Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Kris Brettas Renato Almeida de Moraes (Org.)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Kris Brettas Renato Almeida de Moraes (Org.)"

Transcrição

1 Olhares sobre a prevenção à criminalidade Kris Brettas Renato Almeida de Moraes (Org.)

2

3 Olhares sobre a prevenção à criminalidade 3

4 Instituto Elo Kris Brettas Oliveira Presidente Gleiber Gomes de Oliveira Diretor Administrativo-Financeiro Liliane Lessa Assessora de Comunicação Paulo Proença Jornalista Sônia Silva Designer Gráfico Secretaria de estado de defesa Social Maurício Campos Secretário de Estado de Defesa Social de Minas Gerais Fabiana de Lima Leite Superintendência de Prevenção à Criminalidade

5 Kris Brettas Oliveira Gleiber Gomes de Oliveira (Orgs.) Olhares sobre a prevenção à criminalidade Belo Horizonte Instituto Elo 2009

6 2009, Os autores 2009, Instituto Elo Projeto gráfico, capa e ilustração: Brígida Campbell Diagramação: Sônia Silva Revisão de textos: Liliane Lessa e Paulo Proença Produção gráfica: Brígida Campbell Bibliotecária responsável: Alessandra Rodrigues da Silva CRB 6ª Região 2459 O459 Olhares sobre a prevenção à criminalidade / Organizadores : Kris Brettas Oliveira; Gleiber Gomes de Oliveira. Belo Horizonte : Instituto Elo, p. (Coleção Cenários de desigualdade e violência). ISBN Criminalidade. 2. Violência urbana. 3. Direito penal. I. Oliveira, Kris Brettas. II. Oliveira, Gleiber Gomes de. III. Coleção Cenários de desigualdade e violência. CDD: 364 CDU: 343 Informação bibliográfica deste livro, conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): OLIVEIRA, Kris Brettas; Oliveira, Gleiber Gomes de. (Org.). Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Belo Horizonte: Instituto Elo, p. ISBN Instituto Elo Rua Guajajaras, 40, Sala 100 Centro Belo Horizonte / MG / Brasil Tel.: Fax:

7 SUMÁRIO Apresentação...11 Introdução...13 SEÇÃO 1 Excursos sobre desigualdade e violência Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo...17 Loïc Wacquant Tradução: Cíntia França Ribeiro Polícia e segurança pública no Rio de Janeiro de hoje Uma tomada de posição...35 Luiz Antônio Machado da Silva Juventude e violência A complexidade da questão...63 Alba Zaluar Os efeitos do não reconhecimento Um estudo empírico sobre prostituição...81 Patrícia Mattos Sobre agressividade e uso de substâncias psicoativas Uma conjectura a partir da psicologia das diferenças individuais...99 Hudson W. de Carvalho Sistema penal, segurança pública e prevenção social à criminalidade Fabiana Leite Do entorno ao centro Esboço de uma leitura alternativa da causação do desvio Alexandre Compart

8 SEÇÃO 2 Central de Apoio às Penas e Medidas Alternativas (CEAPA) Legislação penal brasileira Bases para a ressocialização Marcelo Ferraz Santos A aplicação das medidas alternativas frente à despenalização João Figueiredo Abdalla Prestação de serviço à comunidade Reflexos e implicações sociais de uma proposta em desenvolvimento Erica Marques O. Herzog Fernanda Fonseca da Cunha Camila Resende S. Brum

9 SEÇÃO 3 Programa Fica Vivo! Manual prático da morte A dimensão da letalidade juvenil Fabiano Neves Plano B Joanna Ângelo Ladeira Rafael Lacerda Silveira Rocha Processos de subjetivação e controle Alcances e limites de uma intervenção Marcus Otávio Mariâni Nogueira Fica Vivo! Proteção, mobilização e intervenção Igor Adolfo

10 SEÇÃO 4 Programa Mediação de Conflitos Os rumos da "mediação de conflitos" na contemporaneidade Um debate sobre a participação no contexto da segurança pública em Minas Gerais Ariane Gontijo Lopes Leandro Mediação de Conflitos na política de prevenção à criminalidade Caroline Akemi Pinheiro Imai Giselle Fernandes Corrêa da Cruz Mediação escolar Desafios metodológicos e práticos da mediação como forma de enfrentamento da violência Nilmara Miranda do Nascimento Rodrigo Batista Rodrigues Walderez Aparecida Sabino de Souza Mediação de Conflitos e violência doméstica Uma possibilidade de intervenção Liz Hellen Oliveira Vitor Tífanie Avellar Carvalho

11 SEÇÃO 5 Programa de Reintegração Social do Egresso do Sistema Prisional (PrEsp) Reintegração social de Egressos A experiência do protocolo de intenções de Juiz de Fora Flávio Sereno Cardoso Uma possibilidade de ressignificação na história do sujeito Gisele de Oliveira Assis Regina Bragatto Agentes de promoção da cidadania Ajustamento secundário perturbador? Enrico Martins Braga Ações e Perspectivas do Programa de Reintegração Social doegresso do Sistema Prisional no Combate à Vulnerabilidade Social Juliana Vasconcelos de Souza Barros

12 SEÇÃO 6 Prevenção Social à Criminalidade Práticas e reflexões A integração/articulação dos programas de base local da política de prevenção social à criminalidade do Estado de Minas Gerais Integrar-se para quê? Alexandro Martins Moreira Fídias Gomes Siqueira Rafaela Carvalho Naves Da articulação comunitária à gestão da política O lugar do gestor da política estadual de prevenção à criminalidade Amauri dos Santos Barra De que participação se trata? Alexandro Martins Moreira Fídias Gomes Siqueira Rafaela Carvalho Naves Sobre os autores Sobre o Instituto Elo...378

13 Apresentação A Superintendência de Prevenção à Criminalidade tem a satisfação de compartilhar esta primeira publicação do Instituto Elo, que contém artigos produzidos por sua equipe técnica que atua na política de prevenção social à criminalidade do Estado de Minas Gerais. Esta obra é fruto de um amplo trabalho de estudo e diálogo desenvolvido a partir da parceria Seds/Instituto Elo e, também, por todos aqueles que, em posições diversas gestores, supervisores metodológicos, técnicos sociais e estagiários atuam à frente dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade (NPCs), nos Programas Fica Vivo!, Mediação de Conflitos, Central de Apoio às Penas e Medidas Alternativas e Reintegração Social dos Egressos do Sistema Prisional, em 13 municípios do Estado de Minas Gerais: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Sabará, Santa Luzia, Ipatinga, Governador Valadares, Uberlândia, Uberaba, Juiz de Fora e Montes Claros. O resultado aqui compartilhado traz uma experiência em contínua construção, sobretudo por refletir a prática de programas que tomaram corpo como política pública a partir de 2003, quando incorporados pela Secretaria de Estado de Defesa Social. A inserção desses programas na política estadual de prevenção social à criminalidade trouxe, a cada um dos que atuam e atuaram na execução dos mesmos, desafios ainda em curso: consolidar um novo paradigma que rompa com os moldes tradicionais buscando efetivar a participação da sociedade e os direitos fundamentais como condição primária à segurança pública. Por atuarem como instrumentos que visam à desconstrução de contextos de conflitos, violências e criminalidades, esses são programas que necessariamente demandam, além de rigor metodológico, sensibilidade humana. Esta sensibilidade para atuar em localidades marcadas historicamente por processos de exclusão traz aos técnicos a necessidade de formação contínua, através de capacitações, estudos de casos, troca de experiências e, principalmente, interação e construção metodológica com a própria comunidade. Olhares sobre a prevenção à criminalidade reflete o trabalho de pessoas que atuam num tempo e lugar marcados por violências individuais e estruturais que precisam ser drasticamente revertidas. Para além da construção da sua trajetória profissional, essa equipe ajuda a tecer um mundo novo. Este novo mundo clama por estudo e ação. Parabéns à equipe que, elaborando um novo saber, contribui de forma decisiva para a consolidação da política de prevenção! Fabiana Leite Superintendente de Prevenção à Criminalidade

14

15 Introdução Resultado do trabalho atencioso e entusiasmado de inúmeras pessoas, a presente obra não pleiteia apresentar uma concepção integral e acabada da criminalidade, da violência, do enfrentamento de ambos ou de temas outros a esses aproximados. Apesar de termos convicção da coerência e valor heurístico do conjunto desta obra temos ciência de sua incompletude. Este livro deve ser de modo mais adequado percebido, assim visto, enquanto um agrupamento de hipóteses que aspiram o fazer pensar, por meio de diferentes perspectivas e da discussão franca de importantes aspectos que transitam pelos grandes temas da violência, da criminalidade e de seu enfrentamento na sociedade brasileira contemporânea. O que, enfatizamos, se depreenderá, cremos, da leitura desta obra, entendida enquanto empenho coletivo nascido da inquietação, do desejo de contribuir e da preocupação em lançar alguma luz sobre o universo da prevenção à criminalidade e da violência urbana, é a visão de um espaço de figuração dessas, atravessado por uma série complexa e multifacetada de elementos, ou melhor, possível, em razão de uma condição caleidoscópica específica, resultante do arranjo imediático de todos os elementos envolvidos nas situações, na construção identitária/ socializante dos indivíduos, em suas guisas emocionais comparecentes e nos seus contextos de objetivação (entendidos em sentido amplo); e a percepção da intervenção, qualquer que seja sua estruturação, como de dimensão adamastoriana, o que torna, por este motivo, difícil a apreensão de todos os componentes que a integram. O maior indício da necessidade de novas proposições compreensivas a encetar estas temáticas residiria, a nosso ver, no insucesso ou sucesso parcial apenas dos muitos esforços pretéritos de construção de uma definição da prevenção suficiente e terminante. Em grande medida, a estes múltiplos esforços pretéritos tenha faltado, talvez, a proximidade e a convivência próxima com a realidade objeto. Neste ponto, cabe ressaltar, sem dúvida, como positivo diferencial dos artigos que integram esta obra, a trajetória de vida e profissional de seus autores, posto que desenvolvem suas atividades cotidianas de trabalho em meio a contextos fortemente marcados pela presença da violência, da criminalidade e da vulnerabilidade social. Acreditamos sinceramente que as proposições e hipóteses aqui delineadas podem, em grande medida, contribuir para a ampliação do entendimento acerca da violência, da criminalidade e de seu enfrentamento. Não que julguemos poder uma análise (por melhor e mais completa que possa ser), ou uma reunião destas, esgotar, em suas conjecturas e resultados, todas as possibilidades interpretativas e compreensivas e de modo terminante, se pretendido, indicar o caminho de ações que aspirem à produção de interferências; mas por entendermos que sobre análises como as aqui objetivadas poderão apoiar-se estudos futuros que por sua vez tomarão parte, certamente, na milenar saga de inovação teórica e construção do conhecimento. Em fechamento, gostaríamos apenas de externar nossos mais profundos agradecimentos a todos aqueles que contribuíram para que esta obra fosse concluída. Agradecemos, em primeiro lugar, a todos os autores pelo empenho e dedicação, que resultaram na inquestionável qualidade dos artigos; e ao Governo do Estado de Minas Gerais, por acreditar e tornar possível a concretização deste projeto. Em especial, agradecemos aos muitos colaboradores e apoiadores da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais SEDS, da Superintendência de Prevenção à Criminalidade de Minas SPEC e do Instituto Elo. Os organizadores

16

17 Seção 1 Excursos sobre desigualdade e violência

18

19 Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo Loïc Wacquant

20

21 Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo Loïc Wacquant A análise comparativa dos discursos e tendências penais nos países desenvolvidos ao longo da última década revela uma íntima ligação entre a ascendência do neoliberalismo, como projeto ideológico e prática governamental que obriga à submissão ao livre mercado" e a celebração da "responsabilidade individual" em todos os campos, por um lado, e, por outro lado, entre o emprego de políticas punitivas e pró-ativas de obediência à lei que têm como alvo a deliquência de rua e as categorias aprisionadas nas margens e rachaduras da nova ordem econômica e moral. 1 Além das inflexões nacionais e variações institucionais, essas políticas exibem seis traços comuns. 2 Primeiro, elas se propõem a pôr um fim na "era da leniência" e a atacar frontalmente o problema da criminalidade, bem como os conflitos urbanos e distúrbios públicos que se situam no limite do direito penal, batizados "incivilidades" enquanto, deliberadamente, ignoram as causas desses problemas. Daí o segundo traço, a proliferação de leis e o apetite insaciável por inovações burocráticas e aparatos tecnológicos: grupos de combate ao crime e parcerias entre a polícia e outros serviços públicos (escolas, hospitais, assistentes sociais, órgãos de fiscalização tributária etc.); câmeras de vigilância e mapeamento computadorizado 1. Este artigo é baseado numa palestra intitulada "Regulating the Poor in the Neoliberal Age: When Social Policy meets Penal Policy" ("Regulando os pobres na era neoliberal: quando a política social encontra a política penal" proferida no Workshop on Social Inequality, Kennedy School of Government, Harvard University, em 31 de outubro de Ele esboça a agenda de meu livro Punishing the Poor: The New Government of Social Insecurity (Durham and London: Duke University Press, a ser lançado em 2008), e tem como base o Prólogo e o Capítulo 1. Gostaria de agradecer a William Julius Wilson e aos participantes do workshop pelas estimulantes críticas e comentários. 2. Para um panorama do cenário penal nos principais países do Primeiro Mundo, ver John Pratt et al., eds., The New Punitiveness: Trends, Theories, and Perspectives (London: Willan Publishing, 2004); Laurent Mucchielli e Phillipe Robert, eds., Crime et Securité. L état des savoirs (Paris: La Découverte, 2002); Alessandro Dal Lago, Giovani, stranieri e criminali (Rome: Manifestolibri, 2001); e Wolfgang Ludwig-Mayerhofer, ed., Soziale Ungleichheit, Kriminalität und Kriminalisierung (Opladen: Leske & Budrich, 2000).

22 das ocorrências; perfilamento de criminosos, monitoração eletrônica via satélite, arquivamento generalizado de impressões digitais genéticas; ampliação e modernização tecnológica das instalações carcerárias; multiplicação dos centros de custódia especializados (para estrangeiros aguardando expulsão, menores reincidentes, mulheres, doentes, condenados que cumprem sentença de prestação de serviços comunitários etc.). O terceiro ponto é que a necessidade de uma reação punitiva é, em todos os lugares, representada por um discurso alarmista, até mesmo catastrófico, sobre a insegurança, animado com imagens bélicas e transmitido à exaustão pela mídia comercial, pelos principais partidos políticos e pelos profissionais encarregados de manter a ordem policiais, magistrados, juristas, experts e comerciantes de serviços de "segurança urbana" que disputam entre si para propor soluções tão drásticas quanto simplistas. Quarto, a partir de uma proclamada preocupação com a eficiência na "guerra contra o crime" e da solicitude com este novo personagem do cidadão valoroso que é a vítima do crime, esse discurso revaloriza abertamente a repressão e estigmatiza jovens dos bairros operários decadentes, desempregados, semteto, mendigos, viciados em drogas, prostitutas de rua, imigrantes das ex-colônias ocidentais e das ruínas do império soviético. Quinto, no front carcerário, a filosofia terapêutica da "reabilitação" foi mais ou menos suplantada por uma abordagem gerencial centrada numa administração de contingentes carcerários determinada pelos custos, o que abriu caminho para a privatização dos serviços correcionais. Por último, a implementação dessas novas políticas punitivas resultou invariavelmente o estreitamento da malha da rede repressiva policial e na maior extensão dessa rede, assim como no endurecimento e aceleração dos procedimentos judiciais e, no elo extremo da cadeia penal, num crescimento incongruente da população encarcerada, sem que ninguém abordasse seriamente a questão da carga financeira, os custos sociais e as implicações cívicas. Essas políticas punitivas são objeto de um consenso político sem precedentes e gozam de amplo apoio público que ultrapassa fronteiras de classe, impulsionado pela distorção da criminalidade, da pobreza e da imigração na mídia, bem como pela constante confusão entre insegurança e "sentimento de insegurança". Tal confusão é feita sob medida para canalizar para a figura (de pele escura) do delinquente de rua a ansiedade difusa causada por uma série de mudanças sociais inter-relacionadas: as perturbações da relação de trabalho assalariada, a crise da família patriarcal e a erosão das relações tradicionais de autoridade entre as categorias de sexo e idade, a decomposição dos territórios estabelecidos da classe trabalhadora e a intensificação da competição escolar como requisito para o acesso ao emprego. A severidade penal é agora virtualmente apresentada por todos e em todo lugar como uma necessidade salutar, um reflexo vital de autodefesa do corpo social ameaçado pela gangrena da criminalidade, não importa quão insignificante. A grande experiência americana da "guerra contra o crime" também se impôs como referência obrigatória para os governos do Primeiro Mundo, uma fonte teórica e inspiração prática para o recrudescimento geral da penalidade, que se traduziu, em todos os países avançados, num inchaço espetacular da população por trás das grades. 3 Preso nas mandíbulas da alternativa distorcida entre visões catastróficas e angelicais, qualquer um que ouse questionar os lugares-comuns autoevidentes da pensée unique sobre 3. Em Les Prisons de la misère (Paris: Raisons d agir Editions, 1999; trad. Prisons of Poverty, Minneapolis, University of Minnesota Press, 2008), tracei os três estágios da difusão planetária das noções, ideologias e políticas de segurança pública "made in USA": sua gestação e implementação (assim como exibição), na cidade de Nova Iorque, sob a tutela dos catalisadores de ideias neoconservadores que lideraram a campanha contra o Estado do bem-estar social; sua importação-exportação por meio da atuação da mídia e pelos centros de política afins que se multiplicaram pela Europa, e particularmente na Grã-Bretanha, que funcionou como câmara de aclimatação da penalização neoliberal com o objetivo de disseminá-la no continente; sua "vestimenta" acadêmica por passeurs locais que conferiram a garantia de sua autoridade de especialistas à adaptação, a seus respectivos países, de teorias e técnicas de manutenção da ordem oriundas dos Estados Unidos. 20

23 "insegurança", que agora dominam incontestáveis, é irrevogavelmente (des)qualificado como um sonhador vão, ou um ideólogo reprovado por ignorar as duras realidades da vida urbana contemporânea. A generalização da insegurança social e seus efeitos O súbito crescimento e glorificação do Estado penal nos Estados Unidos a partir da metade dos anos de 1970, e na Europa duas décadas mais tarde, não corresponde a uma ruptura na evolução da criminalidade e da delinquência a escala e a fisionomia das ocorrências criminais não mudaram abruptamente no começo dos dois períodos em questão em nenhum dos lados do Atlântico. Tampouco reflete um salto na eficiência do aparato repressivo que justificasse seu reforço, como os guardiães do mito acadêmico da "tolerância zero" agora disseminados pelo mundo querem nos fazer crer. Não é tanto a criminalidade que mudou, mas o olhar que a sociedade lança sobre determinados tipos de crime de rua, isto é, em última instância, sobre as populações despossuídas e desonradas (por status ou origem) que são quem presumidamente perpetra os crimes, sobre o lugar que elas ocupam na Cidade e sobre os usos a que essas populações podem estar sujeitas nas arenas política e jornalística. Essas categorias abandonadas os jovens desempregados, os sem-teto, nômades sem rumo e dependentes químicos, imigrantes pós-coloniais sem documentos e sem apoio se tornaram salientes no espaço público, sua presença tornou-se indesejável e suas ações, intoleráveis, porque eles são a encarnação viva e ameaçadora da insegurança social generalizada produzida pela erosão da relação de trabalho assalariada estável e homogênea (promovida ao lugar de paradigma de emprego durante as décadas da expansão fordista entre ) e pela decomposição das solidariedades de classe e cultura por ela sustentadas dentro de um modelo nacional claramente circunscrito. 4 Assim que as fronteiras nacionais se enfraqueceram devido à hipermobilidade do capital, o ajuste dos fluxos migratórios e a integração europeia, assim como a normalização do trabalho dessocializado, passaram a alimentar uma poderosa corrente de ansiedade em todas as sociedades do continente. Essa corrente mistura o medo do futuro, o temor do declínio e degradação social, a angústia de poder não ser capaz de transmitir status à descendência numa competição por credenciais e posições que é cada vez intensa e incerta. É essa insegurança social e mental difusa e multifacetada, a qual (objetivamente) abate famílias da classe trabalhadora privadas do capital cultural necessário para aceder aos setores protegidos do mercado de trabalho e (subjetivamente) assombra grandes setores da classe média, que o novo discurso bélico dos políticos e da mídia apreendeu, plasmando-a na questão estreita da insegurança física ou criminal. 4. Robert Castel, Les Métamorphoses de la question sociale. Une chronique du salariat (Paris: Fayard, 1995); Hartmut Häußermann, Martin Kronauer, e Walter Siebel, eds., An den Rändern der Städte: Armut und Ausgrenzung (Frankfurt-am-Main: Suhrkamp, 2004); e Loïc Wacquant, Urban Outcasts: A Comparative Sociology of Advanced Marginality (Cambridge: Polity Press, 2007). 21

24 Para compreender como o recrudescimento da lei e da ordem que varreu os países pós-industriais na virada do século 20 constitui uma reação à, um desvio da e um repúdio à generalização da insegurança social e mental produzida pela difusão do trabalho assalariado dessocializado contra o pano de fundo da desigualdade crescente, deve-se romper com a oposição ritual das escolas intelectuais e adotar as virtudes de uma análise materialista, inspirada em Marx e Engels e elaborada por várias vertentes da criminologia radical, acostumadas às relações mutáveis que se estabelecem em cada época entre o sistema penal e o sistema de produção, e os potenciais de uma abordagem simbólica, iniciada por Émile Durkheim e ampliada por Pierre Bourdieu, atenta à capacidade que o Estado tem de traçar demarcações de saliência social e de produzir realidade social através de seu trabalho de inculcação de categorias eficientes e classificações. 5 A separação tradicionalmente hostil dessas duas abordagens, uma acentuando o papel instrumental da penalidade como vetor de poder e a outra, sua missão expressiva e capacidade integradora, não é senão um acidente da história acadêmica artificialmente sustentado por uma política intelectual desgastada. Essa separação deve imperativamente ser superada, porque na realidade histórica as instituições e políticas penais podem desempenhar, e de fato desempenham, as duas tarefas ao mesmo tempo: elas agem simultaneamente para fazer cumprir a hierarquia e controlar categorias contenciosas, em um nível, e comunicar normas e moldar representações coletivas e subjetividades, em outro nível. 6 A polícia, os tribunais e prisões não são meros implementos técnicos por meio dos quais as autoridades respondem ao crime, como na visão de senso comum adotada pela lei e pela criminologia mas uma capacidade política central por meio da qual o Estado produz e administra desigualdade, identidade e marginalidade. De fato, o endurecimento generalizado das políticas policiais, judiciais e correcionais que pode observado na maioria dos países participantes da Primeira Guerra durante as duas últimas décadas 7 faz parte de uma tripla transformação do Estado, que esse recrudescimento ajuda simultaneamente a acelerar e ofuscar, associando-se à amputação do braço econômico estatal, à retração de seu espírito social e à massiva expansão de seu punho penal. Essa transformação é a resposta burocrática das elites políticas às mutações do trabalho assalariado (mudança para o setor de serviços e polarização dos postos de trabalho, flexibilização e intensificação do trabalho, individualização dos contratos de trabalho, descontinuidade e dispersão das trajetórias profissionais) e seus efeitos devastadores sobre os estratos mais baixos da estrutura social e espacial. As próprias mutações são o produto de uma virada na balança 5. Ver, em particular, Karl Marx e Friedrich Engels, Marx and Engels on Crime and Punishment, in David Greenberg, ed., Crime and Capitalism: Readings in Marxist Criminology (Palo Alto: Mayfield, 1981), 45-56; Stephen Lukes e Andrew Scull, eds., Durkheim and the Law (Stanford: Stanford University Press, 1995); e Pierre Bourdieu, Rethinking the State: On the Genesis and Structure of the Bureaucratic Field, in Practical Reasons (Cambridge: Polity, 1998 [1994]), Um argumento efetivo para reconhecer completamente "a complexidade da estrutura e densidade do significado" da punição como uma instituição social de múltiplas camadas. Esse argumento, habilmente baseado em Marx, Durkheim, Elias, e Foucault, é empregado por David Garland, Punishment and Society: A Study in Social Theory (Chicago: University of Chicago Press, 1990), esp O criminologista norueguês Thomas Mathiesen detectou e denunciou isso já em 1990, a respeito do front carcerário; ver Thomas Mathiesen, Prison on Trial: A Critical Assessment (London: Sage, 1990),

25 de poder entre as classes e grupos que lutam a todo momento pelo controle sobre os mundos do trabalho. E nessa luta, é a classe dos negócios transnacionais e as frações modernizantes da burguesia cultural e da alta nobreza do Estado, aliadas sob a bandeira do neoliberalismo, que tem ganhado o controle e encetado uma campanha avassaladora para reconstruir o poder público em linha com seus interesses materiais e simbólicos. 8 A transformação dos bens públicos em commodities e o aumento do trabalho subassalariado e instável contra o pano de fundo da população pobre trabalhadora nos Estados Unidos e do duradouro desemprego em massa na União Europeia; o esgarçamento das redes de proteção social, que conduziu à substituição do direito coletivo a recursos contra o desemprego e a carência pela obrigação individual de exercer uma atividade remunerada, (workfare nos Estados Unidos e no Reino Unido, trabalhos ALE na Bélgica, PARE e RMA na França, reforma Hartz na Alemanha etc.) a fim de impor o trabalho assalariado dessocializado como o horizonte normal para o novo proletariado dos setores de serviços urbanos; 9 o reforço e extensão do aparato punitivo, recentrado nos bairros pobres do centro das cidades e na periferia urbana que concentra os conflitos e o desespero produzidos pelo movimento duplo de retração do Estado no front econômico e social: essas três tendências se implicam e se imiscuem umas nas outras numa cadeia causal que se autoperpetua e que está redesenhando os limites e redefinindo as modalidades da ação governamental. O Estado keynesiano, associado ao trabalho assalariado fordista, funcionava como uma mola propulsora de solidariedade, cuja missão era contrabalançar os ciclos recessivos da economia de mercado, proteger as populações mais vulneráveis e refrear desigualdades gritantes. Esse Estado foi sucedido por um Estado que pode ser chamado neodarwinista, já que erige a competição em fetiche e celebra a responsabilidade individual irrestrita cuja contraparte é a irresponsabilidade coletiva e, portanto, política. O Leviatã se retira para suas funções régias de aplicação da lei, elas próprias hipertrofiadas e deliberadamente abstraídas de seu ambiente social, e para sua missão simbólica de reasserção dos valores comuns através da anatematização pública de categorias desviantes entre elas as importantes categorias do desempregado "delinquente de rua" e do "pedófilo", vistas como encarnações ambulantes do abjeto fracasso em viver de acordo com a ética abstêmia do trabalho assalariado e do autocontrole sexual. Diferentemente de seu predecessor da belle époque, esse novo estilo de darwinismo, que exalta os "vencedores" por seu vigor e inteligência e menospreza os "perdedores" na "luta pela vida econômica", apontando suas defeitos de caráter e inadequações comportamentais, não tem na natureza o seu modelo. 10 É o mercado que o provê de sua metáfora-mestra e do mecanismo de seleção que supostamente assegura a "sobrevivência do mais apto". Mas só depois que o próprio mercado já foi naturalizado, isto é, apresentado sob uma roupagem radicalmente des- 8. Para uma análise das variações nacionais desse padrão comum, ver Marion Fourcade-Gourinchas e Sarah L. Babb, "The Rebirth of the Liberal Creed: Paths to Neoliberalism in Four Countries", American Journal of Sociology, 3108 (November 2002): 533, Jamie Peck, Workfare States (New York: Guilford, 2001); e Catherine Lévy, Vivre au minimum. Enquête dans l Europe de la précarité (Paris: Editions La Dispute, 2003), ch Mike Hawkins, Social Darwinism in European and American Thought, : Nature as Model and Nature as Threat (Cambridge: Cambridge University Press, 1997). 23

26 historicizada que, paradoxalmente, o transforma numa realização histórica concreta das puras e perfeitas abstrações da ciência econômica ortodoxa promovida ao patamar de teodiceia oficial da ordem social in statu nascendi. Assim, a "mão invísivel" do incompetente mercado de trabalho, fortalecida pela mudança do welfare para o workfare, encontra sua extensão ideológica e seu complemento institucional no "punho de ferro" do Estado penal, que cresce e se organiza a fim de estancar as desordens geradas pela difusão da insegurança social e pela correlativa desestabilização das hierarquias de status que formavam a estrutura tradicional da sociedade nacional (i.e., a divisão entre brancos e negros nos Estados Unidos e entre nacionais e imigrantes das colônias na Europa ocidental). A regulação das classes trabalhadoras através do que Pierre Bourdieu chama "a Mão Esquerda" do Estado, 11 aquela que protege e expande as oportunidades de vida, representadas pelas leis trabalhistas, pela educação, saúde, assistência social, habitação, é suplantada (nos Estados Unidos), ou suplementada (na União Europeia) pela regulação através de sua "Mão Direita", aquela da polícia, da justiça, da administração correcional, cada vez mais ativa e intrusiva nas áreas hierarquicamente submetidas do espaço social e urbano. E, logicamente, a prisão retorna ao centro do palco social, quando há apenas trinta anos os mais eminentes especialistas da questão penal eram unânimes em predizer seu declínio, senão seu desaparecimento. 12 A utilidade renovada do aparato penal na era pós-keynesiana da insegurança do emprego é tripla: ele (i) funciona para subjugar as frações recalcitrantes da classe trabalhadora à disciplina do novo regime fragmentado de trabalho assalariado por meio do aumento dos custos de estratégias de fuga para a economia de rua informal; (ii) neutraliza e confina seus indivíduos mais perturbadores ou aqueles tornados completamente supérfluos pela recomposição da demanda de trabalho; e (iii) reafirma a autoridade estatal no quotidiano dentro do domínio restrito atribuído ao Estado a partir de então. A canonização do "direito à segurança", correlato do abandono do "direito ao emprego" em sua antiga forma (isto é, em horário integral, com todos os benefícios, por período indefinido e com um salário mínimo que permitisse a reprodução social do trabalhador e sua proteção futura), e o crescente aporte de recursos e interesse na manutenção da ordem vêm no momento exato para impedir o aumento do déficit de legitimidade dos agentes políticos tomadores de decisão, decorrente exatamente do fato de que eles abjuraram as missões estabelecidas do Estado nos fronts social e econômico. Sob essas condições, entende-se melhor por que, pela Europa, os partidos governamentais de esquerda tomados pela visão neoliberal se mostraram tão entusiastas das temáticas de segurança encarnadas pela "tolerância zero" vinda dos Estados 11. Pierre Bourdieu et al., La Misère du monde (Paris: Seuil, 1993), (trad. The Weight of the World, Cambridge, Polity Press, 1999); e Pierre Bourdieu, Contre-feux (Paris: Raisons d agir, 1997), 9-15 (trad. Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market, Cambridge, Polity Press, 1999). 12. Na metade dos anos de 1970, os três principais revisionistas da história da prisão, David Rothman, Michel Foucault e Michael Ignatieff, concordaram ao vê-la como uma instituição em inevitável declínio, destinada a ser substituída a médio prazo por instrumentos de controle social mais difusos, discretos e diversificados; ver Franklin E. Zimring e Gordon Hawkins, The Scale of Imprisonment (Chicago: University of Chicago Press, 1991), ch. 2. O debate penal então se voltou para as implicações do desencarceramento e da implementação de sentenças comunitárias. Desde esse prognóstico malthusiano, a evolução da punição sofreu uma reviravolta em quase todas as sociedades ocidentais: a população carcerária dobrou na França, Bélgica e Inglaterra, triplicou na Holanda, Espanha e Grécia, e quintuplicou nos Estados Unidos. 24

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Art.1º. O presente edital destina-se a disciplinar publicação, em formato digital, do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional.

Art.1º. O presente edital destina-se a disciplinar publicação, em formato digital, do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional. 1-5 EDITAL DE CHAMADA DE ARTIGOS PARA INTEGRAR A PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DIGITAL DO PROGRAMA DE INCLUSÃO SOCIAL DE EGRESSOS DO SISTEMA PRISIONAL - PRESP O Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema

Leia mais

Rede de Defesa e Segurança

Rede de Defesa e Segurança Rede de Defesa e Segurança 1 PROGRAMA ALIANÇA PELA VIDA Objetivo: Estruturar ações integradas de prevenção, acolhimento e tratamento dos usuários e dependentes de álcool e outras drogas e seus familiares,

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

Aspectos culturais e relações de gênero 1

Aspectos culturais e relações de gênero 1 Aspectos culturais e relações de gênero 1 Objetivo da Aula A questão de gênero realiza-se culturalmente por ideologias que tomam formas específicas em cada momento histórico e, tais formas, estão associadas

Leia mais

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Anexo II Di r e t r i z e s Ge r a i s d o s Se rv i ç o s d e Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Educação do Agressor SERVIÇO DE RESPONSABILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DO AGRESSOR Ap r e s e n ta ç ã o A presente

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG).

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG). PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL - CNBB Praça Clovis Bevilácqua, 351, conj.501 Centro - 01018-001 - São Paulo - SP Tel/fax (11) 3313-5735, 3227-8683, 3101-9419 - gzgubic@uol.com.br - www.carceraria.org.br

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

Centro de Criação de Imagem Popular Largo de São Francisco de Paula, 34 / 4º andar 20.051-070070 Rio de Janeiro RJ Tel./ Fax.: (21) 2509.3812 cecip@cecip.org.br www.cecip.org.br Nossa missão Contribuir

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A 9 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A QUESTÃO 16 O Capítulo II das Entidades de Atendimento ao Idoso, da Lei nº 10.741, de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, coloca no Parágrafo Único

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

Publicação Princípios de Empoderamento da Mulher: Igualdade Significa Negócios ONU Mulheres e Pacto Global

Publicação Princípios de Empoderamento da Mulher: Igualdade Significa Negócios ONU Mulheres e Pacto Global Dar poder às mulheres para que participem da atividade econômica em todos os níveis é essencial para construir economias fortes, estabelecer sociedades mais estáveis e justas, atingir objetivos de desenvolvimento,

Leia mais

6 Considerações finais

6 Considerações finais 6 Considerações finais Este pesquisa objetivou investigar como vem se caracterizando o processo de reforma psiquiátrica em Juiz de Fora e suas repercussões no trabalho dos assistentes sociais no campo

Leia mais

MANUAL DO VOLUNTÁRIO. Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor.

MANUAL DO VOLUNTÁRIO. Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor. MANUAL DO VOLUNTÁRIO Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor. Apresentação No decorrer do ano de 2010, muitas mudanças estruturais ocorreram na Casa do Bom Menino. Podemos colher alguns frutos positivos

Leia mais

O Papel dos Municípios na Política de Segurança

O Papel dos Municípios na Política de Segurança 1 O Papel dos Municípios na Política de Segurança Jacqueline Muniz Centro de Estudos de Segurança e Cidadania - UCAM Jajamuniz@candidomendes.br Junho de 2000 Belo Horizonte Tradicionalmente, os problemas

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO Diversos problemas levaram à situação atual O problema sempre foi tratado com uma série de OUs Natureza ou policial ou social Responsabilidade ou

Leia mais

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA O GRUPO SERMAIS:

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Page 1 of 6. Capítulo III Educação e Sustentabilidade MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA. Pedro Jacobi\USP 1

Page 1 of 6. Capítulo III Educação e Sustentabilidade MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA. Pedro Jacobi\USP 1 Page 1 of 6 Capítulo III Educação e Sustentabilidade Para ler o PDF instale o programa leitor, clique aqui. Versão para Impressão em PDF, clique aqui. MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA

Leia mais

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL Profª Drª Juliana Perucchi Universidade Federal de Juiz de Fora Desde os primeiros estudos que

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Bacharel em Filosofia e Direito; Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande

Leia mais

Políticas Publicas de Ressocialização

Políticas Publicas de Ressocialização Primeiro Encontro Mato Grossense de Conselhos da Comunidade Políticas Publicas de Ressocialização ão Rosangela Peixoto Santa Rita 26 de junho de 2008. O Brasil já tem mais de 423 mil presos em seus cárceres;

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA João Sotero do Vale Júnior ¹ a) apresentação do tema/problema: A questão ambiental está cada vez mais presente no cotidiano da população das nossas cidades, principalmente

Leia mais

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996.

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. Doe, EOOCAC'~ 1-fJ~ Tõ~-5. - " ~ 9qr;, ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. EDUCAÇÃO PARA TODOS: ATINGINDO O OBJETIVO

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei: LEI N.º 1135/13, DE 01 DE ABRIL DE 2013. Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Queimados e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO

Leia mais

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento?

FEC 25 anos: Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Iremos lembrar 2015 como um ano chave no setor do desenvolvimento? SEMINÁRIO INTERNACIONAL REPENSAR O DESENVOLVIMENTO REINVENTAR A COOPERAÇÃO ENQUADRAMENTO : Qual o papel das sociedades civis no desenvolvimento internacional? Lisboa, 19 de novembro de 2015 Iremos lembrar

Leia mais

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS CARTA DE CURITIBA Os participantes do I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS, realizado em Curitiba PR, de

Leia mais

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO Maria Cristina de Souza ¹ Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas -PUCCAMP(1988),

Leia mais

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ Princípio A segurança pública deve promover a cidadania e prevenir a criminalidade. Princípio As políticas de segurança pública devem ser transversais.

Leia mais

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes 1. Introdução Fenômeno dos mais graves de nosso tempo, a exploração sexual-comercial de crianças e adolescentes não deve ser

Leia mais

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA Em cena: A realidade do sonho Uma mapa imaginário ( página 123) A sociologia foi uma criação da sociedade urbana. Com a advento da industrialização as grandes

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

POLÍTICA DE PREVENÇÃO SOCIAL À CRIMINALIDADE

POLÍTICA DE PREVENÇÃO SOCIAL À CRIMINALIDADE POLÍTICA DE PREVENÇÃO SOCIAL À CRIMINALIDADE 2014/2015 A POLÍTICA 1. A POLÍTICA DE PREVENÇÃO SOCIAL À CRIMINALIDADE 1.1. Objetivos A Política de Prevenção Social à Criminalidade tem como objetivo geral

Leia mais

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ OFÍCIO /CRESS/SEC/Nº 0535/2013 Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2013 De: Conselho Regional de Serviço Social 7ª Região À Comissão de Juristas com a finalidade de realizar estudos e propor atualização

Leia mais

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar?

Como a educação integral vem sendo pensada nas escolas? Como ela está sendo feita? Por que é tão difícil consolidá-la no contexto da prática escolar? ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INTEGRAL Rosângela Machado Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis A palestra intitulada Organização Curricular e as

Leia mais

BRASIL. (tradução não oficial para o português)

BRASIL. (tradução não oficial para o português) Distr. GERAL CCPR/C/BRA/CO/2 2 de Novembro 2005 Original: Inglês Comitê de Direitos Humanos 85ª Sessão CONSIDERAÇÃO DE RELATÓRIOS ENVIADOS POR ESTADOS PARTES SOB O ARTIGO 40 DO PACTO Observações finais

Leia mais

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR AULA 02: TERCEIRO SETOR (PARTE I) TÓPICO 01: EIXOS TEÓRICOS Os fundamentos da Gestão Social não se restringem a ideais históricos.

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL Boaventura de Sousa Santos Coimbra, 20 de Julho de 12015 CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL DAS VIOLÊNCIAS

Leia mais

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS CRÍTICAS À TEORIA DO CAPITAL HUMANO: UMA CONTRIBUIÇÃO À ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO Camila Fernandes da Costa UFRN - fernandes.camila23@yahoo.com.br Emerson Nunes de Almeida UFRN - nunespedagogo@yahoo.com.br

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

Patronato Penitenciário de Ponta Grossa: uma proposta de cidadania e de resgate do direito à educação

Patronato Penitenciário de Ponta Grossa: uma proposta de cidadania e de resgate do direito à educação 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 Com a Constituição Federal de 1988, a Assistência Social passa

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

Gênero e Políticas Sociais: o programa Mulheres da Paz

Gênero e Políticas Sociais: o programa Mulheres da Paz Gênero e Políticas Sociais: o programa Mulheres da Paz Ana Carolina Santos Maia anacarolinamaia@ufrj.br Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/ 6 período Brena O Dwyer Spina da Rosa Machado brenaspina@globo.com

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ 1 A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ Mayara de Freitas Orientadora Profa. Dra. Sandra Aparecida

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

A MENOR ELEGIBILIDADE ("LESS ELIGIBILITY") DA PRISÃO. Luiz Flávio Gomes

A MENOR ELEGIBILIDADE (LESS ELIGIBILITY) DA PRISÃO. Luiz Flávio Gomes A MENOR ELEGIBILIDADE ("LESS ELIGIBILITY") DA PRISÃO Luiz Flávio Gomes A MENOR ELEGIBILIDADE ("LESS ELIGIBILITY") DA PRISÃO Luiz Flávio Gomes Diretor geral dos cursos de Especialização TeleVirtuais da

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

A violência, e em particular a violência doméstica, constitui um desses velhos / novos problemas para o qual urge encontrar novas soluções.

A violência, e em particular a violência doméstica, constitui um desses velhos / novos problemas para o qual urge encontrar novas soluções. A justiça restaurativa no combate à violência doméstica O final de uma legislatura é, certamente, um tempo propício para a realização de um balanço de actividades. Pode constituir-se como convite à avaliação

Leia mais

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios:

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios: LEI Nº 1720/2012 Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná

Leia mais

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy

Políticas Públicas sobre drogas no Brasil. Luciana Cordeiro Aline Godoy Políticas Públicas sobre drogas no Brasil Luciana Cordeiro Aline Godoy O que são políticas públicas? Para que servem? Como são elaboradas? Políticas Públicas para quê? Instrumento na organização da sociedade

Leia mais

RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES)

RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES) RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES) Décima primeira sessão, 1992 Antecedentes 1. A violência baseada no género é uma forma de discriminação que inibe a capacidade das mulheres de gozarem

Leia mais

GRANDE DEPRESSÃO (1929)

GRANDE DEPRESSÃO (1929) GRANDE DEPRESSÃO (1929) A Grande Depressão, ou Crise de 1929, foi uma grave crise econômica iniciada nos Estados Unidos, e que teve repercussões no mundo inteiro. Considerada o mais longo e grave período

Leia mais

A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA. Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves

A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA. Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves Estamos vivendo um período extremamente difícil, onde as relações sociais encontram em plena estagnação.

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016)

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE E EQUIDADE DE GÉNERO/CPLP (2014-2016) Este Plano de Ação é um sinal claro para os intervenientes dos Estados membro da importância que a CPLP atribui

Leia mais

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO Um ponto muito importante na administração é a sua fina relação com objetivos, decisões e recursos, como é ilustrado na Figura 2.1. Conforme

Leia mais

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL ÍNDICE Pensamento Social...2 Movimentos Sociais e Serviço Social...2 Fundamentos do Serviço Social I...2 Leitura e Interpretação de Textos...3 Metodologia Científica...3

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais. PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO Nome do projeto Nome da Instituição Proponente Construindo Pontes Garantia da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014 45ª Semana de Serviço Social OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade 14 a 16 de maio de 2014 Na Copa, comemorar o quê?. É com este mote criativo e provocativo que o Conjunto

Leia mais

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades #ElesPorElas Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades ElesPorElas Criado pela ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA Área Temática: Direitos Humanos e Justiça Liza Holzmann (Coordenadora da Ação de Extensão) Liza Holzmann 1 Palavras Chave:

Leia mais

5. Considerações finais

5. Considerações finais 99 5. Considerações finais Ao término da interessante e desafiadora jornada, que implicou em estabelecer um olhar crítico e relativamente distanciado em relação ao universo pesquisado, na medida em que

Leia mais

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA http:///br/resenhas.asp?ed=8&cod_artigo=136 Copyright, 2006. Todos os direitos são reservados.será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade

Leia mais

Governo do Estado de Pernambuco / Secretaria Estadual de Saúde / Fundação HEMOPE Processo Seletivo Simplificado 2006

Governo do Estado de Pernambuco / Secretaria Estadual de Saúde / Fundação HEMOPE Processo Seletivo Simplificado 2006 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÃO 01 O Serviço Social brasileiro, na perspectiva do projeto éticopolítico hegemônico desde os anos 90: A) absorve as expressões da pós modernidade, revalorizando as dimensões

Leia mais

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO EDUCAÇÃO EM PRISÕES Refere-se à oferta de educação como direito de jovens e adultos em privação de liberdade, no marco dos direitos humanos, em modalidade de atendimento que considera necessidades específicas

Leia mais

3 O Serviço Social no setor de ONGs

3 O Serviço Social no setor de ONGs 3 O Serviço Social no setor de ONGs Uma análise sobre a atuação do assistente social em organizações não governamentais (ONGs) deve partir da reflexão sobre a configuração da sociedade civil brasileira,

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

Do contrato social ou Princípios do direito político

Do contrato social ou Princípios do direito político Jean-Jacques Rousseau Do contrato social ou Princípios do direito político Publicada em 1762, a obra Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau, tornou-se um texto fundamental para qualquer estudo sociológico,

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente.

OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente. OS ASSISTENTES SOCIAIS NOS HOSPITAIS DE EMERGÊNCIA. Marcelo E. Costa, Jacqueline Benossi, João Paulo C.Silva e orientadora Nancy J. Inocente. Universidade do Vale do Paraíba, Faculdade de Ciências da Saúde,

Leia mais

Declaração de Estocolmo. Declaração de Estocolmo

Declaração de Estocolmo. Declaração de Estocolmo Declaração de Estocolmo Declaração de Estocolmo Como resultado do Congresso Mundial sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado em Estocolmo, em 1998, foi apresentada uma Declaração e

Leia mais

Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito

Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito Marx e o Direito 1 Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito Bibliografia: DEFLEM, Mathiew. Sociology of Law. Cambridge: CUP, 2008. FERREIRA, Adriano de Assis. Questão

Leia mais

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS Sandra Regina Paes Padula * Gostaria aqui fazer um breve histórico de como surgiu os Direitos Humanos para depois entendermos como surgiu a Educação em Direitos Humanos.

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE APRESENTAÇÃO: A violência sexual contra a criança e o adolescente tem sido um problema de difícil enfrentamento por

Leia mais

Resenha Internet e Participação Política no Brasil

Resenha Internet e Participação Política no Brasil Resenha Internet e Participação Política no Brasil (Orgs. MAIA, Rousiley Celi Moreira; GOMES, Wilson; MARQUES, Paulo Jamil Almeida. Porto Alegre: Ed. Sulina, 2011.) Átila Andrade de CARVALHO 1 A democracia

Leia mais

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS por David Miller The European Business Review, março/abril 2012 As mudanças estão se tornando mais frequentes, radicais e complexas. Os índices de falha em projetos

Leia mais

CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008

CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008 CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008 Relatório do Painel PANORAMA LEGAL 1. A DEFENSORIA PÚBLICA ESTADUAL NA PREVENÇÃO E NO COMBATE À VIOLÊNCIA Carência de

Leia mais

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Boa tarde! Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Chediek, e a toda sua equipe, pela oportunidade em participar desse importante

Leia mais