PLANO DE ENSINO 2015
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- Maria de Belem Faro Laranjeira
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1 PLANO DE ENSINO 2015 CURSO: Agronomia DISCIPLINA: AG-71 Olericultura TURMA(S): 7ª Fase SEMESTRE LETIVO: 7 CARGA HORARIA SEMESTRAL: 75 h PRÉ-REQUISITO: AG-53 Nutrição Vegetal PROFESSOR (A): Rony da Silva MODALIDADE: Presencial I- JUSTIFICATIVA O consumo de hortaliças tem aumentado não só pelo crescente aumento da população, mas também pela tendência na mudança do habito alimentar do consumidor, tornando-se inevitável o aumento da produção. Por outro lado, o consumidor de hortaliça tem se tornado mais exigente, havendo necessidade de produzi-la em quantidade e qualidade, bem como manter o seu fornecimento o ano todo. Neste sentido, existe a necessidade de uma análise das características edafoclimáticas, econômicas, sociais e ambientais envolvidas na implantação de um ambiente de produção de hortaliças em escala comercial nos diferentes sistemas de produção, vislumbrando minimizar os impactos ambientais e melhorar a qualidade de vida da sociedade. II - EMENTA Métodos e técnicas para implantação e manejo dos cultivos, principais doenças e pragas olerícolas e seu controle. Culturas de interesse sócio-econômico. Colheita, classificação e embalagem de produtos hortícolas. Noções de pós-colheita. III- OBJETIVO GERAL Oportunizar aos acadêmicos o conhecimento das técnicas de cultivo recentes recomendadas para as espécies de hortaliças; desenvolver o espírito crítico e a sua capacidade de análise e síntese, fazendo com que eles integrem os conhecimentos adquiridos previamente em outras disciplinas do curso de Agronomia com as culturas na área da olericultura. IV- OBJETIVOS ESPECÍFICOS Enfocar a olericultura comercial tal como é praticada nos diversos sistemas de produção no Brasil; Fornecer aos acadêmicos embasamentos de fisiologia vegetal que os permita compreender as razões das diferentes práticas culturais adotadas para cada cultura. Estimular o processo de construção do conhecimento, levando em consideração a realidade da agricultura atual e vislumbrando a olericultura do futuro; Possibilitar a identificação de conhecimentos sistematizados, de modo a desenvolver uma compreensão crítica do pensamento administrativo da olericultura como agronegócio. Capacitar o acadêmico quanto à aplicação dos aspectos teóricos e práticos, propiciando-lhes uma formação básica sobre o processo de produção de olerícolas, tornandoos aptos a planejar, implantar, conduzir e tomar decisões úteis frente às necessidades produtivas do ramo. V- CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1.Introdução à olericultura 1.1 O campo da olericultura;
2 1.2 Conceitos gerais, características da exploração, origem e evolução; 1.3 O tipos do cultivo de hortaliças; 1.4 Os rumos da olericultura brasileira. 2. O universo e as classificações das espécies hortaliças 2.1 Classificações: popular/técnica e botânica das hortaliças; 2.2 Variedade Botânica e Cultivar. 3. Os fatores fisiológicos e climáticos: 3.1 Ambiente, genótipo e fenótipo; 3.2 Influências da temperatura, luz e umidade sobre as hortaliças; 3.3 Exigências Climáticas no desenvolvimento vegetativo, na floração e frutificação dos cultivos; 4. Solo, nutrição e adubação de hortaliças 4.1 O solo e os nutrientes; 4.2 Extração e exportação de nutrientes; 4.3 O papel dos nutrientes essenciais; 4.4 Adubação mineral e orgânica; 4.5 Fertirrigação. 5. Sistemas de manejo das culturas 5.1 Propagação de hortaliças; 5.2 Semeadura direta e indireta; 5.3 Propagação sexuada: vantagens e desvantagens, germinação, dormência; 5.4 Propagação assexuada: vantagens e desvantagens, métodos naturais e artificiais; 5.5 Sistemas de condução: tutoramento, desbrote, poda; 5.6 Propagação pela cultura de tecidos; 5.7 Influência dos fatores ambientais no desenvolvimento dos cultivos; 5.8 Aspectos nutricionais; 5.9 Principais sistemas de irrigação. 6. Rotação, consorciação e sucessão de culturas. 6.1 Princípios da rotação de cultivos; 6.2 Seleção de espécies para rotação; 6.3 Plantas companheiras; 6.4 Importância da consorciação de plantas olerícolas; 6.5 Critérios para a implantação de culturas sucessivas. 7. Armazenamento e comercialização 7.1 Requisitos necessários para o armazenamento de olerícolas; 7.2 Características dos principais canais de comercialização; 7.3 Valorização dos sistemas locais de comercialização; 7.4 Seleção, classificação, embalagens e distribuição dos produtos olerícolas; 7.5 Práticas comerciais; 7.6 Cuidados especiais para o transporte de olerícolas. 8. Irrigação das hortaliças 8.1 Noções básicas; 8.2 Métodos de irrigação para hortaliças. 9. Qualidade bromatológica, fitossanitária e industrial de produtos vegetais
3 10. Maturação e padrão de qualidade; 11. Ponto de colheita; 12. Sistemas de manuseio para consumo "In natura" ou processamento; 13. Agregação de valor aos produtos olerícolas; Abordagem das principais olerícolas cultivadas: 1. Cucurbitaceae (abóbora, moranga, abobrinha, chuchu, pepino, melancia e melão); 2. Solanaceae (tomate, berinjela, jiló e pimentão); 3. Aliaceae (cebola, cebolinha e alho); 4. Brassicaceae (repolho, couve-flor, couve-brócolo, couve-manteiga, couve-de-bruxelas, couve-rábano); 5. Fabaceae (ervilha e feijão vagem); 6. Rosaceae (morango); 7. Quenopodiaceae (beterraba); 8. Convolvulaceae (batata-doce) 9. Apiaceae (cenoura, mandioquinha-salsa, aipo, salsa, coentro e funcho); 10. Asteraceae (alface, almeirão e chicória). Assuntos a serem abordados nos cultivos: Cultivares; Época de plantio mais indicada; Condições edafoclimáticas mais favoráveis ao desenvolvimento; Fertilidade do solo; Conservação do solo; Métodos de propagação / semeadura; Transplante de mudas; Espaçamento e densidade de plantas; Tratos culturais; Irrigação; Principais doenças e controle; Principais pragas e controle; Anomalias fisiológicas; Maturação fisiológica; Cuidados na colheita; Fisiologia da pós-colheita; Cuidados pós-colheita; Processamento mínimo; Fatores determinantes do ponto de colheita; Prevenção de perdas na pós-colheita; Comercialização. VI- METODOLOGIA Consiste no conjunto de ações (estratégias) que serão desenvolvidas nas aulas teóricas e práticas, vislumbrando uma abordagem do conteúdo proposto. Neste sentido, as aulas teóricas serão expositivas dialogadas, com uso do quadro e projetor, apresentando momentos de debate e integração com outros temas de referência contemplados no Curso de Bacharelado em Agronomia. Os alunos participarão de aula teórico-prática em laboratórios, bem como nas Unidades Educativas de Produção do IF Catarinense Câmpus Rio do Sul, com objetivo de desenvolver análise do ambiente de produção, vislumbrando uma melhor produtividade e atendimento as demandas de mercado. No período das aulas os alunos terão a oportunidade de participar de eventos de ordem técnica, como viagens com objetivo de ampliar os conhecimentos técnicos e manter um intercâmbio profissional. Com relação ao rendimento do aluno(a), quando for considerado abaixo da média, o mesmo terá uma oportunidade de realizar uma avaliação ao final do semestre, referente a todo conteúdo ministrado. Não obstante, o professor estará realizando uma análise das duas notas referente as provas e substituindo a menor nota.
4 No caso de trabalhos práticos individuais ou em grupo, não concluídos durante a carga horária normal da disciplina, os alunos poderão concluir com a supervisão do professor durante os dias da semana, quando necessário, do período de 12h e 30 min às 13h e 10min. VIAGENS DE ESTUDO CRONOGRAMA DE VIAGENS Data Turma(s) Local Justificativa 18/05/2015 7ª Fase 08/06/2015 7ª Fase 29/06/2015 7ª Fase Empresa EPAGRI Ituporanga (SC) Empresa EPAGRI Curitibanos (SC) Empresa CEASA São José (SC) Viagem técnica a ser agendada com a empresa EPAGRI (disponibilidade de data e horário) Justificativa: possibilitar ao acadêmico a vivência com os projetos de pesquisa com olerícolas implantados no local, bem como a visita a um produtor de hortaliças (sistemas de irrigação), previamente agendado pelos Técnicos/Pesquisadores da EPAGRI. Viagem técnica a ser agendada com a empresa EPAGRI (disponibilidade de data e horário) Justificativa: possibilitar ao acadêmico a vivência com os projetos de pesquisa e produção com olerícolas implantados na região, bem como a visita a uma cooperativa de processamento de alho, previamente agendada pelos Técnicos/Pesquisadores da EPAGRI. Viagem técnica a ser agendada com a empresa CEASA (disponibilidade de data e horário) Justificativa: possibilitar ao acadêmico a vivência com o setor de comercialização de hortaliças. Não obstante, será analisada a possibilidade de visita em uma propriedade com produção de hortaliças em sistema de cultivo protegido. VII- AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM A avaliação será constante e feita procurando-se verificar se as habilidades propostas estão sendo atingidas, levando-se em conta além do conhecimento Técnico a Formação Humana, manifestada através das atitudes e atos do dia a dia do ambiente escolar. As avaliações serão organizadas da seguinte forma:
5 1ª Avaliação (15%) Trabalho em grupo (análise de uma área na propriedade com objetivo de produção de hortaliças). Não obstante, as temáticas abordadas deverão ter um enfoque técnico, produtivo, de mercado e sustentabilidade ambiental. Temas: a) relevo (caracterização); b) área de produção (tipo de solo, fertilidade, croqui da área); c) água (qualidade e quantidade); d) fatores climáticos (radiação solar, temperatura, umidade relativa, chuva, vento, granizo, geada e outros); e) energia elétrica (rede de energia monofásica ou trifásica); f) acesso (estrada de barro, areia ou com pavimentação); g) fornecedores (insumos agropecuários); h) mercado (local, regional e outros); i) investimento (estrutura, serviço, aquisição de produtos) e ao final desenvolver um Parecer Técnico do grupo de trabalho. 2ª Avaliação (20%) Avaliação escrita (conteúdo ministrado) 3ª Avaliação (15%) Trabalho em grupo (planejamento de produção) 4ª Avaliação (20%) Elaboração de relatórios das viagens técnicas e testes rápidos (questionamentos realizados em sala de aula, podendo ser de forma oral ou escrito) 5ª Avaliação (20%) Avaliação escrita (conteúdo ministrado) 6ª Avaliação (10%) Busca de conhecimentos adicionais (iniciativa, participação, interesse, pesquisa e criatividade); Relações humanas (espírito de equipe, coleguismo, sociabilidade e liderança); Comportamento (respeito próprio, zelo, dedicação); Qualidade (pontualidade, cumprimento das tarefas e organização); Respeito à instituição (preservação do patrimônio, bem como economia ou não de materiais). Observação: caso o aluno não consiga atingir o rendimento, o mesmo poderá fazer uma avaliação final de todo conteúdo, com objetivo de substituir a menor nota nas avaliações escritas (2ª avaliação ou 5ª avaliação) VIII- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BÁSICAS FILGUEIRA, F.A.R. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. 3. ed. rev. e ampl. Viçosa: Ed. UFV, p. FONTES, P.C.R. Olericultura: teoria e prática. Viçosa: Ed. UFV, p. SOUZA, Jacimar Luis de; RESENDE. Patrícia. Manual de horticultura orgânica. 2.ed. rev. ampl. Viçosa: Aprenda Fácil, p. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES MINAMI, K. Produção de mudas de alta qualidade em horticultura. São Paulo: T. A. Queiroz, Vii, 128p. HENZ, G.P.; ALCÂNTARA, F.A.; RESENDE, F.V. Produção orgânica de hortaliças: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, p. (500 perguntas, 500 respostas) WENDLING, I.; GATTO, A. Substratos, adubação e irrigação na produção de mudas. Viçosa: Aprenda Fácil, p. WORDELL FILHO, João Américo. Manejo fitossanitário na cultura da cebola. Florianópolis: Epagri, p. PEREIRA, A. S.; DANIELS, J. O cultivo da batata na Região Sul do Brasil. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, p.
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