ORIENTAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL

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1 ORIENTAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL I. Base Legal LDB nº 9.394/ Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; Lei nº /2014 Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências Meta 5: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental. Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. Resolução CEB/CNE nº 07/ Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Art. 30. Os três anos iniciais do Ensino Fundamental devem assegurar: I a alfabetização e o letramento; II o desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo o aprendizado da Língua Portuguesa, a Literatura, a Música e demais artes, a Educação Física, assim como o aprendizado da Matemática, da Ciência, da História e da Geografia; III a continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do processo de alfabetização e os prejuízos que a repetência pode causar no Ensino Fundamental como um todo e, particularmente, na passagem do primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro. 1º Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no uso de sua autonomia, fizerem opção pelo regime seriado, será necessário considerar os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção, voltado para ampliar a todos os alunos as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, imprescindíveis para o prosseguimento dos estudos. 2º Considerando as características de desenvolvimento dos alunos, cabe aos professores adotar formas de trabalho que proporcionem maior mobilidade das crianças nas salas de aula e as levem a explorar mais intensamente as diversas linguagens artísticas, a começar pela literatura, a utilizar materiais que ofereçam

2 oportunidades de raciocinar, manuseando-os e explorando as suas características e propriedades. Resolução CEB/CEE-AL nº 08/ Regulamenta a implantação do Ensino Fundamental de 09 anos no Sistema Estadual de Ensino de Alagoas e dá outras providências Art. 4º - Organizar os 05 (cinco) primeiros anos do Ensino Fundamental em PRIMEIRA FASE E SEGUNDA FASE DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO. 1º - A PRIMEIRA FASE DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL compreende os primeiros três anos, correspondentes às crianças com faixa etária entre 06 e 08 anos. I - Nesta primeira fase haverá PROGRESSÃO CONTINUADA entre os anos letivos, com avaliação formativa periódica, que se constituirá de diversos instrumentos de acompanhamento e diagnóstico, sendo obrigatórios: a) parecer descritivo individual; b) fichas individuais de avaliação sobre o desenvolvimento afetivo, psicomotor e cognitivo. II - Ao final da Primeira Fase de Alfabetização e Letramento do Ensino Fundamental haverá uma avaliação para aferir a promoção da criança para a etapa seguinte, constituindo-se a avaliação de caráter formativo e somativo. 2º A SEGUNDA FASE DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL compreende os quarto e quinto anos, correspondentes à faixa etária entre 09 e 10 anos. I - Nesta segunda fase haverá PROGRESSÃO CONTINUADA entre os anos letivos, com avaliação formativa periódica que se constituirá de diversos instrumentos de acompanhamento e diagnóstico sendo obrigatórios: a) parecer descritivo individual; b) fichas individuais de avaliação sobre o desenvolvimento afetivo, psicomotor e cognitivo. II - Ao final da Segunda Fase de Alfabetização e Letramento do Ensino Fundamental haverá uma avaliação para aferir a promoção da criança para a etapa seguinte, constituindo-se a avaliação de caráter formativo e somativo. Art.5º - Nas PRIMEIRA E SEGUNDA FASES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL, a avaliação somativa considerará globalmente todos os componentes curriculares da matriz curricular praticada para estabelecer o resultado final sobre a promoção do/a aluno/a e, se utilizar o regime de atribuição de notas, utilizará a média global entre os componentes curriculares para definir a promoção, ou o conceito global, quando utilizar o regime de atribuição de conceitos.

3 II. Orientações práticas para o desenvolvimento do trabalho pedagógico de alfabetização no Ensino Fundamental 1. Quais os primeiros procedimentos para o desenvolvimento do trabalho nas turmas de alfabetização e letramento? Realizar a avaliação diagnóstica do/a(s) estudante(s), mapeando os períodos da base alfabética 1 para, em seguida, organizar possíveis agrupamentos produtivos; Planejar semanários de forma que as atividades de base alfabética sejam desafiadoras para o/a(s) estudante(s) agrupados produtivamente. 2. Como realizar a avaliação diagnóstica da base alfabética? Através da produção escrita de cada estudante, seguida da leitura imediata. Essa produção pode ser uma escrita espontânea do/a estudante ou a escrita de um gênero textual ditado 2 pelo/a professor/a. 3. Como realizar o agrupamento produtivo do/a(s) estudante(s)? Após o diagnóstico concluído, o/a professor/a deverá organizar o mapeamento da turma de acordo com os períodos da base alfabética e formar duplas ou trios com hipóteses próximas. Ex: pré-silábico com silábico; silábico quantitativo com silábico qualitativo; silábico com silábico-alfabético; e silábico-alfabético com alfabético; É de fundamental importância que o/a(s) estudante(s) com escrita pré-silábica não sejam agrupados entre si para realizarem atividades de base alfabética. É primordial a interação com estudantes que já sabem que a escrita representa a fala, conhecimento que o/a(s) estudante(s) com escrita présilábica ainda não descobriram. 1 Resumo do processo de construção da base alfabética e modelo de mapeamento do processo de construção da base alfabética da turma ao final destas orientações. 2 Ver o texto Sondagem ao final destas orientações.

4 4. Como elaborar um semanário 3? ESTADO DE ALAGOAS Organizando todo o trabalho pedagógico em blocos semanais, ou seja, planejar tudo o que vai ser trabalhado durante os cinco dias letivos de cada semana, de forma que envolva as atividades curriculares das áreas de conhecimento. Dessa forma, o trabalho segue uma sequência que precisa ser (re)avaliada constantemente, conforme o/a(s) estudante(s) vão avançando nas hipóteses da base alfabética. 5. Como selecionar uma atividade para que ela seja desafiadora para o/a(s) estudantes? Em relação às atividades de base alfabética, é preciso, primeiro, classificá-las em atividade de leitura ou de escrita para em seguida serem aplicadas com o/a(s) estudantes, ajustando as dificuldades; É possível aplicar a mesma atividade apresentada das duas formas. Vejamos o caso da cruzadinha: o quando a cruzadinha é apresentada com banco de palavras ela é uma atividades de leitura, seguida de cópia. O desafio é tentar ler a palavra no banco, utilizando estratégias de leitura; o quando a cruzadinha é apresentada sem o banco de palavras ela é uma atividade de escrita. A tarefa é escrever as palavras. As principais questões que se colocam são ortográficas; o A proposta é utilizar cruzadinha de leitura para os que se encontram no início do processo de alfabetização e de escrita para os que se encontram no fim do processo. 6. Como será a avaliação nas turmas de alfabetização e letramento? A avaliação será formativa, sendo obrigatório parecer descritivo individual e ficha descritiva de avaliação sobre o desenvolvimento afetivo, psicomotor e cognitivo. No 3º e 5º ano haverá também a avaliação somativa com média global. 3 Modelo de planejamento semanal ao final destas orientações.

5 7. Como proceder com o/a(s) estudante(s) matriculados em anos posteriores as fases de alfabetização e letramento, mas que ainda não estão alfabetizados? Deverão receber complementação de estudos direcionada para a alfabetização com atividades desenvolvidas, preferencialmente, no Laboratório de Aprendizagem (LAP) das unidades de ensino. 8. O que deve ser feito quando o/a(s) estudante(s) atingem o período alfabético? A partir desse momento, devem ser desenvolvidas atividades para o aprimoramento da leitura, da análise linguística e da produção textual. Para tanto, é necessário mapear 4 o nível da leitura e da escrita de cada estudante da turma para poder realizar um planejamento com atividades de acordo com o nível diagnosticado. 9. Quais os gêneros textuais que devem ser utilizados durante a alfabetização? Deve-se enriquecer as aulas com contos, fábulas, lendas, mas também com propagandas, cartas, bilhetes, reportagens, listas, piadas, todo e qualquer gênero 5 que traga possibilidades de situações de análise e reflexão sobre a língua portuguesa. 10. O que deve ser desenvolvido no trabalho com a língua portuguesa? O planejamento em língua portuguesa deve observar o desenvolvimento de atividades que envolvam os eixos da leitura, da produção de textos escritos, análise linguística e oralidade; No eixo da leitura, deve-se estar atento para escolha de textos mais adequados, ou seja, os completos, bem escritos, evitando as adaptações que, por vezes, mutilam o texto. Ao priorizar o trabalho com a diversidade textual, 4 Ver sugestão de mapeamento da leitura e produção textual ao final destas orientações. 5 Ver esboço de um quadro geral dos gêneros textuais por domínios discursivos e modalidade ao final destas orientações.

6 esse repertório variado de textos influenciará o/a estudante, tanto nas produções orais quanto nas escritas; No eixo da produção textual, está o desenvolvimento de uma prática de síntese linguística, já que no processo de construção de um texto, o seu produtor utiliza elementos linguísticos diversificados, utilizando-os de acordo com o seu objetivo. Durante a produção textual, o/a(s) estudante(s) desenvolvem um trabalho de análise e reflexão, cuja construção envolve o uso das operações linguísticas substituição, adição, deslocamento e supressão mesmo sem ter consciência de sua utilização durante a escrita do texto; No eixo da análise linguística, está a gramática contextualizada, ou seja, o estudo gramatical através do texto, como analisar a função consequente do uso de sinais de pontuação e de outras notações linguísticas, localizar situações e suas relações com o tempo e modo verbais etc.; Em relação ao desenvolvimento da oralidade, é muito importante que o/a(s) estudante(s) ao aprenderem novas formas linguísticas por meio do acesso a diversidade de gêneros textuais orais e escritos numa linguagem padrão mais formal entendam que todas as variedades linguísticas são legítimas e fazem parte da história e da cultura humana; No trabalho com a linguagem oral e escrita, reforça-se a necessidade da diversidade textual em sala de aula, não apenas pela relevância social, mas porque diferentes gêneros são organizados de diferentes formas, com diversas funções. Partindo dessa perspectiva e acreditando que todo o trabalho deve estar voltado para a exploração dos eixos acima descritos, assegura-se a importância deles serem indispensáveis no planejamento 6 das aulas de Língua Portuguesa. 6 Ao final destas orientações encontram-se um modelo de plano de aula e orientações para a realização de sequência didática.

7 11. Como desenvolver a oralidade? ESTADO DE ALAGOAS Participando de situações diversas quanto ao grau de formalidade e modos de interação, sendo capaz de relatar, expor, argumentar, descrever ações e narrar com desenvoltura. Com a exploração da oralidade o/a estudante pode compreender e produzir textos orais de diferentes gêneros; O estudo da variação linguística é fundamental na formação da consciência linguística e no desenvolvimento da competência discursiva do/a estudante, devendo estar, sistematicamente, presente nas atividades de Língua Portuguesa. 12. Como desenvolver a leitura? Por meio de um trabalho de escuta de textos orais e leitura de textos escritos, de forma a possibilitar o acesso a usos de linguagem mais formalizados e convencionais. Nesse momento, é de fundamental importância a realização da leitura silenciosa e da leitura compartilhada com a turma, visando o desenvolvimento das estratégias de leitura. 13. Como desenvolver um trabalho de produção textual? A partir de uma prática de produção de textos orais, que possibilitem a construção de modelos apropriados às circunstâncias previstas, como debates, seminários e entrevistas (utilizando a elaboração de esquemas, cartazes, roteiros para assegurar mais segurança durante a exposição); Com uma prática de produção de textos escritos, através de atividades sequencializadas que envolvam reescritas, resumos, paráfrases possibilitando aos estudantes a liberação, em parte, de pensar sobre o que escrever, visto que já existe o texto original como modelo, podendo se dedicar ao como escrever, deparando-se com aspectos coesivos da língua. As produções que envolvem autoria são mais complexas, porque o sujeito precisa articular o que dizer e o como dizer;

8 Com o desenvolvimento de um trabalho com as categorias didáticas de prática de produção de textos 7, a saber: transcrição, decalque (paródia), reprodução e autoria; considerando o plano de conteúdo (o que dizer temática) e o plano de forma e expressão (como dizer- gênero textual). 14. Como realizar o trabalho de refacção na produção textual? Iniciando um trabalho de produção de várias versões de um determinado gênero, com intervalo de tempo entre elas, permitindo que o sujeito se distancie de seu próprio texto para poder atuar criticamente sobre ele, fornecendo os instrumentos linguísticos para o/a professor/a poder revisar o texto. Essas versões podem ser escritas coletivamente; Nesse trabalho de refacção textual, deve ser desenvolvida a prática de análise linguística, abordando aspectos gramaticais e a reflexão sistemática sobre os aspectos discursivos do funcionamento da linguagem, contribuindo para a ampliação da competência discursiva do/a(s) estudante(s). Com esse trabalho, o estudante direciona sua atenção para a coerência e a coesão de suas produções. 15. Além dos materiais disponibilizados pelo Ministério de Educação, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) tem algum material que possa auxiliar o trabalho de alfabetização? Em 2005, a SEE disponibilizou para as escolas dos anos iniciais o Caderno de orientações para os laboratórios pedagógicos e de aprendizagem; Em 2012, a SEE produziu o livro Alfabetização: discussões teóricometodológicas; Esses e outros materiais estão disponíveis em 7 Ver resumo sobre as categorias didáticas de prática de produção de textos ao final destas orientações.

9 CONSTRUÇÃO DA BASE ALFABÉTICA Segundo as pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, as crianças passam pelos seguintes períodos da construção da escrita: 1º Distinção entre o modo de representação icônico e nâo icônico: a criança percebe a diferença entre desenho (icônico) e escrita (não-icônico), utiliza caracteres como: bolinhas, tracinhos, pseudoletras, números, letras etc. GIVALDO lápis ARIANA borracha lápis caderno Obs.: Nessa fase elas podem escrever com uma concepção realística da palavra, ou seja, para coisas pequenas ela utiliza poucas letras/caracteres e para coisas grandes muitas letras/caracteres. 2º Construção de formas de diferenciação: a criança constrói formas de diferenciar, começa a utilizar critérios para legibilidade, seus grafismos são mais definidos; havendo um controle progressivo das variações sobre os eixos qualitativos e quantitativos. tesoura caneta Exigências de critérios para legibilidade: hipótese da quantidade para algo ser legível tem uma quantidade mínima de letras (geralmente em torno de 3); a criança não aceita palavras como eu ou helicóptero; hipótese da qualidade um escrito não pode apresentar caracteres repetidos; ela não aceita palavras como papa ou bobo; e hipótese da diferenciação tem de haver diferenças entre dois escritos para que eles signifiquem coisas diferentes. DIEGO Obs: não há correspondência entre a escrita da criança e os sons da fala. Ao ler não faz segmentação, ou seja, não faz pausas silábicas e sim uma leitura global 3º Fonetização da escrita: a criança começa a prestar atenção às propriedades sonoras do significante. Este período pode ser subdividido em: Silábico - a criança registra uma letra para representar cada sílaba, compreendendo que a escrita tem a ver com a fala. - Silábico quantitativo utiliza letras ou caracteres, aleatoriamente, para expressar cada sílaba. JULIANA Texto síntese elaborado pela Profa. Mestra Ana Márcia Cardoso Ferreira, publicado, originalmente, no Caderno de Orientações para os Laboratórios Pedagógicos e de Aprendizagem SEE/AL, lapiseira caderno - Silábico qualitativo para escrever cada sílaba ela utiliza uma letra com

10 valor sonoro convencional, podendo ser: Valor sonoro convencional de vogal. RENATO caderno lápis Valor sonoro convencional de consoante. PAULA borracha lápis Valor sonoro convencional de vogal e consoante. FABBRYNNE caderno Conflitos do período: borracha hipótese silábica x hipótese da quantidade mínima. EMERSON lápis hipótese silábica x hipótese da qualidade (não aceita repetições) Exemplo: aa (casa) oo (bolo) hipótese silábica x hipótese da diferença. Exemplo aea (cadeira) oa (bola) aea (madeira) oa (cola) Obs.: Esses conflitos vão pondo em prova a hipótese silábica, desestruturando-a de forma que a criança descobre que não dá para representar a sílaba sempre com uma única letra, sentindo necessidade de agregar outras. alfabético - ela faz a fonetização da palavra. Esse é o momento de intervir confrontando a escrita da criança com a escrita ortográfica. RAYNE lapiseira REFERÊNCIAS lápis FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. (trad. Sara Cunha e Marisa do Nascimento) 9. ed. Campinas. UNICAMP, Petrópolis: Vozes, Com todas as letras. (trad. Maria Zilda da Cunha Lopes; retradução e cortejo de textos Sandra Trabuco Valenzuela) 6. ed. São Paulo: Cortez,1997. ISBN Reflexões sobre alfabetização. (trad. Horácio Gonzales et al.) 24. ed. Atualizada.São Paulo: Cortez, (Coleção questões da nossa época, v.17) ISBN ; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. (trad. De Diana Myrian Lichetenstein, Liana Di Marco e Márcio Corso) Porto Alegre: Artes Médicas,1985. silábico-alfabético - fase em que a criança ora escreve uma letra, ora mais de uma letra para cada emissão de voz. KLEBSON lapiseira lápis

11 SONDAGEM 8 A sondagem é um dos recursos de que o professor dispõe para conhecer as hipóteses que os alunos ainda não-alfabetizados têm sobre a escrita alfabética. É um momento em que também o aluno tem oportunidade de refletir enquanto escreve, com a ajuda do adulto. A sondagem pode ser: uma relação de palavras acompanhadas ou não de frases, uma produção espontânea de texto ou qualquer outra atividade de escrita, desde que seja acompanhada de uma leitura imediata do aluno. Por meio da sondagem podemos perceber se o aluno faz ou não relação entre fala e escrita e, se faz, de que tipo é a relação. É de grande valia, para o professor, realizar essas sondagens no decorrer do ano no mínimo três vezes, pois isso permite conhecer a evolução histórica da escrita dos alunos. Trata-se de uma avaliação diagnóstica do processo de aprendizagem do sistema alfabético, que não é estática: é o retrato do momento em que foi realizada e pode mudar, inclusive, de um dia para o outro. Sugerimos uma sondagem que compreende uma relação de palavras e uma frase, considerando o seguinte: A relação de palavras deve-se iniciar com um polissílabo e acabar com um monossílabo. Não deve haver repetição de letras nas palavras. Não se deve ditar as palavras silabando. Cada palavra escrita deve ser imediatamente acompanhada da leitura do aluno. É importante que o professor registre a escrita e a leitura do aluno, bem como outras informações que julgue relevantes, em uma folha à parte. Na elaboração da frase, deve-se utilizar pelo menos uma das palavras que pertencem à relação, para que se possa observar se há estabilidade na escrita. Exemplificando: ANIMAIS PARTES DO CORPO MATERIAL ESCOLAR - mariposa, dinossauro rinoceronte - sobrancelha - lapiseira - formiga, esquilo, coelho - tigre, onça, urso - cão, rã O tigre está na floresta. A formiga picou o meu pé. - cabeça, barriga, orelha - perna, braço, dedo, unha - pé, mão O menino machucou... - caderno, caneta, massinha - livro, lápis, papel - giz Comprei um caderno na papelaria. É fundamental que o professor faça um arquivo das produções mais significativas dos alunos no decorrer do ano, pois isso lhe dará a oportunidade e também ao próprio aluno de conhecer seu processo de evolução. 8 Brasil. Secretaria de Ensino Fundamental. Programa de desenvolvimento profissional continuado: alfabetização / Secretaria de Ensino Fundamental. Brasília: A Secretaria, pp

12 MAPEAMENTO DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA BASE ALFABÉTICA DA TURMA ESCOLA: PROFESSOR/A: ANO: TURMA: ANO LETIVO: Nº Estudante Distinção entre o modo de representação icônico e nâo icônico Construção de formas de diferenciação Silábico sem valor sonoro Fonetização da escrita Silábico com valor sonoro consoante Vogalconsoante Silábico com valor sonoro Silábicoalfabético Alfabético Os espaços que definem os períodos do processo de aquisição da língua escrita, em que os estudantes podem estar, deverão ser preenchidos com a data em que houve a avaliação, para acompanhar o tempo de evolução de um período para outro e orientar o planejamento das intervenções a serem realizadas.

13 MAPEAMENTO DA LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO ESCOLA: PROFESSOR/A: ANO: TURMA: ANO LETIVO: PERÍODO: ESTUDANTE LEITURA PRODUÇÃO DE TEXTO coerência coesão ASPECTOS GRAMATICAIS Seleção lexical acentuação ortografia pontuação concordâncias regências inicial final inicial final inicial final inicial final inicial final inicial final inicial final inicial final inicial final Os espaços para avaliação da leitura e produção de texto devem ser preenchidos com uma legenda que o/a professor/a considere adequada (por conceitos, cores ou símbolos que represente o nível avaliado), devendo ser feita uma avaliação no início e no final do período, seja ele mensal, bimestral ou semestral, para que possa contribuir no planejamento das intervenções a serem realizadas ao longo do ano letivo.

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16 ESBOÇO DE UM QUADRO GERAL DOS GÊNEROS TEXTUAIS POR DOMÍNIOS DISCURSIVOS E MODALIDADES DOMÍNIOS DISCURSIVOS Científico/Acadêmico Jornalístico MODALIDADES DE USO DA LÍNGUA ESCRITA Artigos científicos Verbetes de enciclopédias Relatórios científicos Notas de aula Nota de rodapé Diários de campo Teses Dissertações Monografias Artigos de divulgação científica Tabelas Mapas Gráficos Resumos Resenhas Comentários Biografias Projetos Solicitação de bolsa Cronograma de trabalho Organograma de atividade Monografias Autobiografias Manuais de ensino Bibliografia Ficha catalográfica Curriculum vitae Editoriais Notícias Reportagens Artigos de opinião Crônicas (política, esportiva) Entrevistas Anúncios Cartas do leitor Resumo de novelas Reclamações Capa de revista Expediente Cartoon Charge Programação semanal ORALIDADE Conferências Debates Discussões Reuniões Exposições Comunicações Aulas Entrevistas de campo Exames orais Exames finais Seminários de iniciantes Seminários avançados Colóquios Seminários temáticos Mesa-Redonda Defesa de trabalhos Banca Examinadora Entrevistas Noticiários de rádio e TV Reportagens ao vivo Comentários Discussões Debates Apresentações

17 Religioso Saúde Comercial Industrial Instrucional Agenda de viagem Roteiro de viagem Orações Rezas Catecismo Homilias Hagiografias Cânticos religiosos Missais Receita médica Bula de remédio Parecer médico Boletim médico Prontuário médico Rótulo Nota fiscal Fatura Tíquete de compra e venda Anúncio Publicidade Comprovante de pagamento Nota promissória Boleto Logomarca Comprovante de venda Pedido Recibo Ordem de serviço Relatório de vendas Carta de Promoção de Venda Instruções de montagem Descrição de obras Código de obras Avisos Parecer técnico Projeto técnico Relatório de Visita Técnica Termo de Compromisso Receitas caseiras Receitas culinárias Manuais de instrução Regras de jogo Regulamentos Contratos Horóscopos Formulários Editais Advertência Sermões Confissão Rezas Cantorias Orações Lamentações Benzeções Cantos medicinais Mantras Ladainhas Consulta Entrevista médica Conselho médico Atendimento de venda Demonstração de produto Ordens Instruções Reuniões Instruções Aulas em vídeo Aulas pelo rádio Aconselhamentos

18 Jurídico Publicitário Lazer Glossário Verbete Placa Mapa Catálogo Papel timbrado Diploma Certificado de curso Atestado de participação Epígrafe Contratos Leis Regimentos Regulamentos Estatutos Certidões Atestados Certificados Diplomas Normas Regras Pareceres Boletim de ocorrência Edital de convocação Aviso de licitação Auto de penhora Auto de avaliação Documentos pessoais Requerimento Autorização de funcionamento Alvará Propagandas Publicidades Anúncios Cartazes Folhetos Logomarcas Avisos Necrológios Outdoors Inscrições em muros Inscrições em banheiros Placas Endereço postal Endereço eletrônico Endereço de internet Piadas Jogos Adivinhas Histórias em quadrinhos Palavras cruzadas Tomada de depoimento Argüição Declarações Exortações Depoimentos Publicidade na TV Publicidade no rádio Fofocas Piadas Adivinhas Jogos teatrais

19 Interpessoal Burocracia estatal administrativa e empresarial Ficcional Dramaturgia Curiosidades Cartas pessoais Cartas comerciais Cartas abertas Cartas do leitor Cartas oficiais Carta-convite Cartão de visita Bilhetes Telegramas Memorandos Boletins Relatos Agradecimentos Convites Advertências Informes Comunicação Ofício Requerimento Memorando Parecer Relatório Atas Circular Portaria Despacho Poemas Diários Contos Mito Lenda Parlendas Fábulas Histórias em quadrinhos Romances Crônicas Peças de teatro (drama, comédia, epopéia) Script de telenovela Script de cinema Roteiro de cinema Recados Conversações espontâneas Telefonemas Bate-papo Convites Agradecimentos Advertências Avisos Ameaças Provérbios Reunião Prestação de Contas Fábulas Contos Lendas Poemas Declamações Encenações Encenações Declamações Sketches Jograis Seguramente, este quadro não é completo e pode ser submetido a uma outra sistematização. É uma proposta altamente provisória e até mesmo questionável. Mas já é muito mais do que a simples relação ou listagem trazida acima nos itens anteriores. Também é revelador de um aspecto singular: há domínios discursivos mais produtivos em diversidade de formas textuais e outros mais resistentes. Caso fôssemos fazer este quadro considerando culturas diversas, teríamos, certamente, surpresas bastante grandes. Pois há culturas em que a situação se inverteria totalmente em relação ao que se tem nesses quadros.

20 EIXOS Leitura (compreensão) ESTADO DE ALAGOAS Folha de São Paulo. Folhinha, 12 de outubro de F8 Objetivo Período de desenvolvimento Metodologia Habilidade PLANEJAMENTO 9 Ler e interpretar o gênero textual tira em quadrinhos, realizando atividades de acordo com as necessidades do alunado. Probabilidade de cinco aulas. A metodologia deverá ser contemplada através de levantamento de hipótese, exposição de conteúdo em estudo, problematização, análise e interpretação com as necessárias intervenções. Identificar a idéia central do texto; Interpretar texto misto (verbal e não-verbal); Localizar informações explícitas e implícitas no texto; Identificar os recursos lingüísticos e não lingüísticos no texto; Inferir o sentido de uma palavra ou expressão considerando o contexto; Discutir a função conseqüente do uso de sinais de pontuação; Produzir textos contemplando o mesmo gênero e/ou de gêneros diferentes. Leitura não-verbal O texto se reporta a que cenário? Quais objetos e personagens podemos observar no texto? Que reação revela o garoto ao ver a avó utilizando-se da informática? E como ele se comporta diante da cena em que a avó faz uma consulta sobre novelas? Que atitude revela a menina diante da situação? 9 Material publicado, originalmente, no Caderno de Orientações para os Laboratórios Pedagógicos e de Aprendizagem SEE/AL, 2005.

21 Análise lingüística ESTADO DE ALAGOAS Leitura verbal Que expectativas o neto tem com relação à utilização do computador pela avó? Qual o efeito de sentido provocado pelas expressões: mulher do futuro, tremendo computador, navegar na internet, conhecerá um mundo novo e internauta da terceira idade ultra-hiper-moderna? Qual o efeito de sentido provocado pela pontuação utilizada na tira? Contextualização Diante do cenário, que nível sócio-econômico apresenta essa família? E que relação podemos fazer entre a família exposta na tira e a realidade da nossa comunidade? Que relação podemos fazer entre a novela televisiva e a novela literária? Que relação podemos estabelecer entre os estereótipos dos quadrinhos e a nossa sociedade? Por que associamos novela televisiva à questão de gênero? (como a mulher é retratada pela sociedade e como isso influencia no seu papel social) A avó ao consultar novelas deixa de ser uma internauta da terceira idade ultra-hiper-moderna? Enquanto sujeito político, a mulher tem alcançado muitos espaços no cenário político-social. Por que, apesar de todo esse processo, ela é estigmatizada pelos estereótipos? Estereótipo e preconceito são sinônimos? Que relação podemos fazer entre as personagens e o uso de novas tecnologias? Na sociedade atual, como se dá o relacionamento entre as diferentes gerações? Produção Qual a função da vírgula e do ponto de exclamação trabalhados no texto? Palavras acentuadas e sua função no contexto. As ações verbais trabalhadas no texto, reconhecendo a função de tempo e modo. A linguagem abordada no texto (uso de palavras predominantes na oralidade, forma de tratamento). Elementos coesivos (uma, com, isso, agora, e, que). O sentido das palavras tremendo e navegar no contexto da tira. O sentido da palavra concentrar na tira. O uso do hífen na composição da palavra e sua função no contexto. Produzir textos contemplando o mesmo gênero reportando para situações adversas. Produzir textos de gêneros diferentes, abordando a temática da tira.

22 Sequência didática: TRABALHAR COM GÊNEROS (Sistematização: Otilia Lizete Heinig e Leila Nascimento) 10 O professor deve: 1. Apresentar um problema de comunicação bem definido Qual o gênero que será abordado? atividades de leitura ou escuta de textos A quem se dirige a produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção? 2. Preparar os conteúdos dos textos que serão produzidos (projeto de classe) Primeira produção Os alunos elaboram um primeiro texto inicial que corresponde ao gênero trabalhado conhecendo o que já sabem 1. Um primeiro contato com o gênero produção inicial deve ser simplificada; funciona como reguladora; 2. Realização prática de uma avaliação formativa e primeiras aprendizagens não são produções que valem nota, pois sua função é fornecer informações ao professor sobre como irá organizar os módulos. Os alunos elaboram um primeiro texto inicial que corresponde ao gênero trabalhado conhecendo o que já sabem 1. Um primeiro contato com o gênero produção inicial deve ser simplificada; funciona como reguladora; Realização prática de uma avaliação formativa e primeiras aprendizagens não são produções que valem nota, pois sua função é fornecer informações ao professor sobre como irá organizar os módulos. Um exemplo: Gênero Carta de reclamação Sequência didática planejada nos encontros com professores da Rede Pública de Ensino, como atividade do Projeto de Pesquisa: O ensino da argumentação nos 10 Material disponibilizado durante a formação do PNAIC/2013.

23 anos iniciais do Ensino Fundamental, sob a coordenação das professoras Telma Ferraz Leal e Ana Carolina Perrusi Alves Brandão. Conversa inicial - O que é uma reclamação? - Como a gente faz reclamações (carta, telefone...)? - Como é uma carta de reclamação? Leitura/interpretação de uma carta de reclamação (com a carta exposta em cartaz) - Quem está escrevendo a carta? - Para quem a carta está dirigida? - Qual é o assunto da carta? O que está sendo reclamado? - Por que a reclamação está sendo feita? Discussão sobre os direitos da criança (com base na leitura da parte do estatuto que fala sobre o direito de brincar): - Conversar sobre quais são os direitos da criança - Conversar sobre o direito de brincar / perguntar onde eles brincam - Falar sobre a importância dos espaços de lazer - Discutir sobre o direito aos espaços públicos de lazer (praças, parques, campos, quadras...) - Discutir sobre quem são os responsáveis por garantir os espaços de lazer Produção da primeira versão do texto 1 - Solicitar que escrevam uma carta de reclamação para a Prefeitura reclamando sobre a ausência ou precariedade dos espaços de lazer do bairro. - Ciclo 1: se a turma não for alfabetizada, a escrita é coletiva; - Ciclo 2: escrita individual. Módulos Trata-se trabalhar os problemas que apareceram na primeira produção e dar aos alunos os instrumentos necessários para superá-los:

24 Questões quanto ao encaminhamento: 1. Que dificuldades da expressão abordar? 2. Como construir um módulo para trabalhar um problema particular 3. Como capitalizar o que é adquirido nos módulos? Trabalhar problemas de níveis diferentes 1. Representação da situação de comunicação: imagem da finalidade, interlocutor, sua própria posição como autor e do gênero. 2. Elaboração dos conteúdos: o aluno deve conhecer as técnicas para buscar, elaborar ou criar conteúdos 3. Planejamento do texto: aspectos composicionais dos gêneros. 4. Realização do texto: linguagem adequada ao gênero (vocabulário, variar os tempos verbais, uso de organizadores textuais, etc). Variar as atividades e exercícios 1. Atividades de observação e de análise de textos: evidenciar certos aspectos de funcionamento textual ponto de referência indispensável para a aprendizagem. 2. Tarefas simplificadas de produção de textos: o aluno se concentra em um aspecto (revisar, elaborar refutações, reorganizar narrativas...) 3. Elaboração de uma linguagem comum: realizado ao longo de toda a sequência Capitalizar as aquisições 1. Conhecimento sobre o gênero 2. Aquisição de uma linguagem técnica 3. Cada atividade ou grupo de atividades é finalizada com o registro dos conhecimentos adquiridos sobre o gênero durante o trabalho nos módulos na forma sintética de lista de constatações, lembretes ou um glossário. Exemplos de atividades: Exemplo 1 (Módulo 3): reflexões sobre as finalidades do gênero, tipos de situações em que ele aparece; temáticas presentes em cartas de reclamação: - Leitura de várias cartas de reclamação - Identificar as finalidades, os interlocutores, o tipo de situação que gerou a escrita da carta, o objeto que está sendo reclamado. Ciclo 1 grande grupo

25 Ciclo 2 pequenos grupos e socialização / discussão em grande grupo- Discutir que muitas vezes escrevemos textos que não atendem bem ao que queremos (finalidade); dizer que eles podem rever o texto, fazendo alterações para que ele atenda melhor aos nossos objetivos Esta é uma atividade de observação e análise de textos, que explora o nível da Representação da situação de comunicação. Exemplo 2 (Módulo 7): Leitura de cartas, reflexão sobre os componentes de uma carta de reclamação Pedir que os alunos analisem cartas sugerindo que elas melhorem a carta: Carta em que o problema não está bem explicitado Carta em que as justificativas não estão presentes Carta com várias reclamações Carta em que a reclamação não está dirigida à pessoa responsável Carta sem sugestões Carta de reivindicação Esta é uma Tarefa simplificada de produção de textos, que explora o nível do Planejamento do texto (aspectos composicionais dos gêneros). 1. Dá ao aluno a possibilidade de pôr em prática as noções e instrumentos elaborados separadamente nos módulos: Indica-lhe os objetivos a serem atingidos e dá-lhe um controle sobre seu próprio processo de aprendizagem; Serve de instrumento para regular e controlar seu próprio comportamento de produtor de texto durante a revisão e reescrita; Permite-lhe avaliar os progressos realizados no domínio trabalhado 2. Permite ao professor fazer uma avaliação somativa Os elementos trabalhados em aula devem estar claros, pois servem de critérios de avaliação; É mais objetiva, embora mantenha uma parte de subjetividade;

26 Apontam crescimentos e em que aspectos continuar intervindo de forma mais enfática; A avaliação é uma questão de comunicação e de trocas Será realizada, em geral, sobre a produção final Exemplo: Produção de texto final: Escrita de uma carta de reclamação Levantamento de temas/destinatários feitos pelas professores de acordo com a realidade de cada turma: - Falta de uma rampa para os cadeirantes - Falta de brinquedos na escola - Pichação e destruição dos trabalhos afixados na parede (para alunos do outro turno) - Falta de um sinal de trânsito em frente à escola - Lixo na porta da escola/no canal - Ausência de biblioteca e sala de informática

27 PRÁTICAS DE CONSTRUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS 11 Produção de textos escritos Categorias didáticas de práticas de produção de texto Transcrição Decalque Reprodução Autoria Plano do conteúdo (o que dizer) Temática Plano da forma/expressão (como dizer) Gênero Textual Transcrição - escuta e escrita do texto ao mesmo tempo. Pode ser usada com estudantes a partir do período silábico-alfabético. Conteúdos que podem ser trabalhados: ortografia; rima; transformação para a língua padrão; aglutinação. Passos: o Coloca-se uma música desconhecida para o grupo ouvir; o Enquanto escutam, escrevem o texto sendo fiel ao conteúdo (letra) e à forma (estrutura do gênero). Decalque/Paródia - mantém a forma do texto e muda o que vai dizer (conteúdo). Segundo o dicionário Aurélio Paródia significa imitação cômica de uma composição literária. Conteúdos que podem ser trabalhados: ortografia; rima; caligrafia; aglutinação/segmentação; características dos gêneros textuais; Passos: o Partindo da música pode direcionar o trabalho e fazer intervenção no plano de conteúdo: o Uso da exploração do texto. Reprodução - reconto da história do texto em outro gênero, ou seja, mantém o conteúdo e muda a forma, tem que ser fiel ao enredo. A história tem que ser longa. Ajuda a descobrir o que precisa intervir na escrita. Conteúdos que podem ser trabalhados: ortografia; características dos gêneros textuais; caligrafia; aglutinação/segmentação; pontuação; paragrafação. Passos: o Escolha de uma história ou música longa; o Introdução com levantamento de expectativas sobre o texto; 11 Texto síntese organizado pela Profa. Mestra Nadeje Fidelis de Moraes.

28 o Leitura ou escuta da música; o Escrita da história contada no texto, transformando em outro gênero. Autoria - É a criação de um texto pelo estudante. É aberto, mas não pode ser totalmente aberto ele deve ter grau de abertura e fechamento. Quando o estudante ainda não foi trabalhado é interessante que ele faça o final apenas ou o inicio da história, para não ficar cansativo. Conteúdos que podem ser trabalhados: revisão de textos; ortografia; caligrafia; aglutinação/segmentação; características dos gêneros textuais; pontuação; paragrafação. Passos: o Refacção na produção de textos; o Separar no tempo, o momento de produção do momento de refacção. Referências BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua portuguesa: Ensino da quinta a oitava série. Secretaria de Educação Fundamental Brasília

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