por exemplo, o produor 16 em 1999 aingir um índice de 1,93 o que represena que o mesmo deve aumenar sua produividade em 193% para se ornar eficiene ecnicamene. Quadro 3 Média das eficiências Todas as DMUs 0,45 0,35 0,45 0,71 1 < θ o 1,5 0,24 0,18 0,21 0,23 1,5 < θ o 2,0 0,70 0,79 0,61 0,58 θ o > 2,0 1,42 1,75 2,13 2,26

92 80 No quadro 3 as células em cinza indicam as médias das ineficiências dos 18 produores; as de cor azul indicam as médias das ineficiências dos produores com índices ineficiências dos produores com índices de ineficiências enre 50% e 100%; as células de ineficiências abaixo de 50%; as de cor amarela indicam as médias das preenchidas com cor vermelha produores com índices acima de 100%. indicam as médias das ineficiências dos Do quadro 3 verifica-se de 1999 a 2000 a ineficiência média oal diminuiu significaivamene. Porém de 2001 a 2002 ocorreu o oposo. Esa piora no desempenho é jusificada por um período de seca que aingiu boa pare da região abrangida pelo Projeo Viória, ou seja, DEA deecou algo que os exensionisas já conheciam. faixas de 1 < Observando a queda de ineficiência ocorrida de 1999 aé 2001 (para as θ o 1,5 e 1,5 < θ o 2,0, que envolve a maioria dos produores ineficienes), verifica-se que os esforços dependidos pela EMATER na orienação dos produores suriu efeios benéficos. Ou seja, para a grande maioria dos produores, o rabalho da EMATER levou a ganhos significaivos de eficiência. A úlima linha do quadro 3 leva a conclusão de que ou alguns produores (desacando os produores 05 e 16) não seguiram as orienações dos exensionisas, ou algum faor não incluído nesa análise levou uma queda significaiva de eficiência, ou ainda, que ouros produores enham progredido mais que eses. Porano, não significa, necessariamene, que eses produores pioraram seu processo produivo. No quadro 4 enconram-se as médias das eficiências desconsiderando os 2 produores mais ineficienes de cada ano. Quadro 4 Média de algumas eficiências Algumas DMUs 0,28 0,18 0,24 0,37 1 < θ o 1,5 0,24 0,18 0,21 0,23 1,5 < θ o 2,0 0,70 0,79 0,61 0,58 θ o > 2,0 1,06 0,00 0,00 1,14

93 81 Excluindo os 2 produores mais ineficienes de cada ano, verifica-se que os índices médios diminuem consideravelmene e enre período de 1999 a 2002 as 4 faixas de ineficiências apresenam melhora, o que ressala mais os benefícios proporcionados pelo Projeo Viória para a região. O ano de 2002 foi prejudicado pela seca na região, embora seus índices não ficaram muio abaixo do ano anerior. Aravés desa análise, verifica-se que o rabalho da EMATER vem surindo efeios posiivos juno aos produores de leie daquela região, pois, apesar dos problemas climáicos (seca), os produores que demonsram um maior ineresse na pecuária leieira vêm conseguindo reduzir seus índices de ineficiência de forma significaiva. A figura 12 ilusra o número de produores dos inervalos de eficiências consideradas. Figura 12 Inervalos de eficiências dos produores Eficienes Aé 50% de ineficiência De 50 a 100% de ineficiência Acima de 100% de ineficiência O número de produores eficienes ecnicam ene reduziu pela meade de 1999 a 2002, ou seja, diminuiu de 8 para 4, o que não significa necessariamene que os produores que deixaram de ser eficienes reduziram sua produividade, pois o índice de eficiência écnica calculada pelo DEA é um índice de eficiência relaiva. Se algum(ns) produor(es) eficiene(s) ou não, melhorou(aram) significaivamene a eficiência écnica e os demais não acompanharam esse rimo de evolu ção, ese(s) úlimo(s) p assou(am) a s er ineficiene(s).

94 82 Da figura 10 observa-se uma endência de equilíbrio no índice de eficiência dos produores. Em 1999 verifica-se uma grande disparidade desses índices; já em 2002 há um cero equilíbrio. Observando os resulados do quadro 2 e da figura 10, fica claro que os índices de eficiência écnica vêm sofrendo alerações consanes ao longo deses 4 anos de análise. Para compreender melhor eses índices faz-se necessário analisar a produividade deses produores, o que pode ser feio aravés do índice de Malmquis, o qual separa as mudanças de produividade em variações da eficiência écnica e mudança de ecnologia. 4.5 ANÁLISE DO ÍNDICE DE MALMQUIST O Índice de Malmquis avalia os índices de produividade em diferenes períodos de empo, decompondo-os em sub-índices que refleem variação da eficiência écnica e mudanças ecnológicas. Esa decomposição do índice de Malmquis conribui para uma análise das alerações nos índices de produividade, pois permie idenificar se um aumeno é fruo do progresso écnico ou da melhoria na eficiência écnica, ou ainda, dos dois simulaneamene. Anes de dealhar os resulados, é imporane salienar que a produção do seor agropecuário é sensível a faores exernos, como o clima, por exemplo. Como conseqüência dese fao, uma análise ambém fica sujeia à influência desses faores, os quais podem gerar resulados adversos. A abela 15 coném os índic es de Malmquis para os diferenes períodos. A primeira coluna ind ica a aleração na produividade no período de 1999 a 2000; a segunda coluna ind ica a aleração na produividade no período de 2000 a 2001; a erceira coluna indica a aleração na produividade no período de 2001 a 2002; enquano a quara coluna indica a aleração na produividade no perío do de 1999 a 2002.

95 83 Tabela 15 Índice de Malm quis DMU ,68 1,29 1,13 0, ,66 0,90 0,95 1, ,27 0,95 0,89 1, ,43 0,75 0,89 0, ,08 0,96 1,17 1, ,91 1,45 1,45 2, ,04 0,84 1,27 1, ,40 0,85 1,56 1, ,00 1,88 0,65 1, ,20 1,00 1,25 1, ,25 0,87 1,22 1, ,03 0,87 0,79 1, ,85 0,92 0,96 2, ,03 0,90 0,94 0, ,20 1,88 1,05 2, ,28 0,60 0,59 0, ,25 0,97 1,49 1, ,88 3,04 1,13 3,27 De acordo com a abela 15, pode-se observar, no período de 1999 a 2002, o aumeno de produividade que ocorreu em, aproximadamene, 78% dos produores, ou seja, dos 18 produores avaliados 14 conseguiram índices acima de 1. Dos 4 produores que reduziram a produividade, dois deles (01 e 04), iveram uma ligeira redução (5%), os ouros dois (14 e 16) aingiram uma redução de 17% e 11%, respecivamene. Dos produores que apresenaram acréscimo na produividade ficam em desaque os produores 06, 13 e 18, os quais alcançaram um acréscimo acima de 100% neses 4 anos, com índices de 121%, 156% e 227%, respecivamene. Os aumenos de produividade ocorreram para quase a oalidade dos produores apesar das quedas de eficiências significaivas, em alguns casos. Iso ressala a inda mais a imporância dos programas de acompanhameno e orienação dos produores rurais desenvolvidos pela EMATER. Observando os resulados da abela 15, surgem alguns quesionamenos: o que levou a aleração na produividade deses produores? Quais os faores preponderanes que levaram a acréscimos e decréscimos de produividade?

96 84 A decompo sição do índice de Malmquis responde pare desas quesões aravés da decomposição do índice em variação da eficiência écnica e mudança de ecnologia. As variações da eficiência écnica que ocorreram nos 4 anos de análise podem ser observadas na abela 16. Tabela 16 Variação da eficiência écnica DMU ,70 0,95 1,00 0, ,00 1,00 1,00 1, ,98 1,02 0,78 0, ,00 0,85 0,75 0, ,07 0,62 1,04 0, ,79 1,36 1,22 1, ,00 0,95 0,94 0, ,01 0,81 1,48 1, ,75 1,50 0,57 0, ,00 1,00 1,00 1, ,00 1,00 0,88 0, ,58 0,66 0,73 0, ,01 0,91 0,83 1, ,85 0,78 0,90 0, ,15 1,03 1,00 1, ,46 0,34 0,58 0, ,00 1,00 1,00 1, ,90 2,34 1,00 2,10 Da abela 16 observa-se que 10 produores avaliados iveram uma redução no índice da eficiência écnica de 1999 a Porém, vale ressalar que em 2002 o clima foi adverso para os produores. Dos índices obidos pelos produores, o de menor valor foi do produor 16, com uma redução de 52%. Segundo informações fornecidas pelos gesores do Projeo Viória 20, ese é um produor ípico de subsisência, o qual eve grandes dificuldades na definição do sisema de produção, e o cuso de produção esava em fase de ajuse em função da adubação dos pasos e arroçameno dos animais. Dos 6 produores que apresenaram índices acima de 1, desaca-se o produor 18, com evolução significaiva da eficiência écnica durane os 20 Esas informações foram obidas u conaos elefônicos e por s.

97 85 4 anos de análise, uma vez que o mesmo melhorou sua eficiência em 110%. Segundo as informações dos gesores do projeo o produor eve a inensificação do processo produivo a parir de 2000, aravés da roca de 10 vacas leieiras por ouras 10 de maior produividade; em 2002 houve a liberação de uma pare da área para planio de soja, o que pode ser confirmado aravés das abelas 8 e 9. As mudanças de ecnologia ocorridas nos anos de 1999 a 2002 enconramse na abela 17. Tabela 17 Mudança de ecnologia DMU ,97 1,36 1,13 1, ,66 0,90 0,95 1, ,29 0,92 1,14 1, ,43 0,89 1,18 1, ,01 1,53 1,13 1, ,15 1,07 1,18 1, ,04 0,89 1,35 1, ,38 1,04 1,06 1, ,33 1,25 1,13 1, ,20 1,00 1,25 1, ,25 0,87 1,39 1, ,29 1,31 1,09 1, ,42 1,01 1,16 1, ,21 1,16 1,05 1, ,04 1,82 1,05 2, ,93 1,79 1,03 1, ,25 0,97 1,49 1, ,97 1,30 1,13 1,55 Com relação à mudança de ecnologia, os resulados apresenados pela meodologia são basane posiivos: odos os produores avaliados obiveram uma melhora acenuada, com meade dos produores aingindo índices acima de 50%, desacando o produor 15, que obeve um incremeno de 118% na ecnologia. De acordo com a abela 15, observa-se que, 14 dos 18 produores obiveram índices de produividade acima de 1. As abelas 16 e 17 ilusram que a magniude deses ganhos deveu-se principalmene, à mudança de ecnologia, pois, conforme viso aneriormene, odos apresenaram índices acima da unidade, o pode ser

98 86 observado na figura 13. Figura 13 Decomposição do Índice de Malmquis 2,2 2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0, Variação da Eficiência Técnica Mudança de Tecnologia As curvas da figura 13 ilusram que a mudança de ecnologia inerfere de modo mais significaivo na produividade do que a variação da eficiência écnica, pois dos 18 produores avaliados apenas 1 deles obeve índice melhor na variação da eficiência écnica do que na mudança de ecnologia, o produor 18. O produor 18 foi o que aingiu o índice de Malmquis mais elevado, como observado na abela 15, com 3,27, ou seja, melhorou a produividade em 227%. Seus índices parciais, denro desse período, foram obidos com uma variação de eficiência écnica de 0,90, 2,34 e 1,00 (abela 16) e uma mudança de ecnologia de 0,97, 1,30 e 1,13 (abela 17), respecivamene aos inervalos de 1999 a 2000, 2000 a 2001 e 2001 a O índice de Malmquis é obido aravés do produo da variação da eficiência écnica pela mudança de ecnologia. Esses índices indicam que o produor 18 iniciou o período de 1999 a 2000 com uma variação negaiva de 10%, no próximo período eve um grande avanço em sua eficiência écnica com um aumeno de 134%; em relação à mudança de ecnologia, iniciou com queda de 3%, volando a invesir em ecnologia nos próximos dois períodos, obendo, assim, uma melhora de 30% e 13%. Ese mesmo produor eve que fazer uma adequação para melhorar sua produividade. Em 1999 possuía uma área forrageira de 35,87 hecares, com 20 vacas em lacação de um oal de 64 animais no rebanho, endo um gaso anual de R$ 5.931,85 e aingindo uma receia anual de R$ 5.567,37. Após a readequação da

99 87 aividade leieira, no ano de 2002 o produor permaneceu com uma área forrageira de 23,77 hecares, reduzindo o oal de animais do rebanho para 49 animais e uilizando apenas 1 pessoa na mão de obra. Com isso, seu cuso ficou em R$ 7.619,73 e a receia aumenou para R$ ,89, ou seja, riplicando seu faurameno, dados eses obidos das abelas 6 e 9. Embora ese produor enha aingido o melhor índice de Malmquis, DEA assinala que ele ainda pode melhorar sua produividade em aproximadamene 25% em relação aos produores da sua região, de acordo com os dados da abela 10. Para isso, ele deve observar seus benchmarks que são os produores 15 e 17, de acordo com os dados da abela 14, com índice de 0,41 e 0,09, respecivamene, dados obidos da abela A.9. Isso significa que o mesmo, para se ornar eficiene ecnicamene, deve aingir uma receia correspondene a 41% da receia do produor 15 e de 9% da receia do produor 17, aingindo, assim, uma receia anual próxima a R$ , CONSIDERAÇÕES Nese capíulo foram aplicados modelos DEA para avaliar a eficiência écnica e produividade de produores de leie do Projeo Viória. Os resulados demonsram que dos 18 produores avaliados no período de 1999 a 2002, houve somene 4 produores apresenaram queda de produividade. As alerações da produividade devem-se, principalmene, as mudanças de ecnologia, pois desses 18 produores, 17 obiveram índices melhores na mudança de ecnologia do que na variação da eficiência écnica. No próximo capíulo serão apresenadas algumas conclusões desa pesquisa, bem como recomendações e sugesões para pesquisas fuuras, cuja realização será de grande valia, conribuindo de forma significaiva para o aprimorameno desa área de conhecimeno.

100 5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES O problema de pesquisa consisiu em medir índices de eficiência écnica e de produividade de um grupo de produores de leie ligados ao Projeo Viória. O Projeo Viória foi criado em 1998 pela EMATER Paraná, sendo uma parceria insiucional enre a EMATER Paraná, a Universidade Esadual de Londrina (UEL), a Universidade Esadual de Maringá (UEM) e os produores. Desenvolvido no nore e nordese do esado do Paraná, em como objeivo cenral a consrução de um modelo de exploração leieira susenável, compeiivo e lucraivo para a região. As seguines conclusões e recomendações são perinenes a pesquisa. 5.1 CONCLUSÕES FINAIS A meodologia aplicada nesa pesquisa pode consiuir-se, para os exensionisas da EMATER Paraná, em um insrumeno capaz de auxiliar na omada de decisões fornecendo alernaivas de ação que possibiliam o alcance de maiores índices de produividade dos produores de leie do Projeo Viória. Sua uilização possibilia ao gesor rever e aprimorar políicas e ações, esabelecendo mudanças para a superação de evenuais ineficiências enconradas. Aravés desa análise, verifica-se que o rabalho da EMATER vem surindo efeios posiivos juno aos produores de leie daquela região, pois, apesar dos problemas climáicos (seca), os produores que demonsram um maior ineresse na pecuária leieira vêm conseguindo aumenar sua produividade de forma significaiva. No período de 1999 a 2002, o aumeno de produividade que ocorreu em, aproximadamene, 78% dos produores, ou seja, dos 18 produores avaliados 14 conseguira m índices acima de 1. A mudança de ecnologia inerfere de modo mais significaivo na produividade do que a variação da eficiência écnica, pois dos 18 produores avaliados apenas 1 deles obeve índice melhor na variação da eficiência écnica do que na mudança de ecnologia.

101 89 Consaou-se, por fim, que a meodologia proposa é capaz de fornecer índices que demonsram quais são os produores ineficienes, possibiliando aos funcionários do projeo o esabelecimeno de um diagnósico e fornecendo subsídios para a omada de decisão no senido de aumenar a produividade dos produores ineficienes, sendo, porano, de grande valia sua aplicação em ouros projeos semelhanes. A parir das considerações exposas nese esudo, pode-se afirmar que o problema inicialmene levanado e que definiu o desenvolvimeno da pesquisa foi adequadamene solucionado, uma vez que: idenificou-se as variáveis que melhor represenam os produores de leie do Projeo Viória, sendo esas variáveis represenadas pelos insumos e produos, enendendo-se como insumos odos os recursos uilizados pelo produor para elaborar os seus produos; eses, por sua vez, podem ser definidos como o resulado de bens e serviços gerados pelos produores. definiu-se, de forma adequada, o modelo DEA que raduziu a realidade dos dados em ermos de insumos e produos, respeiando os objeivos dos produores; aplicou-se o modelo sugerido, o qual permiiu a obenção de um único índice de eficiência écnica relaiva, envolvendo múliplos insumos e um produo; idenificou-se os benchmarks dos produores de leie do Projeo Viória, iso é, os produores considerados referências, que servem como modelos para que um produor ineficiene possa efeivar melhorias em seu processo produivo; demosrou-se o aumeno necessário nos níveis de produção para que os produores não benchmarks sejam eficienes ecnicamene; avaliou-se a aleração na produividade em anos subseqüenes, de 1999 a 2002, dos produores perencenes ao Projeo Viória, separando a aleração em variação da eficiência écnica e mudança de ecnologia.

102 RECOMENDAÇÕES Da pesquisa realizada podem emergir diversas pesquisas, seja para dar coninuidade a ese rabalho ou para ampliar sua abrangência. Desas, desacam-se, como sugesão para rabalhos fuuros: Ampliar o número de produores bem como o número de anos de análise dos produores do Projeo Viória ; A aplicação da meodologia DEA como ferramena para avaliar a eficiência e a produividade em ouros programas desenvolvidos pela EMATER, bem como em esudos de oura naureza; Inclusão de pesos nos insumos para indicar o seu grau de imporância denro da produividade dos produores de leie; Aplicação da avaliação cruzada nos pesos obidos pela meodologia DEA, a fim de eviar que faores de menor imporância predominem no cálculo da eficiência écnica ou mesmo que faores imporanes sejam ignorados nesa análise; Acréscimo de ouros produos no sisema de avaliação, principalmene o de carne que, em geral, em a produção desenvolvida em conjuno com a produção de leie; Desenvolvimeno de um modelo compuacional com inerface para que o mesmo seja uilizado pelos funcionários da EMATER com o objeivo da faciliar a sua uilização na omada de decisões quano o aumeno de produividade dos produores de leie; Uilizar análise de correlação na escolha dos insumos.

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107 APÊNDICE 95

108 96 APÊNDICE A - TABELAS DE RESULTADOS DO DEA Tab ela A.1: Esc ores de folgas e excessos no ano de 1999 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-18 Tab ela A.2: Esc ores de folgas e excessos no ano de 2000 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-18

109 97 Tabela A.3: Escores de folgas e excessos no ano de 2001 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-20 Tabela A.4: Escores de folgas e excessos no ano de 2002 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-18

110 98 Tabela A.5: Escores preços no ano de 1999 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-04 Tabela A.6: Escores preços no ano de 2000 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-04

111 99 T abela A.7: Escores preços no ano de 2001 Ins 1 Ins 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-05 Tabela A.8: Es cores preç os no ano de 2002 Ins 1 In s 2 Ins 3 Ins 4 Ins 5 Produo E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E E-05

112 100 Tabela A.9: Benchmarks e seus escores DMU Benchmarks Valo r Benchmark s Valor Benchmarks Valor Benchmarks Valor , ,57 0, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,17 0,31 0, ,58 0, ,31 0, ,11 0, ,88 0, ,95 0,07 0, ,66 0,14 0, ,22 0,28 0, ,74 0, , , ,08 1, ,08 1, ,01 0,13 0, ,41 0, ,34 0, ,13 0, ,30 0, ,81 0,11 0, ,09 0, ,81 0, , , , , , , , ,14 0, ,15 1, , , ,05 0, , ,19 0, ,48 0, ,74 0, , ,18 0, ,05 0, ,05 0,19

113 101 Coninuação da abela A.9 DMU Benchmarks Valor Benchmarks Valor Benchmarks Valor Benchmarks ,56 0, ,40 0, , , ,38 0, ,09 0, ,04 0, ,51 0, , , , , ,81 0, ,01 0,11 0, ,05 0, ,41 0,09

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