Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Kris Brettas Renato Almeida de Moraes (Org.)

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1 Olhares sobre a prevenção à criminalidade Kris Brettas Renato Almeida de Moraes (Org.)

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3 Olhares sobre a prevenção à criminalidade 3

4 Instituto Elo Kris Brettas Oliveira Presidente Gleiber Gomes de Oliveira Diretor Administrativo-Financeiro Liliane Lessa Assessora de Comunicação Paulo Proença Jornalista Sônia Silva Designer Gráfico Secretaria de estado de defesa Social Maurício Campos Secretário de Estado de Defesa Social de Minas Gerais Fabiana de Lima Leite Superintendência de Prevenção à Criminalidade

5 Kris Brettas Oliveira Gleiber Gomes de Oliveira (Orgs.) Olhares sobre a prevenção à criminalidade Belo Horizonte Instituto Elo 2009

6 2009, Os autores 2009, Instituto Elo Projeto gráfico, capa e ilustração: Brígida Campbell Diagramação: Sônia Silva Revisão de textos: Liliane Lessa e Paulo Proença Produção gráfica: Brígida Campbell Bibliotecária responsável: Alessandra Rodrigues da Silva CRB 6ª Região 2459 O459 Olhares sobre a prevenção à criminalidade / Organizadores : Kris Brettas Oliveira; Gleiber Gomes de Oliveira. Belo Horizonte : Instituto Elo, p. (Coleção Cenários de desigualdade e violência). ISBN Criminalidade. 2. Violência urbana. 3. Direito penal. I. Oliveira, Kris Brettas. II. Oliveira, Gleiber Gomes de. III. Coleção Cenários de desigualdade e violência. CDD: 364 CDU: 343 Informação bibliográfica deste livro, conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): OLIVEIRA, Kris Brettas; Oliveira, Gleiber Gomes de. (Org.). Olhares sobre a prevenção à criminalidade. Belo Horizonte: Instituto Elo, p. ISBN Instituto Elo Rua Guajajaras, 40, Sala 100 Centro Belo Horizonte / MG / Brasil Tel.: Fax:

7 SUMÁRIO Apresentação...11 Introdução...13 SEÇÃO 1 Excursos sobre desigualdade e violência Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo...17 Loïc Wacquant Tradução: Cíntia França Ribeiro Polícia e segurança pública no Rio de Janeiro de hoje Uma tomada de posição...35 Luiz Antônio Machado da Silva Juventude e violência A complexidade da questão...63 Alba Zaluar Os efeitos do não reconhecimento Um estudo empírico sobre prostituição...81 Patrícia Mattos Sobre agressividade e uso de substâncias psicoativas Uma conjectura a partir da psicologia das diferenças individuais...99 Hudson W. de Carvalho Sistema penal, segurança pública e prevenção social à criminalidade Fabiana Leite Do entorno ao centro Esboço de uma leitura alternativa da causação do desvio Alexandre Compart

8 SEÇÃO 2 Central de Apoio às Penas e Medidas Alternativas (CEAPA) Legislação penal brasileira Bases para a ressocialização Marcelo Ferraz Santos A aplicação das medidas alternativas frente à despenalização João Figueiredo Abdalla Prestação de serviço à comunidade Reflexos e implicações sociais de uma proposta em desenvolvimento Erica Marques O. Herzog Fernanda Fonseca da Cunha Camila Resende S. Brum

9 SEÇÃO 3 Programa Fica Vivo! Manual prático da morte A dimensão da letalidade juvenil Fabiano Neves Plano B Joanna Ângelo Ladeira Rafael Lacerda Silveira Rocha Processos de subjetivação e controle Alcances e limites de uma intervenção Marcus Otávio Mariâni Nogueira Fica Vivo! Proteção, mobilização e intervenção Igor Adolfo

10 SEÇÃO 4 Programa Mediação de Conflitos Os rumos da "mediação de conflitos" na contemporaneidade Um debate sobre a participação no contexto da segurança pública em Minas Gerais Ariane Gontijo Lopes Leandro Mediação de Conflitos na política de prevenção à criminalidade Caroline Akemi Pinheiro Imai Giselle Fernandes Corrêa da Cruz Mediação escolar Desafios metodológicos e práticos da mediação como forma de enfrentamento da violência Nilmara Miranda do Nascimento Rodrigo Batista Rodrigues Walderez Aparecida Sabino de Souza Mediação de Conflitos e violência doméstica Uma possibilidade de intervenção Liz Hellen Oliveira Vitor Tífanie Avellar Carvalho

11 SEÇÃO 5 Programa de Reintegração Social do Egresso do Sistema Prisional (PrEsp) Reintegração social de Egressos A experiência do protocolo de intenções de Juiz de Fora Flávio Sereno Cardoso Uma possibilidade de ressignificação na história do sujeito Gisele de Oliveira Assis Regina Bragatto Agentes de promoção da cidadania Ajustamento secundário perturbador? Enrico Martins Braga Ações e Perspectivas do Programa de Reintegração Social doegresso do Sistema Prisional no Combate à Vulnerabilidade Social Juliana Vasconcelos de Souza Barros

12 SEÇÃO 6 Prevenção Social à Criminalidade Práticas e reflexões A integração/articulação dos programas de base local da política de prevenção social à criminalidade do Estado de Minas Gerais Integrar-se para quê? Alexandro Martins Moreira Fídias Gomes Siqueira Rafaela Carvalho Naves Da articulação comunitária à gestão da política O lugar do gestor da política estadual de prevenção à criminalidade Amauri dos Santos Barra De que participação se trata? Alexandro Martins Moreira Fídias Gomes Siqueira Rafaela Carvalho Naves Sobre os autores Sobre o Instituto Elo...378

13 Apresentação A Superintendência de Prevenção à Criminalidade tem a satisfação de compartilhar esta primeira publicação do Instituto Elo, que contém artigos produzidos por sua equipe técnica que atua na política de prevenção social à criminalidade do Estado de Minas Gerais. Esta obra é fruto de um amplo trabalho de estudo e diálogo desenvolvido a partir da parceria Seds/Instituto Elo e, também, por todos aqueles que, em posições diversas gestores, supervisores metodológicos, técnicos sociais e estagiários atuam à frente dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade (NPCs), nos Programas Fica Vivo!, Mediação de Conflitos, Central de Apoio às Penas e Medidas Alternativas e Reintegração Social dos Egressos do Sistema Prisional, em 13 municípios do Estado de Minas Gerais: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Sabará, Santa Luzia, Ipatinga, Governador Valadares, Uberlândia, Uberaba, Juiz de Fora e Montes Claros. O resultado aqui compartilhado traz uma experiência em contínua construção, sobretudo por refletir a prática de programas que tomaram corpo como política pública a partir de 2003, quando incorporados pela Secretaria de Estado de Defesa Social. A inserção desses programas na política estadual de prevenção social à criminalidade trouxe, a cada um dos que atuam e atuaram na execução dos mesmos, desafios ainda em curso: consolidar um novo paradigma que rompa com os moldes tradicionais buscando efetivar a participação da sociedade e os direitos fundamentais como condição primária à segurança pública. Por atuarem como instrumentos que visam à desconstrução de contextos de conflitos, violências e criminalidades, esses são programas que necessariamente demandam, além de rigor metodológico, sensibilidade humana. Esta sensibilidade para atuar em localidades marcadas historicamente por processos de exclusão traz aos técnicos a necessidade de formação contínua, através de capacitações, estudos de casos, troca de experiências e, principalmente, interação e construção metodológica com a própria comunidade. Olhares sobre a prevenção à criminalidade reflete o trabalho de pessoas que atuam num tempo e lugar marcados por violências individuais e estruturais que precisam ser drasticamente revertidas. Para além da construção da sua trajetória profissional, essa equipe ajuda a tecer um mundo novo. Este novo mundo clama por estudo e ação. Parabéns à equipe que, elaborando um novo saber, contribui de forma decisiva para a consolidação da política de prevenção! Fabiana Leite Superintendente de Prevenção à Criminalidade

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15 Introdução Resultado do trabalho atencioso e entusiasmado de inúmeras pessoas, a presente obra não pleiteia apresentar uma concepção integral e acabada da criminalidade, da violência, do enfrentamento de ambos ou de temas outros a esses aproximados. Apesar de termos convicção da coerência e valor heurístico do conjunto desta obra temos ciência de sua incompletude. Este livro deve ser de modo mais adequado percebido, assim visto, enquanto um agrupamento de hipóteses que aspiram o fazer pensar, por meio de diferentes perspectivas e da discussão franca de importantes aspectos que transitam pelos grandes temas da violência, da criminalidade e de seu enfrentamento na sociedade brasileira contemporânea. O que, enfatizamos, se depreenderá, cremos, da leitura desta obra, entendida enquanto empenho coletivo nascido da inquietação, do desejo de contribuir e da preocupação em lançar alguma luz sobre o universo da prevenção à criminalidade e da violência urbana, é a visão de um espaço de figuração dessas, atravessado por uma série complexa e multifacetada de elementos, ou melhor, possível, em razão de uma condição caleidoscópica específica, resultante do arranjo imediático de todos os elementos envolvidos nas situações, na construção identitária/ socializante dos indivíduos, em suas guisas emocionais comparecentes e nos seus contextos de objetivação (entendidos em sentido amplo); e a percepção da intervenção, qualquer que seja sua estruturação, como de dimensão adamastoriana, o que torna, por este motivo, difícil a apreensão de todos os componentes que a integram. O maior indício da necessidade de novas proposições compreensivas a encetar estas temáticas residiria, a nosso ver, no insucesso ou sucesso parcial apenas dos muitos esforços pretéritos de construção de uma definição da prevenção suficiente e terminante. Em grande medida, a estes múltiplos esforços pretéritos tenha faltado, talvez, a proximidade e a convivência próxima com a realidade objeto. Neste ponto, cabe ressaltar, sem dúvida, como positivo diferencial dos artigos que integram esta obra, a trajetória de vida e profissional de seus autores, posto que desenvolvem suas atividades cotidianas de trabalho em meio a contextos fortemente marcados pela presença da violência, da criminalidade e da vulnerabilidade social. Acreditamos sinceramente que as proposições e hipóteses aqui delineadas podem, em grande medida, contribuir para a ampliação do entendimento acerca da violência, da criminalidade e de seu enfrentamento. Não que julguemos poder uma análise (por melhor e mais completa que possa ser), ou uma reunião destas, esgotar, em suas conjecturas e resultados, todas as possibilidades interpretativas e compreensivas e de modo terminante, se pretendido, indicar o caminho de ações que aspirem à produção de interferências; mas por entendermos que sobre análises como as aqui objetivadas poderão apoiar-se estudos futuros que por sua vez tomarão parte, certamente, na milenar saga de inovação teórica e construção do conhecimento. Em fechamento, gostaríamos apenas de externar nossos mais profundos agradecimentos a todos aqueles que contribuíram para que esta obra fosse concluída. Agradecemos, em primeiro lugar, a todos os autores pelo empenho e dedicação, que resultaram na inquestionável qualidade dos artigos; e ao Governo do Estado de Minas Gerais, por acreditar e tornar possível a concretização deste projeto. Em especial, agradecemos aos muitos colaboradores e apoiadores da Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais SEDS, da Superintendência de Prevenção à Criminalidade de Minas SPEC e do Instituto Elo. Os organizadores

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17 Seção 1 Excursos sobre desigualdade e violência

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19 Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo Loïc Wacquant

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21 Ordenando a insegurança Polarização social e recrudescimento punitivo Loïc Wacquant A análise comparativa dos discursos e tendências penais nos países desenvolvidos ao longo da última década revela uma íntima ligação entre a ascendência do neoliberalismo, como projeto ideológico e prática governamental que obriga à submissão ao livre mercado" e a celebração da "responsabilidade individual" em todos os campos, por um lado, e, por outro lado, entre o emprego de políticas punitivas e pró-ativas de obediência à lei que têm como alvo a deliquência de rua e as categorias aprisionadas nas margens e rachaduras da nova ordem econômica e moral. 1 Além das inflexões nacionais e variações institucionais, essas políticas exibem seis traços comuns. 2 Primeiro, elas se propõem a pôr um fim na "era da leniência" e a atacar frontalmente o problema da criminalidade, bem como os conflitos urbanos e distúrbios públicos que se situam no limite do direito penal, batizados "incivilidades" enquanto, deliberadamente, ignoram as causas desses problemas. Daí o segundo traço, a proliferação de leis e o apetite insaciável por inovações burocráticas e aparatos tecnológicos: grupos de combate ao crime e parcerias entre a polícia e outros serviços públicos (escolas, hospitais, assistentes sociais, órgãos de fiscalização tributária etc.); câmeras de vigilância e mapeamento computadorizado 1. Este artigo é baseado numa palestra intitulada "Regulating the Poor in the Neoliberal Age: When Social Policy meets Penal Policy" ("Regulando os pobres na era neoliberal: quando a política social encontra a política penal" proferida no Workshop on Social Inequality, Kennedy School of Government, Harvard University, em 31 de outubro de Ele esboça a agenda de meu livro Punishing the Poor: The New Government of Social Insecurity (Durham and London: Duke University Press, a ser lançado em 2008), e tem como base o Prólogo e o Capítulo 1. Gostaria de agradecer a William Julius Wilson e aos participantes do workshop pelas estimulantes críticas e comentários. 2. Para um panorama do cenário penal nos principais países do Primeiro Mundo, ver John Pratt et al., eds., The New Punitiveness: Trends, Theories, and Perspectives (London: Willan Publishing, 2004); Laurent Mucchielli e Phillipe Robert, eds., Crime et Securité. L état des savoirs (Paris: La Découverte, 2002); Alessandro Dal Lago, Giovani, stranieri e criminali (Rome: Manifestolibri, 2001); e Wolfgang Ludwig-Mayerhofer, ed., Soziale Ungleichheit, Kriminalität und Kriminalisierung (Opladen: Leske & Budrich, 2000).

22 das ocorrências; perfilamento de criminosos, monitoração eletrônica via satélite, arquivamento generalizado de impressões digitais genéticas; ampliação e modernização tecnológica das instalações carcerárias; multiplicação dos centros de custódia especializados (para estrangeiros aguardando expulsão, menores reincidentes, mulheres, doentes, condenados que cumprem sentença de prestação de serviços comunitários etc.). O terceiro ponto é que a necessidade de uma reação punitiva é, em todos os lugares, representada por um discurso alarmista, até mesmo catastrófico, sobre a insegurança, animado com imagens bélicas e transmitido à exaustão pela mídia comercial, pelos principais partidos políticos e pelos profissionais encarregados de manter a ordem policiais, magistrados, juristas, experts e comerciantes de serviços de "segurança urbana" que disputam entre si para propor soluções tão drásticas quanto simplistas. Quarto, a partir de uma proclamada preocupação com a eficiência na "guerra contra o crime" e da solicitude com este novo personagem do cidadão valoroso que é a vítima do crime, esse discurso revaloriza abertamente a repressão e estigmatiza jovens dos bairros operários decadentes, desempregados, semteto, mendigos, viciados em drogas, prostitutas de rua, imigrantes das ex-colônias ocidentais e das ruínas do império soviético. Quinto, no front carcerário, a filosofia terapêutica da "reabilitação" foi mais ou menos suplantada por uma abordagem gerencial centrada numa administração de contingentes carcerários determinada pelos custos, o que abriu caminho para a privatização dos serviços correcionais. Por último, a implementação dessas novas políticas punitivas resultou invariavelmente o estreitamento da malha da rede repressiva policial e na maior extensão dessa rede, assim como no endurecimento e aceleração dos procedimentos judiciais e, no elo extremo da cadeia penal, num crescimento incongruente da população encarcerada, sem que ninguém abordasse seriamente a questão da carga financeira, os custos sociais e as implicações cívicas. Essas políticas punitivas são objeto de um consenso político sem precedentes e gozam de amplo apoio público que ultrapassa fronteiras de classe, impulsionado pela distorção da criminalidade, da pobreza e da imigração na mídia, bem como pela constante confusão entre insegurança e "sentimento de insegurança". Tal confusão é feita sob medida para canalizar para a figura (de pele escura) do delinquente de rua a ansiedade difusa causada por uma série de mudanças sociais inter-relacionadas: as perturbações da relação de trabalho assalariada, a crise da família patriarcal e a erosão das relações tradicionais de autoridade entre as categorias de sexo e idade, a decomposição dos territórios estabelecidos da classe trabalhadora e a intensificação da competição escolar como requisito para o acesso ao emprego. A severidade penal é agora virtualmente apresentada por todos e em todo lugar como uma necessidade salutar, um reflexo vital de autodefesa do corpo social ameaçado pela gangrena da criminalidade, não importa quão insignificante. A grande experiência americana da "guerra contra o crime" também se impôs como referência obrigatória para os governos do Primeiro Mundo, uma fonte teórica e inspiração prática para o recrudescimento geral da penalidade, que se traduziu, em todos os países avançados, num inchaço espetacular da população por trás das grades. 3 Preso nas mandíbulas da alternativa distorcida entre visões catastróficas e angelicais, qualquer um que ouse questionar os lugares-comuns autoevidentes da pensée unique sobre 3. Em Les Prisons de la misère (Paris: Raisons d agir Editions, 1999; trad. Prisons of Poverty, Minneapolis, University of Minnesota Press, 2008), tracei os três estágios da difusão planetária das noções, ideologias e políticas de segurança pública "made in USA": sua gestação e implementação (assim como exibição), na cidade de Nova Iorque, sob a tutela dos catalisadores de ideias neoconservadores que lideraram a campanha contra o Estado do bem-estar social; sua importação-exportação por meio da atuação da mídia e pelos centros de política afins que se multiplicaram pela Europa, e particularmente na Grã-Bretanha, que funcionou como câmara de aclimatação da penalização neoliberal com o objetivo de disseminá-la no continente; sua "vestimenta" acadêmica por passeurs locais que conferiram a garantia de sua autoridade de especialistas à adaptação, a seus respectivos países, de teorias e técnicas de manutenção da ordem oriundas dos Estados Unidos. 20

23 "insegurança", que agora dominam incontestáveis, é irrevogavelmente (des)qualificado como um sonhador vão, ou um ideólogo reprovado por ignorar as duras realidades da vida urbana contemporânea. A generalização da insegurança social e seus efeitos O súbito crescimento e glorificação do Estado penal nos Estados Unidos a partir da metade dos anos de 1970, e na Europa duas décadas mais tarde, não corresponde a uma ruptura na evolução da criminalidade e da delinquência a escala e a fisionomia das ocorrências criminais não mudaram abruptamente no começo dos dois períodos em questão em nenhum dos lados do Atlântico. Tampouco reflete um salto na eficiência do aparato repressivo que justificasse seu reforço, como os guardiães do mito acadêmico da "tolerância zero" agora disseminados pelo mundo querem nos fazer crer. Não é tanto a criminalidade que mudou, mas o olhar que a sociedade lança sobre determinados tipos de crime de rua, isto é, em última instância, sobre as populações despossuídas e desonradas (por status ou origem) que são quem presumidamente perpetra os crimes, sobre o lugar que elas ocupam na Cidade e sobre os usos a que essas populações podem estar sujeitas nas arenas política e jornalística. Essas categorias abandonadas os jovens desempregados, os sem-teto, nômades sem rumo e dependentes químicos, imigrantes pós-coloniais sem documentos e sem apoio se tornaram salientes no espaço público, sua presença tornou-se indesejável e suas ações, intoleráveis, porque eles são a encarnação viva e ameaçadora da insegurança social generalizada produzida pela erosão da relação de trabalho assalariada estável e homogênea (promovida ao lugar de paradigma de emprego durante as décadas da expansão fordista entre ) e pela decomposição das solidariedades de classe e cultura por ela sustentadas dentro de um modelo nacional claramente circunscrito. 4 Assim que as fronteiras nacionais se enfraqueceram devido à hipermobilidade do capital, o ajuste dos fluxos migratórios e a integração europeia, assim como a normalização do trabalho dessocializado, passaram a alimentar uma poderosa corrente de ansiedade em todas as sociedades do continente. Essa corrente mistura o medo do futuro, o temor do declínio e degradação social, a angústia de poder não ser capaz de transmitir status à descendência numa competição por credenciais e posições que é cada vez intensa e incerta. É essa insegurança social e mental difusa e multifacetada, a qual (objetivamente) abate famílias da classe trabalhadora privadas do capital cultural necessário para aceder aos setores protegidos do mercado de trabalho e (subjetivamente) assombra grandes setores da classe média, que o novo discurso bélico dos políticos e da mídia apreendeu, plasmando-a na questão estreita da insegurança física ou criminal. 4. Robert Castel, Les Métamorphoses de la question sociale. Une chronique du salariat (Paris: Fayard, 1995); Hartmut Häußermann, Martin Kronauer, e Walter Siebel, eds., An den Rändern der Städte: Armut und Ausgrenzung (Frankfurt-am-Main: Suhrkamp, 2004); e Loïc Wacquant, Urban Outcasts: A Comparative Sociology of Advanced Marginality (Cambridge: Polity Press, 2007). 21

24 Para compreender como o recrudescimento da lei e da ordem que varreu os países pós-industriais na virada do século 20 constitui uma reação à, um desvio da e um repúdio à generalização da insegurança social e mental produzida pela difusão do trabalho assalariado dessocializado contra o pano de fundo da desigualdade crescente, deve-se romper com a oposição ritual das escolas intelectuais e adotar as virtudes de uma análise materialista, inspirada em Marx e Engels e elaborada por várias vertentes da criminologia radical, acostumadas às relações mutáveis que se estabelecem em cada época entre o sistema penal e o sistema de produção, e os potenciais de uma abordagem simbólica, iniciada por Émile Durkheim e ampliada por Pierre Bourdieu, atenta à capacidade que o Estado tem de traçar demarcações de saliência social e de produzir realidade social através de seu trabalho de inculcação de categorias eficientes e classificações. 5 A separação tradicionalmente hostil dessas duas abordagens, uma acentuando o papel instrumental da penalidade como vetor de poder e a outra, sua missão expressiva e capacidade integradora, não é senão um acidente da história acadêmica artificialmente sustentado por uma política intelectual desgastada. Essa separação deve imperativamente ser superada, porque na realidade histórica as instituições e políticas penais podem desempenhar, e de fato desempenham, as duas tarefas ao mesmo tempo: elas agem simultaneamente para fazer cumprir a hierarquia e controlar categorias contenciosas, em um nível, e comunicar normas e moldar representações coletivas e subjetividades, em outro nível. 6 A polícia, os tribunais e prisões não são meros implementos técnicos por meio dos quais as autoridades respondem ao crime, como na visão de senso comum adotada pela lei e pela criminologia mas uma capacidade política central por meio da qual o Estado produz e administra desigualdade, identidade e marginalidade. De fato, o endurecimento generalizado das políticas policiais, judiciais e correcionais que pode observado na maioria dos países participantes da Primeira Guerra durante as duas últimas décadas 7 faz parte de uma tripla transformação do Estado, que esse recrudescimento ajuda simultaneamente a acelerar e ofuscar, associando-se à amputação do braço econômico estatal, à retração de seu espírito social e à massiva expansão de seu punho penal. Essa transformação é a resposta burocrática das elites políticas às mutações do trabalho assalariado (mudança para o setor de serviços e polarização dos postos de trabalho, flexibilização e intensificação do trabalho, individualização dos contratos de trabalho, descontinuidade e dispersão das trajetórias profissionais) e seus efeitos devastadores sobre os estratos mais baixos da estrutura social e espacial. As próprias mutações são o produto de uma virada na balança 5. Ver, em particular, Karl Marx e Friedrich Engels, Marx and Engels on Crime and Punishment, in David Greenberg, ed., Crime and Capitalism: Readings in Marxist Criminology (Palo Alto: Mayfield, 1981), 45-56; Stephen Lukes e Andrew Scull, eds., Durkheim and the Law (Stanford: Stanford University Press, 1995); e Pierre Bourdieu, Rethinking the State: On the Genesis and Structure of the Bureaucratic Field, in Practical Reasons (Cambridge: Polity, 1998 [1994]), Um argumento efetivo para reconhecer completamente "a complexidade da estrutura e densidade do significado" da punição como uma instituição social de múltiplas camadas. Esse argumento, habilmente baseado em Marx, Durkheim, Elias, e Foucault, é empregado por David Garland, Punishment and Society: A Study in Social Theory (Chicago: University of Chicago Press, 1990), esp O criminologista norueguês Thomas Mathiesen detectou e denunciou isso já em 1990, a respeito do front carcerário; ver Thomas Mathiesen, Prison on Trial: A Critical Assessment (London: Sage, 1990),

25 de poder entre as classes e grupos que lutam a todo momento pelo controle sobre os mundos do trabalho. E nessa luta, é a classe dos negócios transnacionais e as frações modernizantes da burguesia cultural e da alta nobreza do Estado, aliadas sob a bandeira do neoliberalismo, que tem ganhado o controle e encetado uma campanha avassaladora para reconstruir o poder público em linha com seus interesses materiais e simbólicos. 8 A transformação dos bens públicos em commodities e o aumento do trabalho subassalariado e instável contra o pano de fundo da população pobre trabalhadora nos Estados Unidos e do duradouro desemprego em massa na União Europeia; o esgarçamento das redes de proteção social, que conduziu à substituição do direito coletivo a recursos contra o desemprego e a carência pela obrigação individual de exercer uma atividade remunerada, (workfare nos Estados Unidos e no Reino Unido, trabalhos ALE na Bélgica, PARE e RMA na França, reforma Hartz na Alemanha etc.) a fim de impor o trabalho assalariado dessocializado como o horizonte normal para o novo proletariado dos setores de serviços urbanos; 9 o reforço e extensão do aparato punitivo, recentrado nos bairros pobres do centro das cidades e na periferia urbana que concentra os conflitos e o desespero produzidos pelo movimento duplo de retração do Estado no front econômico e social: essas três tendências se implicam e se imiscuem umas nas outras numa cadeia causal que se autoperpetua e que está redesenhando os limites e redefinindo as modalidades da ação governamental. O Estado keynesiano, associado ao trabalho assalariado fordista, funcionava como uma mola propulsora de solidariedade, cuja missão era contrabalançar os ciclos recessivos da economia de mercado, proteger as populações mais vulneráveis e refrear desigualdades gritantes. Esse Estado foi sucedido por um Estado que pode ser chamado neodarwinista, já que erige a competição em fetiche e celebra a responsabilidade individual irrestrita cuja contraparte é a irresponsabilidade coletiva e, portanto, política. O Leviatã se retira para suas funções régias de aplicação da lei, elas próprias hipertrofiadas e deliberadamente abstraídas de seu ambiente social, e para sua missão simbólica de reasserção dos valores comuns através da anatematização pública de categorias desviantes entre elas as importantes categorias do desempregado "delinquente de rua" e do "pedófilo", vistas como encarnações ambulantes do abjeto fracasso em viver de acordo com a ética abstêmia do trabalho assalariado e do autocontrole sexual. Diferentemente de seu predecessor da belle époque, esse novo estilo de darwinismo, que exalta os "vencedores" por seu vigor e inteligência e menospreza os "perdedores" na "luta pela vida econômica", apontando suas defeitos de caráter e inadequações comportamentais, não tem na natureza o seu modelo. 10 É o mercado que o provê de sua metáfora-mestra e do mecanismo de seleção que supostamente assegura a "sobrevivência do mais apto". Mas só depois que o próprio mercado já foi naturalizado, isto é, apresentado sob uma roupagem radicalmente des- 8. Para uma análise das variações nacionais desse padrão comum, ver Marion Fourcade-Gourinchas e Sarah L. Babb, "The Rebirth of the Liberal Creed: Paths to Neoliberalism in Four Countries", American Journal of Sociology, 3108 (November 2002): 533, Jamie Peck, Workfare States (New York: Guilford, 2001); e Catherine Lévy, Vivre au minimum. Enquête dans l Europe de la précarité (Paris: Editions La Dispute, 2003), ch Mike Hawkins, Social Darwinism in European and American Thought, : Nature as Model and Nature as Threat (Cambridge: Cambridge University Press, 1997). 23

26 historicizada que, paradoxalmente, o transforma numa realização histórica concreta das puras e perfeitas abstrações da ciência econômica ortodoxa promovida ao patamar de teodiceia oficial da ordem social in statu nascendi. Assim, a "mão invísivel" do incompetente mercado de trabalho, fortalecida pela mudança do welfare para o workfare, encontra sua extensão ideológica e seu complemento institucional no "punho de ferro" do Estado penal, que cresce e se organiza a fim de estancar as desordens geradas pela difusão da insegurança social e pela correlativa desestabilização das hierarquias de status que formavam a estrutura tradicional da sociedade nacional (i.e., a divisão entre brancos e negros nos Estados Unidos e entre nacionais e imigrantes das colônias na Europa ocidental). A regulação das classes trabalhadoras através do que Pierre Bourdieu chama "a Mão Esquerda" do Estado, 11 aquela que protege e expande as oportunidades de vida, representadas pelas leis trabalhistas, pela educação, saúde, assistência social, habitação, é suplantada (nos Estados Unidos), ou suplementada (na União Europeia) pela regulação através de sua "Mão Direita", aquela da polícia, da justiça, da administração correcional, cada vez mais ativa e intrusiva nas áreas hierarquicamente submetidas do espaço social e urbano. E, logicamente, a prisão retorna ao centro do palco social, quando há apenas trinta anos os mais eminentes especialistas da questão penal eram unânimes em predizer seu declínio, senão seu desaparecimento. 12 A utilidade renovada do aparato penal na era pós-keynesiana da insegurança do emprego é tripla: ele (i) funciona para subjugar as frações recalcitrantes da classe trabalhadora à disciplina do novo regime fragmentado de trabalho assalariado por meio do aumento dos custos de estratégias de fuga para a economia de rua informal; (ii) neutraliza e confina seus indivíduos mais perturbadores ou aqueles tornados completamente supérfluos pela recomposição da demanda de trabalho; e (iii) reafirma a autoridade estatal no quotidiano dentro do domínio restrito atribuído ao Estado a partir de então. A canonização do "direito à segurança", correlato do abandono do "direito ao emprego" em sua antiga forma (isto é, em horário integral, com todos os benefícios, por período indefinido e com um salário mínimo que permitisse a reprodução social do trabalhador e sua proteção futura), e o crescente aporte de recursos e interesse na manutenção da ordem vêm no momento exato para impedir o aumento do déficit de legitimidade dos agentes políticos tomadores de decisão, decorrente exatamente do fato de que eles abjuraram as missões estabelecidas do Estado nos fronts social e econômico. Sob essas condições, entende-se melhor por que, pela Europa, os partidos governamentais de esquerda tomados pela visão neoliberal se mostraram tão entusiastas das temáticas de segurança encarnadas pela "tolerância zero" vinda dos Estados 11. Pierre Bourdieu et al., La Misère du monde (Paris: Seuil, 1993), (trad. The Weight of the World, Cambridge, Polity Press, 1999); e Pierre Bourdieu, Contre-feux (Paris: Raisons d agir, 1997), 9-15 (trad. Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market, Cambridge, Polity Press, 1999). 12. Na metade dos anos de 1970, os três principais revisionistas da história da prisão, David Rothman, Michel Foucault e Michael Ignatieff, concordaram ao vê-la como uma instituição em inevitável declínio, destinada a ser substituída a médio prazo por instrumentos de controle social mais difusos, discretos e diversificados; ver Franklin E. Zimring e Gordon Hawkins, The Scale of Imprisonment (Chicago: University of Chicago Press, 1991), ch. 2. O debate penal então se voltou para as implicações do desencarceramento e da implementação de sentenças comunitárias. Desde esse prognóstico malthusiano, a evolução da punição sofreu uma reviravolta em quase todas as sociedades ocidentais: a população carcerária dobrou na França, Bélgica e Inglaterra, triplicou na Holanda, Espanha e Grécia, e quintuplicou nos Estados Unidos. 24

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