INSTITUCIÓN: Programa Primeira Infância Melhor. Departamento de Ações em Saúde Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul

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1 EXPERIENCIA PRESENTADA EN FORMATO PÓSTER: Primeira Infância Melhor Fazendo Arte: Relato de experiência da Política Pública do Estado do Rio Grande do Sul/ Brasil na formação lúdica de visitadores domiciliares das equipes de atenção primária em saúde. INSTITUCIÓN: Programa Primeira Infância Melhor. Departamento de Ações em Saúde Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul AUTORES: Ana Maria Ressing Oliveira, Carolina de Vaconcellos Drugg, Liése Gomes Serpa, Kênia Margareth Fontoura, Priscilla da Silva Lunardelli CONTACTO:

2 Primeira Infância Melhor Fazendo Arte: Relato de experiência da Política Pública do Estado do Rio Grande do Sul/ Brasil na formação lúdica de visitadores domiciliares das equipes de atenção primária em saúde. Ana Maria Ressing Oliveira Carolina de Vaconcellos Drugg Liése Gomes Serpa Kênia Margareth Fontoura Priscilla da Silva Lunardelli Programa Primeira Infância Melhor Departamento de Ações em Saúde Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul Eixo Temático: Direitos culturais e arte desde o berço. RESUMO O Primeira Infância Melhor (PIM) é uma política de governo do Estado do Rio Grande do Sul, sob a coordenação da Secretaria da Saúde e cogestão das seguintes Secretarias de Estado: Educação, Políticas para as Mulheres, Cultura, Trabalho e Desenvolvimento Social e Justiça e Direitos Humanos. É

3 um programa institucional de ação socioeducativa voltado para o cuidado em território das famílias com crianças entre zero e seis anos e também gestantes, prioritariamente, para aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco social. Desenvolve ações e cuidados simultâneos e pertencentes à Atenção Primária em Saúde, voltados para o desenvolvimento pleno das capacidades físicas, intelectuais, sociais e emocionais da família, tendo como pilar de sustentação a Intersetorialidade. O objetivo principal do PIM é orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças protagonizando boas práticas de cuidado desde a gestação até os seis anos de idade. O acompanhamento das crianças é realizado por visitadores domiciliares próprios do Primeira Infância Melhor e também por Agentes Comunitários de Saúde adscritos as Unidades Básicas, estes estão unidos na rede de serviços transversalizando as ações de garantia do acolhimento e do acesso das famílias atendidas as políticas públicas locais. As visitas domiciliares são estruturadas de modo a garantir a continuidade do atendimento e o fortalecimento das competências familiares em cuidar e educar suas crianças, valorizando os recursos e saberes existentes em cada contexto. Um protocolo de visita, um roteiro formal, um plano de atendimento individualizado e uma estrutura teórica específica servem como base para as atividades que ocorrem durante as visitas basicamente, o visitador precisa conhecer as necessidades e desejos e cada família e as características das crianças para então definir suas estratégias de abordagem e as atividades que irá propor. Para tanto, conta com o apoio de materiais teóricos e da supervisão da equipe técnica do PIM, o que garante a articulação entre metodologia de atendimento e os contextos culturais e sociais atendidos. As atividades são realizadas semanalmente na residência das famílias, respeitando suas rotinas e tendo o lúdico como mobilizador da capacidade criativa e de expressão de cada contexto. O jogo, a brincadeira e as artes são grandes alicerces para a construção do vínculo entre o PIM e as famílias, pois permitem revelar o potencial de transformação contido em cada contexto, fortalecendo a autoria crítica e reflexiva de pais, mães, avós e irmãos no cuidado proporcionado às crianças pequenas. A visita domiciliar é uma estratégia que permite uma aproximação intensa com os saberes e crenças das famílias sobre a educação

4 de crianças e sobre desenvolvimento infantil, possibilitando orientações mais centradas e sensíveis as suas demandas e com maior impacto sobre o modo de interagir com seus filhos (estruturar o ambiente, mudança no nível de desenvolvimento e condição de saúde da criança, etc.). O reconhecimento de que o ambiente familiar constitui o contexto primário para o desenvolvimento das crianças, desde a sua gestação, justifica garantir seu cuidado no sentido amplo (biopsicossocial), para que possam crescer e se desenvolver de forma saudável. Aos adultos responsáveis por estes bebês/crianças cabe supervisionar e zelar por estes cuidados. Promover a interação, o vínculo afetivo, a segurança física e emocional, o sentimento de pertença ao núcleo familiar e comunitário, está inserido neste rol de cuidados. Em razão da centralidade do tema da criança, presente nos trabalhos dos Visitadores do PIM, a ludicidade contempla as atividades desenvolvidas junto às famílias e suas crianças. Organizados desde o ano de 2007, uma série de processos de educação permanente aborda a temática lúdico artística a partir da sistematização de um material de apoio técnico denominado Coleção Fazendo Arte com o PIM, composta por quatro volumes que englobam as mais variadas brincadeiras e jogos. A elaboração deste trabalho, além da conscientização da importância da ludicidade na infância, busca oferecer à criança atividades selecionadas com respeito e dedicação. Para levar a efeito estes objetivos, a participação da família é de vital importância. Ela, como encarregada da transmissão do conteúdo proposto na Coleção, é uma valiosa aliada na consolidação dos seus resultados. Sendo o brincar a essência da infância, seu uso permite e possibilita a produção do conhecimento, da aprendizagem e do desenvolvimento do ser humano. Independente da época, da cultura e classe social, os jogos e brinquedos fazem parte da vida da criança, um mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, prazer e sonhos onde a realidade e o faz de conta, se confundem. O brincar corresponde a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação, com isso, o lúdico, na sociedade em que vivemos, estimula o crescimento e o desenvolvimento, a coordenação muscular, as faculdades intelectuais, a iniciativa individual, a observação, o conhecer as pessoas e coisas do ambiente em que vive, estabelecendo vínculos que perdurarão para toda a vida. A proposta do Primeira Infância Melhor vem ao encontro de uma tendência que

5 interpreta a ação socioeducativa como uma possibilidade de prevenção aos problemas sociais evidentes em espaços de vulnerabilidade e busca trabalhar os conhecimentos necessários à retomada do protagonismo das famílias e comunidades na educação e cuidado de suas crianças. Para tanto, prevê uma forma alternativa de pensar e praticar a promoção do desenvolvimento infantil articulada a ações e profissionais de diferentes áreas do conhecimento e aplicada em contextos culturais, sociais, políticos e econômicos distintos. Atualmente o PIM está presente em 254 municípios gaúchos, atendendo aproximadamente crianças entre zero e seis anos. Concluímos que a experiência de trabalho e formação dos visitadores domiciliares no contexto lúdico artístico representa um esforço coletivo para pensar, falar, mediar, agir, comunicar, articular consensos viáveis, escrever e escrever de novo e não podendo escrever pintar, recortar, inventar novas formas de garantir a todas as crianças o melhor da infância.

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