INSPEÇÃO ESCOLAR MOTIVACIONAL E SUA RELEVÂNCIA NO PROCESSO EDUCACIONAL

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1 ARTIGO 1 INSPEÇÃO ESCOLAR MOTIVACIONAL E SUA RELEVÂNCIA NO PROCESSO EDUCACIONAL 1 Geralda Cecília Azevedo. RESUMO: Historicamente a educação no Brasil analisa a figura do inspetor escolar em que o ato de inspecionar nos lembra do ato de fiscalizar, observar, verificar, vistoriar e vigiar. Contemporaneamente discute-se o papel desse profissional na educação, uma vez que, de um modo geral, a população e/ou profissionais inseridos nesse processo não têm formulado ainda as atribuições do inspetor escolar, ao contrário disso, há aqueles que trazem consigo conclusões equivocadas a respeito do profissional supracitado. No entanto, diante desse fato percebe-se a importância de abordar o papel do inspetor escolar aliado ao tema motivação, pois o mesmo exerce influxo de forma decisiva no comportamento, tornando-se um método eficaz para obter resultados positivos no decorrer das atividades educacionais, buscando a satisfação de todos os profissionais inseridos na unidade escolar. PALAVRAS-CHAVE: Inspetor Escolar; Motivação; Comportamento; Atribuições. ABSTRACT: Historically, education in Brazil analyzes the figure of the school inspector in the act of inspecting the act reminds us to monitor, observe, verify, inspect and monitor. Contemporaneously, we discuss the role of professional education, since, in general, the population and / or health professionals involved in this process have not yet formulated the tasks of the school inspector, on the contrary, there are those who bring wrong conclusions about the work mentioned above. However, this fact before you realize the importance of addressing the role of school inspector together with the motivation issue, because it exercises a decisive influence on behavior, making it an effective method to obtain positive results in the course of educational activities, seeking the satisfaction of all health professionals involved in the school unit. KEY-WORDS: School Inspector, Motivation, Behavior; Assignments. 1 Pós-graduanda em Educação Inclusiva e Inspeção Escolar pela FACREDENTOR/ETTAL.

2 ARTIGO 2 INTRODUÇÃO Examinando atentamente o problema de estudo apresentado neste artigo, relacionado à importância do inspetor escolar motivacional, pretende-se em hipótese provisória para replicá-lo, que o processo motivacional primeiramente envolve todos os profissionais, pais e alunos, ali inseridos distinguido em um conjunto de ações que direciona o comportamento da inspeção escolar em relação ao ambiente de ensino. Percebe-se na realidade das instituições educacionais uma desmotivação que se refere a fatores diversos, bem como o aspecto pessoal interno, relacionados às características de personalidade, atitudes, emoções, valores, dentre outros, não deixando de existir fatores externos como insatisfação em relação à remuneração, condições físicas e sociais. Contudo, justifica-se tamanha relevância ao abordar a motivação, sendo a mesma essencial para a rotina educacional, uma vez que os profissionais necessitam estarem motivados para realizar seus trabalhos mais felizes alcançando suas metas, obtendo a necessidade da preparação do inspetor nesse processo, propondo estratégias e ferramentas para que a motivação aconteça na prática. O presente artigo tem por finalidade ressaltar a motivação que se refere a um elemento indispensável para que os profissionais inspetores escolares possam realizar seus trabalhos com maior interesse, dedicação e entusiasmo, com o propósito de adquirir sua própria satisfação. Desse modo, consequentemente, envolvendo e refletindo na unidade escolar, adquirindo crescimento e êxito profissional de todas as partes, dessa forma sequenciará ocorrendo resultados positivos em relação aos alunos no processo ensinoaprendizagem. O referido artigo tem como principal objetivo analisar o comportamento do inspetor escolar mediante suas atribuições e suas atitudes perante os trabalhos com a comunidade escolar, bem como abordar aspectos motivacionais nesse contexto.

3 ARTIGO 3 TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA INSPEÇÃO ESCOLAR Cronologicamente, o cenário brasileiro da década de 30 caracterizou-se por intensas transformações na sociedade, bem como a revolução que gerou consequências incitando um movimento crescente de industrialização e urbanização, desse modo aparecendo pela primeira vez, em 1932, na legislação de ensino, a inspeção escolar Decreto Lei nº de 04 de maio de 1932 nos artigos 63 a 68. Constata-se nesse período o início da valorização e reconhecimento da educação, sendo publicado pela Constituição de 1934, nesse sentido considerase a educação como um direito do cidadão. Juntamente com o reconhecimento da educação surge a figura do inspetor escolar como fiscalizador permanente responsável pela inspeção dos estabelecimentos de ensino. Na década de 40 a sociedade avançou significativamente: meios de comunicação, métodos educacionais, institutos nacionais de educação, dentre outros. Nesse contexto histórico de destaques e avanços o ensino sofreu reestruturação através de modificações realizadas, no entanto, a ação da inspeção escolar era demasiadamente exigente e de caráter nacionalista, na qual era exercida, prioritariamente a função fiscalizadora. Essa figura, de acordo com estudos realizados de Ferreira e Fortunato (2009, p. 8) assegurou historicamente uma determinada formação para a cidadania que atendia ao espírito autoritário do nacionalismo. No início da década de 50 pesquisas do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelaram através do Censo Demográfico que a educação no Brasil estava com taxa de analfabetismo extremamente elevada. Diante disso foi votada à nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), lei federal nº de 20 de dezembro de 1996, que em seu texto foi delegou competência ao Estado e ao Distrito Federal para autorizar, reconhecer e inspecionar os estabelecimentos de ensino, bem como a qualificação do profissional responsável pela inspeção escolar devendo possuir conhecimentos técnicos e pedagógicos para o exercício da função. Caminhando um pouco mais, na década de 60 os inspetores sindicantes atuam junto às delegacias Regionais de Ensino que são as atuais

4 ARTIGO 4 Superintendências Regionais de Ensino SRE s. É necessário ressaltar que a educação assumiu grande importância no início da década de 60, pois foi um período em que aconteceram variadas campanhas de conscientização, voltadas para segmentos marginalizados da sociedade, direcionando à analfabetos, deficientes visuais, surdos, trabalhador rural, jovens e adultos não escolarizados. Ainda na década de 60 houve duas reformas no campo educacional: a do ensino superior (Lei nº de 28 de novembro de 1968) e a do ensino básico (1971), foi ratificada a nova LDBEN Lei nº que fixava diretrizes e bases para o ensino de primeiro e segundo graus. Aguiar (1996, p. 16) esclarece que: [...] antes da reforma de 68 a inspeção podia ser exercida, no Estado de Minas Gerais, por professores do Ensino Médio e até por portadores de diploma de curso superior, sem habilitação específica, e, muitas vezes, sem nenhuma ligação direta com problemas educacionais. Após essa reforma a formação desses especialistas foi prevista na Resolução do Conselho Federal de Educação CEE nº que ficou estabelecido: O preparo dos profissionais destinados ao trabalho de planejamento, supervisão, administração, inspeção e orientação, em cursos de pedagogia, de grau superior com duração plena ou curta, ou de pósgraduação para atuar no âmbito das escolas ou sistemas escolares. (Artigo 33 da LDBEN nº 5.692/71) Em vista disso percebe-se a importância da preparação dos profissionais da educação, uma vez que os mesmos atuam em um dos setores principais em relevância na sociedade. Aguiar (1996, p. 19) parte do princípio que no educador se desenvolverá o profissional de áreas específicas incluindo o inspetor, capaz de ajustar-se a peculiaridades locais, a estilos escolares e mesmo a diferenças individuais dos alunos. No entanto, entende-se a necessidade do trabalho coletivo com o propósito de resultados positivos ao processo supracitado. A década de 70 foi assinalada por contrastes, ditadura, perseguições, censura, falta de liberdade, muitos foram presos, torturados e exilados. A década foi marcada também pela resistência formada por intelectuais, estudantes e artistas. Em Minas Gerais dois estatutos do magistério (1973 e 1977) trataram sobre a função do inspetor escolar: o inspetor era cargo de provimento em

5 ARTIGO 5 comissão (Lei nº de 27 de dezembro de 1973, artigo 25), já no segundo estatuto o inspetor passou a ser cargo de provimento efetivo, (Lei nº de 13 de outubro de 1977, artigo 7), determinando no artigo 13 as suas atribuições específicas. Todavia, observa-se a necessidade da busca de conhecimento com o propósito de melhorar cada vez mais a qualidade dos serviços do inspetor escolar, especialmente pelo fato de estar em cargo efetivo, como determina a Lei Na década de 80 várias resoluções complementares são validadas, adaptando e alterando as funções do inspetor escolar, reorganizando o serviço de inspeção traçando um novo papel a ser desempenhado com a finalidade de tornar melhor a profissão do inspetor escolar no âmbito educacional, trazendo esperança de novas políticas educacionais. Embora aconteçam tantas expectativas favoráveis o processo de transição democrática estava a favor da descontinuidade da política educacional, os vícios da máquina administrativa, a escassez dos recursos e a consequente precariedade da educação pública (SAVIANI, 2007). Percebe-se que, desse modo torna-se custoso e complicado atingir o patamar almejado a várias resoluções teóricas descritas nessa década. Nesse contexto, a década de 90 resulta-se em meio à incredulidade. Diante do processo de estruturação no âmbito educacional a referida década vem com teorias neoliberais arraigando-se diretamente no mercado mundial, tecnologia, lucro e força de trabalho. Foi publicada a nova LDBEN Lei Federal de 11 de dezembro de 1996 para melhor direcionamento educacional, bem como a descentralização, participação comunitária e formação integral a cidadania. O artigo 64 da referida lei estabelece que: [...] a formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação a base comum nacional. No entanto, historicamente, avistam-se através de leis, resoluções e mudanças constantes em busca de uma postura democrática nesse cenário educacional. Nesta conjuntura, e, em meio a tantas mudanças, a humanidade principia-

6 ARTIGO 6 se em um novo milênio, segundo Tavares e Alarcão (2001, p. 101) reclama por relações mais flexíveis e humanizadas. Diante dessas circunstâncias a democratização, participação, criatividade, liderança, autonomia, flexibilidade e descentralização vêm fazer parte dos profissionais da educação do novo milênio. ATRIBUIÇÕES DO INSPETOR ESCOLAR Em relação ao contexto histórico que se fez presente no referente artigo, os novos paradigmas da educação nacional nos atenta à observância de desafios que obrigatoriamente o inspetor escolar deverá pescutar junto à legislação educacional vigente, no entanto uma reflexão mais atenta da LDBEN e de alguns de seus artigos, bem como as atribuições e competências que nela se aplica fazse de modo que venha a exercê-los em ação solidária com as escolas, diretores, professores, profissionais inseridos e comunidade escolar em interação com as secretarias estaduais, municipais e órgãos regionais de educação. Contudo nota-se que o trabalho do inspetor escolar é ser o elo entre as esferas maiores da administração educacional Finoto (2010, p. 6-7) ressalta que o inspetor escolar é o legítimo representante da administração central e regional do sistema conceituando ainda que a inspeção escolar é correição, auditoria, orientação e assistência técnica. Esses profissionais são os olhos e os ouvidos do Poder Público na escola. Parafraseando a autora, percebe-se uma imagem burocrática da função envolto em relatórios, procedimentos, rotinas de escrita, arquivamento, etc. No entanto, a pesquisa revela que o trabalho de inspeção escolar sucede-se repercussão e responsabilidades maiores. FINOTO (2010, p. 6-7) orienta sobre as funções do inspetor escolar: Função Verificadora: deve possuir domínio da legislação, ser pesquisador e observador; Função Avaliadora: Educador; Função Orientadora: ter boa comunicação oral e escrita, ser conciliador; Função Corretiva: segurança e postura pedagógica; Função Realimentadora: criatividade. Portanto a descrição acima revela maior abrangência no trabalho do inspetor escolar constatando necessário o conhecimento da legislação pertinente

7 ARTIGO 7 à educação. A Resolução nº 457 de 30 de setembro de 2009 destaca, entre outros, o artigo 3º que assegura a comunicação do inspetor entre os órgãos centrais mediante: I Verificação e avaliação das instituições escolares, quanto à observância das normas legais e regulamentáveis a elas aplicáveis; II Monitoramento, correção e realimentação das ações dessas instituições; III Registro dos referidos atos em relatórios circunstanciados e conclusivos. Todavia, é percebido que o trabalho do inspetor escolar denota-se de atribuições que deverão ser extremamente empenhadas, visto que a responsabilidade e o compromisso são palavras de ordem / prática nesse contexto. OS ASPECTOS MOTIVACIONAIS E O INSPETOR ESCOLAR O papel do inspetor escolar não é apenas de ser um profissional que cuida somente da parte burocrática e/ou fiscalizadora. Os aspectos emocionais fazem parte da vida profissional do inspetor escolar, no entanto, o mesmo necessita de um perfil motivador, pois ele passa por um processo de responsabilidades e orientações a todos os envolvidos nesse segmento de ensino-aprendizagem. Afinal quem é esse sujeito? Silva (1999, p.84) cita ver-se de outro modo, dizer-se de outra maneira, julgar-se diferentemente, atuar sobre si mesmo de outra forma. Observa-se em tal citação, a análise (dentre outros profissionais) do inspetor escolar aprendendo a se conhecer a cada dia. De acordo com Libânio (2002, p. 20) aprender a conhecer é inserir todo conhecimento no varal do passado, percebê-lo na atualidade do presente e vislumbrá-lo em sua densidade no futuro. Parafraseando o autor a citação é notável a todo profissional inserido no processo educacional, em especial ao inspetor escolar. Contudo para que haja aprendizado é relevante o ato de pensar. Libânio (2002, p. 23) conceitua esse termo como sendo pensa quem sabe perguntar-se a si a realidade num movimento em que não há respostas prontas. Diante disso nota-se a

8 ARTIGO 8 necessidade da capacidade de pensar. Nessa conjuntura, o inspetor escolar está inserido no papel de gestor, ele terá que ser um visionário, pois seu trabalho hoje consequentemente refletirá amanhã, uma vez que necessita obter ideias / ato de pensar em variadas possibilidades de mudanças, pois seu trabalho é extenso e as demandas nas escolas também. As escolas que pretendem obter seu processo ensino aprendizagem com qualidade, preocupando-se com as doutrinas democráticas, bem como o acesso e permanência dos alunos / comunidade na escola, consequentemente estão interessadas em profissionais qualificados e motivados, o inspetor escolar faz parte desse processo na execução de suas ações. Vale (1982, p. 35) destaca: [...] procurar desenvolver a sua capacidade de organizar o pensamento e compartilhar suas ideias, de se constituir enquanto grupo de compreender a força da ação coletiva, de liderar, de pensar criticamente a realidade social, de filtrar da história oficial de sua classe, de se capacitar a se tornar sujeito de sua própria história. Parafraseando ao autor, o inspetor escolar deve ser um profissional dotado de flexibilidade e dinamismo, deve ser um especialista focado em sustentar a motivação no seu ambiente de trabalho corpo docente / comunidade escolar das unidades escolares em que atua deve ser idealista e transformador, precisa saber trabalhar em equipe com o propósito de integração escola / comunidade. Santana (2012, p. 6): Espera-se do inspetor escolar, um profissional que não cuide somente da parte burocrática, mas que procure ter um método de trabalho menos policiador e controlador, tornando-se mais participativo e democrático, mais orientador da aplicação da norma e mais estimulador da criticidade e da criatividade tão necessária à melhoria do funcionamento do sistema. Deverá propiciar às escolas as condições que assegurem sua autonomia administrativa, pedagógica e também que cuide e oriente a parte humana, conduzindo com todos os envolvidos o processo ensino aprendizagem, com qualidade, eficiência e motivação. Entretanto, diante de pontuações variadas quanto ao profissional inspetor escolar, o mesmo tem a necessidade e responsabilidade de atuar no processo educacional de forma a refletir positivamente no desempenho dos profissionais atuantes na escola, alunos e comunidade, bem como tutear de modo a promover o progresso motivacional da comunidade escolar nesse contexto.

9 ARTIGO 9 TRABALHO X MOTIVAÇÃO Segundo Vergas apud Fiorelli (2004, p. 118) motivação é uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa que nasce de nossas necessidades interiores. Acordado ao autor, quando há motivação as pessoas tornam-se mais produtivas e atuam com mais satisfação, seja no ambiente profissional ou no ambiente social, desse modo produzindo melhor e com mais qualidade. Diante desse fato, analisam-se diversos fatores no qual as pessoas e/ou profissionais sentem-se motivados, sendo que um deles é a questão salarial, ao qual o Poder Público não prioriza tal incentivo financeiro ao nível que é necessário na área educacional, lembrando que todo cidadão passa pela educação e o objetivo da mesma é formá-los conscientes do seu papel na sociedade, todavia devido a falta de incentivo financeiro a consequência é a desmotivação no desenvolvimento de um trabalho com qualidade. Especificamente no profissional inspetor escolar podem existir fatores variados que o leve a desmotivação além da questão salarial, como a falta de programas de formação / treinamento, plano de carreira, reconhecimento e valorização profissional. Santana (2012, p. 7) enfatiza que: [...] as pessoas não são movidas somente por recompensas materiais, mas também pela admiração e, sobretudo, pelo reconhecimento, mesmo um simples elogio poderá ser uma poderosa alternativa para a motivação. Portanto, o inspetor escolar motivacional é essencial para o desenvolvimento de um trabalho com qualidade e consequente desempenho positivo nas unidades escolares, constatando que a motivação pode ocorrer sem a dependência única de recompensas materiais, conforme supracitado pela autora.

10 ARTIGO 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS O fio que se procurou tecer com esta discussão leva a considerar que o atual século está em busca de uma nova educação, de um novo trabalho de inspeção escolar, em busca de uma comunidade escolar de cidadania, asseverando uma educação escolar de qualidade. Todavia o presente artigo mostra que o inspetor escolar tem uma função relevante dentro das unidades escolares, apoiando e orientando a escola como um todo na resolução de problemas, preponderando também o aspecto motivacional. Dessa forma sugestiona-se que o inspetor escolar deve exercer seu trabalho com direcionamento em promover a integração e participação no âmbito educacional, pois conforme revela a pesquisa a inspeção escolar motivacional é de extrema relevância para adquirir êxito profissional, incentivando e promovendo a formação em serviço das comunidades escolares. Contudo, o prioritário, conforme o trabalho apontou é a necessidade de motivação e satisfação do inspetor escolar assumindo seu trabalho / sua função de modo que progridam resultados com qualidade, em consequência dessa prática ele motiva toda a equipe. Em vista disso, observa-se a necessidade de uma nova postura que o referido profissional deve assumir, pois contemporaneamente as exigências do sistema de ensino vêm crescendo cada vez mais e o propósito é de compreensão e valorização do ser humano, bem como as relações interpessoais. E assim eis uma reflexão do Professor Paulo Freire (2001, p ) a todos os profissionais inspetores escolares atuantes e/ou aqueles que pretendem atuar futuramente. Para me resguardar das artimanhas da ideologia não posso nem devo me fechar aos outros, nem tampouco me enclausurar no ciclo de minha verdade. Pelo contrário, o melhor caminho para guardar viva e desperta a minha capacidade de pensar certo, de ver com acuidade, de ouvir com respeito, por isso de forma exigente, é me deixar exposto às diferenças, é recusar posições dogmáticas em que me admita como proprietário da verdade. No fundo, a atitude correta de quem não se sente dono da verdade nem tampouco objeto acomodado do discurso alheio que lhe é autoritariamente feito. Atitude correta de quem se encontra em permanente disponibilidade a tocar e a ser tocado, a perguntar e a responder, a concordar e a discordar. Disponibilidade à vida e a seus contratempos. Estar disponível é estar sensível aos chamamentos que nos chegam aos sinais mais diversos que nos apelam, ao canto do

11 ARTIGO 11 pássaro, à chuva que cai ou que anuncia na nuvem escura, ao riso manso da inocência, à cara carrancuda da desaprovação, aos braços que se abrem para acolher ou ao corpo que se fecha na recusa. É na minha disponibilidade permanente à vida a que me entrego de corpo inteiro, pensar crítico, emoção, curiosidade, desejo, que vou aprendendo a ser eu mesmo em minha relação com o contrário de mim. E quanto mais me dou à experiência de lidar sem medo, sem preconceito, com as diferenças, tanto melhor me conheço e construo o meu perfil. É estimulante, portanto, um grande desafio! REFERÊNCIAS AGUIAR, José Márcio de. Manual do Inspetor Escolar e do Supervisor Pedagógico. Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais, Legislação e Normas, v. I e II, Belo Horizonte: Lâncer, BRASIL. Leis Diretrizes e Bases da Educação Nacional 4024/61, 5692/71 e 9394/96. ESTATUTO DO MAGISTÉRIO dos servidores do Estado de Minas Gerais, Lei n.º 6.277, de 27 de dezembro de ESTATUTO DO MAGISTÉRIO dos servidores do Estado de Minas Gerais, Lei n.º 7.109, de 13 de outubro de FIORELLI, J. O. Psicologia Para Administradores. São Paulo: Atlas, FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 20. ed. São Paulo: Paz e Terra, LIBANIO, João Batista. A arte de formar-se. 5. ed. São Paulo: Loyola, SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. 39. ed. Campinas, SP: Autores Associados, SILVA, Tomaz Tadeu da. O sujeito da educação: estudos foucaltianos. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, TAVARES, José. Relações interpessoais em uma escola reflexiva. In: ALARCÃO, Isabel (Org.). Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed, VALE, J. M. F. do. O Diretor de Escola em Situação de Conflito. Cadernos Cedes. Especialistas do Ensino em Questão. São Paulo. n. 6, DECRETO Lei nº de 04 de maio de 1932 Disponível em

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